quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Fátima responde a Rogério: “Governo do PSDB não combateu a corrupção”

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Petista comenta declaração de deputado eleito e afirma que PT assumiu uma “herança maldita” dos tucanos.

Ao rebater o deputado federal eleito Rogério Marinho (PSDB), que afirmou que o PT “bate carteira e grita pega ladrão” para confundir a opinião pública, a senadora eleita Fátima Bezerra (PT) classificou o grupo político do tucano de “fantasmas do passado” renegados pela população brasileira no último dia 26 de outubro. Além disso, a petista acusou Rogério e o PSDB de voltarem os olhos para apenas um terço da população e de abandonar os que mais precisam.
“Deve ser muito difícil para alguns assimilar as transformações dos últimos 12 anos. Foram essas transformações que fizeram com que os brasileiros e brasileiras temam tanto voltar aos fantasmas do passado”, disse Fátima, ao defender as conquistas dos últimos anos. “O povo brasileiro quer a continuidade das ideias novas; quer o controle da inflação, mas sem produzir os chamados ajustes e as medidas impopulares, o arrocho salarial e o desemprego. Quer a continuidade dos programas sociais e estruturantes, que mudaram para sempre a vida da nossa gente. O povo brasileiro não quer de volta aqueles que trouxeram o racionamento de energia e – com a auto-estima no seu devido lugar – não aceita mais um governo que se ajoelhe diante do FMI e das grandes potências mundiais. A nossa independência perante o mundo é uma conquista que ninguém quer perder”, afirmou.
Em entrevista publicada ontem no JH, Rogério abordou o escândalo do petrolão. “A corrupção existe e precisa ser combatida. Eu diria que o PT usa uma tática que é a mais grave, aquela onde o ladrão bate a carteira e sai correndo gritando ‘pega ladrão, pega ladrão’ para confundir as pessoas”. Além disso, o tucano, que assumirá novo mandato a partir de fevereiro de 2015, criticou a forma como o governo federal vem enfrentando a sequência de denúncias na administração da presidente Dilma Rousseff, principalmente em torno da Petrobras. “O PT, hoje, está muito preocupado exatamente em colocar todos no mesmo saco. Tipo, ‘eu roubo, sim, mas todos fazem o mesmo’”, disse.
Fátima rebate, recordando a “herança maldita” dos tempos do governo de Fernando Henrique Cardoso. “Deve ser muito difícil, realmente difícil, pôr embaixo do tapete, sem sucesso, uma herança maldita, permeada entre os anos de 1995 e 2002, Governos do PSDB. As pessoas querem, sim, mais educação de qualidade, um país cada dia mais forte, mais igualdade. As pessoas almejam pelo fim da corrupção, mas sabem também que somente com órgãos de controle independentes e autônomos – e não de mãos atadas – isso será possível. Não foi este o cenário de 1995 a 2002”, destacou ela.
Para a petista, falar em investigação não é o forte do PSDB de Rogério, haja vista o partido ter vários exemplos de casos empurrados para debaixo do tapete. “Quando não se investiga, não se combate a corrupção. Foi isso que ocorreu de 1995 a 2002, no governo do PSDB. Antes existia o engavetador-geral da República, hoje temos um Ministério Público e Polícia Federal fortes e comprometidos com a verdade”.
Ainda segundo Fátima, “o PSDB se ressente de, mesmo com todo o esforço, não ter conseguido esconder os atos de corrupção em seu governo. Essa tese, portanto, de partido ‘gritar pega ladrão’ e impor aos ‘honestos’ a pecha de corruptos, definitivamente, não condiz com a história do PSDB e da direita do nosso país”, acrescentou. “O povo brasileiro tem memória. E é hora de todos trabalharem pelo RN, pelo Nordeste, por todo o Brasil. A eleição acabou, seria de bom alvitre aceitar a decisão das urnas”.
Robinson terá no PT parceiro para superar os problemas do RN
O PT terá uma reunião da sua comissão política com o governador eleito Robinson Faria nos próximos dias. A expectativa do partido é aprofundar o diálogo estabelecido com o PSD durante a campanha, além de participar com ideias e nomes do governo e contribuir para um projeto novo no RN.
“O governador eleito Robinson terá no PT e no nosso mandato parceiros para superação dos graves problemas que o estado enfrenta. Sabemos que será necessário um esforço muito grande, dedicação, e muito trabalho para alcançar os objetivos e fazer o Rio Grande do Norte avançar e se desenvolver”.
Fátima disse saber que o futuro governador está imbuído em não medir esforços para resgatar o Estado da situação difícil na qual se encontra. “Nós do PT estaremos dispostos a ser a ponte junto ao governo federal para articular as parcerias que o RN precisa. Tenho certeza que, com a união de esforços e comprometimento, conseguirmos mudar essa realidade para melhor”. Via Jornal de Hoje.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

SEMINÁRIO ESTADUAL DA LEI NACIONAL CULTURA VIVA


AOS PONTOS DE CULTURA, PONTÕES, PONTINHOS E TODAS AS REDES E PROJETOS DE BASE COMUNITÁRIA.

Companheiros e Companheiras,

O FÓRUM POTIGUAR DE CULTURA em articulação com a Rede Estadual de Pontos de Cultura do RN vem, mui respeitosamente, convidar todos e todas para participar, do Seminário Estadual da Lei Nacional Cultura Viva, que será realizado no próximo dia 03 de Dezembro de 2014, uma quarta-feira, entre 14:00 e 18h00, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado do Rio do Norte.

Essa iniciativa dialoga com a orientação dada pelo GT Nacional Cultura Viva, em sua última Reunião que recomendou a realização de Audiências Públicas, Seminários e Debates nos Estados Federativos para tratar da discussão da Regulamentação da Lei n. 13.018, de 22/07/2014, que institui a Política Nacional de Cultura Viva.

Sendo assim agradecemos desde a aceitação de Convite na certeza que esse evento possa contribuir fortemente para a institucionalização de uma Lei Cultura Viva forte e participativa.

