quinta-feira, 7 de abril de 2016

Porque não podem mais nos calar? 60% dos lares têm internet, ora

web
O IBGE divulgou hoje sua pesquisa sobre o uso de internet no Brasil
Em 2014, 54.4% dos domicílios brasileiros tinham conexão com a web. Mantido o crescimento dos últimos anos, é perfeitamente possível dizer que hoje este número ronda os  os 60%.
Dez anos antes (2004), eram 12%.
Entre os jovens (15 a 30 anos) são 80% ou mais, hoje.
Claro que a rede é dominada – o mundo inteiro é – pelos grandes grupos empresariais. Produzem muita besteira, pouco conteúdo e promovem enormes interesses.
Mas a internet é tão imensa que sobra espaço, como em nenhum outro meio de comunicação, para as pessoas e para as ideias que se opõem à dominação.
E a dominação depende do silêncio, depende que o menino não possa dizer que o rei está nu.
A grande mídia tem a hegemonia dos meios de comunicação e os meios de comunicação têm cada vez mais hegemonia no processo de formação (e deformação) do pensamento coletivo.Porque o que eles defendem é ruim, falso, perverso, desumano.
Têm a hegemonia, mas cada vez menos têm o monopólio.
Porque são gigantes e nós, formiguinhas.
É por isso que eles vão sempre começar ganhando.
E muito provavelmente terminar perdendo. Via Tijolaço.

Esposa de Eduardo Cunha ensina como gastar R$ 64 mil em 3 dias em Paris

Imagem: Eduardo Cunha e a sua esposa, Claudia Cruz. Investigação revela que ambos viviam rotina de consumismo de luxo em lojas de luxo, restaurantes e hoteis)
Esposa de Eduardo Cunha não mede esforços (nem valores) para estar na moda. Levantamento revela como Claudia Cruz gastou R$ 64 mil (proveniente de corrupção e lavagem de dinheiro) em apenas três dias em Paris. Investigação também revela verdadeira vida de sultão do Presidente da Câmara


De acordo com os investigadores da Operação Lava Jato, a esposa de Eduardo Cunha gastou US$ 17.483,84 (cerca de R$ 64 mil atualizados) em três dias de janeiro de 2014, quando passeava por Paris.
Segundo a Polícia Federal, o valor seria proveniente de corrupção e lavagem de dinheiro.

Para a força-tarefa da Lava Jato, os gastos de Claudia Cruz e Danielle Dytz da Cunha Doctorovich (filha de Cunha) com as marcas de renome Chanel, Dior, Balenciaga e Louis Vuitton totalizam cerca de US$ 86 mil (equivalente hoje a cerca de R$ 345 mil), entre dezembro de 2012 e julho de 2015.

A fatura do cartão de crédito mostra que a jornalista tem uma queda por grifes famosas e fez um “banho de loja”. Somente naqueles três dias de janeiro de 2014, os mais de US$ 17 mil foram divididos em compras nas francesas Christian Dior, Chanel e Charvet e na espanhola Balenciaga.
Levantamento divulgado pelo portal UOL revela como a esposa de Eduardo Cunha gastou todo esse dinheiro em apenas três dias de compras em lojas de grife na capital francesa:

Coco Chanel: mais ou menos R$ 28 mil
Christian Dior: mais ou menos R$ 9.000
Balenciaga/Gucci: mais ou menos R$ 10.000
Charvet: mais ou menos R$ 15.000

Eduardo Cunha em Miami
Entre os gastos de Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro, chama a atenção a viagem a Miami de nove dias com a família no Réveillon de 2013.

Entre 28 de dezembro e 5 de janeiro, Cunha gastou 42.258 dólares, cerca de 150.000 reais na cotação atual. O salário de Cunha em 2012 era, segundo ele mesmo declarou, de 17.794 reais por mês.

Naquelas férias só em hospedagem há uma fatura de mais de 23.000 dólares. Destacam-se também os almoços e jantares em restaurantes de luxo cujas contas superaram os 6.000 reais.

