247 - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro fechou 2025 com alta de 2,3%, totalizando R$ 12,7 trilhões em valores correntes, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As informações integram as Contas Nacionais Trimestrais e apontam crescimento nas três grandes atividades econômicas analisadas: Agropecuária, Indústria e Serviços. O PIB per capita atingiu R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% na comparação com 2024. A Agropecuária foi o principal destaque do ano, com expansão de 11,7%, impulsionada pelo aumento da produção e ganhos de produtividade em diversas culturas. O milho registrou crescimento de 23,6%, enquanto a soja avançou 14,6%, ambos com recordes de produção em 2025. A Pecuária também contribuiu positivamente para o resultado do setor.
Na Indústria, o desempenho foi influenciado sobretudo pela extração de petróleo e gás, que levou as Indústrias Extrativas a um crescimento de 8,6% no ano. A Construção teve variação positiva de 0,5%. Em contrapartida, os segmentos de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as Indústrias de Transformação (-0,2%) encerraram o período com retração. O setor de Serviços manteve trajetória de crescimento, com alta de 1,8% em 2025. Todas as atividades apresentaram resultados positivos, com destaque para Informação e comunicação (6,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%) e Transporte, armazenagem e correio (2,1%). Também avançaram Outras atividades de serviços (2,0%), Atividades imobiliárias (2,0%), Comércio (1,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,5%).
A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacou a concentração do crescimento em segmentos menos impactados pelo aperto monetário. “Quatro atividades: Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do Valor Adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista”, afirmou.
Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias cresceu 1,3% em relação a 2024, apoiado pela melhora no mercado de trabalho, ampliação do crédito e programas governamentais de transferência de renda. Ainda assim, houve desaceleração frente ao avanço de 5,1% registrado no ano anterior, refletindo os efeitos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo subiu 2,1%.
A Formação Bruta de Capital Fixo, que representa os investimentos, avançou 2,9% em 2025, influenciada pelo aumento das importações de bens de capital, pelo desenvolvimento de software e pela alta na Construção. Esse movimento compensou a queda na produção interna de bens de capital. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, levemente abaixo dos 16,9% observados em 2024. Já a taxa de poupança passou de 14,1% para 14,4%. No quarto trimestre de 2025, o PIB apresentou variação positiva de 0,1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal, mantendo-se praticamente estável. Serviços (0,8%) e Agropecuária (0,5%) cresceram no período, enquanto a Indústria recuou 0,7%.
Entre as atividades industriais, a Construção caiu 2,3% e as Indústrias de Transformação recuaram 0,6%. Em sentido oposto, as Indústrias Extrativas cresceram 1,1% e o segmento de Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos avançou 1,5%.
Nos Serviços, houve crescimento em Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (3,3%), Informação e comunicação (1,5%), Outras atividades de serviços (0,7%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%). As Atividades imobiliárias registraram estabilidade (0,2%), enquanto Comércio (-0,3%) e Transporte, armazenagem e correio (-1,4%) apresentaram queda.
Pela ótica da despesa no quarto trimestre, o Consumo do Governo avançou 1,0%, o Consumo das Famílias permaneceu estável (0,0%) e a Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,5%. Segundo Rebeca Palis, “o PIB ficou estável em relação ao terceiro tri, mesmo com a queda nos investimentos, por conta da estabilidade do consumo das famílias e do crescimento no consumo do governo”. O Sistema de Contas Nacionais, responsável pela divulgação dos dados, apresenta valores correntes e índices de volume trimestral para o PIB a preços de mercado, além de informações sobre impostos, valor adicionado, consumo, investimentos, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. A pesquisa foi iniciada no IBGE em 1988 e passou por reestruturação em 1998, quando foi integrada ao Sistema de Contas Nacionais anual. A próxima divulgação, referente ao primeiro trimestre de 2026, está prevista para 29 de maio.
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Marcos Imperial