Confira no vídeo!
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
O Rio Grande do Norte encerrou 2025 com saldo positivo de 22.969 novas empresas, crescimento de 30,5% em relação a 2024
Os dados integram o Boletim Empresarial elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), em parceria com a Junta Comercial do Estado (JUCERN), revelam um ambiente de negócios mais dinâmico, com expansão da formalização e fortalecimento da atividade empreendedora em todas as regiões do Estado.
O avanço foi impulsionado principalmente pelos microempreendedores individuais (MEIs), responsáveis por um saldo de 18.859 empresas, consolidando-se como o principal motor de crescimento do tecido empresarial potiguar. Também registraram saldos positivos as microempresas (+2.155), empresas de pequeno porte (+1.375) e empresas de maior porte (+580), demonstrando expansão generalizada entre os diferentes perfis empresariais.
De acordo com a SEDEC, os resultados refletem a consolidação de um ambiente favorável à abertura e manutenção de negócios, com impacto direto na diversificação produtiva, na geração de renda e na movimentação do mercado local.
Serviços lideram expansão econômica
A análise setorial mostra que 75% do saldo empresarial em 2025 concentrou-se no setor de serviços, reafirmando seu papel como principal eixo da economia potiguar. O comércio respondeu por 14% do crescimento e a indústria por 11%, evidenciando uma expansão mais gradual, porém consistente, da base produtiva.
Entre os segmentos com maior dinamismo destacam-se Transporte, Armazenagem e Correio (+3.296 empresas); Comércio (+3.278); Atividades Administrativas e Serviços Complementares (+2.962), além de serviços profissionais, alojamento e alimentação, educação e saúde. O desempenho aponta para fortalecimento da cadeia logística, do turismo, dos serviços especializados e das atividades voltadas ao consumo interno.
Empresário individual lidera formalização
Sob o recorte jurídico, o modelo de Empresário Individual foi o principal responsável pela expansão empresarial, com saldo positivo de 16.493 registros. As Sociedades Limitadas também apresentaram desempenho expressivo, com +6.314 empresas, indicando crescimento de negócios com maior estrutura organizacional e potencial de expansão.
Modelos como sociedades anônimas, cooperativas e consórcios também registraram saldos positivos, mantendo participação estratégica em segmentos de maior escala produtiva.
Natal e região metropolitana concentram maior saldo
Os dados territoriais evidenciam forte dinamismo na Região Metropolitana de Natal. A capital liderou o saldo empresarial com 7.728 novas empresas, seguida por Parnamirim (2.739) e Mossoró (2.552). Municípios como São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Macaíba reforçam o papel da região como polo econômico estadual.
No interior, Currais Novos, Ceará-Mirim, Assu e Caicó também apresentaram crescimento relevante, sinalizando expansão das oportunidades econômicas para além da capital.
Ambiente empresarial resiliente
Segundo a SEDEC, o desempenho de 2025 demonstra a capacidade de adaptação do setor produtivo potiguar mesmo diante de desafios econômicos nacionais e internacionais. O saldo positivo em todos os portes empresariais e setores indica continuidade do processo de formalização e fortalecimento do empreendedorismo.
A parceria entre SEDEC e JUCERN, com modernização de processos e produção de dados qualificados, tem contribuído para ampliar a segurança jurídica, facilitar a abertura de empresas e apoiar decisões de investidores.
O Boletim Empresarial consolida-se, assim, como instrumento estratégico de acompanhamento da economia estadual, reforçando o compromisso do Governo do Rio Grande do Norte com um ambiente de negócios mais eficiente, competitivo e sustentável.
‘Só filiar não é suficiente para construir o PT’, diz Edinho
Presidente do partido afirma que é fundamental investir em formação política, lembra o que está em jogo nesta disputa e diz que o partido precisa ser transformador.
Edinho Silva, presidente nacional do PT, celebra o aniversário de 46 anos do partido ao lado de Lula.
O ato comemorativo pelos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, em Salvador, com a presença do presidente Lula, teve um tom de celebração e de convocação para a ação. Em seu discurso, o presidente nacional do partido, Edinho Silva, mandou um recado para militantes e dirigentes de todo o país e lançou um desafio para 2026: que os petistas em estados e municípios invistam em um amplo movimento de formação política.
“Vocês são as mulheres e homens que dirigem o PT Brasil afora, são os responsáveis pela construção do PT no dia-a- dia. Nós queremos que vocês voltem a investir em formação. Nós queremos um PT de militantes e dirigentes, de gente de esquerda transformadora na realidade brasileira, de gente que construa o Brasil dos nossos sonhos. Nenhum filiado se torna um militante ou um dirigente se não receber formação política. É preciso voltar a fazer reuniões com dez, quinze, vinte pessoas, fazer o debate direto da consciência de classe, que leva o estímulo e à formação de lideranças”.
Edinho lembrou que o processo eleitoral vai ser uma luta árdua e que é fundamental eleger representantes comprometidos com o projeto democrático em todas as instâncias. “O legado do PT é a base da nossa reflexão para superar as dificuldades. Vivemos a ascensão do fascismo e do pensamento autoritário no Brasil e no mundo. A defesa de um Brasil democrático e justo passa pela eleição do presidente Lula, e essa eleição passa por nós, pela militância e pela capacidade de construir alianças com a sociedade”, afirmou.
Ele também defendeu a ampliação da participação política nos estados e municípios, com foco em políticas que privilegiem a coletividade. “Somos um partido que não abre mão da justiça social e da democracia direta. É inadmissível que exista uma cidade no Brasil que não defenda o orçamento participativo. As emendas impositivas retiram do presidente Lula o poder de investir neste instrumento”, explicou.
Edinho Silva ainda enfatizou a importância de investir em projetos coletivos, combatendo os privilégios. “O PT não pode ser um partido que defenda privilégios. Somos um instrumento para a ascensão social do povo brasileiro. Para vencer as eleições, precisamos de um partido forte, sem projetos individuais, comprometido com um projeto coletivo de transformação da vida do povo brasileiro”, completou.
RN MAIS SEGURO: Roubos em via pública têm redução de 33% no primeiro mês no ano
O Rio Grande do Norte registrou uma redução de 33,3% nos roubos em via pública no primeiro mês do ano. De acordo com dados oficiais, janeiro de 2026 contabilizou 364 ocorrências desse tipo de crime, contra 546 registros no mesmo período de 2025 — uma queda de 182 assaltos.
Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (9) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), por meio da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE). Segundo a SESED, após a consolidação, os dados estatísticos são compartilhados com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), reforçando o compromisso com a transparência e o acompanhamento institucional dos indicadores de segurança pública no Estado.
Senadora Zenaide Maia inaugura escola municipal em Acari com investimento de R$ 2 milhões em Educação
Na manhã desta sexta-feira (06), a senadora Zenaide Maia participou da Solenidade de Inauguração da Escola Municipal Professora Francisca Porfíria Pires, no bairro Petrópolis, município de Acari, reafirmando seu compromisso com a educação pública e com o futuro das crianças e jovens do Rio Grande do Norte.
A obra foi viabilizada por meio de emenda parlamentar no valor de R$ 2 milhões, destinada pelo mandato da senadora, garantindo uma estrutura moderna, acessível e adequada para fortalecer o ensino no município. Durante a solenidade, Zenaide Maia destacou que investir em educação é uma das formas mais eficazes de transformar realidades “Essa escola está sendo entregue com recurso do nosso mandato, porque eu acredito que investir em educação é cuidar do presente e garantir um futuro melhor para nossas crianças e jovens.” Em sua fala, o prefeito Fernando Bezerra agradeceu o apoio da senadora e ressaltou a importância da parceria institucional para o desenvolvimento de Acari, destacando que a união entre o município e o mandato da parlamentar tem gerado resultados concretos, especialmente na área da educação.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Secretário Estadual de saúde, explica detalhadamente ao Senador que reclama dos vícios do povo e diz que constrói hospital.
Não é bem assim, confira o vídeo e tire a prova.
Em vídeo esclarecedor, real sem fantasia, o Secretário Estadual de saúde, Alexandre Motta, deixa claro que o Senador que chocou a classe política essa semana, dizendo que o "Povo tem vícios' depois que votou a favor do Gás do Povo. O Senador que tem o mandato mais caro entre os Senadores e o oitavo do Brasil.
Não existe hospital construído pelo Senador, existe a soberba e a vaidade de quem diz que faz, mais não faz. O cenário da saúde pública no RN apresenta avanços estruturais históricos, mais os políticos da direita, não admitem ver isso, muito menos falar sobre o assunto. Como por ex. Que o RN detém a menor taxa de mortalidade por infarto do Nordeste e a 4ª menor do Brasil (5,82%). Em dois anos, Governo ampliou em 316% o investimento em medicamentos responsáveis por salvar 262 vidas em 2024. Os resultados positivos são reflexo do investimento feito pelo Governo do Estado na criação da linha de cuidado do infarto.
Os dois primeiros meses de 2025, a previsão é que sejam realizadas 330 trombólises até o final do ano. “Como coordenador da linha de cuidado, destaco que a redução de 39,7% na taxa de mortalidade reflete o impacto transformador de políticas públicas bem estruturadas no SUS.
Os resultados positivos são reflexo do investimento feito pelo Governo do Estado na criação da linha de cuidado do infarto. Apenas no medicamento utilizado para dissolver os coágulos causados pelo infarto, o valor aplicado passou de R$ 343,5 mil em 2022, quando a linha de cuidado foi instalada, para R$ 1,42 milhão em 2024. um crescimento de 316%. O aumento nos investimentos na compra da alteplase, medicamento essencial para o tratamento, fez com o que o número de trombólise (procedimento para dissolver o coágulo) passa-se de 63 em 2019 para 262 em 2024, salvando diretamente quase 200 vidas a mais. São inúmeras vidas salvas, a partir do esforço de muita gente e do investimento que vem sendo feito pelo Governo do Estado. Mais o Senador não vai falar disso nunca nas suas redes sociais, né mesmo?
Por Marcos Imperial, São Gonçalo do Amarante/RN.
São Gonçalo segue sendo monitorado devido as fortes chuvas. Qualquer urgência entrar em contato com a defesa civil
A Defesa Civil de São Gonçalo do Amarante segue em alerta, monitorando o município, realizando ações para evitar transtornos e preparada para atender possíveis ocorrências durante este período de chuvas.
Em caso de urgência, entre em contato pelo WhatsApp da Defesa Civil:
(84) 9 9621-7337
Chuvas voltam ao sertão após longo período de estiagem no Rio Grande do Norte
Depois de um longo período de estiagem, as chuvas voltaram ao sertão do Rio Grande do Norte, com maior intensidade numa faixa territorial da mesorregião Oeste onde mais de 40 municípios estão em situação de emergência classificada como “seca grave” pela Defesa Civil. A Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn) registrou a ocorrência de chuvas em 59 estações de monitoramento. As de maior intensidade foram em Rafael Godeiro, com 95,0 milímetros; Portalegre 68,0; Rafael Fernandes 66,5, Tenente Ananias 52,0 e Mossoró 48,0.
As chuvas foram provocadas por um vórtice ciclônico que está atuando sobre o Nordeste. Os vórtices são normais na pré-estação chuvosa, mas o de agora é diferente. Tem um formato cilíndrico, com área de atuação do Maranhão até o RN, segundo o meteorologista Gilmar Bristot, chefe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn.
“Esse vórtice teve uma atuação durante a madrugada na região de Mossoró, Costa Branca, agora, com as condições de aquecimento, essas instabilidades se espalharam praticamente por todo o Estado. E quando você tem relevo como é o caso de Serra de Santana e da Serra do Doutor, há um potencial a mais de formar chuvas, como acontece na região do Seridó”, explicou Gilmar, adiantando que a tendência é de continuidade das chuvas, diante de uma conjugação de fatores favoráveis.
Nesta quinta-feira à tarde, nas redes sociais, circularam vídeos de chuva forte num trecho da BR-226, entre Campo Redondo e Currais Novos, na região Seridó, e de água escorrendo em riacho no município de Rafael Fernandes. Estações automáticas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da Emparn registravam chuvas em Upanema, Mossoró, Touros, Pureza, Lagoa Nova, Caiçara do Norte e Cerro Corá.
“Se tivermos uma duração de 5 a 10 dias nesse sistema favorável, nós poderemos ter um resultado bem apreciável em termos de recursos hídricos no Rio Grande do Norte já que temos situações difíceis no Seridó e também na região do Alto Oeste”, completou Bristot. Em São João do Sabugi, onde a Companhia de Águas e Esgotos (CAERN) suspendeu a cobrança das faturas por não conseguir abastecer a cidade devido à qualidade da água, imprópria para consumo humano, a chuva foi de 40 milímetros, mas há registros de ocorrências de maior intensidade na zona rural. Na comunidade Melado, a chuva foi de 110 milímetros; de 95 no Jerusalém e de 60 mm em Riacho de Fora.