Um dos jantares em Miami Beach em 28 de dezembro, em um restaurante de comida asiática, superou os 1.000 dólares. No dia seguinte, o congressista foi às compras e desembolsou 2.327 dólares na loja Saks Fifth Avenue que vende artigos de grifes como Fendi, Valentino ou Yves Saint Lauren e 3.803 dólares na loja de grife Salvatore Ferragamo.

Os dias de compras foram um plano recorrente durante essa viagem e repetiram-se despesas na Giorgio Armani (1.595 dólares) ou na Ermenegildo Zegna (3.531 dólares).

Um mês depois, Eduardo Cunha viajava a Nova Iorque e voltava a gastar na Salvatore Ferragamo mais 1.175 dólares, 909 dólares na loja da Apple Store e 1.668 no restaurante francês Daniel, chefiado pelo badalado chef Daniel Boulud. A conta de hotel no Hilton, no dia 12 de fevereiro de 2013, somou 2.761 dólares pela hospedagem de três dias.

Nesse mesmo dia, Cunha viajava a Zurique, na Suíça, onde os investigadores encontraram pelo menos cinco contas secretas no nome do deputado, da sua mulher Claudia Cruz, e da sua filha Danielle. Nessa viagem, do dia 12 ao dia 16 de fevereiro, Cunha gastou mais de 10.000 dólares em hospedagem em três hotéis diferentes. Via de UOL e El País.

Leitura imperdível e urgente. Cuidado, deputados e deputadas: A justiça popular é implacável!

Dom Orvandil

DOM ORVANDIL, EDITOR DO BLOG CARTAS E REFLEXÕES PROFÉTICAS, PRESIDENTE DA IBRAPAZ, BISPO DA DIOCESE BRASIL CENTRAL DA IGREJA ANGLICANA E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO

