segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Mandato do Deputado Mineiro (PT) realizará mais uma importante Audiência Pública da Rede Estadual de Educação Pública



O processo de reorganização da rede estadual de educação, em fase de implantação pela Secretaria de Educação e Cultura, será tema de debate na próxima quarta-feira (30). Para Mineiro, esse assunto deve ser amplamente discutido com as comunidades escolares envolvidas. Fique ligado(a): https://goo.gl/8EKjYU

Oposição continuará convocando ex-ministros de Temer afirmo a sSnadora Fátima Bezerra

A senadora Fátima Bezerra afirmou, nesta segunda-feira (28), que a oposição continuará apresentando requerimentos de convocação e convite, para que os ex-ministros e os atuais ministros do governo Temer esclareçam os fatos sobre a obra do condomínio La Vue, na capital baiana. Além dos ex-ministros Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), serão convocados a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, citados no escândalo.

“Nós, enquanto oposição, fazendo o papel responsável, com muita seriedade e com muita firmeza, exigimos o aprofundamento das investigações. Quanto mais transparência sobre esse caso, mais nós vamos elucidar o que, de fato, realmente aconteceu, e a via mais adequada é o debate”, disse Fátima.

Em entrevistas e depoimento à Policia Federal, Marcelo Calero disse que foi "enquadrado" pelo presidente Michel Temer e ministros para que encontrasse uma "saída" para a autorização da obra do condomínio La Vue, na capital baiana, no qual o ex-ministro da secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, é proprietário de um apartamento. A obra foi embargada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) por estar localizado em uma área tombada como patrimônio cultural da União.

Afastamento
No final do dia, os partidos da oposição da Câmara e do Senado protocolaram uma representação contra Michel Temer, na Procuradoria Geral da República - PGR. Os parlamentares pedem que procuradoria investigue o Presidente da República por supostas práticas de infrações penais.


“As evidências estão bastante claras de que o Presidente cometeu crimes. O próprio Presidente confessou, quando ele disse que chamou o Ministro da Cultura para administrar conflitos administrativos, mas não houve nenhum conflito. Ele foi tratar de conflito de natureza pessoal, para favorecer os interesses do Sr. Geddel Vieira”, declarou Fátima Bezerra.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Agenda do Deputado Mineiro hoje (17)

GOVERNO TEMER VAI DEIXAR O BRASIL ÓRFÃ DOS SEUS PATRIMÔNIOS, VÃO VENDER TUDO - FEIRÃO DA PETROBRAS CONTINUA E PARENTE VENDE DISTRIBUIDORA DE GÁS

Dando sequência ao mercado de vendas de ativos da Petrobras, o presidente da estatal, Pedro Parente, concluiu o acordo de venda da Liquigás, distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP), para o grupo Ultra, que é dono da concorrente Ultragaz, após meses de negociações; a operação deve ficar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões; a negociação já foi alvo de críticas da Federação Única dos Petroleiros (FUP) esse ano, quando a categoria afirmou que a privatização irá estrangular a Petrobras e que a venda da Liquigás e da BR Distribuidora impediria a estatal de colocar nas ruas o que produz nas refinarias.

247 – O presidente da Petrobras, Pedro Parente, dá sequência ao feirão da estatal ao vender a Liquigás, distribuidora de gás liquefeito de petróleo (GLP), para o grupo Ultra, que é dono da concorrente Ultragaz, após meses de negociações.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira 17 pelo jornal Valor Econômico. A operação deve ficar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, segundo o jornal. Em meados do mês passado, as empresas confirmaram que estavam em negociações avançadas.
A possibilidade de venda da Liquigás já foi alvo de críticas da Federação Única dos Petroleiros (FUP) no meio desse ano, quando a categoria afirmou que a privatização irá estrangular a Petrobras e que a venda da Liquigás e da BR Distribuidora impediria a estatal de colocar nas ruas o que produz nas refinarias (relembre aqui).

