quinta-feira, 22 de março de 2018

Pré-candidato a Deputado Estadual Eraldo participa da criação do Comitê LGBT em Natal

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O pré candidato a Deputado Estadual Eraldo Paiva (Vice-Prefeito de São Gonçalo do Amarante), participou na tarde de ontem (21) da criação do Comitê Popular LGBT em Defesa da Democracia e pelo Direito de Lula ser Candidato,em Natal na Praça André de Albuquerque.

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Participaram representantes de vários movimentos como: SINTE/RN, UBES, CUT, UMES, UNE, levante popular E movimento de cultura popular periferia ENEGRECER, entre outros. Também esteve presente o Deputado Estadual Fernando Mineiro e pré-candidato a Deputado Federal

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Fotos da página de Eraldo Paiva e Divaneide Basílio.

SEMINÁRIO DE PLANEJAMENTO DAS MULHERES DO PT/RN, DIA 24 E MARÇO



Neste sábado (24) a Secretaria Estadual de Mulheres do PT/RN estará realizando seu seminário de planejamentos, e lançando algumas mulheres do PT para o pleito das eleições 2018. Conjuntura da politica das mulheres também será discutida. O seminário de planejamento vai contar com participação da Secretária Nacional das Mulheres do PT, Anne Karolyne. O encontro será na sede Estadual do PT/RN, sito Rua Dr. José Borges 1477 - Lagoa Nova, com inicio ás 8h30 com um café da manhã. A programação segue abaixo.


PROGRAMAÇÃO
SEMINÁRIO DE PLANEJAMENTO DAS MULHERES DO PT/RN



8h30 – Café da manhã;

­9h30 min – Acolhida e apresentação das participantes;

10h30min - Mesa de conjuntura;

11h00 - Apresentação das pré-candidaturas;

11h30min - Grupos de trabalho para definição de prioridades e cronograma de ações da Secretaria;

12h00 - Almoço;

14h00 – Avaliação;

16h00 - Encerramento.



Secretária Estadual das Mulheres do PT/RN.
Divaneide Basílio.


Lula se mantém como o político mais popular do país, diz Ipsos

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Uma nova rodada da pesquisa “Barômetro Político”, do Ipsos/Estadão continua  mostrando que  Lula é o político com maior grau de aprovação entre os brasileiros.
Da rodada anterior, há um mês, a taxa de reprovação o ex-presidente oscilou de 56% para 57%, enquanto a aprovação variou de 42% para 41%, dentro da margem de erro. Estatisticamente, portanto, nada está abalando a tomada de posição do homem cuja liberdade está sendo furiosamente ameaçada.
Os números insuspeitos, pela origem, mostram que nunca antes na história deste país houve uma dissociação tão evidente entre a opinião pública e a opinião que se publica, velha máxima do Barão de Itararé.
Temer, com a “jogada de mestre” da intervenção no Rio, também não melhorou um pingo seus índices: 94% de desaprovação , quase o mesmo dos 93% do mês passado, contra minguados 4% de aprovação.
Há pequenas oscilações nos índices de Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e de Marina Silva, mas todos continuam rondando a casa dos 60% de reprovação. Os índices de aprovação ficam muito abaixo dos de Lula (veja ao final).
Pouco mais de seis meses nos separam de uma aventura eleitoral na qual a ausência de Lula pode levar o país ao que seria o impensável: uma caricatura fascista no poder.
Veja o quadro completo da pesquisa:
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PS. Na versão anterior, troquei os números. Já estão corrigidos. http://www.tijolaco.com.br/blog/lula-se-mantem-como-o-politico-mais-popular-do-pais-diz-ipsos/

PLENÁRIA DE CONSTRUÇÃO DE LUTAS AMANHÃ NO SINSENAT AS 18H00

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DIA MUNDIAL DA ÁGUA #ComTextos: reaproveitamento é alternativa natural à escassez e ao desperdício de água

O reuso da água nas tarefas domésticas, na agricultura, na indústria e em outras atividades econômicas é uma das alternativas recomendadas pelos estudiosos de um grave problema global contemporâneo: a escassez de água, provocada pela redução de mananciais ou pelo desperdício decorrente da utilização irracional. Neste 22 de março, Dia Mundial da Água, o mandato de Fernando Mineiro preparou uma edição especial de ComTextos reunindo estudos de especialistas sobre experiências de reuso da água e de seu aproveitamento sustentável, no âmbito doméstico ou em escala industrial.
É uma forma de contribuir com o debate, num momento particularmente grave para o Rio Grande do Norte: um ciclo de estiagem que já dura seis anos, desorganiza a vida econômica nos municípios e impõe pesados sacrifícios à população no interior do estado. Boa leitura.
LINKS DOS TEXTOS SELECIONADOS

Fátima repudia proposta que permite ensino médio a distância para todos

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A senadora Fátima Bezerra repudiou, nesta quarta-feira, a proposta em análise no Conselho Nacional de Educação, que a visa autorizar que 40% da carga horária do ensino médio seja cumprida na modalidade ensino a distância. A discussão está sendo feita no âmbito da regulamentação da reforma do ensino médio. Fátima destacou que entidades respeitadas na área educacional, como a Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE), a Ubes, a UNE, a ANPEd, a Associação Nacional pela Formação dos Professores da Educação (Anfope) já expressaram toda a sua indignação contra a proposta.