Senhoras deputadas e senhores deputados da comissão do impeachment
Gostaria de olhar nos olhos de cada um e de cada uma de vocês.
Vocês são mães, pais, avós e avôs.
Muitos/as de vocês procedem do agronegócio, dos bancos, das grandes propriedades rurais e dos grandes negócios, onde nem sempre se respeita o trabalho e os direitos trabalhistas.
Nas tribunas diante das Câmeras e dos microfones da TV e da Rádio Câmara vocês ofendem, vocês babam veneno, na comissão do expurgo discursam inflamados/as, como a advogada e ex pastora Janaína Paschoal, que histérica parecia mordida pela cobra do fascismo, na USP expeliu sangue pelo nariz, esguichou gritos na ajuda para impor o pensamento único da "democracia" racista e discriminatória.
Vocês são pagos/as com o dinheiro público e o público de onde verte o suor e o sangue feitos salários para pagá-los/as não tolerará, jamais, o golpe furado que vocês urdem.
Cuidado senhores e senhoras que ignoram a fonte do poder feita de trabalhadoras, de trabalhadores, de empresários/as, mulheres conscientes, de negros/as, de indígenas, de intelectuais sérios/as que preferem a democracia como única capaz de canalizar a energia transformadora em favor do País, que precisa urgentemente do desenvolvimento econômico com empregos e com o pão da cidadania.
Tomem tenência com as provocações que fazem encontrando mentes desestabilizadas, desrespeitosas, psicopáticas e de cor criminosa como as de Janaína Paschoal, da médica Maria Dolores Bressan, que abandonou o atendimento da criança Francisco porque sua mãe Ariane Leitão é militante do PT e seu pai do PSOL em Porto Alegre, do desvairado e desbocado pastor Silas Malafaia, que afirmou que o Ministro Marco Aurélio de Mello é palhaço por mandar Eduardo Cunha encaminhar a formação de comissão de impeachment para Michel Temmer.
Vocês berram histéricos/as das tribunas e na comissão inquisitorial, que mais se parece com um pátio de hospício, aliás, bem pior do que isso e afirmam que muita gente quer o golpe. É verdade, se algumas centenas de inconsequentes como a Globo, que persegue demitindo atores e jornalistas que se opõem ao golpe, representam muita gente vocês se enganam com a cortina de fumaça que fazem.
Mas as mulheres e os homens de chapéu de palha, trabalhadores/as das fábricas, quem trabalha e quem luta para não perder o emprego, estudantes, professores/as e intelectuais são a flagrante maioria que vocês não veem e com quem vocês não conversam.
Essa maioria é a fonte do poder que emana do povo.
Essa maioria vota, tem memória e já organiza a relação dos nomes dos golpistas que pensam votar a favor de um impeachment sem base legal, portanto golpista, insano e criminoso.
Em termos de votos a fonte do poder, o povo, não votará mais em candidatos/as patrocinados/as pelos empresários. Os votos serão trabalhados, um a um, pessoa a pessoa.
Em termos eleitorais os nomes dos/as golpistas passarão sob os olhos de cada eleitor/a deste País, sem dar chance aos/às a que pisarem na democracia, de agora em diante até as eleições.
As redes sociais, incluindo o what's app, já recolhem os nomes dos/as golpistas, com fotos, vídeos e tudo.
Participo da comissão de mobilização da Frente Brasil Popular, das mobilizações, das manifestações e da formação de comitês da cidadania e da resistência ao golpe.
Sabemos que somos monitorados por escutas telefônicas e por satélites. Isso não intimida o povo.
Sinto e percebo que o golpe não passará como em 1964.
A história reserva depoimentos dos movimentos subversivos de militares, de ricaços, de empresários de todas as produções, de padres, de pastores e de ativistas imperialistas que agiam às sombras para manipular a opinião pública.
Hoje vemos os golpistas pela televisão, pela internet e pelo YouTube.
Quer dizer, assim como somos monitorados nós monitoramos. Sabemos quem são e o que fazem todos os/as golpistas. Seus esconderijos não suportam nossa luta.
Em 1964 os marginais que tomaram o Estado sem encontrar resistência dos democratas não mais encontrarão vazios os caminhos em 2016.
Já sabemos quem são os juízes, os promotores, os policiais e os/as parlamentares que odeiam a justiça social, que são derrotados pela democracia e que afrontam as instituições com sua falta de espírito público e democrático.
Vocês golpistas não sabem avaliar o quanto nosso povo cresceu e se liberta das amarras de mídias corruptas, assaltantes do dinheiro público, antidemocráticas, dos religiosos manipuladores que querem o golpe porque suas campanhas milagreiras já não lhes rendem tanto dinheiro e dos empresários que derramam dinheiro nas organizações golpistas.
Não tenho procuração de ninguém, mas pessoalmente, como cidadão e como patriota testemunho que desta vez vocês se enganam ao tratarem a democracia como brinquedo de crianças em intervalo de jardim de infância.
Com segurança afirmo que as vozes de vocês em Brasília nos causam nojo e revolta.
Vocês não trabalham e não deixam trabalhar.
Cuidado, alerto mais uma vez. Não brinquem com o povo que não se intimida mais com cara feia de preguiçosos como os que tentaram humilhar Chico Buarque para depois implorarem por perdão diante da justiça, pelos que foram à frente das residências de Juca Kfouri e de Ciro Gomes, que os puseram a correr sem se quer contar com seus cães caseiros, do Ministro Teori Zavascki, que apenas foi honesto no uso de suas prerrogativas de limitar a delinquência de um irresponsável despeitador da democracia e de muitos outros casos demonstrativos de que nosso povo não baixará a cabeça.
Depois de um golpe militar violento e covarde muitos de nossos heróis não se intimidaram sob as botas, baionetas, canhões, torturas e mortes impostas pelo opressor e impostor.
Agora muito menos. Juizes fanfarrões e delinquentes, promotores de direita, policiais em menor número do que o povo, mídia decadente, parlamentares movidos/as a dinheiro e a lucros são menos intimidatórios/as do que milicos bandidos. O povo os enfrentará com maior facilidade, sem recuar.
Com nossas manifestações e marchas, cada vez mais organizadas, unidas, numerosas e conscientes, nosso povo avisa que "não vai ter golpe". Mas se os golpistas quiserem provocar nossa cidadania sentirá o quanto perderão tempo em não nos darem ouvidos e por não terem prestado a atenção no que somos e no que fazemos para salvar nossa democracia.

