terça-feira, 19 de abril de 2022

19 de abril: “para que se comemore o 'dia do índio' é preciso demarcar nossos territórios”

(Foto: Divulgação (Cimi))

Por Gabriela Moncau, do Brasil de Fato - Poucos dias depois do encerramento da maior edição do Acampamento Terra Livre (ATL) em seus 18 anos de história, acontece o chamado "dia do índio", oficializado no Brasil em 1943. A origem da data remete a um protesto feito por indígenas durante o Congresso Indigenista Interamericano, realizado entre os dias 14 e 24 de abril de 1940, no México.

Antecipando que não seriam devidamente escutados em um evento comandado por líderes políticos brancos, os representantes indígenas de 47 países do continente fizeram um boicote: não compareceram nos primeiros dias do Congresso.  

Só em 19 de abril, seis dias depois do início, foram ao encontro e, com o impacto do protesto inicial, ganharam força nas discussões. Daí a escolha da data como uma das propostas finais do Congresso, então sugerida como “dia do aborígene americano”.  

O delegado brasileiro no Congresso, veja só, não era indígena. Mas sim um homem branco: o médico e antropólogo carioca Edgar Roquette-Pinto (responsável também por fundar a primeira rádio do Brasil, mas essa é outra história). 

Marechal Rondon - engenheiro, sertanista brasileiro e o primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), que depois se transformaria na Fundação Nacional do Índio (Funai) -, foi quem convenceu Getúlio Vargas a instituir a data. Em 1943 o então presidente assinou o decreto-lei que estabeleceu o “dia do índio”.  

Índio ou indígena 

A folclorização, a homogeneização dos 305 povos existentes no país, a redução do debate sobre o tema a um dia no ano ou a ideia de que é simplesmente uma data para celebrar determinada harmonia fictícia estão entre as críticas de representantes dos povos originários ao chamado “dia do índio”. 

As clássicas atividades escolares que, no 19 de abril, estimulam crianças a pintar um indígena com dois riscos nas bochechas e uma pena na cabeça, celebrando a cultura nacional, é um exemplo do reducionismo produzido por estereótipos. 

Em uma fala durante o evento Mekukradjá – Círculo de Saberes: o Movimento da Memória, o escritor e educador Daniel Mundurku afirma que, apesar de serem ancestrais, as populações indígenas se tornaram visíveis no país apenas na década de 1970 e, de forma institucional, a partir da Constituição de 1988. 

Durante todo o tempo anterior, narra ele, um apelido recaiu sobre os povos indígenas como uma forma de invisibilização. Repetida à exaustão, a palavra “índio” foi incorporada por toda a sociedade brasileira, incluindo os povos a quem a alcunha é dada.  

“Nos anos 1970, quando a juventude começou a se perceber parte de uma sociedade maior, porque foi assim que começou o movimento indígena, ela usou esse termo 'índio' como uma forma de luta. Como uma forma de identificação daqueles que eram parceiros. Então essa palavra ainda é usada, e se é usada por uma liderança indígena, é nesse sentido”, diz Munduruku. 

O escritor lembra que o contexto é completamente diferente daquele em que a palavra é usada no sentido “do apelido, do desdém, do estereótipo, da ideologia”. Levando as mãos à boca para fazer o gesto, Munduruku afirma que “quando alguém olha para mim e diz ‘ah, ele é índio! Uh, uh, uh!’, a pessoa está me colocando numa classificação de menos humanidade. E aí a gente tem que brigar com isso”. 

“Índio” foi a palavra dada pelos colonizadores aos povos que viviam no continente americano quando Cristóvão Colombo aqui atracou, mais de 500 anos atrás, achando que estava nas “Índias”. Indígena quer dizer originário, aquele que estava ali antes dos outros.  

“Não estou falando do politicamente correto. Estou falando do correto”, ressalta Daniel Munduruku. “Palavra para nós tem sentido, tem alma, tem vida”. 

Acampamento Terra Livre tem edição histórica

Encerrada no último dia 14, a edição 2022 do Acampamento Terra Livre, organizada pela maior instância de representação nacional dos povos originários do país, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), reuniu cerca de oito mil pessoas em Brasília. 

