quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

PICCIANI: NÃO HÁ MOTIVO JURÍDICO PARA IMPEACHMENT

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Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ) discorda da posição do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma: “Acho pessoalmente que ele se equivocou em aceitar o impeachment. Não vejo motivo jurídico para isso”, afirmou; ele disse que não pode relacionar a situação no Conselho de Ética, onde Cunha é processado, com o caso: “Não sei se ele fez isso. Mas tem que olhar o impeachment pela ótica da Constituição Federal. Misturar esse tema com o conflito político é um equívoco enorme”.

Por Miguel do Rosario, O Cafezinho
Ao que parece, a decisão de Cunha foi um ato isolado. Ele não combinou sequer com as lideranças de seu próprio partido.
Se a cúpula do PMDB estivesse interessada no impeachment, jamais o líder da bancada na Câmara, que é onde o processo será votado, se manifestaria tão rapidamente, e de maneira tão contundente contra o impeachment.
Leonardo Picciani é um rapaz novo, mas já é um político experiente, até por vir de uma família de veteranos da política.
Não é de esquerda e não é amigo do PT.
A sua fala, porém, é forte indício de que o PMDB não vai embarcar na canoa furada de Eduardo Cunha.
Repare o que diz Picciani: "Não vejo motivo jurídico para isso".
Ponto final.
Claro que agora, mais que nunca, tudo dependerá da mobilização da sociedade.
A direita está forte, mas a esquerda, diante de um desafio dessa magnitude, também pode surpreender.
***
Acaba de sair no Valor.
Foi equívoco aceitar impeachment, diz líder do PMDB na Câmara
Por Raphael Di Cunto e Thiago Resende | Valor
BRASÍLIA - Líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ) discordou da posição de seu correligionário, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que nesta quarta-feira aceitou o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff por suposto crime de responsabilidade fiscal, que será analisado agora pelo Congresso.
“Acho pessoalmente que ele se equivocou em aceitar o impeachment. Não vejo motivo jurídico para isso”, afirmou o pemedebista. Picciani disse que não pode relacionar a situação no Conselho de Ética, onde Cunha é processado, com o impeachment. “Não sei se ele fez isso. Mas tem que olhar o impeachment pela ótica da Constituição Federal. Misturar esse tema com o conflito político é um equívoco enorme”, disse.
Para o líder do PT, Sibá Machado (AC), os "responsáveis por essa safadeza" são o PSDB. "O padrinho por trás do Eduardo Cunha é o PSDB", afirmou.
O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), convocou os líderes de partidos aliados para uma reunião de emergência em seu gabinete agora.

Ciro Gomes: não aceitaremos o golpe

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“Não aceitaremos que um chefe de quadrilha processado na justiça por corrupção leve o País à ruptura democrática! Não aceitaremos o golpe”, declarou Ciro Gomes, hoje no PDT, e possível presidenciável em 2018, sobre o processo de impeachment aberto pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

Por Miguel do Rosário, doCafezinho
Ciro Gomes, hoje no PDT, e possível presidenciável em 2018, deixou bem claro que setores importantes da política nacional não aceitarão a ruptura democrática, ainda mais proposta por um bandido travestido de deputado.
O impeachment de Dilma será muito mais difícil do que imaginaram os golpistas.

POR QUE O IMPEACHMENT É UM GOLPE PARAGUAIO

"Mesmo num país como o Brasil, que hoje encena seu teatro do absurdo, seria surreal imaginar que um parecer técnico do Tribunal de Contas da União, que não foi julgado internamente nem apreciado pelo Congresso Nacional, possa suplantar 54 milhões de votos", argumenta Leonardo Attuch, editor do 247; ele lembra, ainda, que as "pedaladas de 2015", apontadas no parecer do técnico Júlio Marcelo de Oliveira, caem por terra com a decisão de ontem do Congresso Nacional, que aprovou a nova meta fiscal de 2015; "ou seja, sem crime de responsabilidade, por mais forçada que fosse a tese das pedaladas, qualquer tentativa de impedir um governo legitimamente eleito não merece outra palavra, a não ser golpe".

Esqueçam as motivações de Eduardo Cunha.

Suponham, por um instante, que ele tenha agido com a mais nobre das intenções, ao dar o sinal verde para um processo de impeachment contra presidente Dilma Rousseff.

