terça-feira, 2 de novembro de 2010

1º PRONUNCIAMENTO da Presidenta do Brasil, DE 31 DE OUTUBRO DE 2010

Minhas amigas e meus amigos de todo o Brasil,
 
É imensa a minha alegria de estar aqui.
Recebi hoje de milhões de brasileiras e brasileiros a missão mais importante de minha vida.
Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro portanto aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural. E que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis, nas entidades representativas de toda nossa sociedade.
A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um principio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas, e lhes dissessem: SIM, a mulher pode!
Minha alegria é ainda maior pelo fato de que a presença de uma mulher na presidência da República se dá pelo caminho sagrado do voto, da decisão democrática do eleitor, do exercício mais elevado da cidadania. Por isso, registro aqui outro compromisso com meu país:
Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social.
Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa.
Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto.
Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição.
Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República.
Nesta longa jornada que me trouxe aqui pude falar e visitar todas as nossas regiões.
O que mais me deu esperanças foi a capacidade imensa do nosso povo, de agarrar uma oportunidade, por mais singela que seja, e com ela construir um mundo melhor para sua família.
É simplesmente incrível a capacidade de criar e empreender do nosso povo. Por isso, reforço aqui meu compromisso fundamental: a erradicação da miséria e a criação de oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras.
Ressalto, entretanto, que esta ambiciosa meta não será realizada pela vontade do governo. Ela é um chamado à nação, aos empresários, às igrejas, às entidades civis, às universidades, à imprensa, aos governadores, aos prefeitos e a todas as pessoas de bem.
Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte.
A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo, mas para a qual peço humildemente o apoio de todos que possam ajudar o país no trabalho de superar esse abismo que ainda nos separa de ser uma nação desenvolvida.
O Brasil é uma terra generosa e sempre devolverá em dobro cada semente que for plantada com mão amorosa e olhar para o futuro.
Minha convicção de assumir a meta de erradicar a miséria vem, não de uma certeza teórica, mas da experiência viva do nosso governo, no qual uma imensa mobilidade social se realizou, tornando hoje possível um sonho que sempre pareceu impossível.
Reconheço que teremos um duro trabalho para qualificar o nosso desenvolvimento econômico. Essa nova era de prosperidade criada pela genialidade do presidente Lula e pela força do povo e de nossos empreendedores encontra seu momento de maior potencial numa época em que a economia das grandes nações se encontra abalada.
No curto prazo, não contaremos com a pujança das economias desenvolvidas para impulsionar nosso crescimento. Por isso, se tornam ainda mais importantes nossas próprias políticas, nosso próprio mercado, nossa própria poupança e nossas próprias decisões econômicas.
Longe de dizer, com isso, que pretendamos fechar o país ao mundo. Muito ao contrário, continuaremos propugnando pela ampla abertura das relações comerciais e pelo fim do protecionismo dos países ricos, que impede as nações pobres de realizar plenamente suas vocações.
Mas é preciso reconhecer que teremos grandes responsabilidades num mundo que enfrenta ainda os efeitos de uma crise financeira de grandes proporções e que se socorre de mecanismos nem sempre adequados, nem sempre equilibrados, para a retomada do crescimento.
É preciso, no plano multilateral, estabelecer regras mais claras e mais cuidadosas para a retomada dos mercados de financiamento, limitando a alavancagem e a especulação desmedida, que aumentam a volatilidade dos capitais e das moedas. Atuaremos firmemente nos fóruns internacionais com este objetivo.
Cuidaremos de nossa economia com toda responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável.
Por isso, faremos todos os esforços pela melhoria da qualidade do gasto público, pela simplificação e atenuação da tributação e pela qualificação dos serviços públicos.
Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos.
Sim, buscaremos o desenvolvimento de longo prazo, a taxas elevadas, social e ambientalmente sustentáveis. Para isso zelaremos pela poupança pública.
Zelaremos pela meritocracia no funcionalismo e pela excelência do serviço público.
Zelarei pelo aperfeiçoamento de todos os mecanismos que liberem a capacidade empreendedora de nosso empresariado e de nosso povo.
Valorizarei o Micro Empreendedor Individual, para formalizar milhões de negócios individuais ou familiares, ampliarei os limites do Supersimples e construirei modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico, como fez nosso governo na construção civil, no setor elétrico, na lei de recuperação de empresas, entre outros.
As agências reguladoras terão todo respaldo para atuar com determinação e autonomia, voltadas para a promoção da inovação, da saudável concorrência e da efetividade dos setores regulados.
Apresentaremos sempre com clareza nossos planos de ação governamental. Levaremos ao debate público as grandes questões nacionais. Trataremos sempre com transparência nossas metas, nossos resultados, nossas dificuldades.
Mas acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas.
Trataremos os recursos provenientes de nossas riquezas sempre com pensamento de longo prazo. Por isso trabalharei no Congresso pela aprovação do Fundo Social do Pré-Sal. Por meio dele queremos realizar muitos de nossos objetivos sociais.
Recusaremos o gasto efêmero que deixa para as futuras gerações apenas as dívidas e a desesperança.
O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas.
Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só migalhas.
Me comprometi nesta campanha com a qualificação da Educação e dos Serviços de Saúde.
Me comprometi também com a melhoria da segurança pública.
Com o combate às drogas que infelicitam nossas famílias.
Reafirmo aqui estes compromissos. Nomearei ministros e equipes de primeira qualidade para realizar esses objetivos.
Mas acompanharei pessoalmente estas áreas capitais para o desenvolvimento de nosso povo.
A visão moderna do desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade, oferecendo acesso a educação e saúde de qualidade.
É aquela que convive com o meio ambiente sem agredi-lo e sem criar passivos maiores que as conquistas do próprio desenvolvimento.
Não pretendo me estender aqui, neste primeiro pronunciamento ao país, mas quero registrar que todos os compromissos que assumi, perseguirei de forma dedicada e carinhosa.
Disse na campanha que os mais necessitados, as crianças, os jovens, as pessoas com deficiência, o trabalhador desempregado, o idoso teriam toda minha atenção. Reafirmo aqui este compromisso.
Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental.
Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária.
Dirijo-me também aos partidos de oposição e aos setores da sociedade que não estiveram conosco nesta caminhada. Estendo minha mão a eles. De minha parte não haverá discriminação, privilégios ou compadrio.
A partir de minha posse serei presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política.
Nosso país precisa ainda melhorar a conduta e a qualidade da política. Quero empenhar-me, junto com todos os partidos, numa reforma política que eleve os valores republicanos, avançando em nossa jovem democracia.
Ao mesmo tempo, afirmo com clareza que valorizarei a transparência na administração pública. Não haverá compromisso com o erro, o desvio e o malfeito. Serei rígida na defesa do interesse público em todos os níveis de meu governo. Os órgãos de controle e de fiscalização trabalharão com meu respaldo, sem jamais perseguir adversários ou proteger amigos.
Deixei para o final os meus agradecimentos, pois quero destacá-los. Primeiro, ao povo que me dedicou seu apoio. Serei eternamente grata pela oportunidade única de servir ao meu país no seu mais alto posto. Prometo devolver em dobro todo o carinho recebido, em todos os lugares que passei.
Mas agradeço respeitosamente também aqueles que votaram no primeiro e no segundo turno em outros candidatos ou candidatas. Eles também fizeram valer a festa da democracia.
Agradeço as lideranças partidárias que me apoiaram e comandaram esta jornada, meus assessores, minhas equipes de trabalho e todos os que dedicaram meses inteiros a esse árduo trabalho.
Agradeço a imprensa brasileira e estrangeira que aqui atua e cada um de seus profissionais pela cobertura do processo eleitoral.
Não nego a vocês que, por vezes, algumas das coisas difundidas me deixaram triste. Mas quem, como eu, lutou pela democracia e pelo direito de livre opinião arriscando a vida; quem, como eu e tantos outros que não estão mais entre nós, dedicamos toda nossa juventude ao direito de expressão, nós somos naturalmente amantes da liberdade. Por isso, não carregarei nenhum ressentimento.
Disse e repito que prefiro o barulho da imprensa livre ao silencio das ditaduras. As criticas do jornalismo livre ajudam ao pais e são essenciais aos governos democráticos, apontando erros e trazendo o necessário contraditório.
Agradeço muito especialmente ao presidente Lula. Ter a honra de seu apoio, ter o privilégio de sua convivência, ter aprendido com sua imensa sabedoria, são coisas que se guarda para a vida toda. Conviver durante todos estes anos com ele me deu a exata dimensão do governante justo e do líder apaixonado por seu pais e por sua gente. A alegria que sinto pela minha vitória se mistura com a emoção da sua despedida.
Sei que um líder como Lula nunca estará longe de seu povo e de cada um de nós.
Baterei muito a sua porta e, tenho certeza, que a encontrarei sempre aberta.
Sei que a distância de um cargo nada significa para um homem de tamanha grandeza e generosidade. A tarefa de sucedê-lo é difícil e desafiadora. Mas saberei honrar seu legado.
Saberei consolidar e avançar sua obra.
Aprendi com ele que quando se governa pensando no interesse público e nos mais necessitados uma imensa força brota do nosso povo.
Uma força que leva o país para frente e ajuda a vencer os maiores desafios.
Passada a eleição agora é hora de trabalho. Passado o debate de projetos agora é hora de união.
União pela educação, união pelo desenvolvimento, união pelo país. Junto comigo foram eleitos novos governadores, deputados, senadores. Ao parabenizá-los, convido a todos, independente de cor partidária, para uma ação determinada pelo futuro de nosso país.
Sempre com a convicção de que a Nação Brasileira será exatamente do tamanho daquilo que, juntos, fizermos por ela.

