quinta-feira, 14 de junho de 2018

A regra é clara. Lula pode e será candidato; entenda por quê

O pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, lidera todas as pesquisas, mesmo estando há dois meses encarcerado em Curitiba, na sede da Polícia Federal. A realidade eleitoral brasileira serve apenas para tornar ainda mais evidente o caráter político e golpista de sua prisão.
Afinal, após um impeachment sem crime da presidenta Dilma Rousseff, as forças golpistas não querem ver o Partido dos Trabalhadores voltar ao poder nos braços do povo e com Lula. Não por acaso, prenderam Lula depois de um processo, uma sentença e um acórdão absolutamente fraudulentos, verdadeiras aberrações jurídicas denunciadas por juristas do Brasil e do mundo. Mas ele segue líder em todas as pesquisas.
Agora, setores da imprensa, do empresariado e aliados dos golpistas tentam disseminar que Lula não pode ser candidato. Mas isso é uma mentira que pode ser desconstruída com base na própria Lei da Ficha Limpa.
Não há qualquer impedimento legal para o ex-presidente mais querido da história do Brasil possa novamente concorrer à Presidência da República. Só em 2016, 145 candidatos que estavam na mesma situação de Lula puderam concorrer ao pleito e foram eleitos prefeitos.
Com base nesses e em outros pontos, entenda porque Lula é e pode ser candidato:

1 – O registro legal da candidatura

Não há qualquer impedimento legal para que Lula e o PT inscrevam sua candidatura à Presidência até o dia 15 de agosto. A Lei Complementar 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa, não impede o registro da candidatura em casos como de Lula. Durante o período eleitoral, ele tem sua inelegibilidade suspensa.
Por que é assim? Porque, no decorrer da campanha, um candidato que tenha sido condenado em segunda instância ainda pode ter revista sua inelegibilidade por uma instância superior. Tanto é assim que a própria lei alterada pela Ficha Limpa dá as regras de como um candidato nestas condições deve agir para, ao longo da campanha, para reverter a condição adversa. Está no Artigo 26-C da referida norma:
Art. 26-C.  O órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso contra as decisões colegiadas a que se referem as alíneas d, e, h, j, l e n do inciso I do art. 1o poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal e desde que a providência tenha sido expressamente requerida, sob pena de preclusão, por ocasião da interposição do recurso. (Incluído pela Lei Complementar nº 135, de 2010)
É certo que a Defesa de Lula recorre às instâncias superiores contra a condenação do ex-presidente por supostamente ser dono de um triplex do qual jamais teve as chaves, jamais dormiu ou usufruiu das dependências e que até já foi leiloado em virtude de dívidas de seu verdadeiro dono. Assim, nada impede que Lula concorra normalmente para voltar ao Palácio do Planalto.

2 – Juristas são unânimes

Assim, à luz da legislação, juristas são unânimes em dizer que Lula, pode, sim, ser candidato a presidente. Caso alguém não concorde e peça sua impugnação na Justiça eleitoral, o pedido pode levar de 20 a 25 dias para ser analisado.
“A análise da Justiça Eleitoral pode durar 20, 25 dias. Enquanto isso está acontecendo, o candidato continua fazendo campanha”, afirma Lara Ferreira, professora de Direito Constitucional na faculdade Dom Helder Câmara e servidora do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em entrevista à rede inglesa BBC de comunicação.
Já o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão destaca exatamente o Artigo 26-C da Lei de Inelegibilidade, citado acima. “A Lei deixa bem claro que alguém com condenação em segunda instância pode ser elegível se houver recurso desta decisão. Então tudo vai depender muito de como o recurso especial por parte da defesa ao Superior Tribunal de Justiça vai ser recebido”, explica o jurista, em entrevista ao jornalista Juca Kfouri.
Outro que tem o mesmo entendimento é o jurista Luiz Fernando Casagrande Pereira, contratado pelo PT para fornecer ao partido um parecer técnico a respeito do assunto. O documento aponta: “Para reverter uma decisão colegiada do TRF-4, bastará a concessão de uma liminar pelo STJ ou pelo STF (alternativas não excludentes), com fundamento no art. 26-C da Lei 64/90. Se esta liminar ficar vigente até a diplomação, é o que basta para Lula garantir diplomação e depois a posse, em caráter permanente.”
Finalmente, Ulisses Sousa, especialista em Direito Eleitoral e sócio do Ulisses Sousa Advogados, responde a consulta sobre o tema feita pelo jornal O Estado de S.Paulo: “Caberá à Justiça Eleitoral, e não ao TRF-4, decidir pelo deferimento ou indeferimento do pedido de registro da candidatura. Ao interpor recurso contra a decisão do TRF-4, Lula postula ao Superior Tribunal de Justiça e ao Supremo que seja suspensa a inelegibilidade e, por consequência, assegurado o direito de concorrer nas próximas eleições.”

