segunda-feira, 6 de maio de 2013

"NÃO ESTAMOS PENSANDO EM REDUZIR EMPREGOS"

Roberto Stuckert Filho: São Paulo - SP  06/05/2013. Presidenta Dilma Rousseff durante a posse do presidente Rogério Amato e das diretorias da Federação das Associações Comercias do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foto: Roberto Stuckert
Dilma responde, em discurso, a propostas de analistas que preveem desemprego em prol de menor inflação; durante cerimônia de posse da nova presidência da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), presidente anunciou juros menores de financiamentos para pequenos empresários, fez novo apelo pela aprovação da MP dos Portos e ressaltou a importância da destinação dos royalties do petróleo para a Educação.

Via SP 247 – A presidente Dilma Rousseff não poupou elogios – e até uma homenagem – ao vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), por sua atuação no setor das micro e pequenas empresas no Brasil. Segundo ela, a área é "estratégica" para o País. "As micro e pequenas empresas, sem excluir as médias, fortalecem o tecido econômico", disse.


Ela participa da cerimônia de posse de Rogério Amato como presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo. "As micro e pequenas empresas, sem excluir as médias, fortalecem o tecido econômico", acrescentou a presidente.


A presidente iniciou seu discurso cumprimentando as mulheres empreendedoras presentes no evento. Em seguida, ressaltou que o Brasil é um dos países com menores taxas de desemprego do mundo na história recente e disse que "esse Brasil que alguns tendem a subestimar", numa provocação a analistas da mídia tradicional e à oposição – vê a economia crescer e a renda da população aumentar. "Esse País precisa de forma estrutural de suas micro pequenas empresas, em todas as áreas", afirmou. Postado por Marcos Imperial.

“Como é que Henrique luta por Dilma e defende aliança de partido contra Dilma?”

A aliança do PMDB com o DEM no Rio Grande do Norte volta, mais uma vez, à discussão pública estadual. 

O deputado estadual Nélter Lula de Queiroz, da ala do PMDB ligada ao presidente da Câmara, Henrique Alves, recebeu do seu líder um “carão”, esta semana, por ter apresentado um requerimento solicitando um título de Cidadão Norte-Rio-Grandense para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB e pré-candidato a presidente da República, e para o ministro da Integração Nacional, afilhado político de Campos, Fernando Bezerra Coelho (PSB). Além disso, Henrique também censurou Nélter, pelas críticas que o parlamentar estadual fez no plenário da Assembleia Legislativa à política de desoneração do governo federal, que atinge a receita dos municípios.

Ao Jornal de Hoje, Nélter rebateu as críticas de Henrique, reprovando o que considera uma incoerência do líder do PMDB potiguar e atual presidente da Câmara dos Deputados, que, ao lutar pelo governo Dilma Rousseff, defende no Rio Grande do Norte a aliança do seu partido, o PMDB, com o DEM da governadora Rosalba Ciarlini e do senador José Agripino Maia, presidente nacional dos Democratas, partido que faz oposição programática ao governo do PT do ex-presidente Lula e da atual presidente da República Dilma Rousseff.

