sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Comunidades Indígenas Deputado tucano boicota programa de acesso à água para indígenas

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Geraldo Resende atuou contra construção de cisternas em comunidades do MS onde indígenas bebem água suja e são contaminados por agrotóxicos. Por Repórter Brasil 

Aproximadamente 35 famílias Guarani e Kaiowá vivem em moradias precárias. Indígenas reclamam a demarcação da área desde 2011.

Por João Cesar Diaz

Acampados entre as fazendas de soja, milho e cana-de-açúcar do Mato Grosso do Sul, indígenas Guarani e Kaiowá adoecem e são intoxicados por agrotóxicos devido à falta de acesso à água tratada.

Há denúncias de crianças internadas e adultos com diarreias, febres e manchas pelo corpo. O problema poderia ser amenizado por um programa do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que instalaria 910 cisternas nesses locais.

Ao coletar a água da chuva, as caixas reduziriam a dependência dos poços e córregos contaminados. Os benefícios do programa, porém, nunca chegaram a esses indígenas devido à interferência do deputado federal Geraldo Resende (PSDB/MS), que atuou para mudar o destino dos recursos.

Membro da Frente Parlamentar Agropecuária, a bancada ruralista, Resende confirma que se opôs às cisternas nos acampamentos, questionando a eficácia das obras. “Sabe-se dos bons resultados da construção de cisternas no Nordeste do país, porém, talvez não seja essa a melhor benfeitoria para as áreas indígenas de Mato Grosso do Sul”, afirma.

A motivação por trás do posicionamento do deputado, porém, pode ter outra origem. Em reunião com representantes do MDS e da Funai no dia 9 de novembro, ao se manifestar contra as obras, o parlamentar listou os nomes de posseiros e donos de propriedades que reivindicam direito sobre as terras onde estão os acampamentos.

A fala foi registrada por técnica da Funai que estava presente na reunião.  A base do argumento de Resende seria “o possível acirramento fundiário" por considerar "a construção das cisternas um dano à propriedade privada”, segundo outro documento da Funai sobre a mesma reunião.

Questionado diretamente pela Repórter Brasil se interferiu no programa para defender os interesses dos fazendeiros locais, o deputado foi evasivo. Por meio de sua assessoria, informou que suas motivações foram: “a defesa da legalidade, a necessidade de atender a mesma demanda em áreas que não estão em litígio e questões da geografia local”.

Os acampamentos indígenas estão nas áreas cuja posse é disputada por fazendeiros e indígenas. Essas são, justamente, as comunidades consideradas mais vulneráveis pelo MDS e Funai, onde as doenças e intoxicações são mais frequentes. Isso porque esses acampamentos ficam mais próximos das lavouras, não dispõem de infraestrutura pública de abastecimento, além de serem o foco do conflito agrário da região.

Em resposta à atuação de Resende, o Ministério Público Federal se manifestou a favor da construção das cisternas nos acampamentos por meio de recomendação conjunta enviada ao então ministro do MDS, Osmar Terra.

Na visão dos três procuradores federais que se manifestaram sobre o caso, o acesso à água deveria ser garantido independente “da regularidade fundiária das áreas que ocupem”. Para o procurador Marco Antônio Delfino, as cisternas seriam apenas uma solução pontual e temporária: “o mínimo que o Estado poderia fazer”.

Apesar dos questionamentos, o MDS está executando o programa com o apoio da Funai sem incluir nenhum dos acampamentos não regularizados.

Água suja para os índios

Barrenta e cheia de detritos, a água levada de balde pelos indígenas carrega agrotóxicos para dentro de suas casas, segundo relatórios da Funai e estudo do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), órgão ligado à presidência da república.

A falta de acesso à água potável foi verificada em 70% dos acampamentos indígenas visitados por equipes da Funai em 2016. Nesses locais, a coleta é feita em córregos e poços improvisados, ambos alimentados pela água que escorre das plantações vizinhas.

Mal estar, diarreias, náuseas e dores de cabeça acompanham o calendário das lavouras que cercam os acampamentos. “Entre outubro e fevereiro a contaminação da água fica muito ruim, porque é tempo da soja. Abril e maio também, porque é tempo do milho. Só fica melhor no tempo do frio, quando não passam os venenos” afirma uma liderança indígena que preferiu não se identificar por medo de sofrer represálias.

De acordo com o último levantamento da Funai, de um total de 96 áreas habitadas pelos Guarani e Kaiowá no sul do estado, 45 não estão regularizadas. Chamadas de retomadas, essas ocupações indígenas ocorrem em terras que já foram parte do seu território tradicional, mas que hoje são usadas para o cultivo da soja e do milho. Em sua maioria, eles vivem em moradias precárias: casas de toco, erguidas com sapé e protegidas da chuva por lonas plásticas.

Para Simão Kunumi e sua família, o programa das cisternas era uma esperança. “Recentemente, três crianças tiveram de ir para o hospital por tomarem dessa água envenenada”, disse o Kaiowá que mora em uma retomada no município de Caarapó, uma das que receberiam as caixas d'água.

Foram mais de 33 mil toneladas de agrotóxicos vendidos no Mato Grosso do Sul em 2016, segundo o Ibama. Embora a contaminação ambiental preocupe cientistas, ainda não há dados que mostrem como essas substâncias se espalham pelas águas e pelos rios da região.

Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Rômulo Scorza, afirma que a instituição está lançando programa inédito para monitorar a concentração de agrotóxicos na água. Fernanda Savicki de Almeida, pesquisadora da Fiocruz em Campo Grande, relata que há muita resistência a estudos técnicos que se proponham a investigar essa questão no Mato Grosso do Sul.

Agrotóxicos como arma

Além da água contaminada, o veneno também cai do céu. A Repórter Brasil teve acesso a um vídeo que registra uma cena grave. Ao pulverizar uma plantação de soja, um avião joga a substância sobre uma comunidade indígena. Crianças correm em direção à casa, enquanto adultos descrevem sentir o cheiro do veneno.