Nós somos o Blog da Militância e quanto mais apanhou mais cresceu e chegou a este grande dia, DILMA PRESIDENTA DO BRASIL!

Leonardo Boff: Os desafios para a presidente Dilma

Celebramos alegremente a vitória de Dilma Rousseff. E não deixamos de folgar também pela derrota de José Serra que não mereceu ganhar esta eleição dado o nivel indecente de sua campanha, embora os excessos tenham ocorrido nos dois lados. Os bispos conservadores que, à revelia da CNBB, se colocaram fora do jogo democrático e que manipularam a questão da descriminalização do aborto, mobilizando até o Papa em Roma, bem como os pastores evangélicos raivosamente partidizados, sairam desmoralizados.
Post festum, cabe uma reflexão distanciada do que poderá ser o governo de Dilma Rousseff. Esposamos a tese daqueles analistas que viram no governo Lula uma transição de paradigma: de um Estado privatizante, inspirado nos dogmas neoliberais para um Estado republicano que colocou o social em seu centro para atender as demandas da população mais destituída. Toda transição possui um lado de continuidade e outro de ruptura. A continuidade foi a manutenção do projeto macroeconômico para fornecer a base para a estabilidade política e exorcizar os fantasmas do sistema. E a ruptura foi a inauguração de substantivas políticas sociais destinadas à integração de milhões de brasileiros pobres, bem representadas pela Bolsa Familia entre outras.
Não se pode negar que, em parte, esta transição ocorreu pois, efetivamente, Lula incluiu socialmente uma França inteira dentro de uma situação de decência. Mas desde o começo, analistas apontavam a inadequação entre projeto econômico e o projeto social. Enquanto aquele recebe do Estado alguns bilhões de reais por ano, em forma de juros, este, o social, tem que se contentar com bem menos.
Não obtante esta disparidade, o fosso entre ricos e pobres diminuiu o que granjeou para Lula extraordinária aceitação.
Agora se coloca a questão: a Presidente aprofundará a transição, deslocando o acento em favor do social onde estão as maiorias ou manterá a equação que preserva o econômico, de viés monetarista, com as contradições denunciadas pelos movimentos sociais e pelo melhor da inteligentzia brasileira?
Estimo que, Dilma deu sinais de que vai se vergar para o lado do social-popular. Mas alguns problemas novos como aquecimento global devem ser impreterivelmente enfrentados. Vejo que a novel Presidente compreendeu a relevância da agenda ambiental, introduzida pela candidata Marina Silva. O PAC (Projeto de Aceleração do Crescimento) deve incorporar a nova consciência de que não seria responsável continuar as obras desconsiderando estes novos dados. E ainda no horizonte se anuncia nova crise econômica, pois os EUA resolveram exportar sua crise, desvalorizando o dólar e nos prejudicando sensivelmente.
Dilma Rousseff marcará seu governo com identidade própria se realizar mais fortemente a agenda que elegeu Lula: a ética e as reformas estruturais. A ética somente será resgatada se houver total transparência nas práticas políticas e não se repita a mercantilização das relações partidárias (“mensalão”).
As reformas estruturais é a dívida que o governo Lula nos deixou. Não teve condições, por falta de base parlamentar segura, de fazer nenhuma das reformas prometidas: a política, a fiscal e a agrária. Se quiser resgatar o perfil originário do PT, Dilma deverá implementar uma reforma política. Será dificil, devido os interesses corporativos dos partidos, em grande parte, vazios de ideologia e famintos de benefícios. A reforma fiscal deve estabelecer uma equidade mínima entre os contribuintes, pois até agora poupava os ricos e onerava pesadamente os assalariados. A reforma agrária não é satisfeita apenas com assentamentos. Deve ser integral e popular levando democracia para o campo e aliviando a favelização das cidades.
Estimo que o mais importante é o salto de consciência que a Presidente deve dar, caso tomar a sério as consequências funestas e até letais da situação mudada da Terra em crise sócio-ecológica. O Brasil será chave na adaptação e no mitigamento pelo fato de deter os principais fatores ecológicos que podem equilibrar o sistema-Terra. Ele poderá ser a primeira potência mundial nos trópicos, não imperial mas cordial e corresponsável pelo destino comum. Esse pacote de questões constitui um desafio da maior gravidade, que a novel Presidente irá enfrentar. Ela possui competência e coragem para estar à altura destes reptos. Que não lhe falte a iluminação e a força do Espírito Criador. Escrito por Leonardo Boff.

Veja divisão dos Estados em que Dilma e Serra venceram

Petista foi eleita presidente da República com mais de 55 milhões de votos
Do R7
Com mais de 55 milhões de votos, a petista Dilma Rousseff foi eleita neste (31) domingo a primeira presidente mulher do Brasil. Ela obteve 56,05% dos votos, contra 43,95% do tucano José Serra.
Na divisão por Estados, a ex-ministra da Casa Civil foi mais votada em 15 deles, com destaque para alguns dos maiores colégios do país, como Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro, mais o Distrito Federal.
Serra, por sua vez, foi o vencedor em 11 Estados, entre eles São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.

