sexta-feira, 17 de junho de 2016

MEC ameça extinguir o Pronatec e milhares de jovens podem ficar sem aulas

Como o Portal CTB antecipou (leia aqui), os programas que beneficiam milhares de estudantes em todo o país correm risco de serem extintos pelo governo golpista, que nomeou um representante das escolas particulares para o Ministério da Educação (MEC).
Por causa de atrasos no pagamento, cerca de 50 mil alunos beneficiados pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), ficaram ameaçados de serem impedidos de assistir aula pelas escolas particulares. O MEC garante que repassou os valores referentes ao mês de abril em cima da hora, nesta quarta-feira (15).
Os representantes das 497 instituições que estavam sem o repasse reclamam da falta de diálogo. "Ninguém responde nada. Antes ocorriam atrasos, mas existia diálogo", diz o presidente da Associação Nacional das Escolas de Ensino Técnico, Claudio Filho, para reportagem do jornal Folha de S.Paulo. "Não parece que a nova gestão tem interesse no programa."
A dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Marilene Betros, explica que a atual gestão do MEC mostra intenção em priorizar o ensino privado. “Desde que assumiu o ministro interino Mendonça Filho vem demostrando interesse em desmontar as conquistas dos últimos anos”, diz.
Mendonça garante que o Pronatec irá para o Sistema S, o que “na prática significa privatização”, garante Marilene. Ela lembra ainda que o ministro já anunciou intenção de privatizar o ensino médio e superior.
A educadora baiana realça a necessidade de educadoras, educadores e estudantes se unirem para defender a educação pública como prioridade nacional. “Querem cortar investimentos em educação para continuarem suas lambanças de roubalheira", reclama.
Inclusive, diz Marilene, o Plano Nacional de Educação (PNE), “aprovado após longas conferências e profícuos debates, envolvendo amplos setores da sociedade, corre risco de não ter as suas 20 metas cumpridas, principalmente sobre a questão econômica”. Aliás "o PNE completa 2 anos  e ainda "temos dificuldade em implementá-lo".
Assim como o Pronatec, o Programa Universidade Para Todos (ProUni), o Financiamento Estudantil (Fies) e todos os programas de investimentos em pesquisas em universidades estão “seriamente ameaçados”, conclui. “Toda a educação pública está ameaçada com esse governo”.
Similar ao ProUni (que atende bolsistas universitários), o Pronatec que cont com cerca de 5 milhões de beneficiados em todo o país, foi criado em 2011 para cobrir a demanda pelo ensino profissionalizante e técnico, o qual a educação pública ainda não dá conta. Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

Lembro dessas caras: Todos vestidos de verde-amarelo, nas manifestações anti-corrupção.

Agripino, Henrique, Garibaldi e Aécio, com lição de moral e o famoso "vezinho" de vitória. 

A política brasileira é um escárnio. Barbalho, desde o paleolítico na roubalheira, Sarney, quando os dinossauros surgiram, já era velho no ramo da "larapidagem". 

Lobão, sempre a rondar o galinheiro e Temer, o Santo dos Coxinhas. Trocaram Dilma por esta quadrilha desonesta e corrupta, vergonhoso que o interino diga que quer moralizar o país, é piada na certa. 

Alguns dados interessantes, segundo o Machado: "Temer recebeu 40 milhões em propina, desde 2006 o PSDB elegeu 99 deputados pelo sistema do propinoduto, através de FURNAS, Aécio foi de deputado a senador e assumiu a presidência do PSDB enquanto Temer virou vice-líder do PMDB e isso propiciou a sua chegada a vice-presidência do país. Juntos, esse esquema arrecadou mais de R$ 300 milhões de reais"

Texto de Francis Barrozo
 

Quem são os políticos citados na delação premiada de Sérgio Machado 

Pela primeira vez, o presidente interino, Michel Temer, foi citado em denúncias de corrupção. Senadores e deputados também foram mencionados por Machado.

delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado envolveu mais de 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobras. Pela primeira vez naOperação Lava-Jato, o presidente interino Michel Temer foi mencionado nas investigações. Senadores e deputados também foram citados.
 Veja quem são eles:
Michel Temer (PMDB), presidente interino

Segundo o delator, Michel Temer teria negociado R$ 1,5 milhão em propina para abastecer a campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo. Temer, à época vice-presidente da República, também teria reassumido a presidência do PMDB para gerenciar um repasse de R$ 40 milhões do Grupo JBS para a bancada do partido no Senado.