Relatório interno da Funai narra esse mesmo episódio, que ocorreu em 2016 no acampamento Laranjeira Nhanderu, no município de Rio Brilhante. Segundo servidor do órgão, que não quis se identificar, esse foi um de muitos “ataques” que ocorrem na região, onde fazendeiros reagem contra as ocupações usando os agrotóxicos como arma.

A mesma realidade foi abordada em estudo da Human Rights Watch “Você não quer mais respirar veneno”. A organização coletou diversos casos de intoxicação entre os indígenas da área, revelando que os agrotóxicos estão na água e no ar: “Dava pra ver o líquido branco [no ar]”, contou indígena entrevistado pela ONG sobre episódio em que seu acampamento foi atingido por uma nuvem de agrotóxicos após pulverização em fazenda vizinha.

“Cena de guerra”

São muitos os registros de ações violentas contra os indígenas no Estado. Paciente ao narrar a história do acampamento, o Kaiowá Simão vive desde 2016 com uma bala alojada no peito. O pedaço de metal quase o matou: “Está na capa do coração”, ele descreve. Segundo denúncia do MPF, o ataque foi feito por um grupo de 200 a 300 fazendeiros. Além de ferir Simão, eles tiraram a vida de um indígena no episódio que ficou conhecido como o “Massacre de Caarapó”.

Cinco dos fazendeiros envolvidos foram presos pela Polícia Federal, acusados de constituição de milícia privada, homicídio, lesão corporal e dano qualificado. “Essas agromilícias são comuns na região”, afirma o procurador da república Marco Antônio Delfino.

“Era uma cena de guerra”, afirma um indígena que pede para não se identificar. Ele se recorda das caminhonetes e tratores avançando sobre a retomada, enquanto os fazendeiros soltavam rojões para disfarçar os disparos das pistolas e espingardas.

A tensão permaneceu após o ataque, com 18 indígenas assassinados no estado em 2016. A violência segue iminente: em 9 de abril, o Supremo Tribunal Federal suspendeu duas ações de reintegração de posse em fazendas próximas a retomada de Kunumi. O receio é o “acirramento do conflito fundiário na região”, escreveu na decisão a ministra Cármen Lúcia, presidente do STF.


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Indígenas denunciam a superlotação das terras regularizadas: população cresce, mas a demarcação não acompanha (Lunaé Parracho)
Ação ruralista

Neste contexto, a atuação de Geraldo Resende contra as cisternas em retomadas coloca o deputado como um ator importante no que os indígenas chamam de guerra. Em seu tempo de bancada ruralista, ele já se declarou contra a construção de outras infraestruturas públicas em Terras Indígenas não regularizadas, como escolas. Em falas públicas na Câmara, Resende também alegou que a Funai utiliza laudos antropológicos falsos em seus estudos.

Se há dois lados da disputa por terras no estado, não é difícil determinar em qual deles o deputado se coloca. Na Câmara há 15 anos, mineradoras e empresas do agronegócio sempre foram uma importante fonte para suas campanhas. Delas vieram 78% do seu financiamento eleitoral em 2014, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

Na época em que o projeto das cisternas foi alterado, o Ministério do Desenvolvimento Social era comandado por Osmar Terra, também da bancada ruralista. Ele deixou o cargo em abril deste ano para voltar ao posto na Câmara, a tempo de disputar a reeleição para deputado federal em outubro.

Para o procurador Delfino, um dos que reivindicou que o MDS voltasse ao programa original em áreas de retomada, o governo passa uma mensagem clara ao concentrar as políticas públicas apenas nas Terras Indígenas regularizadas: “Não saiam das terras que já têm”. Para ele, isso é mais uma maneira de enfraquecer a luta indígena pela demarcação de novas áreas.

A dispersão territorial das comunidades Guarani e Kaiowá na região remonta à expulsão de suas terras ainda no século XIX. O processo se intensificou durante as décadas de 50 e 70, quando o Estado passou a emitir títulos de propriedade a fazendeiros, muitos deles de fora do Mato Grosso do Sul.

Hoje, o estado é o campeão em terras privadas no Brasil: 92% de seu território tem donos e a maioria deles são grandes proprietários.


Nota de Geraldo Resende sobre a matéria

O deputado federal Geraldo Resende é o parlamentar que mais levou recursos para investimentos em comunidades indígenas do Estado de Mato Grosso do Sul.

São frutos de emendas parlamentares e investimentos da programação de ministérios conquistados por meio do trabalho do parlamentar a reconstrução da Escola Estadual indígena Guateka Marçal de Souza, que atende adolescentes e jovens das reservas indígenas de Dourados, investimentos em abastecimento de água e melhorias sanitárias domiciliares (banheiros externos) em reservas indígenas dos municípios de Bela Vista (aldeia Pirakuá), Nioaque (aldeias Água Branca, Brejão e Taboquinha), Jardim, Ponta Porã, Japorã (aldeias Yvy Katu e Porto Lindo), Itaporã, Coronel Sapucaia (aldeias Tomázia, Córrego de Ouro e Taquaperí), Aquidauana, Miranda (aldeia Argola), Douradina (Aldeia Panambi), Aral Moreia (aldeia Guassutí), Aquidauana (aldeias Colônia Nova, Lagoinha e Morrinhos), Miranda (aldeia Moreira), Dourados (aldeia Bororó), Caarapó (aldeias Guira’Roka e Taquara), Antônio João (aldeia Campestre), dentre outras ações.

Um dos maiores e mais emblemáticos investimentos em reservas indígenas realizados por meio de emenda individual do deputado Geraldo Resende foi a que possibilitou a construção da primeira Vila Olímpica Indígena do País edificada em Dourados-MS.