Apoio do Congresso a Dilma depende de negociação de cargos e verbas

Wanderley Preite Sobrinho, do R7
Dilma Rousseff saiu vitoriosa das urnas e chega à Presidência tendo à sua disposição ainda mais deputados e senadores aliados do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu em dois mandatos.
Para especialistas ouvidos pelo R7, no entanto, eleger maioria no Congresso não é suficiente para garantir a governabilidade porque, para isso, será preciso usar uma tática usada tanto por Lula quanto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: negociar com os partidos aliados a distribuição de cargos em ministérios e estatais.
Uma das principais vitórias de Lula em seu primeiro mandato (2003-2007) não foi nas urnas, mas na mesa de negociações. Ainda em 2003, o PMDB decidiu barrar até nomeações do governo para cargos no segundo e terceiro escalões. Lula não conseguiu emplacar nem o nome do ex-deputado Luiz Alfredo Salomão para uma diretoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo). O jeito foi atrair os então opositores.
À medida que o PMDB entrava no governo e ganhava postos de comando, seu apoio ao governo aumentava. Do primeiro para o segundo mandato, os peemedebistas saltaram de três para seis ministérios. No mesmo período, o apoio do partido aos projetos do governo pulou de 56,9% para 63,7%, de acordo com levantamento da consultoria política Arko Advice.
Para o cientista político da USP (Universidade de São Paulo) Brasílio Sallum Júnior “qualquer combinação eleitoral não significa coalizões para governar”.
- Eleito o governo, é preciso ver a montagem dos ministérios e secretarias. É isso que vai determinar se o governo tem ou não maioria do Congresso.
plenario-senado-tv
Crédito: Agência Senado
Além da distribuição de cargos, a cientista política da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) Maria do Socorro acha que a petista não terá problema para conseguir a adesão de outras legendas.
- Os partidos brasileiros estão caminhando para o centro. Eles estão cada vez mais parecidos ideologicamente, o que torna fácil atraí-los para o governo.
Para ela, a oposição minúscula (veja gráfico abaixo) terá de ser criativa para fazer frente ao governo:
- A oposição pode protelar, adiar pauta e atrapalhar o processo. Mas uma alternativa é buscar apoio na sociedade civil.
Mesmo distribuindo cargos e atraindo partidos rivais para o guarda-chuva do governo, nem sempre é fácil vencer as batalhas no Senado e na Câmara. Em 2007, por exemplo, Lula sofreu sua maior derrota ao não conseguir prorrogar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que tirou do governo uma arrecadação anual de cerca de R$ 40 bilhões.
Lula também reclama da reforma tributária, enviada ao Congresso nos primeiros meses de seu primeiro mandato e que até agora não foi votada. Em agosto último, o presidente voltou a tocar no assunto.
- Por que [a reforma tributária] não foi aprovada? Porque a verdade é que, tanto quanto a reforma política que todo mundo fala que é necessária, as pessoas não querem. Porque cada um quer a sua reforma. E ela não acontece.

O dia em que o preconceito tomou conta do Twitter

 
Preconceito e discriminação dois males que infectam o país
 
Ontem, dia do resultado das eleições presidenciais, que deveria ser um dia de festa da democracia, ficou marcado como um dia em que o preconceito e o ódio tomou conta do Twitter, tão popular que é no Brasil. Um dia em que os Nordestinos foram tratados de forma altamente discriminatória. Um dia para não ser esquecido.
No Brasil, é muito comum se escandalizar com preconceito contra negros e gays. Casos assim ocupam páginas de jornais, provocam discussão e tem o tratamento que merecem ter.
Mas, infelizmente, ainda existe o preconceito com relação à região de procedência, que é algo ainda pouco levado a sério e divulgado pela imprensa. E é algo que me assusta pela proporção com que tem crescido. Como diz a brasileira a seguir:
Eu sou Nordestina, de Fortaleza, Ceará. Nascida e criada aqui, com todos os sotaques e trejeitos característicos da região. Falo “oxente” e “vixe”, porque cresci com estas palavras fazendo parte do meu vocabulário. E tenho um baita orgulho de ser cearense. Por nada sairia daqui, porque aqui é o lugar que eu amo e onde me sinto feliz, com seus defeitos e virtudes. Por isso, me senti muito ofendida e triste com as mensagens que vi ontem no Twitter.
Para quem não acompanhou, tivemos um espetáculo digno de Goebbels. Vergonhoso, repugnante, capaz de fazer qualquer nordestino se sentir mal. Ver pessoas incitando a discriminação, pessoas com estudo e conhecimento incompatível com suas palavras, me provocou uma profunda tristeza.
Vejam vocês a que nível chegamos:
 
A opinião da ignorante que prega extermínio de irmãos:



A mensagem de um desumano e sem noção de país:


São dois casos, mas outros acompanharam esse caminho, que tristeza em um dia em que a democracia prevaleceu constatar que ainda temos pessoas na população que agem e pensam dessa maneira tão ignorante e fora da atualidade, e pior ainda jovens manifestantes que poderiam representar o futuro da nação.

O Brasil da presidenta Dilma

 
Delúbio Soares.

O Brasil de 2011 será um país quase que o avesso daquele que Lula recebeu em 2003. FHC entregou ao seu sucessor um país que havia quebrado por três vezes, ido à bancarrota e ao humilhante socorro do FMI, com seu tecido social esgarçado e a credibilidade corroída diante das demais Nações. A auto-estima dos brasileiros simplesmente havia atingido ao seu nível mais baixo, ao rés do chão, bombardeado pelo fracasso das administrações tucanas e pelo mais vergonhoso processo de privatizações jamais visto em todo a história. Éramos, naquele já longínquo e nada saudoso ano de 2003, uma caricatura mal feita de país, um arremedo de Nação, um sombra do que poderíamos ter sido e não fomos.
Dilma Rousseff receberá do Estadista Luiz Inácio Lula da Silva uma Nação ganhadora, vitoriosa, cheia de confiança e que aposta em seu próprio futuro. Dilma será a herdeira da mais virtuosa época de nossa economia, de um país que resolveu assumir o seu papel no cenário internacional e não quer dar nem um passo atrás, distanciando-se do passado recente de fracasso, e se aproximando de um futuro para lá de promissor.
Em 2003 nossas universidades estavam desmoralizadas, desmotivadas, órfãs de recursos públicos e sem condições de fornecer um ensino qualificado e à altura das necessidades de nossa juventude. Nenhuma nova universidade foi construída em quase uma década. Essa foi a herança maldita de FHC para Lula.
Hoje temos o dobro de alunos matriculados em nossas instituições de ensino superior e o Pro-Uni abriu os campus universitários e o futuro para milhares de filhos do povo que serão doutores e se constituirão na verdadeira elite pensante do novo Brasil e na argamassa de um país mais humano, generoso e solidário. O Brasil ganhou 14 novas universidades, modernas, bem construídas, com material e pessoal capacitado. Essa é a herança de Lula para Dilma.
Dilma terá a missão de ampliar e construir centenas de escolas técnicas, dentro dos padrões mais avançados de ensino, para que se forme e garantize a mão-de-obra especializada para as indústrias que florescem, para o atendimento do pré-sal, para dar vazão aos milhares de jovens que todos os dias se lançam ao mercado em busca de oportunidades e de construir os seus futuros. Lula recebeu pouco mais de 100 escolas técnicas em funcionamento, construiu mais 214 e Dilma vai implantar uma escola técnica em cada cidade com mais de 50 mil habitantes ou cidades-pólo.
No governo de Dilma as UPAS será a nova face da saúde, com uma visão revolucionária de atendimento médico, humanizado e com lastro nos avanços da medicina, que possa atender as comunidades e resolver as questões emergenciais nas próprias comunidades. A saúde será – como no governo Lula já tem sido – uma preocupação real, verdadeira, e não uma bandeira eleitoral como os tucanos, que falharam na gestão da saúde de forma sobejamente conhecida, a transformaram…
A erradicação da miséria continuará sendo uma prioridade da companheira Dilma, já sendo a preocupação central de um governo que tirou 30 milhões de brasileiros da indigência, da pobreza, da fome, e os incluiu na classe média, dando-lhes cidadania, salário, moradia e horizontes de vida. Nos anos infames de FHC e Serra, o povo era um dado estatístico. No governo de Lula e de Dilma, o povo é o agente central da história, a razão de ser de nossa luta, a grande preocupação de todas as ações do poder público. Essa é a diferença central entre os que pensam generosamente o Brasil e apóiam Lula e os que o levaram ao chão nos dois governos antinacionais e desumanos do PSDB.
Uma das grandes realizações de Lula será mantida, sem dúvida, pela presidenta Dilma: os ganhos salariais do trabalhador brasileiro. Hoje, segundo dados oficiais do IBGE, a renda mínima de um trabalhador brasileiro chega aos R$ 1.499,00. Isso tem garantido uma subsistência digna aos brasileiros, turbinando o mercado interno, impulsionando o país e melhorando as condições de vida de dezenas de milhões de famílias em todo o nosso vasto território. Hoje aqueles anos de FHC e Serra, com um achatamento salarial jamais visto em tempo algum, os aposentados sendo chamados de “vagabundos” pelo próprio presidente da República, os funcionários públicos civis e militares sendo tratados como inimigos e acumulando anos de perdas salariais imensas, são a imagem cinzenta do Brasil que não queremos jamais de volta!
O desemprego ficou marcado na vida das retinas tão fatigadas dos brasileiros. O desespero atingia os lares e os trabalhadores freqüentavam filas intermináveis em busca de poucas vagas existentes. Hoje o pleno emprego é uma realidade absoluta: Belo Horizonte, Porto Alegre e Rio de Janeiro, por exemplo, já são centros urbanos que não sabem mais o que é o desemprego. Essa é a herança de Lula para Dilma, essa é uma conquista de um governo que honrou a confiança depositada pelos brasileiros em seu maior presidente de todos os tempos.
Há muito trabalho a ser feito. A conclusão das ferrovias Norte-Sul, Leste-Oeste e TransNordestina. A exploração racional pela Petrobrás das riquezas do pré-sal, extraindo petróleo e gás, com os recursos destinados à erradicação da pobreza, à educação, à saúde e à cultura. A ampliação de nossa produção de grãos, com amplo apoio aos produtores e a busca incessante de safras cada vez maiores. A melhora de nossa malha viária, com a construção e conservação das rodovias e estradas vicinais. A ampliação, reforma e construção de aeroportos, portos e obras de infra-estrutura indispensáveis para uma economia ascendente e a realização da Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Lula deixará a casa em ordem para uma mulher invulgar e capaz.
Há muito a fazer e Lula teve a clarividência de apontar aos brasileiros uma companheira qualificada e capaz, gestora brilhante e mulher de fibra e de coragem pessoal. Dilma Roussef venceu a ditadura. Dilma Roussef venceu o câncer. Dilma Rousseff vencerá a mentira e a calúnia e será uma presidente tão bem-sucedida quanto Lula.
(*) Delúbio Soares é professor