Atenciosamente,
COMISSÃO ORGANIZADORA DO EVENTO
- Aluízio Matias dos Santos – Fórum Potiguar de Cultura e Ponto de Cultura Tecido Cultural – 84 8721-7705 / 9890-3861
- Rodrigo Bico – Membro da Comissão Estadual de Pontos de Cultura do RN – 84 8835-9242


- Ricardo Buihú – Pontinho de Cultura Brinquedoteca Itinerante e Popular – Suplente da Comissão Estadual – 84 8881-8755
- Teresa Freire – Ponto de Cultura Bandeira Lilás – Suplente da Comissão Estadual – 84 9988-3094

Sendo assim agradecemos desde a aceitação de Convite na certeza que esse evento possa contribuir fortemente para a institucionalização de uma Lei Cultura Viva forte e participativa.

COMISSÃO ORGANIZADORA DO EVENTO

- Aluízio Matias dos Santos – Fórum Potiguar de Cultura e Ponto de Cultura Tecido Cultural – 84 8721-7705 / 9890-3861
- Rodrigo Bico – Membro da Comissão Estadual de Pontos de Cultura do RN – 84 8835-9242

- Ricardo Buihú – Pontinho de Cultura Brinquedoteca Itinerante e Popular – Suplente da Comissão Estadual – 84 8881-8755
- Teresa Freire – Ponto de Cultura Bandeira Lilás – Suplente da Comissão Estadual – 84 9988-3094.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

TJ suspende contrato de R$ 2.500,000,00 (Dois milhões e quinhentos mil reais) de publicidade da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante

R$ 2.500,000,00 (Dois milhões e quinhentos mil reais) é muito dinheiro.

E agora Jaime e Ledson?

Nosso povo quer saber, leiam matéria do Blog do BG.

São Gonçalo do Amarante: TJ decide suspender contrato de publicidade. A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, decidiu à unanimidade, conhecer e prover agravo de instrumento manejado pelo Ministério Público Estadual e revogou a decisão anterior do Juízo de primeiro grau, determinando até o julgamento do mérito a suspensão da execução de contrato de publicidade no município de São Gonçalo do Amarante.

A 1ª Câmara Cível decidiu em consonância com parecer da 19ª Procuradora de Justiça, Valdira Câmara Torres Pinheiro Costa, nos termos do voto do Relator, o Desembargador Amílcar Maia, e deu provimento ao Agravo de Instrumento, determinando a suspensão do contrato de publicidade entre a prefeitura de São Gonçalo do Amarante e a empresa “Marca Propaganda e Marketing Ltda”.

O parecer da 9ª Procuradoria de Justiça defendia a revogação da decisão anterior do Juízo de Direito da 1ª Vara Cível da Comarca de São Gonçalo do Amarante. No seu voto, o Desembargador Amílcar Maia reconheceu que esse tipo de contrato tem um “risco de dano grave e de difícil reparação ao erário, especialmente quando se leva em conta o elevado valor disponibilizado para os serviços de publicidade do Município de São Gonçalo do Amarante, equivalente a R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil reais)”.

A ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça de São Gonçalo do Amarante que resultou na decisão agravada, apontou irregularidades como a ausência de pesquisa prévia de preços ou estimativa prévia antecedendo licitação que tenha por objeto a prestação de serviços de publicidade. Além disso, a ação se justificou pela razão do alto valor do serviço, como também, pelo motivo da nítida intenção de exaltar os efeitos da atual gestão municipal, em violação ao princípio da impessoalidade, conforme se extrai do roteiro para a elaboração das propostas que haveriam de ser apresentadas pelas agências.

O Relator manifestou o convencimento de que eventuais regras de exceção não dispensam a exigência de prévio orçamento detalhado para encontrar o valor médio da obra ou serviço que a administração pretenda contratar, servindo de parâmetro para orientar o gestor público. Mas, não vislumbrou a intenção de se exaltar os feitos da gestão municipal, capaz de configurar violação ao princípio da impessoalidade. Via http://blogdobg.com.br/

Praça senador Dinarte Mariz (centro), sinônimo de descaso e abandono!

A praça está localizada em um ponto estratégico, a principal via para quem passa pela cidade e ao lado do mais importante prédio e marco histórico são-gonçalense, a igreja matriz. Por essa representatividade, a situação em que se encontra a praça entristece quem frequenta e valoriza aquele espaço.

Apesar da situação de descaso, há quem se sensibiliza e busque uma solução para o caso. Na câmara municipal, a situação exposta já foi diversas vezes comentada e também tema de vários requerimentos de diversos parlamentares da casa. O vereador Eraldo Paiva foi um desse e fez duas solicitações visando melhorias para os problemas da praça:

REQUERIMENTO: 07/02/2014
EMENTA: Solicito estudos para viabilizar a reforma da Praça Senador Dinarte Mariz, neste município.

REQUERIMENTO: 01/07/2014
EMENTA: Solicita a melhoria da iluminação na Praça Senador Dinarte Mariz, no centro deste município.

Solicitações, pronunciamentos feitos, e a situação da praça permanece a mesma. Os moradores do centro aguardam uma reforma que traga de volta o charme e a beleza da tradicional Praça Senador Dinarte Mariz

Fonte: Assessoria do Mandato. Veja na Ìntegra: http://migre.me/n7IYd

Henrique Alves recebeu R$ 8,5 milhões de empresas envolvidas no caso “Petrolão”

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Candidato do PMDB ao Governo do RN arrecadou mais de R$ 23 milhões e teve campanha mais cara do Estado.


