quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

PSOL: condenação de Lula é ataque à democracia brasileira

Presidente do partido assina nota em apoio a ex-presidente.

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, assinou nota em nome de seu partido expressando apoio a Lula após a injusta condenação mantida pelo TRF-4 na tarde desta quarta-feira (24). É mais um apoio que o ex-presidente recebe nesta tarde, somando-se às diversas manifestações que ocorrem em todo o Brasil.
Leia a nota na íntegra.a
SOBRE CONDENAÇÃO DE LULA EM SEGUNDA INSTÂNCIA
A confirmação da condenação do ex-presidente Lula é mais um capítulo dos ataques recentes à democracia brasileira.
Apesar da ausência de provas, os desembargadores do TRF-4 aumentaram a pena estabelecida pelo juiz Sérgio Moro para mais de 12 anos de prisão – enquanto figuras como Temer e Aécio, mesmo com abundantes indícios de crime, continuam livres.
O PSOL guarda importantes diferenças com Lula e terá candidatura própria nas eleições. Mas repudiamos a condenação sem provas e defendemos seu direito de concorrer.
A luta pela democracia não começou e nem acaba aqui. Estaremos juntos nessa batalha, construindo uma alternativa política de direitos para o Brasil.
Juliano Medeiros
Presidente Nacional do PSOL


Da redação da Agência PT de Notícias

Ciro: “assisti com tristeza” a condenação de Lula

"Assisti com tristeza a condenação pela 8ª turma do TRF-4 do meu amigo e ex-presidente Lula. O Brasil vive mais um capítulo dolorido de sua curta e dramática história democrática", disse, em nota, o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato pelo PDT à Presidência.

Ceará 247 - Pré-candidato pelo PDT à Presidência da República, o ex-ministro Ciro Gomes disse nesta quarta-feira, 24, por meio de nota, que viu com muita “tristeza” a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Ele afirmou que o momento exige reflexão e que segue na torcida para que o petista consiga reverter a decisão nas próximas instâncias da Justiça.
“Assisti com tristeza a condenação pela 8ª turma do TRF-4 do meu amigo e ex-presidente Lula. O Brasil vive mais um capítulo dolorido de sua curta e dramática história democrática. Penso que o momento exige muita reflexão e, mais do que nunca, atenção para que o devido processo legal seja respeitado. Sigo na torcida para que Lula consiga reverter a decisão nas próximas instâncias”, declarou Ciro na nota, cuja pré-candidatura será lançada oficialmente pelo PDT em 8 de março.
As informações são de reportagem do Estadão Conteúdo.

ACOMPANHEM AO VIVO O LANÇAMENTO DA CANDIDATURA DE LULA À PRESIDÊNCIA

Ricardo Stuckert
“Estamos lançando a pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República”, disse a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), ao abrir reunião da Executiva Nacional do partido em São Paulo, um dia depois da condenação, sem provas, do ex-presidente a 12 anos de prisão; acompanhe ao vivo a reunião.

SÃO PAULO (Reuters) - O PT lançou nesta quinta-feira a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República na eleição deste ano, um dia depois de Lula ter uma condenação por corrupção e lavagem de dinheiro mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo 24/01/2018 REUTERS/Leonardo Benassatto
“Estamos lançando a pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República”, disse a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), ao abrir reunião da Executiva Nacional do partido em São Paulo.
Assista ao vivo à reunião do Diretório Nacional:

Com a confirmação da condenação em segunda instância, Lula pode ficar inelegível pela Lei da Ficha Limpa.
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Nota do PT: Não nos rendemos diante da injustiça. Lula é candidato