Marginais e golpistas não passarão!

POR QUE GILMAR MENDES TEM MEDO DO LULA?

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"A situação é espantosa. O governo está há praticamente um mês sem poder empossar o chefe da Casa Civil, que é um órgão vital. Gilmar fez isso com consciência, para obstruir o funcionamento do governo, para impedir Dilma de governar com a colaboração do Lula", diz o colunista Jeferson Miola; "Gilmar investe no quanto pior, melhor; quer ver o governo paralisado, de mãos atadas enquanto ele ateia fogo no circo. Gilmar usa e abusa de métodos para procrastinar processos no STF de acordo com as conveniências tucanas, como fez trancando por 14 meses a votação da ADIN da OAB sobre a proibição de financiamento empresarial de partidos e políticos".

(originalmente publicado na Carta Maior)

As jogadas do Gilmar Mendes no tabuleiro do golpe são sempre calculadas e orquestradas com os operadores do condomínio jurídico-midiático-policial. Ele é um ator relevante da engrenagem golpista no STF, e não se constrange em decidir com fidelidade doutrinária e ideológica ao PSDB, e não à Constituição. 

Na última jogada, ele atendeu liminar do PSDB-PPS e suspendeu a posse do Lula na Casa Civil. Ao mesmo tempo, remeteu a investigação do ex-presidente para o justiceiro Moro.

Essas decisões foram proferidas no dia 18 de março, uma sexta-feira que antecedeu o recesso do Judiciário brasileiro na Semana Santa – a escolha da data não foi aleatória.

Em seguida, foi desfrutar o bom feriado enquanto o país ardia em chamas – voou a Portugal para evento nos dias 29 a 31 de março do Instituto de Direito Público, do qual é sócio-proprietário. O seminário, concebido para “divulgar” internacionalmente o golpe, teve Aécio Neves, José Serra e o vice-presidente Michel Temer – que participou em vídeo, pois preferiu ficar no Brasil preparando a Convenção do PMDB contra o governo. A FIESP não mandou palestrantes, mas patrocinou o evento que, afinal, foi um fiasco: populares locais chamavam os participantes de golpistas e as autoridades e especialistas portugueses, apenas percebendo a torpeza do evento, cancelaram sua participação.

Com a ausência prolongada do país, e sendo o juiz titular da decisão liminar, Gilmar conseguiu trancar o julgamento do mérito pelo Pleno do STF, que ainda segue pendente – a matéria poderá finalmente ser derrubada no plenário do Supremo na sessão desta quinta-feira, 07 de abril.

A anulação da posse do ex-presidente não tem fundamento jurídico, e Gilmar sabe disso. É ocioso, em se tratando dele, reclamar a flagrante e inconstitucional intromissão do Poder Judiciário no Poder Executivo, que poda o direito elementar da Presidente da República governar e nomear as pessoas que integram seu governo. 
A decisão dele interfere na estabilidade institucional e desequilibra as relações entre os Poderes. Uma decisão que contém claro interesse político-partidário, tomada por quem instrumentaliza o cargo público que ocupa no Judiciário para a luta política. 

A situação é espantosa. O governo está há praticamente um mês sem poder empossar o chefe da Casa Civil, que é um órgão vital. Gilmar fez isso com consciência, para obstruir o funcionamento do governo, para impedir Dilma de governar com a colaboração do Lula.

Gilmar tem medo do Lula, ele sabe que o Lula é a alternativa de saída da crise e a grande esperança do povo brasileiro para reconquistar a trajetória de desenvolvimento com políticas de igualdade e justiça social. Ele conhece a genialidade política e a autoridade moral do Lula, um líder como poucos na história brasileira, portador de inigualável poder de convocação do povo brasileiro para a resistência democrática e para a sustentação da Dilma na travessia de superação da crise.