CONTRAPONTO: Por meio de nota, negou ter feito qualquer pedido de doação de recursos ilícitos. Acrescenta que Sérgio Machado é "pessoa com quem mantinha relacionamento apenas formal". O texto afirma ainda que, "em toda sua vida pública, o presidente sempre respeitou estritamente os limites legais para buscar recursos". 
Valdir Raupp, senador (PMDB-RO)

Segundo a delação, Temer apoiava Chalita nas eleições de 2012, que vinha tendo problemas durante a campanha. No depoimento, o ex-presidente da Transpetro disse que o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) entrou em contato com ele. "O depoente foi acionado pelo Senador Valdir Raupp para obter propina na forma de doação oficial para Gabriel Chalita", diz o documento da delação. Raupp também teria recebido R$ 500 mil de Machado.

Renan Calheiros, senador (PMDB-AL)

Machado disse que repassava propinas ao atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Os valores, segundo cálculos de Machado, chegam a R$ 32 milhões. A propina paga ao PMDB foi de pouco mais de R$ 100 milhões. Renan também foi flagrado em gravações realizadas por Machado na tentativa de obstruir a Lava-Jato. O presidente do Senado, segundo o delator, recebeu o primeiro repasse entre 2004 e 2005 e, a partir de 2008, os depósitos passaram a ser anuais, quando Renan recebia cerca de R$ 300 mil por mês. Nos anos em que ocorriam eleições, os valores eram acrescidos de propinas pagas em forma de doações oficiais por empresas que mantinham contratos com a Transpetro. Gravações feitas por Machado e divulgadas no mês passadomostravam tentativas de Renan de barrar a Lava-Jato.

CONTRAPONTO: O presidente do Senado disse, em entrevista, que "nunca autorizou ninguém para falar em seu nome" e que todas as doações que recebeu para campanhas eleitorais foram legais e com contas prestadas e aprovadas pela Justiça. 

— Não tenho absolutamente nada a temer — afirmou.

Henrique Eduardo Alves (PMDB-RJ), ministro do Turismo

Em delação premiada, o ex-presidente da Transpetro afirmou que repassou R$ 1,55 milhão em propina, entre 2008 e 2014, ao atual ministro do Turismo. Os valores foram repassados, segundo Machado, pela Queiroz Galvão e pela Galvão Engenharia. Os recursos ilícitos eram mascarados como doações oficiais. Alves também é alvo de pedido de investigação no Supremo Tribunal Federal em razão da Lava-Jato. No pedido, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, diz que recursos negociados pelo ministro e por Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com a OAS "adviriam do esquema criminoso montado na Petrobras e que é objeto do caso Lava-Jato".

CONTRAPONTO: o ministro diz que "repudia a irresponsabilidade e leviandade" das declarações de Machado e que "nunca pediu qualquer doação ilícita a empresários ou qualquer que seja". Afirmou ainda que todas as doações para suas campanhas "foram oficiais", com prestações de contas "aprovadas" pela Justiça Eleitoral.

Jader Barbalho, senador (PMDB-PA)

Segundo Machado, os pedidos de doações eram repassados por ele a empreiteiras contratadas pela estatal do petróleo. O PMDB, responsável pela indicação de Machado, teria arrecadado R$ 100 milhões. Entre os políticos que teriam pedido doações, afirmou o delator, está o senador Jader Barbalho (PMDB-PA). O senador foi citado como um dos beneficiários de R$ 40 milhões que o Grupo JBS repassou à bancada do PMDB na Casa.