“O que tenho a dizer ao deputado Henrique é que ele me reclamou que eu estava fazendo críticas a Dilma Rousseff. Aí, pergunto: como é que Henrique luta por Dilma Rousseff e, incoerentemente, ele defende uma aliança de um partido contra Dilma Rousseff? Como todo respeito a Henrique, acho isso complicado”, afirmou Nélter.
Segundo o peemedebista, Henrique reclamou quando ele, democraticamente, estimulou a candidatura de Eduardo Campos, como nordestino, e fez críticas ao governo Dilma Rousseff, que está maltratando as Prefeituras na questão do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), diminuindo a receita dos municípios, zerando o Fundo de Participação (FPM), impactando negativamente  em mais de 50% dos municípios do Rio Grande do Norte.
“Fiz uma crítica construtiva. Disse que ela (Dilma Rousseff) devia rever essa questão do IPI, até dispensar, mas o que não podia era o município ser prejudicado com o FPM zerado. Eu disse que o governo federal devia dar uma recompensa aos municípios na questão do FPM. O governo federal dá desconto, mas não recompensa”, ajuntou o peemedebista.
Sobre ter estimulado a candidatura de Eduardo Campos, Nélter Lula de Queiroz assegura que o fez de modo pessoal, jamais em nome do partido. “Estimulei a candidatura de Eduardo Campo, não em nome do partido, mas no meu nome pessoal. O governador de Pernambuco tem mais de 90% de aprovação popular. É importante estimular, até para Dilma ter maior respeito com os municípios”.
Ainda segundo Nélter, “o deputado Henrique me reclamou porque estimulei a candidatura. Acho que o deputado está esquecendo que está querendo uma aliança com um partido que não comunga com a aliança nacional do PMDB e o PT. Acho que é incoerência”.
Aliança com DEM
Rival do DEM no plano nacional, no Rio Grande do Norte o PMDB é aliado do governo Rosalba Ciarlini, que tem entre seus formuladores o senador José Agripino Maia, presidente nacional do Democrata e arquirrival do presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff. Para justificar a aliança local, Henrique afirma que, como presidente da Câmara dos Deputados, é preferível ser aliado, “para ajudar o desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, do que ser adversário. Como aliado, ratifica Henrique, há como apressar convênios, repasses federais, projetos e obras, de modo a beneficiar o Estado. Como adversário, o diálogo fica restrito e isso poderia dificultar a consecução de benfeitorias para o Estado.
Porém, haveria também justificativa política local para a aliança do PMDB com o DEM no Rio Grande do Norte. Esta se pautaria na possibilidade de Henrique vir a ser candidato a governador em 2014. Diante da impossibilidade de o DEM montar palanque para Dilma Rousseff no Rio Grande do Norte, o PMDB em algum momento terá de romper com o DEM. Até lá, entretanto, Henrique tentará se viabilizar como candidato a governador. Se conseguir, será candidato com o apoio do PMDB e do PT, provavelmente numa chapa com o PT, tendo a deputada federal Fátima Bezerra como candidata ao Senado, numa aliança ainda com o PR que poderá ter o deputado federal João Maia, presidente estadual do PR, como candidato a vice-governador.
Do contrário, caso não se viabilize candidato a governador, o rompimento com o DEM poderá significar o apoio do PMDB à candidatura do vice-governador Robinson Faria, presidente estadual do PSD, partido que está cada vez mais comprometido com a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Neste caso, a chapa seria Robinson candidato a governador, a deputada Fátima candidata ao Senado, com o PMDB indicando o candidato a vice-governador, neste caso, provavelmente, o atual líder do partido na Assembleia Legislativa, deputado estadual Walter Alves, filho do ministro da Previdência, Garibaldi Filho (PMDB).
Gustavo: “O eleitor ficará confuso se PMDB não se decidir em 2013”
O deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB), primeiro secretário da Assembleia Legislativa, disse que o eleitor do Rio Grande do Norte ficará “confuso” em relação ao PMDB, caso o partido deixe apenas para 2014 a decisão em relação à candidatura do partido a governador do Estado. Segundo ele, a decisão tem que ser antes de 2014.
“A definição tem que ser antes de 2014, talvez, no máximo, no final desse ano já se tenha essa definição, porque, se ficar muito em cima do pleito, vai deixar o eleitor e a população confusos. E acho que 2013 é ano em que vem muito dinheiro para o Estado, está prometendo muita obra. Se isso se transformar, para o governo do Estado, em melhorias e aceitação popular, será um fato. Se não, então, em 2014, o PMDB tem que estudar qual estratégia melhor para fortalecer o partido e o grupo”, avaliou Fernandes.
Fernandes salienta que “existe muita insatisfação com o governo estadual. O governo vem prometendo melhoras, mas em alguns setores isso não vem acontecendo”. Por isso, o peemedebista considera “normal” a defesa feita pelo líder do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Walter Alves, para que o PMDB tenha candidato a governador e que este nome seja o do atual presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves. Para Gustavo Fernandes, “pela posição de Henrique, pela força, pela experiência política de 40 anos de vida pública, toda essa experiência e essa bagagem credencia ele a ser candidato a governador”.
“Claro que está muito cedo ainda. A gente vem batendo nessa tecla há muito tempo. A eleição é próximo ano”, pondera o parlamentar, destacando que “o ano de 2013 é de trabalho, e não de eleição”. Contudo, afirma que até 2014, os líderes peemedebistas precisam se definir quanto a que posição tomar. “Daqui para lá eu acho que se a base do PMDB continuar insistindo e achando que o melhor nome deve ser do PMDB, sendo Garibaldi ou Henrique, eu acho que nossos líderes teriam que olhar com outros olhos e ser sensíveis ao clamor dos seus liderados e do povo”, afirmou. “Mas, como eu digo, e repito: ainda está cedo para o pleito político de 2014″.
INSATISFAÇÃO
Neste momento, a discussão sobre o lançamento de candidatura própria do PMDB a governador se fortalece, segundo o deputado Gustavo Fernandes, porque “a insatisfação com o governo do Estado é grande”. Ela afirma que vários prefeitos que seguem sua liderança e votaram na governadora hoje estão insatisfeitos. “A insatisfação é grande. Tenho vários prefeitos que têm ligação comigo e votaram na governadora e que hoje ainda são insatisfeitos com uma falta de atenção, com uma falta de diálogo, para com seus municípios. Esperamos que o governo reaja em relação a isso, e tenha algumas ações. 2013 é o ano para isso. Se em 2013 isso não acontecer, para 2014 a gente tem que discutir outros planos”. Por: Alex Viana do JH, postado por Marcos Imperial.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

PT e PDT discutem aliança para 2014 no RN

Imagem Interna
O PT e o PDT estiveram reunidos ontem (02), para discussão de uma possível aliança em 2014. A deputada federal Fátima Bezerra (PT) esteve presente juntamente com o prefeito Carlos Eduardo e demais representantes das duas direções estaduais. Encontro foi realizado na sede do PDT, em Natal.
Na ocasião, o PT levou ao PDT a sua resolução de buscar uma parceria política com os partidos que fazem parte da base da presidenta Dilma e que fazem oposição ao Governo desastroso do DEM no RN. Sem vetos ou rejeições a outros partidos que venham a se somar no futuro, foi discutida a necessidade de maior articulação entre os partidos que tem uma relação histórica e afinidade programática. 

O prefeito Carlos Eduardo deixou clara sua posição de apoio à reeleição da presidenta Dilma, e a disposição do PDT de trabalhar uma aliança com o PT para 2014, tanto a nível nacional como no RN. “Em sintonia com a maioria da população a posição do PDT é de defesa firme da reeleição da presidenta Dilma”, garantiu Carlos Eduardo.

Os dois partidos concordaram que o RN precisa de um projeto alternativo para a superação do atraso a que está sendo renegado. Foi lembrado que a parceria do PT com o PDT no RN desde 1996 facilita a construção de uma aliança para as eleições de 2014.