“Essa proposta em debate no CNE é um golpe fatal contra o ensino médio, contra a educação básica pública e contra os trabalhadores em educação. Afinal, menos carga horária de ensino presencial significa exatamente o quê? Menos professores. Mas, essa proposta não surgiu do nada. Aqueles que aprovaram a reforma autoritária do ensino médio (MP 746/2016), na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, permitiram que medidas como essa encontrassem respaldo na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional”, analisou.

Fátima destacou ainda que a reforma do ensino médio não torna obrigatória a oferta das cinco áreas de conhecimento por parte dos sistemas de ensino, deixando a cada escola a decisão sobre qual itinerário formativo oferecerá, de acordo com suas possibilidades. “Outro problema de extrema gravidade, denunciado de forma exaustiva quando da tramitação da reforma autoritária do ensino médio, está inscrito precisamente no § 11, do art. 36 da LDB, que abre uma janela imensa para o processo de desescolarização, precarização e privatização do ensino médio. Processo de desescolarização por quê? Porque permite que a educação a distância, promovida através de convênios com instituições de natureza não especificada, substitua a educação presencial”.

Audiência Pública - Fátima apresentou um requerimento de audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, para debater a proposta do CNE e o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor). “ É importante esse processo de mobilização de estudantes, de trabalhadores em educação, pais e mães de estudantes, gestores, especialistas e movimentos sociais no campo educacional contra esse processo, que nada mais é a tentativa de privatização do ensino médio. Esperamos que nosso requerimento, apresentado esta semana, seja aprovado o quanto antes e que essa audiência também possa ocorrer o mais breve possível”, concluiu.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

AGENDA DE HOJE DE MINEIRO (PT)


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8h00 - Café/reunião com dirigentes da Cooperativa de Agricultura Familiar;
 
9h00 - Reunião da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa;

10h30min - Sessão Plenária (Assembleia Legislativa);

16h00 - Roda de conversa com a juventude da Fetraf-RN (São Paulo Potengi).

quarta-feira, 21 de março de 2018

Fátima lidera para governo com 30% e Lula para presidente com 43%


Em nova pesquisa sobre a sucessão estadual no Rio Grande do Norte, realizada pelo Instituto Seta, divulgada pelo Blog do BG, a senadora Fátima Bezerra (PT) segue disparada na preferência dos potiguares com quase 30%. Ela ampliou a vantagem sobre o segundo lugar, o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), que no levantamento estimulado marcou apenas 8,12%.
Já o governador Robinson Faria (PSD), cuja gestão é considerada péssima por 66,8% e desaprovada por 77,8%, ficou em terceiro com 5,6%. O candidato do acordão, o vice-governador Fábio Dantas (PSB), foi citado por apenas 0,6%. Os indecisos são 7,8%. Ninguém, brancos e nulos somaram 38,6%.
Em dobradinha com Fátima, o ex-presidente Lula lidera a preferência dos potiguares na disputa presidencial. Na pesquisa estimulada, ele tem 43%. Na espontânea, ele tem 30,6%.
Lula tem quase o triplo das intenções de votos do segundo lugar, Jair Bolsonaro (PSL), que obteve 16,7%. Ciro Gomes (3,3%), Marina Silva (1,6%), Geraldo Alckmin (1%), Rodrigo Maia (0,5%), Álvaro Dias (0,4%), Manuela D’Ávila (0,1%) e Henrique Meirelles (0,1%) completam a lista. Os votos nulos, brancos ou em ninguém somaram 26,7%. Os indecisos são 6,6%.
Rejeição
Fátima e Lula estão entre os candidatos menos rejeitados dos potiguares, com, respectivamente, 3,51% e 12,53%. O candidato mais rejeitado na disputa estadual é o governador Robinson Faria, com 31,76% dos eleitos afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Já o presidenciável mais rejeitado pelos potiguares á Jair Bolsonaro (20,4%).
A pesquisa questionou os entrevistados, ainda, sobre a aprovação ou não à gestão do prefeito Carlos Eduardo Alves. Os números não foram nada bons para o pré-candidato a governador do PDT. Nada menos que 44,7% consideram sua administração péssima e, ao mesmo tempo, ele é desaprovado por 57,3%.
O levantamento traz outro sinal vermelho para o prefeito de Natal. De acordo com a pesquisa, 34,8% dos natalenses desaprovam a saída dele do cargo para dar lugar ao vice-prefeito Álvaro Dias (PMDB). A maioria, 53,6% não soube ou não quis responder.
O acordão formado pelo prefeito Carlos Eduardo Alves e pelos senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) é avaliado como péssimo por 40,7% dos eleitos que responderam à pesquisa. Para 23,5%, a composição é ruim. Já 70,4% disseram que não votariam na chapa dos três caciques.
Senado
A sondagem ouviu os eleitores sobre a preferência deles para a disputa pelas duas vagas no Senado. A deputada federal Zenaide Maia (PR) desbancou os atuais senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB) e José Agripino Maia (DEM). Ela lidera com quase 10%, enquanto o os dois têm, respectivamente, 7,41% e 8,72%. O ex-governador Geraldo Melo marcou 3,81%.
Entre os que declararam voto para senador, a maioria rejeita os senadores José Agripino e Garibaldi Filho, com, respectivamente, 13,1% e 9,9%. Zenaide Maia é rejeitada por apenas 0,7%. Mas 49,1% disseram que não têm intenção de votar em nenhum candidato ao Senado. Os indecisos são 18,9%.
A pesquisa foi realizada de 10 a 13 de março e ouviu 1.100 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 3,5% e o intervalo de confiança é de 95%.