Em vez de sentimentos primitivos, como vingança ou retaliação, Cunha seria movido pelo nobre propósito de defender a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Assim, a presidente Dilma, eleita com 54 milhões de votos, seria derrubada do cargo porque cometeu um crime terrível: "pedaladas fiscais" em 2015.

Até porque as chamadas "pedaladas de 2014", condenadas pelo Tribunal de Contas da União, numa decisão, diga-se de passagem, que ainda não foi referendada pelo Congresso, não poderiam justificar um impeachment, uma vez que a Constituição brasileira estabelece que um presidente não pode ser afastado por fato anterior ao seu atual mandato – argumento, aliás, sempre usado pelo próprio Cunha.

Por isso mesmo, o pedido de impeachment aceito pelo presidente da Câmara foi aquele que recebeu um adendo: o parecer de um técnico do TCU, chamado Júlio Marcelo de Oliveira, que apontou a continuidade das pedaladas em 2015.

Sem essa muleta, o pedido de oposição, assinado por Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Pachoal, não ficaria de pé.

Vamos avaliar, agora, qual é a situação das contas públicas em 2015. Ontem, por ampla maioria, o Congresso Nacional aprovou a nova meta fiscal, o que elimina qualquer possibilidade de que "pedaladas" tenham sido cometidas neste ano.

Mas ainda que alguns defendam que a presidente Dilma assinou decretos de execução orçamentária antes da aprovação do parlamento – o que, aliás, foi feito por todos os presidentes na história da República – é preciso avaliar qual é a situação jurídica do parecer técnico do TCU.

Em primeiro lugar, ele não foi avaliado nem pelo próprio Tribunal, que ainda não se debruçou sobre as contas de 2015. Contas que, assim como as de 2014, também não foram chanceladas pelo Congresso.

Portanto, mesmo num país como o Brasil, que hoje encena seu teatro do absurdo, seria surreal imaginar que um parecer técnico do TCU, que não foi julgado internamente nem apreciado pelo Congresso, possa suplantar 54 milhões de votos.

Isso significa que, sem crime de responsabilidade, por mais forçada que fosse a tese das pedaladas, qualquer tentativa de impedir um governo legitimamente eleito não merece outra palavra, a não ser golpe.


A menos que a sociedade comece a aceitar a tese de que crimes existem antes de serem julgados.

Quem manda na nossa casa somos nós! Acabou meu verdão 3 vezes campeão da copa do Brasil.


O maior campeão do Brasil!

Jornais europeus defendem permanência de Dilma na presidência

Repercutiu com muito destaque nos sites dos principais jornais da Europa nesta quinta-feira (3) a abertura de um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, aprovado presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Eduardo Cunha.A maioria dos diários defendeu a chefe de Estado e se posicionou contra a possibilidade de Dilma deixar o cargo.

Para o jornal espanhol El País, o processo vai mergulhar o país ainda mais na incerteza e no desgoverno. "A crise política que se apoderou do Brasil, além das contínuas e quase diárias revelações de corrupção de deputados, banqueiros e empresários, repercute automaticamente na já agonizante economia", publica.

<p>O britânico The Guardian diz que a presidente Dilma começou a luta pela sua sobrevivência política no primeiro processo de impeachment no país em mais de 20 anos.</p>
© Fornecido por…

Já o diário francês Le Monde diz que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, agiu por vingança pessoal: "Membro do PMDB, principal aliado do governo na coalizão governamental, Cunha está envolvido no escândalo de corrupção da Petrobras. A justiça também descobriu diversas contas na Suíça cujos beneficiários seriam ele e sua família. Sua última esperança residia no apoio do PT, que ele fazia de refém ameaçando com o processo de impeachment".
Para o vespertino, o lançamento do impeachment vai agravar uma crise política e econômica na qual o Brasil se afunda a cada dia mais. "A crise econômica alimenta a tensão social e a insatisfação da opinião e reforça a crise política e institucional, incendiando as posições de uns e outros. O conflito de poder entre o executivo e o legislativo atrasa a resposta à recessão e tende a aprofundar e prolongar", escreve Le Monde.