A deputada Fátima considerou a reunião como ‘muito positiva’ e que o rumo das discussões revelou a afinidade que existe entre o PT e o PDT, o que fez o diálogo ser respeitoso, maduro e produtivo. “O compromisso claro do prefeito Carlos Eduardo de apoio ao projeto de reeleição da presidenta Dilma é muito importante para que avancemos também na formação de uma aliança no plano estadual em 2014, uma vez que o PDT é oposição ao governo do DEM”. 

No final, ficou combinado que outros encontros acontecerão e que as articulações entre os dois partidos deve se ampliar para a incorporação de novos aliados, sempre considerando que uma aliança política deve ter como base um projeto que corresponda aos interesses da população que está cansada de governos conservadores.  

Da parte do PT estava a Comissão Política da Executiva Estadual. Presentes o Presidente Eraldo Paiva, o vereador Hugo Manso, a deputada Fátima Bezerra e mais quatro membros dessa Comissão. O PDT estava representado pelo seu presidente Estadual, prefeito Carlos Eduardo e outros dirigentes como Sávio Hackradt e Jonny Costa. Via PFB postado por Marcos Imperial.

HOJE TEM A XI EDIÇÃO DO PROJETO ARTE EN'CANTO - COM FRANÇA D'LIMA CANTANDO E LUCIA EXPONDO ESCULTURAS EM ARGILA

A galeria biombo da arte traz hoje na sua xi edição do projeto Arte En'canto, o encontro da arte musical e arte visual com os amantes da arte! 

Nesta edição quem En'canta nossa noite é o musico de nossa terra e grande artista França D'lima dedilhando as melhores melodias para uma noite de encanto e arte. Para exposição irmã Lúcia expondo sua arte em argila!

França D'lima cantor e compositor.

Convido todos os meus seguidores (as), e o povo de Songa na principal rua da cidade Alexandre Cavalcante nº 74 - centro - São Gonçalo do Amarante -RN. Venha prestigiar mais uma edição desse grande projeto popular que aos trancos e barrancos vem segurando a nossa cultura, e hoje temos esse grande nome da nossa boa musica são-gonçalense!

O que é o Biombo? São casas simples
Com cadeiras na calçada
E na fachada
Escrito em cima que é um lar
Pela varanda
Flores Alegres e baldias
Como a alegrias
Que não tem onde encostar
E aí me dá uma felicidade
No meu peito
Gente humilde. Esse é o Biombo D'arte. Por Marcos Imperial.

Mano Brown: Lobão age como "PUTA" para vender livro


Pelo Twitter, líder dos Racionais chama o músico e escritor para a briga e diz que ele "está sendo leviano e desinformado"; em seu novo livro Manifesto do Nada na Terra do Nunca, Lobão diz que o rapper "brada clichês anacrônicos" no último clipe do grupo e, em entrevista à Folha, afirmou que os Racionais são o "braço armado do PT" 247 – O rapper Mano Brown respondeu na tarde desta quinta-feira, pelo Twitter, às críticas feitas pelo cantor e escritor Lobão a ele e seu grupo, os Racionais.
Em seu novo livro, "Manifesto do Nada na Terra do Nunca", Lobão diz que no clipe mais recente dos Racionais, Mano Brown "brada clichês anacrônicos, exatamente como era de se esperar de um papagaio piegas. O chamado idiota útil". À Folha de S.Paulo, o escritor diz ainda que o grupo de rap é o "braço armado do governo" e "os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT". Em sua conta na rede social, Mano Brown diz não ter entendido a postura de Lobão. "Ele que pregava a ética e rebeldia, Age como uma puta para vender livro", postou. "Estranho o Lobão falar de mim sem nunca ter me conhecido", acrescentou o rapper. 


Ele conta que conheceu o músico em 1996, quando o cumprimentou e depois disso nunca mais o viu. "Sinceramente não tenho o que falar da pessoa dele", escreve. Em outro tuíte, afirma que "nos anos 80, as ideias dele não fizeram a diferença para a gente aqui da favela. Ninguém é obrigado a concordar com ninguém, nem ele comigo". E ataca: "O Lobão está sendo leviano e desinformado". Por fim, Mano Brown praticamente chama o músico para a briga: "Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui".

Escrito por Jussara Seixas, postado por Marcos Imperial.

Comprovado! Marta Suplicy: melhor prefeita de São Paulo


E certamente será uma extraordinária governadora, se "São Lula" escolher a Ministra da Cultura como o próximo "poste", para despachar de vez, em 2014, o conservadorismo incompetente e tacanho que assola São Paulo há 20 anos.

Marta, prefeita de São Paulo, vestiu um colete à prova de balas e foi pra cima da Máfia dos Transportes. Com tantos mafiosos lesando São Paulo, será maravilhoso poder contar com esta guerreira para levar também o estado de São Paulo ao Primeiro Mundo.

MARTA É ELEITA MELHOR PREFEITA DE SÃO PAULO EM 30 ANOS

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 Petista teve o melhor desempenho para um a cada quatro paulistanos; gestão foi de 2001 a 2004 e ficou marcada por programas como o Bilhete Único e como os CEUs (escolas com atividades extras em tempo integral); os tucanos Mário Covas (1983 a 1985) e José Serra (2005 e 2006) aparecem em segundo lugar; na avaliação dos piores administradores, 27% apontaram Celso Pitta, eleito pelo extinto PPB, e na sequencia, Paulo Maluf (PP)

Via 247 – Em pesquisa realizada pelo Datafolha, a petista Marta Suplicy foi eleita a melhor prefeita de São Paulo nos últimos 30 anos, por um a cada quatro moradores da cidade. A pesquisa ouviu 1.120 paulistanos na quinta e na sexta-feira da semana passada.