O dia 24 de janeiro de 2018 marca o início de mais uma jornada do povo brasileiro em defesa da Democracia e do direito inalienável de votar em Lulapara presidente da República.
O resultado do julgamento do recurso da defesa de Lula, no TRF-4, com votos claramente combinados dos três desembargadores, configura uma farsa judicial. Confirma-se o engajamento político-partidário de setores do sistema judicial, orquestrado pela Rede Globo, com o objetivo de tirar Lula do processo eleitoral.
São os mesmos setores que promoveram o golpe do impeachment em 2016, e desde então veem dilapidando o patrimônio nacional, entregando nossas riquezas e abrindo mão da soberania nacional, retirando direitos dos trabalhadores e destruindo os programas sociais que beneficiam o povo.
O plano dos golpistas esbarra na força política de Lula, que brota da alma do povo. Esbarra na consciência democrática da grande maioria da sociedade, que não aceita uma condenação sem crime e sem provas, não aceita a manipulação da justiça com fins de perseguição política.
Não vamos aceitar passivamente que a democracia e a vontade da maioria sejam mais uma vez desrespeitadas.
Vamos lutar em defesa da democracia em todas as instâncias, na Justiça e principalmente nas ruas.
Vamos confirmar a candidatura de Lula na convenção partidária e registrá-la em 15 de agosto, seguindo rigorosamente o que assegura a Legislação eleitoral.
Se pensam que história termina com a decisão de hoje, estão muito enganados, porque não nos rendemos diante da injustiça.
Os partidos de esquerda, os movimentos sociais, os democratas do Brasil, estamos mais unidos do que nunca, fortalecidos pelas jornadas de luta que mobilizaram multidões nos últimos meses.
Hoje é o começo da grande caminhada que, pela vontade do povo, vai levar o companheiro Lula novamente à Presidência da República.
Sao Paulo, 24 de janeiro de 2018
Gleisi Hoffmann, Presidenta Nacional do PT

POR 3 VOTOS A 0, TRF-4 CONDENA LULA SEM PROVAS

SYLVIO SIRANGELO/TRF4

Mesmo sem provas de que o ex-presidente seja dono do triplex, que na verdade pertence à OAS, os três desembargadores da 8ª Turma do TRF4, o relator, Pedro Gebran Neto, o revisor, Leandro Paulsen, e Victor Laus, confirmaram a condenação do ex-presidente proferida pelo juiz Sergio Moro; sua pena foi elevada de 9 anos de 6 meses para 12 anos de 1 mês; os juízes também pedem que ela seja executada logo após os embargos no tribunal, e não até que sejam esgotados em instâncias superiores.

Rio Grande do Sul 247 - A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, confirmou por unanimidade a condenação do juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Lula.
A apelação do ex-presidente contra a condenação a 9 anos e 6 meses de prisão no caso do triplex do Guarujá foi negada pelos três desembargadores: o relator, Pedro Gebran Neto, o revisor, Leandro Paulsen, e Victor Laus.
Os juízes também aumentaram a pena de Lula para 12 anos e um mês. Eles defendem que a pena seja executada logo após sejam esgotados os embargos no próprio tribunal, e não em instâncias superiores.

Juíza anula portaria que demitiu 86 servidores da UERN

Os servidores retornam à universidade, onde deve ser obedecido todos os procedimentos legais para rescisão dos contratos.
A juíza Kátia Cristina Guedes Dias da 2ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró, em um limiar, revogou a Portaria nº 0107/2018-GP/FUERN que demitiu 86 servidores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) no último dia 18 de janeiro.
A decisão foi publicada nesta terça-feira (23) e a Juíza afirmou que a UERN deverá promover “A instauração de procedimento administrativo individual para cada servidor, com observância do devido processo legal, devendo os servidores descritos no anexo único da portaria serem, liminarmente, reintegrados as suas atividades laborais, com todos os efeitos financeiros decorrentes até conclusão do processo administrativo.”
A decisão judicial foi benéfica ao pedido de tutela de urgência, proposta pelo Sindicato dos Técnicos Administrativos da UERN (Sintauern).
“Rescindindo imediatamente os vínculos funcionais dos servidores efetivados pela Lei nº 6.697/94, sem instaurar o devido processo administrativo individual, a Uern violou os princípios constitucionais de ampla defesa e contraditório.” alega  a magistrada.
Nesse sentido, os servidores retornam à universidade, onde deve ser obedecido todos os procedimentos legais para rescisão dos contratos.
Lembrando que a demissão dos servidores ocorreu em cumprimento de decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF), que emitiu certidão de trânsito em julgado da ação.
Vale ressaltar que a magistrada Kátia Cristina Guedes Dias, não reverte a demissão determinada pelo STF, mas orienta que a forma como foi demitido os funcionários precisa atender a princípios legais, com individualização dos casos administrativamente.
Confira,  trecho da decisão:
Caberia à UERN identificar, caso a caso, as hipóteses que se ajustavam à modulação realizada pelo Supremo Tribunal Federal na ADI nº 1241 e dar-lhe aplicabilidade com o devido processo administrativo destinado exclusivamente ao cumprimento da decisão judicial, entretanto, tal conduta não restou demonstrada nos autos.
Desse modo, como forma se preservar e garantir o direito ao contraditório e ampla defesa, entendo que o pleito antecipatório em que se busca  a instauração do processo administrativo prévio e adequado é razoável e deve ser deferido.
Por tais considerações, DEFIRO o pedido de tutela de urgência, com gratuidade judiciária, para anular os efeitos da Portaria nº 0107/2018-GP/FUERN, de 18 de janeiro de 2018, bem como determino que a demandada promova a instauração de procedimento administrativo individual para cada servidor, com observância do devido processo legal, devendo os servidores descritos no anexo único da portaria serem, liminarmente, reintegrados as suas atividades laborais, com todos os efeitos financeiros decorrentes até conclusão do processo administrativo.
Outrossim, determino à secretaria que proceda com a citação do demandado(a) para, no prazo legal, apresentar resposta, devendo a secretaria observar, quanto ao prazo, a regra contida no arts. 335, III, c/c 183 e 231, todos do CPC
Intimações e diligências de praxe.
Cumpra-se.
Mossoró-RN, 23 de janeiro de 2018.
Kátia Cristina Guedes Dias 
Juíza de Direito. 
Via https://professorcaninderocha.blogspot.com.br/2018/01/revogacao-juiza-anula-portaria-que.html?spref=fbia https://professorcaninderocha.blogspot.com.br/2018/01/revogacao-juiza-anula-portaria-que.html?spref=fb