Por Ciro Marques, repórter de Política do Jornal de Hoje.
O depoimento prestado pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmando que o presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, do PMDB, era um dos beneficiários dos recursos desviados da maior estatal brasileira, pode não ser o único fato que liga o peemedebista a um dos maiores escândalos de corrupção da história recente do País. Observando a prestação de contas divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do, agora, ex-candidato ao Governo do RN, é possível constatar mais de 10 doações de empresas também citadas no esquema. O montante doado chegou aos R$ 8,5 milhões.
É importante ressaltar que o “Petrolão”, como ficou conhecido o escândalo, ocorreria, justamente, por meio da doação dessas empresas a candidaturas de políticos do PT, PMDB e PP. As empresas doariam um percentual do valor do contrato – superfaturado – firmado com a Petrobras.
E Henrique, que recebeu mais de R$ 23 milhões em doações durante a campanha (o adversário dele, Robinson Faria, que ganhou a disputa, recebeu R$ 11,8 milhões), teve como maior doadora, justamente, a Odebrecht S/A, uma das citadas no “Petrolão” como beneficiária do superfaturamento e pagadora da propina em forma de doação de campanha.
A suspeita sobre a empresa é tamanha, inclusive, que a Odebrecht – que não tem obras de destaque no RN, nem contratos milionários com o poder público local – é investigada em um inquérito à parte pela Polícia Federal, devido aos indícios de “peculato e lavagem de dinheiro” em sua gestão. A marca foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão realizados pela PF no último dia 14, mas não chegou a ter seus executivos presos.
Contudo, a campanha de Henrique não foi financiada apenas por essa empresa dentre as que foram citadas no “Petrolão”. O peemedebista recebeu recursos também da OAS, da Queiroz Galvão, da Galvão Engenharia e da Andrade Gutierrez.
Desses, destaque para a OAS, que chegou a ter quatro executivos seus presos há duas semanas, na nova ação da PF ainda por desdobramento da Operação Lava Jato. A construtora doou R$ 650 mil para a campanha de Henrique Alves no RN.
A Queiroz Galvão, construtora responsável pelas obras de mobilidade urbana em Natal, foi a que mais doou para o peemedebista depois da Odebrecht. Foram pouco mais de R$ 2 milhões doados pela empresa à candidatura de Henrique.
Galvão Engenharia também apareceu na lista, tendo doado R$ 200 mil para a campanha do PMDB na disputa pelo Governo do Estado. A Andrade Gutierrez, que foi citada, assim como Henrique Eduardo Alves, no primeiro depoimento de Paulo Roberto Costa à Polícia Federal, doou R$ 100 mil para “Henrique Governador”.
CHEQUES
Essas doações, vale destacar, foram feitas todas por meio de cheques enviados ao Diretório Estadual do PMDB, presidido pelo próprio Henrique Eduardo Alves. Boa parte deles, inclusive, enviados já no segundo turno, mesmo diante da ameaça de derrota do peemedebista. A Odebrecht, por exemplo, enviou R$ 3 milhões para a campanha de Henrique já na última semana de campanha. Foram quatro cheques enviados do dia 22 ao dia 26 (um de um milhão de reais, dois de quinhentos mil e um de dois milhões).
A Queiroz Galvão demorou ainda mais. Enviou o último cheque, de R$ 90 mil, já no dia 27 de outubro, um dia depois da campanha eleitoral ter terminado – e Henrique, ter perdido a eleição. Os outros cheques, no valor de R$ 1 milhão cada, foram assinados e repassados ao peemedebista em agosto e setembro.
Além disso, destaca-se que, apesar das quantias volumosas, essas não são as únicas doações feitas por essas empresas ao partido. Representam, apenas, os que foram doados e repassados para os cofres do peemedebista que disputou o Governo do RN.
BANCOS E CONSTRUTORA
É claro que Henrique Eduardo Alves não recebeu doações apenas das construtoras envolvidas no escândalo da Petrobras. Para chegar a R$ 23 milhões, o peemedebista precisou da ajuda de muitas outras empresas. A JBS, por exemplo, responsável pela marca Friboi, doou R$ 2,75 milhões para o peemedebista. A Telemont Engenharia e Telecomunicações foi a terceira maior doadora, com R$ 2,03 milhões.
Apesar dessas duas, os principais doadores da campanha de Henrique são de três segmentos bem específicos: bancos, construtoras e empresas da indústria farmacêutica. Dentre os bancos, exemplos são o Bradesco (quase R$ 600 mil); BTG (R$ 300 mil); Itau (R$ 300 mil) e Barrasul (R$ 150 mil). As construtoras, além das citadas no esquema da Petrobras, destaque para a carioca Christiane Nielsen Engenharia (R$ 300 mil) e MAF Projetos e Obras (R$ 200 mil). Da indústria farmacêutica, destaque para a Recofarma (R$ 400 mil) e Macer Droguista (R$ 32 mil).
ALIADA
É importante lembrar que Henrique não foi o único a receber doações de campanha de empresas envolvidas no chamado “Petrolão”. A companheira dele de chapa, Wilma de Faria (PSB), que foi candidata ao Senado Federal, também teve parte da campanha financiada por empresas suspeitas. Foram quase R$ 3,5 milhões doados por elas.
Queiroz Galvão e OAS têm contratos milionários com Governo e PMN
Responsável por garantir mais de R$ 2,6 milhões da campanha milionária de Henrique Alves ao Governo do RN, a Queiroz Galvão e a OAS são “velhas conhecidas” do eleitor natalense e potiguar – e não ganharam fama apenas pelo envolvimento no escândalo da Petrobras. Afinal, as duas construtoras foram as contratadas para realizar grandes obras públicas em Natal para deixá-la pronta para a Copa do Mundo.
O contrato da OAS é mais antigo e data de 2011, quando ela foi a escolhida para construir a Arena das Dunas. Alias, escolhida não seria bem a palavra, afinal, a OAS foi a única que apresentou proposta para construir o estádio – apenas ela e a Queiroz Galvão se inscreveram, mas esta não apresentou proposta alguma.
