segunda-feira, 13 de julho de 2026

Lula mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, aponta pesquisa BTG/Nexus

247 – Segundo a sexta rodada da pesquisa BTG/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, com 40% no cenário estimulado e até 49% nas simulações finais. Flávio Bolsonaro (PL) aparece como o principal adversário, mas fica numericamente atrás do presidente tanto na disputa inicial quanto no confronto direto. Divulgado nesta segunda-feira (13), o levantamento da Nexus, encomendado pelo BTG Pactual, ouviu 2.003 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 10 e 12 de julho. As entrevistas foram realizadas por telefone, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código: BR-07981/2026.

Lula abre 11 pontos no voto espontâneo

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula lidera com 35% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 24%, uma diferença de 11 pontos percentuais em favor do atual presidente.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 2% cada. Outros nomes somam 4%. Os eleitores que afirmam votar em branco, anular ou não escolher nenhum candidato representam 8%, enquanto 22% não souberam ou não responderam.

Em comparação com a rodada divulgada em 29 de junho, Lula passou de 38% para 35% no voto espontâneo. Flávio Bolsonaro também apresentou redução numérica, de 27% para 24%. Apesar das oscilações, a distância entre os dois ainda é de 11 pontos.

Cenário estimulado mostra Lula com 40% e Flávio com 34%

No cenário estimulado de primeiro turno, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Lula tem 40%, contra 34% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente é de seis pontos percentuais.

Ronaldo Caiado aparece em terceiro lugar, com 5%. Renan Santos e Romeu Zema têm 4% cada. Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) registram 2%, enquanto Aécio Neves (PSDB) soma 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) não alcança 1%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum candidato representam 6%, e 3% não souberam responder.

Na comparação com o levantamento anterior, Lula oscilou de 42% para 40%, enquanto Flávio permaneceu com 34%. Caiado manteve 5%, e Renan Santos e Zema passaram de 3% para 4%.

O levantamento indica ainda que 80% dos eleitores de Lula afirmam já ter tomado uma decisão definitiva, contra 74% entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro. Considerando todos os entrevistados que escolheram algum candidato, 70% dizem que não pretendem mudar o voto, enquanto 29% admitem a possibilidade de rever a escolha.

Lula vence os quatro confrontos de segundo turno

Lula também aparece numericamente à frente nas quatro simulações de segundo turno realizadas pela Nexus. O confronto mais apertado seria contra Flávio Bolsonaro: o presidente tem 47%, diante de 44% do senador. Brancos, nulos e eleitores que não votariam em nenhum dos dois somam 8%, e 1% não respondeu.

Como a diferença entre Lula e Flávio é de três pontos, a leitura do resultado exige cautela diante da margem de erro de dois pontos percentuais. Ainda assim, o petista preserva a liderança numérica observada nas últimas rodadas. Em 29 de junho, o resultado era de 47% para Lula e 44% para Flávio, os mesmos percentuais do levantamento atual.

Contra Romeu Zema, Lula vence por 47% a 40%, diferença de sete pontos. Nesse confronto, 11% votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, e 2% não responderam.

A vantagem aumenta diante de Ronaldo Caiado. Lula registra 47%, contra 38% do governador de Goiás, abrindo nove pontos. Brancos, nulos e nenhum somam 13%, enquanto 2% não souberam responder.

A maior diferença aparece na disputa contra Renan Santos. O atual presidente alcança 49%, enquanto o adversário tem 35%, distância de 14 pontos percentuais. Outros 14% não votariam em nenhum dos dois, e 2% não responderam. Segundo a pesquisa, 41% dos entrevistados escolheram Lula em todos os quatro confrontos simulados de segundo turno.

Nordeste e eleitorado de baixa renda ampliam vantagem de Lula

O desempenho dos candidatos varia de forma significativa entre os diferentes segmentos do eleitorado. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula alcança 54% no Nordeste, contra 25% de Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o petista também lidera numericamente, por 38% a 33%.

Flávio aparece à frente no Sul, com 47%, enquanto Lula tem 26%. No agrupamento Norte/Centro-Oeste, o senador registra 37%, contra 32% do presidente.

Lula também lidera entre as mulheres, com 45%, diante de 30% de Flávio. Entre os homens, o senador aparece à frente por 38% a 34%. O presidente obtém 53% entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo, grupo no qual Flávio marca 22%.