O MUNDO AGUARDA. CÁRMEN MARCA PRA QUINTA JULGAMENTO DE PEDIDO PARA EVITAR PRISÃO DE LULA

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, informou na sessão desta quarta-feira 21 que o plenário irá julgar nesta quinta-feira 22 o pedido de habeas corpus preventivo contra a prisão do ex-presidente Lula.

247 - A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, informou na sessão desta quarta-feira 21 que o plenário irá julgar nesta quinta-feira 22 o pedido de habeas corpus preventivo contra a prisão do ex-presidente Lula. A decisão do Supremo nesta quinta dirá respeito ao caso específico de Lula, sem modificar a jurisprudência sobre o tema.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

Cármen Lúcia marca para amanhã julgamento de habeas corpus de Lula

Felipe Pontes – A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, marcou para amanhã (21) o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o qual ele pretende impedir sua prisão após condenação em segunda instância.

O anúncio do julgamento foi feito por Cármen Lúcia logo após a abertura da sessão plenária desta quarta-feira (21), segundo ela "pela urgência" do pedido de liberdade.

Logo depois do anúncio, o ministro Marco Aurélio Mello pediu que sejam julgadas as duas ações diretas de constitucionalidade de sua autoria (ADCs) que tratam sobre a possibilidade de pessoas condenadas em segunda instância pela Justiça, como é o caso de Lula, começaram de imediato a cumprir suas penas.

Diante da marcação do julgamento do habeas corpus de Lula para esta quinta-feira, Marco Aurélio disse que não chamaria, como pretendia fazer nesta quarta, uma questão de ordem para solicitar o julgamento das ADCs. Ele reiterou, no entanto, considerar que o mais adequado é que tais ações sejam julgadas o mais rápido possível.

"Fica o apelo que faço como relator para que liquidemos e afastemos esse impasse que só gera insegurança jurídica", disse ele, referindo-se às decisões conflitantes de ministros da corte sobre o assunto.


segunda-feira, 19 de março de 2018

O ÓDIO QUE MATOU MARIELLE FOI PLANTADO PELA MÍDIA

A cultura do ódio no Brasil vem sendo semeada desde 2013, por veículos de comunicação, que chegaram até a sugerir a eliminação física de seus adversários, como fez Veja, numa capa em que exibia a cabeça de Lula cortada e ensanguentada; a resultante desse processo é a ameaça fascista que paira sobre o Brasil, refletida na candidatura de Jair Bolsonaro, e que ajudou a matar a ativista e vereadora Marielle Franco; "Toda execução de político é um ato político: junto com o representante, querem matar tudo o que representa", diz Gregório Duvivier; Marcia Tiburi adverte que o assassinato de Marielle é também um recado dos fascistas para toda a esquerda.

247 – De onde vêm o fascismo e a cultura do ódio que matou Marielle Franco, colocando a violência brasileira num outro patamar: o das execuções políticas? A resposta está na mídia brasileira, que, desde 2013, vem semeando uma campanha de ódio contra seus adversários políticos. No caso mais violento, Veja chegou a propor a morte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa capa em que exibia a cabeça de Lula cortada e ensanguentada. Era um plágio de capa semelhante da Newsweek, que exibiu a cabeça de Muamar Khadai, depois de seu assassinato.

A resultante desse processo é a ameaça fascista que paira sobre o Brasil, refletida na candidatura de Jair Bolsonaro, e que ajudou a matar a ativista e vereadora Marielle. "Toda execução de político é um ato político: junto com o representante, querem matar tudo o que representa", diz Gregório Duvivier. Marcia Tiburi adverte que o assassinato de Marielle é também um recado dos fascistas para toda a esquerda.

A origem do ódio, no entanto, foi bem retratada pelo jornalista Luis Nassif, no texto abaixo:

Tempos atrás fui a uma pacata cidade do interior. Lá, em conversas familiares, um jovem casal, de família temente a Deus, sem histórico de violência,  falava da sua vontade de ver Lula morto. A campanha sistemática de ódio, a irracionalidade plantada em suas cabeças, faziam-nos, pessoas incapazes de fazer mal a um bicho, entender como natural – e necessária – a morte de uma pessoa! A mídia conseguiu naturalizar o ódio no Brasil.

