A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades do "Bloco do Magão – Caicó 2026, no dia 17/02/2026, às 18:00,
Av. Rio Branco - Camarote da Rural - Caicó/RN.
Além de prestigiar o carnaval, a
Governadora irá acompanhar de perto as ações Carnavalescas, uma forma de
valorizar a cultura local e os serviços de apoio ao cidadão do Governo do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades do "Lounge Nota Potiguar - Barra de Cunhaú 2026, no dia
16/02/2026, às 19:00, em Barra de Cunhaú, Município de Canguaretama -RN.
Além
de prestigiar o carnaval, a Governadora irá acompanhar de perto as ações
Carnavalescas, uma forma de valorizar a cultura local e os serviços de apoio ao
cidadão do Governo do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades da "Arena Barreta - Nísia Floresta, no dia 16/02/2026, às
16:00, em Barra de Tabatinga, Município de Nísia Floresta - RN.
Além de prestigiar
o carnaval, a Governadora irá acompanhar de perto as ações Carnavalescas, uma
forma de valorizar a cultura local e os serviços de apoio ao cidadão do Governo
do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades do "Bloco Sonífera Ilha, no dia 16/02/2026, às 11:00, no Mercado
da Redinha.
Além de prestigiar o carnaval, a Governadora irá acompanhar de
perto as ações Carnavalescas, uma forma de valorizar a cultura local e os
serviços de apoio ao cidadão do Governo do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades do "Carnaval de Macau 2026, no dia 15/02/2026, às 22:00min,
na Praça da Conceição - Macau- RN.
Além de prestigiar o carnaval, a Governadora
irá acompanhar de perto as ações Carnavalescas, uma forma de valorizar a cultura
local e os serviços de apoio ao cidadão do Governo do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades do "Carnaval de Areia Branca 2026, no dia 15/02/2026, às
17:00min, na Praia de Upanema, Areia Branca - RN.
Além de prestigiar o
carnaval, a Governadora irá acompanhar de perto as ações Carnavalescas, uma
forma de valorizar a cultura local e os serviços de apoio ao cidadão do Governo
do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades do "Carnaval de Todos" na cidade de Lajes, no dia 14/02/2026,
às 23:30min, na Praça Manoel Januário Cabral, Centro da cidade.
Além de
prestigiar o carnaval, a Governadora irá acompanhar de perto as ações
Carnavalescas, uma forma de valorizar a cultura local e os serviços de apoio ao
cidadão do Governo do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
A Governadora Professora Fátima Bezerra marcará presença
nas festividades do "Bloco Poetas, Carecas, Bruxos e Lobisomens." Em
Ponta Negra, no dia 14/02/2026, a parti da 16:00, na Praça dos Gringos, Ponta
Negra - Natal – RN. Além de prestigiar o carnaval, a Governadora irá acompanhar
de perto as ações Carnavalescas, uma forma de valorizar a cultura local e os
serviços de apoio ao cidadão do Governo do RN.
A presença da gestora reafirma o compromisso com a
cultura, o turismo e a segurança de todos os foliões.
O empreendedorismo de pequeno porte segue como força estratégica para o dinamismo econômico do Rio Grande do Norte. Em 2025, o estado registrou saldo positivo de 2.155 microempresas, resultado de 9.680 aberturas frente a 7.525 encerramentos no período, segundo levantamento da Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte. Os dados evidenciam o papel central dos pequenos negócios na geração de emprego, renda e diversificação da atividade produtiva.
O desempenho reforça a importância das microempresas como vetor de crescimento regional, ampliando a oferta de serviços e produtos, estimulando a competitividade e fortalecendo cadeias econômicas locais. O cenário positivo indica um ambiente favorável ao empreendedorismo e à formalização, contribuindo para a consolidação de um ecossistema empresarial mais robusto no estado.
Entre os principais segmentos das microempresas abertas em 2025, destacam-se Saúde & Bem-Estar (32%), Casa e Construção (18%), Supermercados e Hipermercados (9%), Moda e Confecção (8%), além de Serviços de Alimentação e Serviços Administrativos e Facilities, ambos com 7%. A concentração nesses setores demonstra a força do comércio e dos serviços na estrutura produtiva potiguar, áreas que absorvem mão de obra, estimulam o consumo interno e ampliam oportunidades de negócios.
No universo dos pequenos negócios ativos no estado, as microempresas representam 31,32% do total, segundo dados consolidados por SEBRAE e Receita Federal. O percentual confirma o peso desse segmento no tecido econômico local e sua relevância para a sustentabilidade do mercado empreendedor.
A distribuição territorial do saldo de micro e pequenas empresas em 2025 revela crescimento em todas as regiões do estado. A Grande Natal lidera com 58% do saldo total, consolidando-se como principal polo de atração de novos empreendimentos. Em seguida aparecem as regiões Oeste (14%), Agreste (8%), Alto Oeste (5%), Trairí (5%), Seridó Ocidental (4%), Vale do Açu (4%) e Seridó Oriental (3%). O movimento indica não apenas a força da capital e entorno metropolitano, mas também a interiorização do empreendedorismo, com expansão de oportunidades em diferentes territórios.
O resultado demonstra que o avanço das microempresas está alinhado a uma dinâmica econômica mais descentralizada, fortalecendo economias locais e promovendo desenvolvimento regional equilibrado. O desempenho de 2025 confirma o empreendedorismo como pilar estratégico para a economia potiguar, ampliando a base produtiva e criando condições para crescimento sustentável nos próximos anos.
A governadora Fátima Bezerra tem promovido a iniciativa para ampliar o acesso a exames, com destaque para lançamentos do Ministério da Saúde em parceria com o Estado. A Carreta de Saúde da Mulher, é uma parceria do Governo do RN com Governo Federal. O Programa "Agora Tem Especialistas", é uma unidade móvel moderna projetada para oferecer exames e consultas ginecológicas gratuitamente, facilitando o acesso ao SUS.
Principais Serviços Oferecidos:
Mamografias (rastreamento de câncer de mama).
Ultrassonografias (mamária, transvaginal e pélvica).
Preventivo (Papanicolau).
Consultas Especializadas e Biópsias.
Orientações e Acolhimento.
A ação é um pilar importante da prevenção, visando detecção precoce de doenças e cuidado humanizado.
A Carreta de Saúde da Mulher chega em Mossoró dia 20 de fevereiro às 10:00 na Estação das Artes, Av. Rio Branco Centro, Mossoró - RN.
Hoje no Quartel do Comando Geral da PM, em Natal, O
Secretário Estadual Coronel Araújo e o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel
Alarico Azevedo, acompanharam o embarque das tropas que irão atuar no interior
do estado no esquema de segurança pública da Operação Carnaval 2026. Mas de
7.000 policiais militares serão o policiamento, com atuação nos principais
polos carnavalescos e presença ostensiva nos 167 municípios do RN.
A missão é garantir a segurança da população e dos
visitantes durante o período festivo que se inicia nesta sexta-feira (13) e
segue até a Quarta-feira de Cinzas (18).
O secretário de Estado da Agricultura, da Pecuária
e da Pesca, Guilherme Saldanha, convida prefeitos(as) e secretários(as)
municipais de Agricultura para a reunião de definição do Calendário de Eventos
do RN – 2026.
📅 20 de fevereiro de 2026
⏰ 9h
📍 Secretaria de Estado da
Agricultura, da Pecuária e da Pesca – SAPE. (Centro Administrativo do Estado).