3 – Casos anteriores provam direito a candidatura

Nas últimas eleições realizadas no Brasil, em 2016, nada menos do que 145 candidatos a prefeito não só concorreram como venceram a disputa estando na mesma condição de Lula, tendo contra si uma condenação de segunda instância. Nenhum deles foi impedido de concorrer, todos tiveram o direito de disputar e muitos foram empossados no cargo enquanto seguiam com seus processos judiciais nos tribunais superiores.
Assim, o direito de Lula ser candidato é inconteste. A regular aprovação de sua candidatura na Justiça Eleitoral representa apenas a manutenção da aplicação da lei no país. Impedi-lo de concorrer, por outro lado, representaria mais uma ruptura democrática e institucional no Brasil, descendo ao estado de exceção institucional para criar uma regra exclusiva para Lula.
Por tudo isso, no dia 8 de maio, durante cerimônia de lançamento da pré-candidatura de Lula, a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, bem resumiu a questão: “A lei permite que se registre sua candidatura, ele não tem condenação transitada em julgado, há centenas de casos semelhantes que á ocorreram no Brasil. Assim, em que pese ser nossa maior prioridade libertar Lula de sua prisão política, a verdade é que ele será candidato de uma forma ou de outra, esteja onde estiver, para que prevaleça a vontade do povo brasileiro e o bem do país”
Por Vinícius Segalla, da Agência PT de Notícias

Lula publica novo vídeo: “Eles não conseguem prender ideias “

Carta do assessor Juan Gabrois em que confirma envio de Rosário a Lula pelo Papa

"Querido Lula:

Ayer me fui de Brasil muy angustiado. Como sabés, me impidieron visitarte en forma injustificada, arbitraria y descortés. Luego, visité a mis hermanos y hermanas catadores, carrinheiros, campesinos, favelados, maestros, servidores públicos, obreros e integrantes de diversas pastorales. Pude sentir el dolor de tu Pueblo, compartir su impotencia frente a la injusticia, su bronca ante la persecución de su máximo dirigente. También noté el enorme deterioro institucional, social y político que sufre Brasil por causa de la ambición de unos pocos que concentran el poder e impiden que las diferencias se diriman en los marcos de la democracia.

El trago más amargo, sin embargo, me esperaba en el Aeropuerto de Curitiba. Allí me enteré que te atacaban nuevamente en los medios masivos y redes sociales. Afirmaban que mentiste sobre el Rosario enviado por el Papa Francisco. ¡Resulta que vos, preso e incomunicado, también mentís! Con asombro vi que tus inquisidores indicaban que la fuente de su calumnia era el propio Vaticano. Mayor fue mi sorpresa cuando corroboré que en una página de internet denominada Vatican News habían publicado un texto en portugués agresivo, repleta de inexactitudes y errores de redacción. La comunicación de esa página no puede considerarse oficial pero, efectivamente, se trata de un sitio dependiente de la Secretaría de Comunicación del Vaticano. Mientras leía, no podía salir de mi asombro. Evidentemente, un redactor de ese sitio, sabe Dios con qué intención o a pedid de quién, quiso causar un revuelo y lo logró. Cuando pude quejarme con los superiores, la nota fue eliminada del sitio y remplazada por una adecuada (https://www.vaticannews.va/…/precisacao-sobre-caso-grabois-…), pero el daño ya estaba hecho. Lamentablemente, los medios que difundieron hasta el paroxismo la supuesta desmentida vaticana no reprodujeron la nueva nota con la información correcta. Será que vivimos en la era de la posverdad.