O deputado Geraldo Resende também presidiu a Comissão externa da Câmara dos Deputados que investigou a mortalidade por desnutrição de crianças indígenas nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os casos de mortes de crianças indígenas chamaram a atenção até da imprensa internacional no meio da década passada.

Provavelmente foi em consequência do trabalho orçamentário e legislativo, que o parlamentar foi convidado a opinar sobre a construção de cisternas em áreas ainda em litígio onde estão comunidades indígenas.

O deputado afirmou na reunião de novembro do ano passado, que existe a necessidade de ligação de água em reservas indígenas já homologadas e questionou a alternativa de se construir cisternas, ao invés de outras ações. As cisternas se mostraram viáveis no combate a crises hídricas no Nordeste Brasileiro, porém o estado de Mato Grosso do Sul apresenta outras características geográficas de forma a sugerir outras formas de abastecimento de água.

Afirmar que o parlamentar está deste ou daquele lado de um conflito agrário é extremamente subjetivo e não parece ter respaldo no trabalho do parlamentar. Com todo respeito a este órgão de imprensa, seria uma prática do bom jornalismo a consulta a lideranças das reservas e outros indígenas como um todo na construção da reportagem.

Acredito que a matéria ficaria mais objetiva se, além de burocratas, militantes e membros do Ministério Público, que tem o dever constitucional da defesa das comunidades tradicionais, se os indígenas, que moram nas aldeias pudessem ter suas palavras publicadas e eles sim julgarem o trabalho dos agentes políticos. Via https://www.cartacapital.com.br/sociedade/deputado-tucano-boicota-programa-de-acesso-a-agua-para-indigenas

GLEISI: POSIÇÃO DA ONU É GRANDE VITÓRIA PARA A DEMOCRACIA

"Grande vitória para a democracia brasileira a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU. O mundo nos ensinando e alertando que o que esta sub judice hoje no Brasil é o processo eleitoral brasileiro ao não garantir os direitos políticos de Lula", afirmou a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

Paraná 247 - A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), comemorou a decisão da Organização das Nações Unidas (ONU), que pediu, oficialmente, que o Estado brasileiro garanta os direitos políticos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve prisão de ordem emitida sem o esgotamento de todos os recursos judicais. 
"Grande vitória para a democracia brasileira a decisão do Comitê de Direitos Humanos da ONU. O mundo nos ensinando e alertando que o que esta sub judice hoje no Brasil é o processo eleitoral brasileiro ao não garantir os direitos políticos de Lula", escreveu a parlamentar em sua conta no Twitter.
Em nota, a ONU pediu que o Estado não impeça que "o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final (leia mais aqui)".

NEW YORK TIMES DESTACA O QUE A MÍDIA NACIONAL ESCONDE: ONU EXIGE LULA NAS ELEIÇÕES

247 - O jornal The New York Times destacou nesta sexta-feira, 17,  a manifestação da Organização das Nações Unidas (ONU) em defesa do direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputar as eleições presidenciais.
O principal jornal do planeta desta o comunicado da ONU, que diz que o governo brasileiro deve garantir "que Lula possa desfrutar e exercer seus direitos políticos enquanto estiver na prisão, como candidato nas eleições presidenciais de 2018". "Isso inclui ter acesso apropriado à mídia e aos membros de seu partido político", disse o comitê da ONU.
Leia, abaixo, um trecho da reportagem do New York Times, e aqui a íntegra:
SÃO PAULO - O Comitê de Direitos Humanos da ONU, um painel de especialistas independentes, disse na sexta-feira que solicitou que o governo brasileiro permita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva exerça seus direitos políticos como candidato à presidência.
Lula é o candidato presidencial de seu Partido dos Trabalhadores (PT) e lidera as pesquisas antes das eleições de outubro, mas é amplamente esperado que seja proibido de concorrer por um tribunal eleitoral. Ele foi preso em abril por condenação por corrupção.
O comitê, que supervisiona a adesão dos países ao Pacto Internacional pelos Direitos Civis e Políticos, disse em comunicado que pediu ao governo brasileiro que "não o impeça de concorrer às eleições presidenciais de 2018, até que seus recursos sejam apresentados aos tribunais". concluída em processos judiciais justos ".
O comunicado acrescentou que o governo brasileiro deve garantir "que Lula possa desfrutar e exercer seus direitos políticos enquanto estiver na prisão, como candidato nas eleições presidenciais de 2018".
"Isso inclui ter acesso apropriado à mídia e aos membros de seu partido político", disse o comitê.
De acordo com a lei brasileira, Lula tem acesso livre a seus advogados, que incluem alguns dos principais executivos do PT, e visitas familiares semanais. Ele tem permissão para se comunicar por escrito, mas promotores federais dizem que ele está impedido de fazer gravações em vídeo ou áudio.

LEIA ÍNTEGRA DA HISTÓRICA DECISÃO DA ONU SOBRE LULA

247 - Leia a íntegra da tradução do texto da ONU sobre Lula (o original em inglês está aqui):


AÇÕES UNIDAS

DIREITOS HUMANOS

ESCRITÓRIO DO ALTO COMISSÁRIO

ESCRITÓRIO DO ALTO COMISSÁRIO DE DIREITOS HUMANOS

PALÁCIO DAS NAÇÕES * 1211 GENEBRA 10, SUÍÇA

www.ohchr.org – TEL + 41 22 917 9895 – FAX: + 41 22 917 9008 – E-MAIL: petitions@ohchr.org

O Secretariado das Nações Unidas, o Escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos, cumprimenta a Missão Permanente do Brasil junto ao Escritório das Nações Unidas em Genebra e tem a honra de transmitir, para fins de informação, a petição dos advogados e o pedido por medida provisional apresentado no dia 27 de julho de 2018 a respeito do comunicado de nº 2841/2016, que foi apresentado ao Comitê de Direitos Humanos para análise à luz do Protocolo Facultativo referente ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos em favor do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva.

