sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

SÓ RESTA A JUDICIALIZAÇÃO À DIREITA

Por Emir Sader é um dos principais sociólogos e cientistas políticos brasileiros.

O golpe foi resultado de uma monstruosa operação, que deu certo. Conseguiram convencer a opinião pública – manipulada por eles – de que o país estava numa situação econômica caótica como resultado dos governos do PT e da corrupção em que esse partido estava envolvido. Construíram uma maioria parlamentar para forjar as condições do impeachment e contaram com a conivência do Judiciário.

Em pouco tempo essa operação foi desarmada na opinião pública, mas a sobrevivência do governo golpista permite que a direita desmonte tudo o que houve de positivo nos governos do PT. Como efeito, o governo ficou reduzido a um apoio próximo do zero, contanto com a mídia, a maioria no Congresso e com a complacência do Judiciário para sobreviver.

Porém, a proximidade das eleições foi instalando o pânico na direita. Como manter o governo, com 90% da população rejeitando qualquer candidato identificado com o governo?

Veio a busca desesperada de nomes, dentro dos partidos tradicionais, e fora, conforme aqueles não decolam nas pesquisas ou mostram rapidamente teto, incapazes de disputar com Lula. Depois de nomes de fora da política tradicional, com o mesmo resultado inócuo.

Assim, a direita foi ficando reduzida, nas suas tentativas de derrotar o Lula, à judicialização da política. Isto é, à condenação jurídica, mesmo sem provas, que inviabilize a candidatura e tire do povo o direito de escolher, pelo voto democrático, quem deve dirigir o Brasil. Daí a concentração dos esforços da direita nos processos contra o Lula. Porque se convenceram de que, se é candidato, Lula ganha, inclusive no primeiro turno.

À direita brasileira resta então se chafurdar ainda mais na trama do golpe, em que a expropriação do direito soberano do povo de eleger o presidente do Brasil é um elemento chave, indispensável para dar continuidade ao programa neoliberal do governo golpista.

Mas uma coisa é quererem, outra é poderem tirar o Lula das eleições. Juízes, cujas arbitrariedades foram incentivadas pela mídia e toleradas pelo STF, acreditam que têm o poder de decidir quem pode e quem não pode candidatar-se nas eleições. Eles sabem que repousa neles a última cartada, a bala de prata da direita, para tentar impedir que Lula volte a ser o presidente do Brasil.

A isso fica reduzido um governo neoliberal, isolado porque se enfrenta aos interesses da maioria esmagadora da sociedade, porque não tem a legitimidade de um governo eleito. Depende então das manipulações jurídicas de alguns personagens obscuros, que se julgam com o poder de tirar do povo o direito de decidir os destinos do pais.

O direito, que deveria garantir o reino das leis, se torna instrumento de ruptura da democracia. A luta democrática se desenvolve contra a judicialização da política.

A oposição direita/esquerda nunca foi tão clara. A esquerda se apóia na mobilização popular, na luta de massas, no resgate da política, enquanto a direita joga tudo na judicialização, apoiada no monopólio privado da mídia e no governo mais corrupto da história do país.

Em poucos meses, 9 ou 10, o Brasil decidirá sobre o seu destino por muito tempo, talvez por toda a primeira metade do século XXI. Todos têm que dar o melhor de si, a capacidade de convencimento das pessoas, de transformação da indignação em ações concretas, em organização e em capacidade de formulação de propostas para o país.

2018 terminará com um país rendido ao poder dos bancos e dos golpistas, ou recuperado para a democracia plena, recuperando o direito como suporte da democracia.

Mineiro vota contra autorização para o governo ‘raspar o tacho’ da previdência estadual