Nunca he revelado el contenido de un encuentro con el Papa Francisco porque soy leal, lo respeto y admiro muchísimo. Además, sé que su apoyo a los movimientos sociales y los pobres le trae más de un dolor de cabeza. Como sabés, él también sufre el ataque sistemático de los fariseos y herodianos de nuestros tiempos. Sin embargo, teniendo en cuenta las circunstancias, me siento en la obligación de contarte como fueron las cosas. A mediados de mayo estuve en el Vaticano para visitar a Francisco, que me honra con una amistad que no merezco, ama la Patria Grande y -cómo él mismo ha indicado- está preocupado por la situación actual. Como sabes, es muy claro y frontal, no necesita voceros y yo nunca pretendí serlo. Sufro mucho cuando los medios me colocan en ese lugar. Yo apenas intento ayudar en el diálogo con los movimientos sociales, algo que he hecho desde que nos conocimos en Buenos Aires, hace más de diez años, luchando por una sociedad sin esclavos ni excluidos. En la actualidad, colaboro con el Dicasterio para la Promoción del Desarrollo Humano Integral que preside el Cardenal Peter Turkson con quien hemos organizado los tres Encuentros Mundiales de Movimientos Populares y otras actividades para promover el acceso a la tierra, el techo y el trabajo como derechos esenciales.

Por esos días de mayo, mis amigos de los movimientos populares de Brasil me ofrecieron la posibilidad de visitarte. Me alegré mucho porque admiro lo que hiciste como Presidente por los más pobres y tengo la certeza de que sos objeto de una persecución política, igual que Nelson Mandela y tantos otros dirigentes políticos en la historia reciente. Aproveché, entonces, esa visita al Vaticano para conversar con el Papa sobre la situación y pedirle un rosario bendecido para llevarte a vos. Así fue. Es increíble que un gesto tan simple de solidaridad y cercanía del Papa, un objeto que sirve para rezar, genere tantos problemas, pero no es la primera vez y Vatican News es responsable de haber permitido que se publique esa nota tan inapropiada y falta de profesionalismo. Su responsable me ha pedido perdón y lo perdono porque todos podemos equivocarnos. Pero también sé que se hizo un daño grave. 

También quiero aclarar que cuando me negaron verte pedí a tus colaboradores que te lleven el Rosario, aclarándoles expresamente que venía de parte del Papa con su bendición. Por ese motivo, lo que ellos afirmaron en tu cuenta de Facebook -denunciada erróneamente de fakenews y amenazada con la censura- es simplemente lo que yo les dije: la verdad. Entrego esta carta a tus colaboradores con la autorización expresa de que la publiquen si les sirve para mitigar el daño causado, aunque temo que aquellos que odian a ese obrero que sacó del hambre a cuarenta millones de excluidos y puso de pie América Latina frente a los poderes globales no van a decir la verdad.