A realização anual no mês de abril não é à toa. Liderança do povo Guarani Mbya da Aldeia Morro dos Cavalos e coordenadora da Apib, Kerexu Yxapyry conta que, quando o ATL surgiu, em 2004, decidiu-se estrategicamente por fazê-lo próximo ao 19 de abril porque “no período do ‘dia do índio’ as autoridades estariam mais sensíveis às questões indígenas”. 

O movimento indígena questiona a data, seu nome e a suposta “celebração” que ela sugere. “Vamos para Brasília no mês de abril para dizer que ‘dia do índio’ não é dia de comemorar. Para que se comemore o ‘dia do índio’, é preciso demarcar nossos territórios”, enfatiza Kerexu, que é também coordenadora da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY). 

A demarcação de terras indígenas, paralisada durante o governo Bolsonaro, foi a principal reivindicação do ATL de 2022. A carta final da mobilização, que apresentou uma “plataforma indígena de reconstrução do Brasil”, ressaltou a importância de interromper um processo de “destruição e morte” que está em curso. 

Secretário adjunto de transporte se apresenta à polícia e diz que dirigia carro que atropelou e matou 3 ciclistas em Guamaré, RN

Carlos Eduardo dos Santos, de 63 anos; Renato José Malaquias, de 37; e Odair José da Rocha, de 41 anos morreram no local — Foto: Reprodução Via G1RN

O secretário adjunto de transportes da cidade de Guamaré, Severino Inácio de Souza, se apresentou à Delegada Especializada de Acidentes Veiculares (Deav) em Natal, nesta terça-feira (19) e disse que dirigia o carro que atropelou e matou três ciclistas na BR-406 em Guamaré, no último domingo (18). Após prestar declarações, ele foi liberado.

O carro que era dirigido pelo secretário fazia parte da frota do município, segundo confirmou a própria prefeitura.

O caso foi confirmado pela delegada Alzira Veiga, titular DEAV. De acordo com ela, o servidor estava acompanhado de um advogado e se apresentou espontaneamente.

"O inquérito corre por Macau e enviamos para lá a apresentação espontânea dele, com o termo de declaração. Como não tinha mandado de prisão, ele foi liberado", afirmou.

A delegada, no entanto, não detalhou as declarações do secretário.

Em nota, a Prefeitura de Guamaré afirmou que foi "surpreendida", na noite de segunda-feira (18), com a informação de que o veículo que atropelou e matou os 3 ciclistas integra a frota terceirizada do município, vinculado à Secretaria Municipal de Transportes.

Ainda de acordo com o município, o servidor envolvido foi exonerado do cargo. O g1 procura o secretário adjunto e solicitou contato dele à prefeitura, mas não recebeu retorno até a última atualização desta matéria.

"Visando apurar as circunstâncias em que o veículo trafegava e contribuir com as investigações, a Prefeitura já instaurou uma sindicância administrativa, além de ter exonerado o servidor envolvido no caso, mesmo assim segue aguardando as informações oficiais das autoridades policiais acerca do caso", afirmou.

A prefeitura ainda prestou solidariedade às famílias e à população pela perda das vítimas.

Governadora Fátima Bezerra discute implantação da primeira Policlínica Regional Integrada do Estado do RN

“Será a primeira Policlínica Integrada, dentro do projeto que foi formulado e elaborado pelo governo, de termos uma Policlínica em cada região de saúde. A segunda deverá ser em Canguaretama, depois Assu, e as diversas regiões, dentro dessa proposta de estruturar a atenção ambulatorial especializada em todas as regiões do estado”, disse a governadora Fátima Bezerra.

O prefeito de Caicó, Judas Tadeu, comentou sobre os próximos direcionamentos. “Vamos licitar agora a adequação interna, e se tudo der certo, em 120 dias estaremos com esse prédio entregue, esperando os equipamentos por parte do Governo do Estado para a gente inaugurar a Policlínica de Caicó, que vai ter serviços para todos os municípios que estão ao redor de nossa cidade, do Seridó ocidental.”