CONTRAPONTO: o senador disse: "Não trato de declaração deste canalha porque não sou especialista em estrume. O que ele quer, na verdade, é, combinado com o Ministério Público e a Justiça, sair da cadeia e ir beber vinho em Paris com os filhos. É um bandido com cobertura judicial. Não acredito em nada deste rapaz (...). Não falo com ele há anos".
Romero Jucá, senador (PMDB-RR)

O senador foi citado como um dos beneficiários de R$ 40 milhões que o Grupo JBS repassou à bancada do PMDB na Casa. No total, contou o delator, Jucá recebeu, aproximadamente, R$ 21 milhões em propina. Também foi flagrado em gravações realizadas por Machado na tentativa de obstruir a Lava-Jato.

CONTRAPONTO: o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que o senador nega ter recebido recursos de Machado:

— A delação é bastante ampla e tem de ver qual é a credibilidade dela, tendo em vista que ela foi feita para livrar os filhos (de Machado) da cadeia. A delação tem que ser vista com muitas reservas.

Edison Lobão, ex-ministro e senador  (PMDB-MA)

Machado afirma que Lobão recebeu R$ 24 milhões de propina desviada da Transpetro. O valor representa quase um quarto de todos os recursos que Machado alega ter pago ao PMDB ao longo dos 11 anos em que esteve à frente da empresa, que somam "pouco mais" de R$ 100 milhões. Segundo o delator, Lobão, que foi ministro de Minas e Energia entre 2008 e 2015, afirmou que queria receber a maior propina mensal paga aos membros do PMDB. O então ministro queria que o valor para ele fosse fixado em R$ 500 mil por mês, mas Machado teria dito que só poderia transferir R$ 300 mil. Os repasses eram feitos por intermédio do filho do senador, Márcio. De acordo com Machado, parte dos valores a Lobão, R$ 2,7 milhões, foram pagos pelas empreiteiras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão e registrados como doações oficiais.

CONTRAPONTO: o advogado do senador, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, nega que Lobão tenha recebido recursos de Machado. "A delação é bastante ampla e tem de ver qual é a credibilidade dela, tendo em vista que foi feita para livrar os filhos (de Sérgio Machado) da cadeia. A delação tem de ser vista com muitas reservas."
José Sarney, ex-presidente e ex-senador (PMDB-AP)

O delator afirmou que Sarney recebeu R$ 18,5 milhões do dinheiro de propina da subsidiária da Petrobras, dentro da conta do PMDB, durante o período em que ele dirigiu a companhia (2003 a 2015). Desse montante, R$ 2,2 milhões teriam sido repassados em doações eleitorais oficiais, nas campanhas de 2012 e 2010. As doações oficiais foram pagas, segundo Machado, pelas construtoras Camargo Corrêa (R$ 1,25 milhão) e Queiroz Galvão (R$ 1 milhão), contratadas da Transpetro. Os valores foram repassados em 2012. Sarney também foi gravado em conversas onde tratava de medidas para deter a Lava-Jato.

CONTRAPONTO: o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que o ex-presidente nega ter recebido recursos de Machado.
— A delação é bastante ampla e tem de ver qual é a credibilidade dela, tendo em vista que ela foi feita para livrar os filhos (de Machado) da cadeia. A delação tem que ser vista com muitas reservas.

Gabriel Chalita (PMDB)

Em delação premiada, Machado relatou uma conversa que teria tido em setembro de 2012 com o então vice-presidente Michel Temer, hoje presidente interino, na qual o peemedebista teria pedido recursos para a campanha de Chalita. Segundo Machado, na conversa ficou acertada a doação de R$ 1,5 milhão, que teriam sido repassados pela empreiteira Queiroz Galvão. Em 2012, Chalita era um dos principais aliados de Temer em São Paulo. Somente este ano, o ex-secretário deixou o PMDB para concorrer à vice-prefeitura pelo PDT na chapa de reeleição do prefeito Fernando Haddad (PT).

Aécio Neves, senador (PSDB-MG)

O senador Aécio Neves foi citado diversas vezes na delação de Machado. Entre os assuntos abordados na colaboração, o ex-presidente da Transpetro diz que Aécio tinha uma "relação muito próxima" com a Andrade Gutierrez, no sentido de "interesses pessoais". O delator também referiu que o senador tucano é "vulnerabilíssimo" e que incorria na prática de receber propinas tanto na forma de doações oficiais quanto por dinheiro em espécie.
De acordo com Machado, Aécio também ecebeu, de forma ilícita, R$ 1 milhão em dinheiro em 1998. O dinheiro veio de um fundo montado por Machado, Aécio e o então senador Teotonio Vilela, que era presidente nacional do PSDB, para financiar a bancada do partido na Câmara e no Senado. O dinheiro seria usado em campanhas para a reeleição.

