quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

TRADICIONAL FESTIVAL DE PRÊMIOS DO SINSP ACONTECE DIA 28 DE DEZEMBRO

Chegamos ao final de mais um ano, é momento de celebrar as vitórias e renovar as energias para iniciar mais um ano. O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Direta do Estado do RN (Sinsp/RN), convida todos os servidores para participar da tradicional confraternização, com a realização do Festival de Prêmios para a categoria. 

Este ano, o evento acontecerá no dia 28 de dezembro, na Escola de Governo a partir das 8h da manhã. Todos trabalhadores da administração direta do Rio Grande do Norte filiados ao SINSP RN são convidados à participar desta bela festa e concorrem aos prêmios. Este ano os prêmios serão: 5 motos (Honda CG 125) e 10 TVs Led 43" Full HD.

E tem mais, aqueles trabalhadores que estiverem presentes no evento participarão de um SORTEIO ESPECIAL: 1 moto, 2 TVs 43" Led Full HD, 5 bicicletas e 3 microondas. 
   
Não esqueçam! Só podem participar do SORTEIO ESPECIAL aqueles que vierem participar do evento presencialmente.
   

É importante lembrar que para estar apto a concorrer aos prêmios, é necessário estar em dia com suas obrigações sociais. Para animar a festa, teremos o show de Jaina Elne e das 8h até às 9h30 da manhã será servido café da manhã. Venha fazer parte desta grande festa!

ESSE É DE LUTA! PARLAMENTAR MAIS COMBATIVO DO PT, PIMENTA É O NOVO LÍDER DA BANCADA

O Partido dos Trabalhadores elegeu nesta manhã o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) como o líder da bancada do PT na Câmara dos deputados. Em evento que conta com a presença dos principais líderes do PT, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, o atual líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), e outros líderes; "A decisão do TRF-4 é quase como uma declaração de guerra. O tribunal não seguiu a ordem cronológica de entrada dos processos. Como numa situação de emergência. Desde quando um calendário eleitoral pode ser justificativa para um tribunal quebre sua jurisprudência e altere a ordem dos processos", afirmou.

247 - O Partido dos Trabalhadores elegeu nesta manhã o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) como o líder da bancada do PT na Câmara dos deputados. Em evento que conta com a presença dos principais líderes do PT, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, o atual líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), e outros líderes.

O evento foi realizado no Teatro dos Bancários, em Brasília. Paulo Pimenta assume o cargo em janeiro. Em seu discurso, Pimenta atacou a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de marcar para o dia 24 de janeiro o julgamento do recurso do ex-presidente Lula contra a condenação do juiz Sérgio Moro. 
"A decisão do TRF-4 é quase como uma declaração de guerra. O tribunal não seguiu a ordem cronológica de entrada dos processos. Como numa situação de emergência. Desde quando um calendário eleitoral pode ser justificativa para um tribunal quebre sua jurisprudência e altere a ordem dos processos", afirmou. 
Jornalista e técnico agrícola formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Paulo Pimenta iniciou sua trajetória no Movimento Estudantil na década de 1980. Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1985, foi vereador (1988; 1992), deputado estadual (1998) e vice-prefeito de Santa Maria (RS) (2000). Chegou à Câmara Federal em 2003, no mesmo ano em que Lula assumiu a presidência do Brasil. Nas eleições de 2010 e 2014, foi o deputado federal mais votado do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul.
Na Câmara, Pimenta foi o relator da CPI do Tráfico de Armas; e da CPI da Violência Urbana no Brasil. Presidiu a Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional; a Comissão de Direitos Humanos; e a Comissão de Legislação Participativa. Recentemente, em uma pesquisa realizada por uma empresa de Marketing Digital, Pimenta foi avaliado como o parlamentar brasileiro mais influente nas redes sociais do Brasil.
Essa será a primeira vez que Pimenta atuará com líder da bancada do PT. “Será uma tarefa de grande responsabilidade, já que o país passa por um dos momentos mais difíceis da sua história, com um governo ilegítimo que está destruindo todas as conquistas dos governos Lula e Dilma”, aponta Pimenta.
Além de resistir contra o desmanche das políticas sociais, o deputado Pimenta diz que 2018 é o ano para “derrotar o movimento ultraconservador que tenta impedir que o ex-presidente Lula concorra nas eleições presidenciais de 2018”.

LULA: “VOU BRIGAR ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS”

Durante reunião com deputados e senadores do PT nesta quarta-feira, 13, em Brasília, o ex-presidente disse que vai “brigar até as últimas consequências” para provar que é inocente na sentença do juiz Sérgio Moro, que deve ser confirmada pelo TRF-4 no dia 24 de janeiro; “Eu quero deixar vocês tranquilos. Quero ser inocentado e aí ser candidato”, afirmou; para Lula, o objetivo do julgamento no TRF-4 é tentar evitar que o PT volte ao governo; “Nós aqui no Brasil ainda estamos um pouco anestesiados”, analisou para então propor que a militância reaja aos ataques dos adversários: “Só tem um jeito: reagindo. Quem achar que ficar quieta é a saída, não vai sobreviver”, disse; no evento, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) foi eleito novo líder do PT na Câmara.