Acompanhem ao vivo julgamento de Lula direto do TRF4. Porto Alegre!


Um país onde é proibido ser feliz

julg
Seja qual for o resultado da sessão do Tribunal Regional Federal que julga hoje o direito de que os brasileiros possam votar livremente daqui a nove meses, há uma sentença irrevogável e terrível contra o nosso país.
Temos, em toda a parte, uma elite má e mesquinha, incapaz do jogo democrático e sempre disposta a “melá-lo” depois de perder algumas mãos.
Os jornais mal disfarçam seu prazer ante a perspectiva de, por não ter ganho um apartamento que se diz – e não se prova –  que ganhou, Lula não possa ganhar a eleição que, sabem eles, ganhará.
Ou venceria, esperam eles com bem mais que orações de seu credo autoritário, mas com a formação de uma camada de odiadores insanos, gente sem os seus modos refinados, mas útil, extremamente útil, indispensável mesmo  para que se  sustente a execução que pretendem.
Sim, porque é de levarem à forca os homens que possam representar nossa independência e soberania que se insurge contra o saque colonial deste país, do qual querem vender tudo, sem que senão a eles sobre algo. Afinal, é este seu projeto há séculos, até que não nos sobre um grama de ouro, de verde, de minério ou uma gota de petróleo.
Os que dizer deles? Já não serve dizer que são “comunistas”, ainda que sejam fazendeiros, como Getúlio, Jango ou Brizola? Que são ateus, mesmo quando gestados pela Igreja Católica, como Lula? Ah, sim, digam  que são corruptos, acusação a que nenhum deles escapou e ainda serviu para cassar JK, absolutamente liberal e pró-capitalista mas que se deu a esta bobagem de querer desenvolvimento.
Estes, “não pode”. Deponham-nos, persigam-nos, condene-os ou, se ainda assim não conseguirem destruí-los, matem-nos.
Não que queiram ter um presidente honesto, capaz, eficiente, que seja capaz de fazer o Brasil crescer com o que tem com fartura: povo. Isso é tudo o que não querem, pode ser qualquer um, até um rebotalho como Temer, um banqueiro como Meirelles, um bobalhão como Maia, um insosso como Alckmin, um aventureiro como Huck. Se não houver outro jeito, até um truculento como Bolsonaro.
Daqui a pouco, começa-se a viver um dos lances decisivos este drama e nós aqui, com os fiapos de esperança na consciência dos escalados para algozes,  erguemos a cabeça, com altivez.
Porque a um homem se persegue, se condena e até se faz morrer.
A um povo e sua caminhada, não. Via http://www.tijolaco.com.br/blog/um-pais-onde-e-proibido-ser-feliz/

Mortadela ou Caviar Ao Vivo em POA, Acompanhem!

Acompanhem mais um depoimento do músico e artista da Cultura de São Gonçalo do Amarante/RN, Aldair Miranda.