Além da Policlínica, a governadora e o prefeito também estudaram a viabilidade de parceria para fazer o trecho vicinal da estrada do Perímetro Irrigado Sabugi – estrada que liga o trecho urbano para o hospital regional, e que abrange a comunidade rural distrito do Sabugi, que tem produção de leite e queijo, e produção agrícola. As manutenções do Complexo Turístico Ilha de Santana, importante equipamento cultural e de lazer de Caicó, também foi tema do encontro

Consórcio Interfederativo de Saúde Pública

A Lei Estadual n.º 10.798, aprovada em 2020, instituiu o Consórcio Interfederativo de Saúde Pública. No Brasil, existe uma tradição de consórcios intermunicipais, onde os municípios se consorciam para resolver questões várias de saúde. No Rio Grande do Norte foi proposto um consórcio interfederativo que inclui o Estado e os municípios, trabalhando de forma cooperativa, agregando recursos, fazendo uma gestão conjunta, para conduzir e gerenciar todo e qualquer serviço de saúde.

O consórcio torna-se um instrumento de diversas finalidades – pode ser usado para gerenciar um hospital regional, uma Policlínica, o SAMU regional, ou contratar serviços de interesse do Estado com os municípios para fortalecer as redes de atenção na região. Esse é o modelo já está com a base legal, e os municípios já estão começando a fazer a adesão mediante a aprovação dos Protocolos de Intenção nas Câmaras Municipais.

“Os municípios têm até o final de maio próximo para formalizar essa adesão. Amanhã estou indo em Assu para disparar esse processo na região, e em Caicó a gente vai retomar, porque já ocorreram várias reuniões para formalizar o consórcio e depois faremos o trabalho da segunda fase, que é definir o contrato de programa”, esclareceu Cipriano Maia.

No consórcio também é definido o rateio, que é proporcional: o Estado entra com 40% e os municípios com 60%, rateando proporcionalmente à população ou aos serviços que serão demandados. A implantação do Consórcio Interfederativo de Saúde no estado vem como uma novidade no sistema de saúde, como uma agência regional que vai facilitar a gestão de serviços dentro da região para melhorar a qualidade e a oferta.

Também estiveram presentes na reunião o secretário de Infraestrutura do Estado, Gustavo Coelho; Natécia Nunes, do DER.

Deputado Francisco do PT recebeu com muita alegria a notícia de que o Governo do RN atendeu mais um pleito seu. O inicio a obra do IERN de Santana do Matos.

O deputado estadual Francisco do PT tem liderado o processo de diálogo junto ao Governo do Estado com vistas a contribuir com a celeridade na implantação dos doze Institutos Estaduais de Educação Profissional, Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Norte (IERN). Recentemente foi lançado o edital de licitação para construção do IERN de Santana do Matos.

Francisco do PT, líder do governo Fátima na Assembleia Legislativa do RN, tem acompanhado de perto todo o processo desde o anúncio do programa. Parlamentar apresentou requerimentos sugerindo a indicação das cidades a serem contempladas, bem como visitou os terrenos e articulou reuniões junto ao Governo do Estado e as secretarias de Educação e Infraestrutura.


“Recebo com muita alegria a notícia de que mais um IERN começa a tomar forma. Ao lado do vereador João Corcino, do PT e lideranças locais, estive em Santana do Matos visitando o local que será instalado o instituto. Quero agradecer e parabenizar Fátima pelo trabalho em prol da educação do povo Potiguar”, disse o deputado que no início de abril articulou e participou de encontro entre a governadora e a comitiva de Santana do Matos para tratar do tema.

A obra do IERN de Santana do Matos está orçada em aproximadamente 10 milhões de reais, e a previsão de investimento total é de 12 milhões, o Instituto atenderá quase 1.500 alunos da região. O terreno onde será construído o IERN é de propriedade do estado e fica localizado na Avenida Vinte Sete de Outubro, no terreno da antiga Escola Estadual Professor Celso Arruda de Andrade.

Já foram lançados editais para Natal, Alexandria, Umarizal, Campo Grande, São Miguel, Tangará, Touros, Areia Branca e, agora, Santana do Matos.

Em nome dos maiores Caciques de Tribo de Índio de São Gonçalo do Amarante/RN. Nessa foto eu estava com todos eles.

Nossa Homenagem a todos os índios e índias pelo seu dia, 19 de abril dia do Índio, os primeiros donos dessa terra. Foto Lenilton Lima.

segunda-feira, 18 de abril de 2022

BRASIL CONQUISTA TORNEIO EM MONTAIGU/FRANÇA E LÁ ESTAVA O SÃOGONÇALENSE LUCAS CAMILO


A Seleção Brasileira Sub-17 venceu a Argentina por 2 a 1 e conquistou Torneio em MONTAIGU na França.