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) votou contra o projeto que autoriza o Executivo a sacar o restante dos recursos do Fundo Previdenciário do Estado (Funfir). A Mensagem 182, uma das 18 matérias que compõem o pacote fiscal do governador Robinson Faria (PSD), foi aprovada pelo placar de 14 a 9, nesta quinta-feira (18), pelo Plenário da Assembleia Legislativa.
Mineiro havia apelado aos parlamentares para que a votação fosse adiada para próxima semana, até sair o resultado da ação cautelar apresentada pelo Ministério Público do Estado (MPE), com o objetivo de impedir o uso dos recursos do Funfir. Ele alertou para o risco de “desmoralização da Assembleia Legislativa”, caso o saque desse dinheiro venha a ser proibido pela Justiça.
“O que o governo quer, como venho dizendo, é raspar o tacho da Previdência do Estado. Todo dinheiro que estava disponível foi usado pelo governo passado e pelo atual. Eu alertei, lá no passado, que isso iria acontecer: gastou-se todo o dinheiro, mas o problema não foi resolvido. Pelo contrário, o rombo aumentou”, comentou.
Mineiro observou que, em dezembro de 2014, o déficit da previdência estadual era de cerca de R$ 200 milhões. Agora, passa de R$ 1,4 bilhão. Ele disse esperar que os deputados impedissem que o governo usurpasse novamente os recursos do funcionalismo público potiguar, mas o resultado final frustrou a expectativa dos servidores que acompanhavam a votação das galerias da Assembleia Legislativa.
O projeto do governo não especifica os valores envolvidos na operação, como ressaltou a ação cautelar do MPE. Mineiro disse que existem 12 aplicações financeiras a vencer do Funfir no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal, mas nem mesmo o governo sabe o montante atualizado desses recursos.
Mineiro destacou que apresentou ofícios ao Banco do Brasil e ao IPERN cobrando informações sobre os impactos financeiros da medida e ao TCE, denunciando a tentativa de saque do Funfir.
O deputado reiterou que o projeto aprovado pela maioria dos parlamentares “penaliza o futuro dos servidores públicos, que são os verdadeiros donos desses recursos”. Ele completou reafirmando que a culpa do déficit da previdência não é do funcionalismo público.
Fundase e Potigás
Além do projeto do Fundo Previdenciário, os deputados aprovaram a Mensagem 179, que trata da reestruturação da Fundação de Atendimento Socioeducativo do RN (Fundase), a antiga Fundac.
O resultado, porém, representou uma derrota para o governo, que vetou o projeto aprovado no final do ano passado, enviado pelo próprio Executivo, criando o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do quadro de pessoal da Fundase. A matéria recebeu três emendas, modificando o projeto original do governo e preservando a progressão de carreira dos referidos servidores.
Já a votação do projeto que autoriza a privatização da Potigás foi adiada para a próxima semana, em função de uma emenda apresentada e do pedido de vistas do deputado estadual Kelps Lima (SDD). Por isso, antes da votação em plenário, a matéria deverá retornar à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Equipe Mineiro. Fotos: Eduardo Maia I Assecom (AL-RN).

SAÚDE Confira os postos e unidades de saúde para se vacinar contra a febre amarela em Natal

Procura por vacina de febre amarela aumenta em Natal (Foto: Reprodução/TV Fronteira)

procura por vacina contra a febre amarela aumentou em Natal após os casos de mortes pela doença em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) emitiu uma circular orientando as unidades de saúde a só aplicar a vacina em pessoas que comprovem que vão viajar para as áreas de risco. Isto porque a quantidade de doses da vacina enviada para cada município é restrita.

De acordo com a SMS, Natal tem doses suficientes para vacinação dentro da política adotada. No estoque existem duas mil doses e um pedido de outras 4 mil doses já foi realizado.

FEBRE AMARELA: VEJA PERGUNTAS E RESPOSTAS

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina é recomendada para quem for viajar para o estado de São Paulo, além de outras partes do Brasil (estados das regiões Centro-Oeste e Norte; Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão; e partes dos estados da Região Sul, Bahia e Piauí).

"Caso haja algum caso circulante da doença no estado ou em Natal, a Secretaria de Saúde vai tomar as medidas oportunas pra que a gente vacine todo mundo. Se houver um caso aqui vai ser um evento sentinela e aí a gente vacina a população em massa, mas por enquanto a vacinação é para quem vai viajar para áreas de risco", explicou a subcoordenadora de vigilência em saúde sa SMS, Aline Bezerra..

Ao todo, em Natal, 17 das 58 unidades de saúde tem a vacina. Confira as unidades de saúde onde a vacina está disponível em Natal:

Zona Norte
Vista Verde
Rede Redinha
África
Gramoré
Vale Dourado
Santarém
Potengi

Zona Sul
Nova Descoberta
Pirangi (provisório)
UBS Satélite
Candelária

Zona Leste
São João
Lagoa Seca
Mãe Luiza (Segunda, quarta e sexta)
Zona Oeste
Mista Camarão
Policlínica Oeste
Quintas básica
Via https://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/confira-os-postos-e-unidades-de-saude-para-se-vacinar-contra-a-febre-amarela-em-natal.ghtml

Para presidente do Psol, impedir candidatura de Lula é 'aprofundar o ataque à democracia no Brasil'

Em vídeo, Juliano Medeiros defendeu direito do ex-presidente concorrer e apresentar "seu programa à sociedade brasileira". Após reunião, Comitê Sindical e Popular diz não abrir mão de ato na Paulista.