“Essas boas chuvas ainda não produziram recarga do açude que abastece São João do Sabugi, mas já fez recarga em pequenos açudes, melhorando o lençol freático e aumentando a disponibilidade de água nos poços Amazonas e Cacimbões”, esclareceu o diretor geral do Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN), José Procópio de Lucena.
Nesta semana, a Caern fez um apelo à população no sentido de adotar práticas conscientes de consumo. “Atitudes sustentáveis são fundamentais neste momento, em que todos compartilham a responsabilidade pela preservação de um bem essencial e cada vez mais precioso”, diz o comunicado, citando dados sobre o nível atual dos reservatórios usados para abastecimento das cidades. Vinte e cinco deles estão com menos de 10% de volume acumulado.

ONDE MAIS CHOVEU
Dia: 05/02/2026 – Boletim Emparn 15h15
Rafael Godeiro: 95.0
Portalegre: 68.0
Rafael Fernandes: 66.5
Tenente Ananias: 52.0
Mossoró: 48.0
Paraná: 45.0
Timbaúba dos Batistas: 45.0
Viçosa: 43.0
São João do Sabugi: 40.3
Umarizal: 40.0
Patu: 36.0
Baraúna: 34.0
Marcelino Vieira: 32.6
Caraúbas: 32.5
Antônio Martins: 28.8
João Dias: 25.0
Coronel João Pessoa: 22.8
Olho d’Água do Borges: 20.4
Serrinha dos Pintos: 20.0
Riacho da Cruz: 18.8
Apodi: 18.0
CONAB/RN realiza Ato Solene Entrega do Prêmio Grão de Ouro ProvB e entrega de cestas
No dia 09 de fevereiro, às 9h , o Ato Solene de Entrega do Prêmio Grão de Ouro (ProVB) e entrega de cestas, na Superintendência Regional da Conab/RN, em Natal.
O evento celebra os resultados do Programa de Venda em Balcão (ProVB), que colocou o Rio Grande do Norte em destaque nacional, com 34 mil toneladas de milho comercializadas em 2025 , fortalecendo a produção de proteína animal, a agricultura familiar e o combate à fome.
Avenida Jerônimo Câmara, 1814, Lagoa Nova, Natal/RN
Confirme sua presença: rn.sureg@conab.gov.br
CURRAIS NOVOS VAI SEDIAR O FEM - FÓRUM ESTADUAL MINERAL EM MAIO DE 2026
Hoje fiz uma articulação com a Coordenação de Mineração do Governo do Estado, dirigida pelo Engenheiro de Minas Paulo Morais e conectei com o Prefeito Lucas em agenda no Gabinete da Prefeitura de Currais Novos e com isso foi confirmado a realização do 6° FEM - Fórum Estadual Mineral que será em Currais Novos, em 14 e 15 de Maio de 2026.
Governadora Fátima Bezerra, reafirma sua pré-candidatura ao senado no encontro em comemoração aos 46 anos do PT
Em ato político celebrando o aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores em Salvador, na Bahia, na presença de militantes e as principais lideranças do Partido, como ministros de Estado, parlamentares e dirigentes de todo o país, para discutir a conjuntura política, estratégias eleitorais e o futuro do projeto de governo. A Governadora Fátima Bezerra, afirma sua candidatura ao Senado Federal.
Confira o vídeo!
Governo do RN define banca para concurso unificado do Detran, Ipern e Ceasa
Contratação do Instituto Avalia foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (6). Edital deve ser publicado em cerca de 30 dias. Por g1 RN, 06/02/2026 09h09 Atualizado há uma hora
O Governo do Rio Grande do Norte definiu a banca que realizará o concurso unificado com 175 vagas para o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Instituto de Previdência do Estado (Ipern) e Central de Abastecimento do Estado (Ceasa).
A
contratação do Instituto Avalia de Inovação em Avaliação e Seleção por despensa
de contrato foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (6).
Segundo a Secretaria de Administração do RN, a expectativa é de que o edital seja publicado em cerca de 30 dias. O modelo deverá ser inspirado no Concurso Nacional Unificado, com os candidatos podendo concorrer a cargos nos três órgãos da administração estadual.
O contrato foi firmado no valor de R$ 3.315.100,00 e o instituto ficará responsável pela elaboração, diagramação, impressão, logística, aplicação de provas objetivas, análise de recursos e processamento de resultados, bem como todos os demais atos necessários para execução do concurso.
Vagas
Segundo
o governo, Detran terá 80 vagas para preenchimento imediato, além de cadastro
reserva:
·
24
vagas – nível superior – Analista de Trânsito
·
56
vagas – nível médio – Assistente de Trânsito
Já
o Ipern contará com 90 vagas imediatas, divididas igualmente entre nível médio
e superior.
·
45
vagas – nível superior (qualquer área) – Assistente Técnico Previdenciário
·
45
vagas – nível médio – Agente Administrativo Previdenciário
Por fim, a Ceasa terá cinco vagas de nível superior para o cargo de técnico em abastecimento.
Salários
oferecidos e outros benefícios não foram divulgados até a última atualização
desta reportagem.
A situação do futebol no RN já não era boa, com o rebaixamento do América e Potiguar, só piora o prejuízo do campeonato Estadual
No caso do América, a Comissão, por 3 votos a 1, decidiu pela perda de 18 pontos em razão da utilização irregular do atleta Elias, além da aplicação de multa no valor de R$ 15 mil. A punição manteve o entendimento de que houve inclusão de jogador com participação vedada em partidas da competição, independentemente do resultado em campo. Já o Potyguar Seridoense foi condenado por 4 votos a 1, também com base no artigo 214 do CBJD, pela escalação irregular dos atletas Fabrício e Toró. A penalidade imposta foi a perda de 15 pontos, além de multa de R$ 2 mil.
O cenário atual: O América-RN foi punido com a perda de pontos (relatos indicam perda de 18 pontos) por escalação irregular de um atleta, o que o colocou na vice-lanterna com pontuação negativa, resultando em um rebaixamento estatutário. A utilização de atletas irregulares levanta questões sobre a gestão dos clubes grandes no Estado, impactando no Estadual que não terá mais por exemplo, o clássico rei América x ABC (o maior clássico do Estado). Isso não é tudo, o mais grave será a diminuição do interesse do público de ir aos Estadio, terá queda na arrecadação de bilheteria e a visibilidade dos patrocinadores, sei não como vai ficar.