Os depoimentos em favor do Direito de Lula ser candidato, rodeia Brasil e o mundo na véspera de seu depoimento a justiça imparcial desse país. Justiça que quebrou todos os protocolos, passou na frente de vários processo, para tentar julgar e deixar Lula sem o direito de ser Candidato.
A justiça vai sentir na pele o que o povo quer, o povo quer votar em Lula em 2018.
Aldair Miranda é mais um São Gonçalense, que vem somar na luta da Democracia e de Lula ser candidato em 2018.
Obrigado amigo pelo seu depoimento!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

LULA CHEGA A PORTO ALEGRE, ONDE O POVO ESTÁ NAS RUAS

Divulgação/Mídia Ninja
O ex-presidente Lula já está na capital do Rio Grande do Sul, onde nesta quarta-feira 24 o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) julgará seu recurso no processo sobre o triplex do Guarujá; Lula já se encontrou com a presidente deposta Dilma Rousseff, o renomado escritor brasileiro Raduan Nassar, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), entre outros parlamentares e líderes políticos e de movimentos sociais; a cidade já está tomada por manifestantes que participam de atos em defesa da democracia e da candidatura Lula.

247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a Porto Alegre na tarde desta terça-feira 23, na véspera do julgamento de seu recurso no processo do triplex do Guarujá pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).
Na capital gaúcha, Lula já se encontrou com a presidente deposta Dilma Rousseff, o renomado escritor brasileiro Raduan Nassar, o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), entre outros parlamentares e líderes políticos e de movimentos sociais.
Porto Alegre já está tomada por manifestantes que participam de atos em defesa da democracia e da candidatura Lula.
Confira a programação das atividades desta terça em apoio a Lula em Porto Alegre:

9h30: Mulheres pela Democracia (Assembleia) 
14h: Ação Global Anti-Davos (Assembleia) 
16h: Atividades Culturais (Esquina Democrática) 
18h: Ato (Esquina Democrática) 
20h: Marcha 
21h: Vigília em frente ao TRF4

Povos Indígenas do Brasil também divulgam nota de apoio a Lula

Entidade enviou uma carta aberta de apoio ao ex-presidente, às vésperas do julgamento do petista no TRF-4 em Porto Alegre.


A APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) enviou uma carta aberta de apoio ao ex-presidente Lula, às vésperas do julgamento do petista no TRF-4 em Porto Alegre.
Acompanhe a íntegra do documento:

Nota de apoio ao ex-presidente Lula e em defesa da democracia.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será julgado em segunda instância na Operação Lava Jato pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, no dia 24 de janeiro. A sentença condenatória do juiz de primeira instância Sérgio Moro, referente ao “caso triplex”, de Guarujá – SP foi encaminhada aos desembargadores do TRF4, que podem confirmar os nove anos e meio de prisão determinados por Moro, absolver o ex-presidente ou alterar a pena. A acusação amplamente divulgada pela mídia golpista é que Lula teria cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Mas a defesa do ex-presidente sustenta que não há nenhuma prova que justifique a condenação. Nem mesmo a ligação com os atos de corrupção na Petrobras foram provados. Dessa forma, Moro condenou Lula por “um ato de ofício indeterminado”, ou seja, que o próprio juiz não conhece. O curioso é que o julgamento do ex-presidente passou à frente de pelos menos outros sete processos, certamente em função dos passos subsequentes da condenação e da proximidade do período de validação de candidaturas para as próximas eleições presidenciais. Está na cara, querem impedir que Lula possa se candidatar a Presidente da República nas próximas eleições de outubro.
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) – conhecedora da trajetória do ex-presidente – no processo da abertura democrática do Brasil e de algumas políticas sociais de seu governo – não poderia se omitir diante desta injustiça, na verdade, um julgamento político. Se não fosse, já teriam sido também julgados e condenados outros tantos políticos que junto com Michel Temer, estando dentro ou fora do governo, tomaram por assalto o Palácio do Planalto para decidir o destino do Brasil.
A APIB faz pública a sua indignação e se solidariza com o ex-presidente Lula, que mesmo engessado pela herança maldita da máquina pública viciada pelas oligarquias, o que lhe impediu de fazer mais coisas em favor dos povos indígenas, deixou alguns legados que é preciso reconhecer: abriu espaços de participação e controle social no âmbito de vários ministérios: Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Agrário, Saúde e Justiça, destacando-se nesses feitos o fortalecimento do subsistema de saúde indígena, a construção de uma Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial das Terras Indígenas e a criação da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), instância esta que o governo golpista de Michel Temer enterrou silenciosamente.
A condenação de Lula, se confirmada, configurará mais um golpe à democracia, deturpada que já é pela elite deste país, que quer imperar, autoritariamente, como a única classe social, sociedade monoétnica e intolerante às diferenças políticas, sociais e culturais.
A APIB, soma-se às mais diversas iniciativas de solidariedade e de luta em curso no Brasil, contra não apenas este caso emblemático, mas contra todas as medidas antipopulares – reformas diversas e aniquilação de políticas públicas – promovidas pelo governo ilegítimo de Michel Temer e chama suas bases a continuarem aguerridas na defesa de seus territórios e de seu direito à diferença, assegurados pela Constituição Federal.
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB *Com informações do Brasil 247 Foto: Mídia Ninja