O britânico The Guardiandiz que a presidente Dilma começou a luta pela sua sobrevivência política no primeiro processo de impeachment no país em mais de 20 anos. O jornal destaca a reação indignada da chefe de Estado em relação à decisão de Cunha. The Guardian diz que talvez Dilma tenha votos para se manter no cargo, mas a batalha entre duas grandes lideranças políticas vai piorar o cenário de um país que enfrenta a pior recessão desde a Grande Depressão, nos anos 1930. 

O italiano Corriere della Seradiz que o caminho para a destituição da presidente está livre. Além do crime de responsabilidade fiscal, o diário italiano indica que a denúncia também é de desvio de recursos públicos para a campanha presidencial do ano passado. Segundo o diário, o processo será longo e complexo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Alguns momentos da celebração dos 30 anos de sacerdócio Padre Antônio de Paiva Murilo

Padre Antônio de Paiva Murilo reuni situação e oposição de São Gonçalo do Amarante para comemorar os 30 anos de sacerdócio. 

"Quero agradecer a todos e todas que estiveram comigo nesta caminhada. Agradecer também a todos/as da Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Parnamirim que organizaram a linda celebração e festa. Não posso deixar de agradecer também a presença de todos/as que viveram comigo este momento, presente fisicamente e de coração". Disse Padre Murilo.






O vereador e Presidente do PT/RN Eraldo Paiva acompanhado do Deputado Fernando Mineiro e da Secretaria de Juventude do RN Divaneide Basílio, prestigiaram a celebração da Missa solene em Ação de Graças aos 30 anos de sacerdócio do Pedre Antônio Murilo de Paiva.









Brasil é o 3º país que mais investe em educação, diz OCDE

Em 2000, o Brasil havia investido 2,4% do PIB na Educação Básica; em 2012, o valor praticamente dobrou, para 4,7%; País é um dos que mais investe entre as 38 nações avaliadas

‪#‎16DiasDeAtivismo‬

Nascida em São Gonçalo do Amarante, DONA MILITANA foi uma cantora de versos brasileira, considerada por muitos a maior romanceira do Brasil. 

Seu talento foi descoberto somente na década de 90, aos 70 anos, pelo folclorista potiguar Deífilo Gurgel. 

Seu talento e a peculiaridade de sua voz encantaram o Brasil.

Fantástico. Projeto artístico mostra como seriam os super-heróis com alguns anos a mais

Eddie Liu é um artista chinês que criou uma série curta, porém incrível, sobre como os super-heróis mais conhecidos seriam se envelhecessem. 

Em sua série, Eddie mantém a postura dos heróis, mas retira a jovialidade, acrescentando algumas rugas e cabelos brancos a eles. Assim, podemos imaginar que eles são como qualquer ser humano, envelhecendo assim como cada um de nós. 

Eddie já produziu outras séries de pinturas interessantes, que você pode conferir em seu site. / Do tudointeressante.com




Espírito natalino e consumismo exacerbado

O espírito natalino desnuda a realidade mais cruel do modelo no qual estamos sendo conduzidos. Não basta só o consumo. É necessário o consumismo exacerbado.

Jaciara Itaim, Carta Maior

A chegada do mês de dezembro reproduz a cada ano cenas que poderiam ser consideradas completamente irracionais por algum alienígena que se aproximasse de nosso País. Estamos em pleno final de ano, auge do verão aqui no hemisfério sul, com temperaturas bastante elevadas. No entanto, os ambientes todos estão tomados por indivíduos fantasiados com roupas pesadas e quentes, imitando a figura emblemática e mitológica do Papai Noel. A tentativa é de reproduzir o contexto da Lapônia, uma província da Finlândia, onde as temperaturas podem atingir mínimas de -20° C nessa época do ano.

Vem daí então o imaginário da neve, do pinheirinho, do trenó com as renas e tudo o mais que cerca o ambiente de Natal. Estranho sincretismo esse que conseguiu unir as tradições bíblicas que envolvem o nascimento de Jesus às estórias fantásticas do velhinho barbudo do norte europeu em um território equatorial e do outro lado do Oceano Atlântico. A tradição dos presentes - que remonta, na verdade, à chegada dos reis magos no dia 6 de janeiro - foi sendo aos poucos substituída pela pressão social em torno da oferta dos presentes no próprio dia do nascimento do menino Jesus.