Te pido perdón por lo que sucedió y te dejo un abrazo fraterno, latinoamericano y solidario;
Rezo por tu libertad, tu Pueblo y nuestra Patria Grande;

Juan Grabois"

Chapa 1 ganha eleição no Sinte-RN com 73% dos votos

A Chapa 1, “Resistência, Experiência e Luta”, foi reeleita com 7.556 e 73,27% dos votos válidos para continuar à frente da direção do Sinte/RN (2018-2022). A apuração foi realizada na noite dessa terça-feira (12) e avançou pela madrugada desta quarta-feira (13), na sede estadual do sindicato e contou com transmissão ao vivo pelo Facebook. O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), que também é professor e filiado ao sindicato, acompanhou o processo das eleições e parabenizou a chapa vencedora.
Para Mineiro, o resultado mostra o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela diretoria. “As eleições ocorreram de forma tranquila e democrática. Parabéns à Chapa 1 pelo resultado, que é uma resposta ao bom trabalho e à luta que eles têm desempenhado na defesa da categoria. Acompanho de perto a atuação do sindicato e sou testemunha do seu compromisso com a classe trabalhadora”, disse o deputado.

A Chapa 2 ficou em segundo lugar, com 2.289 votos, 22,19%, e a Chapa 3 em terceiro, com 467 votos, 4,5% dos votos válidos. Votos brancos somaram 163 e nulos 281. Ao todo, 10.884 trabalhadores/as em educação do RN foram às urnas na segunda-feira (11), em Natal, grande Natal e cidades do interior do Estado.

Em nota, a chapa 01 e a atual diretoria agradeceram “a todos e todas que contribuíram com a democracia interna do Sinte, votando nas 3 chapas que concorreram ao pleito”. “O resultado dessas eleições só fortaleceu o nosso sindicato, num momento da conjuntura em que os desafios serão maiores e exigirão capacidade política para superar essa política de arrocho salarial e de retirada de direitos conquistadas com muitas lutas”, diz o texto.
Assim que oficialmente a vitória foi confirmada, os/as três coordenadores/as gerais do Sinte/RN agradeceram os votos recebidos e afirmaram que o “resultado só aumenta o nosso compromisso e responsabilidade” e que farão de tudo para retribuir essa escolha.
“Agradeço a todos e a todas que votaram, independente da chapa. O nosso compromisso e a nossa vontade de fazer mais vai continuar nesta gestão. Sei que temos grandes desafios por aí, com uma conjuntura difícil. Mas essa diretoria veio com uma renovação exatamente para criar as possibilidades para contribuir mais e mais para os avanços e conquistas e superar esses desafios”, disse a coordenadora geral do Sinte/RN, professora Fátima Cardoso.
Para o coordenador geral José Texeira, a luta da direção continua imediatamente: “Não vamos esperar para posse. Hoje mesmo damos continuidade às nossas ações de luta”. Já o coordenador geral Rômulo Arnaud, que comanda a Regional do Sinte/RN em Mossoró, comemorou os 92% de votos recebidos pela Chapa 1 na localidade.
*Com informações do Sinte/RN

segunda-feira, 11 de junho de 2018

É com esse tipo de político que eu ando, que eu defendo e que eu voto. Que representa nosso povo e honra nosso voto!


Fernando Mineiro, nosso pré-candidato a Deputado Federal, representa nosso povo e honra nosso voto!


Dama de Espadas Bancada federal PRESENTE: Deputados Federais e Senadores indicaram 129 cargos para a ALRN

José Aldenir / Agora Imagens. Bancada federal participou da indicação de 129 cargos para a Assembleia Legislativa.
do RN
A ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo, principal acusada na Operação “Dama de Espadas”, apontou, em delação premiada, que quatros deputados federais e dois senadores participaram do esquema de indicações ou sugestões de nomes para contratação do legislativo estadual. As informações foram publicadas no Blog do BG.

Ao todo, segundo a delação, os parlamentares citados pela delatora foram responsáveis pelo ingresso de 129 novos cargos comissionados.

Os deputados Walter Alves, Rafael Motta, Felipe Maia, Antônio Jácome e Fábio Faria, de acordo com a delação, participaram da indicação de 109 cargos. As alegações registradas no Termo de Colaboração número 9. Já os senadores José Agripino e Garibaldi Alves indicaram, ao todo, 20 pessoas.

A delatora, segundo a reportagem, apresentou planilhas com os nomes dos cargos indicados pelos parlamentares. A exceção foi de Antônio Jácome. Ela não relacionou todos os indicados pelo deputado.

