Depois de lamentar a pesquisa Genial/Quaest feita em março, que mostra aumento de 4% no índice de desaprovação do governo, o presidente da República e seus apoiadores têm um bom motivo para comemorar. De acordo com o mesmo levantamento, se a eleição fosse hoje, Lula venceria todos os outros nomes da direita testados em condições legais de concorrer à Presidência em 2026.
No cenário estimulado, o candidato direitista que chegaria mais perto do petista em um hipotético segundo turno seria Jair Bolsonaro, mas ele está inelegível. Lula aparece com 44% das intenções de voto contra 40% de Bolsonaro. è um empate técnico, no limite da margem de erro.
Entre aqueles com condições reais de corncorrer, vem a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que perderia por 44% a 38%.
O levantamento aponta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria batido por Lula por 43% a 37%, se o pleito fosse hoje.
O pior desempenho registrado na pesquisa estimulada foi de Ronaldo Caiado, que seria derrotado pelo atual presidente por 44% a 30%.
Nesse cenário estimulado, a Quaest não testou nomes de políticos de centro e também não ofereceu aos pesquisados outros nomes de esquerda, além do presidente Lula.
Veja o quadro completo:
Lula vence na espontânea também
Na pesquisa espontânea, só três nomes.foram citados pelos pesquisados: Lula (9%), Bolsonaro (7%) e Tarcísio (1%). Os indecisos são 80%.
Apesar de ser o concorrente que mais se aproxima do atual presidente, tanto na pesquisa estimulada quanto na espontânea, o levantamento da Quaest traz uma má notícia para Bolsonaro. Uma das perguntas feitas aos entrevistados é do que teriam mais “medo” hoje, Lula continuar ou o ex-presidente voltar. O retorno de Bolsonaro ao poder foi citado por 44%, enquanto a continuidade do petista foi mencionada por 41%.
Para Lula, a nota desfavorável é que 62% dos pesquisados opinam que ele não deveria voltar a se candidatar a presidente, contra 35% que acham que deveria.
Rejeição dos candidatos
A rejeição de Lula cresceu de 45% para 55% da pesquisa de dezembro para a de março, e empatou com a de Bolsonaro, que também é rejeitado por 55% dos entrevistados, que o conhecem mas não votariam nele. O petista é deconhecido de 4%, enquanto Bolsonaro não é conhecido por 6% dos que responderam à pesquisa.
Tarcísio tem índice de rejeição menor (32%), mas não é conhecido por 42% dos pesquisados.
A maior rejeição é de Eduardo Bolsonaro: 56%.
Maioria não se define como anti-petista
O levantamento da Quaest também mostra que a maioria dos pesquisados (67%) não se define como anti-petista, contra 30% que se identificam como anti-petistas.
O PT continua sendo o partido com que os entrevistados mais se identificam (17%), mas o PL cresceu nesse quesito. Na última vez que a pesquisa fez esse tipo de consulta, o partido de Bolsonaro tinha apenas 8% dos pesquisados que se identificavam com a legenda. Nas respostas atuais, 8% dizem se identificar com o PL.
Quando perguntados quem deveria ser o candidato da direita se Bolsonaro realmente não puder concorrer, os que responderam à Quaest citam Tarcísio de Freitas (15%), Michelle Bolsonaro (14%), Pablo Marçal (11%) e Ratinho Junior (9%), entre os primeiros.
Foram entrevistadas 2.004 pessoas, presencialmente, entre 27 e 31 de março.