Participe da
construção do calendário anual de eventos, conheça as potencialidades do
agronegócio potiguar e fortaleça a agropecuária como um dos principais motores
do desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
O Governo do Rio Grande do Norte lançou nesta
quinta-feira (12) a Operação Carnaval 2026, uma ação que vai integrar as forças
de segurança pública e a equipe da Secretaria de Estado da Mulher, Juventude,
Igualdade Racial e Direitos Humanos (Semjidh) na missão de garantir segurança
para os foliões em todas as regiões do estado, especialmente para as mulheres
que contarão com o apoio da campanha de proteção e defesa “Se liga ou eu ligo
180”.
A Operação Carnaval 2026 se inicia nesta sexta-feira (13)
e seguirá até a Quarta-feira de Cinzas, dia 18. Ao todo, em atividade
extraordinária, aproximadamente 8 mil homens e mulheres da Polícia Militar,
Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Penal,
com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Guardas Municipais e
agentes de mobilidade urbana atuarão em todas as regiões do Estado para
garantir segurança e tranquilidade para cidadãos potiguares e visitantes. O investimento
é superior a R$ 10 milhões em diárias operacionais.
Para além das forças de segurança, também haverá uma ação
da Semjidh, com o objetivo de garantir um ambiente seguro para as mulheres em
todos os lugares onde a folia se instalar no Rio Grande do Norte.
“Nós estamos mesmo fazendo um combate à violência de
gênero. Nós queremos as mulheres vivas, com o direito de brincar, de ser feliz
e se divertir em paz. Por isso estamos investindo nesse trabalho integrado,
tendo a nossa Secretaria Estadual de Mulheres à frente junto com a Polícia
Civil e os demais órgãos, para que possamos assegurar um ambiente de paz, afeto
e respeito para as mulheres no RN”, destaca a governadora Fátima Bezerra. A
secretária Júlia Arruda, da Semjidh, também reforça a mensagem de buscar por um
ambiente seguro para as mulheres durante os dias de festa no Rio Grande do
Norte.
“Estamos entrando na maior festa popular brasileira, que
é o Carnaval, e com ele também aumenta a preocupação com os grupos mais
vulnerabilizados, e a Semjidh tem atuado no sentido de que a folia seja boa
para todo mundo, inclusive para as mulheres. Por isso, o Governo do Estado
aderiu à campanha do Ministério das Mulheres, “Se liga ou eu ligo 180”,
articulando com as forças de segurança e com os municípios, para que se crie um
ambiente seguro para que as mulheres saibam que elas vão estar na festa e que
não estão só”, explica Arruda.
Cultura sendo fomentada
O Governo do RN está investindo também na promoção da
folia em todas as regiões do estado. A governadora Fátima Bezerra explica como
se dá essa terceira frente de trabalho: “aqui estamos também promovendo a
cultura. Através da Lei de Incentivo Câmara Cascudo, nós estamos chegando com
um apoio de mais de R$ 15 milhões. Tudo isso é para que o RN tenha um carnaval
seguro, com muita alegria e com muita paz”.
Mary Land Brito, secretária de Cultura do Estado, comenta
sobre o alcance desse apoio. “Foram mais de 100 projetos inscritos, o que
demandou um trabalho intenso da comissão que analisa esses projetos. Desse
total, mais de 50 conseguiram o patrocínio, e com isso o carnaval do RN vai
ficando mais potente, porque esses recursos estão chegando para festas em
vários lugares do Rio Grande do Norte”, explica Brito.
Fortalecimento do Turismo
Os dias de momo no RN também vão além da folia. A festa
popular é responsável por garantir resultados positivos para diversos setores
econômicos, inclusive o turismo. Marina Marinho, secretária estadual de
Turismo, explica essa relação.
“O Carnaval, a cultura, a assistência social, a segurança
pública, tudo isso caminha lado a lado com o turismo, e a gente fica muito
feliz de fazer parte de um governo que tem essa responsabilidade de
proporcionar um carnaval livre mas também seguro, sobretudo para as mulheres,
para os moradores do nosso estado e para os turistas que nos visitam. A
expectativa é de uma ocupação na casa dos 80% de nossa hotelaria. E isso não é
só gente hospedada, é gente ficando aqui, conhecendo nossas belezas, visitando
o RN e gerando emprego e renda que é o que o Governo do Estado mais quer para o
nosso povo”, destaca Marina.
Confira a atuação das forças na Operação Carnaval
Polícia Militar
A Polícia Militar é a força que conta com o maior efetivo
nas ruas. A corporação empregará um total de 7.000 policiais para atuar nas
festividades, com atuação especial em polos estratégicos, como Natal,
Parnamirim, Nísia Floresta, Apodi, Assú, Macau, Caicó e em locais de grande
concentração em toda a faixa litorânea.
Conforme a estrutura organizacional da PM, é
responsabilidade do Comando de Policiamento da Capital as ações nos principais
polos carnavalescos de Natal. Já o Comando de Policiamento Metropolitano está
responsável pelas ações ostensivas e de fiscalização nas festas realizadas nas
cidades da Grande Natal. Os festejos pelo interior do estado ficam sob
responsabilidade dos Comandos de Policiamento Regionais. Responsável pelas
ações educativas e de fiscalização nas estradas estaduais, o Comando de
Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) atuará em todo o RN, com reforço também
nas ações da Operação Lei Seca, em parceria com o DETRAN-RN, no âmbito urbano
de todas as regiões com eventos carnavalescos.
Polícia Civil
A Polícia Civil terá um efetivo extraordinário de 285
agentes, escrivães e delegados, com mais 155 policiais designados para as
escalas nas Delegacias de Plantão da Zona Sul e Zona Norte de Natal e em
Parnamirim. Também funcionarão em regime de plantão as DPS de Pirangi (em
Parnamirim, na Praça São Sebastião), DP de Camurupim (Em Nísia Floresta, na
Escola Municipal Maria Mércia de Carvalho) e DP de Maxaranguape.
Delegacias Móveis também estarão disponíveis para a
população nas praias de Pirangi (Parnamirim) e Búzios (Nísia Floresta). Em
Ponta Negra, na capital potiguar, serão duas DPs Móveis, sendo uma van na Praça
dos Gringos e um ônibus na orla.
Plantões extras também funcionarão em Areia Branca,
Tibau, Upanema, Caicó, Apodi, Touros, São Miguel do Gostoso, Tibau do Sul e
Baía Formosa.
Corpo de Bombeiros Militar
Durante o período do Carnaval 2026, o Corpo de Bombeiros
Militar irá empregar um robusto esquema operacional, com a atuação de mais de
570 bombeiros militares em todo o estado, reforçando as ações de prevenção,
fiscalização, atendimento pré-hospitalar e salvamento, com foco na segurança da
população e dos foliões.
No litoral potiguar, as ações de prevenção e salvamento
aquático serão intensificadas sob a coordenação do Grupamento de Busca e
Salvamento Aquático (GBSA). A operação contará com 26 postos de guarda-vidas
distribuídos em 21 praias, garantindo resposta rápida a ocorrências de
afogamento e apoio aos banhistas durante o feriado prolongado. Na fiscalização
de eventos, o CBM atuará em 26 eventos carnavalescos distribuídos em 16
municípios, abrangendo polos oficiais, blocos de rua e programações
simultâneas. Para essa frente, estão previstas 13 guarnições, com o emprego
direto de 26 bombeiros militares e 13 viaturas, assegurando o cumprimento das
normas de segurança contra incêndio e pânico.