No time do Brasil, para orgulho dos São-Gonçalenses do RN lá estava o garoto Lucas Camilo, jogando com categoria, moral e personalidade.

Valeu @_lucascamilo06 a nação São-Gonçalense torceu e muito por você!


Obrigado pela moral dada a nossa cidade! Parabéns!

Fotos: Site da CBF via https://www.instagram.com/saogoncaloesportes/

CASA NOVA PARA O RAIO DO RN, O FILHO DE BRACINHO E ELIANE THIAGUINHO DEUS TE ABENÇOE E QUE VOCÊ CHEGUE LOGO NA SELEÇÃO BRASILEIRA!

Fotos do Instagram de @gebritto33

Pelo seu Instagram @gebritto33 anunciou a nova casa de Thiaguinho, O Cuiabá Esporte Clube, o time do Pantanal recebe o neto de Zé Maduro, sobrinhos dos craques da terra dos Mártires, Gilmar, Pedrinho, Serginho, primo do craque Gilkley e filho de Bracinho e Eliane de braços abertos. 

O Raio do RN não está só, junto com ele e torcendo pelo majestoso futebol que vem jogando estão 104,919 São-Gonçalenses que torce para ele chegar logo na seleção, futebol não falta. Voa garoto, o teu futuro é brilhante e um orgulho para todos nós!

"Agora é oficial e nosso atleta @thiaguinho.11 está de casa nova e é o @cuiabaec , que Deus te abençoe nessa nova etapa, tenhas sucesso e estamos aqui sempre para juntos crescermos não só no futebol mas como amigos e família.

Agradecer ao meu sócio e amigo @natao88 por todo suporte e apoio nessa transação, ao nosso atleta @leandrinho00 por ter nos apresentado e visto o potencial do @thiaguinho.11, ao meu amigo @adautoadi por ter indicado o atleta em seu novo clube.

Enfim o trabalho não para e vamos atrás de coisas boas para todos que nessa caminhada estão nos ajudando a abrir portas no mercado (nesse meio sem parcerias não vamos longe).


Via https://www.instagram.com/gebritto33/

Garimpo ilegal provocou 92% das mortes por conflitos no campo em 2021, aponta CPT

Murilo Pajolla, Brasil de Fato O relatório Conflitos no Campo Brasil 2021, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), consolida a percepção de que o garimpo ilegal se tornou um dos principais indutores da violência no campo. A atividade foi responsável por 92% das mortes por conflitos registradas pela CPT.  

No decorrer de 2020, a entidade identificou nove mortes por conflitos no campo em todo o território nacional. Em 2021, o número saltou para 109, um aumento de 1.110%. Desse total, 101 mortes foram de indígenas Yanomami provocadas por ações de garimpeiros. 

Conforme aponta a CPT, a mineração ilegal impede o acesso de comunidades à pesca, caça e coleta ou a serviços de saúde, provocando agravamento de doenças e mortes por falta de assistência. Tudo com a “omissão e conivência do Estado”, diz o relatório.  

No território Yanomami, destacam-se casos de mortes brutais de crianças: duas sugadas pelas dragas usadas por garimpeiros e outras duas afogadas na fuga de ataques dos criminosos ambientais. 

Além disso, três indígenas isolados morreram em um massacre promovido por garimpeiros em agosto de 2021. Testemunha do caso, um indígena descreveu que as mortes foram resultado da investida dos isolados contra um garimpo que se aproximava do seu local de moradia. 

 Conflitos aumentam 80.000% em uma década 

Para a advogada e coordenadora do CPT, Adriana Silvério, o cenário é consequência da atuação do governo de Jair Bolsonaro em favor dos garimpeiros. Modificações na legislação e na estrutura da administração pública diminuem a capacidade de órgãos federais ligados à proteção do meio ambiente e dos povos indígenas.  

“Bolsonaro visitou a Terra Índigena (TI) Yanomami em 2021. Ele esteve lá e fez a defesa do garimpo dentro do território, contra a representação das próprias lideranças da associação indígena que estava presente durante o encontro”, lembra Silvério.   

Em uma década, os conflitos relacionados ao garimpo cresceram 80.000%. Em 2011, foi registrado um episódio violento em decorrência da atividade. No ano passado, o número saltou para 81, com alta vertiginosa a partir de 2019 (veja na tabela abaixo).  