REPRODUÇÃO
juliano medeiros
Para presidente do Psol, Judiciário apoiou e patrocinou golpe de abril de 2016
São Paulo  Em vídeo publicado nas redes sociais doPartido Socialismo e Liberdade (Psol), o presidente nacional da legenda, Juliano Medeiros, defendeu o direito do ex-presidente Lula concorrer às eleições de 2018. "O Psol terá candidatura própria à presidência da República, mas entendemos que é direito de Lula concorrer às eleições presidenciais deste ano apresentando seu programa à sociedade brasileira. Impedir Lula de concorrer às eleições é aprofundar o ataque à democracia no Brasil", disse.
Para Medeiros, a ruptura democrática consolidada com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff contou com o apoio do Judiciário, que age de forma seletiva. "O golpe de abril de 2016 representou um novo ciclo de ataques à soberania nacional, à democracia e aos direitos sociais. O Judiciário apoiou e patrocinou este golpe. Enquanto milhares de jovens negros e pobres lotam as cadeias em todo o país, Aécio Neves e Michel Temer, apesar das provas, continuam impunes", destacou.
Na semana passada, a legenda havia divulgado uma nota na qual afirmava que a antecipação do julgamento para janeiro deste ano, "logo após o fim do recesso do Judiciário, representa uma evidente tentativa de influenciar o quadro eleitoral deste ano e impedir o direito de Lula de se candidatar".
Na tarde desta quinta-feira (18), o Comitê Sindical e Popular se reuniu para discutir a organização do ato em defesa do direito de Lula ser candidato em 2018.
Em nota divulgada após o encontro, o comitê afirma não abrir mão que o evento seja realizado na Avenida Paulista. "Os movimentos sociais já mudaram o local de concentração e horário do ato diversas vezes numa clara tentativa de diálogo. O que percebemos é que grupos que não toleram a democracia querem impedir de qualquer forma a nossa manifestação", afirma o documento.
"Existe um simbolismo de realizarmos esse ato na Paulista. Nosso objetivo é organizar um ato amplo, com a presença das mais diversas personalidades que externaram seu repúdio ao tribunal de exceção que se instalou no país contra o presidente Lula”, disse o presidente da CTB, Adilson Araújo. http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/01/para-presidente-do-psol-impedir-candidatura-de-lula-e-aprofundar-o-ataque-a-democracia-no-brasil

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PENHORA DO TRIPLEX DA OAS IMPEDE CONDENAÇÃO DE LULA, DIZ JURISTA

Com a prova de que o triplex da OAS pertence à empreiteira – tanto que foi penhorado a seus credores – e não ao ex-presidente Lula, o jurista e professor Afrânio Silva Jardim afirma que uma eventual condenação do ex-presidente Lula pelo TRF-4 mudaria o código civil no Brasil, criando um novo tipo de propriedade imobiliária, não prevista em lei; "Se o triplex é de propriedade do ex-presidente Lula, como poderia ser penhorado para pagamento de dívida da empreiteira OAS?", questiona; ele afirma – ironicamente – que, depois de Sergio Moro, o Brasil passaria a ter dois tipos de donos de imóveis: o proprietário de direito e o "proprietário de fato".

