A indústria do Rio Grande do Norte avançou em 2025, com destaque para o setor têxtil, que apresentou crescimento expressivo e ampliou sua participação na produção industrial do estado. É o que aponta análise técnica elaborada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, no período de janeiro a novembro de 2025, a confecção de artigos do vestuário e acessórios passou a liderar a participação na atividade industrial potiguar, representando 30% do total da produção, consolidando-se como o segmento de maior destaque no estado. Em 2024, o setor respondia por 21%, o que evidencia um crescimento de 9 pontos percentuais em apenas um ano.
Além do setor têxtil, a estrutura industrial do estado em 2025 foi composta pela indústria de transformação (22%), fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (21%), fabricação de produtos alimentícios (21%) e indústrias extrativas (6%).
Desempenho industrial entre 2024 e 2025
A análise do desempenho industrial entre 2024 e 2025 evidencia um movimento de reorganização e fortalecimento da indústria potiguar. Embora alguns segmentos tradicionais tenham enfrentado retração em decorrência de fatores conjunturais, outros setores assumiram papel de protagonismo, contribuindo para a manutenção do dinamismo econômico do estado.
As oscilações do mercado internacional e a redução dos preços do petróleo impactaram a produção ligada à fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, refletindo também na indústria de transformação. Ainda assim, esse cenário abriu espaço para o avanço de atividades com maior capacidade de adaptação e crescimento.
Nesse contexto, setores estratégicos apresentaram desempenho expressivo e sustentaram a atividade industrial no período. A indústria têxtil liderou a expansão, com crescimento de 48% na produção, seguida pela indústria extrativa (13%) e pela fabricação de produtos alimentícios (6%), reafirmando a diversificação da base produtiva e a resiliência da economia potiguar frente às mudanças do mercado.
Transição produtiva e fortalecimento da economia
Os dados evidenciam um movimento de fortalecimento e diversificação da base produtiva do estado. O crescimento de setores como o têxtil, alimentício e extrativo contribui para atenuar os efeitos dos segmentos mais dependentes da conjuntura internacional, reforçando a capacidade da indústria de gerar emprego, renda, receita fiscal e inovação.
Nesse contexto, o Governo do Estado tem atuado de forma estratégica para estimular o desenvolvimento industrial, com foco na descentralização, diversificação produtiva e incentivo a setores de maior valor agregado, ampliando a competitividade da economia potiguar e reduzindo a dependência de atividades específicas.
Políticas públicas impulsionam o setor industrial
Entre as principais iniciativas está o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI), que concede crédito presumido de ICMS para incentivar a atividade industrial no estado. O programa já resultou na liberação de milhões de reais em créditos fiscais e na preservação de milhares de empregos formais.
Outra ação relevante é a Política Estadual de Incentivo à Exportação – Programa RN+ Exportação, instituída pelo Decreto nº 34.967, de 9 de outubro de 2025.
Coordenado pela SEDEC, o programa tem como objetivo estimular e capacitar empresas potiguares — especialmente micro e pequenas — a ampliarem suas exportações e diversificarem mercados internacionais.
Centro Industrial Avançado consolida protagonismo
Como reflexo desse conjunto de políticas, o Rio Grande do Norte alcançou, em 2025, a marca histórica de 98,7% de ocupação do Centro Industrial Avançado (CIA), consolidando o espaço como um dos principais polos produtivos do estado.
As empresas instaladas no distrito industrial geraram mais de 2.200 empregos diretos e aproximadamente 2.700 empregos indiretos, totalizando cerca de 4.900 postos de trabalho, distribuídos entre os setores alimentício, construção civil, indústria química e fabricação de móveis.
Os resultados reforçam o papel da indústria como vetor essencial do desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte e evidenciam os avanços alcançados por meio de planejamento, políticas públicas e estímulo ao setor produtivo.
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Marcos Imperial