Gilmar investe no quanto pior, melhor; quer ver o governo paralisado, de mãos atadas enquanto ele ateia fogo no circo. Gilmar usa e abusa de métodos para procrastinar processos no STF de acordo com as conveniências tucanas, como fez trancando por 14 meses a votação da ADIN da OAB sobre a proibição de financiamento empresarial de partidos e políticos, para citar um exemplo. 

Gilmar Mendes e Eduardo Cunha jogam juntos no xadrez do golpe. Enquanto o primeiro usa o STF para retardar ao máximo a entrada do Lula no tabuleiro, o segundo usa a Presidência da Câmara dos Deputados – que espantosamente ainda ocupa porque o STF ainda não julgou seu pedido de afastamento – para alucinar o ritmo do impeachment com Lula impedido de assumir a Casa Civil. 


Gilmar tem medo do Lula. O medo que o Gilmar tem do Lula é o mesmo medo dos golpistas – é o medo de ver Lula ajudando Dilma a dar a volta por cima. O medo do Gilmar é o medo do Temer, Cunha, Aécio, Serra, Alckmin, do FHC; é o mesmo medo da Marina e dos atuais mandantes do PSB que mancham a linda história escrita por João Mangabeira e Miguel Arraes; é o mesmo medo que a Globo, a Veja, a IstoÉ, Folha, Estadão, RBS têm: o medo do retorno do Lula, o medo de  verem escorrer por entre os dedos a melhor possibilidade que já tiveram de desfechar o golpe contra a democracia e a Constituição.

Após ser desbloqueada pelo Facebook, Letícia Sabatella desabafa

 
Uma atriz militante, que defende seus ideais humanistas e, mesmo contrariando a posição da empresa em que trabalha, a Rede Globo, vem a público dizer que o Brasil vive sob a ameaça de um golpe parlamentar. Por tudo isso, a atriz teve sua conta no Facebook bloqueada, mas reagiu: "me bloquearam no Facebook por excesso de denúncia da extrema-direita. Estão perdendo a noção de limite".

A atriz Letícia Sabatella virou alvo de ataques nas redes sociais e teve sua conta do Facebook bloqueada depois que se manifestou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff na semana passada.

A atriz esteve em um encontro com artistas, intelectuais e cientistas com Dilma no Palácio do Planalto, onde disse ser oposição ao governo Dilma, mas se sentir satisfeita por poder dizer isso na frente da presidente.

Letícia teve a conta bloqueada pelo Facebook após ter o perfil denunciado diversas vezes por usuários, o que provavelmente fez com que a empresa bloqueasse a conta automaticamente e temporariamente.

O ator Fernando Alves Pinto, marido de Letícia, lançou uma campanha com a hashtag #SomosTodosSabatella e explicou que não foi a mulher que apagou sua conta na rede social, e sim que ela foi bloqueada após os ataques.
Desabafo

Ao recuperar sua conta nesta segunda-feira (4), Letícia afirmou que "As pessoas perderam a noção de limites em relação a uma conduta ética. As pessoas estão agredindo tanto. O Facebook bloqueou a página, provavelmente por um excesso de denúncia da extrema direita. Mas houve uma reação contrária e ele já desbloqueou. Algumas pessoas ligaram para o diretor da empresa"

Agora, Letícia Sabatella está consultando especialistas para saber como proceder para diminuir esse tipo de reação e não descarta medidas legais contra os responsáveis por ataques dirigidos a ela nas redes.