Por Afrânio Silva Jardim, em seu FACEBOOK – CONDENAÇÃO DO EX-PRESIDENTE LULA. NÃO FOSSE TRÁGICO, SERIA ATÉ MUITO ENGRAÇADO !!!
VAMOS PENSAR JUNTOS:
1 – PRIMEIRA REFLEXÃO, COM UMA CERTA DOSE DE IRONIA …
Pela condenação do ex-presidente Lula, passamos a ter algumas situações jurídicas insólitas:
1) Visitação e/ou vontade de comprar: quem visitar um apartamento para eventual e futura compra adquire a sua propriedade.
2) Receber um apartamento significa … (não sei. Alguém sabe?) O ex-presidente não teve a posse do apartamento, sequer algumas horas, apenas o visitou …
3) Sugerir benfeitorias em um imóvel de outrem significa ter algum benefício próprio? As benfeitorias não se incorporam ao imóvel alheio?
Por outro lado, segundo o Juiz Sérgio Moro, agora temos duas espécies de propriedade:
a) proprietário “de direito”, de bens imóveis!!!
b) proprietário “de fato”, de bens imóveis !!!
Caso o ex-presidente Lula seja condenado defintivamente, será que esta sentença penal poderá ser transcrita no Registro Geral de Imóveis, declarando o triplex?
Seria uma sentença penal declaratória de propriedade, como se fosse uma sentença de usucapião ???
Poderia o tríplex ser declarado no inventário de D. Maria Letícia para fins de futura partilha?
Se o triplex é de propriedade do ex-presidente Lula, como poderia ser penhorado para pagamento de dívida da empreiteira OAS?
O ex-presidente Lula está devendo imposto de transmissão pela transferência “de fato” deste imóvel?
De qualquer forma, aconselho aos leitores para não deixarem algum amigo usar seus imóveis e, muito menos, nele, deixarem realizar uma benfeitoria. Se a “turma” de Curitiba souber, você pode não mais ser proprietário deste bem e o amigo pode ser acusado de lavagem de dinheiro e proprietário de fato !!!
Enfim, já “bagunçaram” o Direito Penal e o Direito Processual Penal. Será que vão conseguir “bagunçar” também o Direito Civil ???
Ademais, parece que o magistrado resolveu alterar a essência de sua motivação no processo que cuida do Triplex de Guarujá. Digo parece, porque está tudo muito confuso. Aliás, a “confusão” começa com a longa, tormentosa e nebulosa denúncia do Ministério Público Federal.
Agora, após os embargos de declaração da defesa do ex-presidente Lula, o juiz sentenciante esclarece que a vantagem de dinheiro (que dinheiro ???) atribuída ao ex-presidente Lula não mais seria o Triplex, mas sim o fato de que o valor do imóvel teria sido abatido de uma conta de uma determinada empreiteira, escrituração esta que se destinaria a computar as doações que estariam sendo feitas ao Partido dos Trabalhadores…
Ora, se tal conta existisse (na realidade, uma mera escrituração unilateral), o numerário que poderia abastecê-la era de seu titular, a sociedade empresária OAS. Aqui a finalidade desta contabilidade não tem relevância jurídica. O fato é que, com ou sem tal anotação contábil, o ex-presidente não auferiu qualquer vantagem econômica. Se o valor do Triplex estivesse nesta conta, lá ficou … Apenas a empreiteira iria deixar de fazer uma doação maior ao Partido dos Trabalhadores. É até mesmo intuitivo (coloquei todos os verbos no tempo condicional, porque é duvidosa a existência desta contabilidade).
De qualquer forma, a sentença não pode julgar o réu por fato que não foi objeto da imputação feita na denúncia, tendo em vista o princípio da correlação entre acusação e sentença, expresso no art.384 do Cod.Proc.Penal. Tal princípio é uma consequência de dois outros de assento constitucional, quais sejam, o princípio do contraditório e o princípio da ampla defesa.
Se a acusação não atribui ao réu determinado fato, é lógico que a defesa não tem como dele se defender.
Esta condenação, com base em fato (não provado) que não foi imputado ao réu, é absolutamente nula.
SEGUNDA REFLEXÃO:
1) Se considerarmos a imputação da conduta de “receber” indevida vantagem, vamos precisar de prova de que, em algum momento, o patrimônio do Lula foi acrescido. Sem aumento do patrimônio, o agente não “recebeu”. Lula não teve o seu patrimônio aumentado pelo fato de ter visitado o Triplex, ter usado um sítio, em comodato, ou alugado um apartamento no prédio em que mora.
Lula não teria aumentado seu patrimônio, mesmo que tivesse solicitado a realização de obras no apartamento Triplex (ademais, não há prova desta solicitação).
Lula não teria seu patrimônio aumentado, mesmo que ele tivesse combinado verbalmente com a OAS que, no futuro, ficaria com o imóvel” (o que não ocorreu e, por isso, não tem disso não se tem prova).
Note-se que todas estas benfeitorias aumentaram o patrimônio dos proprietários do imóvel e não o do ex-presidente Lula.
2) Se consideramos apenas as condutas de “solicitar” ou “aceitar promessa”, fica contraditória a acusação e condenação pelo crime de lavagem de dinheiro. Como “lavar” algo que apenas foi prometido ou solicitado ???
Tudo isso é uma questão de pura lógica e mesmo um leigo em Direito compreende claramente.
Finalmente, qual o ato ilegal do ex-presidente, praticado ou omitido, que estaria vinculado à suposta doação do Triplex ??? Vale dizer, qual o ato de ofício do ex-presidente Lula? O que seria o tal “ato de ofício indeterminado”, mencionado na sentença condenatória ??? Nunca tinha ouvido falar disso !!!

Retrocesso social. O emprego formal desaparece, a pobreza e a desigualdade avançam

Pobreza em alta no Brasil
O País encerrou 2016 com 24,8 milhões de brasileiros vivendo com menos de um quarto de salário mínimo
A inflação oficial do País fechou 2017 em 2,95%, a menor alta anual desde 1998 e abaixo do piso da meta estabelecida pelo próprio governo. Após a divulgação dos resultados pelo IBGE, na quarta-feira 10, os palacianos anteviram um próspero período de juros baixos e de recomposição do poder de compra do trabalhador.
“Na verdade, a inflação em um patamar tão baixo é mais um sintoma da depressão que vivemos, da forte retração da demanda. Atribui-se o feito à safra agrícola recorde, mas parecem subestimar os efeitos dos sucessivos aumentos no preço da eletricidade, dos combustíveis e do gás de cozinha, estes últimos controlados pelo governo”, alerta João Sicsú, professor do Instituto de Economia da UFRJ e ex-diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea.
“Em 2015 e 2016, o Brasil perdeu 7,2% de seu PIB. A economia recuou seis anos, para o mesmo patamar que tinha no segundo semestre de 2010”, observa o economista. “É possível que tenha recuperado um ponto porcentual no ano passado, mas ninguém sabe com exatidão se existe uma recuperação. O mais provável é que seja apenas um suspiro de quem bateu no fundo do poço.”