Competindo sozinha, então, a OAS venceu a licitação e entregou um estádio de R$ 396 milhões. A obra, no entanto, custará mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos estaduais. Afinal, o Governo precisou fazer um financiamento junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pagar o estádio e, devido aos juros, a obra custará essa quantia.
Além disso, a OAS também terá direito de explorar a Arena multiuso durante 30 anos e, caso não tenha o lucro esperado por meio da venda de ingressos e aluguel, o Executivo Estadual pagará o restante que falta para a empresa. O contrato, de tão vantajoso para a OAS, já virou até motivo de inspeção e crítica por parte do Ministério Público de Contas, que não compreende porque o Governo do Estado firmou tal parceria tão pouco rentável.
No caso da Queiroz Galvão, a contratação é mais recente – e menos polêmica. A empresa foi contratada em setembro de 2013, para viabilizar as obras de mobilidade urbana do entorno da Arena das Dunas. Foram cinco túneis e dois viadutos ao redor do estádio. No total, a obra custou R$ 222 milhões para os cofres públicos da Prefeitura de Natal.
É importante lembrar que capital do Estado começou essas obras de forma muito tardia e, quase, perdia o recurso disponibilizado por meio do Governo Federal através da “Matriz da Copa”. A perda só não foi concretizada porque Henrique, como presidente da Câmara Federal, teria utilizado sua influência em Brasília para agilizar o processo e viabilização as ações de mobilidade urbana.
Candidato do PMDB arrecadou R$ 23 milhões e gastou R$ 26 milhões
A campanha de Henrique Eduardo Alves foi a mais rica do Rio Grande do Norte. Contudo, mais do que rica, ela foi também a mais cara do Estado. Explica-se: “Henrique Governador” arrecadou R$ 23 milhões, mas gastou R$ 26 milhões. Ou seja: o peemedebista teve R$ 3 milhões a mais em despesas do que o valor arrecadado durante o período eleitoral.
Dentre as despesas da campanha de Henrique, destaque para duas: os gastos com marketing e produção de vídeo. A Art & C Marketing Político, empresa da família da mulher do peemedebista, consumiu R$ 1,2 milhão do que foi arrecadado pelo candidato para a campanha. Os valores foram pagos na última semana antes da votação de segundo turno.
A Art & C, no entanto, não representou uma despesa tão grande quanto a da Assaf e Souza Comunicação. A empresa, do marketeiro Adriano de Souza, responsável pela produção dos programas de rádio e televisão de Henrique, custou R$ 3,6 milhões para os cofres da campanha. Desse total, R$ 1,3 milhão foi pagos, apenas, nos últimos quatro dias antes da votação em primeiro turno. Até porque o marketeiro acabou sendo dispensado no início do segundo turno e não participou da reta final da disputa pelo Governo do RN.
E vale destacar que Henrique pagou também a Gillliano Midson de Paiva Souza ME e a Lua Nova Produções LTDA pelos vídeos e programas de televisão que foram ao ar durante a disputa eleitoral. A Gillliano, a campanha de Henrique pagou R$ 300 mil. A Lua Nova, foram mais R$ 650 mil. Somando tudo, pode-se dizer que o peemedebista gastou quase R$ 5 milhões só com propaganda eleitoral na TV e no rádio nesta campanha.
Henrique gastou R$ 1 milhão com pesquisas do Ibope, Consult e Item
A campanha de Henrique Eduardo Alves gastou muito com marketing e produção de programas eleitorais. Contudo, dentre a extensa relação de despesas dele, não é só isso que salta aos olhos. Durante os quase 4 meses de disputa eleitoral, o peemedebista gastou também, e muito, com “pesquisas ou testes eleitorais”. Dentre os institutos recebedores da campanha do candidato a governador, destaque para o Ibope, Consult e Item.
O que mais chamou a atenção desses três, no entanto, foi o Ibope. Afinal, para quem não lembra, foi esse instituto que publicou, no início do segundo turno, uma pesquisa eleitoral que colocou Robinson Faria na frente. Os números acabaram sendo utilizados exaustivamente pelo marketing do adversário, para aumentar o sentimento de vitória em torno dele. A Henrique restou divulgar vídeo pedindo aos eleitores não se deixarem “abalar” pelo levantamento, afirmando que o Ibope “também erra”.
Além do Ibope, Henrique também pagou a Erivaldo Trindade de Araújo (nome de registro do Instituto Item), Consultoria e Pesquisa Técnica (Consult) e Marcia Câmara de Figueiredo (popularmente conhecida como Perfil) por “pesquisas ou testes eleitorais”. A Perfil, por sinal, foi a que mais recebeu da campanha de Henrique, mas foi a única que não divulgou pesquisa aberta durante toda a campanha – Consult e Item fecharam também com veículos de comunicação durante a eleição. De qualquer forma, o fato é que a Perfil recebeu R$ 354 mil de Henrique, em montantes que variaram de R$ 6 mil (no dia 21 de outubro) a R$ 53 mil (no dia 1º de outubro).
A Erivaldo Trindade, também conhecido como Item, recebeu outros R$ 60 mil de Henrique. O instituto, inclusive, gerou polêmica ao divulgar uma pesquisa a pedido de um blog local onde o resultado deu Wilma de Faria (aliada de Henrique) empatada com Fátima Bezerra (aliada de Robinson) na disputa pelo Senado nas vésperas da eleição em primeiro turno. Quando abriram as urnas, a vantagem de Fátima foi de mais de 160 mil votos.
A Consultoria e Pesquisa Técnica, que os eleitores conhecem também como Consult, foram outros R$ 109 mil. Vale lembrar, que a Consult também chegou a divulgar pesquisas de intenção de voto durante o primeiro turno a pedido de veículos de comunicação. E, em todos os levantamentos, o peemedebista Henrique esteve na frente com ampla vantagem.
POLÊMICAS 
Destaque que, neste ano, as pesquisas eleitorais chamaram bastante a atenção pela disparidade de um resultado com outro e, principalmente, pela diferença entre os números previstos e os que se confirmaram nas urnas. Tanto foi assim que Robério Paulino, candidato do PSOL, chegou a ingressar com uma representação no Ministério Público solicitando a abertura de inquérito para apurar o caso. Robério não teve mais de 5% das intenções de voto em nenhum levantamento, mas chegou a quase 10% quando as urnas foram abertas.