Já no Atendimento Pré-Hospitalar e salvamento, o efetivo
será reforçado com 544 bombeiros militares.
Com esse planejamento integrado, o Corpo de Bombeiros
Militar do Rio Grande do Norte reafirma seu compromisso com a proteção da vida,
do patrimônio e do meio ambiente, atuando de forma preventiva e operacional
para que o Carnaval 2026 transcorra com segurança em todo o estado.
Polícia Científica
Com as festas é grande a circulação de pessoas. E por
isso é preciso redobrar a atenção. Nesse período, também aumenta a ocorrência
do golpe conhecido como “Boa Noite, Cinderela” — quando drogas ou medicamentos
são adicionados à bebida da vítima, reduzindo sua capacidade de reação e
facilitando crimes como furto, roubo e violência sexual. A informação é uma das
principais formas de prevenção. Por isso, a Polícia Científica do RN preparou
orientações importantes para ajudar a proteger e fará campanhas móveis para
orientar a população de como agir em caso de suspeita. Equipes em escala de
plantão também atuarão durante todo o carnaval nas unidades da PCI em Natal,
Mossoró, Caicó e Pau dos Ferros.
CIOPAER
O Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER) está
presente na Operação Verão e também na Operação Carnaval. As duas aeronaves,
Potiguar 01 e Potiguar 02, estão à disposição das forças de segurança e saúde
do Estado para patrulhamento e eventuais acionamentos de resgate/salvamento.
Secretaria da Administração Penitenciária
A Polícia Penal também está intensificando as ações de
segurança em todo o sistema prisional. As revistas estão sendo realizadas nas
estruturas das 18 unidades que custodiam pessoas privadas de liberdade. Além
disso, os grupos operacionais intensificaram o patrulhamento externo das
unidades prisionais. As ações reforçam o trabalho diário dos policiais penais
de plantão e são coordenadas pelo Departamento de Operações Táticas (DOT), com
o apoio dos grupos operacionais da PP. Paralelamente, a Polícia Penal vai
ampliar a fiscalização dos presos do regime semiaberto que utilizam
tornozeleiras eletrônicas. Equipes da Central de Monitoramento Eletrônico
atuarão no período festivo.
Na manhã desta quinta-feira (12), a senadora Zenaide Maia
participou da assinatura da Ordem de Serviço para pavimentação de um trecho de
estradas vicinais na comunidade Ladeira Grande, no município de Macaíba. A
assinatura foi realizada conjuntamente com o prefeito de Macaíba, Emídio
Júnior, reforçando a parceria institucional em prol do desenvolvimento
regional.
A obra contempla a execução de mais de 1,2 quilômetro de
calçamento, com um investimento de quase R$ 1 milhão, viabilizado por meio de
emenda parlamentar do mandato da senadora. A pavimentação irá beneficiar
diretamente os municípios de Macaíba e São Gonçalo do Amarante, promovendo
integração, melhoria da mobilidade, mais segurança no tráfego e melhores
condições de acesso para moradores, produtores e estudantes da região.
Durante o ato, a senadora destacou a relevância da obra
para as comunidades atendidas. “Estamos assinando a Ordem de Serviço que
autoriza o início da pavimentação de vias aqui na comunidade. Uma obra que vai
garantir mais mobilidade, segurança e qualidade de vida para os moradores”,
afirmou Zenaide Maia.
A solenidade contou ainda com a presença do prefeito de
São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado, da presidente da Câmara Municipal, Erika
Emídio, além dos vereadores Ana Catarina, Socorro Nogueira, Clarissa Matias e
Venício Filho, evidenciando a união entre os municípios e o Legislativo em
favor da população.
O prefeito Emídio, ressaltou a parceria sólida e contínua
entre o município e o mandato da senadora. Segundo ele, já são mais de R$ 20
milhões em emendas destinadas a Macaíba, contemplando áreas como pavimentação,
saúde, assistência social e agricultura. “São anos de parcerias e muitos
investimentos já realizados. Essa união segue forte e, para 2026, ainda teremos
muito mais recursos chegando para beneficiar a população”, destacou.Além da pavimentação da comunidade Ladeira Grande,
Macaíba conta com diversas ações previstas com recursos do mandato da senadora
Zenaide Maia, como a entrega das Unidades Básicas de Saúde das comunidades
Mangabeira, Auto de Souza e Morada da Fé, além do Posto de Apoio da UBS Lagoa
dos Cavalos, na comunidade do Retiro. Também estão previstas a pavimentação de
1 km na comunidade Lagos dos Espinheiros e o ginásio poliesportivo da
comunidade de Cajazeiras.
O MDB começou a desembarcar oficialmente do Governo do Estado pouco menos de um mês após o anúncio do rompimento político do vice-governador Walter Alves. Mais o Secretário Extraordinário de Assuntos Federativos do RN Luciano Silva Santos decidiu permanecer no governoda governadora Fátima Bezerra. Apesar de ser filiado ao MDB, partido que vive um momento de distanciamento e rompimento político com a Governadora, Luciano Santos manteve sua posição e prometeu caminhar com a gestão da Professora Fátima.
Outros nomes ligados ao vice-governador Walter Alves (MDB), que estão deixando o governo, como o secretário de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira, que oficializou sua exoneração em 12 de fevereiro de 2026. Além de Getúlio do DNIT e Sérgio Rodrigues da CERN.
O Governo do Rio Grande do Norte reafirma seu compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável ao anunciar, por meio da Potigás, uma novaredução média de 2,4%nas tarifas de gás natural, em vigor desde o início de fevereiro. A medida beneficia diretamente os segmentos industrial, comercial, residencial e veicular, consolidando o estado como um ambiente estratégico e atrativo para investimentos.
No segmento de Gás Natural Veicular (GNV), a redução foi de R$ 0,10 por metro cúbico. Este é o segundo ajuste positivo consecutivo desde novembro de 2025, acumulando uma queda de aproximadamente 5% no período. Além de aliviar o bolso do consumidor, a iniciativa reforça a competitividade de um combustível limpo e eficiente, alinhado à liderança potiguar na transição para energias renováveis.
Com uma rede de distribuição que já ultrapassa 610 quilômetros, a Potigás atende hoje mais de 51 mil usuários. A redução tarifária atual não apenas gera economia imediata, mas impulsiona a universalização do acesso ao gás natural, fortalecendo a infraestrutura do estado e otimizando os custos de produção da indústria local.
Para potencializar ainda mais o setor produtivo, o Governo do Estado, via SEDEC e SEFAZ, mantém o programa RN Gás Mais. O objetivo é claro: incentivar a industrialização potiguar através de preços subsidiados e benefícios fiscais estratégicos. O RN Gás Mais possibilita:
Redução Tributária: O programa assegura a redução da alíquota de ICMS de 20% para 12%, garantindo que o alívio na carga tributária chegue diretamente ao preço final praticado pela Potigás.
Impacto Social: Atualmente, 16 grandes indústrias nos municípios de Natal, Mossoró, Parnamirim, Macaíba e Goianinha já são beneficiadas. Juntas, elas sustentam mais de 14.800 empregos nos setores têxtil, de mineração, alimentação e transformação.
Relevância: Este contingente representa quase 26% dos empregos gerados pelo PROEDI, demonstrando a força do gás natural como motor da empregabilidade no RN.
Como aderir ao Programa RN Gás Mais ?
Empresas detentoras de regime especial de ICMS e consideradas prioritárias ao desenvolvimento estadual podem solicitar o benefício.