FARRA DE CABRAL EXPLODE NO COLO DOS SERVIDORES

Preso por cobrar propina de 5% em obras públicas e provocar um prejuízo de R$ 224 milhões ao governo estadual, segundo o Ministério Público, o ex-governador Sergio Cabral, do PMDB, será definitivamente o símbolo da falência do Rio de Janeiro; numa viagem célebre a Mônaco e a Paris, quando ainda era governador, Cabral fez farras com seus secretários, teve presentes de luxo bancados pelo empreiteiro Fernando Cavendish e agora, com o Rio quebrado, seu sucessor Luiz Fernando Pezão tenta cobrar 30% do salário dos servidores e fechar restaurantes populares; não por acaso, a Assembleia Legislativa do Rio tem sido cercada nos últimos dias e Cabral, que recebia mesadas de R$ 350 mil da Andrade e de R$ 500 mil da Carioca, quase foi agredido quando a viatura da Polícia Federal o conduzia à prisão; com os esquemas de Cabral revelados, Pezão dificilmente conseguirá levar adiante seu ajuste fiscal.

Rio 247 – Em 2009, quando ainda era governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral protagonizou uma farra histórica na Europa. Acompanhado de seus secretários, esteve no Hotel Ritz, em Paris, quando todos jantaram, beberam, farrearam e colocaram guardanapos na cabeça. Em Mônaco, ele já havia jantado no célebre restaurante de Alain Ducasse, um dos mais prestigiados chefes da Europa, e presenteou a esposa Adriana Ancelmo com um anel de R$ 800 mil. Só recentemente, soube-se que o anel foi dado por Fernando Cavendish, o empreiteiro dono da Delta, que mantinha relações extremamente próximas com Cabral.
Sete anos depois, nesta quinta-feira, Cabral foi preso, assim como alguns de seus secretários, acusados de cobrar propina de 5% em obras públicas, provocando prejuízos de R$ 224 milhões ao governo estadual (leia mais aqui). E isso apenas em contratos com a Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia – os contratos com a Delta e a Odebrecht ainda não foram totalmente esquadrinhados.
Detido por decisão do juiz Marcelo Bretas, que conduz a Lava Jato no Rio e condenou o almirante Othon Pinheiro a mais de 40 anos de prisão, Cabral corre o risco de sofrer uma condenação praticamente eterna. E ele tem tudo para se tornar o símbolo da crise do Rio de Janeiro, cujo governo, administrado por seu sucessor Luiz Fernando Pezão, praticamente faliu (leia mais em "Quebra do Rio terá seu vilão: Sergio Cabral").
Sem receita para pagar os servidores, Pezão quer instituir uma taxa previdenciária de 30% sobre os vencimentos, cortar investimentos e fechar até os restaurantes populares, onde são servidas refeições por R$ 1.
Com os esquemas de Cabral revelados, o ajuste fiscal de Pezão dificilmente será implementado. Nos últimos dias, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro tem sido cercada por servidores revoltados. Nesta manhã, a viatura da Polícia Federal foi cercada por manifestantes que pretendiam agredir Cabral.
De acordo com o Ministério Público, Cabral recebia mesadas de R$ 350 mil da Andrade Gutierrez e de R$ 500 mil da Carioca Engenharia, além de "taxas de oxigenação", que eram pagas aos secretários. Pezão quer passar a conta para os servidores, mas não terá sucesso em sua empreiteitada.

COMO PARAR DE ABSORVER ENERGIAS NEGATIVAS DE OUTRAS PESSOAS

A empatia é a capacidade de reconhecer e sentir as emoções de outras pessoas. Simpatia, sentir compaixão por outras pessoas. Muitas vezes para ser um “empata” significa que você estará absorvendo grande parte da dor e sofrimento em seu ambiente, o que pode sacrificar sua capacidade de se expandir a um nível mais elevado.