Tem outro ponto importante, a consequências Nacionais, sem destaque no Estadual, a participação em competições Nacionais (Série D, Copa do Brasil) fica seriamente comprometida, afetando o diretamente o ranking da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF). Já parou pra pensar de como vai ficar esse campeonato, que tem 8 equipes, mais agora só vai contar com 6, tendo apenas um protagonista, ABC que tende a assumir o papel principal de representante do Estado no cenário Nacional, mas tem um grande problema a nos, enfrenta o desafio de manter a estabilidade financeira e técnica.
Pelo outro lado, outros clubes podem ter crescimento, clubes como o Potiguar de Mossoró e o QFC podem ganhar mais espaço e relevância no campeonato Estadual. A verdade é que nosso campeonato Estadual NECESSIDADE DE REESTRUTURAÇÃO, comparado aos campeonatos Estaduais dos nossos vizinhos que estão a 20 anos à frente do nosso. Essa crise reforça a necessidade de modernização da gestão nos clubes Potiguares, possivelmente acelerando a profissionalização através de SAFs (Sociedade Anônima do Futebol). Em resumo, sem o América na primeira divisão, o futebol potiguar perde em competitividade e apelo popular, forçando uma reestruturação do cenário local, onde o ABC e equipes do interior terão que assumir o protagonismo para evitar o sucateamento do esporte no Estado.
Aqui estão os Estados do Nordeste com a quantidade de equipes no campeonato de cada Estado:
Alagoas (AL): Maceió 08 equipes;
Bahia (BA): Salvador 10 equipes;
Ceará (CE): Fortaleza 10
equipes;
Maranhão (MA): São Luís 08
equipes;
Paraíba (PB): João Pessoa 10
equipes;
Pernambuco (PE): Recife 10
equipes;
Piauí (PI): Teresina 08 equipes;
Rio Grande do Norte (RN): Natal 08
equipes – 2= 6;
Sergipe (SE): Aracaju 10 equipes.
O cenário para o futebol potiguar é de reconstrução forçada e incerteza, com a torcida americana vivendo um dos momentos mais difíceis da sua história recente.
Por Marcos Imperial, São Gonçalo do Amarante/RN
Comércio exterior do RN inicia 2026 em trajetória positiva e amplia saldo da balança comercial
O Rio Grande do Norte iniciou 2026 com desempenho favorável no comércio exterior, registrando crescimento nas transações internacionais e saldo positivo na balança comercial já em janeiro. No período, o estado exportou US$ 77,8 milhões e importou US$ 56,2 milhões, resultando em um saldo de US$ 21,6 milhões, indicador que reforça a competitividade da economia potiguar no mercado global.
O resultado marca um começo de ano consistente para a inserção internacional do estado e sinaliza continuidade do dinamismo econômico. A pauta exportadora manteve-se diversificada e sustentada por setores estratégicos, com destaque para a mineração, a fruticultura e o segmento energético. Produtos como bulhão dourado, melões, melancias, mamões e gasóleo concentraram parcela relevante do valor exportado, evidenciando a vocação produtiva do Rio Grande do Norte e sua capacidade de atender a diferentes mercados internacionais.
Os destinos das exportações demonstram a amplitude das relações comerciais potiguares, com presença significativa em países da Europa, América do Norte e Caribe. No campo das importações, predominam bens industriais, energéticos e insumos produtivos, o que indica continuidade de investimentos e manutenção da atividade econômica em setores estratégicos.
Perspectivas de expansão em 2026
A análise dos resultados de janeiro aponta cenário favorável para o desempenho do comércio exterior ao longo do ano. A combinação entre saldo comercial positivo, diversificação da pauta exportadora e consolidação de mercados tradicionais cria condições para ampliação das transações internacionais do estado.
Nesse contexto, a possível conclusão do Acordo Mercosul–União Europeia representa oportunidade estratégica relevante, especialmente para a fruticultura potiguar, que já possui forte inserção no mercado europeu. A redução de barreiras tarifárias e a melhoria das condições de acesso tendem a ampliar a competitividade dos produtos do estado e estimular o crescimento das exportações.
Paralelamente, a estratégia nacional de diversificação de mercados, com foco na Ásia e no Oriente Médio, abre novas perspectivas comerciais para alimentos, produtos agrícolas e insumos energéticos — segmentos alinhados às vantagens comparativas do Rio Grande do Norte.
Atuação institucional fortalece comércio exterior
As ações de promoção comercial, atração de investimentos e apoio à internacionalização das empresas, conduzidas pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), reforçam as bases para expansão sustentável do comércio exterior potiguar.
Mesmo diante de um cenário internacional marcado por incertezas, o desempenho de janeiro evidencia resiliência, competitividade e perspectivas positivas para 2026, consolidando o comércio exterior como vetor estratégico do crescimento econômico estadual.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Dino determina que Três Poderes revisem e suspendam 'penduricalhos' ilegais do serviço público
Ministro do STF estabeleceu prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário tomem providências sobre essas verbas. Decisão ainda será submetida ao Plenário da Corte.
Por Márcio Falcão, Fernanda Vivas, Mariana Laboissière, g1 e TV Globo — Brasília
05/02/2026 14h44 Atualizado há uma hora.
O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou
nesta quinta-feira (5) que os Três Poderes revisem e suspendam os
"penduricalhos" ilegais do serviço público, isto é, sem
fundamento legal específico.
O ministro deu prazo de 60 dias para que Executivo, Legislativo e Judiciário tomem providências sobre essas verbas, que são valores que ultrapassam o teto do funcionalismo — equivalente ao salário de ministros do Supremo, que é de R$ 46.366,19.
A decisão vale também para estados e municípios.
"Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em LEI — votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) — devem ser imediatamente suspensas após o prazo fixado", diz um trecho do documento.
A decisão analisou a legalidade do pagamento de honorários e verbas indenizatórias acima do teto constitucional e foi tomada a partir de uma ação apresentada ao Supremo pela Associação dos Procuradores Municipais do Litoral Centro Sul do Estado de São Paulo.
Ausência de regra
No documento, o ministro critica a ausência de uma lei nacional que regulamente as indenizações e determina ao Congresso Nacional a elaboração de uma legislação para regulamentar quais verbas indenizatórias são efetivamente admissíveis como exceção ao teto. Na decisão, Dino afirmou que verbas indenizatórias foram usadas para maquiar o pagamento turbinado de salários, ultrapassando o limite previsto pela Constituição. Verbas indenizatórias são aquelas que podem ficar fora do teto.