Canais de Atendimento: O requerimento deve ser enviado à Coordenadoria de Desenvolvimento Industrial da SEDEC via e-mail: codit.protocolo@sedec.rn.gov.br.
Documentação Necessária:
Requerimento assinado pelo representante legal.
Contrato Social consolidado ou instrumento constitutivo.
Documentação pessoal dos sócios/procuradores (CPF, RG e Comprovante de Residência).
Justificativa técnico-econômica assinada por profissional responsável.
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) negou a ocorrência de surto de Candida auris, conhecido como “superfungo”, no Hospital Central Coronel Pedro Germano, o Hospital da Polícia Militar, em Natal. A pasta também descartou bloqueio ou fechamento de leitos, após circulação de informações sobre possível contaminação em equipamentos da unidade.
Segundo a Sesap, o fungo foi detectado apenas na grade da cama e na cadeira usadas por um paciente já diagnosticado, que permanece internado em isolamento. A secretaria destacou que não há outros casos confirmados no hospital e que o quadro clínico do paciente, que trata uma condição cardíaca, está estável, sem sintomas relacionados à infecção fúngica.
O diagnóstico do paciente foi confirmado em 5 de fevereiro pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), após suspeita inicial registrada em 20 de janeiro. Testes de genotipagem realizados em São Paulo confirmaram o tipo do fungo, e o caso segue sob acompanhamento do Ministério da Saúde. Não há novos registros em investigação no Rio Grande do Norte.
A Candida auris é um fungo emergente, raro no Brasil, mas capaz de provocar infecções graves, principalmente em pacientes hospitalizados por longos períodos ou internados em unidades de terapia intensiva. O controle de casos exige isolamento do paciente e higienização rigorosa de equipamentos e superfícies hospitalares.
A Sesap reforçou que a identificação limitada do fungo não caracteriza surto e que todas as medidas de prevenção e monitoramento estão sendo rigorosamente aplicadas na unidade.
Tem muita gente achando ruim, mais é sucesso total nesse carnaval.
Que a festa seja de alegria, paz e respeito: Nada de assédio, nada de violência e bebida com moderação. Temos o que comemorar! O Brasil segue no rumo certo.
Brinque respeitando as pessoas e lembre-se sempre: NÃOÉNÃO!
Reconhecimento
destaca trajetória ligada à defesa da educação pública, da ciência e da
expansão do ensino técnico no Rio Grande do Norte
“Este
título de Doutora Honoris Causa reconhece não apenas o vasto currículo, mas a
dedicação de uma vida e a paixão inabalável pela educação pública”, declarou o
reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do
Norte (IFRN), José Arnóbio de Araújo Filho, ao conceder à governadora Fátima
Bezerra, em nome da instituição, o título de Doutora Honoris Causa. A honraria,
entregue nesta quarta-feira (11), reconhece os serviços prestados à educação, à
ciência, à tecnologia e à cultura ao longo da sua trajetória como professora,
dirigente sindical, parlamentar e chefe do Executivo estadual.
Este
é o terceiro título honorífico concedido à governadora em reconhecimento à sua
atuação na defesa da educação pública e gratuita. Em 2019, Fátima Bezerra foi
homenageada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Já em
2022, recebeu título honorífico do Instituto Histórico e Geográfico do RN
(IHGRN), a mais antiga instituição cultural do estado, durante as celebrações
por seus 120 anos de fundação.
Em
seu pronunciamento, a governadora destacou a expansão da rede federal no
estado, que passou de duas para 25 unidades ao longo dos últimos 20 anos,
servindo de modelo para a implementação dos Institutos Estaduais de Educação
Profissional, Ciência, Tecnologia e Inovação (IERN). Segundo ela, a iniciativa
integra a estratégia de descentralização da educação técnica, ampliando o
acesso de jovens do interior a cursos profissionalizantes e ao ensino em tempo
integral. Fátima
defendeu a interiorização do ensino técnico e profissionalizante como uma
política de Estado fundamental para a inclusão social e para a preparação da
juventude para o mercado de trabalho, reforçando o papel da escola pública na
conquista da cidadania.
“A
escola pública é tudo na vida, principalmente para nós que não nascemos em
berço de ouro. Ela é decisiva, pois nos dá régua e compasso, preparando-nos
para a vida e para a luta social. A escola pública me deu essa régua e
compasso, desde o grupo escolar em Nova Palmeira (Paraíba), passando pela
escola em Picuí, até a maior parte da minha vida escolar no Rio Grande do
Norte, na Escola Estadual Padre Miguelinho, de onde saí para a Universidade
Federal”, relatou a governadora. Sobre
a rede estadual de ensino tecnológico, a chefe do Executivo detalhou que já
foram investidos quase R$ 135 milhões na implantação de dez unidades dos IERNs.
Sete estão em funcionamento nos municípios de Natal, Campo Grande, Jardim de
Piranhas, Alexandria, Tangará, Santana do Matos e Areia Branca. Outras três
unidades — Touros, Umarizal e São Miguel — foram concluídas e transferidas para
a Rede Federal de Ensino. A unidade de Mossoró está em construção, enquanto São
José de Mipibu aguarda o início das obras.
O
reitor do IFRN, José Arnóbio de Araújo Filho, enfatizou a importância do ensino
como ferramenta de transformação social em um país de desigualdades históricas.
Ele ressaltou que a trajetória política da governadora está intrinsecamente
ligada à educação. Como deputada federal e senadora, lembrou ele, a governadora
teve papel importante na ampliação da rede dos Institutos Federais, com atuação
direta nas fases de expansão do ensino técnico iniciadas nos governos federais
a partir dos anos 2000.
“Quero
mais uma vez agradecer e mostrar aos alunos e a todos os presentes que, com
oportunidade e perseverança, podemos chegar aonde quisermos. A senhora,
governadora Fátima Bezerra, é prova viva disso. Neste momento, a instituição
tem que agradecer. Queremos dizer à senhora: muito obrigado, governadora”,
disse ele.
O
diretor-geral do IFRN Campus Natal-Zona Norte, Edmilson Barbalho Campos Neto,
responsável pela indicação do nome da governadora à honraria, afirmou que a
instituição e a sociedade potiguar deviam um reconhecimento moral a Fátima
Bezerra pelo trabalho desenvolvido na educação.
“Para
nós, do IFRN, e especialmente aqui no Campus Natal-Zona Norte, essa relação
sempre foi de um apoio incondicional. Não falo apenas das emendas parlamentares
— que não significam apenas números em planilhas —, mas sim de uma ajuda de que
precisávamos para ir além. Hoje podemos dizer, como ela bem gosta: ‘Valeu o
sonho e valeu a luta!’. A presença da professora Fátima Bezerra nos é muito
cara, pois é um apoio que vem desde a criação deste campus, há 20 anos. Sua
força política foi essencial para que a Zona Norte de Natal pudesse ter um
equipamento de qualidade e gratuito como este”, agradeceu Edmilson Barbalho.
