terça-feira, 6 de outubro de 2026

Fátima Bezerra e sua força política do RN revelada pelas urnas nessas eleições de 2026


O nome de uma das principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte é Fátima Bezerra. Não sou eu quem está dizendo: são os resultados das urnas.

A oposição, inclusive por meio de seu vice-governador, Walter Alves, apostou em uma estratégia para tirar de Fátima Bezerra a vaga no Senado. Havia quem afirmasse que ela não teria capital político suficiente para eleger Samanda Alves ao Senado e muito menos para levar Cadu ao segundo turno na disputa pelo Governo do Estado.

Mas, no fim, foram as urnas que deram a resposta.

E como explicar, então, as pesquisas divulgadas por blogs, rádios e emissoras de televisão alinhadas à oposição, que apontavam uma rejeição de 60% a Fátima Bezerra?

Como uma governadora que, segundo essas pesquisas, teria uma rejeição tão alta, e que ainda enfrentou o afastamento político de seu próprio vice-governador e de deputados que receberam seu apoio ao longo dos anos, conseguiu um resultado eleitoral tão expressivo?

O grupo político liderado por Fátima conseguiu levar seu candidato ao segundo turno, apesar de pesquisas anteriores o apontarem entre os últimos colocados; elegeu uma senadora; ampliou sua representação do seu partido na Assembleia Legislativa, e fez a maior bancada do Rio Grande do Norte, contando também com os parlamentares da federação; formou uma das maiores bancadas; elegeu três deputados federais ligados à federação e, ainda, conquistou representação do PT e da federação na Câmara Municipal de Natal.

Enquanto isso, o vice-governador não conseguiu se eleger. O ex-governador que deixou, segundo seus adversários, um cenário de dificuldades administrativas e folhas salariais atrasadas também não alcançou o resultado esperado nas urnas.

Diante de tudo isso, surge uma pergunta legítima: o que os resultados das urnas dizem sobre a força política de Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte?

E mais: como conciliar uma rejeição de 60%, apontada anteriormente por determinadas pesquisas, com a capacidade demonstrada nas urnas de mobilizar votos, eleger aliados e ampliar a representação de seu campo político?

Agora, Fátima Bezerra está no centro da disputa do segundo turno. Prefeitos e lideranças políticas já começam a se posicionar em relação à candidatura de seu grupo, enquanto a senadora eleita e os deputados federais e estaduais eleitos passam a compor uma nova correlação de forças para os próximos anos.

O candidato apoiado por Fátima chegou ao segundo turno depois de uma votação expressiva no primeiro turno e venceu em 74 municípios do Rio Grande do Norte. Seus adversários venceram em 65 e 28 municípios, respectivamente. Esses números mostram uma disputa territorial importante e revelam que o segundo turno começa com uma configuração diferente daquela projetada por parte das pesquisas e análises divulgadas antes da votação.

Por isso, mais do que previsões, o que deve ser observado agora são os próximos movimentos políticos, as alianças que serão formadas e, principalmente, o comportamento do eleitorado potiguar no segundo turno. As urnas já deram o primeiro recado. Agora, caberá novamente ao povo do Rio Grande do Norte decidir o futuro político do Estado. 

Marcos Imperial - Comunicação Política - FPA.

Números de votos por municípios para Governo do RN

 



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