Veja o número de indicações:

Deputados Federais

Walter Alves – 56 cargos

Rafael Motta – 32 cargos

Antônio Jácome – 15 cargos

Felipe Maia – 5 cargos

Fábio Faria – 1 cargo

Senadores

José Agripino Maia – 19 cargos

Garibaldi Alves – 1 cargo

PAPA FRANCISCO ENVIA TERÇO A LULA, PRESO POLÍTICO HÁ 67 DIAS

REUTERS | Claudio Kbene
O papa Francisco fez sua primeira manifestação explícita de apoio ao ex-presidente Lula, mantido como preso político há 67 dias; "O presidente recebeu o terço na sede da Polícia Federal em Curitiba", postou a equipe de Lula nas redes sociais, com uma foto de Claudio Kbene; há cerca de um mês, o pontífice condenou o golpe de maneira dura em uma missa no Vaticano; sem citar o Brasil ou o nome de Lula diretamente, fez uma descrição perfeita do que acontece no país.

247 - O papa Francisco fez sua primeira manifestação explícita de apoio ao ex-presidente Lula, mantido como preso político há 67 dias.

"O papa Francisco enviou um rosário ao presidente Lula, preso político há 67 dias. O presidente recebeu o terço na sede da Polícia Federal em Curitiba", postou a equipe de Lula nas redes sociais, com uma foto de Claudio Kbene. 

No dia 17 de maio, na missa em Santa Marta, que o papa preside sempre que está no Vaticano, o pontífice condenou o golpe de maneira dura. Sem citar o Brasil ou o nome de Lula diretamente, fez uma descrição perfeita do que acontece no país:

"A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas", disse o papa. Depois chega a justiça, "as condena e, no final, se faz um golpe de Estado".

Dama de Espadas: Henrique Alves também indicou cargos para a ALRN

José Aldenir / Agora Imagens. Rita das Mercês detalhou que Henrique Alves teve participação na indicação de cinco cargos comissionados.

A ex-procuradora da Assembleia Legislativa Rita das Mercês Reinaldo, principal acusada na Operação “Dama de Espadas”, apontou, em delação premiada, que o ex-deputado e ex-ministro Henrique Alves, preso e condenado na Operação Lava-Jato, também participou do esquema de indicação de cargos para o legislativo estadual.

Segundo informações do Blog do BG, Rita das Mercês detalhou que Henrique Alves teve participação na indicação de cinco cargos comissionados. O grupo é formado por amigos e familiares. Além destes, outras seis indicações foram pedidas, de acordo com a relatora, por Aluízio Dutra, ex-assessor pessoal de Henrique Alves. Via http://agorarn.com.br/politica/dama-de-espadas-henrique-alves-tambem-indicou-cargos-para-alrn/

Dama de Espadas: Ricardo Motta participou de indicações no TJ e cobrava “dízimo”

José Aldenir / Agora Imagens. Delação premiada aponta que Ricardo Motta participou da indicação de cargos para o TJRN.
A ex-procuradora da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês Reinaldo, principal acusada na Operação “Dama de Espadas”, apontou, em delação premiada, que o deputado Ricardo Motta indicou nomes para cargos no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. As informações foram publicadas no Blog do BG.
De acordo com Rita das Mercês, ela indicou uma familiar (neta) após receber a anuência do deputado Ricardo Motta (PSB) para indicar nome para o quadro de servidores da justiça estadual.
O acordo, no entanto, delimitava que metade do salário da pessoa indicada deveria ficar com o deputado estadual, numa espécie de “dízimo”. A a nomeação da neta aconteceu em 2011. Via http://agorarn.com.br/politica/dama-de-espadas-ricardo-motta-participou-de-indicacoes-no-tj-e-cobrava-dizimo/

DATAFOLHA CONFIRMA: LULA É IMBATÍVEL E VENCE FÁCIL ELEIÇÃO DE 2018

Uma nova rodada da pesquisa Datafolha aponta que Lula lidera com folga o primeiro turno, com 30% dos votos, e que ele também venceria com facilidade qualquer adversário no segundo turno; ou seja: se houver uma eleição sem fraude, em que o Judiciário não esteja a serviço do golpismo, Lula será o próximo presidente.