NO BRASIL E NO MUNDO. Na antevéspera de julgamento, manifesto pró Lula atinge 200 mil adesões

Economista grego, viúva do escritor José Saramago e diretor teatral Zé Celso aumentam lista de defensores da candidatura do ex-presidente.


manifesto
A escritora Pilar del Rio Sánchez, viúva de José Saramago, também assinou o documento em apoio ao ex-presidente
São Paulo – O manifesto Eleição sem Lula é fraude, disponível na internet, atingiu a marca de 200 mil adesões às 17h51 desta segunda-feira (22), dois dias antes do julgamento de recurso do ex-presidente no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. As assinaturas de apoio vêm de todas as regiões. Na semana passada, por exemplo, o diplomata e ex-ministro Celso Amorim informou que 10% tinham a Argentina como procedência.
Entre os signatários divulgados, estão o economista grego Yanis Varoufakis e a escritora Pilar del Rio Sánchez, presidenta da Fundação José Saramago (e viúva do escritor português). Também assinam o documento os escritores Eric Nepomuceno, Miguel Souza Tavares (Portugal), Mario Prata, Milton Hatoum e Raduar Nassar, e atores como Marieta Severo e Wagner Moura. O diretor teatral José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso, está na lista. Na semana passada, vários artistas participaram de atos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Os ex-presidentes José  "Pepe" Mujica (Uruguai), Rafael Correa (Equador), Cristina Kirchner (Argentina) e Ernesto Samper (Colômbia) também assinam o documento, além do filósofo norte-americano Noam Chomsky, dos cineasta Costa-Gravas e Oliver Stone, do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos e do ex-primeiro-ministro italiano Massimo D´Alema. Presidenciáveis como Aldo Rebelo (PSB) e Manuela d´Ávila (PCdoB) reforçam o apoio a Lula. Cotado como candidato do Psol, o líder dos sem-teto (MTST) Guilherme Boulos também defende o direito do ex-presidente se candidatar.
Do movimento sindical brasileiro, constam assinaturas de nomes ligados a diferentes centrais, como Vagner Freitas (CUT), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (Força Sindical), Adilson Araújo (CTB) e Edson Carneiro, o Índio (Intersindical). Outro a assinar é Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares.
Integram o manifesto a economista Maria da Conceição Tavares, as professoras Lilia Moritz Schwarcz e Maria Victoria Benevides, o professor Michael Kennedy (Brown University, nos Estados Unidos), o historiador inglês Peter Burke e o geógrafo e ex-embaixador francês Michel Foucher. Via http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/01/na-antevespera-de-julgamento-manifesto-pro-lula-atinge-200-mil-adesoes

NEW YORK TIMES: PARTIDÁRIO, MORO JOGOU A DEMOCRACIA BRASILEIRA NO ABISMO

Artigo publicado nesta terça-feira no New York Times, assinado por Mark Weisbrot, aponta que, ao agir de forma partidária, o juiz Sergio Moro colocou a democracia brasileira à beira do abismo; ele afirma ainda que Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por evidêcias que jamais seriam levadas a sério num sistema judicial independente, como o dos Estados Unidos; por fim, ele afirma que se um Poder Judiciário politizado for capaz de barrar o líder político mais importante da história brasileira, o Brasil viverá uma calamidade; leia a íntegra.