Hoje ministra da Cultura, ela administrou a cidade de 2001 a 2004 e cravou como marca programas como o Bilhete Único e dos CEUs (escolas com atividades extras em tempo integral). Entre os entrevistados, 28% disseram ter preferência pelo PT. Dos que escolheram Marta, o índice é de 47%.

Os tucanos Mário Covas (1983 a 1985) e José Serra (2005 e 2006) aparecem em segundo lugar na preferência dos paulistanos, de 16% e 15% dos entrevistados, respectivamente.

Na avaliação dos piores prefeitos, 27% apontaram Celso Pitta, eleito pelo extinto PPB.

Paulo Maluf (PP) é apontado como melhor prefeito por 12%, o que o coloca na quarta posição. No ranking dos piores, porém, ele ocupa a segunda colocação --23% dos entrevistados o escolheram.

O terceiro entre os piores, para 18%, foi Gilberto Kassab (PSD), que chegou à prefeitura como vice de Serra.

Uma fatia de 7% dos entrevistados disse que nenhum deles pode ser considerado o melhor prefeito. Mas só 1% deixou de escolher o pior. Postado por Marcos Imperial.

CIRO PARA CAMPOS: ‘PARA QUÊ SER CANDIDATO?' PARA PERDER!

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Ex-ministro questiona presidente nacional do PSB:"por que o partido não teve candidato quando a Dilma era uma desconhecida e nós resolvemos apoiá-la, e agora teremos, quando ela está postulando a reeleição com dois terços de aprovação popular recorde?"

Via 247 - O ex-ministro Ciro Gomes voltou a questionar a candidatura do governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, à presidência da República em 2014. Em entrevista ao blogueiro Eliomar de Lima, em Fortaleza, ele o desafia a responder duas perguntas:

- por que o partido não teve candidato quando a Dilma era uma desconhecida e nós resolvemos apoiá-la, e agora teremos, quando ela está postulando a reeleição com dois terços de aprovação popular recorde?

- Para quê ser candidato?


Indagado se deixará o PSB caso o seu partido resolva entrar na disputa contra Dilma Rousseff, o ex-ministro Ciro Gomes disse não cogitar essa ideia.

Assista aqui. Postado por Marcos Imperial.

Que crise é essa? Vendas de carros sobem 29%


Vendas de veículos novos no Brasil somaram 333.790 unidades em abril, recorde para o mês e alta de 29,4% sobre o fraco resultado de abril de 2012; na comparação com março, que teve dois dias úteis a menos que abril, os emplacamentos do mês passado aumentaram 17,6% Por Alberto 

Alerigi Jr. SÃO PAULO, 2 Mai (Reuters).
- As vendas de veículos novos no Brasil somaram 333.790 unidades em abril, recorde para o mês e alta de 29,4 por cento sobre o fraco resultado de abril de 2012, informou uma fonte do mercado nesta quinta-feira, citando dados preliminares de emplacamentos. Na comparação com março, que teve dois dias úteis a menos que abril, os emplacamentos do mês passado aumentaram 17,6 por cento. O resultado contrariou expectativas da indústria, que esperava um crescimento mais comportado das vendas depois que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi prorrogada no fim de março pelo governo até o fim do ano. As vendas do mês passado superaram o recorde até então messes de abril, de 2011, quando 289.189 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram licenciados. 

O volume também foi o maior registrado até agora neste ano, ficando acima das 311,5 mil unidades de janeiro. Segundo a fonte, os licenciamentos de automóveis e comerciais leves em abril somaram 317.024 unidades, correspondendo a uma média por dia útil de 14.410 veículos. Já os emplacamentos de caminhões no mês passado foram de 13.915 unidades, crescimento anual de 25,2 por cento, enquanto as vendas de ônibus atingiram 2.851 unidades, alta de 29,7 por cento, segundo a fonte. 

Com o resultado de abril, os licenciamentos de veículos novos no Brasil nos quatro primeiros meses de 2013 soma 1,164 milhão de unidades, crescimento de 8,2 por cento sobre o mesmo período de 2012. A expansão até agora está acima da esperada pela associação de montadoras Anfavea para o ano, de alta de 3,5 a 4,5 por cento nas vendas, para entre 3,93 milhões e 3,97 milhões de veículos.

A associação de concessionários Fenabrave deve divulgar ainda nesta quinta-feira os dados consolidados de vendas de veículos e a Anfavea informa na próxima terça-feira números que incluem produção, exportações e importações. FROTISTAS AJUDAM Segundo o gerente de desenvolvimento de negócios da consultoria de carros Jato Dynamics, Milad Kalume Neto, a alta das vendas de veículos em abril foi bem acima do esperado pelo mercado, diante de dados recentes que "acenderam o sinal amarelo" sobre a economia brasileira. "As vendas de abril surpreenderam, ainda mais considerando que a economia está com alguns sinais que não são satisfatórios, como aumento de juros, oscilação no desemprego e queda na atividade industrial", disse ele, acrescentando que "não observamos nenhum nível de desconto fora do normal nos preços dos veículos" no período. 

Para analista Rafael Galante, da consultoria Oikonomia, o forte desempenho dos licenciamentos de abril pode ser atribuído em parte a vendas maiores das montadoras para frotistas, incluindo locadoras de veículos. "Quase todas as grandes montadoras forçaram venda para grandes frotistas... 