A
solenidade reuniu autoridades do Executivo estadual, do Legislativo e de
instituições de ensino. Estiveram presentes o secretário de Educação
Profissional e Educação do MEC, Getúlio Batista; os secretários estaduais
Socorro Batista (Educação), Iranildo Germano (Administração), Gustavo Coelho
(Infraestrutura), Alexandre Motta (Saúde), Marina Marinho (Turismo), Helton Edi
Xavier (Administração Penitenciária), Íris Oliveira (Sethas), Luciano Santos
(Assuntos Federativos), Ivanilson de Oliveira (Gabinete Civil), Cesinha Nunes
(Esporte) e Mary Land (Cultura); além do procurador-geral do Estado, Antenor
Roberto, e do procurador-geral adjunto, José Duarte Santana; do presidente da
Fapern, Gilton Sampaio; do diretor-geral da Emater-RN, Franco de Sousa; do
presidente do Conselho Estadual de Educação, Otto Anselmo de Oliveira; e da
subsecretária de Juventude, Zélia Pantaleão. Também participaram os deputados
estaduais Francisco do PT e Divaneide Basílio, e o deputado federal Fernando
Mineiro; os vereadores Brisa Bracchi e Daniel Valença; além de representantes
da Defensoria Pública, da Polícia Militar e da Polícia Científica. Pelo IFRN,
estiveram presentes o reitor José Arnóbio de Araújo Filho, o ex-reitor Belchior
Oliveira, pró-reitores, diretores sistêmicos e diretores-gerais de campi, além
do diretor-geral do Campus Zona Norte, Edmilson Barbalho. A Uern foi
representada pelo vice-reitor Francisco Dantas de Medeiros e por gestores
acadêmicos.
O avanço foi impulsionado principalmente pelos microempreendedores individuais (MEIs), responsáveis por um saldo de 18.859 empresas, consolidando-se como o principal motor de crescimento do tecido empresarial potiguar. Também registraram saldos positivos as microempresas (+2.155), empresas de pequeno porte (+1.375) e empresas de maior porte (+580), demonstrando expansão generalizada entre os diferentes perfis empresariais.
De acordo com a SEDEC, os resultados refletem a consolidação de um ambiente favorável à abertura e manutenção de negócios, com impacto direto na diversificação produtiva, na geração de renda e na movimentação do mercado local.
Serviços lideram expansão econômica
A análise setorial mostra que 75% do saldo empresarial em 2025 concentrou-se no setor de serviços, reafirmando seu papel como principal eixo da economia potiguar.
O comércio respondeu por 14% do crescimento e a indústria por 11%, evidenciando uma expansão mais gradual, porém consistente, da base produtiva. Entre os segmentos com maior dinamismo destacam-se Transporte, Armazenagem e Correio (+3.296 empresas), Comércio (+3.278), Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+2.962), além de serviços profissionais, alojamento e alimentação, educação e saúde. O desempenho aponta para fortalecimento da cadeia logística, do turismo, dos serviços especializados e das atividades voltadas ao consumo interno.
Empresário individual lidera formalização
Sob o recorte jurídico, o modelo de Empresário Individual foi o principal responsável pela expansão empresarial, com saldo positivo de 16.493 registros. As Sociedades Limitadas também apresentaram desempenho expressivo, com +6.314 empresas, indicando crescimento de negócios com maior estrutura organizacional e potencial de expansão.
Modelos como sociedades anônimas, cooperativas e consórcios também registraram saldos positivos, mantendo participação estratégica em segmentos de maior escala produtiva.
Natal e região metropolitana concentram maior saldo
Os dados territoriais evidenciam forte dinamismo na Região Metropolitana de Natal. A capital liderou o saldo empresarial com 7.728 novas empresas, seguida por Parnamirim (2.739) e Mossoró (2.552). Municípios como São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Macaíba reforçam o papel da região como polo econômico estadual.
No interior, Currais Novos, Ceará-Mirim, Assú e Caicó também apresentaram crescimento relevante, sinalizando expansão das oportunidades econômicas para além da capital.
Ambiente empresarial resiliente
Segundo a SEDEC, o desempenho de 2025 demonstra a capacidade de adaptação do setor produtivo potiguar mesmo diante de desafios econômicos nacionais e internacionais. O saldo positivo em todos os portes empresariais e setores indica continuidade do processo de formalização e fortalecimento do empreendedorismo.
A parceria entre SEDEC e JUCERN, com modernização de processos e produção de dados qualificados, tem contribuído para ampliar a segurança jurídica, facilitar a abertura de empresas e apoiar decisões de investidores.
O Boletim Empresarial consolida-se, assim, como instrumento estratégico de acompanhamento da economia estadual, reforçando o compromisso do Governo do Rio Grande do Norte com um ambiente de negócios mais eficiente, competitivo e sustentável.
Por Enio Vieira em Bula conteúdo, 08/02/2026 - 14:16
Grandes obras literárias têm uma capacidade própria de permitir interpretações variadas ao longo do tempo. A cada período histórico, surgem novas leituras e novos modos de aproximação dos leitores e leitoras com o que foi escrito (prosa, poesia ou teatro). As narrativas de maior interesse se revelam justamente por não se fecharem em um sentido único, mas por sustentarem uma diversidade de abordagens. Não se trata de ser atemporal ou universal. A questão é a abertura, de tempos em tempos, a visões inesperadas e que trazem sempre outras perspectivas.
Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa (Companhia das Letras, 560 páginas)
Em 2026, o romance “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa, completa 70 anos da publicação de sua primeira edição e é um exemplo desse tipo de livro que se refaz na mão de quem o lê. Seu potencial interpretativo nunca se esgotou. Foi uma fonte em movimento e até de indeterminação — criando um fascínio entre os psicanalistas, por exemplo, devido a isso. A obra segue se renovando, graças a uma característica central do romance do autor mineiro: a sua multiplicidade interna, a forma como ele se oferece sempre aberto aos leitores e às leitoras. A história nunca está pronta.
Por conta dessa abertura, Willi Bolle chamou a narrativa de “Grande Sertão: Veredas” de uma grande teia, uma web, estabelecendo uma analogia com as redes digitais da internet. Estamos falando de um ponto de vista da cibernética, não por acaso um tipo de conhecimento para dar conta dos movimentos incessantes do mundo moderno e das pessoas. O romance de Guimarães Rosa não é feito de uma prosa linear, mas de um conjunto de múltiplas conexões, de pontos interligados, cujo percurso depende muito da capacidade e da experiência de quem está lendo.
“Guimarães Rosa organiza a sua narração em forma de redes temáticas. Um network, no qual o sertão é o mapa alegórico do Brasil: o sistema jagunço, a instituição entre a lei e o crime, o pacto com o Diabo, a alegoria de um falso pacto social; a figura de Diadorim, o desafio para desvendar o dissimulado e o desconhecido; e a fala do povo, o próprio labirinto da língua… Essa rede ficcional serve de medium para observar e investigar a rede dos discursos sobre o país”, diz Bolle.
João Adolfo Hansen também pensou o livro de Rosa no sentido de uma máquina ou um dispositivo: “Todo o Grande Sertão: Veredas é máquina heteróclita de produção de efeitos de essências e reminiscências: como máquina, suas partes diferentes — encaixes, polias, engrenagens, motor — são artificiosíssimas em seu maneirismo, i.é., funcionam bem, e isso significa: não funcionam, fazem que outros funcionem, transmitem, engatam outras experimentações imaginárias: platonismo da mímese, livro de sociologia, exemplificação psicanalítica, estudo gramatical e linguístico, análise estrutural e análise estruturalista, ilustração semiótica, ajustes de contas com a Verdade do realismo socialista, cantigas de comover de amigos, declaração de amor e de ódio, filme, romance fluvial sem fim joyceano, partilhas acadêmicas, assunção vanguardista”.