“A ideia foi sua”, disse eleita a Lula ao ser felicitada pelo triunfo

MÔNICA BERGAMOCOLUNISTA DA FOLHADA ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA DE BRASÍLIA

Depois de segurar o choro em público, durante seu pronunciamento de vitória em um hotel em Brasília, a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) não se conteve ao se encontrar com o presidente Lula logo depois, na noite de domingo.
“Você inventou tudo isso. Você é o responsável. A ideia foi sua”, disse ela, abraçando o presidente e caindo no choro na frente de familiares de Lula e de alguns amigos como o jornalista Ricardo Kotscho, ex-assessor de imprensa do governo, e Roberto Kalil Filho, médico do presidente.
Lula perguntou baixinho: “Já caiu sua ficha?” “Ainda não”, respondeu Dilma, sorrindo. Era a segunda vez no dia que ela se emocionava.
A petista já havia embargado a voz e quase ido às lágrimas ao agradecer a Lula durante seu primeiro pronunciamento como presidente eleita.
Segundo o próprio presidente, ele preferiu não ir à comemoração pública para não ofuscar sua escolhida (“É o dia dela”, disse Lula).
As cenas, no Palácio da Alvorada, foram registradas por um cinegrafista e, posteriormente, divulgadas pelo governo.
Fora do Alvorada, petistas do segundo escalão da campanha celebraram a vitória em diversos bares e restaurantes da cidade. Além de bandeiras do PT e camisetas, as festas incluíram anteninhas com bolinhas de papel -lembrando o episódio da agressão a José Serra.
Em meio à comemoração, Dilma disse que pretende descansar alguns dias nessa semana e depois acompanhar o presidente Lula em viagem à África e ao G20.
A confirmação de sua escolha para presidir o Brasil chegou às 19h32, com um telefonema do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski. Só então ela aceitou receber os parabéns. Estava em casa, no Lago Sul, e, até ali, resistia às congratulações.
Estavam lá Fernando Pimentel, José Eduardo Cardozo, o governador Jaques Wagner (BA), o marqueteiro João Santana e os coordenadores da campanha José Eduardo Dutra e Antonio Palocci, que choraram.
Mais cedo, Dilma comentou estar aliviada com o fim da campanha, cansativa.

Morte: fim ou recomeço da vida? Confira a visão das diferentes culturas sobre a passagem da vida para a morte.

Alguns filósofos acreditam que, sem a morte, a sociedade não teria evoluído em pensamento crítico e ciência.
Perder um ente querido, um amigo, ou até mesmo se acostumar com a ausência definitiva de pessoas com quem estamos acostumados a conviver não é fácil. E hoje é aquele dia do ano dedicado à memória dos que se foram. Uma forma de cultivar e eternizar as boas lembranças.

O Dia de Finados foi oficializado no século XIII, mas documentos históricos provam que, no século II, os cristãos já rezavam pelos falecidos. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar pelos mortos. Mas, foi no século XIII que a data foi oficializada no calendário cristão. Desde então, o dia 2 de novembro, um dia após a Festa de Todos os Santos, é considerado o Dia de Finados ou Dia dos Mortos.

Mas, afinal, o que seria a morte? Um recomeço? Uma passagem? O fim? As respostas para essas perguntas são complexas e podem variar segundo as diferentes culturas e religiões que permeiam nosso imaginário social. Por isso, o Nominuto.com pesquisou algumas curiosidades sobre a morte nas diferentes tradições e traz aqui o apanhado completo.

Tem gente que não gosta de falar sobre morte e evita o assunto. O medo do desconhecido é o principal motivo para essa fuga. Porém, a verdade é que a morte é considerada o motor da sociedade. Alguns filósofos acreditam que, sem a morte, a sociedade não teria evoluído em pensamento crítico e ciência.

De acordo com o pesquisador Antônio Roberto de Morais, desde o início da civilização, a morte é considerada um aspecto de fascina e, ao mesmo tempo, aterroriza a humanidade. “São exatamente nos supostos eventos que sucedem a morte que o homem busca inspiração e filosofias que justifiquem suas doutrinas religiosas”, explicou.

E nesse sentido, segundo o pesquisador, a morte não se refere apenas ao adeus. Ela trata do envelhecimento contínuo e da constante perda: de forças, saúde, beleza. “Nas principais civilizações da antiguidade, a morte era encarada de diferentes maneiras. Maneiras essas que influenciaram os conceitos que temos hoje, através de heranças culturais que definem nossa visão da morte e da vida”, destacou Antônio.

Confira a visão da morte nas diferentes religiões:

Cristianismo
A morte é um rito de passagem para uma dimensão atemporal, superior, quando o homem será ressuscitado por Deus para ter vida eterna.

Budismo
A morte é renascimento. Se a pessoa praticou boas ações e tem mérito, pode escolher a nova missão na Terra. Do contrário, pode renascer como animal.

Islamismo
As almas esperam pelo Juízo Final, quando Deus ressuscitará os corpos para a recompensa ou o castigo eternos.

Espiritismo
A desencarnação serve como libertação para o espírito seguir a evolução rumo à plenitude, por meio da reencarnação. Ele retorna à Terra sucessivamente em diferentes corpos.

Judaísmo

Para os ortodoxos, o Messias ressuscitará os mortos. Eles não aceitam a figura de Jesus Cristo e ainda esperam o filho de Deus, libertador.O Minuto.

Relembre os principais momentos da campanha de Dilma

Fonte: UOL

Brasil elege Dilma para ser “a mulher mais poderosa do mundo”


A foto acima não ilustrou a reportagem do jornal britânico Independent, que reproduzo abaixo, publicado antes do primeiro turno e traduzido pela Katarina Peixoto para a Carta Maior:
Hugh O’Shaughnessy – The Independent
A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.
Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.
Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.
A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.
Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.
Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.
Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.
Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.
A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.
Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.
Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.
Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.
Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.
A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.
Tradução: Katarina Peixoto. Viomundo.

Blog Marcos Imperial, Um brinde à nossa vitória, do povo brasileiro! Foi um prazer trabalhar com vocês, companheir@s blogueir@s

Companheir@s blogueir@s,
Boa tarde! (Droga, devia ter mandado este e-mail de manhã - para desejar um Bom Dilma, Presidenta da República. Hehehe!).
Tudo bom com vocês?

Vou usar para este e-mail o texto que publicamos na #dilmanarede ontem à noite:

Venceu o povo! Venceu o Brasil! Vencemos todos nós, que garantimos nas urnas o sonho de um País melhor, justo, igualitário e soberano. Venceram também os que votaram em nosso adversário, ao exercer a cidadania e preservar o fundamental direito à liberdade de escolha.