247 – Artigo publicado nesta terça-feira no New York Times, assinado por Mark Weisbrot, aponta que, ao agir de forma partidária, o juiz Sergio Moro colocou a democracia brasileira à beira do abismo.
Ele afirma ainda que o ex-presidente Lula foi condenado a nove anos e meio de prisão por evidências que jamais seriam levadas a sério num sistema judicial independente, como o dos Estados Unidos.
Por fim, Weisbrot diz que se um Poder Judiciário politizado for capaz de barrar o líder político mais importante da história brasileira, o Brasil viverá uma calamidade.
Leia, abaixo, a íntegra:
WASHINGTON - A regra da lei e a independência do judiciário são realizações frágeis em muitos países - e susceptíveis a reversões bruscas.
O Brasil, o último país do mundo ocidental a abolir a escravidão, é uma democracia bastante jovem, tendo surgido da ditadura há apenas três décadas. Nos últimos dois anos, o que poderia ter sido um avanço histórico - o governo do Partido dos Trabalhadores concedeu autonomia ao judiciário para investigar e processar a corrupção oficial - tornou-se contrário. Como resultado, a democracia brasileira agora é mais fraca do que aconteceu desde que o governo militar acabou.
Esta semana, que a democracia pode ser mais corroída quando um tribunal de apelação de três juízes decidir se a figura política mais popular do país, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Partido dos Trabalhadores, será impedido de competir nas eleições presidenciais de 2018 , ou mesmo preso.
Não há muita pretensão de que o tribunal seja imparcial. O presidente do painel de apelação já elogiou a decisão do juiz de julgamento de condenar o Sr. da Silva por corrupção como "tecnicamente irrepreensível", e o chefe de gabinete do juiz postou em sua página no Facebook uma petição pedindo a prisão do Sr. Silva.
O juiz de julgamento, Sérgio Moro, demonstrou seu próprio partidarismo em numerosas ocasiões. Ele teve que pedir desculpas ao Supremo Tribunal em 2016 por divulgar conversas telefônicas entre o Sr. da Silva e a presidente Dilma Rousseff, seu advogado e sua esposa e filhos. O juiz Moro organizou um espetáculo para a imprensa em que a polícia apareceu na casa do Sr. da Silva e levou-o para interrogatório - apesar de o Sr. da Silva ter dito que iria denunciar voluntariamente para interrogatório.
A evidência contra o Sr. da Silva está muito abaixo dos padrões que seriam levados a sério, por exemplo, no sistema judicial dos Estados Unidos.
Ele é acusado de ter aceitado um suborno de uma grande empresa de construção, chamada OAS, que foi processada no esquema de corrupção "Carwash" no Brasil. Esse escândalo de vários bilhões de dólares envolveu empresas que pagam grandes subornos a funcionários da Petrobras, empresa estatal de petróleo, para obter contratos a preços grosseiramente inflacionados.
O suborno alegadamente recebido pelo Sr. da Silva é um apartamento de propriedade da OAS. Mas não há provas documentais de que o Sr. da Silva ou sua esposa já tenham recebido títulos, alugados ou mesmo ficaram no apartamento, nem que tentaram aceitar esse presente.
A evidência contra o Sr. da Silva baseia-se no testemunho de um executivo da OAS condenado, José Aldemário Pinheiro Filho, que sofreu uma pena de prisão reduzida em troca da evidência do estado de viragem. Segundo o relato do importante jornal brasileiro Folha de São Paulo, o Sr. Pinheiro foi impedido de negociar a súplica quando ele originalmente contou a mesma história que o Sr. da Silva sobre o apartamento. Ele também passou cerca de seis meses na prisão preventiva. (Esta evidência é discutida no documento de sentença de 238 páginas).
Mas essa escassa evidência foi suficiente para o juiz Moro. Em algo que os americanos poderiam considerar como um processo de canguru, condenou o Sr. da Silva a nove anos e meio de prisão.
O estado de direito no Brasil já havia sido atingido por um golpe devastador em 2016, quando a deputada do Sr. Silva, Sra. Rousseff, eleita em 2010 e reeleita em 2014, foi acusada e demitida do cargo. A maior parte do mundo (e talvez a maioria do Brasil) pode acreditar que ela foi acusada de corrupção. Na verdade, ela foi acusada de uma manobra contábil que temporariamente fez com que o déficit orçamentário federal fosse menor do que seria de outra forma. Era algo que outros presidentes e governadores faziam sem consequências. E o próprio promotor federal do governo concluiu que não era um crime.