"Essa
situação fática implica o descumprimento generalizado da jurisprudência
vinculante do STF acerca do teto, impondo o ônus de que cada caso concreto seja
arbitrado pelo Tribunal — isso quando há algum tipo de provocação. Esse
descumprimento generalizado, em vez de implicar a busca de correções ou
autocorreções, tem produzido uma incessante busca por 'isonomia'", afirma
o ministro.
"Afinal, como a grama do vizinho é mais verde, é 'natural' que haja uma constante corrida para reparar essa 'injustiça', com criação de mais 'indenizações' acima do teto, que serão adiante estendidas a outras categorias, em 'looping' eterno'", prossegue.
O ministro citou como exemplos:
Licença
compensatória de 1 dia por cada 3 dias normais de trabalho, licença essa que
pode ser “vendida” e se acumula com o descanso em sábados, domingos e feriados;
Gratificações
de acervo processual (por vezes a premiar quem acumula muitos processos);
Gratificações
por acúmulo de funções (exercidas na mesma jornada de trabalho, em dias úteis e
no período diurno);
Auxílio-locomoção
(pago inclusive a quem não comprova que se locomove para trabalhar);
Auxilio-combustível
(idem);
Auxílio-educação
(por vezes sem que haja o custeio de qualquer serviço educacional);
Auxilio-saúde
(independentemente da existência ou não de planos de saúde, e dos seus
valores);
Licença-prêmio
(também com conversão em pecúnia);
Acúmulos
de férias, por vontade própria e unilateral do servidor, também a serem
convertidos em parcelas indenizatórias
Segundo Dino, a decisão será submetida ao Plenário da Corte, em sessão presencial, com data ainda a ser definida pela Presidência do STF.
Reajuste
para servidores
A decisão vem após a aprovação pelo Congresso nesta terça (3) do reajuste de salários para servidores da Câmara e do Senado. A aprovação também prevê a criação de novas gratificações e mecanismos de compensação. A aprovação desses reajustes tem sido criticada por diferentes esferas da sociedade e pode chegar a gerar um impacto de R$ 790 milhões, maior do que a expectativa de receita de 95% dos municípios brasileiros. Segundo o blog do Valdo Cruz, quando o projeto chegar às mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a tendência é que ele vete apenas os aumentos ilegais para servidores aprovados pelo Congresso.
SEGURANÇA HÍDRICA NO RN, FOI, É E SEMPRE SERÁ UMA PRIORIDADE NO GOVERNO FÁTIMA BEZERRA
Por Marcos Imperial, 05 de fevereiro de 2026.
A Governadora Fátima
Bezerra, durante toda sua gestão tem focado a agenda Hídrica como prioridade do
seu governo. Inauguração de obras de infraestrutura hídrica estão
marcadas na vida dos agricultores Potiguares que comemoram os avanços desenvolvimento
regional. Mais de R$ 27 milhões foram destinados para ampliar o acesso à
água potável na Zona Rural Potiguar, beneficiando mais de 57 mil pessoas em 14
municípios.
O Estado
encerrou 2025 com a entrega de 22 sistemas de dessalinização, parte de um
esforço nacional que instalou 141 unidades em todo o semiárido. já conta com
mais de 87 infraestruturas do PAD concluídas, com outras 76 previstas para
ampliar o atendimento em áreas com baixos índices pluviométricos. Municípios
como Mossoró continuam sendo polos estratégicos, recebendo filtros para a
manutenção de cerca de 50 sistemas locais, garantindo água potável para o
consumo humano e atividades como a criação de peixes com o rejeito salino. Os
sistemas visam atender comunidades com baixo IDH, reduzindo a dependência de
carros-pipa e melhorando a saúde pública regional.
Para 2026, o
Programa Água Doce (PAD) vai inaugurado um sistema inédito de dessalinização de
água do mar no município de Galinhos, no Rio Grande do Norte, que atenderá
cerca de 1,5 mil pessoas e a implantação de cerca de 10 mil metros de rede de
distribuição de água. Também está programada para julho de 2026 a inauguração
de cinco sistemas de dessalinização, com localidades ainda a serem definidas. A
expectativa é de que aproximadamente 1,4 mil pessoas sejam beneficiadas com as
novas estruturas.
Do Início de sua
gestão de 2019 até aqui 2026, grandes etapas do sistema de adutoras foram implantadas
em ramais focou na conclusão de etapas de grandes sistemas adutores e na
implantação de ramais entre 2024 e 2025 ela inaugurou grandes estruturas, as principais
ações hídricas recentes são:
1 - Adutora de
Governador Dix-sept Rosado, inaugurada em junho de 2025, com investimento
superior a R$ 80 milhões, garantindo água para o município;
2 - Adutora de Nova Cruz,
conclusão de 30 km de nova tubulação para atender Nova Cruz e Montanhas,
beneficiando 45 mil pessoas, muita gente;
3 - Ramal da Adutora
Sertão Central, inaugurado para abastecer o município de Santa Maria;
4 - Adutora do
Agreste Potiguar obras com recursos do Novo PAC, com ordem de serviço assinada
para atender diversos municípios;
5 - Adutora Seridó,
que está em construção. Obra de grande proporção com andamento do Governo do
RN.
Não podemos
esquecer da conclusão do Complexo Hidros-social Oiticica, que beneficia milhares
de potiguares. Em resumo a Governadora tem trabalhado e lutado muito lá em
cima, no Governo Federal para acelerar obras, incluindo reuniões de trabalho
para garantir a celeridade dos projetos do PAC-3 no Estado do RN. O PAD - Programa
Água Doce, é uma ação concreta importantes de gestão integrada de sistemas
de abastecimento, incluindo a instalação de dessalinizadores para beneficiar a
população do semiárido Potiguar. Fátima em conjunto com Governo Federal, atua
para garantir que as águas da transposição cheguem ao Estado, prevendo 100% da
transposição no RN em 2026. Além de defende o programa como medida de adaptação
aos efeitos das mudanças climáticas na região.
Essas obras Hídricas de luta constante por água do Governo do Rio Grande do Norte, é um pilar de justiça social e desenvolvimento Local. Obras que "O POVO VÊ E SENTE".
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RN mantém liderança em energias renováveis e consolida matriz elétrica com 99% de fontes limpas em 2025
O Rio Grande do Norte segue como um dos principais protagonistas da transição energética no Brasil. Em 2025, o estado manteve uma matriz elétrica fortemente baseada em fontes renováveis, que representaram 99% da potência outorgada e 98,14% da potência instalada, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), consolidados no Balanço do Setor Elétrico do RN – Ano Base 2025, elaborado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Energético (CODER).
