No município de José da Penha, a Polícia Federal identificou uma disputa interna pelo controlo dos pagamentos ilícitos. A figura central é Ana Jarvis de Souza Mafaldo Gomes, Chefe de Gabinete e irmã do prefeito, descrita nos áudios como “a chefona” e “a mulher que manda”. Segundo a decisão, Ana Jarvis chamou a si a negociação direta com a empresa, afastando o pregoeiro Fabiano Ferreira, que antes intermediava as propinas.
Os diálogos captados mostram que a empresa DISMED procurou Ana Jarvis para propor uma “parceria” com a nova gestão. A Chefe de Gabinete teria deixado claro que “os acordos entre você e Fabiano foi até a gestão passada”, centralizando as decisões. A investigação aponta que ela consultou a Secretária de Saúde sobre o histórico da empresa em pagar propinas sem reclamar (“seguraram cem mil conto sem fazer nem careta”), validando a continuidade do esquema.
Apesar de afastado da negociação principal, o pregoeiro Fabiano Ferreira continuava a cobrar a sua parte. Em conversas intercetadas, ele é descrito como alguém que manipulava o sistema de licitações, reabrindo lances “10 vezes, se ele quiser” para garantir que a empresa escolhida vencesse. Ele exigia propina sobre todas as “caronas” (adesões a atas de registo de preços), afirmando: “toda carona você tem o seu”.
A decisão judicial relata que, um dia após as conversas sobre o acordo com a “chefona”, a Prefeitura publicou um aviso de licitação onde a DISMED acabou por se sagrar vencedora da maioria dos itens. Para a PF, a cronologia dos factos e o teor das conversas comprovam o direcionamento da licitação e a montagem de um sistema de pagamento de vantagens indevidas coordenado pelo alto escalão municipal. Via Blog do Dina
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Marcos Imperial