O deputado federal Nikolas Ferreira afirmou nesta sexta-feira (3/4) que, se o Projeto de Lei da M1soginia fosse aprovado, casos como o de Neymar Jr poderiam levar o craque à prisão. Em publicação nas redes sociais, Nikolas classificou a proposta como uma “ab3rração” e prometeu trabalhar para derrubá-la na Câmara dos Deputados.
“Se a lei da mis0ginia for aprovada, casos como esse, levaria Neymar pra cadeia. Foi como eu disse, essa lei é uma ab3rração. Derrubaremos isso na câmara”, escreveu.
A declaração ocorre após Neymar se envolver em polêmica depois da vitória do Santos por 2 x 0 sobre o Remo pelo Campeonato Brasileiro. Neymar reclamou da arbitragem e criticou Sávio Pereira Sampaio, árbitro principal. Em entrevista, o camisa 10 falou que a decisão do juiz foi equivocada e somente a fez por “estar de chico”, expressão ligada à m3nstruação feminina e associada a comportamento pejorativo, provocando repercussão nas redes sociais.
“Sávio é assim, acordou meio de chico e veio assim para o jogo”. Foi desta forma que Neymar resolveu criticar o árbitro Sávio Pereira Sampaio após a vitória do Santos por 2 x 0 sobre o Remo, nessa quinta-feira (2/4). A fala do camisa 10 do Peixe pode gerar uma punição esportiva ao craque.
A reclamação do atacante de 34 anos foi direcionada ao árbitro Sávio Pereira Sampaio e poderá ser analisada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O artigo 243-G prevê punições por atos discriminatórios, incluindo suspensão de cinco a dez partidas para atletas e multas que podem chegar a R$ 100 mil.
O jogador foi advertido com cartão amarelo durante a partida, o que o tirou do próximo jogo do Santos contra o Flamengo, no domingo (5/4), no Maracanã. Até o momento, nem Neymar nem o Santos se retrataram sobre a fala.
Em sua publicação, Nikolas Ferreira criticou a aprovação do PL nº 896/2023 no Senado, que criminaliza a m1soginia como forma de discriminação. Segundo o texto aprovado, a pena para crimes motivados por ód1o a mulheres varia de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. O projeto agora segue para análise da Câmara, onde o deputado afirmou que atuará para tentar barrá-lo.
A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, com substitutivo da senadora Soraya Thronicke, e tem como objetivo reforçar a proteção penal às mulheres e ampliar o combate a manifestações de ód1o motivadas por m1soginia.
Metrópoles/ Fotos: Ricardo Moreira/Getty Images e Hugo Barreto/ Metrópoles
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Marcos Imperial