Consumir, consumir, consumir e oferecer

Assim, o espírito natalino se converteu à sanha das compras e das aquisições. Festejar o Natal passou a ser sinônimo de desejo de consumo, impulso expresso por todos - desde as crianças até os adultos de todas as idades e gerações. As cartas ingênuas à entidade desconhecida de barriga grande e barbas brancas, as trocas de presentes no ambiente de trabalho, as festas familiares com as encomendas acertadas previamente ou sob efeito surpresa do amigo-secreto. Pouco importa a forma, uma vez que o essencial é um elemento apriorístico: o consumo.

É importante reconhecer que a realidade brasileira é pródiga na criação e na ampla aceitação social de datas “comemorativas”, onde o foco é sempre o presentear outrem por meio de compras. Apesar de o Natal ocupar, de longe, o primeiro lugar em importância e em faturamento, na seqüência surgem outros momentos que são utilizados para que a indústria e o comércio esquentem seus motores ao longo do ano. É o caso do Dia das Mães, Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Dia dos Pais, para citar alguns exemplos. Para além das questões de natureza cultural e de sociabilização, a grande marca deixada pelas organizações que constituem a nossa formação capitalista relaciona-se ao verbo comprar. Ou seja, transformar esse misto de desejo e de imposição social em circulação de mercadoria, em movimentação acelerada de valores de troca e de valores de uso.

Nesse aspecto, ganha relevância o papel desempenhado pelas estruturas de propaganda e marketing. Trata-se da criação de necessidades sociais e culturais de forma artificial e exógena, em processos onde os indivíduos se sintam motivados a desenvolver determinadas ações ou a adotar certos comportamentos em nome de uma espécie de “unanimidade construída”. O verdadeiro bombardeio a que estamos todos submetidos por várias semanas antes mesmo da data da ceia tem uma mensagem muito clara. Natal feliz é Natal com presente. Quem não recebe nada comprado na data deve se sentir menosprezado ou desprezado por aqueles que o cerca. Quem se atreve a não comprar presentes para oferecer não merece o carinho nem o bem querer de seus pares. A comemoração é fortemente carregada do elemento simbólico: o querer é avaliado a partir da quantidade, da exuberância e dos preços.

A criação das necessidades e a generalização das compras

Vale recordar, por outro lado, a importância adquirida por uma forma muito especial, em meio à multiplicidade de estratégias mercadológicas: a publicidade dirigida ao público infantil. Apesar da festa não ser dirigida apenas às crianças, o foco recai sobre essa parcela expressiva da população, que termina por exercer influência significativa sobre as decisões das famílias no período. Ainda que os espaços de tangência entre a ética e a legalidade estejam presentes em todo o tipo de propaganda, no caso específico do universo infantil a situação é ainda mais escabrosa. São pessoas ainda em processo de formação e amadurecimento, sem quase nenhuma capacidade de discernimento entre o necessário e o supérfluo, entre o real e a fantasia, com pouca referência a respeito de preços e capacidade de aquisição. Ou seja, é o caso típico de atividade que deve ser proibida por lei - em razão de seus reconhecidos efeitos nocivos para o conjunto da sociedade – e não ser liberada em nome da liberdade do mercado e da possibilidade de amplo de acesso à informação.

O padrão civilizatório hegemônico nos tempos atuais determina que a conquista da felicidade e a vigência do bem estar estão intimamente associados à capacidade do indivíduo ter e comprar. A posse dos bens é elemento sempre martelado pelos meios de comunicação, a todo momento associada à imagem da pujança, da beleza e do amor. Quem tem, pode. Quem tem mais, pode mais. Quem tem mais caro, pode ainda muito mais. Ocorre que na sociedade capitalista, a tendência é a da generalização das relações mercantis. Assim, via de regra, para se ter algo é necessário processar o ato da compra. A relação de troca se realiza por meio do equivalente geral, o dinheiro. E para os que ainda não reúnem as condições de recursos para a compra do presente desejado, o sistema oferece o instrumento mágico que permite a antecipação do consumo: o crédito.

A intermediação da esfera financeira ajuda a completar o ciclo da realização do capital, com a garantia de que o consumo se efetive mesmo na ausência dos recursos monetários no momento da aquisição do bem. Isso porque o modelo envolvido na dinâmica do capitalismo pressupõe a produção e a venda das mercadorias de forma contínua, sempre em escala crescente, para promover a acumulação concentrada de riqueza.