Se você convive frequentemente com uma pessoa negativa, você sabe o quão tóxica a sua energia pode ser. Aprender a não absorver as energias de outras pessoas é uma grande habilidade espiritual a se desenvolver. Aqui estão cinco maneiras de parar de absorver a energia negativa de outras pessoas.

1) Lembre-se, você não pode agradar a todos

Se alguém lhe assediar moralmente, reclamando sobre você, ou desrespeitar você, não faça de sua missão tentar convencer essa pessoa a gostar de você. Isso só vai sugar você ainda mais o seu campo de energia e vai fazer de você energeticamente dependente da opinião deles.

Nem todo mundo vai gostar de você. Todos estamos, aqui na terra, vivendo com um propósito diferente. Ao amar a si mesmo em primeiro lugar, você irá criar um campo de força em torno de outras pessoas que irá protegê-lo de ser tão esgotado por suas opiniões.

Também lembre-se: você não pode mudar ninguém. Não faça de sua missão tentar corrigi-los nesse momento também. Às vezes, a melhor coisa que você pode fazer é não tentar mudá-los, pois, agindo assim, você não vai alimentar a energia que eles estão projetando em você.

2) Tenha cuidado com quem você convida para a sua vida

Seu corpo, sua mente e o seu ambiente são o seu templo. Quem você está convidando para eles? É um convite aberto? Será que as pessoas ainda limpam os pés antes de caminhar ao redor deles, ou arrastam-lhe a lama de sua alma?

No Brasil existe uma gíria chamada folgado. O significado direto é “solto” ou “preguiçoso”, mas que realmente significa “freeloader”. Não é exato no Inglês equivalente pois é mais uma mentalidade do que um estilo de vida.

Se você dá a uma pessoa um pedaço de pão, um dia, eles vão pedir pão todos os dias. Se você deixar alguém ficar em sua casa para um fim de semana, então eles vão tentar ficar a semana toda (ou duas!).

Uma vez eu pensei que minha esposa estava ficando fria e com um espírito mesquinho para com alguns dos nossos vizinhos. Depois que eu percebi que ela estava apenas respeitando a si mesma e a sua casa! Eu valorizava sua postura e adotei o estilo como meu, a partir daí.

É ótimo ser generoso, mas há uma linha tênue a trabalhar para que você você não seja pisoteado, assim, optando por ajudar aqueles que realmente precisam. Aprenda a dizer “não” é estar bem com isso.

3) Parar de prestar atenção

Um parasita precisa de um hospedeiro para sobreviver. Quando você presta atenção em alguém, você está dando-lhe energia. Ou seja, se você se concentrar em vampiros de energia, eles vão entrar em sua mente e vão roubar seus pensamentos, diminuindo drasticamente seus níveis de energia.

Algumas pessoas vão despejar sua energia em você e então dirigir para o próximo “pit stop“. Um ouvido amigo pode ser uma coisa maravilhosa, mas é, necessariamente, uma linha que precisa ser cuidado se se quiser manter a saúde de sua energia.

Talvez você encontrou-se como uma fonte de uma pessoa para retransmitir as suas frustrações no trabalho, um relacionamento ou mesmo realizações bem-sucedidas. Todas estas emoções podem drenar você de várias maneiras e fazer com que você comece a limitar a sua própria vida de maneiras não produtivas.

Ame-se o suficiente para ajustá-los, dizer-lhes para parar, ou dizer-lhes que você não pode lidar com isso agora. Não economize em rejeitar sua energia tóxica.

4) Inspire natureza

Vá para a natureza meditar, relaxar e respirar. Purifique a água dentro de você, exercite e flutue fácil.

Esteja como uma borboleta, flutue suavemente, mas mova-se rapidamente. A respiração aumenta a circulação do fluxo sanguíneo ao redor do corpo e ajudará a evitar que você absorva a energia daqueles que o rodeiam. Caminhe com confiança, mantenha a cabeça erguida e não permita que ninguém faça você se sentir inferior. A lagarta come tudo em torno dela e se torna gorda, imóvel.

