O Rio Grande do Norte se despede hoje de uma das suas maiores lideranças sociais. Faleceu nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, aos 76 anos, o histórico dirigente sindical Manoel Cândido da Costa.
Sua partida deixa um vazio imensurável na luta pela agricultura familiar, pela reforma agrária e pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais potiguares.
Uma Vida Dedicada à Luta Terra
Natural da comunidade de Rio Velho, em Angicos (RN), Manoel Cândido iniciou sua trajetória no Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) ainda em 1974, como delegado no Sindicato da Lavoura de Mossoró.
Em 1980, fixou residência na Vila Paraíba, no município de Serra do Mel, onde presidiu o sindicato local e consolidou sua liderança baseada no diálogo e na firmeza de propósitos.
Sua dedicação o levou à presidência da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do RN (FETARN) em novembro de 1992. Ao todo, Manoel liderou a federação por sete mandatos, além de ter levado a voz do campo potiguar para o cenário nacional ao integrar a diretoria da CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura).
Conquistas Históricas
Sob a liderança de Manoel Cândido, o movimento sindical rural do RN alcançou marcos fundamentais, incluindo:
- Avanços significativos na Previdência Social para o trabalhador rural.
- Ampliação do acesso à Educação do Campo e à saúde.
- Fortalecimento do crédito agrícola e do apoio técnico para a agricultura familiar.
- Defesa intransigente da reforma agrária e da dignidade no interior do estado.
Repercussão no Cenário Político e Social
A morte de Manoel Cândido gerou uma onda de homenagens e notas de pesar de diversas entidades e autoridades:
- Governo do RN: Em nota oficial, o governo destacou sua "seriedade, dignidade e dedicação histórica" à organização da classe trabalhadora.
- Fátima Bezerra (Governadora): Em suas redes sociais, a governadora lamentou profundamente a perda, definindo Manoel como um "companheiro de lutas incansável" e uma referência de retidão.
- CUT e FETARN: Centrais sindicais reforçaram que o maior tributo a ser pago a Manoel Cândido é a continuidade de sua luta pela justiça social no campo.
Manoel Cândido deixa um legado de coragem que continuará inspirando as próximas gerações de agricultores e defensores dos direitos humanos no Rio Grande do Norte. Manoel Cândido, presente!
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Marcos Imperial