Com 12,4 GW de potência instalada, o estado mantém predominância das fontes eólica e solar fotovoltaica, que juntas respondem por 97,61% da capacidade em operação. A energia eólica segue como principal vetor da matriz elétrica potiguar, concentrando 85,34% da potência instalada, enquanto a solar fotovoltaica alcançou 12,27%, reforçando o processo de diversificação da geração de energia no estado.
Expansão com ajuste de ritmo e avanço da energia solar
Em 2025, entraram em operação 10 novos parques eólicos, que adicionaram 552,6 MW à matriz estadual. Embora o número represente um ritmo mais moderado em relação a 2023 e 2024, o cenário reflete um período de acomodação do setor, influenciado por desafios estruturais como limitações na infraestrutura de transmissão, restrições operacionais (curtailment) e um ambiente de sobreoferta de energia renovável frente a uma demanda que cresce de forma mais gradual.
Em contrapartida, a energia solar fotovoltaica manteve trajetória de crescimento, com a entrada em operação de 12 novas usinas, totalizando 294,9 MW adicionais em 2025. Os municípios de Açu e Santana do Matos se destacaram com o maior número de empreendimentos solares implantados no período, consolidando novas frentes de investimento no interior do estado.
Esse movimento indica uma transição gradual no perfil dos novos empreendimentos, com a fonte solar ganhando maior protagonismo, enquanto a eólica passa por uma fase de estabilização após anos de forte expansão.
Investimentos somam R$ 5,5 bilhões e reforçam impacto econômico do setor
Os investimentos estimados em novos projetos eólicos e solares no Rio Grande do Norte somaram R$ 5,5 bilhões em 2025, sendo R$ 4,4 bilhões destinados à fonte eólica e R$ 1,1 bilhão à solar fotovoltaica. Apesar de uma retração em relação a 2024, o setor manteve sua relevância econômica e, no acumulado entre 2022 e 2025, os aportes ultrapassaram R$ 36,6 bilhões, consolidando o RN como um dos principais destinos de investimentos em energias renováveis no país
A energia eólica respondeu por aproximadamente 80% de todo o volume investido em geração elétrica no estado em 2025, enquanto a solar vem ampliando sua participação de forma consistente, especialmente a partir de 2024.
Geração de empregos e impacto regional
Além da contribuição para a sustentabilidade energética, o setor também teve impacto direto na geração de empregos. Em 2025, a implantação de usinas eólicas foi responsável pela criação de 5.917 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. Já os empreendimentos solares geraram 3.449 empregos, com destaque para as fases de obras civis, montagem eletromecânica e instalações elétricas.
Os efeitos positivos se estenderam às economias locais, especialmente nos municípios que receberam os empreendimentos, com fortalecimento de cadeias como alimentação, hospedagem e serviços.
Perspectivas indicam continuidade da expansão
As projeções para os próximos anos indicam continuidade da expansão do setor elétrico no Rio Grande do Norte. Até 2031, está prevista a entrada em operação de novos projetos eólicos que podem adicionar cerca de 1,81 GW à capacidade instalada. Já a energia solar fotovoltaica apresenta um horizonte ainda mais robusto, com previsão de 7,88 GW adicionais até 2038, condicionados à ampliação da infraestrutura de transmissão e à mitigação dos cortes de geração.
Para a SEDEC, os dados reforçam a posição estratégica do Rio Grande do Norte no cenário energético nacional e evidenciam a necessidade de avanços estruturais para sustentar o crescimento do setor, garantindo segurança energética, atração de investimentos e desenvolvimento econômico sustentável.
A seleção feminina suprema da literatura brasileira de todos os tempos
Chamar de seleção não resolve o enigma, apenas o distribui no gramado. O 4-3-3 serve à leitura porque coloca frente a frente linhas de força e camadas de época. Na meta, a guardiã do idioma protege o intervalo entre voz e silêncio; a zaga mede o passo e recusa escuro gratuito; as laterais dão largura às tradições, criam corredores para o presente; o meio sustenta ética e invenção, oferece o passe que pensa; o ataque convoca risco e conclui com imagens que duram. O desenho tático não é adereço, é forma de ordenar memória.
A escalação nasceu de critérios que não cabem em cartaz: representatividade real, relevância histórica, qualidade estética comprovada na resistência do tempo e na atenção de quem lê. A equipe atravessa fases inteiras da literatura brasileira, e nenhuma data fica perdida na poeira. Há o século dezenove discutindo cativeiro, liberdade e instrução. Há modernismos afinando sintaxes, líricas que encontram cadência sem dissolver sentido. Há contos urbanos que aprenderam a respirar sob vigilância e prosas que atravessaram fronteiras atlânticas, carregando migrações, família, mitos visitados outra vez. Em cada posição, um período reivindica seu lugar sem pedir favor.
O cânone, dito assim, parece pedra; aqui se movimenta. O campo registra disputas de leitura, silenciamentos, reedições tardias, prêmios que confirmaram o que leitores já sabiam, recepções que trocaram de direção ao longo de décadas. A seleção não empresta uniforme a unanimidades. Prefere a negociação exigente entre história, linguagem e alcance. A cada toque, o passado entrega a bola ao presente sem medo de vê-la avançar.
Para arbitrar escolhas, três nomes se aproximaram do gramado com paciência de quem lê antes de listar. Os escritores Solemar Oliveira e Ademir Luiz, e o editor da Revista Bula, o jornalista Carlos Willian Leite, cruzaram calendários, ouviram bibliotecas, testaram alinhamentos possíveis. Não buscaram efeito de manchete; procuraram respeito ao percurso e pulso de frase. A lista final não pretende encerrar debates, propõe um modo de vê-los com nitidez.
Encerrada a rodada, os nomes repousam na prateleira com o sal do suor seco. As linhas do 4-3-3 ficam sob a capa fechada, prontas para o próximo deslocamento. A mão que apaga o abajur ainda sente a textura do papel; do lado de dentro, a língua treina finalizações em silêncio.