"Me preocupa muito o que está acontecendo com o país como um todo. Essa polarização e esse ódio. Então, estou pensando no que eu posso fazer para diminuir isso. Eu vou tomar alguma providência e mostrar que existe um limite", garante. 
"Eu estou vendo o que pode ser feito pelo menos pra alertar. As pessoas estão se sentindo no direito de agir de uma maneira muito preconceituosa e muito agressiva. Eu acho que isso é lamentável. Eu fico tentando entender que mágoa tamanha foi transformada nesse ódio cego, mas acho que só com muito amor e muito diálogo que isso vai ser dissolvido", acredita. Via http://www.conexaojornalismo.com.br/

“Seria lamentável a primeira mulher eleita presidenta ser derrubada injustamente por homens corruptos”

Somos um grupo de mulheres sororárias, trazendo nossa declaração de apoio a você, presidente Dilma.
Sororidade é um substantivo feminino que não existe nos dicionários brasileiros.
Uma palavra que faz parte do campo semântico do feminismo, é derivada de soeur, do francês, cuja tradução é irmã.
Sororidade é, portanto, o irmanar-se entre mulheres. É vê-las, apesar das diferenças, unidas, no fato de sermos e vivermos mulher.
É a compreensão de que fazemos parte do coletivo, de um comum. De que não estamos sozinhas.
É uma palavra que, se vivida, produz sentimento potente que nasce no peito, que expande o peito. E faz com que não nos olhemos como adversárias, como não somos, mas como irmãs, que é a nossa essência.
E é por isso que estamos aqui, neste ato.
Como escreveu Maria Gabriela Saldanha: “a todo momento tentam nos matar em muitos níveis: sexual, emocional, politicamente. Dilma já teve câncer, já foi torturada com choques elétricos, abusada nos porões da ditadura militar, vem sendo chamada de puta nas varandas das elites, teve adesivo simulando estupro com o seu rosto estampado nos carros e ainda está de pé. Dilma ainda está de pé. Nós estamos de pé com ela, eu queria muito poder dizer isso pessoalmente”.
E nós viemos aqui para dizer isso pessoalmente.
Dilma, você é um pouco de cada uma de nós. Mulher. Mulheres. Mulheres nascidas ou vividas. Mulheres descobertas.
Nos consterna ver e ouvir os sistemáticos ataques violentos de ordem sexista contra a Presidenta da República, Dilma Rousseff, desde que assumiu este cargo.
Em um contexto de grave crise política, tais ataques tem se tornado ainda mais violentos.
Nenhuma discordância política ou protesto pode abrir margem e/ou justificar a banalização da violência de gênero – prática patriarcal e misógina que é, por essência, o antagonismo da dignidade humana.
A solidez de uma democracia é também medida pela igualdade de gênero.
No Brasil, mesmo em contexto democrático, continuamos lutando para que as mulheres sejam tratadas de forma igualitária e isonômica em todos os ambientes, em todas as dimensões do cotidiano.
E essa luta é árdua, nós sabemos. Mas para que ela continue e para que as conquistas avancem, nós necessitamos do Estado de Direito e da plenitude democrática das instituições.
É por isso que, neste contexto, nós, feministas, decidimos nos manifestar contra a possibilidade de um golpe de Estado no Brasil.
Um golpe que, diferente do último que o Brasil experimentou, não será protagonizado pelas Forças Armadas.
Um golpe que consiste na ruptura com as práticas democráticas e com a ordem constitucional.
Articulado por elites políticas e econômicas dispostas a ilegitimamente criar condições para a instabilidade unicamente para, em seguida, recompor uma estabilidade que lhes convém.
Querem forçar a saída, à revelia da lei, da Presidenta Dilma de seu cargo, conquistado legitimamente por duas vezes por meio de eleições democráticas, salvo comprovação de crime comum ou de responsabilidade. Somente pelo voto deve se dar a alternância de poder.
Nosso posicionamento contra o golpe não significa apoio incondicional ao Partido dos Trabalhadores ou à gestão da Presidenta.
Os rumos da política conduzidos pela atual administração muitas vezes negligenciaram os nossos direitos bem como os de outros grupos sociais historicamente vulnerabilizados: negros e negras, população indígena, pessoas LGBTs, dentre outros.
Contudo, entendemos que o retrocesso contido na possibilidade de ascensão do projeto conservador, constitui um grave risco e fragiliza as conquistas dos últimos anos, especialmente aquelas que beneficiam as camadas populares na qual recaem as obrigações e os deveres sociais: as mulheres negras e de baixa renda.
São conquistas como o Bolsa Família, do qual mulheres são 93% dos titulares do cartão. Como as cotas, o PROUNI e o FIES, que não só aumentaram o números de pobres e negros nas universidades, como o números de mulheres.
Como a Lei Maria da Penha, sancionada pelo ex-presidente Lula em 2007 e considerada um exemplo internacional de legislação de combate à Violência contra a Mulher pela ONU.
Como a PEC das domésticas, que assegurou direitos trabalhistas para as trabalhadoras domésticas, já que o trabalho doméstico é majoritariamente feminino, e negro, no Brasil.
Conquistas como o programa Minha Casa Minha Vida, que prioriza mulheres como titulares e tem 94% de mulheres entre os beneficiários das residências para baixa renda.
Alertamos que, em contextos de crise econômica mundial, a História nos mostra que não é novidade o avanço da extrema direita na arena política. O Brasil não é exceção.
O réu Eduardo Cunha e o deputado Bolsonaro, dentre outros seguidores da cartilha ultraconservadora, tem como plataforma política o ataque aos direitos coletivos e às liberdades individuais, mas, principalmente, o ataque à vida das mulheres.
Cunha, inclusive, já se articula para aprovar lei que dificulta o aborto até em casos de estupro, algo que já é permitido pelo Código Penal brasileiro desde 1984.
Finalmente, há que se pensar que no plano simbólico seria lamentável que a primeira mulher eleita presidenta no Brasil fosse derrubada injustamente por homens que são, comprovadamente, corruptos.
São 54,5 milhões de votos em um país de maioria de mulheres, negros e pobres. E é por elas e por eles que defendemos que essa escolha seja mantida.
Queremos que a jovem democracia brasileira sobreviva e possa amadurecer. Porque ela é condição fundamental para que possamos avançar nas políticas de igualdade de gênero no país.
#MulheresComDilma
#FeministaspelaDemocracia
# NãovaiterGolpe