Agora, com Dilma, vamos levar adiante o grande projeto de mudanças e desenvolvimento liderado pelo presidente Lula. Vamos seguir construindo de mãos dadas e cabeça erguida este novo Brasil da igualdade, do respeito e, principalmente, da oportunidade para todos. Parabéns presidenta Dilma! Nós estamos muitos orgulhosos de viver este momento nobre ao seu lado, ao lado do povo, ao lado do bem. Parabéns Brasil, o amor venceu o ódio!


Venho agradecer imensamente - de coração - em nome de toda a equipe de Redes Sociais e Internet pela colaboração e companheirismo de cada um de vocês. Não teríamos chegado até aqui, com tantas vitórias e sucesso, sem a ajuda desta que é uma blogosfera única. Somos responsáveis por um novo marco na história do País, por conta da atuação de vocês a comunicação já não era a mesma antes das eleições. Agora, então...


Foi de um prazer imenso fazer o intermédio entre vocês e a campanha. Espero ter atendido a todas as demandas e expectativas; e peço desculpas por qualquer inconveniente. Nosso trabalho não acaba aqui. Continuemos juntos, unidos, em nome dos princípios e ideias que defendemos. Continuemos atuando dentro e fora da rede, vamos em frente!

Meu e-mail pessoal é paulorcastro@gmail.com. A quem interessar, fique a vontade para entrar em contato e assim mantermos essa ligação.


Um grande abraço,

Paulo Castro.

Temer vai liderar equipe de transição

Arquivo ABr


Brasília – A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), encaminhou hoje (2) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a relação de cerca de 30 pessoas que deverão integrar a equipe de transição. Não foram divulgados os nomes.

 




Conforme a lei, a equipe de transição será nomeada pelo presidente e publicada no Diário Oficial da União. O início dos trabalhos está previsto para a próxima segunda-feira (8).
A equipe será subordinada à coordenação política da transição, liderada pelo vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB), e também formada pelo ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci; pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra; e pelo secretário-geral do partido, José Eduardo Cardozo. Todos estão reunidos em Brasília, à exceção de Michel Temer.

Dilma Rousseff viaja amanhã (3) para Porto Alegre, onde vai descansar, e deverá voltar a Brasília no próximo fim de semana. Redtv.

Avaliações mostram melhora no estado de saúde de Alencar


Agência Brasil
São Paulo – As últimas avaliações médicas do vice-presidente da República, José Alencar, mostram uma melhora em seu estado de saúde. Segundo o chefe de gabinete da Vice-Presidência, Adriano Silva, os médicos que acompanham Alencar estão satisfeitos com o resultado das sessões de quimioterapia a que ele vem se submetendo desde o último dia 25.

“Os médicos fizeram algumas avaliações hoje (2) e estão bem satisfeitos. Os resultados são favoráveis”, afirmou Silva. “O presidente está animado, tem lido jornais e recebido ligações.”

Alencar, de 79 anos, está internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Ele voltou ao hospital para tratar de uma suboclusão intestinal, que é um entupimento parcial do intestino.

Apesar da melhora, Silva afirmou que não há previsão de alta. Alencar, entretanto, já afirmou que tem vontade de deixar o hospital e que quer participar da cerimônia de posse da presidente eleita, Dilma Rousseff.

“Ele disse que quer estar em condições de descer a rampa do Palácio do Planalto junto com o presidente Lula, da mesma forma como subiu em 2002”, afirmou Silva. REDtv.

Primeira mulher presidente abre caminho para ampliar “onda feminina” na política

Escolhida por Lula, petista sai vitoriosa das urnas com mais de 56% dos votos
Dilma vence e é eleita a primeira mulher presidente do Brasil com 55 milhões de votos
Marina Novaes, do R7.


 
Primeira mulher a ser eleita presidente da República, Dilma Rousseff (PT), 62, chega ao poder em 2011 com ao menos dois desafios pela frente: enfrentar a resistência e o preconceito por parte dos homens, e conquistar avanços pelos quais as brasileiras vêm lutando ao longo das últimas décadas. Escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo no Palácio do Planalto, a petista obteve mais de 56% dos votos no segundo turno, derrotando o adversário José Serra (PSDB), que conquistou mais de 43%.
Segundo pesquisadoras do movimento feminista ouvidas pelo R7, a vitória da petista consagra a “onda feminina” da América Latina, que, na última década, assistiu às vitórias de Michelle Bachelet (Chile), Cristina Kirchner (Argentina) e Laura Chinchilla (Costa Rica), embora chegue com certo atraso em relação aos vizinhos. No entanto, a conquista, segundo elas, não põe fim à desigualdade de oportunidades no cenário político brasileiro.

De acordo com Mary Ferreira, militante e pesquisadora da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), uma das expectativas do movimento é que a presença de Dilma no Palácio do Planalto ajude na reforma da lei de “cotas” de candidaturas femininas, considerada “inútil” e ineficiente.
- A Dilma chega à Presidência em um momento em que há um movimento de mulheres que se rearticulou e que vai fazer pressão para que as políticas avancem. Porque é inadmissível um país como o Brasil ter uma representação tão insignificante [de mulheres] no Legislativo e no Executivo.
Para se ter uma ideia, das 513 cadeiras disponíveis na Câmara Federal, apenas 43 serão ocupadas por mulheres, contra 47 em 2006. Já no Senado, a bancada feminina terá apenas 12 representantes a partir de 2011, de um total de 81 senadores.
Em seu discurso de vitória, na noite deste domingo (31), a presidente eleita se comprometeu a lutar pela “igualdade de oportunidades para homens e mulheres”, e lembrou que o resultado das urnas consagra um momento histórico da democracia brasileira.
- Este fato, para além de minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso país: pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro, portanto aqui, meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras, para que este fato, até hoje inédito, se transforme num evento natural.
Na avaliação da pesquisadora Ana Alice Alcantara Costa, cientista política do Neim (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher), da UFBA (Universidade Federal da Bahia), a lei de “cotas” não consegue superar o machismo que domina o meio político, e é atrasada se comparada à legislação de países como Chile, Argentina e Costa Rica.
- Eu não diria que existe uma resistência das mulheres à política, mas há falta de oportunidades. Mesmo na campanha da Dilma isso ficou muito claro. Esse conservadorismo que a gente sentiu, com toda a polêmica em torno do aborto, por exemplo, mostra que as mulheres ainda hoje sofrem um boicote velado dentro dos partidos políticos. [...] Qualquer mulher que milite em um partido sabe as dificuldades que vai enfrentar.
A especialista da UFBA destaca ainda que, embora Dilma tenha vencido e a candidata Marina Silva (PV) tenha ficado em terceiro lugar com 19,6% dos votos, a coordenação da campanha de ambas era majoritariamente masculina. Segundo Ana Alice, as propostas voltadas às mulheres evidenciaram a liderança dos homens nas campanhas.
- Não houve nenhuma preocupação específica para as mulheres. E, quando havia, a proposta era voltada para a mulher apenas enquanto ‘reprodutora’, se esquecendo de que hoje nós somos quase metade do mercado do trabalho.
Exigências e esperança
Mas a pressão das mulheres sobre Dilma não deve se limitar ao campo político. A presença de uma mulher na Presidência da República aumenta a expectativa pela geração de oportunidades no mercado de trabalho. De acordo com um estudo do Fórum Econômico Mundial, divulgado no último dia 12, o Brasil caiu da 81ª para a 85ª posição em uma lista com 134 nações que mede as diferenças de oportunidades entre os sexos em áreas como economia, educação, política e saúde.
Outra exigência é em relação à ampliação de políticas de proteção das mulheres vítimas de violência doméstica, um dos maiores dramas vividos pelas brasileiras, como destaca Mary Ferreira.
- A nossa expectativa é que ela consiga dar continuidade ao plano de políticas de igualdade para as mulheres, com a ampliação de delegacias de atendimento às mulheres e com o fortalecimento de um Judiciário preocupado com isso. Além disso, o respeito às mulheres deve ser algo ensinado nas escolas.
Apesar da pressão sobre a futura presidente, as especialistas admitem que Dilma não conseguirá resolver todos os problemas das brasileiras. Elas, contudo, destacam a importância da vitória da petista para o aumento da autoestima das mulheres, conforme explica Ana Alice.
- A presença de uma mulher na Presidência muda toda simbologia do poder. Faz com que a minha neta, por exemplo, passe a enxergar no horizonte a possibilidade de que ela pode ser uma presidente um dia.
Neste sentido, aumenta ainda mais a pressão para que Dilma faça um bom governo. Já que a avaliação de sua gestão será usada como exemplo do “trabalho feminino” no país até que a próxima mulher retorne à Presidência.