Para 2018, os analistas do mercado vendem um cenário otimista. De acordo com o Boletim Focus, pesquisa feita pelo Banco Central com mais de cem instituições financeiras, projeta-se um crescimento do PIB da ordem de 2,69%, com uma inflação de 3,95%. Em outubro, o Fundo Monetário Internacional trabalhava com projeções mais conservadoras, prevendo uma expansão de 1,5% do PIB até o fim do ano. Ainda que o bolo volte a crescer, não há o mais pálido sinal de que será repartido com o conjunto da sociedade. Ao contrário, os indicadores acenam para um aumento da concentração de renda e dos níveis de pobreza.
A Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE, divulgada em dezembro, revela um expressivo aumento do número de pobres e miseráveis. O Brasil encerrou 2016 com 24,8 milhões de cidadãos, 12,1% da população, vivendo com menos de um quarto de salário mínimo, o equivalente a 220 reais. O resultado representa um crescimento superior a 50% em apenas dois anos. No fim de 2014, quando a crise econômica esboçava os primeiros sinais, havia 16,2 milhões de brasileiros com essa faixa de renda, usada pelo Ipea para designar os “extremamente pobres” e empregada pelo governo federal como critério para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) aos idosos em situação de miséria.
Gráfico - Pobreza Extrema
De acordo com a linha de extrema pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, mais usada para comparações internacionais, 13,4 milhões de brasileiros, 6,5% do total, vivia com menos de 1,90 dólar por dia (cerca de 133 reais mensais) no fim de 2016. E um quarto da população possuía renda inferior a 5,50 dólares por dia (387 reais por mês), faixa de renda usada pela instituição para definir um nível menos agudo de indigência. Devido às recentes atualizações de valores nas linhas de pobreza do Banco Mundial, o estudo do IBGE não permite comparações com os anos anteriores.