Escrito por Stephanie Ribeiro, Manoela Miklos, Mara Coradelo, Antonia Pellegrino

Oposição está desesperada por já enxergar que a tese do impeachment não vai vingar. Disse Fátima da tribuna do Senado

Senadora, eles têm buscado outras alternativas, que vêm na mesma direção de violar a Constituição, como a antecipação de novas eleições. 

“Eles estão desesperados porque sabem que, vencida essa etapa, que é derrotar o impeachment, no outro dia, sem dúvida nenhuma, a Presidenta Dilma, o Governo e as forças políticas que dão sustentação ao governo terão capacidade para recompor a base e governar o país. E, para nós, essas outras alternativas apresentadas têm o mesmo nome: golpe, até porque o golpe que eles tentam tramar não se dá só pela via do impeachment”.

Fátima ressaltou que os golpistas precisam respeitar o calendário eleitoral. “Nós vamos continuar firmes na nossa luta para derrotar o golpe, seja em qualquer forma que ele se apresente, seja na forma de impeachment, seja na forma casuística de antecipar eleições, no semiparlamentarismo, seja lá o que for. Tudo isso tem um nome: é golpe”, salientou.

Fátima lembrou ainda que, caso houvesse uma tese de antecipação das eleições, seria preciso que a Presidenta Dilma, num ato unilateral, renunciasse ao seu mandato. “Ela não fez e não fará isso. Ela já declarou isso em diversas ocasiões. O mandato da presidenta tem legitimidade, concedida por aquilo que é um dos valores mais nobres da democracia, que é o direito do povo escolher os seus governantes”, lembrou.

Fátima declarou também que o movimento golpista em curso perde força a cada dia. “ A tese do impeachment perde força porque falta o requisito essencial para aprová-lo, que é a comprovação do crime de responsabilidade. A gente tem constatado um crescimento muito grande do ponto de vista da resistência frente a essa tentativa de golpe. As manifestações populares estão se radiando pelo País afora. 