Câmara aprova solicitação de Eraldo para Rua da Floresta.


O vereador Eraldo Paiva – PT, tem tido uma postura de atenção com a situação da Rua da Floresta, localizada no centro de São Gonçalo do Amarante. Na sessão da Câmara Municipal realizada na última terça-feira (25), o parlamentar se pronunciou à respeito do descaso vivido pelos moradores da referida rua, pedindo verbalmente ao secretário municipal de serviços urbanos, Magnus Kebyo, que tome providências para garantir os básicos serviços, como saneamento, coleta de lixo, limpeza da rua, iluminação, entre outros.

Na sessão ordinária desta quinta-feira(27), ao propor uma solicitação oficial (requerimento), descobriu-se que já existem 3 requerimentos em favor daquela rua, pedindo pavimentação, saneamento e a construção de um fosso, entretanto a situação permanece a mesma.

Com o intuito de reforçar o apelo à solução dos problemas, Eraldo propôs mais um requerimento (1433/2014), dessa vez pela melhoria da iluminação pública da rua.

Os moradores aguardam o atendimento das solicitações e a resolução dos crônicos problemas.

Por: Bruno Luiz/Assessoria do Mandato
Foto: Matheus Borges/Assessoria do Mandato

Saúde; em São Gonçalo falta BENZETACIL

Sábado como qualquer ser humano fiquei doente, ás 22H00 dei entrada no Hospital Maternidade Belarmina Monte, ao ser atendido a enfermeira logo me mandou ao médico porque estava 39 graus de febre e muita dor, o médico me receitou uma BENZETACIL, mas deixou bem claro; " aqui não tem ", vá compre e volte para ser medicado.

Eu olho para o relógio digo Douto já são mais de 22H00 da noite está tudo fechado no comércio, ele logo manda ir embora e voltar no outro dia. Essa é a situação que o gestor da cidade deixa nossa saúde e olha porque ele é da área, é médico, nossa saúde está à míngua e tão querendo maquiar, antes de sua gestão tinha BENZETACIL, nessa nem água pra papudo. Via Facebook Hugo Carvalho.

Inscrições para o ProUni termina nesta segunda-feira

Foto: Divulgação
Os estudantes matriculados em instituições particulares que pretendem concorrer às vagas remanescentes do Programa Universidade para Todos (Prouni) deverão se inscrever no programa até o fim desta segunda-feira. Antes de  realizar sua inscrição, o candidato deverá se cadastrar no sistema de bolsas remanescentes.

Durante o cadastro, o estudante deverá informar o número do CPF e a data de nascimento. Podem participar dessa etapa do programa os estudantes que tenham feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e obtido média igual ou superior a 450 pontos e nota acima de zero na redação. Os estudantes também devem ter se inscrito em todas as suas opções, em cursos com registro de não formação de turma no processo seletivo do Prouni referente ao segundo semestre de 2014. 

Professores da rede pública de ensino no efetivo exercício do magistério da educação básica e do quadro de pessoal permanente de instituição pública também podem se candidatar à cursos com grau de licenciatura, mesmo que não tenham participado do Enem.

O ProUni oferece bolsas de estudo integrais e parciais em instituições privadas de ensino superior para estudantes que não possuem recursos para custear sua formação. As bolsas integrais são oferecidas para estudantes com renda bruta familiar, por pessoa, de até um salário mínimo e meio, enquanto as bolsas parciais podem ser solicitadas por candidatos com renda bruta familiar de até três salários mínimos por pessoa. Via IG

1º de Dezembro dia mundia de combate a AIDS

E não vejo em SÃO GONÇALO um combate a está doença que esta crescendo entre os jovens,  o combate a AIDS por parte da PREFEITURA tem que ser diário , cade as campanhas para a prevenção ? 

Não só hoje mas o ano inteiro , falta RESPEITO com o povo de SÃO GONÇALO por parte da PREFEITURA !

Via Facebook Rodrigo Baleiro.

Atualização de status: on-line para a vida


"É domingo e a família está toda reunida. A mãe serve o macarrão feito em casa. O filho mais velho conta animado sobre a sua última viagem e distribui bebida nos copos, o pai dá comida para o cão debaixo da mesa. O filho do meio mostra a filha dele recém-nascida que desperta sorrisos emocionados, mas a tia do bebê não vê. Ela não percebe toda esta cena, pois almoça teclando em seu celular.

Uma vez entrei num restaurante e reparei que na mesa ao lado tinha três pessoas e cada uma estava compenetrada em seu smartphone. Elas não conversavam entre si. Isso me lembrou a época em que era criança e meus pais levavam meus irmãos e eu para comermos pizza. Era uma farra, e como não havia toda essa engenhoca tecnológica de hoje, nossa diversão era mesmo conversar.

Numa viagem que fiz sozinha, entrei num pub e sentei-me ao balcão. Enquanto saboreava minha London Pride, peguei meu celular. Aconteceu que nem vi o tempo passar quando se passaram duas horas. Era o celular e eu até que acabou a bateria. Olhei para frente e tinha um moço olhando para mim.

Há quanto tempo ele me olhava? Ele sorriu e eu sorri de volta, aí ele se levantou e foi embora. Agora penso em todas as pessoas que deixei de conhecer quando eu estava fazendo nada na internet.

Outro dia eu vi uma moça quase ser atropelada porque atravessou a rua sem sequer olhar para o lado. Seguiu digitando freneticamente como se carros e o mundo não existissem ao seu redor. Era como se ela estivesse dentro do seu próprio aparelho celular.

Hoje em dia o mundo todo tem pressa. Correria no trabalho, rotinas apertadas, as pessoas mal têm tempo para um hobby. Chegar em casa e telefonar para aquele amigo antigo que você está com saudade vai sendo sempre adiado. É mais fácil — e rápido —enviar um emoji.