Blog do Esmael - O ex-presidente Lula disse na reunião da bancada do PT, na manhã desta quarta-feira (13), que vai “brigar até as últimas consequências” para provar que é inocente e reafirmou sua disposição de disputar 2018.
“Eu quero deixar vocês tranquilos. Quero ser inocentado e aí ser candidato”, afirmou.
Lula também criticou o que considera como “pactuação diabólica” entre MPF, PF e imprensa.
“As pessoas falam do resultado da sentença um ano antes do processo. Eu quero é que reconheçam a minha inocência. Se o [juiz Sérgio] Moro tinha tanta certeza que o apartamento era meu, ele que me dê uma autorização pra vender”, discursou o petista.
Para o ex-presidente, o objetivo do julgamento no TRF-4 é tentar evitar que o PT volte ao governo. “Nós aqui no Brasil ainda estamos um pouco anestesiados”, analisou para então propor que a militância reaja aos ataques dos adversários.
“Só tem um jeito: reagindo. Quem achar que ficar quieta é a saída, não vai sobreviver”, pediu.
Sobre a acusação de que ele está fazendo “campanha eleitoral antecipada”, lula disse que é a Globo e a Veja que anteciparam a disputa. “Se tem alguém fazendo campanha nesse país é a Rede Globo. Se a gente não reagir vai prevalecer o que eles dizem.”

Senadora Fátima Bezerra celebra importante vitória com agentes de saúde do RN e do Brasil do Projeto de lei 6437


Valeu a luta dos ACS e ACE do RN e do Brasil que desempenham papel imprescindível no contexto da atenção à saúde básica.

João Bosco protesta contra operação da PF na UFMG que usou sua música



Coautor com Aldir Blanc da canção O Bêbado e a Equilibrista, lançada em 1979 no contexto da repressão da ditadura militar no Brasil, o cantor e compositor João Bosco protestou contra o uso da música na Operação Esperança Equilibrista, que a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagaram nesta quarta-feira (6), na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Em nota divulgada nas redes sociais, o cantor e compositor explicou que a música foi feita por ele e por Aldir Blanc em honra a todos que lutaram contra a ditadura militar no país e que, portanto, não autoriza, politicamente, "o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental".

As declarações de João Bosco se somam a de intelectuais, acadêmicos e movimentos políticos de esquerda que criticaram o que classificaram como ilegalidades e abuso de poder cometidos pela Polícia Federal.

Veja, na íntegra, a nota de João Bosco:

Recebi com indignação a notícia de que a Polícia Federal conduziu coercitivamente o reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Jaime Ramirez, entre outros professores dessa universidade. A ação faz parte da investigação da construção do Memorial da Anistia. Como vem se tornando regra no Brasil, além da coerção desnecessária (ao que consta, não houve pedido prévio, cuja desobediência justificasse a medida), consta ainda que os acusados e seus advogados foram impedidos de ter acesso ao próprio processo, e alguns deles nem sequer sabiam se eram levados como testemunha ou suspeitos. O conjunto dessas medidas fere os princípios elementares do devido processo legal. É uma violência à cidadania.

Isso seria motivo suficiente para minha indignação. Mas a operação da PF me toca de modo mais direto, pois foi batizada de “Esperança equilibrista”, em alusão à canção que Aldir Blanc e eu fizemos em honra a todos os que lutaram contra a ditadura brasileira. Essa canção foi e permanece sendo, na memória coletiva do país, um hino à liberdade e à luta pela retomada do processo democrático. Não autorizo, politicamente, o uso dessa canção por quem trai seu desejo fundamental.

Resta ainda um ponto. Há indícios que me levam a ver nessas medidas violentas um ato de ataque à universidade pública. Isso, num momento em que a Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estado onde moro, definha por conta de crimes cometidos por gestores públicos, e o ensino superior gratuito sofre ataques de grandes instituições (alinhadas a uma visão mais plutocrata do que democrática). Fica aqui portanto também a minha defesa veemente da universidade pública, espaço fundamental para a promoção de igualdades na sociedade brasileira. É essa a esperança equilibrista que tem que continuar.

Mineiro destaca aprovação de projetos que beneficiam servidores da UERN e FUNDAC

Em sessão realizada nesta terça-feira (12), os deputados aprovaram uma série de projetos que, entre outras pautas, tratam da lei de regulamentação do auxílio-saúde para os servidores da UERN e do plano de cargos da FUNDAC. As matérias, agora, seguem para sanção do governador.
O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) foi quem apresentou em plenário o parecer favorável à aprovação da lei do auxílio-saúde dos servidores da UERN. Ele destacou que a concessão não gera novas despesas para o Executivo.
“O projeto não cria uma despesa nova para a Uern nem para o Estado do RN. É bom que se explique, para que não se crie uma corrente contrária. Estamos tão somente regulamentando um auxílio que já existe e já foi pago por meio de portarias internas. Todos os líderes tiveram o mesmo entendimento sobre a matéria”, argumentou.
Mineiro defendeu, ainda, a aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do quadro de pessoal da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado (FUNDASE-RN), antiga FUNDAC.
“Esse é um momento muito importante para a sociedade potiguar. Estamos não apenas dando um passo para valorizar os servidores, o que já seria importante. O projeto é decisivo e fundamental para o sistema socioeducativo do RN, que estava sob intervenção há quatro anos, praticamente no fundo do poço. Houve um esforço conjunto dos servidores, do Judiciário e do Ministério Público para chegar a essa formatação de projeto e garantir segurança aos servidores para exercer o melhor trabalho possível para a sociedade. O que será de uma sociedade que não tem um sistema socioeducativo? Valorizar o servidor é o mínimo que o estado pode fazer”, ponderou.
Os projetos que beneficiam os servidores foram aprovados depois da articulação feita na semana passada por Mineiro para que as matérias fossem votadas pela Assembleia Legislativa.
Na última quarta-feira, 6, os deputados já haviam aprovado a criação do auxílio-alimentação para os servidores do Detran. Para que os demais projetos fossem votados com agilidade, Mineiro intermediou uma reunião extraordinária da Comissão de Justiça. Ele solicitou, ainda a dispensa de tramitação das matérias, possibilitando sua imediata aprovação pela AL.
Foto: Arquivo. Equipe Mineiro 

A Justiça, lebre para Lula; tartaruga para os bancos

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Quem ainda achar que a Justiça trata a todos com isonomia, olhe para as principais manchetes dos jornais de hoje. Numa, depois de 26 anos de serem tungados pelo Plano Collor 2 (1991) e...

