Foto: Alisson Almeida.
O deputado Fernando Mineiro participou, na tarde desta sexta-feira (23), de um bate-papo com estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Centro de Biociências, sobre o tema “Meio Ambiente e Cidade”. Com o grupo de cerca de 30 pessoas, ele debateu alguns dos maiores problemas ambientais de Natal e o reflexo disso na vida dos natalenses.
Mineiro disse que não há como pensar as demandas da cidade sem levar em conta a Região Metropolitana, enfatizando a necessidade do planejamento integrado entre os municípios para enfrentar e resolver problemas comuns, como as questões da mobilidade urbana, do trânsito e do lixo.
Ele comentou que o crescimento de Natal se deu de “maneira irracional” e, por isso, a cidade acumulou problemas sérios de infraestrutura. “O primeiro plano diretor de Natal só veio na década de 1980. Depois teve outro em 1990. Aí vieram as revisões e o último plano de 2007”.
Mineiro destacou que uma das características de Natal é o grande número de conjuntos habitacionais. “A Zona Norte, há 30 anos, tinha 58 mil habitantes. Hoje tem 338 mil. O maior bairro da cidade é Nossa Senhora da Apresentação, com 79 mil habitantes. Há 30 anos, o bairro nem mesmo existia. Essa fragilidade da cidade impõe uma série de passivos ambientais e urbanos”, ponderou.
O deputado disse que a questão do abastecimento de água é um dos maiores problemas da cidade, em função da contaminação do lençol freático por nitrato. Essa situação, avaliou, é resultado da falta de saneamento básico em Natal. “Na Zona Norte, por exemplo, das mais de 100 mil residências, pouco mais de duas mil têm rede de esgoto”.
Mineiro disse, ainda, que a drenagem outro problema sério em Natal. “Não há um plano organizado de drenagem. O pouco que se fez nessa área foi mal feito. A manutenção também é ruim. Tudo isso é porque falta planejamento. A cidade não está preparada para enfrentar esse e outros problemas”.
Ele alertou para a necessidade de regulamentação das Zonas de Proteção Ambiental (ZPAs), cujo processo de discussão considera estar muito “atravessado”. “Os problemas das grandes cidades estão se reproduzindo aqui, como a mobilidade, o calor e a verticalização”.
Os estudantes levantaram outras questões sobre a cidade, como o problema do lixo, a ausência de coleta seletiva, a precariedade da saúde pública, a deficiência da rede municipal de educação, a falta de ciclovias e o drama do transporte coletivo em Natal.
“Natal precisa de gestores que chamem para si a responsabilidade de planejar a cidade a médio prazo. As coisas paliativas, imediatas, já não resolvem mais os grande problemas do município”, acrescentou Mineiro.
Fonte: Assessoria do Mandato.
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Marcos Imperial