Em sua 1ª entrevista após ser eleita, Dilma afirma que vai “cuidar do povo brasileiro” Sucessora disse que posse será momento de emoção por ser “despedida de Lula”

Do R7
Em sua primeira entrevista após ser eleita presidente, Dilma Rousseff (PT) afirmou que “vai cuidar do povo brasileiro”. Em entrevista às jornalistas Ana Paula Padrão e Adriana Araújo, Dilma concedeu entrevista exclusiva ao Jornal da Record na noite desta segunda-feira (1º), um dia após ser eleita com 56,05% dos votos válidos.

- [Ser presidente] é uma oportunidade para cuidar do povo brasileiro.

A TV Record sai na frente e é a primeira emissora a entrevistar a presidente eleita do Brasil. Dilma se dispôs a falar primeiro com a Record, em um hotel de Brasília.

A petista afirmou que, após ser escolhida para suceder o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “chorou para os dois lados”.

- Eu chorei, a gente chora às vezes para dentro e um pouco para fora. Eu chorei para os dois lados.

Assista à entrevista completa:

A presidente eleita disse que, quando assumir o cargo, vai ficar contente, mas que, ao mesmo tempo, vai ficar triste por ser a despedida de Lula.

- Vou ficar muito alegre por estar assumindo a Presidência e, ao mesmo tempo triste, por ser a despedida do Lula, com quem eu tive um desafio imenso e muitas realizações. Várias conquistas e várias realizações nós conseguimos juntos. Para mim vai ser um momento de muita emoção.

Dilma afirmou que, durante esta segunda-feira, falou com vários chefes de Estado que ligaram para cumprimentá-la pela vitória. A presidente eleita disse que conversou com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama; da França, Nicolas Sarkozy; do México, Felipe Calderón; do Chile, Sebastián Piñera e de El Salvador, Maurício Funes.



Em relação à política econômica de seu governo, Dilma afirmou que vai manter os princípios da administração do presidente Lula.

- Eu te garanto o seguinte, uma coisa é certa, manterei todos os princípios que regeram o nosso governo. Nos não brincaremos com a inflação.

Dilma descartou qualquer controle da imprensa, mas disse que tem o direito de se defender quando é atingida.

- Sempre brinco que controle remoto é o melhor que pode ter por parte da população em relação à mídia. Ele decide ao que vai assistir, o que vai ler. Eu prefiro as vozes críticas, vivi a ditadura e sei do que se trata.

A petista explicou a frase “sim, nós podemos” que disse no primeiro discurso após a vitória. Ela lembrou que estava no aeroporto e uma menina de uns 9 ou 10 anos quis saber se uma mulher pode chegar à Presidência da República.

- Eu respondi: ‘sim, a mulher pode’.

Lembrando que sonhava em ser bailarina quando criança, ela admitiu que a sua conquista estimula os “sonhos” de outras crianças.

Dilma reafirmou seu compromisso com a erradicação da miséria no país. Ela lembrou que, de acordo com os números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há ainda no Brasil 21 milhões de pessoas pobres.

- Não seremos nem um país nem uma sociedade desenvolvida enquanto houver miséria. Eu acredito que esse é um processo que temos de iniciar e colocar na pauta da sociedade.

A presidente eleita disse ainda que seu governo terá metas para prover melhorias nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

- Um dos primeiros atos que eu terei será fazer uma conclamação aos governadores sobre saúde pública e segurança pública.

Questionada sobre o papel que o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) poderia desempenhar no governo, Dilma evitou falar da composição de sua futura equipe.

- Eu ainda não tratei disso. Mas, quando eu tratar, vocês serão as primeiras a saber.

Jovem da Zona Norte destaca-se no Soletrando

Filho de mãe que não sabe ler nem escrever, aluno de escola pública vai representar o RN no programa da Rede Globo
Erta Souza // ertasouza.rn@dabr.com.br


Estudando uma média de cinco horas por dia, o adolescente Gabriel Cledson da Silva, 13 anos, aluno do 7° ano do Ensino Fundamental, conseguiu vencer a fase estadual do Soletrando 2010, concurso organizado pelo programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo. A final da etapa do Rio Grande do Norte foi realizada na última quarta-feira, no Sesi, localizado no bairro de Lagoa Nova, em Natal. Gabriel foi o vencedor entre os 34 estudantes do RN que chegaram a etapa estadual e em março de 2011 viaja ao Rio de Janeiro para disputar a semifinal no palco do programa com os outros 26 concorrentes do país.

Gabriel Cledson da Silva, de 13 anos, e a mãe Maria das Graças, sua principal incentivadora Foto: Carlos Santos/DN/D.A Press
O resultado foi recebido com alegria pela mãe do adolescente, Maria das Graças da Silva, que é analfabeta e foi a única pessoa a acompanhá-lo na disputa. Apesar da felicidade com a classificação, a mãe conta que Gabriel ter vencido a competição não foi uma surpresa, pois é um aluno exemplar. "Fiquei muito contente por ele ter vencido porque ele é muito estudioso e dedicado. Tinha certezaque algo de bom estava reservado em sua vida", disse.

Tímido, Gabriel sorria discretamente enquanto ouvia atentamente às declarações da mãe sentado no sofá em que passa boa parte do tempo estudando. Ele contou que como sempre gostou de aprender novas palavras no dicionário sua professora de português da Escola Estadual Padre José Maria Bienzinger, no bairro Jardim Lola, município de São Gonçalo do Amarante, o incentivou a participar do programa. "Desde o ano passado me preparo estudando todos os dias, mas agora estou bem mais focado porque quero representar bem o RN na semifinal", garante o adolescente, que sonha em ser médico especialista em cirurgia geral.

A vida de Gabriel e da mãe não tem sido fácil. Há três anos os dois se mudaram do município de Nova Floresta (PB) para tentar uma vida melhor no RN. Moraram inicialmente em Ceará-Mirim, mas atualmente residem em uma pequena casa no bairro Igapó, Zona Norte de Natal. A mãe, que trabalha como cantora, conta que por noite recebe uma média de R$ 30 e sobrevive com uma renda mensal de R$ 300. Desse total R$ 180 são destinados ao pagamento do aluguel e os R$ 120 que restam são para pagar contas, comprar alimentação e ainda os livros que Gabriel pede. "Muitas vezes deixo de comprar carne para juntar dinheiro e poder comprar um livro para meu filho. Isso me realiza", destacou a mãe.

Aluno exemplar, Gabriel sonha em ganhar o que qualquer adolescente na idade dele gostaria: um computador. A diferença é que para a grande maioria dos jovens o computador é utilizado para diversão, mas para Gabriel é sinônimo de "melhor preparação" para a semifinal e quem sabe representar o RN na final. Diario de Natal.

Dilma tem mais preparo e sinceridade. É o que diz o eleitor (mas não o PiG)

Na festa da 
Dilma na Av. Paulista, 
homenagem ao 
melhor amigo do Papa


A coluna “Rosa dos Ventos” do sempre agudo Mauricio Dias, na Carta Capital que chegou hoje às bancas, mostra  gráficos de autoria de João Francisco Moura, diretor da Vox Populi.

Eles revelam que, ao longo da campanha do segundo turno, Dilma desmontou, um por um, os estereótipos que o PiG (*) e o Serra (foram e são a mesma coisa) tentaram lhe impingir.