Quem ainda achar que a Justiça trata a todos com isonomia, olhe para as principais manchetes dos jornais de hoje.
Numa, depois de 26 anos de serem tungados pelo Plano Collor 2 (1991) e por outros que o antecederam, uma multidão de poupadores – 60% deles com valores de menos de R$ 5 mil, o que não os torna, nem de longe, especuladores ou “investidores” – aceitam um acordo para receber na Justiça aquilo que foi expurgado de suas pequenas economias.
Na outra, os desembargadores batem todos os recordes de velocidade e marcam, na metade do prazo costumeiro, o julgamento – melhor dito, a formalização da sentença condenatória que, desde o início, estava urdida, planejada para servir como último “gatilho” para evitar que Lula pudesse ser a alternativa eleitoral dos brasileiros, se acaso não bastasse, como não bastou, a campanha de destruição política a que foi submetido o ex-presidente Lula.
Na primeira, era dos bancos que se pretendia ver devolvido, modestamente, uma montanha de recursos que lhes serviu para ganhar várias outras, um cordilheira mesmo, de dinheiro tirado do público.
Na segunda, pretende-se punir alguém por ter “recebido” um apartamento que nunca foi seu, do qual não teve a chave, no qual não dormiu uma noite, e não há um mísero papel que comprove sua posse ou propriedade. E que, afinal, segue de propriedade do suposto “doador”, que o hipotecou à Caixa.
Tartaruga quase sempre, mais ainda quando se trata de direitos ante os “graúdos”, os senhores togados viraram lebres quando se tratou de usurpar, descaradamente, o direito do povo brasileiro de escolher os seus caminhos.
Com a presteza de mordomos, correm a fazer o que o conservadorismo brasileiro não consegue fazer pelo voto, mesmo dominando o dinheiro e a mídia: criar a chance de voltarem a vencer eleições, vender o país e condenar o Brasil ao atraso e à injustiça que nos agrilhoam por séculos.
Não há, sequer, a preocupação de fingirem-se olímpicos. Gilmar Mendes, que se sentou a chocar um voto contrário à proibição de dinheiro privado das eleições durante um ano e meio, apressa-se em dizer que “não há novidade” da rapidez do caso.
Não, não há.
Tudo, neste caso, é sempre conduzido pelo cabresto do interesse político, desde que os promotores paulistas que acabaram chamados de “Três Patetas” produziram a ficção de que o apartamento pertencia a Lula, num processo onde todos os  acusados foram absolvidos mas o ex-presidente foi pinçado para ser jogado no Coliseu de Sérgio Moro, em razão de uma “ligação” com a Petrobras que se prova apenas pela “convicção” e por um powerpoint,
Três distintos e bem-pagos senhores, no dia 24 de janeiro de 2018, como num distante 24 de agosto de 1954, preparam a morte de um líder  político e o nascimento de um líder histórico.
Ironicamente, entre 2018 e 1954, a distância fica num número que traduz o seu sentido: 64.
A tesoura da Justiça pode cortar uma candidatura, mas não pode cortar o fio da História. http://www.tijolaco.com.br/blog/justica-lebre-e-tartaruga/

Agenda de hoje do Deputado Mineiro (PT)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

José Agripino Maia (RN), tornando-o réu em ação penal, segundo a denúncia, ele teria recebido R$ 654 mil para destravar verbas do BNDES para OAS construir estádio da Copa do Mundo de 2014 em Natal

Agência Brasil - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (12), por 4 votos a 1, aceitar denúncia apresentada contra o presidente do partido Democratas, o senador José Agripino Maia (RN), tornando-o réu em ação penal.

Em setembro deste ano, Agripino Maia foi denunciado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pela suposta participação em um esquema envolvendo a construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014 em Natal, que teria resultado em prejuízo de R$ 77 milhões aos cofres públicos.
Segundo a denúncia, o senador teria usado sua influência política para liberar créditos que se encontravam travados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em favor da construtora OAS, responsável pela obra.
De acordo com a acusação, Agripino Maia teria recebido R$ 654 mil em espécie, a título de propina, para providenciar o sinal verde do Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, que estaria exigindo documentos complementares para aprovar o projeto executivo da obra, condição necessária para a liberação do financiamento do BNDES.
O pagamento em dinheiro vivo teria sido providenciado por Léo Pinheiro, presidente-executivo da OAS, por intermédio do doleiro Alberto Yousseff, que em delação premiada relatou ter feito a entrega fracionada da quantia a pessoas em Natal, sem especificar a quem ou citar o senador.   
Outros R$ 250 mil em propina teriam sido pagos por meio de doações oficiais de campanha ao diretório nacional do Democratas, segundo a denúncia assinada por Rodrigo Janot, que apresentou entre as provas do processo mensagens de celular trocadas entre Agripino Maia e Léo Pinheiro. 
“Não estamos diante de uma denúncia fútil. Há um conjunto bem relevante de elementos que sugerem uma atuação indevida, um ato omisso grave que levou ao superfaturamento de R$ 77 milhões e ao inequívoco recebimento de dinheiros depositados fragmentadamente na conta do parlamentar”, disse o ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito.
Acompanharam o relator os ministros Rosa Weber, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello. O único a divergir foi o ministro Alexandre de Moraes, que considerou a denúncia inepta.
Defesa
Para o advogado Aristides Junqueira, que representa o senador Agripino Maia, a denúncia apresentada por Janot “é só imaginação”.