Hoje em dia, é um sentimento generalizado, que se espalha por todas as regiões do país e que, até agora, tinha em Bolsonaro e sua tropa sua mais grotesca expressão.  Com a execução de Marielle entra-se em uma nova etapa na qual a doença social plantada pela mídia poderá resultar em loucuras maiores do que discursos de ódio nas redes sociais, tempos de terremotos e furacões, que podem preceder a entrega do poder a Bolsonaro e sua “bancada da metralhadora”.  Ele, aliás, evitou comentar a tragédia de Marielle, para não expor o que pensa.



CÁRMEN: STF ESTÁ PRONTO PARA JULGAR HC DE LULA

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, 19, que a Corte está pronta para julgar o pedido de habeas corpus do ex-presidente Lula; "O Supremo examinará assim que o relator, o ministro Edson Fachin, levar em mesa à turma ou ao plenário", afirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia; "É uma ação nobre, porque lida com a liberdade. Todo e qualquer cidadão, desde uma liderança tão importante como o ex-presidente como qualquer cidadão será julgado, ainda mais quando se tem um caso como este de tamanha envergadura", disse a ministra; sobre o encontro com Michel Temer, ela disse que "foi uma conversa entre dois chefes de poderes".

247 - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, 19, que a Corte está pronta para julgar o pedido de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva."O Supremo examinará assim que o relator, o ministro Edson Fachin, levar em mesa à turma ou ao plenário", afirmou, em entrevista à Rádio Itatiaia.

"É uma ação nobre, porque lida com a liberdade. Todo e qualquer cidadão, desde uma liderança tão importante como o ex-presidente como qualquer cidadão será julgado, ainda mais quando se tem um caso como este de tamanha envergadura", acrescentou a ministra, ao falar que pedidos de habeas corpus têm preferência constitucional. 

Carmen Lúcia também comentou a declaração que deu durante jantar com representantes da Shell, de que rediscutir a prisão em segunda instância seria "apequenar" o Supremo. "Levar de novo essa discussão ao plenário por um caso específico seria quebrar um princípio constitucional da impessoalidade. Não é por causa desta ou daquela pessoa que o Poder Judiciário vai colocar ou dar relevo a um tema", disse a ministra.

A magistrada minimizou o encontro com Michel Temer no dia 10 de março, logo depois de o STF ter autorizado a quebra do sigilo bancário dele. "Foi uma conversa entre dois chefes de poderes. Eu recebo todas as pessoas que me procuram", afirmou.

Maior chacina de SP teve munição do mesmo lote visto na cena da morte de Marielle

A Polícia Civil do Rio encontrou na cena do assassinato da vereadora Marielle Franco, que aconteceu na noite da quarta-feira, 14, munições do mesmo lote ao qual pertenciam as balas usadas no caso que terminou com 17 mortos e sete feridos na Grande São Paulo em 2015. A descoberta foi divulgada nesta sexta-feira, 16, quando foi constatado que munições 9 milímetros do lote UZZ-18 da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), originalmente encaminhado para a Polícia Federal em Brasília em 2006, foram usadas na morte da parlamentar.

O jornal O Estado de S. Paulo revelou em 3 de setembro de 2015 que as munições usadas nas diferentes cenas dos assassinatos em Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, pertenciam a cinco lotes (UZZ18, BNT84, BIZ91, AAY68 e BAY18) destinado a forças de segurança: PF, Polícia Militar e Exército. Além do UZZ-18, a PF havia adquirido o lote BTN-84. 

A investigação não conseguiu determinar o caminho da munição até o seu uso nos assassinatos em São Paulo. Integrantes da força-tarefa que investigavam a chacina consideravam que a principal hipótese é que as munições poderiam ter sido desviadas ou roubadas e acabaram nas mãos de bandidos. Três policiais militares e um guarda civil foram condenados em setembro e em março pelos crimes a penas superiores a 100 anos de prisão.

 o promotor Marcelo Oliveira, que representou a acusação nos julgamentos em Osasco, lembrou que o Estado vizinho chegou a ser citado em um dos depoimentos. "No depoimento de um capitão do Exército, chamado pela defesa, houve a menção de que um sargento havia extraviado munições e enviado para o Rio. Ele foi mandado embora da corporação, segundo esse capitão", detalhou o promotor. 

Um dos condenados pela chacina, o policial militar Victor Cristilder havia servido ao Exército e a acusação tentava descobrir uma eventual relação dele com a aquisição ilegal das munições usadas no crime. "Perguntamos sobre a munição, se o Victor tinha acesso, mas como testemunha de defesa o capitão claro que disse que ele não tinha", disse Oliveira. 

O promotor destacou a necessidade de que o caminho da munição seja investigado no caso do Rio para que se chegue aos culpados. "Se essa situação do lote realmente for confirmada, é claro que há um descontrole muito perigoso em relação a armas e munições. E fica claro para qualquer um que a suspeita recai sobre integrantes de forças de segurança", disse. Fonte: Estadão conteúdo.