O faturamento direto envolveu 77 mil carros e comerciais leves, crescendo 29,5 por cento sobre março, enquanto as vendas às concessionárias cresceram 14 por cento, para 229 mil veículos", estimou Galante. Galante citou ainda demanda que poderia estar represada antes dos lançamentos de veículos como o sedã HB20s, da Hyundai, e o 208, da Peugeot, modelos que chegaram ao mercado em abril. Apesar dos licenciamentos de veículos de abril terem ficado acima das expectativas, no somatório do quadrimestre o crescimento de cerca de 8 por cento nas vendas sobre um ano antes foi menor que a estimativa da Oikonomia, de expansão de 9 a 10 por cento no período. 

"Era para ter crescido mais, considerando a base de comparação muito baixa com o ano passado e o imposto estar menor", disse Galante, que estima que as vendas apenas nas categorias de carros e comerciais leves em 2013 no Brasil devem ficar entre estabilidade e queda de 2 por cento. Escrito por Jussara Seixas, postado por Marcos Imperial.

HAVANA - DIA DO TRABALHO: MILHARES DE CUBANOS SAÚDAM (IN MEMÓRIA) O COMANTE QUERIDO, LATINO AMERICANO, HUGO CHAVES


Cuba Homenageia Chaves no dia do Trabalhador. O presidente Raúl Castro presidiu o desfile de 1º de Maio em Havana. Milhares de cubanos homenagearam o presidente venezuelano Hugo Chávez.

Manifesto: A Esperança é Vermelha

Articulação de Esquerda na disputa do PED 2013. Este manifesto, que atende à convocatória do PED 2013 e do V Congresso do PT, é também um chamamento àqueles que entendem a urgência da hora, sabem da importância de combater o bom combate e estão convencidos de que muito precisa ser mudado no PT para que o PT siga mudando o Brasil.
Somos militantes petistas, socialistas, mulheres e homens de várias gerações da esquerda brasileira, que sabem que o momento exige muita reflexão, análise e ação política concreta, na disputa dos governos, dos parlamentos, das urnas e das ruas, dos corações e mentes do povo brasileiro.
E começamos por afirmar que, na contramão do senso comum, algo vai mal. Somos movidos pela inquietude dos que estão atentos à dureza dos tempos e não se conformam às respostas fáceis e às acomodações convenientes.
Preferimos a honestidade da boa polêmica, única ferramenta democrática capaz de realmente orientar e reorientar o conjunto da nossa classe frente aos inúmeros e amplos desafios que estão colocados.
Todo militante honesto sente que o PT vive sérios problemas e tem dificuldades crescentes para responder às demandas da luta política encarniçada que nos movem os inimigos. Isto tudo apesar de estarmos à frente do governo federal há 10 anos, com motivos de sobra para nos orgulharmos e gozarmos de altos índices de simpatia popular nas pesquisas.
Mas após duras experiências, sabemos que isto não basta. O PT, que certamente vem cumprindo um papel imprescindível na luta do povo brasileiro nos últimos 33 anos, não pode viver do seu passado glorioso, nem dos êxitos do presente.
Nossa sobrevivência, nossa utilidade para a classe trabalhadora brasileira, depende de sermos capazes de articular a solução dos problemas do presente, com a construção de um futuro diferente.
E não está garantido que consigamos fazer isto. É uma luta cotidiana contra os hábitos e costumes da política tradicional, contra a influência da direita e do grande capital, contra a acomodação e a adaptação que afeta cada um de nós.
Sem saudosismo, o PT precisa refletir mais sobre os motivos e os mecanismos que nos fizeram construir isto que somos hoje, um partido de esquerda, popular, de massas, com forte raiz entre os trabalhadores e trabalhadoras. Fizemos isto nos anos 80, radicalizando, enquanto outros partidos de esquerda apostaram na conciliação com a transição democrática.
Fizemos isto nos anos 90, quando não abrimos mão de ser, ao mesmo tempo, oposição de massas ao neoliberalismo e alternativa institucional de governo.

E seguimos fazendo isto depois de 2003, lutando para ser ao mesmo tempo partido de esquerda e a referência principal de um governo de centro-esquerda.
Mas exatamente a partir de 2003, esta nova situação ampliou o tensionamento e as pressões sobre o partido, a ponto de que, se dependesse de setores importantes, o PT deixaria de existir como partido autônomo, se subordinando completamente ao governo.
Agora em 2013, passados dez anos de governos de coalizão encabeçados por Lula e Dilma, temos uma nova conjuntura que mostra com nitidez a necessidade e o papel insubstituível de uma ferramenta como o PT para a classe trabalhadora intervir na disputa na sociedade.
Uma nova conjuntura, que exige novas respostas. Seus traços principais são: um agravamento da situação internacional, a conduta do grande capital frente ao governo Dilma, as concessões do governo frente a estas pressões, a postura crescentemente anti-petista dos partidos da “base aliada”, a escalada de ataques diretos ao PT por parte da mídia e de setores do aparelho de Estado, destacadamente do Judiciário.
De conjunto, um quadro que deixa claro que a disputa eleitoral de 2014 é encarada pelos setores fundamentais da burguesia (brasileira e imperialista) como uma oportunidade para derrotar o PT, nos obrigando a encarar esta batalha central sob uma nova perspectiva, simultaneamente tática e estratégica, à altura da nova situação.
Aqui, é preciso falar francamente: se a estratégia de centro-esquerda que hegemoniza o partido desde pelo menos 1995 foi capaz de nos levar à conquista do governo federal em 2002, crescentemente foi se revelando incapaz de orientar um processo de amplas e profundas transformações sociais no Brasil, tendendo ao esgotamento quanto mais se aproximam os limites de poder, renda e riqueza que a burguesia brasileira está disposta a ceder, ou colocada na contingência de fazê-lo.
Limites que se estreitam tanto mais quanto mais se fazem sentir os efeitos da crise global do capitalismo sobre a dinâmica política e econômica do país.