Deve-se primeiro tornar-se luz, a fim de voar.

5) Tome 100% de responsabilidade por seus pensamentos e emoções

Como você se sente é 100% sua própria responsabilidade. O universo está enviando pessoas para a nossa vida para nos testar. A percepção que temos de nós mesmos é maior do que a percepção que os outros têm de nós.

Você não é uma vítima, ninguém tem poder sobre você.

Considere como seus pensamentos ou expectativas podem ter manifestado a situação que está incomodando você. E se a resposta estiver dentro de seu nível de paciência, irritabilidade ou compaixão? A menos que tomemos um tempo para nos observar, nós inconscientemente afirmamos nossa própria vitimização para o mundo que nos rodeia.

Uma vez que você se torna responsável pela maneira que você escolhe responder a algo, você se conecta com você mesmo a um nível mais profundo. Quando você está conectado a si mesmo a um nível mais profundo, você começa a não ser abatido nem projetado para fora de seu centro tão facilmente.

Coloque-se em situações que aumentam as suas próprias energias.

Esta pessoa faz com que você se senta bem? Você faz essa pessoa se sentir bem?

Você é merecedor de uma experiência brilhante e é hora de perceber isso! Aprenda a proteger-se contra as energias de outras pessoas e comece com o amor-próprio.

Lembre-se de que é importante para você estar feliz e em paz. Esteja pronto para dizer não.

Você é o autor de seu próprio estado energético.


SPIRIT SCIENCE AND METAPHYSICS – Traduzido pela Equipe de O SEGREDO
Veja mais Artigos Aqui

O bate-boca de Gilmar e Lewandowski. STF é uma vila, ou alguém vai cumpr a lei? Veja

levand“Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário”. A frase, dita por Joaquim Barbosa, anos atrás, para Gilmar Mendes por Joaquim Barbosa, continua valendo, sem que neste tempo todo o ministro acusado de ter “capangas em Mato Grosso” continua a fazer o mesmo.
Ainda que, como todos sabem, Joaquim Barbosa tenha feito algo semelhante, é incompreensível que a Suprema Corte brasileira estar, ainda hoje, sob o tacão autoritário de Gilmar Mendes, como se viu no “barraco” havido hoje entre ele e o ministro Ricardo Levandowski.
– Lewandowski: Pela ordem, o ministro Gilmar Mendes já não havia votado? Eu tenho impressão que acompanhou a divergência. Depois votou o ministro Marco Aurélio e sua excelência está abrindo mão do voto já proferido e pediu vista? Data vênia, é um pouco inusitado.
– Gilmar Mendes: Enquanto eu estiver aqui eu posso fazê-lo.
– Cármen Lúcia: Enquanto não estiver proclamado, o regimento permita que haja…
– Mendes: Vossa excelência fez coisa mais heterodoxa…
– Lewandowski: Eu, graças a Deus, não sigo o exemplo de vossa excelência em matéria de heterodoxia, viu? Graças a Deus e faço disso ponto de honra.
– Mendes: Basta ver o que vossa excelência fez no Senado.
– Lewandowski: No Senado? Basta ver o que vossa excelência faz diariamente nos jornais. Uma atitude absolutamente ao meu ver incompatível com …
– Mendes: Faço isso inclusive para poder reparar os absurdos que vossa excelência faz.
– Lewandowski: Absurdos não, vossa excelência retire o que disse porque isso não existe. Vossa excelência está faltando com o decoro não é de hoje. Eu repilo qualquer… Vossa excelência por favor me esqueça.
– Mendes: Não retiro.
– Lewandowski: Bom, então, vossa excelência se mantenha como está. Eu reafirmo que vossa excelência está faltando com o decoro que essa corte merece.