Kim, fora de moda, vai para a vitrine da Riachelo

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Então, agora, passamos a saber quem é o dono da barraquinhas de pixulecos  que o decadente Kim Kataguiri e seus amiguinhos montarão para as eleições de outubro.
Com afetada solenidade, na Folha, ele anuncia que Flávio Rocha, o dono das lojas Riachuelo, que – segundo ele próprio, defende “reforma previdenciária e salarial” (para baixo, é claro), ” privatizar empresas como Petrobras e Correios, fechar o BNDES e rever a intocável estabilidade do funcionalismo”.
Entre os predicados de Rocha, claro, agora que o STF liberou o financiamento da campanha com recursos “pessoais”, está o fato de que ele, com a família,  têm a 39ª fortuna do país, cerca de R$ 1,3 bilhão, segundo a Forbes.
É mais um que, ao lado de Henrique Meirelles e João Amoêdo, a compor o grupo dos “candidatos do 1%”, seja na distribuição de renda, seja no potencial de voto.
Com a tremedeira que deu em Luciano Huck com a perspectiva de que seus negócios – como a compra do jatinho via BNDES – fossem expostos, Rocha foi um dos que se pôde arranjar.
Mesmo depois d ter dito, há cerca de um mês, que não “considerava” a hipótese de ser candidato, já organizou seu “comitê central” de alta fortuna, onde estão  Alberto Saraiva (Habib’s), Sônia Hess (Dudalina) e Antônio Carlos Pipponzi (Raia Drogasil).
Agora, eles e o Kinzinho vão ter de ir às compras, escolher um partido na gosta prateleira da política.
Dinheiro, já se viu, não é problema. http://www.tijolaco.com.br/blog/o-huck-do-kim/

Mineiro quer explicações do governo sobre empréstimo e perdão de multa

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) cobrou informações do Governo do Estado, na sessão plenária desta quarta-feira (14), sobre os projetos encaminhados à Assembleia Legislativa que solicitam autorização para empréstimo de US$ 36 milhões (cerca de R$ 117,3 milhões) e a redução da multa da Petrobras em 50% para receber R$ 70 milhões. O parlamentar quer saber o peso desses valores nas finanças do Estado e como será a aplicação dos recursos.
O Executivo busca o empréstimo junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o Projeto de Integração e Modernização da Administração Fiscal e Financeira do RN (Profisco II). Já com a remissão de 50% da multa da Petrobras, proveniente de auto de infração de cerca de R$ 140 milhões, o Governo busca receber R$ 70 milhões.
“Não são recursos que chegarão amanhã ou depois. Por isso, precisamos saber com mais detalhes qual a perspectiva desses projetos”, reforçou Mineiro. “Quais os juros que estão embutidos nesse empréstimo? Qual é a ação e a aplicação? E o perdão de metade da multa da Petrobras? Esse dinheiro será usado para aplicação aonde? Qual a previsão do prazo?”, foram algumas questões pontuadas pelo deputado.
Mineiro lembrou ainda que, para que as comissões parlamentes possam colocar em discussão novos projetos, é preciso concluir a pauta dos vetos do Executivo. O deputado sugeriu que a Casa tenha “outro ritmo” para dar celeridade às votações pendentes. “Ainda não votamos nada neste ano e hoje já é 14 de março. A pauta está travada com os 35 vetos”.
Os projetos que fizeram parte do pacote da “convocação lambança (extra)ordinária” do Governo, também destacou o deputado, devem ser retomados – de acordo com informações divulgadas na mídia local. “Um dos projetos é a extinção dos adicionais por tempo de serviço para o funcionalismo público, que foi rejeitado à unanimidade nesta Casa. Será apresentado outro projeto?”.
O parlamentar questionou também se com essa medida de colocar novamente em pauta as medidas para o ajuste fiscal o Governo busca jogar a culpa da crise nos/as deputados/as. “Querem tentar jogar novamente a opinião pública contra a Assembleia? Como a responsável pelas políticas do Estado?”
Por fim, Mineiro sugeriu que a Comissão de Finanças e Fiscalização do Poder Legislativo, a qual faz parte, tenha acesso ao Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) ou a outro sistema que o substitua para acompanhar a aplicação dos recursos do governo estadual. Equipe Mineiro.

sexta-feira, 16 de março de 2018

EM XEQUE Assassinato de Marielle Franco aumenta pressão sobre intervenção no Rio


Com apelos por investigação e esclarecimento rápido, morte de Marielle, em plena ocupação militar no Rio, é um teste para a promessa do Exército de fazer funcionar as instituições policiais do estado.