O Comitê, através de seu Relator Especial sobre Novos Comunicados e Pedidos por Medidas Provisionais, avaliou as alegações do autor datadas de 27 de julho de 2018 e concluiu que os fatos relatados indicam a existência de possível dano irreparável aos direitos do autor previstos no artigo 25 do Pacto. Portanto, estando o comunicado do autor sob exame pelo Comitê, conforme a regra processual no. 92, o Comitê requisita ao Estado-Parte a adoção de todas as medidas necessárias para assegurar que o requerente usufrua e exerça todos os seus direitos políticos enquanto está na prisão, na qualidade de candidato nas eleições presidenciais de 2018, o que inclui o acesso adequado à imprensa e aos membros de seu partido político; requisita também que o Estado-Parte não impeça o autor de concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos impetrados contra a sentença condenatória sejam julgados em processos judiciais justos e a sentença esteja transitada em julgado.

Esta solicitação não sugere que o Comitê tenha chegado a uma decisão a respeito da questão atualmente em exame.

17 de agosto de 2018



Leia abaixo a íntegra da nota dos advogados de Lula sobre o documento:

Na data de hoje (17/08/2018) o Comitê de Direitos Humanos da ONU acolheu pedido liminar que formulamos na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25/07/2018, juntamente com Geoffrey Robertson QC, e determinou ao Estado Brasileiro que “tome todas as medidas necessárias para que para permitir que o autor [Lula] desfrute e exercite seus direitos políticos da prisão como candidato nas eleições presidenciais de 2018, incluindo acesso apropriado à imprensa e a membros de seu partido politico” e, também, para “não impedir que o autor [Lula] concorra nas eleições presidenciais de 2018 até que todos os recursos pendentes de revisão contra sua condenação sejam completados em um procedimento justo e que a condenação seja final” (tradução livre).

A decisão reconhece a existência de violação ao art. 25 do Pacto de Direitos Civis da ONU e a ocorrência de danos irreparáveis a Lula na tentativa de impedi-lo de concorrer nas eleições presidenciais ou de negar-lhe acesso irrestrito à imprensa ou a membros de sua coligação política durante a campanha.

Por meio do Decerto Legislativo 311 o Brasil incorporou ao ordenamento jurídico pátrio o Protocolo Facultativo que reconhece a jurisdição do Comitê de Direitos Humanos da ONU e a obrigatoriedade de suas decisões.

Diante dessa nova decisão, nenhum órgão do Estado Brasileiro poderá apresentar qualquer obstáculo para que o ex-Presidente Lula possa concorrer nas eleições presidenciais de 2018 até a existência de decisão transitada em julgado em um processo justo, assim como será necessário franquear a ele acesso irrestrito à imprensa e aos membros de sua coligação política durante a campanha.

Valeska Teixeira Zanin Martins

Cristiano Zanin Martins

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Filho de lavradores e quilombola, menino sergipano será médico do seu povoado

filho de lavradores
João recentemente concluiu o curso de Medicina na Universidade Federal do Sergipe (UFS) e será o novo médico de seu povoado, o Povoado Sítio Alto, em Simão Dias, no Sergipe.

O menino não se envergonha de sua origem, muito pelo contrário, tem orgulho de dizer de onde veio e de suas conquistas:

“Negro, quilombola, filho de lavradores, nascido e criado na roça, filho do meio e integrante de uma família humilde composta por 11 irmãos e rodeada pela pobreza, chego ao fim de uma enorme batalha!”.

A condição de sua família nunca foi boa, e ele sempre soube que os estudos eram a única maneira de ter um futuro próspero e poder ajudar os seus pais. Seus pais são analfabetos, portanto nunca tiveram uma renda sólida. Dessa maneira, o menino e seus irmãos tiveram uma infância complicada e muitas vezes lhes faltavam itens básicos, como roupa e até alimentos.

Em meio a essa realidade, poderia parecer impossível vencer na vida, mas não para João. Ele sempre se dedicou aos estudos para proporcionar uma realidade de vida melhor para a família.

“Eu me destacava cada vez mais na escola, porque sabia que a única opção para uma ascensão social e financeira era por meio dos estudos”, diz João.

Ele conseguiu seu primeiro trabalho fora da roça quando estava no terceiro ano do ensino médio. Era um trabalho na Promotoria de Justiça de Simão Dias, no qual ficava durante meio período. No entanto, não estava totalmente satisfeito, porque ainda tinha que entrar na faculdade, e para isso enfrentou sua insegurança interna e muitos preconceitos, como diz abaixo:

“Muitas vezes me questionava se seria possível, se eu era capaz. Recebi muitos comentários desencorajadores, de pessoas próximas inclusive, pelo fato de ser uma pessoa pobre, vindo da roça, negro e proveniente de escola pública. Conseguir curar Medicina? Muitos consideraram improvável! Mas Deus e o destino foram maravilhosos comigo!”

No entanto, nada disso desmotivou João, que aos 17 anos passou em terceiro lugar para Medicina na Universidade Federal do Sergipe.

Durante os seis anos de estudo, enfrentou muitos desafios, principalmente devido ao sustento da família “que ainda é provido pelo trabalho na roça e por benefícios sociais de distribuição de renda”.
Essa fase difícil, e agora, prestes a colar grau, o menino batalhador dá um conselho para todos aqueles que se sentem incapazes e desmotivados:
“No pouco que vivi aprendi que, quando as dificuldades baterem à sua porta, deixe-as entrar! Nada melhor que os desafios para instigar a evolução humana. Acredito que se eu não tivesse tantas dificuldades, não estaria me graduando em Medicina, curso ainda elitizado e estereotipado em nossa sociedade.”
Este é o primeiro grande passo para realizar o sonho de proporcionar uma vida melhor para família, e João escolheu o melhor caminho para isso, ajudando muitas outras pessoas no caminho!