No fim da eleição, o eleitor considerou Dilma “mais preparada”: 46% a 41%.

Com mais capacidade de comandar e liderar: 46% a 41%.

E o que é muito importante, depois de todas as empulhações, como o aborto e a bolinha de papel: a questão da sinceridade.

Dilma foi para a eleição com uma boa vantagem sobre o Serra neste capitulo da sinceridade: 48% a 36%.

Quer dizer, o jenio é um blefe.

Diz o Valor de hoje que ele acreditava piamente na vitória.

Porque acreditava piamente em que ia destroçar a Dilma nos debates.

Não se sabe por que cargas d’água o Serra se acha imbatível nos debates.

Em 2002 também foi assim.

Ele quis porque quis empurrar o Lula para os debates.

O Lula foi de bom grado.

E o Serra destroçou o Lula por 39 a 61%.

Ele é um jenio.

Agora, ele tinha certeza de que ia humilhar a Dilma nos debates.

Foi o que aconteceu, de fato: ele esmagou de 44 a 56%.

Deve haver alguma coisa de psicopatologia nisso.

Paulo Henrique Amorim
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista. Conversa Afiada.

Os vexames da campanha: o aborto do Zé Baixaria e o “perito” Molina

O “perito” Molina examinará urnas para provar que o Serra ganhou
O Conversa Afiada republica post do Blog Amigos do Presidente Lula:

Os maiores vexames da eleição


No topo do ranking: um candidato que entrou na campanha como José Serra, e saiu dela como Zé Baixaria.

Depois vem os vexames, não necessariamente na ordem:

A campanha subterrânea de calúnias por email e telemarketing da campanha de Serra.

A TV Globo, como sempre, manipulou o tempo todo no Jornal Nacional. No dia dos candidatos escondia o melhor de Dilma, os comícios, o povo, e chegava e colocar cenas inócuas dela chegando em aeroportos e saindo de hotel, em detrimento dos atos de campanha. O ponto “alto”, que entrou para a história, ao lado de episódios como a Proconsult, foi a contratação da perícia do “especialista” Ricardo Molina sobre a bolinha de papel.

O William Bonner sendo cutucado pela Fátima Bernardes, para não ser tão grosseiro ao entrevistar Dilma.

A Folha com a ficha falsa e diversas manchetes falsas fabricadas para aparecer no horário eleitoral na TV de José Serra.

Os setores das Igrejas que tentaram transformar seu rebanho em curral eleitoral, em vez de pregar o voto consciente.

Vexame maior para a bispo de Guarulhos que não entendeu ou não quis entender, que opinião qualquer clérigo pode ter, mas o que ele estava fazendo era financiando campanha eleitoral com dinheiro da arquidiocese, o que acaba sendo uma forma de campanha paralela, proibida pela lei eleitoral, e cujo enquadramento legal é de caixa-dois.

Destaque para a atuação da vice-procuradora-geral-eleitoral Drª Sandra Cureau. Ela teve sua opinião formada pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista). Assimilou os viés oposicionista, foi na onda, e causou desequilíbrio, sucumbindo a pressão da opinião publicada e dos serristas, em vez de manter um olhar equidistante em suas avaliações subliminares, com olhos do brasileiro comum, do povo. Conversa Afiada.

Dilma fura a Globo e diz: troque de cana


Na conversa com Obama ela deve ter tratado da moeda da China.

Dilma deu a primeira entrevista ao vivo, como presidente, à TV Record.

O jornal nacional teve que engolir: foi a segunda.

Na hora de falar sobre a liberdade de imprensa, voltou a repetir: prefere a crítica ao silencio da ditadura.

E recomendou: se você não estiver satisfeito, use o controle remoto.

O melhor controle sobre a imprensa é o controle remoto !, ela disse.

(Como se sabe, o Doutor Roberto Marinho lutou febrilmente para atrasar a introdução do controle remoto  no Brasil …)

Dilma falou sobre a política econômica.

Será austera, com controle da inflação e do gasto público.

Não vai gastar o que não puder gastar.

A melhor política cambial é a do cambio flutuante.

E, nos fóruns internacionais, lutará para que não haja “desvalorização competitiva”.

Desvalorizar a moeda para se beneficiar comercialmente, como faz hoje a China (ela não falou na China).

Dilma contou que conversou hoje com o Presidente Obama, com quem deve ter tratado da desvalorização sistemática da moeda chinesa.

Ela enunciou as prioridades.

Tirar 21 milhões de brasileiros da pobreza.

Realizar um progresso significativo na Saúde e na Segurança.

Quando tomou posse, em 2002, o presidente Lula falou, primeiro, à Globo e co-ancorou o jornal nacional.

O jogo mudou.

Se o amigo navegante não estiver satisfeito, faça como ela recomendou: use o controle remoto.
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: as perguntas medíocres dos apresentadores do jornal nacional não permitiram que a presidente desse uma informação relevante além do que disse à Record.
Ou seja, foi perda de tempo usar o controle remoto e trocar a Record pela Globo.
Teria sido melhor começar logo a tomar um bom vinho tinto em homenagem à nova presidente.

Dilma não deixa Bonner chegar perto

Dilma e Michelle: alto lá !

Me liga o Tirésias, o profeta.

- Paulo Henrique, você viu o que a Dilma fez com o William Bonner ontem ?

- Respondeu muito bem às perguntas que ele fez. Perguntas medíocres, aliás.

- Sim, sobre isso não há duvida.

- E que mais ela fez ?, pergunto.

- Você viu que ele se levantou para cumprimentá-la, todo cavalheiro, não foi isso ?

- Sim, claro. Vi perfeitamente.

- O que mais que você viu, meu filho ?

- Ora, que ela se sentou e começou a entrevista.

- Não, meu filho. Teve o  mais importante.

- O que foi, Tirésias ?

- Ele fez um gesto que poderia levar a um beijo no rosto e ela esticou o braço para cumprimentá-lo.

- Foi mesmo ?

- Sim. Manteve o rapazinho a distância e não lhe deu intimidade.

- Foi mesmo. Você tem razão.

- E na despedida, a mesma coisa. Eu aqui, você lá.

- Ela é não é de brincadeira. Depois de tudo o que o casal 45 fez com ela …

- Sabe o que me lembrou ? Por outros motivos, é claro.

- O quê ?, pergunto.

- Quando a Michelle Obama estendeu a mão e não deixou o Berlusconi chegar perto dela.

- É verdade.

- Por outros motivos, é claro.

- É claro, Tirésias.

Pano rápido. Conversa Afiada.

Se arrependimento matasse...

Pudesse voltar no tempo, acho que o senador norte-rio-grandense José Agripino Maia apagaria o dia 7 de maio de 2008.

Foi nesta data que o líder do Democratas cometeu uma das maiores mancadas da sua vida política, quando tentou intimidar a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e recebeu uma resposta que entrou para a história.

Hoje eleita presidente da República, Dilma tem a sua trajetória de vida mostrada dia e noite em todas as redes de televisão do país e o tal vídeo sempre aparece para reiterar e ressaltar as suas qualidades.

Agripino, portanto, entrou para a história pela porta de trás.

Cliquem aqui e revejam o mico protagonizado pelo senador do Rio Grande do Norte. Brasília Urgente

"A imprensa tradicional foi fragorosamente derrotada nestas eleições"

No Observatório da Imprensa, a palavra sensata do jornalista Luciano Martins Costa sobre o papel que os coleguinhas da grande mídia nas eleições deste ano.
Aliás, o papelão.

Porque a imprensa, como bem escreve Luciano, foi uma das grandes derrotadas.

Leiam:
Os principais jornais do país anunciam a vitória da candidata petista Dilma Rousseff como a última obra do presidente Lula da Silva.

O Estado de S.Paulo é o mais explícito: "A vitória de Lula", diz a manchete. O Globo se arrisca em adivinhações: "Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014", diz o jornal carioca. A intenção é claramente minimizar o cacife político da presidente eleita. Já a Folha de S.Paulo destaca o fato de o Brasil ter escolhido a primeira mulher "e primeira ex-guerrilheira" para a Presidência da República.