“Essa denúncia não passa de ilações imaginárias do autor dela”, afirmou o defensor. Junqueira argumentou que o próprio procurador admitiu não ter conseguido comprovar a ligação de depósitos na conta do senador com atos de corrupção, não passando tal ligação de “presunção do Ministério Público”. Segundo Junqueira, Agripino Maia pode comprovar a origem de todos os depósitos realizados na sua conta entre os anos de 2012 e 2014.
Em relação à liberação de créditos do BNDES para a Arena das Dunas, a defesa alega não haver nenhuma irregularidade, e que a atuação do senador se deu a pedido do próprio Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte, de forma inteiramente legítima.

Vem ai a 4ª Parada LGBT de São Gonçalo do Amarante

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Confraternização do PT de Songa, reunião filiados/as, amigos/as e simpatizantes

Agradecimentos;

Primeiramente quero agradecer aos meus amigos e amigas, Antonio Carlos SilvaUlliana PereiraDayane SouzaLenilton Guarani Kaiowá, mestre Elieser SilvaJosimar Do Nascimento, dona Valderice SenaAdriana Araujo,Joao Nascimento (Joca de Curupe), Aldivan, mestre Isaías (Remédio), obrigado por ter atendido o meu convite, e compareceram a nossa confraternização, muito obrigado a todos/as.

A festa começou bem cedo com FutBol Arte, onde encontramos vários companheiro de lutas. Em seguida iniciamos a nossa confraternização com muita alegria, e festa depois de ano de muito trabalho, que inclusive ainda não terminou.

Passaram pela nossa confraternização a Nossa Senadora Fátima Bezerra, o Deputado Estadual Mineiro, a Deputada Federal Zenaide Maia, o Ex. Prefeito Jaime Calado e o atual vice-prefeito Eraldo que permaneceu durante todo evento e do nosso Presidente Municipal Moacir Farias que com muita alegria agradeceu a presença de todos/as.

Importante Lembrar;
“Apesar do momento de diversão, foi importante ressaltar e deixar registrado que de estarmos vivendo uma grande crise econômica no país, afetando o Rio Grande do Norte, inclusive os servidores públicos que são os mais prejudicados do Governo Robson com atrasos de salários. O momento de descontração que vivenciamos ontem é uma maneira de amenizar o que os trabalhadores públicos estão suportando. O PT de São Gonçalo do Amarante e do RN, terá forças o suficiente para continuar na luta por dias melhores pelos direitos dos trabalhares e trabalharas”.

PT é o partido mais querido do Brasil e Lula lidera em todos os cenários possíveis!

Partido cresceu pelo menos 6 pontos percentuais este ano, distanciando-se de outras legendas que estão empatadas com apenas 5% em segundo lugar.

Partido cresceu pelo menos 6 pontos percentuais este ano, distanciando-se de outras legendas que estão empatadas com apenas 5% em segundo lugar.

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Agenda de hoje do Deputado Mineiro (PT)

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

“Governo precisa entender desespero dos servidores”, diz Mineiro

Diante da situação crítica e delicada em que o Estado se encontra, o deputado estadual Fernando Mineiro (PT) voltou a defender, na sessão plenária desta terça-feira (28), a união dos Poderes para pactuar saídas para a crise e também a luta legítima dos/as servidores/as públicos/as estaduais.

O parlamentar também registrou que esteve durante a manhã de hoje no protesto dos/as aposentados/as da Educação, no Centro Administrativo. “Talvez seja o setor que mais sofre com atrasos”, disse. “Estive com uma professora aposentada com câncer que precisou interromper aplicações e tratamento porque atrasou o pagamento do plano de saúde por causa do salário em atraso”, denunciou Mineiro. “Dá pra imaginar uma angústia dessa?”, questionou.

Luta dos/as servidores/as

Para o deputado, o Executivo precisa compreender o desespero dos/as trabalhadores/as. “É uma questão de sobrevivência”, afirmou. “Eles não acampam por dias e fazem greve porque gostam”, disse. O deputado esteve presente no ato da Saúde e professores/as da Universidade do Estado do RN (Uern) e também foi agredido pelas bombas de gás e sprays de pimenta jogados pela Polícia Militar na sexta-feira (24).

Os/as servidores/as estavam acampados há dias, tentando negociar com o governador, sem sucesso, e foram expulsos da sede da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan). “Os trabalhadores queriam apenas uma data para se reunir com o Governo, queriam ser ouvidos”, ressaltou Mineiro.

O parlamentar também registrou a ação truculenta da PM nesta segunda-feira (27), em frente à sede do Detran, quando três servidores/as da Saúde foram detidos de forma arbitrária.

Finanças do Estado

Mineiro lembrou, durante a sessão, que o atraso dos salários dos/as servidores/as afeta diretamente e de forma dura a economia do Estado, que é muito dependente da renda pública. “Nosso PIB é fortemente influenciado pelos recursos públicos pagos a servidores e a fornecedores”, destacou. “Não estamos falando apenas do impacto na vida dos funcionários públicos estaduais e municipais, o que já seria importante, mas sobre o conjunto da economia, o efeito dominó”.

Por fim, Mineiro reiterou que é um equívoco judicializar a questão do repasse dos duodécimos aos ´Poderes. “Digo e repito que precisamos pactuar e negociar saídas”, defendeu. “Não dá mais para continuar esse modelo de gestão falido que temos no Estado. E digo mais: com a Emenda do Teto dos Gastos, em vigor no próximo ano, teremos ainda menos repasses para os Estados e Municípios”.


Foto: João Gilberto/ALRN
Equipe Mineiro.

Lula mostra os estragos da Lava Jato no Comperj: obra parada e empregos perdidos

Ex-presidente encontrou trabalhadores em Itaboraí, região que perdeu, desde 2014, mais de 16 mil empregos de carteira assinada, além de ver fechar uma rede de serviços como restaurantes e pousadas.