Abaixo a publicação da Universidade Federal do Sergipe sobre a conquista do menino:

Essa é uma história realmente inspiradora, que nos faz refletir sobre o valor que damos às nossas dificuldades, e que está em nossas mãos torná-las um impedimento ou apenas mais um obstáculo, que tornará nossa vitória ainda mais bonita!

Esperamos que se lembre desse exemplo sempre que precisar de um reforço positivo em sua vida!
Se você gostou, comente abaixo e compartilhe essa bela história com seus amigos! Via https://osegredo.com.br/filho-de-lavradores-e-quilombola-menino-sergipano-sera-medico-do-seu-povoado/ Direitos autorais da imagem de capa: João Costa/Arquivo pessoal

Garibaldi Alves foi considerado o pior senador do RN e um dos piores do Brasil, aponta o Atlas Político

Resultado de imagem para Garibaldi Alves Filho
O senador potiguar Garibaldi Alves Filho ficou em 55° lugar no “Ranking dos Políticos”, uma avaliação promovida pelo Atlas Político, que é uma iniciativa apartidária que busca acelerar o processo de responsabilização da política brasileira, contribuir ao combate da demagogia, corrupção e clientelismo, e assegurar uma maior conscientização do eleitorado sobre os seus representantes.

O estudo avaliou: Representatividade, Campanha Responsável, Ativismo Legislativo, Debate Parlamentar e Fidelidade Partidária. Dentro dos critérios adotados, Cássio foi o décimo senador mais bem avaliado do país.

A senadora Fátima Bezerra foi considerada a melhor senadora do RN ficando em 29ª lugar e em segundo o senador José Agripino classificado em 48ª. Via http://blogdoprimo.com.br/2017/08/02/garibaldi-alves-foi-considerado-o-pior-senador-do-rn-e-um-dos-piores-do-brasil-aponta-o-atlas-politico/

Primeira Turma do STF nega recurso do senador Agripino Maia para derrubar denúncia sobre estádio no RN

O senador Agripino Maia (DEM-RN) durante discurso na tribuna do Senado (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta terça-feira (14) um recurso da defesa do senador Agripino Maia (DEM-RN) para derrubar uma denúncia recebida na Corte que acusa o parlamentar por corrupção e lavagem de dinheiro.

Com a decisão, ele continua réu em uma ação, desdobramento da Lava Jato, que apura irregularidades na obra da Arena das Dunas, em Natal, um dos estádios da Copa do Mundo de 2014.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Agripino teria recebido mais de R$ 654 mil em sua conta pessoal, entre 2012 e 2014, da construtora OAS em troca de favores do parlamentar. Ainda de acordo com a denúncia, a pedido do senador, a empreiteira doou R$ 250 mil ao DEM. O senador nega as acusações.

O ministro Luís Roberto Barroso, relator do recurso, já havia votado em junho para negar o pedido. Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes pediu mais tempo para analisar o caso.

Nesta terça, Moraes votou contra o recurso, acompanhado pelos ministros Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

A ministra Rosa Weber, outra integrante da Turma, estava ausente da sessão.

A denúncia
A acusação da PGR afirmou que Agripino teria ajudou a OAS a destravar repasses do BNDES para construir a Arena das Dunas.

A ajuda teria ocorrido na suposta interferência para que o Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte deixasse de informar ao BNDES eventuais irregularidades no projeto executivo da obra. Essa era uma condição para o repasse do empréstimo.

Mais tarde, em 2016, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) constatou sobrepreço de R$ 77 milhões na construção do estádio. Via G1

O maior registro de uma candidatura da história brasileira #LulaLivre

Fotos: MST | Juliana Adriano | Levante popular da juventude |

Professora, coordenadora-geral do Sind-UTE MG e presidente da CUT Minas.

Depois de 15 dias de greve de fome, Frei Sérgio entrou naquela suntuoso e espaço acompanhado por um médico e recebendo auxílio para se deslocar. Ele, Adolfo Perez Esquivel (prêmio Nobel da Paz) e uma delegação composta por representação dos movimentos sociais, Igrejas, uma deputada do Podemos/Espanha, artistas e juristas fomos todos recebidos pela Presidente do STF, Carmen Lúcia. Para defender a liberdade do Presidente Lula.

Esquivel foi contundente e magnífico ao afirmar que Lula é um preso político, vítima de um golpe de estado que depôs a presidenta Dilma Rousseff, golpe que tem a complacência do Poder Judiciário. Destacou o que Lula representa para a América Latina e para o mundo. Ressaltou que democracia e direitos humanos são indivisíveis. Resgatou os golpes de estado com caráter jurídico e outras lideranças que foram seus alvos como Lugo, Rafael Corrêa e Manoel Zelaia. À ministra também lembrou "são 50 anos lutando pela liberdade do povo."

A articulação dos juristas pela democracia, através da Carol, resgatou a situação de exceção que vivemos ao lembrar que no Brasil hoje quem é inocente tem que provar a sua inocência e não mais o contrário. Entregou um abaixo assinado com mais de 240 mil assinaturas de intelectuais e juristas do mundo pela liberdade do Lula. Também resgatou todo o diálogo que a articulação tem feito com o Papa Francisco.

Pelos movimentos sociais e Frente Brasil Popular eu relatei à ministra um diagnóstico do resultado do golpe de 2016: 28 milhões de pessoas desempregadas ou subempregadas sendo 3 milhões em Minas Gerais, 12 milhões de famílias que já não conseguem comprar um botijão de gás, a educação e saúde que tiveram os investimentos congelados e perdemos o recurso do pré-sal, as pessoas estão perdendo a condição de moradia. Morando na rua como em Belo Horizonte que já são mais de 6 mil pessoas nesta situação! Reafirmamos nosso compromisso de continuar a luta contra o golpe e pela liberdade do Lula. As eleições se ganham nas urnas, não retirando quem tem a preferência do povo de concorrer!