A fala sem fim
Em termos atuais, o romance de João Guimarães Rosa poderia ser um algoritmo, ou mesmo uma LLM, uma inteligência artificial que reúne e processa uma enorme diversidade de fontes. Essas fontes vão desde a oralidade de uma região muito específica do Brasil (o norte de Minas Gerais, no sertão) até a literatura europeia, de Dante a James Joyce. Rosa combina essas referências a fim de criar uma língua nova, uma linguagem própria e um imaginário oculto. Constituiu um mundo que, até então, era pouco ou nada conhecido dos brasileiros e das brasileiras.
O sertão havia sido apresentado antes por uma obra como a de Euclides da Cunha e, depois, pelo chamado romance de 30, especialmente o romance regionalista do Nordeste (José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Raquel de Queiroz). Guimarães Rosa trouxe à cena um universo particular de Minas Gerais, situado no centro do Brasil, narrando a matéria daquele território às margens do Rio São Francisco, abrangendo o norte mineiro, o sudoeste da Bahia e o leste do estado de Goiás. Um imenso interior do país. O romance é, como disse Bolle, um mapa alegórico do Brasil.
A geografia do livro é um enclave que Silviano Santiago chamou de monstruoso e impenetrável para quem vive na região do litoral brasileiro. Um espaço interiorano que, pouco tempo depois, Glauber Rocha também exploraria no filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964). As figuras de Deus e do Diabo brotam das falas do narrador Riobaldo, o velho jagunço que vai contar sua história. A velhice permite a rememoração de múltiplos amores, a indagação a respeito da existência demoníaca e, sobretudo, o luto e a melancolia pela perda de Diadorim.
A narrativa do livro se constrói inteiramente pela fala do narrador. Riobaldo conversa com aquele que ele chama de “doutor”: um homem instruído, letrado, vindo da cidade, portador da educação formal, que o escuta. É um diálogo que nunca se realiza como troca equilibrada, porque o que se tem é um monólogo. Riobaldo responde a perguntas que não ouvimos, reage a intervenções que permanecem implícitas, organiza a memória como quem fala para alguém. Jamais cede a palavra. É o encontro entre o homem letrado e o aparentemente iletrado (o doutor e o velho jagunço).
As páginas iniciais do livro já trazem uma grande meditação e expõem a forma narrativa. Riobaldo, diante desse interlocutor, reflete obsessivamente sobre o diabo, como se estivesse se justificando. Fala do diabo antes mesmo de contar sua história, para cercar o tema, tateá-lo, até chegar ao ponto decisivo: o pacto que acredita ter feito. Esses trechos são atravessados pela vida no sertão, a matéria brasileira do livro, sobretudo com uma sucessão de causos, episódios soltos, fragmentos de memória que vão sendo lançados quase sem ordem aparente.
O leitor se desnorteia. O que surge é uma coleção única de frases, sentenças que soam metafísicas ou filosóficas, ditas por alguém que pensa a própria vida, o mundo à sua volta e a experiência extrema do sertão. Riobaldo reflete sobre o bem e o mal, o acaso, a coragem, Deus e o diabo, e elabora um pensamento nascido da experiência e por meio da linguagem. As frases, acumuladas uma após a outra, criam um impacto poderoso. O romance se anuncia como uma engrenagem em movimento, em que a vida narrada leva à reflexão — ambas avançam juntas.
São frases como: “Quem mói no as´pro, não fantasêia”; “O diabo vige dentro do homem, os crespos do homem — ou é o homem arruinado, ou o homem dos avessos. Solto, por si, cidadão, é que não tem diabo nenhum”; “o senhor ache e não ache. Tudo é e não é…”; “Eu sou é eu mesmo. Divêrjo de todo o mundo… Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa”; “As pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas — mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam”. Cada dito traz um assombro, com palavras retorcidas e refeitas.
A vida jagunça
Da longa falação e meditação iniciais, surge quase de passagem o nome de Diadorim. Aparece cedo, inesperadamente, como um rasgo no fluxo do pensamento. Riobaldo diz apenas: “eu queria morrer pensando em meu amigo Diadorim”. Nada mais. Trata-se, naquele momento, apenas do companheiro dos tempos de jagunço, chamado Reinaldo. É tudo o que ele revela. Lendo o fim do livro, nota-se nessa passagem uma questão profunda: ele sabe quem Diadorim era e, por isso, tem coragem de fazer esse relato inteiro diante daquele interlocutor letrado, “doutor” da cidade. Há ali uma certa confissão. Afinal, estamos falando de um jagunço, de um homem formado num universo de masculinidade, que constrói ao longo do romance a admiração afetiva por outro homem.
A lembrança do tempo de jagunço se infiltra na fala, e é nesse momento que Riobaldo entra de vez na matéria do sertão, esse espaço impreciso do norte de Minas, que se mistura com a Bahia e Goiás. Ele passa a falar do bando de Medeiro Vaz, o primeiro chefe que teve. Faz, então, a descrição detalhada de como funciona aquilo que se chamou com precisão de “sistema jagunço”, com hierarquias, códigos, lealdades e violências.
Ainda nessas primeiras páginas, aparece um dos episódios mais marcantes do livro: a tentativa de travessia do Liso do Sussuarão. Um espaço desértico, quase impossível de encarar. A descrição desse lugar é impressionante, tanto pela dureza do ambiente quanto pela linguagem que o constrói. Tudo ganha uma dramaticidade extrema. O monólogo assume a forma de um teatro: um narrador sentado diante de uma plateia invisível, fazendo do relato uma experiência quase corporal.
Após o Liso do Sussuarão, vem a morte do chefe Medeiro Vaz. Também é o momento do reencontro de Riobaldo com uma figura central do romance: Zé Bebelo, que assume o lugar de novo líder do bando. Tudo isso acontece ainda nas primeiras páginas, numa velocidade narrativa que exige atenção constante do leitor. É ainda nesse momento que Riobaldo menciona o episódio decisivo no Arraial do Paredão, espaço fundamental para o romance. Ali se desenrola aquela que é a grande guerra de sua vida. No local, ele vê o diabo de fato, sentindo sua força de maneira concreta.
Nesse ponto, ocorre um dos cortes mais impressionantes da narrativa. Riobaldo interrompe a reflexão sobre o tempo, a memória e, possivelmente, o que resta de sua vida. Essa quebra exige do leitor um esforço particular, porque só muito mais adiante ela será retomada e esclarecida. O grande miolo do romance será a longa rememoração do passado, que Riobaldo vai reconstruindo aos poucos, a partir da infância.
Às margens do rio
O corte para o passado leva Riobaldo a recuar ainda mais, a começar pelo momento em que, ainda menino, conhece outro menino às margens de um rio, na região do São Francisco. Trata-se de uma das descrições mais impressionantes do livro. Só mais tarde o leitor e a leitora saberão que aquele menino é Diadorim. O impacto do encontro é imediato e profundo. Há encantamento silencioso, quase inexplicável, que marca o então jovem Riobaldo. O episódio coincide com outro acontecimento decisivo: a morte da mãe do narrador. A lembrança da infância, portanto, já surge atravessada por perda, ruptura e formação precoce de um olhar sobre o mundo.
Após a morte da mãe, Riobaldo vai morar com Selorico Mendes, figura central nesse momento da narrativa. Ele é seu padrinho e passa a ser seu tutor. Essa relação permite ao romance expor, com clareza, o funcionamento das hierarquias sociais no sertão mineiro. São as relações entre fazendeiros e a população pobre que gravita em torno das grandes propriedades. É nesse ambiente que Riobaldo tem contato, ainda de longe, com o universo dos jagunços e dos chefes de bando. É a matéria brasileira do sertão.