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Em Duque de Caxias: encontro com o povo no centro da cidade e depois a companhia do ex-ministro Celso Amorim
Nova Iguaçu – O dia mais movimentado da terceira etapa do projeto Caravana Lula pelo Brasil terminou na noite de hoje (7), na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Ao longo do dia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva percorreu cidades da Baixada Fluminense, além de visitar o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Foi justamente o Comperj o local escolhido para a primeira agenda do dia. Pela manhã, a caravana se despediu da bela cidade litorânea de Maricá rumo à Itaboraí, sede do complexo. Lula discursou em um carro de som em frente ao local, pois a Polícia Militar do estado impediu a realização do ato nas dependências do Comperj, o que causou espanto do ex-presidente, visto que estava acompanhado de autoridades de Estado, como o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).
Lula deu início à construção do Comperj em 2008 e a estrutura pensada demonstra a ambição do ex-presidente para o desenvolvimento da Petrobras e da região. Apesar de ser autossuficiente em petróleo, o Brasil não possui capacidade de processamento suficiente para todo o país, tendo que exportar petróleo e comprar seus derivados como gás butano, gasolina e diesel. O Comperj viria para sanar essa deficiência e dar início a um novo momento do país enquanto potência do setor.
Entretanto, a realidade foi diferente. A capacidade de processamento imaginada, de 165 mil barris de petróleo ao dia, nunca chegou a ser obtida. As obras nunca chegaram a ser concluídas por obstáculos envolvendo corrupção, como os investigados pela Operação Lava Jato, criticada por sua ação parcial e política. "Vim aqui para tirar uma fotografia para registrar a irresponsabilidade da paralisação de uma obra que poderia ser uma parte da salvação do estado do Rio de Janeiro", disse o ex-presidente.
Lula criticou as obras paradas, mas sem deixar de lado a crítica da corrupção. Ele argumentou que, enquanto executivos de empreiteiras assinaram acordos de delações premiadas e saíram com amplos benefícios dos escândalos recentes, o atual governo federal engessou as obras, afetando amplamente a população. De acordo com o Ministério do Trabalho, a região de Itaboraí perdeu, desde 2014, mais de 16 mil empregos de carteira assinada, além de ver fechar uma rede de serviços como restaurantes e pousadas.
"Não podemos ter uma obra dessa magnitude parada por irresponsabilidade. Eu não sou carioca, mas é importante que saibam que não há solução para o estado se o governo federal não estiver junto do Rio de Janeiro para fazer as obras necessárias para a recuperação da economia. Em 2006, assumi o compromisso de passar para a história que mais iria investir no estado, porque o Rio é a cara do Brasil e não poderia aparecer na imprensa apenas nas páginas policiais", disse.
Lula ainda disse que sua visita contrariou a opinião de seu partido, porque "não havia nada nem ninguém no Comperj". A expectativa foi equivocada, pois ele foi esperado no local por sindicalistas, especialmente da Frente Única dos Petroleiros (FUP), que marcou presença, inclusive, com seu coordenador, José Maria Rangel. Militantes também temiam a aproximação do ex-presidente com as polêmicas que envolvem o local. Recentemente, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, foi preso por fraudes em contratos de terraplanagem no Comperj pela Lava Jato.
Rangel também falou aos presentes sobre o abandono do Comperj. "O Rio de Janeiro passa pela maior crise de todos os tempos. E dizemos que a recuperação do estado passa necessariamente pela indústria de óleo e gás, que a Operação Lava Jato, de maneira deliberada, destruiu. Cada vez fica mais claro o objetivo deles de entregar o nosso petróleo para o capital internacional."
"A Lava Jato destruiu nossas construtoras, gerou desemprego da ordem de milhões de pessoas, além de queda no PIB. O Comperj saiu do seio do pensamento de um estado soberano. O Comperj não era para ser apenas um complexo petroquímico, ele tem refinarias para gerar emprego e renda em uma região tão carente como Itaboraí e São Gonçalo. Esse pensamento é perene em países desenvolvidos e aqui não poderia ser diferente. Então nós, homens e mulheres de bem temos que contrapor a essa política entreguista que está acabando com a Petrobras. Uma política que visa a entregar nosso petróleo para empresas estrangeiras, o que resulta em reajustes diários no preço do combustível e do gás", completou Rangel.
Também participou do ato a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que reafirmou as falas de Lula e Rangel. "Não vamos ter medo de enfrentar esse povo para o bem dos trabalhadores e para o funcionamento do Comperj que deixou de trazer a esperança que todos precisávamos. Por isso estamos aqui para que Lula volte e tenhamos emprego, trabalho e felicidade. Principalmente nós, a mulherada e a negrada", disse a parlamentar.
Baixada Fluminense
Finalmente, após a visita ao Comperj e as avaliações sobre a paralisação das obras no local, a caravana seguiu para a Baixada Fluminense. A primeira cidade visitada foi uma parada espontânea em Magé, aonde pessoas esperavam a passagem da caravana em um posto de gasolina na estrada. Lá, Lula abraçou e agradeceu os presentes com um breve discurso. 
De lá, a próxima parada foi em Duque de Caxias, aonde uma estrutura maior esperava o presidente na região central da cidade. Quem também se somou à caravana foi o ex-ministro do Itamaraty Celso Amorim, que foi apresentado por Lula como "o maior ministro das relações exteriores do mundo", em seu tempo.
"Não tinha um país do mundo que não respeitava o Celso. Dos Estados Unidos à China. Dá Rússia à Argentina. Venezuela a Cuba. Todos tinham a noção de que ele foi o maior ministro da pasta enquanto eu fui presidente. O Celso, durante muito tempo, quis se filiar ao PT, mas eu nunca deixei porque ele me ajudava mais sem ser do meu partido. Depois disso ele se filiou ao PT e se preparem para surpresas desse homem que é motivo de orgulho para cada brasileiro", completou Lula.
Amorim disse que "a presença de Lula é simbólica pelo povo que está presente com a cor do povo, não apenas da elite, do povo que Lula fez muito por ele, inclusive com a aproximação com a África. Mas digo que, queremos democracia, justiça social, a melhora do povo brasileiro e isso não vai acontecer sem a reafirmação da soberania brasileira. Precisamos vencer os grandes interesses do capital internacional", disse.
Por fim, Lula encerrou o dia em Nova Iguaçu, aonde passa a noite para seguir com a caravana. Amanhã, o presidente visita o campus da Universidade Federal Rural Fluminense e segue para a capital do estado, aonde encerra oficialmente a caravana com um ato na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com previsão de início às 20h. http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2017/12/lula-mostra-os-estragos-da-lava-jato-no-comperj-obra-parada-e-empregos-perdidos

