sexta-feira, 8 de maio de 2026

PSDB/RN: A estratégia do "exército de formigas" contra a falta de grandes estrelas

O cenário político potiguar para 2026 começa a desenhar um PSDB bem diferente daquele que dominou a Assembleia Legislativa nas últimas décadas. Se antes o partido de Ezequiel Ferreira exibia uma bancada de 10 deputados com mandatos consolidados, a nova nominata estadual aposta em uma estratégia de risco: o peso dos ex-prefeitos e lideranças regionais.

O fim da era dos "medalhões"?

A percepção de que a chapa estadual do PSDB vem com "pouca força de referência política" não é infundada. Com a migração de nomes históricos para legendas como o União Brasil e o PP, o ninho tucano perdeu aquele brilho de "superbancada". No entanto, o que falta em projeção estadual, o partido tenta compensar com capilaridade no interior.

Os pilares da resistência

Três nomes surgem como os principais termômetros dessa nova fase:

Gustavo Soares: O ex-prefeito de Assú carrega o recall de uma gestão bem avaliada em um dos polos mais importantes do estado. Sua missão é garantir a votação maciça no Vale do Açu.

Flávio de Beroi: Vindo de São Gonçalo do Amarante, Flávio tenta transferir seu prestígio na Grande Natal e Agreste para a urna proporcional, ocupando vácuos deixados por antigos aliados de Ezequiel.

Dr. Expedito: Representando a tradicional força política do Seridó e o segmento da saúde, Expedito entra para consolidar votos em uma região onde o PSDB ainda mantém raízes profundas.

Aritmética vs. Carisma

A estratégia de Ezequiel Ferreira é puramente matemática. Sem um "puxador de votos" unânime ou um candidato majoritário forte para carregar a bandeira, o PSDB montou uma chapa de votações médias.

O objetivo não é eleger o deputado mais votado do estado, mas sim somar o máximo de candidatos na faixa dos 20 mil votos para garantir o quociente eleitoral. É a política do "exército de formigas": cada liderança regional carrega o seu quinhão para tentar manter o partido com uma bancada de 4 a 5 nomes na ALRN.

O Desafio

O grande ponto de interrogação é: essa soma de lideranças municipais será suficiente para frear o avanço do União Brasil, que hoje detém a maior parte dos mandatos de peso? O PSDB entra em 2026 testando se o prestígio local de ex-prefeitos ainda é moeda forte em uma eleição cada vez mais nacionalizada e polarizada.

E você, leitor? Acha que o PSDB consegue se manter relevante apenas com lideranças regionais ou a falta de nomes de expressão estadual vai custar caro nas urnas? 

Deixe sua opinião nós comentários!


Por Mali.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá queridos leitores, bem vindo a pagina do Blog Imperial. Seu comentário é de extrema importância para nosso crescimento.

Marcos Imperial

Leia também:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...