Não é possível que homem na maturidade, com conhecimento jurídico e, em tese, com a postura ética necessária a ser ministro do STF tenham estes conceitos um sobre o outro e isso não resulte em uma queixa disciplinar.
Porque fofoca se fazia na vila do subúrbio onde morei.
Na mais alta Corte do país não dá para imaginar que as coisas fiquem terminadas num confronto de candinhas.
É preciso proceder, se algum dos juízes falta ao comportamento exigível. Se falta ao decoro, há as representações que não são uma opção, mas um dever de quem deve zelar por ele.
E ninguém representa contra quem diz não ter decoro?
Mas o STF virou isso, esta briga de vila.
E a Justiça um “me disseram”, um “ouvi dizer”.
Que acaba na torcida selvagem que invadiu hoje a Câmara.

OS 10 MELHORES POEMAS DE CECÍLIA MEIRELES

Os 10 melhores poemas de Cecília Meireles
Pedimos aos leitores e colaboradores que apontassem os poemas mais significativos de Cecília Meireles — uma das mais importantes vozes líricas da literatura em língua portuguesa e primeira voz feminina de grande expressão da literatura brasileira.
Cecília nasceu no Rio de Janeiro em 1901. Órfã de pai e de mãe, foi educada pela avó materna, que exerceu forte influência sobre a sua formação. Escreveria mais tarde: “Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno. Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. 
Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano. (…) Vovó era uma criatura extraordinária. Extremamente religiosa, rezava todos os dias. E eu perguntava: ‘Por quem você está rezando?’ ‘Por todas as pessoas que sofrem’. Era assim. Rezava mesmo pelos desconhecidos. A dignidade, a elevação espiritual de minha avó influíram muito na minha maneira de sentir os seres e a vida”.
Sua estreia literária aconteceu em 1919 com o livro “Espectros”, reunião de sonetos escritos a partir de 1915. Sua obra mais conhecida é o épico “Romanceiro da Inconfidência”, de 1953. Embora cronologicamente vinculada a segunda fase do modernismo brasileiro, sua obra poética traz influências simbolistas, românticas barrocas e parnasianas, destacam-se: “Nunca Mais” (1923), “Poema dos Poemas” (1923), “Baladas para El-Rei” (1925), “Viagem” (1939), “Vaga Música” (1942), “Mar Absoluto e Outros Poemas” (1945), “Retrato Natural” (1949), “Doze Noturnos da Holanda” (1952), “Poemas Escritos na Índia” (1950), “Metal Rosicler” (1960), “Solombra”(1963). 
Sobre ela escreveu o crítico Paulo Rónai: “Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo. A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea”.
Cecília Meireles morreu de câncer, em 9 de novembro de 1964, dois dias depois de completar 63 anos. Os poemas publicados nesta seleção fazem parte do livro “Cecília Meireles — Poesia Completa”, editora Nova Fronteira.