“A atividade garimpeira tem uma relação direta com o prejuízo que essas comunidades passam a sofrer em decorrência da contaminação da água. E aí acaba intensificando também ainda mais os conflitos, porque muitas comunidades ficam sem condições de acesso à água potável”, afirma a advogada. 

“Os números têm crescido ainda mais nesse período de ruptura política no Brasil a partir de 2015 e 2016. E têm se intensificado muito mais durante o governo Bolsonaro”, acrescenta.  

Yanomami sob ataque   

A TI Yanomami (RR) é palco de um tragédia social provocada pela mineração ilegal. Um relatório da Hutukara Associação Yanomami descreveu o aumento drástico da malária, da subnutrição e de abusos sexuais de mulheres e crianças em troca de comida.  

Os efeitos são sentidos por 16 mil moradores de 273 comunidades, o equivalente a 56% da população total. Com o tamanho de Portugal, o território Yanomami tem 29 mil habitantes em 350 aldeias.  

“A gente vê crianças com má formação genética, dificuldade das indígenas durante o período gestacional, desnutrição das crianças. É uma situação muito triste. E o garimpo continua avançando sobre essas áreas sem nenhum tipo de misericórdia em relação à situação desses povos”, lamenta Silvério.  

O clima de ameaças contra os Yanomami se intensificou desde abril do ano passado, quando indígenas interceptaram uma carga de combustível para aeronaves do garimpo que descia o Rio Uriracoera, principal via de acesso aos garimpos ilegais da região. 

Reportagens publicadas pelo Brasil de Fato mostram que, desde o episódio, os invasores perseguem, agridem, ameaçam e atacam com balas e bombas de gás lacrimogêneo os povos originários do Palimiu. 

Povos originários da região tiveram que mudar a rotina e se revezar em esquemas de segurança por causa dos ataques. Lideranças explicam que o clima de pânico está generalizado e que muitos indígenas não conseguem mais dormir. 

Após um ataque de garimpeiros, seis crianças, com idades entre dez e onze anos, e dois adolescentes que pescavam em uma canoa no Rio Uriracoera próximo à Comunidade Tipolei, na região do Palimiu, foram derrubados da embarcação pelos invasores.  

Armados, os agressores aceleraram contra os Yanomami e bateram com o barco contra a canoa, fazendo com que os indígenas caíssem na água e a embarcação afundasse. 

Paredão de balsas no rio Madeira  

O Brasil de Fato também já mostrou como o garimpo ilegal às margens do rio Madeira (AM) transforma cada vez mais comunidades ribeirinhas em reféns da atividade econômica.  

No ano passado, imagens que circularam o mundo de um “paredão” de balsas de garimpo que quase travou a navegação pelo curso d’água.  

Trabalhadores que se dividem entre o campo e o garimpo sabem que a atividade ilegal rende mais dinheiro. Mas nem sempre isso compensa. 

“Se hoje eu plantar, tipo, 500 pés de banana, vou tirar R$ 1 mil e pouco em cinco ou seis meses. Na balsa, se você trabalhar um mês, dependendo do ouro, você faz uns R$ 8 mil. Na roça o colega se ferra, é um trabalho sofrido, mas o dinheiro é abençoado. Eu comparo assim porque o dinheiro que eu pego em ouro no final de semana eu compro qualquer coisinha e já era, já acabou.” 

O depoimento é de um ribeirinho que vive em uma comunidade às margens do Rio Madeira, perto do Município de Manicoré (AM), e que pediu anonimato. Aos 28 anos, ele se alterna entre o cultivo de bananas e a lavra garimpeira para sustentar esposa e seis filhos. 

 Há aproximadamente 150 comunidades ribeirinhas espalhadas pelas margens do Rio Madeira, apenas no trecho de 700 quilômetros entre Porto Velho (RO) e Manicoré (AM). Pelo menos 40% delas estão ou já estiveram envolvidas com a extração mineral.  

A estimativa é de Jordeanes Araújo, antropólogo e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). “É importante perceber como o garimpo ilegal imobiliza a força de trabalho local, por causa do intenso comércio de ouro e outros produtos. Isso mexe com a própria estrutura agrária dessas comunidades”, explicou o docente. 