Cecília Meireles ocupa a meta com uma serenidade que não pede prova, apenas consistência. Poeta, cronista e educadora, trabalhou o idioma em direção a uma nitidez que suporta complexidade. Em “Viagem” e “Mar Absoluto e Outros Poemas”, a linha é clara, o verso mede o fôlego, a imagem se assenta sem espalhafato; a cadência organiza a percepção e dá lugar ao pensamento atento. No grande arco de “Romanceiro da Inconfidência”, documentos e vozes compõem uma memória cantada do país, história que volta a respirar dentro do canto. A atuação em programas de leitura e o estudo de folclore afinam um timbre que dialoga com a escola sem didatismo e com o público independente sem concessão. Em campo, essa guardiã recolhe apenas o que importa, distribui curto e preciso, evita o salto ornamentado que compromete o placar; o jogo recomeça desde a área com uma calma que não esfria, estrutura. Sua obra oferece um convívio entre ética e forma, entre escuta e invenção, lembrando que a precisão sonora não expulsa a emoção, antes a hospeda. A cada retorno, a língua parece recém-lavada, o país novamente inteligível. No vestiário do idioma, deixa as luvas secando; a manhã seguinte já tem outra defesa a fazer.

Rachel de Queiroz ergue a defesa com frase enxuta e atenção obstinada ao que pesa no chão. Cearense, estreou jovem com “O Quinze”, romance que registra a seca de 1915 sem atalho sentimental; um balde vazio no terreiro diz mais que discursos, e a cena não pede lamento para continuar verdadeira. Em “As Três Marias” e “Memorial de Maria Moura”, personagens enfrentam tradição e poder; a emoção conserva temperatura controlada. A passagem pelo jornal e a intervenção pública dão lastro às ficções, que não se desligam do debate, apenas o transformam em narrativa de alta tensão. Sua eleição para a Academia Brasileira de Letras marcou mudança de escala institucional e confirmou a autoridade de uma voz que não recua do real. Em campo, antecipa, posiciona, desarma sem estardalhaço; na página, fecha espaço para retórica e abre corredor para a compreensão do país. O Nordeste deixa de ser cenário decorativo para tornar-se trama de relações e consequências. O tempo passa e os livros seguem operacionais porque mantêm um pacto de lucidez. Cada capítulo parece decidido por alguém que viu a jogada antes do adversário. A linha se mantém, a bola sai limpa, e quem lê confia na solidez de quem não perde o eixo.

Lygia Fagundes Telles guarda a área pela inteligência de ângulo, pelo domínio do não dito. Em contos e romances, transforma hesitação e desejo em campo dramático, onde a cidade lateja sob superfícies calmas. “Antes do Baile Verde”, “Ciranda de Pedra” e “As Meninas” articulam intimidade e pressão histórica; amizades, famílias, amores e rupturas compõem um mosaico em que a escolha privada encosta em estruturas de poder. Em “Seminário dos Ratos”, a alegoria trabalha com precisão fria o absurdo burocrático. Jurista de formação e presença ativa em instituições culturais, reuniu prêmios e formou quem lê conto com atenção. Na imagem do jogo: posiciona. Atrai o erro. Intercepta no momento em que a bola perde o equilíbrio. A frase opera com economia; a pausa sustenta o peso do gesto. O leitor avança entre sinais e sombras, recompensado por uma atenção que a autora exige e oferece. A tradição do conto brasileiro encontra nela rigor e temperatura. Cada texto impõe uma ética da observação, com emoção e raciocínio lado a lado. Atrás, o time sabe que há alguém que lê a partida por inteiro; à frente, a construção se beneficia dessa serenidade tática. Lygia fixa a defesa sem rigidez, firme o suficiente para que o ataque exista.

Marina Colasanti dá largura ao campo e clareza ao cruzamento. Escritora de ampla circulação entre gêneros, desenhou um território em que o fabuloso toca o cotidiano sem moral pronta. Em “Uma Ideia Toda Azul” (1979) e “A Moça Tecelã” (1994), a fábula reencontra o leitor contemporâneo por frases que escondem uma engenharia de ritmo e imagem; nada se impõe, tudo se oferece. Em “Eu Sei, mas Não Devia”, a crônica observa o ângulo doméstico e a esquina urbana, devolvendo pequenas iluminações que reorganizam o dia. A vida entre países afina a escuta para deslocamentos e pertencimentos, e o trabalho como ilustradora e editora pensa o livro como ponte pedagógica e objeto estético. No corredor direito, a jogadora sobe no tempo certo, triangula tradição oral e invenção medida, põe a bola na área com precisão. O feminino aparece sem proclama; a ética do cuidado reside na escolha imagética e na montagem. Quem lê, de idades distintas, encontra passagem segura entre escola e biblioteca, jornal e sala de casa. O texto parece simples até a releitura; então se revela o projeto que sustenta a leveza. Marina mantém o time respirando por amplitude e qualidade de passe, lembrando que clareza também pode ser risco bem-sucedido.

Ana Maria Machado abre a esquerda com inteligência pedagógica e invenção disciplinada. Escritora, jornalista, professora, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, construiu uma obra que atravessa literatura para crianças e jovens, ensaio e crônica, sempre atenta à circulação social do livro. Em “Bisa Bia, Bisa Bel” e “Menina Bonita do Laço de Fita”, família, identidade e diversidade ganham tratamento que conjuga humor e precisão, criando espaço de conversa entre gerações. Em livros reflexivos, examina escola, mediação e acesso, aproximando políticas de leitura e prazer estético sem paternalismo. Na lateral, progride em linhas claras, aproxima o lúdico da análise, chega à linha de fundo e cruza para quem chega em condição de decidir. Projeto gráfico e texto atuam juntos, ampliando alcance em bibliotecas comunitárias e salas de aula; a prática de leitura se torna partilha. A prosa não perde a ambição enquanto amplia a porta de entrada. O time ganha campo quando ela acelera, porque a jogada alonga a defesa adversária e cria superioridade em zona perigosa. A permanência está nessa capacidade de conciliar imaginação e responsabilidade cultural. Ana trabalha para que o público exista, e depois para que se reconheça no que lê, com alegria e rigor.

Cora Coralina protege a entrada da área com discrição firme. Goiana, doceira de ofício, publicou tarde e trouxe para a poesia a autoridade de quem anotou vida miúda sem pressa. Em “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais” e “Vintém de Cobre, Meias Confissões de Aninha”, aparecem o trabalho manual, as mulheres que seguram casas e ruas, a vizinhança que compõe memória. O vocabulário é limpo, o ritmo, de conversa à porta; a imagem, certeira. Na posição de volante, Cora recupera e entrega; a bola corre pelo passe curto e correto, que acelera o time. A poesia conversa com a escola sem ceder à moral pronta, preserva a dignidade da experiência e de quem lê. A cidade antiga não vira moldura de saudade, vira trama de relações; o país pequeno revela grandeza operante: a colher de cobre no tacho, a janela torta, o cheiro de rapadura preso ao avental, o bilhete na geladeira. Ao virar a página, reconhecimento e descoberta caminham juntos. Quando a partida confunde, Cora reorganiza o centro, fecha espaços, lança a construção seguinte. A permanência nasce desse compromisso com o essencial, que sustenta a jogada coletiva e devolve à palavra seu ofício de nomear.