Galo Preto: o mestre do coco no nordeste

(Foto: Marcelo Santos Braga)
Galo Preto já cantou com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Arlindo dos Oito Baixos, dentre outros ícones da cultura popular e tradicional da região
Por Eduardo Sá
Fotos de Marcelo Santos Braga
Arte de Alexandre Oliveira 

De origem quilombola do agreste pernambucano, Tomás Aquino Leão, mais conhecido por Galo Preto, é um dos mestres do coco nordestino. Desde os 8 anos imitava os emboladores da região já ensaiando suas rimas de improviso, mas só aos 81 anos teve oportunidade de gravar seu primeiro CD no ano de 2016. É um patrimônio cultural do Estado quando se trata de coco, repente e embolada. Já cantou com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Arlindo dos Oito Baixos, dentre outros ícones da cultura popular e tradicional da região, e participou de programas de televisão como os do Chacrinha e do Silvio Santos.
Apesar da conquista e felicidade pela gravação de sua primeira obra, por outro lado o músico se entristece pelo fato de não ter recebido apoio através de políticas públicas e dos responsáveis pela cultura popular brasileira. Seu disco Histórias que andei foi contemplado no edital Rumo Itaú Cultural, e reúne 12 composições suas com arranjos de pandeiro e sanfona. Já tinha participado de discos com outros artistas, mas nada que fosse exclusivamente seu. Tudo sempre na improvisação, que é sua identidade musical.
Na entrevista realizada antes da sua apresentação na Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, ele conta sobre seus primeiros contatos com a música e o episódio que o levou à prisão injustamente durante dois anos. Acusado de liderar um grupo de extermínio em 1992, quando na verdade estava prestando serviços de propaganda a políticos locais, acabou sendo solto por falta de provas. Após muitos anos produzindo jingles para políticos da região, faz críticas ao atual cenário nacional e à falta de incentivo aos músicos populares.  
Como você vê a raiz do gênero musical que você toca e a sua história musical?
O meu gênero musical é coco, embolada, repente, coisas do nordeste. Antigamente no alto sertão e no recôncavo, era muito procurado e usado nas noites. Depois quase desapareceu, porque o pessoal do campo e da roça foi saindo pras cidades. Agora de uns anos para cá o coco acordou novamente, e para a felicidade minha e de outros os jovens estão aderindo ao ritmo que antigamente era mais dos idosos. O coco, nosso ritmo, é o primeiro de todos. Começou na senzala com os escravos, quando havia uma pequena chance de repouso eles faziam o coco com palma de pé, de mão e batida de pé. Estou muito feliz porque abriu-se novamente as portas para nossa cultura, e espero que isso continue e se abram cada vai mais espaços.
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Fotos: Marcelo Santos Braga
Você tem origem quilombola, o que acha questão social com a música e a arte?
Essas músicas como o coco, capoeira, dentre outras, andaram sendo perseguidas e proibidas. Não passei por isso, porque no meu tempo já estava a mente aberta. Mas vi muita cantoria de coco terminar em briga, porque os cantadores não estavam disputando talentos e conhecimentos e sim jogando um para cima do outro a coisa pesada, os versos e as forcas. Chama-se coco de obrigação, e isso às vezes dava briga. De um tempo para cá isso acabou, o coco era feito briga de galo: os dois cantadores botavam para valer um para cima do outro, disputando para valer o conhecimento. Cheguei a pegar a proibição em alguns lugares, não por lei mas os delegados e policias tinham muito trabalho. Essa palavra coco ficou conhecida há pouco tempo, o nome era samba de pisar, samba de roda, de mutirão. Quando a pessoa ia fazer uma casa de barro, não tinha tijolo e cimento, era barro cipó e madeira, e quando terminava a casa jogava o barro dentro pra fazer o piso que era feito com o pé dos sapateadores.
A nova geração do coco tem evocado as raízes e tradições, ou a galera está modificando?
Muda um pouco, porque tudo tinha que mudar, não é? O coco está sendo muito abraçado hoje, mas é claro que os jovens de hoje não conheciam o seu verdadeiro sentido e dança. Parecem um pouco, mas são variados estilos. Os jovens agora estão aceitando, inclusive frequentando, aqui no Rio está chegando agora mas lá na minha região está mesmo. Aqui tinha o samba de carnaval, de breque, sincopado, samba verdadeiro, mas o coco está chegando agora.
Os antigos gravaram pouco, não perceberam que aquilo era cultura. Jackson do Pandeiro e Luis Gonzaga gravaram coco há muito tempo atrás, mas como não tinha identidade passava despercebido. O baião, forró, xote, tudo isso aí é filho do coco, sabia? Bezerra da Silva, outro meu amigo, era um grande cantador de coco da minha região em Santo Amaro, e quando chegou aqui teve que mudar porque ninguém entendeu o coco dele.
Você fez vários jingles de propaganda para vários políticos, como Miguel Arraes e tantos outros. Como você enxerga a relação da cultura e música com a política?
A política sempre foi a mola precursora de tudo, há 50 anos atrás por exemplo não tinha muito rádio, a televisão não existia, então a propaganda era por intermédio do cantador, repentista e violeiro que os políticos contratavam. Mas os adversários perseguiam o artista, que não tinha nada a ver e só estava fazendo o seu trabalho. Como eu botava a cara e o cara ganhava, isso foi provocando certa concorrência do quem dá mais. Eu tinha e tenho palavra ainda...