Esmagamento do espaço para práticas de sustentabilidade

De forma geral, a lógica que orienta a ação da empresa privada é a da maximização do lucro no curto prazo, sem nenhuma perspectiva de médio e longo prazo. No jogo pesado das disputas por novas fatias de mercado não existe muito espaço para a noção da sustentabilidade. Pouco importa se ela se refere ao aspecto econômico, ao elemento social ou à sua dimensão ambiental. Assim, o que interessa na “racionalidade” inerente ao processo de acumulação de capital é o crescimento do consumo em toda e qualquer escala. Portanto, a mudança comportamental envolvendo inovações como “consumo consciente” ou “processos sustentáveis” só se viabilizam com a entrada em cena das políticas públicas, proibindo determinadas ações ou estimulando outras alternativas. A lógica pura do capital, atuando com plena liberdade, combina uma dialética de criação e destruição em sua própria essência. 

Assim, o que todos verificamos à nossa volta com a aproximação do espírito natalino é a cristalização mais evidente da forma de funcionamento da economia capitalista. Nas sociedades hegemonizadas pelo padrão civilizatório do mundo ocidental, o mês de dezembro radicaliza e potencializa o comportamento social que assegura a reprodução ampliada dessa forma particular de organização social e econômica. Não basta um Natal que seja marcado apenas pelo espírito da solidariedade e pelo sentimento da fraternidade. O período das festas deve ser o momento do consumo, por excelência.

Os ingredientes que contribuem para manter esse gigante em movimento são introduzidos de forma crescente ao longo do processo. Isso significa a incorporação crescente de bilhões de novos agentes no mercado consumidor e a generalização do acesso às compras em escala global. Além disso, torna-se necessário avançar bastante nos processos envolvendo a chamada “obsolescência programada”, de forma a garantir a continuidade do ciclo de consumo por meio da redução da vida útil dos produtos. A propaganda também joga um papel essencial, ao incutir nos indivíduos valores e desejos que estão muito distantes das necessidades, digamos, mais reais e concretas.

Em suma, não é mais suficiente que as pessoas exerçam sua função de compradores finais de bens e serviços. O espírito natalino desnuda a realidade mais cruel do modelo no qual estamos sendo conduzidos. Não basta apenas o consumo. Faz-se necessário o consumismo exacerbado."

(*) Economista e militante por um mundo mais justo em termos sociais e econômicos.

Por que Solange Couto é a única atriz negra famosa a protestar contra os papeis de sempre?


Marcos Sacramento, DCM.

"Em 34 anos de carreira, a atriz Solange Couto interpretou 25 empregadas domésticas ou escravas, cinco dançarinas e apenas sete personagens fora dos estereótipos reservados às negras. O balanço da atriz, atualmente no elenco de “Malhação”, da Globo, faz parte do projeto “Senti Na Pele”,  onde pessoas negras relatam situações em que sofreram racismo.

Solange, por enquanto, foi a única atriz famosa a participar da campanha, mas o relato que ela fez resume os espaços reservados a artistas negros na TV, no cinema e na publicidade brasileira.

Embora a situação para o ator negro esteja mais confortável que há 30 anos, quando Solange estreou na TV, uma representatividade que reflita a composição étnica do país está longe de acontecer.

A chave para mudar este cenário passa pelo aumento de diretores, roteiristas e produtores negros atuando nas grandes empresas do setor. De nada adianta existirem atores e atrizes talentosos dentro das mais diversas características étnicas e físicas se os profissionais que podem decidir pelas suas contratações estão dominados pela miopia eurocêntrica.

Falta, por aqui, uma figura como a de Shonda Rhimes, roteirista e produtora responsável por séries de sucesso como Grey’s Anatomy, Scandal e How To Get Away With Murder, trabalho que faz de Viola Davis a primeira negra a ganhar um prêmio Emmy de melhor atriz.

Mesmo à frente de séries onde mulheres negras protagonizam personagens poderosas e casais gays trocam carícias com naturalidade, Rhimes nega que esteja promovendo a diversidade na indústria cultural. O que faz, segundo ela, é “normalizar a TV”, fazendo-a se parecer com o mundo real.