Eu não sou contra a tecnologia digital. Muito pelo contrário, eu a adoro e uso muito. Mas a conectividade que felizmente nos aproximou é a mesma que parece afastar, emocionalmente, muita gente. E quanto mais nós não conseguimos mais viver sem essa rede de conexão — o que tem o seu lado muito positivo na facilitação da vida cotidiana, pois nunca foi tão rápido acessar uma conta bancária ou comprar uma passagem aérea —, mais pessoas começam a se sentir abarrotadas de superficialidade, surgem vontades de menos barulho e nostalgia pelos finais de semana em cabanas com lareira e sem sinal de internet.

As redes sociais são excelentes para colocar em contato os parentes e amigos que estão distantes. Acompanhar o filho do seu primo crescer pelo Facebook do outro lado do país é muito divertido. Não tem preço conversar com a sua melhor amiga, que hoje mora nos Estados Unidos, pelo Skype no meio do dia.

Mas essa internet que aproximou os que estão longe parece distanciar os que estão por perto. E sempre tem aquela pessoa que acabou de entrar na sua vida querendo te conhecer, mas conhecer profundamente, através de uma tela. Será que iremos nos acostumar a relacionamentos “touch screen”, essas novas relações cibernéticas que rolam agilmente em superfícies frias?

A onda agora é digitar o sentimento, é receber “bom dia” e “boa noite” via cosmos e abraçar o travesseiro. É olhar pra tela do seu telefone e ouvir em pensamento a voz que lhe escreve.

A conectividade virtual não deveria nos desconectar da realidade exterior. O controle de nossas vidas ainda está em nossas mãos. A tecnologia digital somente será útil se a vida real não for anulada. Por maior que seja a memória de uma máquina, nosso melhor banco de dados ainda são as coisas que vivemos e ficam dentro da gente.

Assim, agora eu salvo esse texto e fecho o laptop. Abro os braços para o fim de semana: vamos à vida! Cinema com pipoca, ficar à toa na piscina e sentar no bar com os amigos pra tomar uma cerveja."

Banco do Brasil, e o desrespeito a população de São Gonçalo



A falta de planejamento e falha dessa casa, levou a Caixa que era pra ser aqui no centro da cidade para o Igapó. Era para pelo menos auguem ai ter opinado né? 

Mais não, desceu por goela abaixo. 

Agora não é hora de chorar o leite derramado e hora de ação senhores vereadores!

Sempre, #Mecão!


Amor pra toda vida! Na 1°, 2° ou 3° divisão sou sempre #Mecão.

A Eternidade de Chaves e Chapolin

Pedro Curi, PSTU

Já chegou o disco voador!

Quem não deu boas risadas com Chaves e Chapolin, por favor, pare de ler e procure ler outra coisa. O quê? Ignorante? O gato ou o Kiko?

Dr. Chapatin diria: “Isso me dá coisas!”. Há pessoas que dizem que “Chaves é pra quem tem cabeça pequena”, ou “que não há graça”. Respeito opiniões, mas Chaves e Chapolin merecem mais atenção. Não é qualquer dia que um programa de televisão comemora mais de 24 anos de exibição em nosso país. Nenhum programa que resista mais de duas décadas na TV a base de reprises deve ser visto como uma atração qualquer.

Como diria Chapolin: Palma, palma, não “priemos cânico”!

Desculpem o “nervoso” acima, mas agora há pouco, quando comentei com um amigo que iria escrever sobre tal assunto, ouvi a seguinte frase: “Você acha que esse assunto interessa às pessoas?”. O engraçado é que a indagação me instigou a escrever mais. Então, vamos ao assunto. Sigam-me os bons!

Foi sem querer querendo

Chaves e Chapolin não são apenas uma superprodução. É um conjunto de personagens que consegue apresentar um pouco do dia-a-dia, da família, dos amigos e do mundo de cada um. Um universo um tanto tosco, mas que, “sem querer querendo”, acabou invadindo a vida de pelo menos três gerações de brasileiros e cristalizou-se na memória de muitos de nós.

Não importa sua idade, em algum momento, você já assistiu ao menos a um trecho. E, quando menos esperava, “sem querer querendo”, estava rindo.

O programa atravessou os anos 1980, desafiando megaprogramas infantis como os de Xuxa e Angélica, desenhos animados como He-Man e Thundercats. Encarou os anos 1990 de Cavaleiros do Zodíaco, Jaspion, Eliana & Cia. Chegou aos anos 2000 enfrentando Pokémon e DragonBall. E continua ganhando mais fãs.

Chaves e Chapolin já viveram muitas idas e vindas na televisão. Chapolin, principalmente, é o que sempre sai do ar. Mas sempre acaba voltando. Fãs dizem que é uma jogada da emissora para chamar mais a atenção do público com a falta do programa. O programa é tão querido que tem histórias impressionantes de apego e um pouco até de obsessão pelo menino do barril.
Um fato muito curioso aconteceu em 2003. Pouco depois de Chaves completar ininterruptos 19 anos no ar, os fãs passaram por uma situação que jamais imaginariam: ligar a TV numa tarde de agosto e não ver mais a famosa vila.

Passaram-se dias, e Chaves continuava fora do ar. Porém, horas depois do primeiro dia em que as portas da vila se fecharam para mais de oito milhões de crianças, jovens, adultos e idosos de todo o Brasil, o SBT recebia o recorde de mais de cinco mil e-mails que pediam o retorno do seriado. Uma semana depois, Chaves voltou.

O programa passou a ser exibido no fim da noite de sábado, pouco antes da hora de dormir. Mas não era o suficiente. Seis dias sem visitar aquela vila, era muito tempo. A produção da emissora recebeu mais uma leva de milhares de e-mails e telefonemas, exigindo o retorno de Chaves à programação diária.