Ex-ministra do Desenvolvimento Social, a economista Tereza Campello refez os cálculos com base na linha de corte anterior, de 1,25 dólar por dia para definir quem vive na miséria, e identificou alta expressiva. “Por esse critério, a extrema pobreza avançou de 2,5%, em 2014, para 4,9% em 2016. Retrocedemos ao patamar de dez anos atrás”, lamenta. “Para agravar o problema, difundiu-se um falacioso diagnóstico, a atribuir a crise à suposta elevação dos gastos públicos, sobretudo na área social. É mentira. Essas despesas não aumentaram nos últimos anos, o que houve foi uma brutal redução das receitas. O problema está na arrecadação.”
Em vez de ampliar a rede de proteção social, indispensável para amparar os desvalidos em tempos de crise, o governo empenhou-se em reduzi-la. A política de austeridade fiscal, iniciada pelo ministro Joaquim Levy no segundo mandato de Dilma Rousseff e aprofundada por Henrique Meirelles no governo de Michel Temer contribuiu decisivamente para a regressão social.
Um levantamento realizado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), em parceria com a Oxfam Brasil e o Centro para os Direitos Econômicos e Sociais, revela queda de até 83% em políticas voltadas à área social nos últimos três anos. De acordo com o estudo, a área que mais perdeu recursos desde 2014 foi a de direitos da juventude, com queda de 83% nos investimentos.
Em segundo lugar, vêm os gastos com programas voltados à segurança alimentar, reduzidos em 76%. A área de moradia digna sofreu perdas de 62%, assim como a de Defesa dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes. A Promoção da Igualdade Racial sofreu uma redução de 60% e os programas para mulheres, 53%. Um dos exemplos citados pelos pesquisadores é a queda significativa no Programa de Aquisição de Alimentos do governo federal, com perdas de 69% em três anos. O estudo alerta para a “ameaça de um retorno da forme e da desnutrição”.
O desemprego massivo é, possivelmente, a maior fonte de angústia do brasileiro. Embora o governo se apresse em anunciar a reativação do mercado de trabalho, a verdade é que Temer nem sequer conseguiu suprir as vagas perdidas durante a sua gestão. Em maio de 2016, quando foi alçado ao poder sem voto, em meio ao golpe branco deflagrado no Parlamento, a taxa de desocupação atingia 11,2% da população economicamente ativa, um total de 11,4 milhões de cidadãos sem emprego. O problema atingiu o ápice no primeiro trimestre de 2017, quando o País somava 14,2 milhões de desempregados, 13,7% do total. Em novembro passado, a taxa de desocupação alcançava 12%, algo em torno de 12,6 milhões de brasileiros. Os dados são da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE.
Gráfico - Mercado de Trabalho
Curiosamente, em novembro, primeiro mês de vigência da reforma trabalhista, o Brasil fechou 12.292 vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “Em dezembro, é comum haver um maior número de demissões, como consequência do encerramento de contratos de trabalho temporário para o comércio no período do Natal. Novembro não tem, porém, esse caráter sazonal. Essa oscilação negativa recomenda prudência ao falar da suposta reativação do mercado de trabalho”, observa José Dari Krein, professor do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit).
Na realidade, os números revelam um processo de desaparecimento do emprego formal. Desde 2014, o País perde, em média, 1 milhão de postos com carteira assinada por ano, segundo a Pnad Contínua do IBGE. Além da retração da atividade econômica, a redução dos postos formais pode ter sido intensificada com a sinalização política de Temer, a considerar as regras trabalhistas excessivas e passíveis de flexibilização, diz Krein. “Diante desse aceno, os agentes econômicos sentiram-se à vontade para optar pelas formas mais baratas de contratação, antes mesmo de a reforma ser aprovada.”
Em vez de induzir à formalização, a reforma de Temer contribui para desestruturar o mercado, emenda o especialista. “A pejotização e o trabalho intermitente devem avançar, sobretudo, sobre o emprego formal”, avalia o economista da Unicamp, antes de citar o “didático exemplo do Grupo Estácio”. Em dezembro, instituição de ensino superior confirmou a demissão de 1,2 mil professores e anunciou a criação de um “cadastro de reserva”, para atender “possíveis demandas”. “Provavelmente, serão contratados docentes intermitentes, que vão receber por hora, e menos.”
Vendedor ambulante
A informalidade é o motor da geração de empregos no País (Fernando Frazão/ABr)
Diante desse cenário, a insistência de Temer em nomear a deputada Cristiane Brasil como ministra do Trabalho só revela o descaso do presidente ilegítimo com a área. Desde o primeiro momento, ele transformou a pasta em um feudo do PTB. Sua primeira escolha foi o deputado Ronaldo Nogueira. Além de tramar o desmonte da Consolidação das Leis do Trabalho, que teve mais de cem artigos alterados, ele se notabilizou ao editar a portaria que afrouxou a repressão ao trabalho escravo, ao cabo revogada. Investigado pela Controladoria-Geral da União por supostas fraudes em um contrato de prestação de serviços de tecnologia, abandonou o governo no apagar das luzes de 2017.
O PTB indicou um deputado do Maranhão para substituí-lo, mas o nome acabou vetado pelo ex-presidente José Sarney. Temer chamou, então, o presidente do partido, Roberto Jefferson, delator do “mensalão” e condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, para oferecer o cargo à sua filha. “Tínhamos três nomes em mente. No meio da conversa, o presidente me indagou: e por que não a Cristiane? Ela é experimentada, foi secretária municipal de diversos governos”, contou Jefferson. “Tenho que ligar para ela, porque ela é candidata. Fiz isso e ela, prontamente, respondeu: papai, eu aceito”.
Em resposta a uma ação popular, o juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal Criminal de Niterói, concedeu uma liminar para impedir a posse de Cristiane, após a revelação de que ela foi condenada a pagar 60 mil reais por dívidas trabalhistas com dois ex-motoristas. Segundo o magistrado, o ato configura um “desrespeito à Constituição no que se refere à moralidade administrativa”. Ao julgar um recurso apresentado pela deputada, Vladimir Santos Vitovsky, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, manteve a decisão. O caso segue sub judice, enquanto a parlamentar é alvo de novas denúncias, por usar verbas da Câmara para pagar serviços de uma locadora de veículos, aparentemente uma empresa fantasma, ligada a uma funcionária de seu gabinete.
 Costa/FolhaPress)Roberto Jefferson e Cristiane Brasil
A Justiça não gostou dos planos do 'papai' Jefferson para Cristiane Brasil (Renato
Para os trabalhadores, a nomeação de uma ministra com esse invejável currículo só aumenta o desalento. Há três anos, o rendimento médio mensal está estagnado. No trimestre encerrado em novembro de 2017, estava em 2.142 reais, exatamente o mesmo valor auferido pelo IBGE no fim de 2014. Com a legalização de contratos precários de trabalho e a liberação das terceirizações, o valor pode despencar, alerta o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese. “O empregado pode se ver forçado a virar um microempreendedor, assumindo todo o ônus da atividade empresarial, ou mesmo ter a mão de obra intermediada por uma prestadora de serviços, que certamente vai reduzir os benefícios e achatar os salários para garantir a sua margem de lucro.”
De acordo com o especialista, o Brasil vive um dramático processo de desindustrialização e de queda do nível de emprego na agricultura, em razão do crescente processo de mecanização do campo. Esses dois fenômenos levaram a uma transição prematura da sociedade industrial para o setor de serviços, que ainda tem uma base frágil, de micro e pequenas empresas, na qual prevalece o trabalho precário e informal, explica Ganz Lúcio.
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“Com a desnacionalização da sua base produtiva, o Brasil corre o risco de se converter em uma plataforma primário-exportadora e de produção de bens e serviços de baixo valor agregado. Nesse sentido, a precarização do trabalho é vista por muitos agentes econômicos como fator de redução de custos”, afirma o diretor do Dieese. Esse “retorno à condição de colônia”, como resume o economista João Sicsú, traz um custo social elevadíssimo. “De forma errática, a economia deve crescer toda vez que a demanda internacional estiver aquecida. No entanto, enquanto abrir mão de um projeto de desenvolvimento capaz de beneficiar um número maior de cidadãos, o Brasil estará fadado a conviver com alarmantes índices de desigualdade e pobreza”, acrescenta Ganz Lúcio.
Décimo país mais desigual do mundo, em companhia de Suazilândia, a menor nação da África, o Brasil continua a concentrar renda. Um levantamento da Tendências Consultoria mostra que a massa de rendimentos do trabalho no “topo da pirâmide” cresceu 10,3% no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O desempenho é muito superior à tímida recuperação das classes B (+0,69%) e C (+1,06%). Os mais pobres, das classes D e E, apresentaram perda de 3,15%.
Gráfico - Massa Salarial
O cenário é ainda mais dramático diante do desmonte da rede de proteção social. Em dezembro, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO)estimou a existência de 7 milhões pobres no País que não recebem nenhum tipo de assistência social. “Se o Brasil não voltar a crescer de forma sustentada e não tiver um revigoramento do mercado de trabalho, simultaneamente a uma correção nos valores de transferência de renda, corremos o risco de voltar ao Mapa da Fome”, alertou, à época, o brasileiro José Graziano da Silva, diretor da FAO.
Na contramão das recomendações, os valores estão defasados. O salário mínimo teve um reajuste abaixo da inflação, o que deve comprometer a renda dos pobres que recebem BPC e aposentadoria, sobretudo no campo. Em 2017, Temer desistiu de reajustar os valores pagos pelo Bolsa Família, que terá um orçamento 11% inferior neste ano.
Não bastasse, vez por outra o Ministério do Desenvolvimento Social faz uma auditoria para apurar supostas irregularidades e suspende o pagamento a milhões de pessoas, para depois voltar a incluí-las no cadastro. Em dezembro passado, o programa beneficiou 13,8 milhões de famílias, mesmo número que havia em 2014. “O crescimento do desemprego, a precarização do trabalho e o salário mínimo menor do que a inflação exigiria o aumento da cobertura. Em vez disso, temos o mesmo número de assistidos de três anos atrás, quando vivíamos em uma situação de pleno emprego”, critica a ex-ministra Campello.
Ex-chefe da Diretoria de Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro observa um consistente processo de pauperização. “As principais fontes de rendimento da população mais vulnerável advêm do mercado de trabalho, das transferências de renda e da economia familiar. Em todas essas áreas, os mais pobres acumulam perdas. A redução das verbas para o Programa de Aquisição de Alimentos atinge em cheio os pequenos produtores rurais”, exemplifica. “O avanço da pobreza e da violência urbana já é perceptível, não há como ignorar. No entanto, a sociedade ainda parece não ter percebido que a maior parte das recentes escolhas políticas contribui para agravar esses problemas.”
economista João Sicsú observa ainda que a sociedade americana só conseguiu se recuperar da Grande Depressão quando o Estado voltou a investir pesadamente em grandes obras de infraestrutura. “Infelizmente, não temos nenhum plano de retomada dos investimentos públicos. Ao contrário, o governo só pensa em cortar despesas, o que contribui para reduzir ainda mais a demanda. Não poderíamos ter uma receita mais depressiva, para a economia e para todos nós”. Via https://www.cartacapital.com.br/politica/o-emprego-formal-desaparece-a-pobreza-e-a-desigualdade-avancam