Embora houvesse funcionários envolvidos na corrupção de partidos em todo o espectro político, incluindo o Partido dos Trabalhadores, não houve acusações de corrupção contra a Sra. Rousseff no processo de impeachment.
O Sr. da Silva continua a ser o corredor da frente nas eleições de outubro por causa do sucesso dele e do partido em reverter um longo declínio econômico. De 1980 a 2003, a economia brasileira mal cresceu, cerca de 0,2 por cento anualmente per capita. O Sr. da Silva assumiu o cargo em 2003 e a Sra. Rousseff em 2011. Em 2014, a pobreza foi reduzida em 55% e a pobreza extrema em 65%. O salário mínimo real aumentou 76%, o salário real geral aumentou 35%, o desemprego atingiu níveis recordes e a infame desigualdade do Brasil finalmente caiu.
Mas em 2014, uma profunda recessão começou, e a direita brasileira conseguiu aproveitar a desaceleração para classificar o que muitos brasileiros consideram um golpe parlamentar.
Se o Sr. da Silva for impedido das eleições presidenciais, o resultado poderia ter pouca legitimidade, como nas eleições hondurenhas de novembro, que eram amplamente vistas como roubadas. Uma pesquisa do ano passado descobriu que 42,7% dos brasileiros acreditavam que o Sr. da Silva estava sendo perseguido pelos meios de comunicação e pelo judiciário. Uma eleição não-crivel pode ser politicamente desestabilizadora.
Talvez o mais importante, o Brasil se reconstituirá como uma forma de democracia eleitoral muito mais limitada, em que um judiciário politizado pode excluir um líder político popular de se candidatar a cargos. Isso seria uma calamidade para os brasileiros, a região e o mundo.
Leia, também, o texto original em inglês:
Brazil’s Democracy Pushed Into the Abyss
Brazil, the last country in the Western world to abolish slavery, is a fairly young democracy, having emerged from dictatorship just three decades ago. In the past two years, what could have been a historic advancement ― the Workers’ Party government granted autonomy to the judiciary to investigate and prosecute official corruption ― has turned into its opposite. As a result, Brazil’s democracy is now weaker than it has been since military rule ended.
This week, that democracy may be further eroded as a three-judge appellate court decides whether the most popular political figure in the country, former President Luiz Inácio Lula da Silva of the Workers’ Party, will be barred from competing in the 2018 presidential election, or even jailed.
There is not much pretense that the court will be impartial. The presiding judge of the appellate panel has already praised the trial judge’s decision to convict Mr. da Silva for corruption as “technically irreproachable,” and the judge’s chief of staff posted on her Facebook page a petition calling for Mr. da Silva’s imprisonment.
The trial judge, Sérgio Moro, has demonstrated his own partisanship on numerous occasions. He had to apologize to the Supreme Court in 2016 for releasingwiretapped conversations between Mr. da Silva and President Dilma Rousseff, his lawyer, and his wife and children. Judge Moro arranged a spectacle for the press in which the police showed up at Mr. da Silva’s home and took him away for questioning — even though Mr. da Silva had said he would report voluntarily for questioning.
The evidence against Mr. da Silva is far below the standards that would be taken seriously in, for example, the United States’ judicial system.
He is accused of having accepted a bribe from a big construction company, called OAS, which was prosecuted in Brazil’s “Carwash” corruption scheme. That multibillion-dollar scandal involved companies paying large bribes to officials of the state-owned oil company, Petrobras, to obtain contracts at grossly inflated prices.
The bribe alleged to have been received by Mr. da Silva is an apartment owned by OAS. But there is no documentary evidence that either Mr. da Silva or his wife ever received title to, rented or even stayed in the apartment, nor that they tried to accept this gift.
The evidence against Mr. da Silva is based on the testimony of one convicted OAS executive, José Aldemário Pinheiro Filho, who had his prison sentence reduced in exchange for turning state’s evidence. According to reporting by the prominent Brazilian newspaper Folha de São Paulo, Mr. Pinheiro was blocked from plea bargaining when he originally told the same story as Mr. da Silva about the apartment. He also spent about six months in pretrial detention. (This evidence is discussed in the 238-page sentencing document.)
But this scanty evidence was enough for Judge Moro. In something that Americans might consider to be a kangaroo court proceeding, he sentenced Mr. da Silva to nine and a half years in prison.
The rule of law in Brazil had already been dealt a devastating blow in 2016 when Mr. da Silva’s successor, Ms. Rousseff, who was elected in 2010 and re-elected in 2014, was impeached and removed from office. Most of the world (and possibly most of Brazil) may believe that she was impeached for corruption. In fact, she was accused of an accounting maneuver that temporarily made the federal budget deficit look smaller than it otherwise would appear. It was something that other presidents and governors had done without consequences. And the government’s own federal prosecutor concluded that it was not a crime.
While there were officials involved in corruption from parties across the political spectrum, including the Workers’ Party, there were no charges of corruption against Ms. Rousseff in the impeachment proceedings.
Mr. da Silva remains the front-runner in the October election because of his and the party’s success in reversing a long economic decline. From 1980 to 2003, the Brazilian economy barely grew at all, about 0.2 percent annually per capita. Mr. da Silva took office in 2003, and Ms. Rousseff in 2011. By 2014, poverty had been reduced by 55 percent and extreme poverty by 65 percent. The real minimum wage increased by 76 percent, real wages overall had risen 35 percent, unemployment hit record lows, and Brazil’s infamous inequality had finally fallen.
But in 2014, a deep recession began, and the Brazilian right was able to take advantage of the downturn to stage what many Brazilians consider a parliamentary coup.
If Mr. da Silva is barred from the presidential election, the result could have very little legitimacy, as in the Honduran election in November that was widely seen as stolen. A poll last year found that 42.7 percent of Brazilians believed that Mr. da Silva was being persecuted by the news media and the judiciary. A noncredible election could be politically destabilizing.
Perhaps most important, Brazil will have reconstituted itself as a much more limited form of electoral democracy, in which a politicized judiciary can exclude a popular political leader from running for office. That would be a calamity for Brazilians, the region and the world.