DANIELA MOURA / MÍDIA NINJA
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DW Brasil – assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol), na noite de quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, eleva a pressão sobre o trabalho do interventor federal no estado, o general Walter Souza Braga Netto. Com apelos por investigação e um esclarecimento rápido, o crime, que ocorre em plena intervenção, é um teste sobre a capacidade dos militares de fazerem funcionar as instituições policiais fluminenses.
Marielle foi morta por volta das 21h30, na região central do Rio. Nove tiros foram disparados de um carro que, segundo os primeiros relatos, emparelhou com o veículo onde estava a vereadora. Quatro tiros acertaram a cabeça de Marielle e outros três, o corpo de Anderson Pedro Gomes, motorista, que também morreu.
Os criminosos não levaram nada das vítimas e, de acordo com a polícia do Rio, sabiam o local exato em que a vereadora se encontrava no veículo. Todos esses aspectos são indícios de uma execução.
"Não há dúvidas de que esse crime mostra que o circuito da violência no Rio de Janeiro está convicto de sua impunidade”, diz Ignácio Cano, coordenador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. "Eles acreditam que haverá impunidade mesmo assassinando uma pessoa de tanta visibilidade como a Marielle."
Feminista e ativista do movimento negro, Marielle se destacava também por ser uma crítica da violência policial no Rio. Ela entrou para a política após uma "bala perdida” em confronto entre traficantes e policiais matar uma amiga em 2005, no Complexo da Maré, onde nasceu. A militância na área a levou ao cargo de relatora da Comissão de Observação da intervenção federal na Câmara dos Vereadores. Ela nem teve tempo de iniciar seu trabalho.
"Espero que o interventor tenha muito interesse em resolver o caso, pois esse crime joga uma sombra sobre o momento que estamos vivendo”, avalia Cano. Para ele, a investigação deve ser "rápida” e "profunda”.
Opinião semelhante tem Maria Laura Canineu, diretora da Human Rights Watch para o Brasil. Ela classifica o assassinato de Marielle como uma "tragédia para todo o movimento de direitos humanos” no país.
"Estamos diante de um teste para o modelo de policiamento que o Brasil escolheu”, diz, em referência à intervenção decretada pelo presidente Michel Temer e apoiada por cerca de 70% da população, segundo pesquisas recentes. "É o momento de o interventor, que é um interventor militar, mostrar seu comprometimento no que diz respeito ao combate à impunidade.”
Para ela, o general Braga Netto, e o secretário de Segurança Pública do Rio, o general Richard Nunes, nomeado por ele, têm a obrigação de promover uma investigação "rápida, transparente e que leve à responsabilização” dos criminosos.
"As autoridades precisam garantir que os responsáveis pela investigação, seja a Polícia Civil, ou eventualmente a Polícia Federal, tenham recursos disponíveis e possam conduzir a apuração de forma independente, para que a sociedade tenha uma resposta”, diz.
Recado
A ONU no Brasil manifestou consternação com o assassinato da ativista dos direitos humanos e disse esperar rigor na investigação do caso e uma breve elucidação, com responsabilização pela autoria do crime. A Anistia Internacional também pediu uma investigação imediata e rigorosa do assassinato. 
Ocupante de um gabinete vizinho ao de Marielle Franco, o vereador Tarcísio Motta, também do PSOL, diz que o Rio, e o Brasil, estão diante de um "atentado político”. "É uma execução pelo trabalho que ela fazia, é um atentado à democracia”, afirma ele. Motta diz que seu partido não teve notícias de ameaças a Marielle, mas compara seu assassinato ao de outros líderes ativistas na história recente do Brasil, como o ambientalista Chico Mendes, executado em 1988, e a religiosa Dorothy Stang, morta em 2005. "Sua morte é para mandar um recado”, diz.
Motta afirma que o assassinato da relatora da comissão de observação da intervenção deveria fomentar um debate a respeito da forma como se combate a violência no Brasil. "Precisamos repensar como tratamos a segurança pública. Não dá mais para enxugar gelo e derramar sangue”.
Segundo o vereador, o PSOL está em contato com o secretário Richard Nunes. "Esperamos da intervenção, assim como de todos os agentes públicos do Rio de Janeiro, que deem todo apoio a uma investigação rigorosa, para que a Polícia Civil possa responsabilizar os criminosos e, principalmente, os mandantes”, diz.
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que "a morte da vereadora não afeta a intervenção federal no Rio". Em notas, no entanto, os generais Braga Netto e Richard Nunes destacaram a preocupação com o caso. O primeiro, interventor federal, afirmou que acompanha o caso "em contato permanente” com Nunes. O secretário de segurança, por sua vez, informou que determinou ampla investigação ao chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa.
O Planalto vai acompanhar as investigações. O recém-criado Ministério de Segurança Pública colocou a Polícia Federal à disposição para auxiliar na investigação. O ministro Raul Jungmann já acionou a PF e irá ao Rio junto com o diretor do órgão, Rogério Galloro. http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/03/assassinato-de-marielle-franco-aumenta-pressao-sobre-intervencao

NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL Lula: 'Se for preso, falarei pela voz de vocês e andarei pelas pernas de vocês'

Em ato no Fórum Social Mundial, ex-presidente diz se sentir em débito pelo que não realizou, lamenta a "barbaridade" com Marielle Franco e faz desagravo a "canalhices" feitas com Jaques Wagner.

