Inaugurações festivas, placas de bronze reluzentes e discursos de progresso. Para quem vê a propaganda oficial, o novo Hospital Municipal de Natal parece a solução definitiva para o caos na saúde da nossa capital. Mas quando as luzes dos refletores se apagam e os técnicos do Ministério Público (MPRN) entram em cena, o que surge é um cenário alarmante de "faz de conta".
Relatórios recentes de inspeção revelam que a obra, orçada em cerca de R$ 160 milhões, tornou-se um símbolo do descaso com o dinheiro público.
A "Inauguração de Fachada"
No final de 2024, a gestão municipal entregou a primeira etapa do hospital com toda a pompa. No entanto, perícias técnicas realizadas meses depois confirmaram o que muitos temiam: a unidade foi entregue sem condições reais de funcionamento.
O termo "faz de conta" não é exagero. Segundo o MPRN, o prédio apresenta:
- Falhas Estruturais Precoces: Infiltrações e rachaduras em uma estrutura que deveria ser nova.
- Inexistência de Serviços: Portas fechadas e ausência de equipamentos essenciais para o atendimento da média e alta complexidade.
- Risco Ético: A falta de profissionais e insumos torna a unidade um prédio vazio, enquanto as UPAs da cidade seguem operando acima do limite.
O Prejuízo no Bolso do Cidadão
Cada dia que esse hospital permanece como um "elefante branco", o cidadão de Natal paga a conta duas vezes. A primeira, no pagamento dos impostos que financiaram os R$ 160 milhões da obra. A segunda, na ausência de socorro quando mais precisa.
A manutenção de uma estrutura desse porte, mesmo parada, consome recursos. Dinheiro que poderia estar sendo usado para zerar filas de cirurgias ou comprar medicamentos básicos, mas que está imobilizado em concreto e promessas não cumpridas. Por Mali
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Marcos Imperial