Motivo

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Cenário

Passei por essas plácidas colinas
e vi das nuvens, silencioso, o gado
pascer nas solidões esmeraldinas.
Largos rios de corpo sossegado
dormiam sobre a tarde, imensamente,
— e eram sonhos sem fim, de cada lado.
Entre nuvens, colinas e torrente,
uma angústia de amor estremecia
a deserta amplidão na minha frente.
Que vento, que cavalo, que bravia
saudade me arrastava a esse deserto,
me obrigava a adorar o que sofria?
Passei por entre as grotas negras, perto
dos arroios fanados, do cascalho
cujo ouro já foi todo descoberto.
As mesmas salas deram-me agasalho
onde a face brilhou de homens antigos,
iluminada por aflito orvalho.
De coração votado a iguais perigos
vivendo as mesmas dores e esperanças,
a voz ouvi de amigos e inimigos
Vencendo o tempo, fértil em mudanças,
conversei com doçura as mesmas fontes,
e vi serem comuns nossas lembranças.
Da brenha tenebrosa aos curvos montes,
do quebrado almocafre aos anjos de ouro
que o céu sustêm nos longos horizontes,
tudo me fala e entende do tesouro
arrancado a estas Minas enganosas,
com sangue sobre a espada, a cruz e o louro.
Tudo me fala e entendo: escuto as rosas
e os girassóis destes jardins, que um dia
foram terras e areias dolorosas,
por onde o passo da ambição rugia;
por onde se arrastava, esquartejado,
o mártir sem direito de agonia.
Escuto os alicerces que o passado
tingiu de incêndio: a voz dessas ruínas
de muros de ouro em fogo evaporado.
Altas capelas cantam-me divinas
fábulas. Torres, santos e cruzeiros
apontam-me altitudes e neblinas.
Ó pontes sobre os córregos! ó vasta
desolação de ermas, estéreis serras
que o sol frequenta e a ventania gasta!
Armado pó que finge eternidade,
lavra imagens de santos e profetas
cuja voz silenciosa nos persuade.
E recompunha as coisas incompletas:
figuras inocentes, vis, atrozes,
vigários, coronéis, ministros, poetas.
Retrocedem os tempos tão velozes
que ultramarinos árcades pastores
falam de Ninfas e Metamorfoses.
E percebo os suspiros dos amores
quando por esses prados florescentes
se ergueram duros punhos agressores.
Aqui tiniram ferros de correntes;
pisaram por ali tristes cavalos.
E enamorados olhos refulgentes
— parado o coração por escutá-los
prantearam nesse pânico de auroras
densas de brumas e gementes galos.
Isabéis, Dorotéias, Heliodoras,
ao longo desses vales, desses rios,
viram as suas mais douradas horas
em vasto furacão de desvarios
vacilar como em caules de altas velas
cálida luz de trêmulos pavios.
Minha sorte se inclina junto àquelas
vagas sombras da triste madrugada,
fluidos perfis de donas e donzelas.
Tudo em redor é tanta coisa e é nada:
Nise, Anarda, Marília… — quem procuro?
Quem responde a essa póstuma chamada?
Que mensageiro chega, humilde e obscuro?
Que cartas se abrem? Quem reza ou pragueja?
Quem foge? Entre que sombras me aventuro?
Quem soube cada santo em cada igreja?
A memória é também pálida e morta
sobre a qual nosso amor saudoso adeja.
O passado não abre a sua porta
e não pode entender a nossa pena.
Mas, nos campos sem fim que o sonho corta,
vejo uma forma no ar subir serena:
vaga forma, do tempo desprendida.
É a mão do Alferes, que de longe acena.
Eloquência da simples despedida:
“Adeus! que trabalhar vou para todos!…”
(Esse adeus estremece a minha vida.)

Lua adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua…
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua…)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua…
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu…

Nadador

O que me encanta é a linha alada
das tuas espáduas, e a curva
que descreves, pássaro da água!
É a tua fina, ágil cintura,
e esse adeus da tua garganta
para cemitérios de espuma!
É a despedida, que me encanta,
quando te desprendes ao vento,
fiel à queda, rápida e branda
E apenas por estar prevendo,
longe, na eternidade da água,
sobreviver teu movimento…

Recado aos amigos distantes

Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.