Os setores fundamentais da burguesia, que puderam conviver, ainda que sempre protestando e sabotando, com diminuição do desemprego (e redução do exército industrial de reserva) e aumentos salariais (destacadamente o do salário mínimo) durante determinado tempo, não estão dispostos a permitir que se consolide de maneira permanente um novo patamar nas relações econômicas e sociais do país, pois isto implicaria num horizonte de redução de suas taxas de lucro.
Noutras palavras, as frações dirigentes da burguesia não estão dispostas a permitir que se instale aqui, no Brasil, algo nem mesmo similar ao Estado de bem-estar social construído na Europa do pós-Segunda Guerra, que mesmo lá se encontra sob forte ataque nas últimas décadas.
De um ponto de vista mais global, não estão dispostos a assistir sem reação a continuidade de um governo de esquerda (ainda que moderado) no Brasil, principalmente quando este se constitui em ponto de apoio fundamental para a continuidade do processo de integração e avanços sociais protagonizados por vários países da América Latina desde 1998, com a eleição de Chávez na Venezuela.
Na situação de crise mundial do capitalismo que se abriu em 2007/2008, a América Latina vai se constituindo num espaço avançado de lutas e resistência às ofensivas do grande capital, que dobra a aposta nas receitas neoliberais de “austeridade” e ataques às conquistas dos trabalhadores no mundo todo, destacadamente nos países da Europa e nos Estados Unidos. Na América Latina, devemos seguir trabalhando em favor da ruptura com o neoliberalismo e apoiando aqueles processos onde esta ruptura se faz em favor do socialismo.
A recente disputa presidencial na Venezuela, após a morte de Hugo Chávez, com a apertada vitória de Nicolas Maduro, mostra que os setores fundamentais das respectivas burguesias nacionais, com a cobertura explícita do imperialismo, estão dispostos a investir a fundo para enfraquecer, desestabilizar e derrotar os governos de esquerda da região.
Também no Brasil, seguimos enfrentando uma dura batalha contra a hegemonia das ideias e dos interesses neoliberais.
Existem no PT aqueles que pretendem enfrentar esta disputa contra o neoliberalismo, a partir de valores como a “ética”, a “cidadania”, a “república“ e a “revolução democrática”.
Respeitamos os que pensam assim. Mas, de nossa parte, entendemos que tais valores não são suficientes para orientar a ação dos que querem, não apenas derrotar o neoliberalismo, mas também derrotar o capitalismo.
O conceito de “Revolução Democrática” se choca com a prática de um aparelho de Estado ainda controlado no essencial pelas forças hegemonizadas pela burguesia, destacadamente no Poder Judiciário e nas Forças Armadas, para não falar no monopólio absoluto da mídia por um punhado de grandes conglomerados.
O conceito de “Revolução Democrática” é contraditório, também, com o ainda baixo grau de participação e mobilização autônoma da sociedade nesta década, assim como é discrepante da realidade cultural, onde é crescente a influência dos setores conservadores.
A verdade é que o conjunto de políticas públicas avançadas e progressistas que caracterizam setores do governo, apesar de importantíssimo para uma justa política de acúmulo de forças, está longe de poder caracterizar uma “revolução democrática”, entre outros motivos porque lhes faltam um sentido de transformação social de amplitude e radicalidade tais que, ao aprofundar a democracia social, abram a perspectiva de construção de um poder popular de nova qualidade.
Ademais, cabe lembrar que setores hegemônicos do governo ancoram seu discurso em ideias como “um país de classe média”; para além da incorreção do conceito, o fato é que não haverá nem reformas estruturais nem revolução, seja democrática ou socialista, sem que tenhamos uma classe trabalhadora fortalecida material e culturalmente, capaz de disputar poder, renda e riqueza e propor ao conjunto da sociedade uma forma de organização social superior e mais avançada, radicalmente democrática, econômica e socialmente.
A partir do balanço da sua experiência nos últimos dez anos à frente do governo federal, o PT tem todas as condições de aproveitar este PED e o debate do V Congresso para formular uma nova estratégia capaz de enfrentar a nova situação política, nacional, regional e mundial.
Como já dissemos, em parte por causa dos efeitos da crise, em parte porque a burguesia não tolera a combinação de salários altos e desemprego baixo, está ocorrendo uma mudança na postura do grande capital frente ao governo federal encabeçado pelo PT.
Estão deixando de existir aquelas condições excepcionais que permitiram a um governo de centro-esquerda, liderado por Lula, melhorar a vida dos pobres e ao mesmo tempo garantir grandes lucros aos ricos.
O PT precisa reconhecer a existência desta nova situação e decidir que caminho seguir, na sua atuação direta e na interlocução com o governo, na qualidade de partido da presidenta.
Do ponto de vista da luta de classes, o caminho trilhado pelo governo Dilma até agora oscilou entre a disposição de enfrentar o capital financeiro, que aplaudimos apesar de considerarmos insuficiente o que foi feito, e as sucessivas concessões ao grande capital em geral, via concessões, desonerações, subsídios e flexibilizações na legislação trabalhista e social.
Concessões feitas em parte porque não se percebeu a natureza integrada do grande capital financeiro, nem tampouco sua disposição política de impedir a consolidação de um novo patamar nas relações entre capital e trabalho no Brasil.
É fundamentalmente por isto que o conjunto de concessões políticas e econômicas feitas pelo governo, aliadas à queda da taxa de juros, não resultaram numa retomada do investimento privado nos últimos anos.
O grande capital parece organizar uma “greve de investimentos” como instrumento para pressionar o governo a ainda maiores concessões, que não apenas manteriam sua taxa de lucro em níveis “neoliberais”, mas principalmente impediriam a consolidação de um estado de bem-estar social no Brasil.
De nossa parte, cremos que o partido deve optar por outro caminho estratégico e trabalhar para que o governo opere uma inflexão em sua política: mais democracia, reformas estruturais, fortalecer o mundo do trabalho e reafirmar nossos compromissos socialistas.
Noutras palavras: dobrar o grande capital, fortalecendo a capacidade econômica do Estado e o poder político do trabalho. Estes elementos são parte importante da construção de uma nova estratégia, que supere os limites da atual, que vai se esgotando no “taticismo” e no pragmatismo.
Precisamos construir uma estratégia que nos permita passar para uma fase de reformas estruturais no país. Para fazer isto, teremos que retomar e atualizar o programa e a estratégia democrático-popular e socialista que o PT elaborou nos anos 80.
Até porque, o sucesso relativo de nossa ação governamental está recolocando os dilemas estratégicos que o Brasil viveu naquela época.