No eventual segundo turno entre os dois, Lula alcança 59% no Nordeste, contra 35% do adversário. Flávio lidera no Sul por 58% a 34% e no Norte/Centro-Oeste por 50% a 42%. No Sudeste, o presidente aparece com 46%, diante de 42% do senador.

Terceira via é preferência de 27% dos entrevistados

Quando questionados sobre qual campo político deveria vencer as eleições, 36% apontaram Lula. Outros 32% preferem Flávio Bolsonaro ou algum candidato apoiado por Jair Bolsonaro e sua família. Uma candidatura sem o apoio de nenhum dos dois grupos é defendida por 27% dos eleitores, acima dos 21% registrados na rodada anterior.

A pesquisa também mostra que Lula reúne potencial de voto — soma dos que o consideram a única opção e dos que admitem votar nele — de 51%. Flávio Bolsonaro chega a 47%. A rejeição declarada é de 46% para o presidente e de 50% para o senador.

O interesse declarado pela disputa presidencial permanece elevado: 48% dizem ter muito interesse nas eleições e 25% demonstram interesse razoável, totalizando 73%. Além disso, 88% afirmam já ter decidido comparecer às urnas, e outros 8% dizem que provavelmente votarão, o que eleva a expectativa declarada de participação a 96%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07981/2026 e abrange eleitores com 16 anos ou mais, residentes nas 27 unidades da Federação. A amostra foi distribuída proporcionalmente por região e considerou cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD. Brasil 274

terça-feira, 7 de julho de 2026

O tiro que saiu pela culatra: Como a Fake News Bolsonarista virou o maior palanque de Cadu de Lula no RN

A velha máxima política de que "fale bem ou fale mal, mas fale de mim" ganhou um novo capítulo pedagógico no Rio Grande do Norte. A tentativa da mídia e de perfis Bolsonarista de criar um desgaste para o pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier (PT), acabou saindo melhor do que a encomenda. O que era para ser uma "lacrada" de oposição transformou-se, ironicamente, na maior engrenagem de projeção da pré-campanha governista até aqui.

O "fato" criado
Tudo começou com um vídeo curto, cirurgicamente cortado, de um evento oficial recente com o presidente Lula. No recorte espalhado pela oposição, Lula brincava com o barulho da militância e dizia não conhecer o nome que estavam gritando. Foi o suficiente para a bolha Bolsonarista inundar as redes sociais com a narrativa de que o presidente estaria ignorando ou rejeitando a candidatura de Cadu no RN.
O revés estratégico
O problema para a oposição é que a mentira tinha pernas curtíssimas e o tiro ricocheteou por três motivos centrais:
  • Fator Curiosidade: O algoritmo não escolhe lado. A viralização do vídeo fez com que milhares de eleitores potiguares que ainda não acompanhavam Cadu Xavier de perto fossem pesquisar quem era o político que estava no centro do debate. O ganho de notoriedade espontânea foi gigantesco.
  • O Telefonema de Lula: Para sepultar de vez a narrativa de distanciamento, o próprio presidente Lula ligou diretamente para Cadu. O bastidor desse telefonema — recheado de descontração e reafirmação de apoio — virou conteúdo de ouro para as redes do pré-candidato.
  • Carimbo de Legitimidade: Se antes a oposição tentava plantar dúvidas sobre o tamanho do apoio da Executiva Nacional ao nome de Cadu, o episódio forçou uma demonstração pública, explícita e rápida de que ele é, sim, o candidato de Lula no estado.
O saldo para o blog
Na pressa de criar um fato político negativo, a oposição pulou etapas e entregou para o PT o que toda campanha iniciante mais deseja: audiência, engajamento e a oportunidade de ouro para o contraditório. Cadu Xavier não apenas desfez o mal-entendido, como saiu do episódio com o selo de "apadrinhado de Lula" renovado e carimbado em alta definição para todo o Rio Grande do Norte ver. Por Mali!

RN-117 Restaurada: Como a Nova Rodovia Está Transformando a Economia e o Dia a Dia no Oeste Potiguar

O Oeste do Rio Grande do Norte ganhou um novo fôlego. Com um investimento pesado de R$ 65,6 milhões, o Governo do Estado entregou a restauração definitiva de 63 quilômetros da RN-117.