Este é o lenço

Este é o lenço de Marília,
pelas suas mãos lavrado,
nem a ouro nem a prata,
somente a ponto cruzado.
Este é o lenço de Marília
para o Amado.
Em cada ponta, um raminho,
preso num laço encarnado;
no meio, um cesto de flores,
por dois pombos transportado.
Não flores de amor-perfeito,
mas de malogrado!
Este é o lenço de Marília:
bem vereis que está manchado:
será do tempo perdido?
será do tempo passado?
Pela ferrugem das horas?
ou por molhado
em águas de algum arroio
singularmente salgado?
Finos azuis e vermelhos
do largo lenço quadrado,
— quem pintou nuvens tão negras
neste pano delicado,
sem dó de flores e de asas
nem do seu recado?
Este é o lenço de Marília,
por vento de amor mandado.
Para viver de suspiros
foi pela sorte fadado:
breves suspiros de amante,
— longos, de degredado!
Este é o lenço de Marília
nele vereis retratado
o destino dos amores
por um lenço atravessado:
que o lenço para os adeuses
e o pranto foi inventado.
Olhai os ramos de flores
de cada lado!
E os tristes pombos, no meio,
com o seu cestinho parado
sobre o tempo, sobre as nuvens
do mau fado!
Onde está Marília, a bela?
E Dirceu, com a lira e o gado?
As altas montanhas duras,
letra a letra, têm contado
sua história aos ternos rios,
que em ouro a têm soletrado…
E as fontes de longe miram
as janelas do sobrado.
Este é o lenço de Marília
para o Amado.
Eis o que resta dos sonhos:
um lenço deixado.
Pombos e flores, presentes.
Mas o resto, arrebatado.
Caiu a folha das árvores,
muita chuva tem gastado
pedras onde houvera lágrimas.
Tudo está mudado.
Este é o lenço de Marília
como foi bordado.
Só nuvens, só muitas nuvens
vêm pousando, têm pousado
entre os desenhos tão finos
de azul e encarnado.
Conta já século e meio
de guardado.
Que amores como este lenço
têm durado,
se este mesmo está durando?
mais que o amor representado?

Segundo motivo da rosa

Por mais que te celebre, não me escutas,
embora em forma e nácar te assemelhes
à concha soante, à musical orelha
que grava o mar nas íntimas volutas.
Deponho-te em cristal, defronte a espelhos,
sem eco de cisternas ou de grutas…
Ausências e cegueiras absolutas
ofereces às vespas e às abelhas.
E a quem te adora, ó surda e silenciosa,
e cega e bela e interminável rosa,
que em tempo e aroma e verso te transmutas!
Sem terra nem estrelas brilhas, presa
a meu sonho, insensível à beleza
que és e não sabes, porque não me escutas…