Você tinha partido ou preferência política?
Nunca tive, a minha posição é o meu trabalho. Mas infelizmente muitos não entendiam isso, não tinha nada a ver: a pessoa me contratava e eu fazia o meu trabalho. Sempre trabalhei assim, mas mesmo assim sofri perseguições. Muita gente pensou que fui preso devido a política, mas eu não sei até hoje bem o que foi. Fui levado do nada... Havia lá no nordeste uma coisa chamada esquadrão da morte, que andava matando. Nunca participei ou vou participar de violência nenhuma, é uma coisa da minha índole. Mas como estava fazendo uma campanha política na época, jogaram o meu nome num desses aí e me levaram. Mas até hoje estou sem entender porque fui preso, pode ter sido algum preconceito. Como estava trabalhando com política na época, pode ter sido isso porque envolveram meu nome em coisas horríveis. Invés de sobrar para o candidato sobrou para mim, mas pode ter sido também racismo ou preconceito. Nunca sofri perseguição fora essa época, houve alguma má interpretação. 
Mas hoje você tem posições políticas sobre o país, a questão negra, ou algum outro tema?
Perseguir o negro, o gay, toda perseguição é fraqueza pessoal. Falta de humanidade e compreensão, porque se você olhar muito bem toda essa riqueza que está aí foi feita pelos escravos. O senhor de engenho nunca pegou num tijolo. Para você ter uma ideia, o negro quando foi explorado as escravas tinham o filho mas não amamentavam ele e sim o filho da sinhá que não queria dar de mama para não perder a forma física. O negro vem sendo explorado desde esse tempo, até tomando o leite do pobre. O negro estava muito bem com a mulher, mas se ele não produzisse filho trocava de casal de forma forçada tratado feito animal. A Lei Áurea não foi boa só para o preto não, foi boa também para o branco pobre. Porque toda a vida pobre foi escravo, não como o negro que já nascia escravo pela cor. É como hoje a empregada doméstica branca. Naquela época era a mesma coisa, quem era pobre era subjugado como ainda é um pouco hoje. Já é hora de os políticos ser mais sinceros.
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Para você político é tudo igual, então?
Com todo candidato lá no nordeste a coisa era sempre a mesma, era uma guerra. Sempre acabava em briga, era tradicional.
Como você percebe o que esta acontecendo hoje no País?
De modo geral a política hoje, para nós que gostamos da cultura,vem se abrindo nos últimos anos. Mas infelizmente só valorizam quem está na mídia e não é por aí. Um artista da mídia ganha uma fortuna, enquanto nós não ganhamos quase nada. Tem que dar valor aos artistas, o problema é a disparidade de um modo geral. Como um vereador ganhar o ordenado que ganha engravatado e paletó, enquanto o gari que está dispondo-se a tirar o lixo da rua às vezes até expondo-se ao perigo da doença para ganhar um salário mínimo. Um cara engravatado sentado na Câmara discutindo besteira, que não representa o Brasil. Esses caras só representam o interesse deles, e o Brasil está ficando para trás. Mudou aquele sentimento de patriotismo, Osório Duque Estrada que fez o hino nacional se estivesse aqui se suicidava de tanta vergonha.
Cite alguns exemplos de pessoas que te influenciaram na sua música. 
Não posso me queixar de nada, porque estou vendo a mudança acontecer no sentido bom da cultura e da música. As pessoas estão fazendo na rua, a questão governamental da cultura ainda está muito aquém da valorização do artista. Vim ao Rio em 1950, 55 e 57, fiz grandes programas de televisão. Eu vinha porque era muito conhecido localmente, eles chamavam o artista e pagavam para fazer. Lancei recentemente meu primeiro CD e estou com 83 anos patrocinado pelo Itaú Cultural, e eles não ajudam mais em nada.
O que a música representa para você?
É tudo, vida, é bom para mim e todos. Ela faz ainda esse povo sobreviver. É preciso valorizar o artista pequeno, isso que falta. Só está ficando melhor porque o povo está ficando esclarecido devagarzinho, e quando ele tomar ciência do poder que tem é outra coisa. Ainda não temporque quer votar, mas em quem? Aponta um homem da cúpula com condição de assumir a presidência? Eu não votaria, porque não tem em quem votar. A cúpula está toda em casa: o candidato é eleito, os outros vêm para cima e ele apoia todo mundo.
Importante é que os governos olhem mais para o pequeno, aprenda a dividir mais o pão. Não é à toa toda essa marginalização, droga, violência. Como eles querem acabar, se estão botando o dinheiro todo no bolso? Esse dinheiro tem que ser distribuído, se tivesse escola, educação, saúde, não tinha marginal na rua. A maioria estaria trabalhando, empregado, afinal de contas todo mundo quer dinheiro. Esses presídios aí,erapra fechar tudo e abrir creche. É por aí que tem que começar para o Brasil ir em frente. Os presídios estão todos abarrotados, e se acriança cresce aprendendo desde cedo sabe que a droga não é bom negócio. Querem consertar o drogado depois de viciado, aí remamos contra a maré.
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AO MestreGaloPreto
Arte: Alexandre Oliveira 