Garimpo espalha pobreza 

Em fevereiro deste ano, a operação conjunta “Caribe Amazônico”, deflagrada pela Polícia Federal (PF) no entorno da Terra Indígena Munduruku, no oeste do Pará, provocou protestos de garimpeiros na cidade de Itaituba, um dos polos da mineração ilegal no país e conhecida como "cidade pepita". A operação recebeu este nome porque a lama dos garimpos escureceu as águas do balneário turístico de Alter do Chão (PA). 

Mensagens nas redes sociais estimularam protestos, que tomaram a região: “Empresários de Itaituba. Tem que reunir os garimpeiros, os madeireiros e os comerciantes. Todo mundo aqui depende do garimpo”. 

Em outro áudio, um homem diz: “Essa é uma causa de todos. Vamos fechar o comércio e dar pressão nesse pessoal [da fiscalização ambiental]. Porque, se fechar os garimpos, acabou para todo mundo”.  

A maranhense Maria do Rosário confirma que a dependência da atividade coloca o município em uma situação de vulnerabilidade econômica. Morando em Itaituba desde a década de 1980, ela chegou a trabalhar na mineração ilegal, mas abandonou a atividade. “Graças a Deus”, diz.  

Segundo ela, há um corte de classe bem definido entre os apoiadores da atividade. No topo da pirâmide, estão proprietários das balsas e escavadeiras que financiam a cara infraestrutura necessária. 

“Os subordinados aos donos de máquinas pensam que estão ganhando. Na verdade, eles estão enriquecendo um pequeno número de pessoas, enquanto a maioria fica mais pobre ainda”, afirma.  

“Quem realmente ganha no trabalho de garimpo são os donos das máquinas. Eles pagam 30% dos ganhos para os trabalhadores. E os 70% muitas vezes nem ficam na economia da cidade. O ouro acaba sendo desviado para fora do país”, afirma.  Protesto do povo Yanomami contra garimpo em suas terras (Foto: Victor Moryama/ISA)

Governadora Inaugura a nova Central do Cidadão da zona sul de Natal!

Com mais conforto e comodidade, e gerando uma economia de R$ 40 mil por mês aos cofres públicos, esta é mais uma das 19 Centrais do Cidadão entregues pelo nosso governo!

Com a construção da sede própria e migração da central do Via Direta para o novo endereço, nosso governo vai deixar de gastar R$ 40 mil mensais com aluguel, o que totaliza R$ 500 mil em um ano, em média. Isso é economia para os cofres públicos!

Além da Delegacia do Cidadão, serão acrescentados os serviços DEATUR (Delegacia Especializada em Assistência ao Turista) e DEPREMA (Delegacia Especializada em Proteção ao Meio Ambiente).


A nova Central é mais segurança para os Natalenses! Fotos Elisa Elsie





O RN alcançou a marca de 7 milhões de vacinas contra a Covid-19 aplicadas na população.


O feito é fruto da parceria entre a @sesaprn, que coordena o processo de distribuição das doses e as estratégias da campanha, e os municípios potiguares, que operam o processo na ponta, com a responsabilidade de aplicar os imunizantes.

A marca chega no momento em que a pandemia da Covid-19 arrefece no estado, com os menores índices de contaminação pelo coronavírus, de internações em leitos de UTI e clínicos e de óbitos pela doença.
Até o momento, já foram vacinadas com ao menos uma dose 93% das pessoas, tendo 83% recebido as duas e 46% com a dose de reforço. Entre os adultos, que são os que podem tomar as três doses, esses patamares chegam respectivamente a 92%, 87% e 55%.
Já entre os adolescentes, a cobertura encontra-se em 87% para a 1ª dose e 70% para os totalmente vacinados. Para as crianças de 5 a 11 anos, os percentuais estão em 59% na dose inicial e 24% para a 2ª dose.

Valor econômico destaca o Governo da Professora Fátima Bezerra do PT, por fazer concurso depois de anos e pôr 4 folha atrasadas do funcionalismo em dia.

A Governadora Fátima Bezerra (PT) do Rio Grande do Norte estaria eleita hoje pelo W.O. Porque as lideranças de oposição estão batendo cabeça para montar uma chapa competitiva para enfrentar a governadora. Mesmo tendo no Estado os ministros Fábio Faria (PP), das Comunicações, e Rogério Marinho (PL), a oposição não decolou. 

