
Compartilho o texto abaixo. O tema urge
uma discussão, mas que não seja longa porque as comunidades carentes precisam
de médicos. Como resolver isso? Veja que a questão não é apenas médico, mas a
debate entre mediciana curativa e medicina preventiva. Espero que ganhe o povo
brasileiro com a vinda destes 06 mil cubanos.
Médicos cubanos: bem vindos ao Brasil Por Hermann
Hoffman, no sítio da Adital: A dor da indignação supera a dor física naqueles
que necessitam dos serviços médicos no Sistema Único de Saúde (SUS).
Muitas vezes por um simples problema, outras, por está
ante a situação mais difícil de ser enfrentada: a morte aproximando-se pela
falta de assistência médica.
Os pacientes, sem o atendimento adequado, são
entregues a própria sorte, restando apenas a esperança de encontrar algum
alívio mediante o auxílio dado por enfermeiros, técnicos e agentes
comunitários.
A pregunta que a sociedade faz frente tal situação, é:
Cadê o médico? A resposta nem sempre é tão fácil e pequena como a pergunta.
O médico não está porque sempre chega atrasado à
unidade de saúde, pois tem três locais de trabalho, (quase 30% dos médicos
brasileiros possuem quatro ou mais empregos e o tempo fica curto, é necessário
inventar um dia de 48 horas), ou pior, porque simplesmente não existem médicos
que ofereçam cobertura assistencial nas áreas de difícil provimento.
Na busca de uma solução, aqueles quem logicamente
deveriam ser aliados a esta luta de alta prioridade no Brasil, são os
principais que impõem freios e fazem a oposição aos propósitos do Governo
Federal.
A batalha já é épica. Por um lado o Conselho
Federal de Medicina, defendendo a proposta desumana e irresponsável, que o
Brasil não necessita de mais médicos e assim criando obstáculos para registrar
novos profissionais formados no exterior.
Por outro, o Governo Federal, que há poucos dias
anunciou que irá contratar mais de 6 mil médicos cubanos para trabalharem no
Brasil, como também a disposição para aumentar o número das escolas de medicina
no país e humanizar a revalidação dos diplomas de milhares de brasileiros que
estudam em países como Argentina, Bolívia y Cuba.
Mais cédulas verdes que células vivas Ainda não
completaram seis meses da publicação de dois estudos do CFM em parceria com o
Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).
As pesquisas se tratam da "demografia médica no
Brasil”, e revelam situações absurdas que conspiram contra o próprio colégio
médico, quando foi ineficiente para regular a distribuição médica no Brasil e
agora culpa o Governo. Somando-se a tudo, o CFM também tem promovido atos
públicos, com parlamentares e profissionais da saúde, contra a entrada dos
médicos de outros países.
A recente nota do CFM contra a entrada de médicos
estrangeiros, afirma que as entidades médicas envidarão todos os esforços
possíveis e necessários, inclusive as medidas jurídicas cabíveis para evitar
que o Governo concretize o convênio para a chegada dos médicos cubanos no
Brasil. O jogo do colégio médico é de marcado interesse e agressividade, onde valem
mais as cédulas verdes (dólares) que as células vivas (vida).
O tiro saiu pela culatra Segundo estudos, em
2011 o Brasil tinha menos de 2 médicos para cada mil habitantes, somente em
2021 chegará próximo a (2,5). Em 2050, baseado em projeções, teremos 4,3
médicos por 1.000. Ora, diante de uma realidade como esta, devemos esperar
quase 8 anos para ter menos de 3 médicos por 1.000 ?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a
Organização Pan-americana da Saúde (Opas), esta última que apoia a entrada no
Brasil de médicos cubanos, nossa vizinha, a Argentina, em 2005, possui mais de
3 médicos por 1.000 habitantes, quantidade que o Brasil somente alcançará em
2031 neste ritmo. Já Cuba, a título de comparação, ainda em 2008 ostentava
quase 7 médicos por 1.000 habitantes.
É confiando na legitimidade dos números apresentados
pelo CFM, "demografia médica no Brasil”, que não vem a ser uma crença, o
que os setores da gestão governamental defendem: aumentando do número total de
médicos em atividade e saúde irá melhorar. Distorção na distribuição Quando já
é certo que necessitamos de mais médicos, é igualmente correto que a
distribuição geográfica deve ser justa.
Em 2011, dos quase 372 mil médicos registrados no
Brasil, aproximadamente 209 mil estavam concentrados na Região Sudeste, e pouco
mais de 15 mil na Região Norte, o cenário fiel da péssima distribuição no
território nacional. Por parte do Governo Federal estão sendo implementadas
iniciativas que visam melhorar tal situação distributiva.
Uma delas é o Programa de Valorização do Profissional
da Atenção Básica (Provab), lançado recentemente pelo Ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, e que promoverá a atuação de mais de 4.000 médicos nos
serviços da Atenção Primária, beneficiando a população de 1.407 municípios do
Brasil.
Outra iniciativa, que está sendo criminalizada pelo
CFM, é a ótima proposta do Senador Cristóvão Buarque. Que os médicos
brasileiros formados nas universidades públicas brasileiras trabalhem 2 anos em
pequenos municípios carentes para que o seus registros médicos sejam
reconhecidos. Seria uma forma de melhorar o atendimento onde muitos médicos não
querem se fixar.
E agora? Reduzir o caos da saúde pública no Brasil
somente a desigual distribuição dos médicos e a questão do precário
financiamento (sabemos que não é possível fazer mais com menos) é tornar o
problema superficial, no afã de converter-se em vítima. Uma coisa é certa!
É necessário urgência para a resolução deste flagelo,
que seja num ambiente tranquilo, sem que os burocratas do CFM convertam a tal
situação numa arena de mais agressão, típico deles.
Clamamos para que o CFM baixe a guarda, assuma sua
posição e respeite a decisão do Governo Federal de melhorar a saúde dos
brasileiros aumentando o número total de médicos a partir da cooperação
internacional.
Confiamos na vontade do Governo de nosso país e em um
amanhã com saúde para todos, e dizemos em voz alta: bem vindos sejam os médicos
cubanos e de todas as partes, desde que ajudem a melhorar a saúde dos
brasileiros. http://olhosdosertao.blogspot.com.br. Postado por Marcos Imperial
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