Deste ponto de vista, temos algumas lutas e questões que merecem iniciativas urgentes de nossa parte, pelo seu caráter estratégico e pelo lugar que desde já ocupam, pois nossa inação aqui pode bloquear as possibilidades de avanços mais consistentes de conjunto no presente e no futuro. São ações e políticas nos seguintes terrenos que devem ser detalhadas:
1) Democratização das comunicações
2) Reforma Política
3) Reforma Tributária
4) Reforma Agrária
5) Reforma Urbana
6) Ampliação das políticas públicas de saúde e educação, com destaque para o cumprimento das determinações constitucionais no caso da Saúde e para os 10% do PIB no caso da Educação.
7) Ampliação dos direitos dos trabalhadores, com destaque para as 40 horas e o fim do fator previdenciário.
8) Direitos Humanos, com destaque para o ajuste de contas com os crimes cometidos pela Ditadura Militar e para a instalação de uma política de segurança pública democrática.
9) Política ambiental

Estas ações e políticas devem se desdobrar em diferentes dimensões nos nossos governos, na ação parlamentar, nos movimentos sociais, na ação do partido e na disputa cultural. Em cada uma destas dimensões, devemos lembrar que o aspecto central é a auto-organização, mobilização e conscientização do sujeito histórico das transformações pelas quais lutamos.
Neste aspecto, cabe atentar para o fenômeno da constituição de uma nova fração da classe trabalhadora, dos pontos de vista geracional e sociológico, que alguns vêm chamando indevidamente de nova classe média. O PT precisa buscar este setor, organizá-lo, mobilizá-lo, impedir que a direita o hegemonize.
Para isso, é necessário que o PT deixe de ser um partido predominantemente eleitoral, voltando a fazer política cotidiana também nos anos ímpares, compreendendo que nosso papel é de educar, disputar e organizar a sociedade e através dela ocupar e transformar o Estado, reativando nossas ações de formação política, mostrando a esta parcela da classe trabalhadora que sua ascensão econômica não é uma obra divina ou resultado de puro esforço pessoal, mas sim de um conjunto de políticas públicas, implementadas pelos governos petistas.
Atenção especial deve ser dada às juventudes, com destaque para a juventude trabalhadora, que tem que ser reconquistada pelo PT. Esta parcela da população estava na infância quando chegamos ao governo federal, e não guarda na memória a ação nefasta dos governos neoliberais. Parte destas jovens mulheres e homens já nos considera como parte da ordem. Portanto, como algo a ser superado e não como um instrumento de luta e transformação da ordem.
Para que seja possível conquistar as juventudes, precisamos recuperar o sentido militante da nossa atuação, seu caráter popular, uma conduta muito forte de contestação, um compromisso com o futuro, o que deve se traduzir num novo tipo de funcionamento e postura do PT e da Juventude Petista, passando por fortalecer nosso agir cultural e políticas de governo.
Ao lado, coerente e concomitantemente a este esforço de realinhamento estratégico, o PT tem que se preparar para vencer as eleições de 2014 de maneira a que o segundo governo Dilma tenha condições de se conformar como superior ao primeiro e oferecer a retaguarda necessária para aqueles avanços mais substantivos do ponto de vista programático e estratégico.
Aqui sobressai a questão da política de alianças. No mundo real a burguesia opera e, neste momento, costura várias alternativas, além do PSDB e seus tradicionais aliados, para tentar levar a eleição ao segundo turno e a partir daí nos impor uma derrota.
Além das movimentações da REDE, de Marina Silva, sobressaem aqui as movimentações do PSB, seduzido pela perspectiva da candidatura presidencial de Eduardo Campos, com setores partidários já decididos a iniciar a empreitada.
Neste quadro, o PT é sujeito a enormes pressões nos Estados em nome da manutenção da aliança nacional. De nossa parte, o PT não deve abrir mão do seu fortalecimento em 2014, ampliando nossa presença nos governos estaduais, no Senado e na Câmara Federal.
Por outro lado, é preciso construir as bases de uma governabilidade social, que compense a deterioração crescente da governabilidade institucional, que, ao que tudo indica, vai se complicar ainda mais, agora e depois de 2014.
Em terceiro lugar, recompor o chamado bloco democrático-popular, entre partidos, movimentos e intelectualidade. Um dos grandes erros cometidos desde 2003 foi confundir e priorizar as alianças táticas com partidos de centro-direita, frente à aliança estratégica com setores político-sociais de esquerda. Se este erro não for corrigido, corremos o risco de, mesmo vencendo em 2014, chegarmos em 2018 desacumulando politicamente.
Para dar conta deste conjunto de tarefas, o PT tem que sofrer profundas transformações ideológicas, políticas e organizativas. Devemos voltar a ser um partido que atua também nos anos ímpares e que sabe combinar luta social, luta cultural, construção partidária, com disputa eleitoral, ação parlamentar e governamental.
Precisamos reatar laços orgânicos com nossa base social, recobrando a capacidade de dirigir grandes jornadas de luta, ao lado de outros partidos de esquerda e das entidades históricas da classe trabalhadora e da juventude, como a CUT, UNE, MST, MNLM, CMP e outras.
Não é admissível que um Partido do porte do PT não tenha uma imprensa de massas voltada ao diálogo com sua ampla base social e dedicada à disputa política e ideológica com os inimigos de classe. A prioridade à formação política e à organização de base não podem se tornar letra morta após a aprovação das resoluções neste sentido.
Precisamos empreender um sério esforço de debate político sistemático nas instâncias partidárias, que precisam ser valorizadas em detrimento dos centros de comandos paralelos localizados nos gabinetes parlamentares e executivos.
Neste sentido, aplaudimos o sentido geral das decisões organizativas adotadas pelo IV Congresso do PT, ao mesmo tempo em que repudiamos as mudanças contraditórias com as orientações gerais do Congresso introduzidas de forma indevida pelo Diretório Nacional no regulamento do PED 2013, mudanças que a pretexto de facilitar a participação, fortalecem um modelo de PED que privilegia o filiado-eleitor em detrimento do filiado-militante.

