Da Folha de S.Paulo, por Bernardo Mello Franco:
Em reunião fechada com aliados, a candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, atacou ontem a gula de dirigentes do partido por cargos e afirmou que não vai "se apequenar" nas negociações do segundo turno.
Ela se mostrou irritada com a intenção do núcleo da campanha de José Serra (PSDB) de oferecer quatro ministérios em troca do apoio do PV, como noticiou ontem o Painel.
Em tom de ironia, Marina criticou o fisiologismo de parte da cúpula verde, sugerindo que a oferta seria alta demais para alguns dirigentes de seu partido.
"Quatro ministérios pro PV... Caramba! Do jeito que tem gente aí, basta pensar num conselho de estatal, já estaria muito bom. Certo? Tem esse tipo de mentalidade", disse ela.
A senadora reclamou do assédio a aliados e prometeu não se curvar à "velha política", referindo-se à oferta de espaço no futuro governo. Segundo ela, seus eleitores cobram "postura e valores" diferentes. "Quem estiver oferecendo cargo não entendeu nada do que as urnas disseram", afirmou.
Marina insistiu que ela e seus apoiadores não podem "se apequenar" nas conversas com PT e PSDB. "Nós sabemos que esse movimento [sua candidatura] é maior que nós. Não podemos nos apequenar como vão querer que nos apequenemos."
Ela também demonstrou incômodo com a sugestão de que apoiaria Dilma Rousseff (PT) por gratidão ou amizade ao presidente Lula, indicando que não cederá a um apelo emocional do ex-chefe.
"Não pode [...] achar que é uma discussão de amizades históricas, por mais viscerais, umbilicais, cardíacas que elas possam ser."
Marina disse ter ficado "muito triste" com reportagem da Folha publicada no sábado, um dia antes da eleição, mostrando que a cúpula do PV já se inclinava a declarar apoio a Serra. A senadora ressaltou que ainda estava "desesperadamente lutando" para ir ao segundo turno.
Para ler a reportagem completa, na íntegra, clique aqui se você é assinante da Folha ou do portal Uol.
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Marcos Imperial