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Ao chegar a Salvador, antes da Assembleia Mundial, ex-presidente passou por ritual de proteção indígena.
São Paulo – A Assembleia Mundial em Defesa das Democracias, na noite desta quinta-feira (15), em Salvador, teve como marcas as homenagens à vereadora carioca Marielle Franco e manifestações de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, último a discursar no evento, parte integrante do Fórum Social Mundial (FSM). Entre as falas pró-Lula, as do ex-presidente de Honduras Manuel Zelaya, deposto por um golpe em 2009, e do deputado francês Éric Coquerel.
O próprio Lula fez menção ao assassinato da parlamentar carioca, que chamou de "barbaridade", mas acrescentou que isso não deterá a luta contra o fascismo. "Hoje as ideias de Marielle tomaram o Brasil inteiro", afirmou.
O ex-presidente também voltou a elogiar as pré-candidaturas de Guilherme Boulos (Psol) e de Manuela d´Ávila (PCdoB), outra participante da assembleia no estádio de Pituaçu. "Sigo com muito orgulho que esse país tenha dois jovens como ela e com o Guilherme Boulos disputando a eleição", disse Lula. "Se precisar, eu carrego a sua filha", acrescentou, dirigindo-se à deputada estadual gaúcha, que estava com Laura no colo.
Ele fez referências à possibilidade de prisão devido à condenação em segunda instância. "Eles podem fazer qualquer coisa conosco, mas as nossas ideias já estão no ar", afirmou. "Querem me prender? Eu falarei pela voz de vocês. Eu andarei pela perna de vocês. Eu pensarei pela cabeça de vocês", acrescentou o ex-presidente. "Ainda tenho de prestar contas ao povo brasileiro", disse o petista, referindo-se a projetos e realizações que não executou durante seus dois mandatos.
Ao chegar em Salvador, entre outras atividades, Lula passou por um ritual de proteção indígena. Durante o evento com lideranças políticas da região, disse que os opositores "não querem uma América Latina desenvolvida", uma das razões que explicam o momento atual. "Por isso que cassaram a Dilma, o Lugo. Por isso que perseguem a Cristina (Kirchner). Porque nós queremos criar uma nação com soberania. Eles acham que abusamos muito da democracia no nosso continente. Não foi pouca coisa o que fizemos na América Latina. Não foi pouca coisa a gente criar a Unasul, a Celac, descobrir o pré-sal... Dizer que o petróleo era do povo brasileiro."
Contando estar com a garganta "cansada" e prestes a viajar em caravana pela região Sul, o ex-presidente afirmou que uma de suas motivações para participar do FSM foi a "canalhice" contra o ex-governador baiano Jaques Wagner, "quando invadiram a casa dele", referência a buscas da Polícia Federal. 
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Um pouco antes, o atual governador, Rui Costa, e a presidenta nacional do PT, a senadora Gleisi Hoffman (PR), criticaram a tentativa de excluir Lula das eleições deste ano. Costa afirmou que se o ex-presidente estivesse com 1% das intenções de voto, "ninguém tocaria no seu nome, nem a TV, nem o Judiciário, nem o Ministério Público". Outra a discursar em apoio ao ex-presidente foi a senadora Lídice da Mata, do PSB baiano.
Lula falou sobre a intervenção militar no Rio de Janeiro, que segundo ele não resolverá o problema naquele estado. "Tem de ter emprego, saúde, salário, cultura", afirmou o ex-presidente, para quem "é possível reconstruir a democracia" no Brasil, que não pode ser "uma nação de vira-latas".
O deputado francês Éric Coquerel – membro do Parti de Gauche (Partido de Esquerda, liderado pelo socialista Jean-Luc Mélenchon) – disse que este é um "período crucial dos dois lados do Atlântico, caracterizado por nova ofensiva do neoliberalismo". Segundo ele, a América Latina passa por golpes que visam a acabar com as recentes "revoluções cidadãs" no continente. No Brasil, por exemplo, estaria em curso "um golpe jurídico com apoio da publicidade midiática". 
Ele se juntou às manifestações de solidariedade pela morte de Marielle. "Mesmo na França, essa emoção está sendo compartilhada. Racistas, fascistas, não passarão", exclamou. 
"A América Latina está vivendo um momento muito difícil em nossa história. Temos de saber que são os nossos inimigos", disse o ex-presidente Zelaya. "Aqui no Brasil há um amigo que caminhou com o povo e é amigo do povo, Lula", acrescentou o hondurenho, citando apoio do brasileiro contra o golpe em seu país.

Luto em luta

Manuela d´Ávila também falou sobre o crime no Rio de Janeiro. "A noite de hoje é de reflexão. E devemos continuar fazendo aquilo que a Marielle fez durante a sua vida, lutando e denunciando os arbítrios. Devemos transformar o luta em verbo, o luto em luta, em democracia", afirmou. "Hoje é um ato para reafirmar que o nosso lado da história é o que acredita que as saídas para a crise passam pela democracia, passam pela garantia da inclusão de mulheres negras no crescimento do país, não na exclusão delas."
A pré-candidata pelo PCdoB lembrou da primeira edição do FSM, em sua cidade natal, Porto Alegre, em 2001. "Há 17 anos nós organizávamos um acampamento intercontinental da juventude. Acreditávamos que estávamos construindo um novo mundo", afirmou, destacando uma década de avanços no Brasil, a partir do governo Lula. "Trabalhamos e lutamos todos os dias para que o Brasil e o nosso continente voltem a respirar os ares da democracia, para que o país tenha eleições livres, que o futuro do país volte para as nossas mãos: resistindo e lutando", disse a deputada.
A cantora Ana Cañas homenageou a vereadora carioca, interpretando Tigresa, de Caetano Veloso. Modificou alguns versos e no final cantou "Como é bom poder cantar para Marielle". 
Representante das comunidades tradicionais de terreiro, Makota Celinha lembrou de "todas as Marielles que todos os dias morrem nas ruas do nosso país" e de "todos os Andersons", referência ao motorista Anderson Gomes, que acompanhava a vereadora e também foi morto ontem (14) no Rio. "São milhares de jovens, de mulheres, de negras e negros assassinados pelo racismo, pela intolerância, por um país que não reconhece a pluralidade de sua formação."
Ela falou ainda do direito à liberdade religiosa no Brasil. "Nós não queremos um Estado que reze, mas que nos permita rezar. E que permita àqueles que não querem também o direito de não rezar." http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2018/03/lula-diz-se-for-preso-falarei-pela-voz-de-voces-
Assista às imagens do Pituaçu:

As corporações muito vivas. Por Kennedy Alencar

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De Kennedy Alencar, no comentário matutino de hoje na CBN, reproduzido em seu blog:

Além da controversa legalidade de greve de magistrados, a paralisação de ontem dos juízes federais mostrou desconexão com a sociedade e irrealismo fiscal.

A Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) fez um balanço. Segundo a entidade, houve adesão de 62% dos associados. O movimento foi convocado para defender o auxílio-moradia e reivindicar reajuste salarial de 40%.

Segundo alguns advogados e professores de direito, seria ilegal juiz fazer greve. Mas, mesmo que magistrados tivessem tal direito, as reivindicações são absurdas.

A defesa do auxílio-moradia, um penduricalho para ultrapassar o teto constitucional, não tem fundamento ético. Também é um pagamento controverso do ponto de vista legal _uma forma de descumprir o teto constitucional, como salário indireto, disfarçado.

O pior, porém, é invocar o combate à corrupção para defender esse privilégio, como se acabar com essa mordomia fosse uma perseguição ao trabalho dos juízes. É uma mistura de hipocrisia e esperteza usar esse argumento.

Justamente porque há um maior combate à corrupção no Brasil, a sociedade não tolera mais determinadas práticas. O combate à corrupção é um motivo a mais para acabar com o auxílio-moradia.

Aliás, será preciso acompanhar com lupa a decisão que o STF tomará na semana que vem a respeito desse assunto. Não pode resultar apenas num julgamento para restringir o auxílio-moradia, mas numa determinação para acabar com uma farra criada por liminar do ministro Luiz Fux. O Supremo não pode ceder ao pior tipo de corporativismo.

O pedido de reajuste de 40% não faz nenhum sentido. O atual salário já é fruto da incorporação de diversos penduricalhos feitos no governo Lula, mas a farra foi voltando ao longos dos anos.

Essa reivindicação é uma afronta à sociedade. Demonstra gula econômica. O Brasil vive enorme crise fiscal. Mais uma vez, uma parcela da elite, uma casta de funcionários públicos, comporta-se como se fosse dona do Estado, com direito a privilégios e mordomias.

Juízes não ganham pouco. Magistrados, com seus supersalários, são exemplos do patrimonialismo brasileiro. Gastos sociais importantes em saúde e educação sofreram queda. Falta dinheiro para políticas públicas destinadas aos mais pobres. Não há dinheiro sobrando para a educação e a saúde, mas os juízes querem ganhar mais. Em que país vivem esses magistrados?

A elite tem responsabilidade maior numa hora de crise. Deveria fazer sacrifícios em vez de defender o indefensável. Seria importante que vozes importantes, como as do juiz federal Sergio Moro e do procurador da República Deltan Dallagnol, fossem ouvidas a respeito disso. Afinal, eles têm opinião sobre diversos assuntos e exercem uma liderança no Judiciário que é paralela à do STF.

Ontem, enquanto milhares de pessoas protestavam contra o assassinato da vereadora Marielle Franco e choravam a morte covarde dela, juízes federais se comportaram como Marias Antonietas, para usar uma definição adequada do jornalista Fernando Brito. Ontem foi realmente o dia da vergonha no Brasil, com privilegiados defendendo sem pudor os seus brioches, mas o país real era e é o de Marielle Franco.

Resistir é preciso

Reações que culparam a vítima foram significativas nas redes sociais ao longo dia de ontem. Sempre são surpreendentes e assustadoras a falta de solidariedade em relação à dor alheia e a facilidade para agressões autoritárias e gratuitas. Essas coisas se tornaram comuns no Brasil.

Mas, num dia tão triste como o de ontem, houve motivo para encontrar alguma alegria: ver a reação de milhares de pessoas que foram às ruas para homenagear e honrar a vida e a luta de Marielle Franco. É preciso resistir em defesa da civilização, contra a barbárie que é do agrado de figuras execráveis da vida pública e dos pequenos fascistas que saíram do armário. http://www.tijolaco.com.br/blog/os-corpos-mortos-e-as-corporacoes-muito-vivas-por-kennedy-alencar/

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