Lendo as edições do domingo e de segunda-feira (1/11), alguém que estivesse desembarcando no Brasil depois de três meses de viagem nem chegaria a desconfiar que a imprensa havia sido, até a véspera, protagonista das mais ativas na campanha eleitoral.

Os jornais inauguram a semana pós-eleitoral com cara de jornais, não dos panfletos em que se transformaram nos últimos meses. Cada um conforme seus recursos, os diários tentam interpretar a vontade das urnas e adivinhar o que virá a ser o futuro governo. No entanto, alguns pontos em comum podem ser ressaltados.

A chamada grande imprensa procura afirmar que a oposição, apesar de derrotada na eleição principal, cresceu em número de eleitores, mesmo perdendo na maioria dos estados. A maioria feita pela candidata governista no Congresso Nacional seria equilibrada pela eleição de governadores oposicionistas nos estados mais populosos, segundo interpretam os jornais.

Como sempre, o viés ideológico direciona as escolhas da imprensa, que perdeu a disposição para arriscar opiniões fora da sua própria caixinha de convicções. Basta lembrar como foi a manada de adesões ao governo central nas duas eleições do presidente Lula da Silva para colocar em dúvida as afirmações dos jornais sobre a suposta solidez do bloco oposicionista.

Com o histórico do adesismo que marca a República desde a redemocratização, parece arriscado demais apostar em configurações de forças políticas com base no resultado quente das urnas. No caso, essas análises representam muito mais a manifestação dos desejos da imprensa, de não parecer assim tão derrotada pela realidade da votação, do que a expressão de uma visão realista do resultado eleitoral.

Os jornais citam o desgaste que foi produzido nas bases da oposição por conta de divergências entre o candidato derrotado José Serra e o senador eleito de Minas Gerais Aécio Neves, considerado por analistas do próprio PSDB como o grande trunfo desperdiçado pela campanha oposicionista.

Sobram indícios de que os dois personagens criaram um fosso intransponível entre si, e que daqui para frente a consolidação da carreira de Aécio Neves implica a diminuição do papel a ser exercido por Serra.

Some-se a isso o fato de que Serra também tem divergências com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, para se construir uma análise muito menos animadora sobre o seu futuro como líder da oposição. Além disso, ainda resta dentro do armário o esqueleto do suposto dossiê que teria sido montado no período da escolha do candidato do PSDB, e que teve como objetos de bisbilhotices pessoas ligadas a José Serra.

Serra perdeu em Minas Gerais e ninguém sabe quanto desses votos foram para a candidata oposicionista como vingança dos mineiros pela maneira como ele passou por cima das ambições políticas de Aécio Neves.

A imprensa também destaca que o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, anda fazendo planos para se descolar de seus padrinhos políticos e prepara o lançamento de um novo partido, montado com os restos da liderança do peemedebista Orestes Quércia no estado.

Assim, em poucas linhas, pode-se observar que os principais jornais do país, que tiveram praticamente todo o final de semana para preparar suas análises pós-eleitorais, perderam a oportunidade de surpreender o eleitor explorando as amplas possibilidades que se armam nas relações políticas com a vitória de uma candidata que nunca havia disputado uma eleição, cuja biografia tinha tudo para reduzir suas chances de vitória – dado o conhecido conservadorismo da imprensa e de grande parte do eleitorado – e que foi vítima de uma campanha sórdida e preconceituosa.

Não há como dissimular o papel da imprensa tradicional no jogo sujo que termina. Também fica difícil disfarçar o ressentimento da imprensa com o resultado das urnas. Não há análise, por mais que se pretenda distanciada, que esconda o fato de que a imprensa tradicional foi fragorosamente derrotada nestas eleições. Brasília Urgente

Transição só com petistas irrita o PMDB

Do jornal O Estado de S.Paulo, por João Domingos e Eugênia Lopes:

Mesmo com o vice na chapa, o PMDB foi alijado da primeira reunião da presidente eleita, Dilma Rousseff, realizada ontem de manhã e à tarde na casa da petista, no Lago Sul, um dos bairros nobres de Brasília, quando foram escolhidos os primeiros nomes da equipe de transição.

Essa equipe será comandada pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, e pelo ex-ministro Antonio Palocci. Só foram convidados para a reunião com a presidente eleita os petistas mais próximos e cada um recebeu a sua missão para a futura equipe de transição.

Entre os peemedebistas, notava-se um misto de decepção pela ausência de um representante do partido na reunião com a presidente eleita, e a certeza de que o partido será tratado assim mesmo, à distância, porque os lugares mais próximos a Dilma estão reservados aos petistas.

Mas ficou no ar também um recado, o de que o PMDB saberá dar o troco sempre que for necessário. "Eles não vão governar sozinhos, vão governar com todo mundo", disse o deputado Eduardo Cunha (PMDB-SP). Para acrescentar, a seguir: "Durante toda a campanha, ela (Dilma) só se reuniu com esses mais próximos, mesmo."

Para atenuar a crise, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, ligou ontem para o deputado Michel Temer (SP), presidente do PMDB e vice eleito na chapa de Dilma Rousseff, para convidá-lo a ter uma conversa, se possível hoje. Temer justificou que estava viajando para São Paulo e que eles poderão conversar sempre.

Já o ex-deputado Moreira Franco, que poderá ser convidado a ser ministro das Cidades ou presidente da Caixa Econômica Federal, e que foi o coordenador do programa de governo de Dilma por parte do PMDB, afirmou que, na sua opinião, não ocorreu nada grave. "O que aconteceu? Nada. Não tinha ninguém do PMDB, só isso. Que é que tem?" Moreira afirmou que a eleição terminou recentemente e que, por enquanto, os partidos ainda estão comemorando a vitória de Dilma Rousseff. "Amanhã (hoje) é feriado. Vamos esperar a quarta-feira para ver como é que vai ficar."

Nos bastidores, o PT trabalha com um cálculo a respeito do que cada partido da base aliada vai reivindicar no quinhão do governo de Dilma, como ministérios e cargos em estatais. O partido acha que o PMDB não vai se contentar com os cinco ministérios que tem hoje, embora Michel Temer costume insistir que, desta vez, o partido não vai lutar por cargos, mas por participação no governo, como a da indução da política industrial e de desenvolvimento.

O PMDB reivindica ainda o direito de ter um de seus integrantes na reunião das 9 horas com o presidente da República, porque é nela que são traçadas as principais políticas do governo.

Como o PMDB faz parte da chapa, os representantes do partido acham que têm esse direito, hoje entregue ao PT e a Franklin Martins, que não tem filiação partidária, mas é muito próximo do presidente Lula.

Na sexta-feira deverá ocorrer uma nova reunião da equipe de transição, sem a presença da presidente eleita, que pretende tirar um curto período de férias até domingo. O PMDB espera estar presente.

Da reunião de ontem participaram, além de Palocci e Dutra, José Eduardo Cardozo, secretário-geral do PT, Alessandro Teixeira, da Agência Brasileira de Promoção de Importações e Investimentos (Apex), cotado para ser ministro da Micro e Pequena Empresa, Giles Azevedo, que pode vir a ser o chefe de gabinete da presidente, Fernando Pimentel e Clara Ant, que foi secretária particular do presidente Lula e participou da
coordenação da campanha de Dilma.Brasília Urgente.
 

Cardozo confirma participação na equipe de transição de Dilma Secretário-geral do PT disse que pretende se reunir com todos os partidos aliados para definir as estratégias.


O secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, confirmou nesta terça-feira (2) que participará da equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff.

Ele disse que pretende se reunir com todos os partidos aliados para definir as estratégias, mas ressaltou que ainda não há data definida para o início das negociações.

Cardozo participa de uma reunião na casa de Dilma, junto com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Eles, juntamente com o vice-presidente eleito Michel Temer

A previsão é que Dilma Rousseff permaneça em casa durante toda a tarde. À noite, ela dá entrevista a algumas emissoras de televisão.
compõem a equipe de transição. O Minuto.

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