O impeachment não tem condições de prosperar. Nós estamos confiantes de que o impeachment será derrotado e a tese favorável ao impeachment não resistirá no plenário da Câmara dos Deputados. O impeachment já morreu”, finalizou. Fátima Bezerra.

Salvador recebe Dilma aos gritos de ‘não vai ter golpe’

Salvador - BA, 06/04/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante Cerimônia de apresentação do Navio Doca Multipropósito Bahia e visita ao Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Salvador. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta foi à Bahia para cerimônia de incorporação do Navio Doca Multipropósito Bahia, o mais novo integrante da esquadra da Marinha do Brasil.

A presidenta Dilma Rousseff foi recebida pelos soteropolitanos com gritos de ‘Não Vai Ter Golpe’, nesta quarta-feira (6), durante cerimônia de incorporação do Navio Doca Multipropósito Bahia, no porto de Salvador (BA).
Dilma acenou para a multidão, que levava cartazes contra a tentativa de impeachment que ela sofre na Câmara dos Deputados, e agradeceu aos manifestantes que foram à Doca para apoiá-la “defendendo a nossa democracia e a constitucionalidade do País”.
“O povo lá fora, debaixo da chuva, está dizendo que o seu voto tem que ser respeitado. Se alguém quer chegar ao governo de forma legítima, que se candidate e apresente suas propostas ao povo brasileiro pra que ele possa votar no momento oportuno”, afirmou o governador da Bahia, Rui Costa (PT), presente ao evento.
dilma-em-salvador-Foto-Roberto-Stuckert-FilhoPR  (7)
Presidenta Dilma acena para manifestantes pela contra o golpe, em cerimônia de apresentação do Navio Doca Multipropósito Bahia, no Porto de Salvador (BA). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma foi a Salvador para conhecer o mais novo integrante da esquadra da Marinha do Brasil: o Navio Doca Multipropósito Bahia, adquirido por meio de um acordo firmado entre os governos brasileiro e francês. O navio tem capacidade para transportar tropas anfíbias, com heliponto, veículos e equipamentos de combate, além de atuar em ações humanitárias, como as que a Marinha do Brasil cumpre no Haiti e no Líbano, e em regiões atingidas por catástrofes, já que o navio possui uma estrutura hospitalar de 500 metros quadrados com leitos, centro cirúrgico, UTI e equipamentos odontológicos, entre outros.
Na cerimônia, a presidenta defendeu a manutenção dos investimentos no reaparelhamento das Forças Armadas, apesar da situação fiscal atual do País. “Por isso, na proposta da revisão da lei Orçamentária de 2016, incluímos o abatimento de R$ 3,5 bilhões para garantir a continuidade destes projetos”, discursou.

Coisas que a população precisa saber. Rocha renuncia e vai descansar em Miami

Você sabia que Flávio Rocha, herdeiro da Guararapes, do Midway e da Riachuelo, um dos líderes empresariais do golpe, renunciou à candidatura à Presidência, em 1994, depois de denúncia de fraude com bônus eleitoral?
Naquele ano, o empresário foi candidato pelo PL. Depois de uma série de denúncias de fraude com bônus eleitoral e caixa dois, ele renunciou. 
A Folha de São Paulo, em matéria (premiada) assinada pelo jornalista Xico Sá, afirmou que o partido de Rocha vendeu bônus eleitorais com desconto a empresários para sonegar impostos. Depois do escândalo, "Rocha renúncia e vai descansar em Miami". Hoje, é um dos principais líderes empresariais do golpe.

Acesse os links abaixo e conheça a história:

Rocha renúncia e vai descansar em Miami: http://bit.ly/1YeYLt4

Folha comprova ocorrência de fraude com bônus eleitoral do PL:http://bit.ly/1PTYQfN

Folha comprova fraude com bônus eleitoral do PL; tesoureiro nega:http://bit.ly/1RXQ30y

Leia também:

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