O ator Osmar Prado questionou à ministra quantos cadáveres ainda teremos como resultados do golpe que estamos vivendo. Lembrou Dona Marisa Letícia, lembrou o reitor Luiz Carlos Cancellier. Reforçou o pedido de todos nós "faça valer a presunção de inocência"! E terminou perguntando "quem tem medo de Luiz Inacio Lula da Silva?

Frei Sergio emocionou todos que tinham coração naquela sala. Da sua profissão de fé disse a ministra de onde vem, as casas que frequenta (do povo pobre e humilde) e diagnosticou: a vida do povo piorou, a estrutura do estado brasileiro está deixando nosso povo no abandono, nossa justiça está ficando desacreditada. Falou representando os outros 6 companheiros que também estão em greve de fome.

Esquivel nos disse que em setembro fará o pedido de indicação do Presidente Lula para Nobel da Paz por tudo o que fez de combate à fome em nosso país!

A greve de fome dos 7 companheiros continua! A Marcha Lula livre já chegou em Brasília!

Esta quarta-feira será o maior registro de uma candidatura da história brasileira pois será feito por milhares de brasileiros e brasileiras em Brasília!

NOVA PESQUISA: LULA CONTINUA LÍDER COM FOLGA, MESMO COM TODO CERCO CONTRA ELE

247 - Novo levantamento do Instituto Paraná Pesquisas mostra o quadro de preferências do eleitorado estagnado, sem alteração alguma desde a pesquisa de 31 de julho: Lula segue líder com 30,8% (29% em 31 julho), Bolsonaro tem 22% (21,8% na anterior), Marina está com 8,1% (9,2%), Alckmin parado em 6,6% (6,2%), Ciro com 5,9% (6%) e Álvaro Dias também parado com 4% (4,2%). Os demais candidatos têm 1% ou menos que isso. Uma novidade na pesquisa: 64,1% acreditam que a candidatura de Lula será impugnada, 30,4% dizem que ele "conseguirá ser candidato" e 5,5% não sabem ou não opinaram.

Deputado Mineiro reforça luta do vereador Joildo Lobato pela UTI do Hospital Regional de Assú

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT), em pronunciamento na sessão desta quinta-feira (5) da Assembleia Legislativa (AL), repercutiu o requerimento do vereador de Ipanguaçu, Joildo Lobato (PT), reivindicando a instalação de uma UTI no Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, na cidade de Assú.

Mineiro pediu que a reivindicação seja analisada pela Secretaria Estadual de Saúde. Ele argumentou que “é preciso equipar os hospitais regionais para interiorizar o atendimento na área da saúde e desafogar os hospitais Walfredo Gurgel em Natal e Tarcísio Maia em Mossoró”.

O vereador Joildo Lobato, autor do requerimento, disse que o Hospital Regional de Assú é responsável pelo atendimento dos cerca de 200 mil habitantes da região do Vale do Açu, mas não possui nenhuma UTI. “A demanda por esse serviço é toda direcionada para Natal ou Mossoró”, destacou.

Além do Vale do Açu, segundo ele, o hospital atende ainda a uma parte das regiões Salineira e Central. Joildo explicou que o requerimento, após ser aprovado, foi encaminhado no final de julho do ano passado ao gabinete do governador Robinson Faria (PSD), mas ainda não obteve nenhum retorno do Executivo.

“Por determinação judicial, o governo instalou UTIs em algumas cidades, como Caicó, Currais Novos e Pau dos Ferros, além de Mossoró e Natal. Enquanto isso, nossa região continua descoberta”, lamentou.

Joildo também pediu o apoio do mandato de Mineiro na luta para que o Idema apresente explicações sobre a situação da água do Rio Pataxó. Ele explicou que, devido ao alargamento de uma lagoa e à existência de um projeto de criação de camarão na comunidade de Carajás, na cidade de Ipanguaçu, o reservatório não tem recebido o volume suficiente da água trazida da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves. Equipe Mineiro

5 PONTOS PARA ENTENDER POR QUE LULA PODE, SIM, SER CANDIDATO


Nesta quarta-feira (15/08), a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República será homologada junto ao TSE, com o apoio do povo e da legislação brasileira. Entenda abaixo, em 5 pontos, porque Lula tem o direito de ser candidato.
Por que Lula pode ser candidato:
1. Mesmo tendo sido condenado injustamente pelo juiz Sérgio Moro e pelo TRF4, Lula tem, como todos os cidadãos, a garantia da lei eleitoral de que o indeferimento de candidaturas somente poderá ser discutido pelo Tribunal Superior Eleitoral após o registro dos candidatos. Lula está sendo registrado neste dia 15 de agosto, conforme determina a lei;
2. O registro de Lula como candidato garante a ele o direito de fazer campanha, ter seu nome na urna e utilizar o programa eleitoral gratuito, mesmo que tenha sua candidatura questionada na Justiça Eleitoral (art. 16-A da Lei das Eleições);
3. Ainda que tenha seu registro indeferido pelo TSE, Lula poderá disputar as eleições, apresentando recursos plausíveis contra essa decisão. Nas últimas eleições, 145 candidatos a prefeito foram autorizados a disputar as eleições com seus registros indeferidos;
4. O Artigo 26-C Da Lei das Inelegibilidades prevê que, depois de terminadas as eleições e até a data da diplomação, é possível reverter a inelegibilidade obtendo uma medida cautelar – procedimento para prevenir, conservar ou defender direitos – pelo reconhecimento de que os recursos são plausíveis.
5. Por que existe plausibilidade no pedido de Lula:

