Acredito na greve como o instrumento que o trabalhador tem para garantir seus direitos.
Mas discordo de movimentos paredistas articulados em datas que prossam prejudicar a população como forma de pressionar os patrões a ceder e atender as reivindicações trabalhistas.
A greve dos funcionários do Banco do Brasil, neste momento, faltando quatro dias para a eleição de 3 de outubro pegou muita gente de surpresa.
O movimento paredista dos bancários fez milhares de funcionários correrem para os caixas eletrônicos que esgotaram sua capacidade de saques.
Na maioria dos caixas eletrônicos os cofres estão vazios. Os funcionários públicos que começaram a receber dinheiro hoje não estão podendo sacar nada.
Muitos estão com viagens marcadas para votar em suas cidades de origem.
Esses servidores correm o risco de votar em trânsito e não poderão exercer a cidadania de eleitor.
Alguns aproveitam também para rever familiares e amigos. Mas sem dinheiro não tem como se deslocarem.
A greve é por tempo indeterminado. O fato cruel é que funcionários públicos e outros trabalhadores estão sem dinheiro. Muitos até para comprar comida.
luiscardoso.com.br
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Marcos Imperial