quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Quando a vacina mata

 Reações fatais à vacina antirrábica preocupam veterinários e donos de animais

A família da comerciante Cristina Milani, 44 anos, está de luto desde a última segunda-feira pela morte do bicho de estimação que era companhia da casa há 10 anos: o cão da raça poodle Lobinho. Ele foi um dos três animais (seriam três ao todo) que teriam morrido em Natal, depois de receberem a vacina antirrábica, cuja campanha foi intensificada no último sábado.
A comerciante Cristina e sua família estão revoltados e muito tristes com a morte do poodle Lobinho Foto: Daiane Nunes/DN/D.A Press

Segundo Cristina, Lobinho nunca apresentou problemas graves de saúde e era acompanhado por um veterinário periodicamente. "Nem estava lembrando da vacinação, quando um coleguinha da minha filha me lembrou e eu fui ao posto. Ao entrar de volta no carro, o cachorro já começou a cambalear", lembra a comerciante.

Ainda de acordo com ela, Lobinho rapidamente apresentou outros sintomas de reação à substância. "Ele ficou mole, esquisito. No domingo, não quis passear, começou a urinar amarelo e, à tarde, já eliminava sangue pela boca", contou. O poodle foi levado a um hospital para animais, já com dificuldadepara respirar e os veterinários informaram à família que aqueles sintomas eram desanimadores e que pareciam com os vistos em outros casos de animais que acabaram morrendo.
"Lobinho se foi na madrugada da segunda-feira e estamos arrasados até agora, principalmente minha filha de oito anos, que cresceu convivendo com o cachorro. Isso é um absurdo", reclamou a comerciante, que disse, ainda, que vai acionar o Juizado Especial. "O Centro de Zoonoses é um descaso só: nos dá um número de telefone pela televisão para entrarmos em contato informando esses óbitos e nem sequer atendem às ligações".

A direção do hospital onde Lobinho permaneceu internado confirmou ao Diário de Natal que outro cachorro, que tinha, em média, quatro anos, também morreu depois de receber a vacina antirrábica. Segundo a empresa, entre a noite de sábado e o domingo, foram realizados 23 atendimentos, sendo 12 deles em bichos que tiveram contato com a substância (sete cães e cinco gatos). fonte: Diario de Natal.

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Marcos Imperial

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