A obra liga diretamente os municípios de Governador Dix-Sept Rosado, Caraúbas e Olho d’Água do Borges, pondo fim aos antigos problemas de buracos e aos desvios causados pelo rompimento da pista após as fortes chuvas de 2023.
Mas o que essa renovação muda na prática? Separamos os principais impactos que já estão transformando a realidade de quem vive, estuda e trabalha na região. 👇
1. Economia Forte: Agronegócio, Mineração e Turismo
A rodovia é o principal canal de escoamento para o produtor do semiárido. Agora, o transporte de cargas pesadas da mineração e da pecuária ficou mais rápido, barato e seguro.
Além disso, o turismo ganhou um empurrãozinho daqueles: o acesso para as cidades serranas da região, como a charmosa Martins, ficou muito mais confortável, atraindo mais visitantes para hotéis e restaurantes locais.
2. Mais Segurança para Estudantes e Pacientes
Quem estuda na Ufersa (Universidade Federal Rural do Semi-Árido) em Caraúbas sabe o sufoco que era o deslocamento diário. Com o novo asfalto, centenas de estudantes ganharam tempo e segurança no trajeto.
Na saúde, a mudança é vital: ambulâncias e viaturas do Samu agora conseguem transportar pacientes até os hospitais polo sem os atrasos perigosos causados pelas antigas crateras.
3. Infraestrutura Pronta para as Próximas Chuvas
Para evitar novos colapsos estruturais, a obra não ficou apenas no asfalto novo. O sistema de escoamento de água foi totalmente redimensionado, com a instalação de novos bueiros e ampliação da drenagem para suportar os períodos de cheia.
O Trabalho Não Para no Oeste
Esse trecho de 63 km faz parte de um pacote ainda maior na região. O lote do Oeste também já incluiu a recuperação de 34 km entre Mossoró e Governador Dix-Sept Rosado, além de frentes de trabalho nas rodovias RN-015, RN-074 e RN-075. Por Mali!

PF mira Márcio Canella, aposta de Flávio Bolsonaro para o Senado, em operação bilionária

A Polícia Federal (PF) sacudiu os bastidores da política fluminense ao deflagrar a 6ª fase da Operação Unha e Carne. O principal alvo da ação é o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União Brasil).

Canella é um nome central nas estratégias da família Bolsonaro para as eleições de 2026. Ele vinha sendo articulado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para concorrer ao Senado pelo Rio de Janeiro. A aliança era tão estreita que o desenho político previa Rogéria Bolsonaro (mãe de Flávio) como a primeira suplente da chapa.
Esquema envolve R$ 7,6 bilhões e postos de combustíveis
A investigação aponta para um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro operado por meio de uma rede de postos de combustíveis com o envolvimento direto de agentes públicos.
Confira os pontos centrais da operação:
  • Movimentações milionárias: Dados do Coaf revelaram que a rede criminosa movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.
  • Ordens do STF: O ministro Alexandre de Moraes autorizou o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.
  • Bloqueio de bens: A Justiça determinou o sequestro imediato de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de todas as empresas envolvidas.
  • Outro alvo de peso: O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro na gestão de Cláudio Castro (PL) e aliado político de Canella, também está entre os investigados.
O impacto no xadrez eleitoral de 2026
A operação atinge em cheio os planos do bolsonarismo no estado, criando um forte desgaste de imagem para uma das candidaturas mais importantes do grupo no Rio de Janeiro. Os investigados agora podem responder judicialmente pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e contratação direta ilegal.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Hugo Fonseca assume diretoria com credenciais de sobra para o sucesso de fortalece o futuro da CODERN

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) tem um novo nome no comando de sua gestão interna. O biólogo e gestor público Hugo Alexandre Menezes Fonseca assumiu oficialmente o cargo de Diretor Administrativo e Financeiro da estatal federal.

