No caso do América, a Comissão, por 3 votos a 1, decidiu pela perda de 18 pontos em razão da utilização irregular do atleta Elias, além da aplicação de multa no valor de R$ 15 mil. A punição manteve o entendimento de que houve inclusão de jogador com participação vedada em partidas da competição, independentemente do resultado em campo. Já o Potyguar Seridoense foi condenado por 4 votos a 1, também com base no artigo 214 do CBJD, pela escalação irregular dos atletas Fabrício e Toró. A penalidade imposta foi a perda de 15 pontos, além de multa de R$ 2 mil.
O cenário atual: O América-RN foi punido com a perda de pontos (relatos indicam perda de 18 pontos) por escalação irregular de um atleta, o que o colocou na vice-lanterna com pontuação negativa, resultando em um rebaixamento estatutário. A utilização de atletas irregulares levanta questões sobre a gestão dos clubes grandes no Estado, impactando no Estadual que não terá mais por exemplo, o clássico rei América x ABC (o maior clássico do Estado). Isso não é tudo, o mais grave será a diminuição do interesse do público de ir aos Estadio, terá queda na arrecadação de bilheteria e a visibilidade dos patrocinadores, sei não como vai ficar.
Tem outro ponto importante, a consequências Nacionais, sem destaque no Estadual, a participação em competições Nacionais (Série D, Copa do Brasil) fica seriamente comprometida, afetando o diretamente o ranking da Federação Norte-Rio-Grandense de Futebol (FNF). Já parou pra pensar de como vai ficar esse campeonato, que tem 8 equipes, mais agora só vai contar com 6, tendo apenas um protagonista, ABC que tende a assumir o papel principal de representante do Estado no cenário Nacional, mas tem um grande problema a nos, enfrenta o desafio de manter a estabilidade financeira e técnica.
Pelo outro lado, outros clubes podem ter crescimento, clubes como o Potiguar de Mossoró e o QFC podem ganhar mais espaço e relevância no campeonato Estadual. A verdade é que nosso campeonato Estadual NECESSIDADE DE REESTRUTURAÇÃO, comparado aos campeonatos Estaduais dos nossos vizinhos que estão a 20 anos à frente do nosso. Essa crise reforça a necessidade de modernização da gestão nos clubes Potiguares, possivelmente acelerando a profissionalização através de SAFs (Sociedade Anônima do Futebol). Em resumo, sem o América na primeira divisão, o futebol potiguar perde em competitividade e apelo popular, forçando uma reestruturação do cenário local, onde o ABC e equipes do interior terão que assumir o protagonismo para evitar o sucateamento do esporte no Estado.
Aqui estão os Estados do Nordeste com a quantidade de equipes no campeonato de cada Estado:
Alagoas (AL): Maceió 08 equipes;
Bahia (BA): Salvador 10 equipes;
Ceará (CE): Fortaleza 10
equipes;
Maranhão (MA): São Luís 08
equipes;
Paraíba (PB): João Pessoa 10
equipes;
Pernambuco (PE): Recife 10
equipes;
Piauí (PI): Teresina 08 equipes;
Rio Grande do Norte (RN): Natal 08
equipes – 2= 6;
Sergipe (SE): Aracaju 10 equipes.
O cenário para o futebol potiguar é de reconstrução forçada e incerteza, com a torcida americana vivendo um dos momentos mais difíceis da sua história recente.
Por Marcos Imperial, São Gonçalo do Amarante/RN
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