O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) surpreendeu o cenário político potiguar ao admitir que estuda indicar a própria irmã, Anne Kelly Valentim, como sua primeira suplente na disputa pela reeleição.
A declaração marca uma mudança drástica no discurso do parlamentar, eleito em 2018 com uma forte bandeira de combate ao nepotismo e às velhas oligarquias familiares.
O que mudou?
Em entrevista à rádio 96 FM Natal, Styvenson minimizou as críticas sobre contradição:
- "Ficou no passado": O senador afirmou que sua visão sobre nepotismo mudou e que hoje prioriza a confiança absoluta.
- Alvo de assédio financeiro: Ele revelou ter recusado propostas de megaempresários de fora do estado. Segundo Styvenson, esses investidores ofereceram altas quantias para a campanha em troca da vaga, visando abrir portas e destravar pautas em Brasília.
A estratégia para 2030
A escolha da irmã tem um forte componente estratégico para o futuro político do senador:
- De olho no governo: Styvenson planeja disputar o Governo do RN em 2030.
- Cadeira protegida: Caso vença a eleição estadual, ele precisará renunciar ao Senado. Ter a irmã na suplência garante que a vaga continue sob o controle de seu grupo familiar e de extrema confiança pelos anos restantes do mandato.
Trauma com suplentes anteriores
O histórico do senador também justifica o excesso de cautela. O seu atual primeiro suplente eleito em 2018, Alisson Taveira, acumulou problemas na Justiça nos últimos anos — incluindo prisões por descumprimento de medidas protetivas e atraso de pensão alimentícia —, gerando forte desgaste à imagem do parlamentar.
A definição oficial da chapa deve ser anunciada nos próximos dias com as convenções partidárias. Por Mali!
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Marcos Imperial