CONTRAPONTO: Em nota, negou que tenha usado propinas para comprar apoio na Câmara. "São acusações falsas e covardes de quem, no afã de apagar seus crimes e conquistar os benefícios de uma delação premiada, não hesita em mentir e caluniar. (...) A afirmação feita não possui sequer sustentação nos fatos políticos ocorridos à época."
Ideli Salvatti (PT)

Ex-ministra do governo Dilma, Ideli foi citada pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado em depoimento de delação premiada divulgado nesta quarta-feira. No documento, ele afirma que intercedeu junto à construtora Camargo Correia para que uma doação no valor de R$ 500 mil fosse feita para a campanha eleitoral ao governo de Santa Catarina em 2010. Segundo Machado, os recursos seriam ilícitos, oriundos de contratos com a Transpetro.

Cândido Vaccarezza (PT)

É citado como receptor de propina, via doação oficial.

Jandira Feghali (PC do B)

É citada como receptora de propina, via doação oficial. Machado afirma na delação que ela e Luiz Sérgio (PT) o procuravam em épocas de eleição, pessoalmente na Transpetro para pedir apoio e que assim foram viabilizadas doações oficiais nas eleições, cuja origem eram vantagens indevidas pagas por empresas contratadas pela estatal. Da Queiroz Galvão, em 2010, ela teria recebido R$ 100 mil.

Luiz Sérgio (PT)

É citado como receptor de propina, via doação oficial. Machado afirma na delação que ele e Jandira o procuravam em épocas de eleição, pessoalmente na Transpetro para pedir apoio e que assim foram viabilizadas doações oficiais nas eleições, cuja origem eram vantagens indevidas pagas por empresas contratadas pela estatal. Da Queroz Galvão, Luiz Sérgio recebeu em 2010 R$ 200 mil e outros R$ 200 mil no ano de 2014.

Edson Santos (PT)

Ele teria procurado Machado em 2014 pedindo ajuda com valores necessários à sua campanha para concorrer a cargo de deputado federal. O apoio foi feito por meio de doação oficial da Queiroz Galvão, no valor de R$ 142,4 mil, quantia correspondente a vantagem ilícita paga pela empresa em razão de contratos firmados com a Transpetro.

Francisco Dornelles (PP)

Machado diz que Dornelles, quando era presidente do PP, esteve na Transpetro e solicitou um apoio ao partido durante a eleição de 2010, que resultou na doação oficial pela Queiroz Galvão de R$250 mil para a direção estadual do PP no Rio.

CONTRAPONTO: a assessoria de imprensa do governador em exercício do Rio de Janeiro afirmou que todas as doações relativas às eleições que ele disputou foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes. Disse, ainda, que Dornelles não concorreu nas eleições disputadas nos anos de 2008, 2010 e 2012.

Jorge Bittar (PT)

Machado diz que Bittar o procurava na Transpetro para solicitar ajuda. Ao diretório do PT no Rio, foi repassada, por meio de doação oficial da Queiroz Galvão a quantia de R$ 200 mil para a eleição de 2010.

Garibaldi Alves (PMDB)

Garibaldi procurava Machado pedindo dinheiro. Conforme a delação, o o último encontro ocorreu durante a eleição de 2014, quando ele era ministro da Previdência e o encontro ocorreu no próprio ministério. Garibaldi teria recebido R$ 200 mil da construtora Queiroz Galvão em 2010 e R$ 250 mil da Camargo Corrêa em 2012. Além disso, conforme Machado, ele pediu recurso para a candidatura a deputado federal de seu filho, Walter Alves, para a qual recebeu doação oficial no valor de R$ 250 mil, feita pela construtora Queiroz Galvão.

