Fiscais da Semurb e
Agentes do Grupamento de Ação Ambiental da GMN em ação.
Manifestações virtuais surgidas após decisões dos
atuais gestores do estado têm sido cada vez mais frequentes. “Twittaços” e
compartilhamentos em massa no Facebook são as novas armas dos cidadãos
revoltados com a atual gestão.
A bola da vez foi a notícia de que inúmeros
bares e restaurantes da cidade estão proibidos de continuar com música ao vivo,
principalmente os do alto de Ponta Negra e do Ponto 7, locais bastante
frequentados por turistas.
A Semurb (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e
Urbanismo) está intensificando a fiscalização destes lugares (muitos destes
receberam denuncia de moradores próximos). A maioria sem licença ambiental,
infringindo o Código Municipal do Meio Ambiente e decisão judicial da 2ª Vara
da Fazenda Pública. Nessa sexta (04) a ação inspecionou os
bares Seis em Ponto, CasaNova Eco Bar, Marias Bacanas, Vambora, Meu
Preto, Tribo Roots, O Jardim e Ponto da Praça.
Apesar de saberem da
necessidade da licença, muitos estabelecimentos têm reclamado da falta de bom
senso da prefeitura, abuso de alguns fiscais, e os músicos pela redução de
espaços para a atividade artística.
Os relatos são de que a fiscalização quis
confiscar todo o equipamento do bar e dos artistas, causando revolta nestes
últimos que estão apenas prestando um serviço ao estabelecimento, alegando que
quem assume a responsabilidade pela falta de licença é o contratante.
A prefeitura disse estar atendendo a uma recomendação do ministério público e que os amantes da música noturna da cidade entendam que a medida é necessária para que os bares possam ter o atrativo de música ao vivo devidamente legalizado, tomando normas para não infringir a lei do silêncio, respeitando os moradores próximos do lugar. A Semurb disse dar quatro meses para os estabelecimentos requisitarem a licença ambiental.
O RockPotiguar entrou
em contato com a dona de um estabelecimento que foi visitado pela fiscalização
e segundo seu relato ninguém estava tocando no momento e mesmo assim os fiscais
quiseram levar o equipamento, pena que foi reduzida a uma advertência depois de
inúmeros apelos dela. Segundo ela, a Semurb culpa a administração do lugar pela
falta da licença, porém ela diz que requereu a licença há quatro meses e ao
procurar saber do andamento do processo descobriu que a Semurb simplesmente o
perdeu. Muita Burocracia e incompetência definem.
Para finalizar, deixo a carta aberta da artista
Olga Spínola Souza, Mostrando sua indignação com o tratamento aos artistas:
“Músico não é dono de bar. E qual é o músico que,
sendo contratado, exige o alvará de funcionamento do local? Nenhum. Por quê?
Porque não é de nossa alçada a fiscalização dos bares. Também sabemos que o
nível de decibéis exigido está defasado, mal calculado, ou sei lá o quê. Na
minha casa, sem muito esforço, chega-se a esse valor. Também sabemos que tem
locais em que som é mal regulado, pois o local não foi preparado acusticamente
ou quem instalou o som não tinha o mínimo de conhecimento da física para
fazê-lo. Mas nenhum desses aspectos justifica o fato de os músicos serem
culpados, desrespeitados ou maltratados por quem executa essa fiscalização.
Ademais, não se pode confiscar os instrumentos porque a maioria deles só soa
quando plugados. E partindo do pressuposto de que o músico não é o dono do bar,
porque ele tem que pagar pela falta de alvará ou de estrutura de funcionamento
dos bares? São prestadores de serviço. Então deveriam multar os garçons, os
cozinheiros, barmen e todos os outros prestadores de serviço nos bares. Acho
que está meio sem medida essa fiscalização. Precisamos fazer algo urgente, pois
a nossa categoria (sim, sou músico também) pode ser prejudicada por algo que
não gerou.” Fonte http://rockpotiguar.com.br
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Marcos Imperial