a) Afronta ao princípio do juiz natural e estabelecimento de “juízo universal da corrupção”: houve a prorrogação artificial da competência da 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná (Sérgio Moro) sob a alegação da conexão ou continência dos crimes (art. 5º, XXXVII e LIII, art. 93, IX e art. 109 da CF);

b) Falta de imparcialidade do magistrado: além da notória percepção social de que o magistrado e o réu são polos antagônicos de uma disputa política, a parcialidade de Moro foi comprovada por notas de apoio a manifestações políticas, pela quebra ilegal de sigilo telefônico entre o réu e a Presidenta da República, pelas restrições à defesa e seu comparecimento a diversos eventos públicos organizados pelos opositores políticos do réu (art. 5º, XXXVII da CF);

c) Violações decorrentes da atuação dos Procuradores da República: por mais que sejam os responsáveis pela construção da tese acusatória, é dever do Ministério Público agir de acordo com os princípios da administração pública, ou seja, legalidade, impessoalidade e moralidade (art. 37, caput, art. 127, caput e art. 121, I da CF) e não fazer shows de powerpoint ou fazer declarações sobre o acusado e o processo;

d) Violação do princípio da presunção de inocência: o réu foi tratado como culpado desde a fase pré-processual da ação penal, tendo sido praticadas ilegalidades como sua condução coercitiva espetaculosa e o levantamento do sigilo telefônico de conversas interceptadas (art. 5º, LVII da CF);

e) Violação ao princípio da ampla defesa: Moro cerceou a defesa ao indeferir a produção de provas; deferiu a produção de prova documental sem dar prazo razoável para análise; impediu arbitrariamente a gravação das audiências; indeferiu a inquirição das testemunhas a respeito de acordos de “colaboração premiada” celebrados no exterior; suprimiu a fase de diligências complementares; e indeferiu a juntada de documentos colhidos de ação penal supostamente conexa (art. 5º, LIV e LV e art. 93, IX da CF);

f) Adoção do “crime caso a caso”: o alargamento do conceito do crime de corrupção passiva, sem seguir uma “fórmula” que o estabelecesse, tomando como norte o “contexto da atividade criminosa” (art. 5º, XXXIX da CF);

g) “Corrupção por atribuição”: o acórdão do TRF4 afirma que o réu teria recebido vantagem indevida, mas que não houve a transferência da propriedade; não houve nenhum ato de ofício que desse nexo causal entre as nomeações de diretores da Petrobrás com o recebimento de vantagens indevidas (art. 5º, XXXIX e LVII e art. 93, IX da CF);

h) Violação do princípio da individualização da pena: o TRF4 aumentou as penas exclusivamente com o propósito de evitar a prescrição das pretensões acusatórias, uma vez que foram levados em consideração os mesmos elementos e circunstâncias para o cálculo (art. 5º, XLV e XLVI, e 93, IX);

i) Estabelecimento de modalidade indireta de prisão por dívida: ao condicionar a progressão de regime pela reparação do suposto dano causado à Petrobrás, o juízo de primeiro grau determinou a prisão, ou sua manutenção, como forma de coação para o pagamento e invadiu a competência do juízo de execução (art. 5º, LXVII da CF);

j) Existência de Repercussão Geral: a matéria possui mais do que comprovada relevância política, social e jurídica.

Por todos estes motivos, a sentença contra Lula pode ser anulada nas instâncias superiores do Judiciário, ou seja: os recursos da defesa têm plausibilidade. E o entendimento da Justiça Eleitoral, nestes casos, sempre foi de permitir que o candidato concorra até os trâmites finais. Por que fariam diferente com Lula? E só com Lula?

TV SINSP: Direção do SINSP cobra Pagamento do 13 Salário atrasado de 2017

Eraldo participa da Festa de padroeira de Macau

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Pré-candidato a Deputado Estadual, Eraldo Paiva, participou junto com vereador Cláudio Gia (PT) em Macau, do encerramento dos festejos de Nossa Senhora dos Navegantes- Padroeira dos Marítimos.

A Santa Missa foi presidida por Dom Matias Patrício de Macêdo (Arcebispo Emérito de Natal) e encerrou com a bênção do Santíssimo Sacramento no patamar da igreja Matriz .

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Fotos Lenilton Lima.

Prefeito e vereadores de Porto do Mangue declaram apoio a Fátima

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A senadora Fátima Bezerra recebeu segunda-feira (13) o apoio do prefeito de Porto do Mangue, Sael Melo, do PHS; dos vereadores Joãozinho (presidente da Câmara), Jailson, Aclécio, Júnior Bola, Alciene e Helena; e de lideranças do município.

Acompanhados do deputado Souza, os representantes da cidade da região Costa Branca ressaltaram a importância da eleição de Fátima para o Rio Grande do Norte.

"É uma lutadora, sempre esteve coerente na defesa dos menos favorecidos. Confiamos no seu projeto, que é o melhor para o Estado", declarou Sael.

Valeu o sonho, valeu a luta. Prêmio Congresso em Foco elege Fátima Bezerra uma das melhores Senadoras do país.

Hoje às 16h00 teremos um grande ato em Brasília pelo direito de Lula de ser candidato!

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terça-feira, 14 de agosto de 2018

A melhor senadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra PT/RN

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Boi Calemba Pintadinho de Songa para o Mundo



Via Republica das Artes.

Policia prendem o prefeito de Caicó Robson de Araújo (PSDB), mais conhecido como 'Batata', e o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o 'Lobão'

Prefeito e vereador de Caicó são presos em operação do Ministério Público do RN (Foto: Sidney Silva)
Prefeito e vereador de Caicó são presos em operação do Ministério Público do RN (Foto: Sidney Silva).

Prefeito e vereador de Caicó são presos em operação do Ministério Público do RN. Operação Tubérculo aconteceu nesta terça-feira (14). Prefeito e vereador foram afastados dos cargos. Lobista também foi preso.

Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Norte prendeu nesta terça-feira (14) o prefeito de Caicó, um vereador da cidade, e ainda um lobista - todos suspeitos de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e dispensa indevida de licitação.

Segundo o MP, a ação é um desdobramento das operações Cidade Luz, deflagrada em julho de 2017 e que desvendou um esquema criminoso instalado na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal - através da constituição de cartel entre empresas pernambucanas que prestavam serviços de iluminação pública na cidade; e Blackout, realizada em agosto do mesmo ano e que apurou superfaturamento e pagamento de propina para manutenção do contrato de iluminação pública em Caicó.

A operação Tubérculo ainda cumpriu seis mandados de busca e apreensão na cidade seridoense e em Natal. Além de presos preventivamente, o prefeito Robson de Araújo (PSDB), mais conhecido como 'Batata', e o vereador Raimundo Inácio Filho (MDB), o 'Lobão', também foram afastados dos seus respectivos cargos. Os gabinetes deles foram alguns dos alvos dos mandados de busca e apreensão.

O lobista Edvaldo Pessoa de Farias teve prisão temporária decretada. Os três foram levados para Natal, onde devem ser ouvidos na sede do Ministério Público.

Em contato com o G1, a defesa do prefeito Batata disse que ainda não vai se pronunciar sobre o ocorrido. Já o advogado do vereador Lobão, que está em Natal aguardando ele chegar, disse que primeiro vai ficar a par da situação para somente depois emitir uma nota. A defesa do lobista Edvaldo Farias ainda é procurada.

Ao todo, 12 promotores de Justiça, 22 servidores do MPRN e 28 policiais militares participaram da operação Tubérculo.

'Lâmpadas'
Ainda de acordo com o MPRN, "o envolvimento de Robson de Araújo com o esquema fraudulento começou antes mesmo de ser empossado prefeito de Caicó, ainda em novembro de 2016. A investigação sobre a participação do prefeito foi iniciada após os empresários Allan Emannuel Ferreira da Rocha e Felipe Gonçalves de Castro, presos na operação Cidade Luz, firmarem termo de colaboração premiada com o MPRN".

Nas delações, Allan Emannuel e Felipe Gonçalves admitiram e apresentaram provas que negociaram com Robson Batata a continuidade da prestação dos serviços de manutenção da iluminação pública mediante pagamento de propina. Eles batizaram de 'lâmpada' cada pagamento de R$ 1 mil que era efetuado.

Os empresários, ainda segundo o MPRN, "apresentaram provas que mostram que foi estabelecido até mesmo um cronograma para o repasse da propina. Os empresários, a mando de Robson Batata, também negociaram com o lobista Edvaldo Pessoa de Farias. Pelo 'serviço', Edvaldo recebia uma 'mesada' de R$ 3 mil dos empresários".

Para o MPRN, há indícios de que o prefeito Robson Batata recebeu aproximadamente 70 'lâmpadas' pela manutenção de contratos para execução de serviços de iluminação pública com as empresas Real Energy Ltda e Enertec Construções e Serviços Ltda.

Corrupção na Câmara
A operação Tubérculo também investiga o cometimento de crimes de corrupção ativa e passiva por parte do prefeito Batata e do vereador Lobão na Câmara Municipal de Caicó. Após a deflagração da operação Blackout pelo MPRN, a Câmara instaurou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar a responsabilidade de todas as gestões públicas municipais desde a criação da Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública (Cosip). Em depoimento, alguns vereadores caicoenses afirmaram ao MPRN que o prefeito ofereceu o pagamento de R$ 3 mil mensais e ainda cinco cargos na gestão municipal para que votassem a favor dele na CEI.

Em fevereiro deste ano, a Câmara Municipal recebeu uma denúncia popular que pede a cassação de Robson Batata da prefeitura. "Agindo a mando de Robson Batata, o vereador Lobão Filho procurou colegas na Câmara e ofereceu R$ 30 mil e cargos na gestão para que votassem contra a cassação do prefeito. Alguns vereadores, em depoimento ao MPRN, confirmam que foram contatados por Lobão Filho e que ele propôs as vantagens indevidas em troca do voto. Um dos vereadores procurados chegou a gravar conversa em que Lobão lhe faz a proposta de compra de voto por R$ 30 mil e cargos na Prefeitura. O processo de cassação de Robson Batata na Câmara está suspenso por decisão liminar, mas já se encontra instaurado a partir dos votos de 10 dos 15 membros da Casa Legislativa", disse o MPRN.


Prisões
Na decisão pelas prisões preventivas de Robson Batata e Lobão Filho, o desembargador Gilson Barbosa frisa que elas são necessárias por causa do “risco considerável de reiteração de ações delituosas por parte dos investigados”.

O desembargador entendeu ainda que, “caso permaneçam em liberdade, Robson de Araújo e Raimundo Inácio Filho, por se encontrarem nos cargos eletivos, tendo acesso às repartições públicas e em contato com outras pessoas envolvidas, continuarão a delinquir, no intuito de permanecer com os favorecimentos pessoais e na tentativa de obstar a cassação do prefeito”.

Por fim, o Gilson Barbosa destacou que é “importante não olvidar que podem os detentores dos cargos tentar escamotear as provas dos possíveis ilícitos, com a destruição de documentos, apagando conversas em aparelhos celulares e e-mails, cooptando outras pessoas etc”.

Para decretar a prisão temporária de Edvaldo Farias, o desembargador ressalta que ele agia com o objetivo de cumprir as ordens do prefeito de Caicó, “bem como se locupletar do dinheiro público”.

O prefeito, o vereador e o lobista estão presos em Natal. Via G1

Vamos juntos/as assistir o primeiro debate do Governo do RN com Eraldo na sede do PT/Songa

A imagem pode conter: Eraldo Paiva, sorrindo, texto

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