A Governadora faz um mandato popular, a gestão foi marcada pela paz com sindicatos no Estado, com quem seu antecessor, o ex-governador Robinson Faria (PL), pai de Fábio Faria, teve uma relação muito conflituosa. Além do mais a Govenadora Fátima valorizou o funcionalismo, colocando os salários em dias e abrindo concursos relevantes depois de anos sem ter no RN. Confira matéria do Valor Econômico aqui: 

https://valor.globo.com/politica/noticia/2022/04/11/oposicao-a-fatima-bezerra-nao-consegue-encontrar-candidato-no-rn.ghtml

Três ciclistas morrem atropelados na BR 406 próximo a Baixa do Meio

Três ciclistas morreram e outro foi socorrido em estado grave, após serem atropelados por um carro ainda não identificado na BR 406, próximo à comunidade de Baixa do Meio, distrito de Guamaré.

O acidente aconteceu na noite deste domingo (17), por volta das 20h00, entre as comunidades do campo de serra verde, e o assentamento de Santa Paz, que ficam localizados próximos à rodovia.

As três vítimas residem em Baixa do Meio, e foram identificadas pela polícia como: Renato José Malaquias. Odair José da Rocha, mas conhecido como Odair Cabelereiro, e Carlos Eduardo dos Santos.

O grupo de ciclistas pedalava as margens da BR 406, momento que foram atingidos por um carro desgovernado. O veículo se evadiu do local sem prestar socorro.

Segundo uma testemunha revelou a policia que o carro que atropelou e matou os ciclistas, seria um do modelo Volkswagen de cor branca.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal atenderam a ocorrência, e informou o acidente a Policia Rodoviária Federal, e a Polícia Civil.

A 5ª Regional da Polícia Civil de Macau ficará responsável pelas as investigações. Os agentes de segurança estão no local aguardando a chegada do ITEP para remoção dos corpos.








Blog Guamaré em dia.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Pesquisa telefônica do PoderData divulgada hoje. Lula mantem 9 pontos sobre Bolsonaro



Emenda de R$120.000,00 do Deputado Francisco do PT transformar e amplia completamente o ambiente da Escola Municipal Elpídio Virgínio Chaves, em Pau dos Ferros!

Em menos de 1 ano e 4 meses de gestão Marianna Almeida e Renato, a Escola Municipal Elpídio Virgínio Chaves é OUTRA.

Localizada no bairro João XXIII, município de Pau dos Ferros, a escola foi reformada com recursos próprios da @prefeituradepaudosferros no fim de 2021. Atualmente está com o muro frontal recebendo as impressões de artistas locais credenciados no Edital de pintura nas escolas, bem como sendo equipada com a emenda destinada pelo Deputado Francisco do PT.

Aí são fotos dos novos ar condicionados comprados com a emenda, além de novas carteiras que foram 100% trocadas.

Gratidão é a palavra!
E ainda tem mais na execução dos recursos. Sigamos em frente. Compromisso é compromisso Via seducpmpf!




Semana Santa com Dinheiro na Conta, é assim no Governadora Fátima Bezerra

A melhor maneira de desejar uma feliz semana santa, é com dinheiro na conta do servidor e da servidora do Estado do Rio Grande do Norte.

Os salários, que já são adiantados todos os meses, serão antecipados em mais um dia para que os servidores possam aproveitar o feriado. Amanhã (14/04) já estará depositado!

Uma ótima semana santa para todos e todas!

terça-feira, 12 de abril de 2022

Deputado Francisco do PT propõe criação de Conselho Metropolitano de Mobilidade Urbana

Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do RN, nesta terça-feira (12), o projeto de lei de autoria do deputado estadual Francisco do PT, que propõe a criação do Conselho Metropolitano de Mobilidade Urbana do RN (COMMURN). A ideia com isso é criar um órgão colegiado, autônomo e permanente, de caráter consultivo, deliberativo e fiscalizador, que envolva além de órgãos governamentais, representantes da sociedade e de operadores dos serviços de transporte.

 “Entendemos que a melhor forma de construir as políticas públicas relacionadas a esse tema é por meio de um mecanismo que garanta ampla participação da sociedade civil, dos prestadores de serviço e do poder público. A partir dessa concepção surge a ideia da proposição desse Conselho”, justificou o deputado, lembrando também dos problemas enfrentados pelos usuários do transporte público na região metropolitana.

