O juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, do 4º Tribunal do Júri de Nova Iguaçu, decretou na noite desta quarta-feira a prisão temporária por 30 dias dos quatro policiais militares do 20º BPM (Mesquita) acusados de envolvimento no sumiço e assassinato do menino Juan Moraes Neves, de 11 anos. São eles: os sargentos Isaias Souza do Carmo e Ubirani Soares, e os cabos Edilberto Ramos do Nascimento e Rubens da Silva.
Os mandados de prisão serão expedidos na manhã desta quinta-feira, e serão imediatamente encaminhados à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) para serem cumpridos.
A DHBF e o Ministério Público haviam pedido a prisão temporária dos PMs na noite de terça-feira. Eles são acusados de dois assassinatos — entre eles, o do menino Juan — e de duas tentativas de homicídio duplamente qualificados (por motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas).
Além do assassinato de Juan, os PMs são suspeitos de envolvimento na morte de Igor Souza Afonso, de 17 anos, e na tentativa de homicídio de Wanderson dos Santos de Assis, de 19, e de W., de 14, irmão de Juan. O suposto confronto ocorreu na noite de 20 de junho, na Favela Danon, em Nova Iguaçu.
Em depoimento na DHBF, os PMs alegaram que as vítimas teriam sido atingidas durante um tiroteio, o que caracterizaria auto de resistência (mortes de suspeitos em confronto com a polícia). Os policiais — que estão afastados das ruas por determinação da Polícia Militar — negam a acusação de homicídio.
Conforme o EXTRA noticiou, juntos, os quatro PMs aparecem como envolvidos em pelo menos 37 autos de resistência, desde 2000. Os campeões são Isaias, com 18 registros deste tipo, e Edilberto, com 13. G1.
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Marcos Imperial