Mulheres respondem a funk com apologia ao estupro

Uma das faixas mais ouvidas no Brasil, música de MC Diguinho causa polêmica, reação feminina e debate sobre a cultura do estupro.

Reprodução/Facebook
Crítica de Yasmin Formiga
'Sua música aumenta a misoginia', criticou Yasmin Formiga no Facebook
"Só surubinha de leve com essas filhas da puta, taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua", canta MC Diguinho no funk "Surubinha de Leve", uma das faixas mais ouvidas no Brasil nas plataformas de streaming. Um clipe da música, lançada há quatro meses, está previsto para ser divulgado na quarta-feira 17.
A polêmica em torno da temática da canção, interpretada como uma apologia aocrime de estupro (além de machista), gerou críticas, paródias e denúncias de usuários ao longo do dia. Na letra em questão de Diguinho, fala-se claramente sobre uma relação não-consensual com uma mulher bêbada, com o agravante do "depois abandona na rua". 

"Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua", reagiu Yasmin Formiga.
O que era um desabafo pessoal tornou-se uma das "respostas" mais reproduzidas pelos críticos de "Surubinha", com mais de 127 mil compartilhamentos.
Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa. Sua música tira mais uma. Sua música é baixa ao ponto de me tornar um objeto despejado na rua.
"Essa música é um total desrespeito contra as mulheres! E essa é a nossa resposta pra ela", fez coro à crítica a dupla Carol e Vitória, responsáveis por publicar no Youtube uma paródia com letras feministas para a música:
"Abusar de mulher é crime, estupro é violência, tira as mãos de cima dela e coloca na consciência. Só um recadinho de leve para quem fala o que quer: não calo a minha voz pra defender uma  mulher". 
No início da tarde, por meio de uma nota, o Spotify anunciou a retirada a música da plataforma pela distribuidora. Já a produtora responsável pela carreira de Diguinho, informou que dará uma resposta "nas redes". 
A viralização de "Surubinha de Leve" trouxe à tona, novamente, as questões da objetificação da mulher e da normalização da cultura do estupro que permeia a sociedade brasileira. Não é, por exemplo, a primeira vez que a violência contra a mulher é utilizada levianamente em uma letra de funk. Em 2016, na esteira do estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro, rapidamente emergiram músicas ao estilo "proibidão" que insultavam e descreditavam a vítima. Já "Covardia", de MC Livinho, tem entre os seus versos "Vou abusar bem dessa mina, toma, toma pica tranquilinha". Via https://www.cartacapital.com.br/cultura/mulheres-respondem-a-funk-com-apologia-ao-estupro-e-crime