Na noite em que Joca Ramiro visita Selorico Mendes, surge essa figura das mais importantes do romance. Joca Ramiro aparece como um grande chefe, alguém cuja presença se impõe. A partir daí, o livro desenha com mais nitidez a estrutura complexa do sertão: de um lado, os grandes fazendeiros; de outro, os chefes de bando; e, na base, os jagunços, homens pobres que, como Riobaldo dirá mais adiante, vivem “cachorrando” pelo sertão. Essas instâncias se articulam e se exploram mutuamente.
Nesse momento da vida, Riobaldo ainda não é jagunço. É professor, dá aulas numa escola, o que já o distingue dos demais. Trata-se de uma posição ambígua. Ele pertence ao sertão arcaico, mas também carrega o signo da instrução, palavra organizada, reflexão. A condição intermediária reforça seu deslocamento constante ao longo do romance, em relação aos companheiros jagunços.
Outro episódio decisivo é quando Riobaldo foge da fazenda de Selorico, ao descobrir que o padrinho é, na verdade, seu pai. É uma revelação que inscreve sua história pessoal numa lógica brasileira de filiação bastarda, de silêncio e hierarquias. Ao fugir, Riobaldo literalmente “cai no mundo”. Ele se aproxima do bando de Zé Bebelo, inicialmente como professor, mas ainda recusa a vida de jagunço.
O romance avança nesse vaivém de indecisão e deslocamento. Riobaldo reencontra Diadorim e, a partir disso, toma sua decisão fundamental: tornar-se jagunço. Ele integra o bando de Hermógenes, figura sombria do romance. O chefe vai se transformar no eixo das escolhas de Riobaldo, no adversário absoluto, no confronto que parece não ter fim. É em torno dele que se organiza o sentido maior da trajetória do protagonista, como se toda a sua vida girasse em torno dessa oposição.
Tribunal do sertão
Juntos, Diadorim e Riobaldo integram o bando de Hermógenes. Nessa fase da vida do narrador, há uma das grandes batalhas do romance: o encontro com o bando de Zé Bebelo, que naquele momento é seu adversário. Estamos ainda recuando no tempo, nos primórdios da história que Riobaldo narra, antes mesmo do eixo central do romance se consolidar. O confronto termina com a captura de Zé Bebelo. E Riobaldo conhece, de fato, Joca Ramiro, a figura decisiva para ele.
Esse trecho de “Grande Sertão: Veredas” é fundamental porque nele se dá o julgamento de Zé Bebelo. O episódio carrega uma força narrativa impressionante, inclusive se pensarmos no contexto histórico de publicação do romance, em 1956. É difícil não relacionar essa sequência ao ambiente do pós-Segunda Guerra Mundial, quando o mundo ainda elaborava as ideias de punição, culpa, responsabilidade e justiça para os crimes nazistas. Guimarães Rosa imagina, no sertão, um tribunal. Zé Bebelo é julgado pelos chefes de bando, num espaço que não é o da lei formal, mas tampouco o da barbárie.
O julgamento se constrói como um grande debate. O texto assume claramente a forma de uma tragédia grega, com suas expiações. Diálogos densos, posições em conflito, chefes que encenam um coro trágico. Discute-se a execução sumária, a vingança imediata, a reafirmação da força. É nesse instante que Riobaldo apresenta uma solução inesperada. Em vez de matar Zé Bebelo, propõe que ele seja solto para contar, por todo o sertão, o que lhe aconteceu, para carregar consigo a marca da humilhação. Não se trata de perdão simples, mas de uma punição simbólica, narrativa, quase pedagógica.
A ideia do julgamento é chocante para os leitores e leitoras de hoje. Impressiona perceber como Guimarães Rosa antecipa discussões que associamos à justiça restaurativa contra os regimes de exceção. A questão não é eliminar o inimigo de uma vez por todas, mas obrigá-lo a viver com a memória do que fez e de quem sofreu. A cena do julgamento é um verdadeiro palco teatral sertanejo, em que a palavra tem peso maior do que a arma.
O romance traz um novo acontecimento — um dos mais traumáticos —, que é o assassinato de Joca Ramiro por Hermógenes. O choque é absoluto. Essa morte marca uma virada decisiva na narrativa. A partir daí, estabelece-se o grande eixo da vingança contra aquilo que Riobaldo e os companheiros chamam de os “Judas”, o bando de Hermógenes. É como se esse passado se fechasse em círculo. Riobaldo encontra Joca Ramiro para, logo depois, perdê-lo. E essa perda organiza o movimento posterior da história.
O romance se encaminha para o trecho que Riobaldo havia interrompido lá atrás, quando falava do Arraial do Paredão. A metade final da narrativa será justamente a reconstrução de tudo o que o levou até ali. O romance mergulha num registro mais sombrio, denso, dominado pela lógica da vingança. Como observa Luiz Roncari, o sentido de “Grande Sertão: Veredas” é a descida às trevas. O mal deixa de ser apenas pensado e passa a ser vivido. Nesse mergulho, o pacto com o diabo se torna o grande símbolo, não apenas de uma escolha individual, mas de uma travessia sem retorno.
Agente civilizador
A morte de Medeiro Vaz representa, de fato, a ascensão de Zé Bebelo à condição de chefe. É um ponto de inflexão decisivo no romance. Ele é um personagem emblemático porque introduz a dimensão histórica no universo do livro. Estamos falando de um sertão situado ainda no tempo da Velha República, antes do processo de modernização conduzido a partir dos anos 1930, com Getúlio Vargas. Um mundo anterior à consolidação do Estado moderno, da racionalização administrativa e da imposição sistemática da lei.
Zé Bebelo surge justamente na figura de um agente do Estado. Ele é enviado ao sertão com a missão de se infiltrar naquele mundo para pôr fim à jagunçagem. Chega como representante da ordem legal, da civilização, promessa de modernização. É, nesse sentido, aquele que encarna a tentativa de submeter o sertão à lógica moderna, que Caio Prado Jr. descreveu como o esforço de superar o país “inorgânico”: uma sociedade regida por estruturas arcaicas, sem integração plena à ordem racional da lei e do Estado.
Mas o romance opera uma reviravolta decisiva. Em vez de transformar o sertão, Zé Bebelo acaba sendo transformado por ele. Aquele que chega para civilizar é absorvido pelo próprio sistema jagunço que pretendia destruir. Ele se torna chefe de bando e se incorpora ao bando. A tentativa de impor a lei moderna fracassa e o Estado, em vez de eliminar a jagunçagem, passa a operar segundo suas regras.
Esse movimento aparece já no início do livro, quando Riobaldo relata o reencontro com Zé Bebelo. Após o julgamento, Zé Bebelo não desaparece. Ele é resgatado, reincorporado, retorna à cena. E, com a morte de Medeiro Vaz, sua posição se consolida. Zé Bebelo comanda o início da grande vingança, e Riobaldo está ao seu lado. Ambos seguem juntos nesse processo que mistura justiça, revanche e reorganização do poder no sertão.
Pacto com o demo
A fase final do romance envolve o reencontro de Riobaldo com Zé Bebelo e inaugura o trecho mais duro e sombrio de “Grande Sertão: Veredas”. A narrativa entra, de fato, nas batalhas finais. As andanças pelo sertão passam a ter um tom mais grave, violento, como se o mundo narrado perdesse o resquício de estabilidade. O primeiro grande episódio dessa etapa é a passagem pela Fazenda dos Tucanos, um acontecimento decisivo.