O Conselho deve ser vinculado à Secretaria Estadual de Infraestrutura e deve contar ainda com representantes da Secretarias de Planejamento e Finanças, da Secretaria Estadual de Juventude, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos – SEMJIDH, do DETRAN-RN, do DER, do Ministério Público do Estado, da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) e da Assembleia Legislativa.

“Esse projeto é fruto da demanda da sociedade civil, que chegou até o nosso mandato. Queremos assim colaborar com esse debate, para que possamos contribuir para a melhoria dos serviços oferecidos à população da região metropolitana”, disse Francisco do PT.

No Acampamento Terra Livre, Lula promete "dia do revogaço" e criação de ministério para indígenas

Sônia Guajajara e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O ex-presidente esteve nesta terça-feira (12) no Acampamento Terra Livre, coordenado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), em Brasília, onde falou sobre fazer um "dia do revogaço" para revogar todos os decretos editados por Jair Bolsonaro (PL) que atentem contra os direitos dos indígenas.

O ex-presidente também falou em criar um ministério para "discutir as questões indígenas". "É preciso criar o dia do revogaço, e tudo que foi decreto criando empecilho [aos povos indígenas] terá que ser revogado imediatamente. A gente não pode permitir que aquilo que foi conquista da luta de vocês seja tirado por decreto para dar direito àqueles que acham que têm que acabar com a nossa floresta. (...) Vocês me deram uma ideia. Se a gente criou o Ministério da Igualdade Racial, se a gente criou o de Direitos Humanos, o Ministério da Pesca, por que a gente não pode criar um ministério para discutir as questões indígenas?".

O petista afirmou que os indígenas participarão da criação do programa de seu terceiro governo. "Ninguém neste país, se nós voltarmos ao governo, vai fazer qualquer coisa em terra indígena sem que haja a concessão de vocês. Ninguém. A ciência já provou que não é possível queimar ou cortar uma árvore para criar uma cabeça de gado. Temos terras degradadas que podem recuperadas para plantar o que quiserem, e a gente tem que tirar proveito da nossa  biodiversidade, para que vocês tenham direito a ter uma vida digna, respeitada e que vocês possam criar o filho de vocês com todo o respeito que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que a nossa Constituição garante".

Lula não deixou de lembrar o que os governos petistas já fizeram pelos indígenas. "A gente não pode esquecer aquilo que já tiraram de nós. Certamente os governos do PT não fizeram tudo que deveriam ter feito, mas ninguém fez mais do que nós fizemos nas nossas relações com os povos indígenas. O que é grave é que praticamente tudo foi desmontado. Sei o orgulho que senti quando fui a Roraima na legalização da Raposa Serra do Sol. Sei do orgulho de pisar naquela terra e ver de milhares indígenas acreditando que a partir da demarcação poderiam vivem em paz. Hoje as notícias que a gente tem é de um governo que não tem escrúpulos para desassorear, para ofender, desacreditar os povos indígenas, que deveriam ser respeitados. Não são os indígenas que são invasores. Eles já estavam nessa terra quando aqui chegaram os portugueses em 1.500".

Ele ainda pediu conscientização por parte da sociedade para que percebam e reconheçam os direitos indígenas. "É preciso que a gente tenha uma conversa a sociedade brasileira, com as pessoas que estão na universidade, na fábrica, que estão trabalhando em lojas e bancos. É importante que todos os brasileiros e brasileiras percebam que vocês têm o direito de reivindicar aquilo que vocês acreditam. A gente nunca viu a polícia brasileira ofender alguém que nega aquilo que vocês estão reivindicando. O crime é reivindicar, negar já é dado de barato que é um direito da elite brasileira. Nenhum fazendeiro tem o direito de invadir o espaço indígena nesse país, nenhum fazendeiro tem o direito de planatr soja de forma ilegal, de fazer queimada para criar gado. Esse país tem muita terra, sem que seja necessário ofender nossas reservas florestais".

Esta é a 18ª edição do ATL e a maior mobilização indígena da história, que levou cerca de 8 mil pessoas até Brasília, entre 4 e 14 de abril. O foco da campanha deste ano – ‘Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política’ – é aumentar a representação política dos povos indígenas nos espaços de poder.

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