A posse ocorreu após a aprovação de seu nome em Assembleia Extraordinária pelo Conselho de Administração (CONSAD).
Transição Estratégica na Gestão Pública
Para assumir o novo desafio na autoridade portuária, Hugo Fonseca deixou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (SEDEC/RN), onde atuava como secretário adjunto desde 2016.
A mudança representa um forte alinhamento político e técnico, consolidando indicações do governo estadual em postos-chave de órgãos federais que impactam diretamente a infraestrutura e a economia potiguar. Na CODERN, Fonseca compõe a Diretoria Executiva ao lado de Paulo Henrique Macedo (Diretor-Presidente) e Paulo Sidney (Diretor Técnico e Comercial).
Perfil Técnico de Peso
A escolha de Hugo Fonseca reforça uma tendência de ocupação de cargos técnicos por profissionais de currículo acadêmico e prático robusto. Confira as principais credenciais do novo diretor:
  • Formação Acadêmica: Graduado em Ciências Biológicas, mestre em Ciência, Tecnologia e Inovação pela UFRN e doutorando em Petróleo e Gás.
  • Especializações: Possui MBI em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental, além de qualificação em Comércio Internacional Brasil-China.
  • Bagagem Administrativa: Acumula experiência como ex-vice-presidente do Conselho de Administração da CAERN e conselheiro da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Hugo Fonseca domina três línguas principais: 
  • Português: Sua língua nativa.
  • Inglês: Possui compreensão e leitura razoáveis.
  • Espanhol: Compreensão a nível profissional e de negócios. 
Além dessas, devido à sua formação executiva em Comércio Internacional Brasil-China realizada pelo Ministério do Comércio da China em Xangai, ele também possui familiaridade técnica com termos corporativos e dinâmicas de negociação voltadas ao mercado asiático. 
O que muda para a CODERN?
A chegada do novo diretor ocorre em um momento crucial para o desenvolvimento logístico do estado. A expectativa é que a experiência de Fonseca em desenvolvimento econômico e transição energética impulsione os projetos de modernização e eficiência fiscal dos portos de Natal e Areia Branca. Por Mali!

Em carta, Marco Rubio confirma que Flávio Bolsonaro age contra os interesses do Brasil

Marco Rubio e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução Instagram @flaviobolsonaro)

Secretário de Estado reafirma posição sobre sobretaxas, elogia apoio de Flávio Bolsonaro e menciona oferta de equipe de transição para eventual governo.

247 –  O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu oficialmente à carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reafirmando o apoio do governo do presidente Donald Trump à aplicação de novas tarifas comerciais contra o Brasil e à classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Na correspondência, Rubio reforça que permanecem divergências relevantes entre Brasil e Estados Unidos na área comercial e destaca que a investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) poderá resultar na adoção de sobretaxas contra produtos brasileiros, conforme o processo iniciado durante o governo de Donald Trump.

Ao abordar a investigação comercial, Rubio afirma que o representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer, já havia exposto a posição americana. Segundo a carta, "deixou claro" que os dois países ainda enfrentam "diferenças substanciais" sobre a conclusão do processo.

O secretário explica que Greer propôs a abertura de uma fase de consulta pública antes da decisão definitiva da administração americana. Conforme a tradução divulgada pelo g1, Rubio escreveu:

"Ele [Jamieson Greer] propôs uma ação responsiva para comentário público. Esta determinação e a proposta de ação responsiva [sobretaxas] decorrem de uma investigação iniciada em julho de 2025 sob a direção específica do Presidente Trump."

O USTR é o órgão responsável por formular e negociar a política comercial dos Estados Unidos. Além de conduzir investigações sobre práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano, pode recomendar medidas como a imposição de tarifas sobre produtos de outros países.

EUA detalham pontos de divergência com o Brasil

Na resposta enviada ao senador brasileiro, Rubio também enumera os principais temas que, segundo o governo americano, ainda impedem um entendimento entre os dois países no campo comercial.

Entre os pontos mencionados estão:

  • tarifas preferenciais consideradas injustas;
  • barreiras ao acesso ao mercado brasileiro de etanol;
  • desmatamento ilegal;
  • proteção da propriedade intelectual.

Segundo o governo americano, a audiência pública prevista faz parte do procedimento estabelecido pela legislação comercial dos Estados Unidos e permitirá que empresas, entidades e governos apresentem manifestações antes da decisão final da administração de Donald Trump sobre a adoção das medidas.

Rubio agradece apoio de Flávio Bolsonaro sobre facções

Outro tema abordado na carta é a recente decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como "Terroristas Globais Especialmente Designados" e "Organizações Terroristas Estrangeiras".

Rubio agradece o apoio manifestado por Flávio Bolsonaro à medida e afirma:

"Os Estados Unidos reconhecem que a violência e as sofisticadas redes criminosas dessas facções ameaçam a segurança de cidadãos honestos em nosso hemisfério compartilhado. Ao visar suas redes financeiras, de drogas e de armas, estamos tomando medidas decisivas para proteger os povos brasileiro e americano do crime organizado transnacional."