Na Fazenda dos Tucanos, o grupo é atacado de forma inesperada. A narrativa assume um tom claramente fantasmagórico. A casa é cercada, os jagunços acuados, a sensação de espectros rondando o local. O episódio da chacina dos cavalos é de uma violência extrema e perturbadora. Trata-se de uma emboscada do bando de Hermógenes, e a descrição dessa cena está entre as mais assustadoras do livro e da literatura brasileira. Ali, Riobaldo reflete de maneira mais intensa sobre a chefia de Zé Bebelo. É um dos trechos mais modernos do romance, justamente por ter essa atmosfera de assombro e terror, em que o sertão parece tomado por forças invisíveis.
Essas andanças reforçam aquilo que João Adolfo Hansen observou com precisão: “Grande Sertão: Veredas” é uma mescla singular de drama e épico. O drama está na fala incessante de Riobaldo, nesse monólogo reflexivo dirigido ao interlocutor. O épico se manifesta na sucessão de ações, batalhas, travessias e episódios que estruturam a narrativa. A história avança por essas caminhadas, deslocamentos contínuos, que expõem diferentes faces do sertão.
Após o trauma da Fazenda dos Tucanos, vem o encontro com os catrumanos. O romance expõe a pobreza extrema, a doença, a degradação física e social do sertão. Mais adiante, o grupo encontra novamente doentes, corpos arruinados, figuras quase indistintas entre a vida e a morte. Se usarmos termos contemporâneos, é como se Riobaldo atravessasse um território povoado por seres vivos que já parecem mortos. O sertão apresentado aqui não tem nada de pitoresco ou romântico. É um espaço irreconhecível, brutal, em que a linguagem parece falhar diante do real.
Esses episódios preparam o caminho para o ponto-chave dessa parte final do romance. Um dos últimos lances é o pacto de Riobaldo com o diabo, realizado nas Veredas Mortas. Mais uma vez, a narrativa assume um tom fantasmático e irreal. O leitor entra na cabeça do personagem. A percepção se torna instável, e a realidade objetiva se dissolve. A grande indagação permanece: o que foi, afinal, esse pacto? O que ele representa?
A questão foi examinada com profundidade por Kathrin Rosenfield e por outros críticos que analisaram a tradição do pacto fáustico, presente em Goethe, Marlowe e Thomas Mann. No caso brasileiro, segundo Bolle, o pacto assume uma forma específica. Trata-se de um rito para se tornar chefe, assumir o comando, ascender socialmente num mundo regido pela violência. É um pacto para se tornar latifundiário, líder de bando, senhor de homens no sertão.
Depois do pacto, Riobaldo finalmente assume a chefia, algo que antes hesitava. Ele se fortalece e endurece. Segue-se uma longa meditação sobre o aprendizado da chefia — mais uma dessas reflexões densas que atravessam o romance. Tudo indica que Riobaldo está se preparando para o confronto final com Hermógenes, ao lado de Diadorim.
A formação do chefe passa por provas sucessivas, quase como testes iniciáticos. Após o pacto, o bando consegue finalmente atravessar o Liso do Sussuarão, o que antes parecia impossível. Supera-se, assim, o limite físico e simbólico do sertão. Em seguida, ocorre a captura da mulher de Hermógenes, o cerco à sua fazenda e a morte de Ricardão, outro chefe importante. A chefia de Riobaldo se completa. É então que ele chega ao Paredão, aquele episódio traumático que aparece no início do romance e interrompe abruptamente a narrativa. Agora o círculo se fecha. Tudo o que foi contado até aqui conduzia a esse ponto. O Paredão não é apenas um lugar: é o ápice da experiência de Riobaldo.
A perda irreparável
O Paredão é um espaço de espectros, fantasmas. Um território arruinado, deserto, onde já não parece existir vida. Nesse sentido, ele lembra a cidade de Comala, do romance “Pedro Páramo”, de Juan Rulfo. Um vilarejo de ruínas, no qual o real já não se sustenta sozinho e a narrativa opera numa chave espectral. Em “Grande Sertão: Veredas”, o irrealismo não serve para escapar do mundo, mas para dizer algo essencial sobre ele. A perspectiva de Riobaldo, nesse ponto, torna-se radicalmente sombria. Estamos nas trevas, num mundo em decomposição.
É no Paredão que há o encontro final com o bando de Hermógenes. Ali se consuma aquilo que Riobaldo entende como a grande derrota de sua vida. É também ali que ganha sentido pleno a frase que atravessa todo o romance — o “diabo no redemoinho, no meio da rua”. O diabo se materializa na figura de Hermógenes, a encarnação da violência absoluta, do mal sem mediação. Riobaldo, já pactário, fortalecido pelas vitórias recentes, sente-se finalmente apto a enfrentar esse inimigo.
O que ele não antecipa é que o duelo decisivo não será travado por ele. Diadorim enfrenta Hermógenes e morre. E, com essa morte, tudo desaba. O projeto de vida que Riobaldo nutria — inclusive a fantasia de uma vida comum ao lado de Diadorim, depois da guerra — se desfaz por completo. O romance chega, então, a uma frustração radical. O desfecho de Diadorim subverte a lógica do que Doris Sommer chamou de “romances fundacionais” do século 19, em que o encontro amoroso entre um homem e uma mulher sela simbolicamente a fundação de uma nação. Em “Grande Sertão: Veredas”, o encontro de almas não funda nada. Ele fracassa. O que resta é perda, luto e desamparo.
Apenas depois da morte de Diadorim é que Riobaldo descobre sua identidade. A revelação não traz alívio, mas aprofunda o abismo. O amor que ele viveu não se resolve nem como amizade, nem como paixão, nem como transgressão simples das normas de gênero. Diadorim era, para Riobaldo, um ser total: homem, mulher e algo além dessas categorias. Uma figura completa, impossível de ser reduzida. Ao longo do romance, Riobaldo projeta esse amor em imagens simbólicas (o pássaro manuelzinho-da-croa), em contraste com outras figuras recorrentes, como o cão, associado à errância, à jagunçagem, à submissão e à violência. Diadorim é harmonia, o cosmos.
O que resta a Riobaldo, no final das contas, é uma fazenda, a herança, a condição de proprietário de terras. O pacto, de certo modo, se cumpre. Ele ascende socialmente, torna-se senhor. Ao seu lado está Otacília, o amor possível, doméstico, sagrado. Ao longo do romance, três amores se organizam quase como um sistema simbólico: Otacília; Nhorinhá, o amor profano, ligado ao corpo; Diadorim, o amor absoluto, impossível de se realizar neste mundo.
A narrativa se encerra, então, numa grande meditação final. Riobaldo tenta compreender o que viveu e o que restou. Nesse trecho, revela-se a dimensão maior da obra. “Grande Sertão: Veredas” constrói um universo inteiro a partir de uma linguagem própria, profundamente enraizada no sertão mineiro, mas aberta a uma multiplicidade de tradições culturais, religiosas e filosóficas. O sertão de Guimarães Rosa é Minas Gerais, mas também poderia ser a Floresta Negra alemã.
Talvez por isso o romance funcione como uma espécie de máquina total, quase um algoritmo, capaz de processar histórias, vozes, crenças, mitologias e experiências. É uma obra de linguagem viva, não fixa, que se renova a cada leitura. Nesse sentido, ocupa um lugar singular na literatura brasileira do século 20, ao lado de poucas outras obras que mantêm essa potência infinita de releitura, como “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, e “Claro Enigma”, de Carlos Drummond de Andrade. Um livro que não se fecha, jamais se estabiliza e nos interpela porque permanece em movimento.