Após duas semanas sem exibições diárias, Chaves voltou, trazendo junto o vermelhinho Chapolin que, mais tarde, sairia novamente do ar. Quando voltaram, Chapolin era exibido às 14h45 e Chaves, às 15h15. 
História de risos

Em 25 de agosto de 1984, Chaves foi ao ar no Brasil. Chaves e Chapolin eram exibidos como quadros do Programa do Bozo. O palhaço era a principal atração da emissora TVS, hoje SBT. Bozo tornou-se o palhaço mais famoso do país na década de 1980, e seu sucesso seria maior depois que o menino do barril decidiu aprontar suas peripécias durante seu programa. O primeiro episódio que o público brasileiro assistiu foi “Caçando Lagartixas”.

No início, a série conseguiu manter os mesmos níveis de audiência das demais emissoras. Em 1987, a TVS mudou seu nome para SBT (Sistema Brasileiro de Televisão). Com abertura nacional, os seriados tornaram-se mais independentes, ganhando espaço individual. Os horários perduraram por muitos anos: Chapolin às 12h e Chaves às 12h30. Em 1988, Chaves passou a ser exibido no horário nobre, entre 20h30 e 21h30, quando eram exibidos somente os episódios inéditos.

Tudo começou no México

Mas a história do programa vem de bem antes. Em 1970, Roberto Bolaños, idealizador dos personagens e do programa e intérprete de Chaves, Chapolin e Dr. Chapatin, já possuía seu próprio programa no México, o Chespirito. No mesmo ano, estreou Chapolin e, em 1971, surgiu El Chavo Del Ocho. O número “8” não é a idade de Chaves, como muitos pensam, mas era o número do canal em que era exibido, a TV TIM.

O nome do programa foi traduzido errado como Chaves no Brasil. Na verdade, Chavo, em espanhol, quer dizer “garoto”, “moleque”. 

Não poderia deixar de falar também do papel fundamental dos dubladores. Eles conseguiram com muita “astúcia” abrasileirar o seriado, tornando-o mais simples e de fácil entendimento para os brasileiros. Há dublagens curiosas em que Kiko, por exemplo, ao falar de futebol cita times brasileiros como Corinthians, Palmeiras e Grêmio. 

Sou pobre, porém honrado!

Essa frase marcou Seu Madruga. Viúvo com uma filha, vivendo numa casa alugada, sempre com 14 meses de aluguel atrasado, desempregado e de bom coração. Este é um dos personagens mais queridos pelo povo.

Há uma frase sua que resume bem sua situação: “Não existe trabalho ruim, o ruim é ter de trabalhar”. Num capítulo em que é perguntado por um policial se pagava todos seus impostos em dia, ele responde: “Sou um cidadão consciente... não fanático”.

Seu Madruga, junto com o menino Chaves, são os que mais representam o caráter humano do programa. O lado psicológico exibe o estereótipo dos personagens e a relação com a pobreza da América Latina.

A combinação de pessoas humildes, morando numa vila pobre, foi perfeita para atrair a atenção de crianças e jovens. A vila do Chaves é um espelho para muitas vilas e povoados proletários do mundo.

Não há quem não se sensibilize com a miséria de Chaves, a insana busca por um sanduíche de presunto. A briga de Seu Madruga para arrumar emprego e pagar o aluguel.

No livro Chaves – Foi sem querer querendo, há uma história que demonstra o quanto o programa foi e é capaz de tocar as pessoas. Num dos capítulos, durante uma reforma da vila, a turma toda fica hospedada por um tempo na casa do Sr. Barriga, o dono da vila. Num dos episódios, o de Natal, Chaves comenta que jamais havia recebido um presente nessa data. Ele ganha, então, um presente do Sr. Barriga. O fato curioso foi que, após a exibição, centenas de brinquedos chegaram pelo correio à sede da emissora, como se essa pudesse ser um meio de distribuí-los a crianças carentes.

Vinte anos sem Seu Madruga

No último dia 9 de agosto, completaram-se vinte anos do falecimento de Ramón Gómez Valdez Castillo, o Seu Madruga. Vitima de câncer no pulmão, morreu aos 64 anos deixando uma legião de fãs.

Conhecido por ser um dos melhores atores de cinema e TV no México, começou sua carreira ainda criança, num circo junto com seu pai, na cidade de Juarez. Esteve presente em boa parte das filmagens de Chaves e Chapolin.

Era conhecido pelo carisma, determinação e dedicação à cultura popular latina. Ao fim das gravações de Chaves, partiu numa empreitada pela América Latina com seu circo, interpretando seus personagens.

Hoje, o rosto de Madruga está em camisas, bottons, cadernos. Concorre, inclusive, com a figura de Che Guevara. Com certeza, este é um dos mais queridos do povo brasileiro. 

 Oh! E agora quem poderá me ajudar?Eleito o verdadeiro super-herói da América Latina, Chapolin Colorado é um dos personagens mais queridos criados por Bolaños. Conhecido por ser muito simpático, nobre e, sobretudo, covarde, Chapolin diverte simplesmente por ser a antítese de todos os super-heróis da época. Para quem não sabe, Chapolin é o nome de um gafanhoto típico do México, que pode ser comido com pimenta.

Num dos capítulos de Chapolin, Bolaños faz uma forte sátira ao capitalismo. Na trama, junto com o Chapolin, há outro herói: o Míster, como é chamado, é interpretado por Ramón Valdez (Madruga), que veste as roupas do Superman e usa uma longa barba branca e cartola, representando o famoso Tio San.

 Time is Money!”. Esse episódio é um dos melhores, e demonstra em forma de comédia um protesto ao capitalismo norte-americano.

Chapolin toca muito no lado social. Um dos episódios da série mais marcantes nesse sentido é o “Seu Mundinho”, um senhor interpretado por Ramón Valdez (Madruga) que se sente mal por ser um fiscal sanitário. Ele é amparado por Chapolin, que faz o papel de sua consciência, para não prejudicar os trabalhadores humildes. Há também as histórias de auxílio a Chaves na vila, em que o herói se mostra preocupado com a situação de miséria de Chaves e Seu Madruga.

Chapolin quebra um dos principais pilares da ideologia capitalista. O individualismo, o papel do “homem-herói”. A qualidade de herói que resolve todos os problemas, desvia de balas, bate em todos os vilões, é inteligente, bonito, forte etc. não existe no magrelo e “tampinha” Chapolin.