Walter Alves (PMDB)

Conforme a delação, ele foi "ajudado" com a soma de R$ 250 mil para a candidatura a deputado federal. O valor foi pago pela Queiroz Galvão. Machado também diz que o ajudou em outras eleições com doações oficiais.

José Agripino Maia (DEM)

Machado diz que tinha relação antiga com José Agripino, que sempre lhe pedia doações no período eleitoral. Ele relata dois repasses: um pela Queiroz Galvão, em 2010, de R$ 300 mil, e outro em 2014 para o filho dele, deputado Felipe Maia (DEM), no valor de R$ 250 mil. Ambas tinham origem ilícita.

CONTRAPONTO: o senador diz que as doações "foram obtidas sem intermediação de terceiros, mediante solicitações feitas diretamente aos dirigentes das empresas doadoras". Afirma ainda que, como presidente de partido de oposição, não teria "contrapartida a oferecer a qualquer empresa que se dispusesse a fazer doação em troca de favores" do governo. 

Felipe Maia (DEM)

Recebeu repasse para campanha eleitoral em 2014 no valor de R$ 250 mil, intermediada por seu pai, José Agripino Maia (DEM). O dinheiro, conforme Machado, tinha origem ilícita.

Sergio Guerra (PSDB, morto em 2014)

Como propina paga pela articulação em prol da aprovação do limite de endividamento de programa estratégico, o então senador Sergio Guerra teria recebido R$ 1 milhão. Após a aprovação, ele teria acompanhado o repasse dos valor, pago em espécie do fundo de propinas que Machado administrava ao longo do ano de 2007.

Heráclito Fortes (PMDB)

Assim como Sergio Guerra, também recebeu propina por ajudar na articulação em prol da aprovação do limite de endividamento de programa estratégico. A ele, que era presidente da comissão que analisava a proposta, segundo Machado, foram dados R$ 500 mil. O delator admite que "ficou devendo" outros R$ 500 mil, e que foi cobrado durante a eleição de 2014.

Eunício Oliveira (PMDB)

É citado como um dos contemplados por doações da JBS. O valor não é detalhado na delação.

Vital do Rego (PMDB)

É citado como um dos contemplados por doações da JBS. O valor não é detalhado na delação.

Eduardo Braga (PMDB)

É citado como um dos contemplados por doações da JBS. O valor não é detalhado na delação.

Roberto Requião (PMDB)

É citado como um dos contemplados por doações da JBS. O valor não é detalhado na delação. Via http://diariodesantamaria.clicrbs.com.br/

DILMA: ‘O POVO É QUEM VAI JULGAR O IMPEACHMENT’

Roberto Stuckert Filho/PR:
Ainda na Bahia, a presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira 17 que "fica mais claro a cada dia que o impeachment é um golpe para parar as investigações" da Operação Lava Jato, e que a população já percebe "as verdadeiras motivações"; "O julgamento será feito pelo povo brasileiro, e esse julgamento deixa claro que esse impeachment é um processo que tem muito pouca base no que eles chamam de pedaladas fiscais", afirmou; Dilma voltou a bater no governo provisório; "O que mais me incomoda no governo provisório e interino é o fato de ser um governo provisório e interino, não legítimo, que está desmontando toda a política que nós fizemos de inclusão social e desenvolvimento".

Bahia 247 - Ainda na Bahia, a presidente Dilma Rousseff criticou nesta sexta-feira (17) o governo provisório de Michel Temer, e disse que "fica mais claro a cada dia que o impeachment é um golpe para parar as investigações" da Operação Lava Jato. "O julgamento será feito pelo povo brasileiro, e esse julgamento deixa claro que esse impeachment é um processo que tem muito pouca base no que eles chamam de pedaladas fiscais", afirmou a presidente eleita.
Dilma disse também que apesar de interino, o governo de seu vice "está desmontando" as políticas públicas construídas no governo do PT. "O que mais me incomoda no governo provisório e interino é o fato de ser um governo provisório e interino, não legítimo, que está desmontando toda a política que nós fizemos de inclusão social e desenvolvimento".
Em entrevista coletiva, a presidente criticou também o "vazamento seletivo" das delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato, mas disse que dá "total apoio" ao método utilizado para desvendar os ilícitos.
"Eu acredito que as delações fazem parte desse processo, porque foram aprovadas por uma lei de 2013. Eu não concordo com vazamentos seletivos, não concordo com o uso da investigação de forma parcial para atingir esse ou aquele. Isso eu não concordo. Eu sou a favor do processo e da investigação".
Em entrevista coletiva, Dilma disse ainda que "as falhas" ocorridas durante as investigações na Lava Jato não devem ser usadas para encerrar a apuração dos crimes de corrupção.
"Acho que quem deve, deve prestar contas à justiça. Isso é algo que é muito importante no nosso país. Porque nós viemos de uma pratica e de uma vivencia patrimonialista. O que é o patrimonialismo, é confundir o público com o privado. Excessos não são corretos, e o fato de ter excessos tem que ser corrigido. Agora não pode alegar com isso que você não investigue", disse a presidente eleita.
Dilma visita nesta sexta o Centro Pan-Americano de Judô, no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