PT confirma presença de Lula em Porto Alegre nesta terça (23)


Ex-presidente participará de um encontro com a militância como forma de agradecer as mobilizações nacional e internacional.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silvadesembarca nesta terça-feira (23) em Porto Alegre onde participa de ato com movimentos sociais e militantes.
A confirmação foi feita pela presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e pelo vice-presidente nacional, Alexandre Padilha, acompanhados de dirigentes partidários e sindicais, em coletiva concedida à imprensa nesta segunda-feira (22), na capital gaúcha.
“Foi uma decisão dele, de coração, para agradecer as pessoas que estão se deslocando de todas as regiões do país para apoiar a democracia e seu direito de se candidatar”, declarou Gleisi.
Lula participa de um ato às 17 horas na Esquina Democrática e retorna para São Paulo de onde vai acompanhar o julgamento pelo Tribunal Regional Federal da 4 região.
“Lula decidiu estar no ato para fazer um agradecimento a essa mobilização nacional e internacional pela sua inocência e defesa da democracia”, afirmou Alexandre Padilha.
De acordo com ele, várias lideranças nacionais estarão presentes e a previsão é de uma caminhada no fim do ato até o Anfiteatro do Por do Sol, onde o MST está acampado, quando terá início a vigília. “No dia 24 pela manhã vamos caminhar até o ponto mais próximo do TRF4”.

Balanço

Já são 500 caravanas confirmadas rumo a Porto Alegre e 2.500 militantes do MST acampados desde a manhã de segunda-feira (22), segundo informou Padilha. Ele fez um balanço do primeiro dia de atos que ocorreram não só na capital gaúcha, mas no resto do país e também fora do Brasil.
“O primeiro dia já mostra vitória político dessa jornada de janeiro. Provamos e mostramos que nós nos manifestaríamos de forma pacifica mostrando força, presença e pluralidade. A marcha de hoje cedo reuniu não só apoiadores do ex-presidente mas forças políticas sociais e partidárias que não necessariamente apoiam a candidatura, mas o direito de Lula ser candidato”, afirmou,
O presidente do PT do Rio Grande do Sul, deputado federal Pepe Vargas, destacou a mobilização da militância no Sul do país. “A ampla maioria dos municípios gaúchos temos comitês constituídos que atuam seja em aulas públicas, seja em debates, seminários, atividades em praças públicas, caminhadas e manifestações entregando materiais que desmontam essa farsa pública que é o processo contra Lula”, disse.
O dirigente finalizou dizendo que esta terça-feira a mobilização será ainda mais intensa uma vez que contará com a presença do ex-presidente.

Da Redação da Agência PT de Notícias, enviada especial a Porto Alegre

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