247 – O eleitor brasileiro quer a volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o que aponta a nova pesquisa sobre a eleição presidencial de 2018, feita pelo Datafolha, divulgada neste domingo (10) pelo jornal "Folha de S.Paulo" com índices de intenção de voto para a eleição presidencial de 2018. Foram feitas 2.824 entrevistas entre 6 e 7 de junho, em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Confira os resultados dos 4 cenários pesquisados no 1º turno:
Cenário 1 (Se Lula for candidato)
Lula (PT): 30%
Jair Bolsonaro (PSL): 17%
Marina Silva (Rede): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 6%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Alvaro Dias (Podemos): 4%
Manuela D'Ávila (PC do B): oscila entre 1% e 2%
Rodrigo Maia (DEM): oscila entre 1% e 2%
Aldo Rebelo (SDD): oscila entre 0% e 1%
Fernando Collor de Mello (PTC): oscila entre 0% e 1%
Flávio Rocha (PRB): oscila entre 0% e 1%
Guilherme Afif Domingos (PSD): oscila entre 0% e 1%
Guilherme Boulos (PSOL): oscila entre 0% e 1%
Henrique Meirelles (MDB): oscila entre 0% e 1%
João Amoêdo (Novo): oscila entre 0% e 1%
João Goulart Filho (PPL): oscila entre 0% e 1%
Josué Alencar (PR): oscila entre 0% e 1%
Levy Fidelix (PRTB): oscila entre 0% e 1%
Paulo Rabello de Castro (PSC): não alcança 1% em nenhum cenário
Sem candidato: 21%

Cenário 2 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula)
Jair Bolsonaro (PSL): 19%
Marina Silva (Rede): 15%
Ciro Gomes (PDT): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Alvaro Dias (Podemos): 4%
Fernando Haddad (PT): 1%
Sem candidato: 33%

Cenário 3 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula)
Jair Bolsonaro (PSL): 19%
Marina Silva (Rede): 14%
Ciro Gomes (PDT): 10%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Alvaro Dias (Podemos): 4%
Jaques Wagner (PT): 1%
Sem candidato: 33%

Cenário 4 (Se o PT ficar fora da eleição):
Jair Bolsonaro (PSL): 19%
Marina Silva (Rede): 15%
Ciro Gomes (PDT): 11%
Geraldo Alckmin (PSDB): 7%
Alvaro Dias (Podemos): 4%
Sem candidato: 34%
Cenário 4 - 1º turno

Cenários pesquisados para o 2º turno:
Cenário 1 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):
Lula (PT): 49%
Jair Bolsonaro (PSL): 32%
Branco/nulo: 17%
Não sabe: 1%

Cenário 2 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):
Lula (PT): 49%
Alckmin (PSDB): 27%
Em branco/Nulo: 22%
Não sabe: 1%

Cenário 3 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):
Lula (PT): 46%
Marina (Rede): 31%
Em branco/Nulo: 21%
Não sabe: 1%

Cenário 4 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):
Alckmin (PSDB): 36%
Haddad (PT): 20%
Em branco/Nulo: 40%
Não sabe: 4%

Cenário 5 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):
Bolsonaro (PSL): 36%
Haddad (PT): 27%
Em branco/Nulo: 34%
Não sabe: 3%

Cenário 6 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):
Ciro (PDT): 38%
Haddad (PT): 19%
Em branco/Nulo: 38%
Não sabe: 4%

Cenário 7 (sem Lula):
Ciro (PDT): 32%
Alckmin (PSDB): 31%
Em branco/Nulo: 34%
Não sabe: 3%