MPF DENUNCIA EX-MINISTRO HENRIQUE ALVES POR LAVAGEM DE DINHEIRO

Reprodução/Youtube
O Ministério Público Federal no Distrito Federal denunciou nesta quinta-feira 7 o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves por mais um crime de lavagem de dinheiro; decorrente das investigações realizadas no âmbito da Operação Sépsis, a ação penal foi enviada à 10ª Vara da Justiça Federal
Da Agência Brasil
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) denunciou hoje (7) o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves por mais um crime de lavagem de dinheiro. Decorrente das investigações realizadas no âmbito da Operação Sépsis, a ação penal foi enviada à 10ª Vara da Justiça Federal.
Henrique Alves é acusado de ter feito transações financeiras, em 2014 e 2015, para encobrir propina paga pela Construtora Carioca, uma das responsáveis pela obra Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Se a denúncia for aceita, ele será réu por lavagem de dinheiro.
Segundo o MPF/DF, o denunciado realizou transferências/movimentações eletrônicas de uma conta titularizada por uma offshore, da qual era beneficiário econômico, para outras contas sediadas em paraísos fiscais.
De acordo com a denúncia, o ex-ministro se associou a Eduardo Cunha, Fábio Ferreira Cleto, Lúcio Bolonha Funaro e Alexandre Rosa Margotto com o objetivo de obter vantagens indevidas na concessão de recursos oriundos do FI-FGTS e das carteiras administradas do FGTS e da Caixa Econômica Federal (CEF) para diversas empresas. Esse esquema já foi denunciado e Alves é um dos corréus.
Assinada por procuradores da República integrantes da força-tarefa Greenfield, a ação penal inicialmente contextualiza o funcionamento do esquema - já denunciado - instalado no âmbito da Caixa.
Conforme a ação, a Construtora Carioca, a pedido de Eduardo Cunha, transferiu a propina para a conta titularizada pela empresa offshore Bellfield, cujo beneficiário era Henrique Eduardo Alves. O total equivalente a mais de R$1,6 milhão foi creditado na conta Bellfield, nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2011.
Para os procuradores, essas informações foram confirmadas por farta documentação oficial fornecida pelas instituições financeiras internacionais, decorrente da transferência da persecução penal de Henrique Alves da Suíça para o Brasil.
Segundo o MPF/DF, os dois sócios da Carioca, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, em colaboração premiada com o MPF, confirmaram as transferências para contas no exterior.
Os procuradores da República relatam ainda que o ex-ministro, "de forma consciente e deliberada, a fim de dissimular a origem dos recursos ilícitos transferidos à offshore Bellfield", movimentou eletronicamente seus ativos nas datas de 26.02.2014, 20.02.2015 e 30.03.2015, para contas nos Emirados Árabes Unidos (Dubai) e no Uruguai.
Com base em extratos disponibilizados pelos bancos estrangeiros, o MPF/DF verificou que Henrique Eduardo Alves transferiu quase R$ 3 milhões, "visando justamente a dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos".
Procurada, a defesa de Henrique Eduardo Alves informou que não teve acesso à denúncia e, por isso, não irá se manifestar.

STF determina quebra de sigilos de Aécio Neves

O senador Aécio Neves
Decisão de Marco Aurélio Mello envolve também irmã e primo do senador tucano, além de um ex-assessor de Zezé Perrella.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello determinou a quebra de sigilo fiscal e bancário do senador Aécio Neves (PSDB-SP) nesta quinta-feira 7. Aécio é investigado pelo crime de corrupção passiva e obstrução de Justiça na Operação Patmos.
A decisão também atinge o núcleo da família Neves, ao estender as medidas para a irmã de Aécio, Andrea Neves, e Frederico Pacheco, seu primo. O ex-assessor do senador Zezé Perrella, Mendherson Souza Lima, também teve seu sigilo quebrado pela justiça. Mello também revogou a prisão domiciliar e as medidas cautelares que recaíam sobre Andrea Neves, Pacheco e Souza Lima.
O decreto, que atende a requerimento da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, considerará o período de 1 de janeiro de 2014 a 18 de maio de 2017. Também serão alvos da investigação as empresas Tapera e ENM Auditoria e Consultoria.
Segundo o ministro, que é relator da investigação contra Aécio, a quebra de sigilo tem o objetivo de rastrear a origem e o destino de recursos supostamente ilícitos.

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Por meio de nota à imprensa, a defesa de Aécio Neves, na figura do advogado Alberto Zacharias Toron, alegou que “os sigilos bancário e fiscal do senador sempre estiveram à disposição da Justiça”. O texto ainda coloca que entende a medida como “extremamente natural e salutar para confirmar a absoluta correção dos seus atos”.
Segundo reportagem publicada pelo G1, o advogado de Andrea Neves alegou desconhecer a decisão do ministro, mas não ter preocupação com a quebra de sigilo.
Operação Patmos
Áudio obtido por Joesley Batista mostrou o senador Aécio Neves pedindo 2 milhões de reais ao empresário dizendo que precisava do dinheiro para pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato. O diálogo gravado durou cerca de 30 minutos.
O encontro entre Aécio e Joesley foi no 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo. O senador mencionou ainda o nome de Alberto Toron como o criminalista que o defenderia. A menção ao advogado já havia sido feita pela irmã e braço-direito do senador, Andréa Neves. Foi ela a responsável pela primeira abordagem ao empresário, por telefone e via WhatsApp.
O senador Aécio Neves chegou a ser afastado do mandato pelo STF na época, mas teve cargo devolvido em votação do Senadohttps://www.cartacapital.com.br/politica/stf-determina-quebra-de-sigilo-bancario-e-fiscal-de-aecio-neves

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