Chapolin é igual a qualquer ser humano. Quer dizer, é um pouco besta, mas a gente releva. Seus poderes, na verdade, se concentram na marreta biônica, nas pílulas de nanicolina, nas anteninhas de vinil, mas principalmente na sua humildade. Em todos os episódios de Chapolin, quem acaba resolvendo os problemas são as próprias pessoas que clamaram sua ajuda.

Que venham os 25 anos e muitos mais

Com certeza, há uma pergunta que todos os fãs de Chaves e Chapolin fazem cotidianamente: “até quando assistiremos ao seriado?”

O medo de ficar sem o programa é mais que natural. Chaves bate todos os recordes quando se trata de um programa de entretenimento. Para quem ainda duvida da grandiosidade deste, basta saber que os episódios já foram exibidos em mais de oitenta países. Dentre esses, em quase todos os países da América Latina e em estados e cidades dos EUA e Canadá onde há grande concentração de imigrantes latinos. E, pasmem o menino do barril e o vermelhinho já foram sucesso até em países como Rússia, Coréia do Sul, Arábia Saudita e Japão.

O seriado cativa por sua simplicidade na maneira de fazer humor. Com uma linguagem do povo e com situações muito parecidas com as de nosso cotidiano, a comédia representa muito bem a situação da classe trabalhadora.

Os programas de entretenimento atuais precisam apelar ao sexo, à violência, ao preconceito para chamar a atenção do público. Grande maioria dos filmes, novelas e seriados retrata, exclusivamente, o cotidiano de famílias burguesas ou de classe média. Uma necessidade ideológica do capital de popularizar para a maioria proletária o modo de vida burguês. E enfatizar a ilusão de que o trabalhador pode um dia ter uma vida assim.

Em tais programas, encontramos a busca insana, pelo sucesso, por riquezas. Os estereótipos de beleza só atendem aos padrões que interessam à burguesia. A moral burguesa, infelizmente, domina a dramaturgia.

Chaves e Chapolin conseguem fazer uma comédia mais pura e ingênua, sem apelar a esses métodos da moral burguesa. Fica uma questão para debate: será que o sucesso de Chaves e Chapolin não seria fruto deste diferencial mais popular?"



Falta de água em Poço de Pedras


Moradores são obrigad@s a pegar água no velho chafariz.  A água de Poço de Pedras é de péssima qualidade. Ainda dizem que São Gonçalo tá melhor. Via Facebook 
Neto Xavier Bezerra.

A esperança é um coração indomável



"Quando a mulher a viu, depois de muitos anos, ela continuava sentada no canto daquele quarto antigo. A mulher estava de férias e foi para a casa dos seus pais. Levou suas dúvidas novas para onde sabia que estavam todas aquelas saudades velhas.

Ela ainda morava na capital do estado naquela época, mas já cogitava voltar para o interior. Era uma decisão difícil já que estava trabalhando havia alguns anos na cidade que nunca dormia. Tinha medo de começar tudo de novo, não sabia como seria voltar para sua cidade depois de tanto tempo morando fora. Estava se sentindo perdida, pois também já imaginava como seria se despedir da parte boa da sua vida se realmente fosse embora.

Naquele quarto, resolveu fazer uma faxina. Começou a desemperrar gavetas e sentimentos. Estava tudo cheio e apertado. Já era hora de abrir as portas dos armários e escancarar as janelas. Deixar ar puro entrar para levar embora qualquer ressentimento.

Subiu na cama e abriu a parte de cima do guarda-roupa. Lá dentro, encontrou uma caixa com seus antigos cadernos de desenho e suas redações do colégio. Achou, em sacos plásticos, dezenas de telas pintadas em tinta óleo datadas de 30 anos atrás.

Sentou-se no chão para olhar aqueles quadrinhos. A cada tela, foi despertando lembranças como quem relê um livro de contos mágicos que estava largado no vão do esquecimento. Foi quando a mulher a viu sentada no canto do quarto.

Ela veio de mansinho e apontou um quadro à mulher. Disse que se lembrava do dia em que a professora tinha ensinado a técnica de pintura espatulada pela primeira vez. Depois, pegou outra tela e lhe mostrou o barquinho à vela que tinha feito para chegar do outro lado do mundo.

A menina de sardas não parava de falar sobre todas as coisas que ela fazia. Lembrava que gostava de ler e escrever e pegou um caderno onde estavam os poemas que inventava. Conforme a mulher ia olhando pras coisas que elas faziam, o silêncio começou a gritar, o quarto a ventar e o barquinho a navegar. A mulher segurou a menina no colo e agradeceu por sua criança nunca ter ido embora.

Depois daquelas férias a mulher mudou de estrada. A sua vida continua com as obrigações dos adultos, mas é mais colorida. Ela voltou a pintar.

Por isso, você que tem um violão esquecido atrás da porta. E você que quer aprender a soprar gaita. Vamos tirar o skate debaixo da cama e a raquete de tênis do armário da despensa. Ainda há tempo de desenferrujar os dedos pra relembrar como era aquela música que você adorava tocar no piano. Pegue seu lápis e faça hoje mesmo um desenho no canto do livro do escritório como você fazia no colégio. Não deixe para amanhã o curso de fotografia e matricule-se na aula de dança!

A infância mora no lado esquerdo do peito. Ela colore as linhas tortas da vida quando nos perdemos pelo caminho. Voltar a ser criança de vez em quando nos ajuda a recomeçar a música, a pintura e o jogo. Para preencher de esperança as lacunas dos sonhos que renascem aqui dentro da gente todos os dias.

Vamos pegar as páginas em branco e reinventar as nossas saudades. Começar outras histórias. Errar, apagar, reescrever. Cair, levantar. Chorar, rir. Viver! Mas jamais desistir.

Porque o vento que varre o quarto leva a poeira do que não nos serve mais trazendo o frescor de tristezas e alegrias novas."

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