Da pra vocês? Delação da Odebrecht terá Temer, 13 governadores e 100 parlamentares

:
A resposta “veemente” que o presidente interino Michel Temer deu hoje sobre a delação de Sergio Machado, de que teria pedido recursos ilícitos no valor de R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita, não deve ser a última sobre seu eventual envolvimento com o esquema investigado pela Lava Jato.  No acordo preliminar para  sacramentar  a delação premiada da construtora Odebrecht, um dos executivos promete falar sobre uma doação de R$ 50 milhões para o PMDB, que teria tido a intermediação de caciques do partido, inclusive de Temer.   Os termos preliminares de uma delação podem acabar não figurando  nos depoimentos oficiais, que ainda não foram tomados,  mas esta revelação, segundo fontes do Ministério Público, aparece no termo preliminar.
Este esboço que vem sendo negociado incluiria a participação de quase 50 executivos da empresa que tiveram, em diferentes momentos, participação no esquema de “financiamento ilícito e ilegal” de atividades político-partidárias, conforme definição da própria Odebrecht  em sua nota de março, quando anunciou uma “colaboração definitiva” com a Lava Jato.
A delação que assombra o mundo político deve implicar vários partidos, como PMDB, PSDB, PT, PP, DEM e outros, 13 governadores  (ou ex-governadores) e cerca de 100 parlamentares  que teriam recebido recursos ilícitos, derivados do fechamento de contratos com a Petrobrás e outras estatais, sob a forma de doações . Algumas declaradas oficialmente, outras por debaixo do pano, o popular caixa dois.
O detalhamento dos R$ 50 milhões destinados ao PMDB não deixaria pedra sobre pedra na cúpula do partido que hoje comanda o governo.
Temer, pessoalmente, é alvo de outras duas citações na Lava Jato que  vêm sendo deixadas no esquecimento. Uma aparece na transcrição de conversa por rede eletrônica entre Léo Pinheiro, da OAS, e Eduardo Cunha, que reclama de um pagamento de R$ 5 milhões a Temer, sem retirar a parcela de outros peemedebistas. Pinheiro então diz que explicará melhor depois,   mas esclarece que se trata de recursos relacionados com outra coisa, a concessão do aeroporto de Guarulhos à OAS.
A informação sobre o suposto pagamento a Temer aparece na  manifestação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, ao fundamentar a autorização para a Operação Catilinárias, em dezembro passado. Eis um trecho do pedido do procurador-geral Rodrigo Janot,  transcrito por Teori ao autorizar a operação: “Eduardo Cunha cobrou Léo Pinheiro por ter pago, de uma vez, para Michel Temer,  a quantia de R$ 5 milhões, tendo adiado  os compromissos com a 'turma'.”  Na época, Temer explicou tratar-se de uma doação legal de R$ 5 milhões da OAS ao PMDB . A Folha de São Paulo tratou do assunto na matéria que pode ser acessada pelo seguinte link.
Voltou ao assunto este ano nesta outra matéria:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/06/1778572-ministro-do-turismo-recebeu-recurso-do-petrolao-diz-janot.shtml Em 23 de abril deste ano a Folha publicou o editorial “Sombra sobre Temer”, que aborda outra citação ao hoje presidente interino, esta feita pelo executivo da construtora Engevix,  José Antônio Sobrinho. Ele declara ter sido pressionado a pagar um milhão de reais para a campanha de Temer em 2014. “Não se trata do único caso. A própria delação premiada de Delcídio do Amaral (sem partido-MS), ex-líder do governo no Senado –documento importante na constituição de todo o clima favorável ao impeachment de Dilma–, menciona o vice-presidente como padrinho na indicação de diretores da Petrobras hoje acusados de corrupção”, diz um trecho do editorial que pode ser lido aqui:http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2016/04/1763960-sombras-sobre-temer.shtml

