O governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) alterou normas do INSS que facilitaram a expansão de produtos financeiros do Banco Master, anteriormente Banco Máxima. Em 2022, o INSS modificou regras do crédito consignado para viabilizar a operação de um "cartão de benefícios" (Credcesta). Segundo documentos citados pela Folha de S.Paulo, uma das mudanças foi publicada apenas 16 dias após o Banco Master enviar um ofício solicitando a autorização para operar o produto. As novas regras permitiram que o banco embutisse serviços adicionais (seguros, assistência funeral e descontos) diretamente na margem consignável dos aposentados, o que inflou rapidamente a carteira de crédito da instituição.
O INSS identificou indícios de fraude em cerca de 254 mil contratos de consignado concedidos pelo banco. O produto combinava crédito com serviços adicionais (como assistência funeral e descontos em farmácias), tornando-se central para o crescimento da instituição entre 2022 e 2025. A CGU apontou que, entre 2019 e 2022, os mecanismos de controle interno foram fragilizados, permitindo que o banco operasse com indícios de fraude em mais de 250 mil contratos sem ser barrado pelos órgãos reguladores na época.
As investigações da Operação Compliance Zero sugerem que essa abertura normativa foi pavimentada por lobby direto junto à cúpula do INSS e do Ministério do Trabalho e Previdência do governo anterior.
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Marcos Imperial