Maria Firmina dos Reis dá rumo ao meio-campo com direção ética e invenção histórica. Mulher negra, maranhense, pioneira do abolicionismo literário, escreveu “Úrsula” em 1859 e deslocou o romance brasileiro ao conceder interioridade a personagens escravizados; o gesto muda o foco e reclama outra leitura do país. Em “Gupeva” e no conto “A Escrava”, o eixo permanece, com atenção à educação, à instrução feminina e a uma escola de acesso amplo. A dicção romântica abriga tensões que apontam para o século seguinte, prova de que a forma tradicional pode carregar força renovadora. Em campo, a volante intercepta discursos, desmonta eufemismos, carrega a jogada para a metade adversária com passe limpo. A redescoberta de sua obra, do século vinte em diante, reordena o cânone e reposiciona autorias negras, abrindo horizontes de leitura e pesquisa. Ao contemporâneo, Maria Firmina oferece responsabilidade e imaginação aliadas, lembrando que liberdade narrativa e liberdade civil caminham em conjunto. Cada capítulo reconfigura o mapa de poder, restitui nome e voz, altera a circulação do sentido. O time ganha estabilidade e plano; a literatura, musculatura moral sem retórica. O jogo inteiro muda quando a bola passa por seus pés.

Clarice Lispector arma por dentro e altera a geometria do campo. Escritora de romances, contos, crônicas e livros para crianças, construiu um laboratório de consciência em que pensamento, sensação e frase trabalham em tensão concentrada. “Perto do Coração Selvagem”, “Laços de Família” e “A Hora da Estrela” redesenham modos de narrar; a personagem percebe por cortes, o mundo devolve janelas inesperadas. Em “Água Viva” e em passagens de “O Lustre”, a linguagem busca o instante com rigor, desloca o eixo e abre corredor, lança a bola onde ninguém esperava. O político aparece na reinvenção do olhar, quando o cotidiano deixa de operar no automático. As colunas e entrevistas ampliam o pacto com públicos diversos, mantendo enigma sem fechar o acesso. Na meia, Clarice oferece o passe vertical que liga defesa e ataque, arrisca sem perder controle, acelera sem perder precisão. O time respira outra densidade quando a jogada passa por ela. A cada livro, instala-se uma ética da atenção, que desacelera, reposiciona e acende novas perguntas. Não há efeito fácil; há pressão de pensamento e uma música interna que não se dissolve. A permanência está em devolver ao idioma a voltagem do espanto, e a quem lê, a responsabilidade de estar vivo.

Adélia Prado acelera pela esquerda com alegria grave e frase que guarda calor. Poeta e prosadora, professora de filosofia, estreou com “Bagagem” e consolidou uma obra em que casa, corpo e fé convivem sem hierarquias. Em “O Coração Disparado”, a rua e a cozinha compartilham a mesma luz; a metáfora nasce do armário, o desejo encontra o tempo da panela, a oração não afasta a cidade. Em prosa, os temas se deslocam com leveza e precisão, mantendo atenção à fala de gente comum. Em salas de aula, seus textos abrem conversas sobre gênero, espiritualidade e ética sem catecismos. Na ponta, Adélia recebe em velocidade, corta para dentro, finaliza com imagens que ficam; a simplicidade aparente carrega desenho rigoroso. A leitura oferece reconhecimento e surpresa: quem lê vê a própria vida e, ao mesmo tempo, outra possibilidade de olhá-la. No fecho, uma cena mínima costuma iluminar tudo: a chaleira apita, alguém apaga a luz da sala, a cidade continua. O time ganha ar quando ela estica a defesa adversária e encontra o canto. A permanência não precisa de slogan; basta a confiança em dizer perto, sem elevar a voz, lembrando que o sagrado também frequenta a calçada.

Hilda Hilst ataca pela direita com coragem verbal e invenção de formas que desafiam acomodações. Dramaturga, poeta, prosadora, ergueu na Casa do Sol um espaço de trabalho contínuo onde erotismo, reflexão e ironia convivem em alta temperatura. Em “A Obscena Senhora D” e “Cartas de um Sedutor”, a voz se retorce para testar limites; em “Do Desejo” e “Cantares de Perda e Predileção”, a poesia leva o idioma ao extremo do fôlego. A recepção, antes circunscrita, expandiu-se, e universidades e escolas reconheceram a potência crítica desse percurso. Na beira do campo, Hilda acelera, para, muda o compasso, provoca desequilíbrios que confundem a marcação. O leitor aprende outra recepção, menos confortável e mais verdadeira. O objetivo não é escandalizar; é conhecer por dentro e por extremo, até que reste apenas o necessário. A rotina na Casa do Sol, com páginas, cães, visitas, trabalho, entrou na obra sem virar moldura. Quando acerta o cruzamento, a área se abre; quando finaliza, a noite muda de peso. A memória literária brasileira cresce com ela, porque a linguagem descobre nervos que não conhecia e o time ganha um flanco imprevisível, rigoroso, fiel à própria intensidade.

Nélida Piñon conduz a narrativa de costas para o gol, protege, gira, conclui com potência simbólica. Carioca de origem galega, presidiu a Academia Brasileira de Letras e construiu romances que pensam pertencimentos, migrações, genealogias e transmissão de histórias. Em “A República dos Sonhos”, vozes familiares e deslocamentos atravessam décadas; em “A Casa da Paixão” e “A Doce Canção de Caetana”, desejo e poder se tocam em alta temperatura; em “Vozes do Deserto”, a tradição de “As Mil e Uma Noites” torna-se território para discutir autoria e circulação. A prosa pensa o simbólico sem perder calor de voz, e ensaios e entrevistas defendem o livro como casa hospitaleira. No ataque, Nélida faz pivô e cria jogo para as extremas, retém o tempo necessário, gira no instante justo e finaliza. Quem lê encontra comunidade nessa roda de relatos que não se desfaz com o apito; a literatura recupera sua vocação de reunião. A travessia entre Brasil e Galícia dá à escrita uma espessura atlântica, feita de mar e mesa, de nomes chamados de volta. Quando a bola entra, alguém na cozinha chama um nome antigo, e a história volta para a mesa. Via revista Bula.