“Eu detesto a palavra diversidade. Ela sugere … como se fosse algo especial, ou raro. (…) Mulheres, negros e LGBT somam muito mais que 50% da população. Isso significa que eles não são qualquer coisa”, disse Rhimes em um baile promovido por uma entidade de defesa dos direitos humanos.

Com mais de 53% da população brasileira se identificando como negra, não é preciso gastar horas diante da TV para perceber como seus programas estão desconectados da realidade.

Há sinais de mudanças, como presença da jornalista Maju Coutinho no Jornal Nacional e o sucesso do casal Lázaro Ramos e Taís Araújo comprovam. Mas tudo seria mais rápido se por aqui houvesse mais gente alinhada com o pensamento de Shonda Rhimes.

Gente que não mandaria mensagem em busca de atores com a observação de que é difícil encontrar um negro bonito, como uma agência de seleção de elenco fez recentemente ao procurar atores para uma série da Netflix."

A OBRA DE TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO JÁ ALCANÇOU 81% DE EXECUÇÃO

O Projeto de Integração do Rio São Francisco, tido como a maior obra de infraestrutura hídrica do Brasil, alcançou a marca de 81% de execução física em outubro, aponta o Ministério da Integração Nacional (MI).

Prioridade do governo federal, a iniciativa vai beneficiar 12 milhões de brasileiros dos Estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. A expectativa é concluir a totalidade do empreendimento entre dezembro de 2016 e o início de 2017.

Promotora do caso “Telexfree” é encontrada morta em apartamento

01
A promotora Nicole Gonzales Colombo Arnoldi foi encontrada morta no inicio da noite deste domingo, 29, em seu apartamento, localizado no Condomínio Florença, próximo a Uninorte e ao Tribunal de Justiça do Acre, em Rio Branco.

Natural da cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, Nicole, de 35 anos, ingressou na carreira de promotora no MP do Acre em dezembro de 2009 e foi uma das responsáveis pelo bloqueio das contas e encerramento das atividades da Telexfree no Brasil, caso que teve repercussão internacional.

Atualmente, ela era responsável pela promotoria do município de Bujari. A policia militar foi acionada por vizinhos quando um disparo foi ouvido no apartamento da vitima. De acordo com informações, Nicole foi encontrada com a marca de um tiro na cabeça.

Pessoas próximas a promotora, informaram que ele tinha porte de arma, mas que não sabia manusear com precisão e que supostamente o tiro tenha sido acidental, devido Nicole não apresentar a pessoas próximas nenhum problema comportamental aparente, mas a prática do suicídio não é descartada ainda pela policia.

Peritos do Instituto Médico Legal de Rio Branco foram ao local colhendo informações para elucidar o caso.

Via  ac24horas.

PRF abre 1.500 vagas, salário Inicial de R$ 7.092,00

Concurso PRF
Outro órgão da área de segurança pública federal que não deverá sofrer com a suspensão de concursos em 2016 anunciada pelo governo é a Polícia Rodoviária Federal (Concurso PRF). Além do pedido para nomear cerca de 700 aprovados a mais do último concurso, de 2013, o departamento solicitou a abertura de novo concurso, para 1.500 vagas de policial rodoviário. No pedido de autorização do concurso, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, destacou que a seleção é a única saída para a crise de efetivo pela qual passa o departamento. A falta de policiais tem provocado o fechamento de postos da PRF em várias partes do país. E a situação tende a piorar: caso o governo consiga efetivar o fim do abono de permanência, outra medida anunciada, as 3.600 aposentadorias possíveis até o fim deste ano fatalmente irão se concretizar.

Com as saídas, a PRF ficaria com apenas cerca de 6.800 policiais para fazer o patrulhamento dos mais de 76 mil quilômetros da malha viária federal, um déficit de 48% no quadro, de até 13.098 vagas. Com menos policiais nas rodovias, o governo colocará em risco o compromisso assumido com a meta da Organização das Nações Unidas (ONU) de redução do número de acidentes de trânsito à metade até 2020. Também consta no pedido de concurso enviado ao Planejamento que das 151 delegacias de polícia rodoviária federal, 32 (21,19%) possuem, em média, menos policiais em escala do que o mínimo exigido para a segurança deles próprios. Além disso, mais da metade, 87, funcionam com o efetivo mínimo. O cargo de policial rodoviário federal é aberto a quem possui pelo menos o ensino superior completo em qualquer área e tem remuneração inicial de R$ 7.092,91, incluindo o auxílio-alimentação, de R$ 373.