Secretário destaca aproximação política

No início da correspondência, Marco Rubio também agradece a carta e a visita realizada por Flávio Bolsonaro a Washington, ressaltando convergências entre ambos.

O secretário escreveu:

"Obrigado por sua carta e por sua recente visita a Washington. Compartilho de sua convicção de que a amizade duradoura entre os Estados Unidos e o Brasil deve permanecer ancorada em valores compartilhados, respeito mútuo e uma visão unificada para a segurança e prosperidade do Hemisfério Ocidental."

De acordo com o conteúdo divulgado pelo g1, Rubio encerra a resposta mencionando o otimismo manifestado por Flávio Bolsonaro em relação às eleições presidenciais brasileiras de outubro.

Segundo a reportagem, a carta revela que o senador informou ao governo americano que colocaria à disposição uma "equipe de transição" caso fosse eleito presidente da República. Rubio afirma que essa proposta foi registrada pelo governo dos Estados Unidos e conclui que o país está disposto a trabalhar com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro em busca de uma estrutura de investimentos considerada mutuamente benéfica.

Histórico: Abandono no Ensino Médio cai 34% e atinge menor nível em quase 20 anos

Uma virada histórica na educação pública brasileira: a taxa de abandono escolar no ensino médio despencou para 2,5%, registrando uma queda de 34% em comparação a dois anos atrás (quando o índice era de 3,8%).

Os dados são do Censo Escolar, divulgados oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC). Essa é a menor taxa de abandono registrada desde 2007, ano em que o governo federal começou a série histórica desse indicador.

Se olharmos para um cenário de médio prazo, o avanço é ainda mais impressionante: entre 2022 e o cenário atual, o abandono nas escolas públicas do país caiu 61%.

O raio-x dos novos números da educação

A melhora nos indicadores não ficou restrita apenas aos alunos mais velhos. O Censo Escolar mostrou um avanço generalizado no rendimento dos estudantes brasileiros:


  • Ensino Médio: O abandono caiu para a marca histórica de 2,5%.
  • Ensino Fundamental (Anos Finais): O abandono recuou de 1,4% para 1%.
  • Menos Reprovação: Nos anos finais do fundamental, a taxa de reprovação despencou de 5,4% para 3,3%.
  • Resgate de Alunos: O índice de estudantes que deixavam de se matricular de um ano para o outro caiu 28%. Na prática, isso significa que cerca de 250 mil jovens foram salvos da evasão e continuam estudando.

Sul e Centro-Oeste lideram a mudança

A rejeição às salas de aula diminuiu em absolutamente todas as regiões do Brasil, mas alguns estados se destacaram:


  • Região Sul: Teve o impacto mais expressivo, cortando o abandono de 4,6% para 2,0%.
  • Região Centro-Oeste: Consolidou-se com o menor índice do país, registrando apenas 1,2% de abandono.
  • Nordeste e Norte: Mantiveram a curva de queda, fixando-se em 2,1% e 2,3%, respectivamente.
  • Região Sudeste: Apresentou melhora gradual, alcançando a marca de 3,2%.

O papel do Pé-de-Meia (e as polêmicas de bastidores)

O grande motor por trás dessa transformação foi o Programa Pé-de-Meia. Funcionando como uma espécie de "poupança do ensino médio", o programa do governo federal dá incentivos financeiros mensais e anuais para estudantes de baixa renda (inscritos no CadÚnico) que mantêm a frequência escolar alta e participam do Enem. O bolso pesou a favor dos livros.

No entanto, especialistas apontam que o sucesso também tem outros ingredientes:

  1. Políticas Locais: Muitas secretarias estaduais flexibilizaram as regras de aprovação (como a progressão parcial, onde o aluno passa de ano mesmo devendo alguma matéria), diminuindo a reprovação em massa.
  2. O Debate Fiscal: O Pé-de-Meia virou um gigante que custa cerca de R$ 12 bilhões por ano, consumindo dois terços da verba livre do MEC. O desafio agora é equilibrar esse investimento sem sufocar outras áreas essenciais, como a expansão das escolas em tempo integral.

O fato é que o bolso e a sala de aula se alinharam, gerando o melhor cenário educacional em quase duas décadas. Por Mali!

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