Estes dois assuntos, entretanto, sumiram do noticiário.  Mas na Lava Jato, tudo um dia volta a circular. Via Brasil 247

Após resposta de Dilma, Rosa Weber arquiva pedido de explicações sobre “golpe”

Brasília - DF, 14/06/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante entrevista para agências de noticias internacionais.
Depois da presidente afastada Dilma Rousseff ter respondido por que  classifica o processo de impeachment de golpe, a relatora do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber arquivou o processo.
A “baixa ao aquivo do STF” era esperada, uma vez que o processo consistia apenas em pedir explicações a Dilma. Feito isso, não há mais motivo para continuar tramitando na corte.
A interpelação judicial criminal foi ajuizada, no começo de maio, por deputados federais que questionavam o argumento que Dilma usa em discursos de que o processo de impedimento constituiria uma suposto “golpe de estado”.
A ministra Rosa Weber determinou o prazo de 10 dias para a resposta e que, decorrido o prazo, os autos deveriam ser arquivados.
Em resposta, a defesa de Dilma afirmou que o processo de impeachment seria um golpe porque as condutas que são imputadas como crimes de responsabilidade não são atos ilícitos que atentam contra a Constituição.
Além disso, o advogado José Eduardo Cardozo, que defende a presidente, afirma que a ofensa a Constituição, que seria demonstrada pela opinião de juristas, economistas e técnicos em contabilidade pública, revela que a se consumar o impeachment de uma Presidenta eleita por 54 milhões de brasileiros, sem uma “verdadeira” justa causa para tanto, representa uma ruptura institucional e democrática.
“E o nome que se dá a uma ruptura institucional e democrática como esta, na ciência política, é ‘golpe de Estado’”, afirmou. Via http://jota.uol.com.br

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Governo golpista faz crime contra povo da Paraíba, afirma Dilma

Em João Pessoa, a presidenta eleita criticou a manobra do ministério golpista Bruno Araújo, que retirou R$ 17 milhões já liberados para obra de mobilidade.