Sinalização positiva do concurso – Excelente notícia para os aprovados no último concurso para policial rodoviário federal, realizado em 2013, da Polícia Rodoviária Federal(Concurso PRF). Segundo a Portaria nº 533, publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, dia 27, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão autorizou a nomeação de 579 aprovados na última seleção para o cargo (veja aqui). Entre o número total, 500 são excedentes a oferta inicial de vagas.  O governo levou em conta a necessidade de melhorar a fiscalização preventiva e repressiva quanto aos crimes transnacionais, nas regiões Norte e Centro-Oeste, nas quais os novos servidores serão lotados, sem possibilidade de transferência no período mínimo de três anos. As nomeações poderão ocorrer já a partir de dezembro. 

Além de minimizar mais rapidamente o déficit de policiais na corporação, a nomeação dos excedentes permitirá ao departamento concentrar esforços na autorização do novo concurso solicitado ao Planejamento, para 1.500 vagas de policial. Na audiência promovida na Câmara, para tratar da importância dos efetivos de PRF, Polícia Federal e Receita Federal no controle das fronteiras, o diretor jurídico da federação nacional da categoria, Jesus Caamaño, alertou que o órgão pode perder 4 mil policiais em razão de aposentadoria dentro de dois anos, o equivalente a 40% do seu efetivo atual. “Vai haver um colapso da PRF em todo o país”, advertiu.

Detalhes:

  • Concurso: Polícia Rodoviária Federal (Concurso PRF)
  • Banca organizadora: Em definição
  • Cargos: Policial 
  • Escolaridade: Nível superior
  • Número de vagas: 1.500 (expectativa)
  • Remuneração: R$ 7 mil
  • Situação: Previsto
  • Link do último edital
  • Consulte o pedido diretamente no site oficial do Governo Federal. Via http://blog.grancursosonline.com.br

Já somos o 3º lugar no número de casos de microcefalia

Microcefalia é pouco conhecida pela população
Em sete dias, o número de casos de microcefalia notificados ao Ministério da Saúde subiu de 739 notificações de casos suspeitos para 1.248 casos até a noite da última sexta-feira (27). De acordo com boletim do Ministério da Saúde, divulgado em coletiva de imprensa na manhã de hoje (30), o Rio Grande do Norte ultrapassou Sergipe no número de casos, alcançando o terceiro lugar com 79 notificações. Até o dia 21 de novembro, eram 47 notificações. Pernambuco e Paraíba ainda lideram o ranking.

De acordo com o boletim, os casos suspeitos foram identificados, até agora, em 13 estados, mais o Distrito Federal, com notificações em 311 municípios brasileiros. Até o momento, sete óbitos foram registrados, mas apenas em um deles foi confirmada a presença do vírus de Zika Vírus na criança. O caso, registrado no Ceará, embasou a confirmação de que o vírus, transmitido pelo Aedes Aegypt, pode causar a microcefalia.

"As orientações não mudam. A confirmação apenas só retifica a necessidade do combate ao vetor e as medidas de proteção individual, que são os instrumentos de prevenção possíveis de serem utilizados agora", reiterou Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.

Nesta tarde, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, bem como representantes do Conselho Nacional de Saúde participam de lançamento de um plano de combate ao mosquito em Pernambuco, primeiro estado a decretar estado de emergência por causa da doença. 

Comparação

O número em casos sob investigação, na terça-feira (24), era de 739 e vários estados não tinham nenhuma suspeita. Alagoas, Bahia, Ceará e Paraíba, respectivamente, foram as unidades que já tinham casos registrados e que tiveram maior acréscimo no número de suspeitas, proporcionalmente.

Veja a comparação:

PE - 646 (487)
PB - 248 (96)
RN - 79 (47)
SE - 77 (54)
AL - 59 (10)
BA - 37 (8)
PI - 36 (27)
CE - 25 (9)
RJ - 13 (0)
MA - 12 (0)
TO - 12 (0)
GO - 2 (1)
DF - 1 (0)
MS - 1 (0)

Via Tribuna do Norte.

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