Cenário 8 (Sem Lula):
Marina (Rede): 42%
Alckmin (PSDB): 27%
Em branco/Nulo: 29%
Não sabe: 2%

Cenário 9 (sem Lula):
Alckmin (PSDB): 33%
Bolsonaro (PSL): 33%
Em branco/Nulo: 32%
Não sabe: 3%

Cenário 10 (sem Lula):
Marina (Rede): 42%
Bolsonaro (PSL): 32%
Em branco/Nulo: 24%
Não sabe: 2%

Cenário 11 (sem Lula):
Ciro (PDT): 36%
Bolsonaro (PSL): 34%
Em branco/Nulo: 28%
Não sabe: 3%

Cenário 12 (sem Lula):
Marina (Rede): 41%
Ciro (PDT): 29%
Em branco/Nulo: 28%
Não sabe: 2%

Leitura importante para o atual momento do nosso país. Manifesto de Lula ao Povo Brasileiro

Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum. Há dois meses estou impedido de percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida pública.
Fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.
De onde me encontro, quero renovar a mensagem de fé no Brasil e em nosso povo. Juntos, soubemos superar momentos difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais. Juntos, no meu governo, vencemos a fome, odesemprego, a recessão, as enormes pressões do capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a secular doença da  desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos trabalhadores da cidade e do campo.
Combatemos sem tréguas as injustiças. De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo. Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação solidária com os países africanos. Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais importantes fóruns mundiais.
Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando.
Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não me conformo com minha situação.
Os que me acusaram na Lava Jato sabem que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite no tal apartamento do Guarujá. Os que me condenaram, Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender, pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a prova do crime de que me acusam.
Até hoje me pergunto: onde está a prova?
Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. Fui tratado sempre como inimigo.
Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam dormir com a consciência tranquila.
Contra todas as injustiças, tenho o direito constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado, até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.
Por isso me considero um preso político em meu país.
Quando ficou claro que iriam me prender à força, sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes. Sei do meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem. Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.
Nas caravanas que fiz recentemente pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na prática.
É para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República.
Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.
Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa.
Tive muitas candidaturas em minha trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida. Quem teve o privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a nossa gente.
Sei que minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo.
Temos o direito de sonhar novamente, depois do pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016.
Mentiram para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita.  Mentiram que o país iria melhorar se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento. Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014. Mentiram para destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do meu governo. Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e inequívoco.
Está chegando a hora da verdade.
Quero ser presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um Brasil melhor para o nosso povo. Provamos que o País pode crescer, em benefício de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos. E provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia crescer e se recuperar.
Governamos para o povo e não para o mercado. É o contrário do que faz o governo dos nossos adversários, a serviço dos financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para a justiça social.
Sonho ser presidente do Brasil para acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras. Este é um dos mais cruéis retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobrás e da soberania nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.
Petrobras não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular. A Petrobras tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal para a educação, nosso passaporte para o futuro.
Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social.
Sonho ser o presidente de um País em que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos jornais.
Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de exceção.
Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio, o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.
Sonho ser o presidente de um País em que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios.
Um País em que todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno e proteção da lei. Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à terra para produzir, com financiamento e assistência técnica.
Um país em que as pessoas voltem a ter confiança no presente e esperança no futuro. E que por isso mesmo volte a ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a amizade entre os povos.
Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato.
Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.
Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e dos trabalhadores.
Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo; com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos sociais.
Foi um tempo de paz e prosperidade, como nunca antes tivemos na história.
Acredito, do fundo do coração, que o Brasil pode voltar a ser feliz. E pode avançar muito mais do que conquistamos juntos, quando o governo era do povo.
Para alcançar este objetivo, temos de unir as forças democráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.
Daqui onde estou, com a solidariedade e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo, posso assegurar que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade. E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro.
E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar.
Até breve, minha gente
Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva o Povo Brasileiro!
Luiz Inácio Lula da Silva
Curitiba, 8 de junho de 2018

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