Diante de milhares de paraibanos, a presidenta eleita Dilma Rousseff criticou a manobra doministério golpista das Cidades, Bruno Araújo, que retirou R$ 17 milhões já liberados para conclusão de obra de mobilidade em João Pessoa (PB).
Para Dilma, o ato dos golpistas é “politicagem”, que confunde o dinheiro público com o dinheiro pessoal.
“Isto está na origem da corrupção. Chama-se patrimonialismo, quando você confunde o dinheiro público com o seu poder, é o claro desvio de poder”, afirmou, durante Audiência Pública em defesa da democracia na Assembleia Legislativa da Paraíba, nesta quarta-feira (15).
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
A presidenta fez um paralelo entre a ação do governo golpista de Michel Temer e a política arcaica da República Velha, em que os amigos do governo recebiam benesses, enquanto os adversários, penalidades.
“Não passar os 17 milhões para a obra que beneficia a Paraíba é desvio de finalidade, é crime contra o povo da Paraíba. Isso é grave porque se fazem isso aqui na Paraíba, podem fazer em qualquer parte do País. Por isso é importante que fique claro que essa prática é antiga, se confunde com o Brasil atrasado, que nós lutamos para acabar. E estou hoje na terra dos homens e mulheres que lutaram contra a República Velha”, destacou.
Dilma ressaltou a atuação republicana que tanto ela quanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre tiveram, “mesmo com os nossos opositores”.
“Nós não governamos para três ou quatro pessoas, nós governamos para a população do País. Tirar R$ 17 milhões de uma obra fundamental para o povo de João Pessoa e da Paraíba é um desrespeito a essa prática republicana que é governar para a população e não fazer politicagem”, disse.
A presidenta eleita afirmou que fez questão de marcar presença no evento da Paraíba para ratificar a conquista pela democracia, lembrando que ela foi uma das mais duras vitórias a ser alcançada.
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
“Todos sabemos que nossa democracia foi conquistada com luta, com sangue derramado, com exilados, e tortura. A democracia foi um ato construído pelo povo brasileiro, sobretudo, nos últimos anos, garantiu para todos a possibilidade de falar o que pensamos, de defender aquilo que acreditamos, e ainda de escolher aquelas que nos representará. Esse processo hoje corre risco”, enfatizou.
Segundo ela, a inclusão social também está ameaçada com esse golpe. “Querem reduzir tudo, querem reduzir o SUS, querem acabar com Minha Casa Minha Vida, querem reduzir os direitos individuais e coletivos”.
E lembrou a atenção dada pelos governos do PT à região Nordeste.
“Meu governo e o governo do presidente lula sempre deram muita importância para o desenvolvimento do Nordeste e tivemos a compreensão que o Nordeste é uma área fundamental no território brasileiro, porque aqui tem uma parte trabalhadora, criativa que representa 25% da população brasileira”, destacou.
Ao final, Dilma agradeceu o apoio popular, principalmente das mulheres. “É fundamental resistir. Tenho orgulho do apoio que tenho recebido das mulheres e eu quero dizer que saberei honrar esse apoio”, afirmou.
Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias

Aécio repassou propina para ser presidente da Câmara, diz delator

Sérgio Machado afirma que tucano fez parte de esquema que captava recursos ilícitos para pagar deputados em troca de apoio na Câmara, em 2001.

Senador golpista e derrotado das últimas eleições presidenciais, Aécio Neves (PSDB-MG) repassou propina para cerca de 50 deputados em troca de apoio na sua eleição à presidência da Câmara dos Deputados, no ano de 2001.
A informação, divulgada nesta quarta-feira (15) pelo jornal ‘Folha de S. Paulo‘, é do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, em sua delação premiada na Operação Lava Jato. Aécio já é investigado em outros dois inquéritos.
Machado contou que teria ficado acertado entre ele, Aécio e Teotônio Vilela Filho, à época presidente nacional do PSDB, que captariam recursos ilícitos para ajudar cerca de 50 deputados a se elegerem, o que viabilizaria o apoio deles à eleição de Aécio ao comando da Câmara.
Foram arrecadados cerca de R$ 7 milhões à época, entre recursos que vieram de empresas e também do exterior, de acordo com Sérgio Machado, que era do PSDB, antes de mudar para o PMDB.
Esse recurso foi solicitado à campanha nacional do ex-presidente e também tucano Fernando Henrique Cardoso, que se reelegeu presidente em 1998.
Machado afirma que parte dos recursos vieram da campanha de FHC, por intermédio de “Luiz Carlos Mendonça”, em possível referência a Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações de FHC.
“Esses recursos ilícitos foram entregues em várias parcelas em espécie, por pessoas indicadas por Mendonça; que os recursos foram entregues aos próprios candidatos ou a seus interlocutores; que a maior parcela dos cerca de R$ 7 milhões de reais arrecadados à época foi destinada ao então deputado Aécio Neves, que recebeu R$ 1 milhão em dinheiro”, detalhou Machado.
O ex-presidente da Transpetro também corroborou outros depoimentos sobre Aécio em relação ao recebimento de propina de Furnas e disse que “parte do dinheiro para a eleição de Aécio para a Presidência da Câmara veio de Furnas“, comandada à época por Dimas Toledo.
“Todos do PSDB sabiam que Furnas prestava grande apoio ao deputado Aécio Neves via o diretor Dimas Toledo, que era apadrinhado por ele durante o governo Fernando Henrique Cardoso e Dimas Toledo contribuiu com parte dos recursos para a eleição da bancada da Câmara à época”, disse Machado, em sua delação.
Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do jornal “Folha de S. Paulo”

Leia também:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...