Romance XXI ou das ideias

A vastidão desses campos.
A alta muralha das serras.
As lavras inchadas de ouro.
Os diamantes entre as pedras.
Negros, índios e mulatos.
Almocrafes e gamelas.
Os rios todos virados.
Toda revirada, a terra.
Capitães, governadores,
padres intendentes, poetas.
Carros, liteiras douradas,
cavalos de crina aberta.
A água a transbordar das fontes.
Altares cheios de velas.
Cavalhadas. Luminárias.
Sinos, procissões, promessas.
Anjos e santos nascendo
em mãos de gangrena e lepra.
Finas músicas broslando
as alfaias das capelas.
Todos os sonhos barrocos
deslizando pelas pedras.
Pátios de seixos. Escadas.
Boticas. Pontes. Conversas.
Gente que chega e que passa.
E as ideias.
Amplas casas. Longos muros.
Vida de sombras inquietas.
Pelos cantos da alcovas,
histerias de donzelas.
Lamparinas, oratórios,
bálsamos, pílulas, rezas.
Orgulhosos sobrenomes.
Intrincada parentela.
No batuque das mulatas,
a prosápia degenera:
pelas portas dos fidalgos,
na lã das noites secretas,
meninos recém-nascidos
como mendigos esperam.
Bastardias. Desavenças.
Emboscadas pela treva.
Sesmarias, salteadores.
Emaranhadas invejas.
O clero. A nobreza. O povo.
E as ideias.
E as mobílias de cabiúna.
E as cortinas amarelas.
Dom José. Dona Maria.
Fogos. Mascaradas. Festas.
Nascimentos. Batizados.
Palavras que se interpretam
nos discursos, nas saúdes…
Visitas. Sermões de exéquias.
Os estudantes que partem.
Os doutores que regressam.
(Em redor das grandes luzes,
há sempre sombras perversas.
Sinistros corvos espreitam
pelas douradas janelas.)
E há mocidade! E há prestígio.
E as ideias.
As esposas preguiçosas
na rede embalando as sestas.
Negras de peitos robustos
que os claros meninos cevam.
Arapongas, papagaios,
passarinhos da floresta.
Essa lassidão do tempo
entre imbaúbas, quaresmas,
cana, milho, bananeiras
e a brisa que o riacho encrespa.
Os rumores familiares
que a lenta vida atravessam:
elefantíase; partos;
sarna; torceduras; quedas;
sezões; picadas de cobras;
sarampos e erisipelas…
Candombeiros. Feiticeiros.
Unguentos. Emplastos. Ervas.
Senzalas. Tronco. Chibata.
Congos. Angolas. Benguelas.
Ó imenso tumulto humano!
E as ideias.
Banquetes. Gamão. Notícias.
Livros. Gazetas. Querelas.
Alvarás. Decretos. Cartas.
A Europa a ferver em guerras.
Portugal todo de luto:
triste Rainha o governa!
Ouro! Ouro! Pedem mais ouro!
E sugestões indiscretas:
Tão longe o trono se encontra!
Quem no Brasil o tivera!
Ah, se Dom José II
põe a coroa na testa!
Uns poucos de americanos,
por umas praias desertas,
já libertaram seu povo
da prepotente Inglaterra!
Washington. Jefferson. Franklin.
(Palpita a noite, repleta
de fantasmas, de presságios…)
E as ideias.
Doces invenções da Arcádia!
Delicada primavera:
pastoras, sonetos, liras,
— entre as ameaças austeras
de mais impostos e taxas
que uns protelam e outros negam.
Casamentos impossíveis.
Calúnias. Sátiras. Essa
paixão da mediocridade
que na sombra se exaspera.
E os versos de asas douradas,
que amor trazem e amor levam…
Anarda. Nise. Marília…
As verdades e as quimeras.
Outras leis, outras pessoas.
Novo mundo que começa.
Nova raça. Outro destino.
Planos de melhores eras.
E os inimigos atentos,
que, de olhos sinistros, velam.
E os aleives. E as denúncias.
E as ideias.

Canção

No desequilíbrio dos mares,
as proas giram sozinhas…
Numa das naves que afundaram
é que certamente tu vinhas.
Eu te esperei todos os séculos
sem desespero e sem desgosto,
e morri de infinitas mortes
guardando sempre o mesmo rosto
Quando as ondas te carregaram
meu olhos, entre águas e areias,
cegaram como os das estátuas,
a tudo quanto existe alheias.
Minhas mãos pararam sobre o ar
e endureceram junto ao vento,
e perderam a cor que tinham
e a lembrança do movimento.
E o sorriso que eu te levava
desprendeu-se e caiu de mim:
e só talvez ele ainda viva
dentro destas águas sem fim.
Via POR CARLOS WILLIAN LEITE http://www.revistabula.com/

Quem montou o “putsh” fascista na Câmara?

bolsos
Aquelas 60 ou 80 pessoas que invadiram a Câmara, hoje, vindas de vários Estados, encontraram-se ali por acaso?
Foi coincidência?
Como entraram na Câmara, como combinaram a invasão do plenário?
É evidente que isso foi organizado e teve apoio interno.
Mesmo sendo uma mixórdia o nosso parlamento, se não de defende de quem lhe faz isso, melhor fechar.
É evidente que, pela natureza do protesto, todos tendem a liga-lo a Jair Bolsonaro.
A nossa valente imprensa foi incapaz de investigar este filão.
Como não vi ninguém ir atrás de Sérgio Moro, que teve seu nome gritado pelos invasores, para ouvi-lo desculpar-se, se é que o vai, ter contribuído para este fanatismo, que ele cansou de chamar de “apoio da opinião pública”.
Como não é capaz de investigar este vilão, que se mandou para Roraima no dia do “bolsomitismo”.
Permite que ele faça apologia aberta do autoritarismo, da tortura, do preconceito e da discriminação.

Leia também:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...