Tribunal divulga documento que prova inocência de Lula

Acaba de ser publicado o documento que prova, de forma cabal, a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; trata-se do termo de penhora do famoso "triplex do Guarujá"; com data de 5 de dezembro de 2017; de acordo com a decisão da juíza Luciana Oliveira, o imóvel, que nunca foi de Lula e pertencia à OAS, passa a ser agora da empresa Macife, credora da empreiteira que faliu em razão da Lava Jato; em Curitiba, o juiz Sergio Moro condenou Lula, o maior líder político da história do Brasil, a nove anos e meio de prisão alegando que ele foi beneficiado por reformas em um imóvel que não lhe pertence; agora, três desembargadores gaúchos – João Pedro Gebran, Victor Laus e Leandro Paulsen – estão sendo pressionados pela Globo a confirmar a sentença, mesmo diante de um documento que prova a inocência de Lula; o que farão?

Brasília 247 – Acaba de ser publicado o documento que prova, de forma cabal, a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se do termo de penhora do famoso "triplex do Guarujá"; com data de 5 de dezembro de 2017.

De acordo com a decisão da juíza Luciana Oliveira, o imóvel, que nunca foi de Lula e pertencia à OAS, passa a ser agora da empresa Macife, credora da empreiteira que faliu em razão da Lava Jato.
Em Curitiba, o juiz Sergio Moro condenou Lula, o maior líder político da história do Brasil, a nove anos e meio de prisão alegando que ele foi beneficiado por reformas em um imóvel que não lhe pertence.
Agora, três desembargadores gaúchos – João Pedro Gebran, Victor Laus e Leandro Paulsen – estão sendo pressionados pela Globo, peça central no golpe de 2016, a confirmar a sentença, mesmo diante de um documento que prova a inocência de Lula.
Ontem, no entanto, a defesa de Lula apresentou petição a Gebran para que ele se manifeste sobre a penhora do imóvel que motivou a condenação ilegal de Lula.
Confira, abaixo, um trecho da reportagem do site Quidnovi, sobre o documento que prova a inocência de Lula:
O site quidnovi.com.br trouxe com exclusividade a decisão da juíza da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, Luciana Torres de Oliveira, que chancela como proprietária do polemico tríplex, a empreiteira OAS EMPREENDIMENTOS.
A decisão da juíza contradiz frontalmente a força tarefa da operação Lava Jato. O nó da forca que apertava o pescoço do ex-presidente Lula no julgamento do dia 24 de janeiro pode afrouxar e livrá-lo do cadafalso.
Quem também publicou documentos foi Marcelo Auler, sem seu blog:
A confirmação, no próximo dia 24, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) da sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tal como é esperada, criará um fato inusitado e sui generis.
O réu se verá condenado pelo crime de ter se deixado corromper por um triplex do edifício Salinas, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que nunca lhe pertenceu, do qual jamais usufruiu e que poderá ir a leilão para ressarcimento de uma empresa da qual ele jamais deve ter ouvido falar. Como explicar tal condenação?
Inscreva-se na TV 247 e confira, ainda, a explicação do governador e juiz Flávio Dino, aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso prestado por Moro, sobre o porquê de Lula estar sendo condenado sem provas:

LINDBERGH: TEMOS DE TER UMA ESQUERDA PREPARADA PARA O ENFRENTAMENTO

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) divulgou um vídeo em que pede união dos partidos de esquerda contra a nova fase do golpe, que é impedir a candidatura do ex-presidente Lula; "Eu defendo que a gente tem de ter uma outra esquerda, mais preparada para o enfrentamento. Não é a hora de uma esquerda frouxa, burocratizada, acomodada. Eu falo isso porque eu concordo com a posição da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, que elevou tom do discurso, dizendo que nós não vamos aceitar a condenação do presidente Lula em um processo como esse, sem prova alguma", disse.

io 247 - Em vídeo divulgado em suas redes sociais, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu união e "coragem" aos partidos de esquerda para enfrentar a tentativa de tirar o ex-presidente Lula das eleições através de uma condenação sem provas. 
"Eu defendo que a gente tem de ter uma outra esquerda, mais preparada para o enfrentamento. Não é a hora de uma esquerda frouxa, burocratizada, acomodada. Eu falo isso porque eu concordo com a posição da senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, que elevou tom do discurso, dizendo que nós não vamos aceitar a condenação do presidente Lula em um processo como esse, sem prova alguma", disse.
Confira abaixo a íntegra do vídeo:

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