O PT precisa empreender urgentemente a construção de uma nova direção política coletiva. A pluralidade e a diversidade do PT abrigam inúmeras companheiras e companheiros à altura de dirigir este tão necessário processo de construção.
Finalmente, mas não menos importante, o PT precisa garantir sua auto sustentação financeira. Não podemos, como hoje, depender em grande medida de contribuições empresariais, não apenas para fazer campanhas eleitorais, mas também para conduzir o cotidiano da vida partidária. Um partido de trabalhadores não pode depender de recursos financeiros doados pelo empresariado.
É este conjunto de temas que vamos debater no PED e no V Congresso. Não encaramos a eleição das direções partidárias como um momento de “disputar garrafinhas”, como alguns falam de maneira desrespeitosa. Encaramos o PED 2013 da mesma forma como o fizemos, em 2001, 2005, 2007 e 2009, ou seja, como um momento de apresentar para o conjunto do partido o que pensamos, buscar constituir uma maioria em torno destas ideias e com elas dirigir o partido no próximo período.
É por isto que nos recusamos à postura pragmática, rebaixada e oportunista dos que abandonam suas ideias em troca de alianças que garantam postos na direção. Para nós, o espaço nas direções está condicionado ao apoio real que obtivermos, na base do partido, junto aos militantes e filiados, para aquilo que pensamos e representamos.
Até 13 de julho de 2013, data definida pelo regulamento do PED, a Articulação de Esquerda e demais setores do partido identificados com as posições expostas neste documento, inscreverão uma chapa e uma candidatura à presidência nacional do PT.
Apresentamos para esta tarefa o nome do companheiro Valter Pomar, um quadro que iniciou sua militância política no final dos anos 1970, como tantos outros: lutando contra a ditadura militar e aprendendo com a tradição marxista, socialista e revolucionária, a que segue ligado até hoje.
Filiado desde os anos 1980, nosso candidato militou em núcleos de base, foi dirigente municipal e estadual, desempenhando tarefas organizativas, de formação e comunicação. De 1997 até 2005, foi terceiro vice-presidente nacional do PT. Foi secretário de Cultura na cidade de Campinas (SP) de dezembro de 2001 a dezembro de 2004.
Entre 2005 e 2009, Valter Pomar esteve à frente da Secretaria de Relações Internacionais do PT e desde então até os dias de hoje ocupa o cargo de Secretário Executivo do Foro de São Paulo, desempenhando, nestas funções, importante trabalho de interlocução política do PT com as forças de esquerda no mundo todo e em especial, na América Latina.
Em particular nos últimos anos, este trabalho tem assumido importância estratégica, com o avanço das experiências dos governos de esquerda latino-americanos, requerendo do PT um grau superior no seu compromisso internacionalista.
Neste aspecto, o companheiro Valter Pomar tem desenvolvido tarefas da mais alta importância política, representando o PT em diversos fóruns internacionais e atuando diretamente em situações importantes para as classes trabalhadoras da América Latina.
A eleição para a presidência nacional de um quadro partidário como Valter Pomar significará que a base do PT quer incidir mais fortemente nos rumos estratégicos do próprio Partido, na tática para as eleições 2014 e nas características do segundo governo Dilma.
Sinalizará ainda, de maneira inequívoca, que nosso Partido quer continuar se construindo como um partido socialista, democrático e revolucionário, comprometido com a transformação radical da sociedade brasileira.
Um PT que governa o Brasil e constrói as lutas do povo, que guarda em si a capacidade de renovação e reinvenção, à altura do legado das gerações de lutadores que, a seu tempo, ousaram sonhar o sonho de um Brasil radicalmente democrático e socialista. Brasil, Abril de 2013. Escrito por Daniel Pearl, postado por Marcos Imperial.

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