terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"O presidente Lula merece, do Brasil, respeito”

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, saiu em defesa do ex-presidente Lula, que vem sendo pressionado pela oposição e pela imprensa após a divulgação dos resultados da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. "Vamos compreender o papel de Lula como o do ex-presidente FHC na história, de líderes que têm imperfeições, mas que legaram ao Brasil algo que é importante para a vida brasileira", disse
Paulo Emílio_PE247 - O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, saiu em defesa do ex-presidente Lula, que vem sendo pressionado pela oposição e pela imprensa após a divulgação dos resultados da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Para Campos, “o presidente Lula merece, do Brasil, respeito”. 

A declaração foi dada no início da noite desta segunda-feira (3), quando o governador participava do seminário "Novos ventos na política brasileira", promovido pelo jornal Valor Econômico. Questionado se o ex-presidente lula deveria prestar explicações sobre as suspeitas de corrupção e tráfico de influência que surgiram na esteira da operação da Polícia Federal e que envolvem a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, que foi alçada ao posto quando o petista exercia a Presidência, Eduardo comparou a situação vivida por Lula a situações pelas quais teria passado o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Vamos compreender o papel de Lula como o do ex-presidente FHC (Fernando Henrique Cardoso) na história, de líderes que têm imperfeições, que cometeram erros, todos os dois, mas que legaram ao Brasil, cada um a seu tempo, algo que é importante para a vida brasileira até hoje (a democracia). 
O presidente Lula merece, do Brasil, respeito”, declarou. O governador observou que mesmo possuindo algumas divergências com o petista, é necessária a compreensão que ele teve na reconstrução do País Apesar disto, o socialista cobrou a apuração das denúncias e a punição dos servidores públicos que fizeram tráfico de influência. "É preciso que se apure tudo e os responsáveis sejam punidos com o rigor da lei. 
O Brasil tem mudado, não se aceita mais que uma carga tributária de quase 36% possa ser administrada por práticas patrimonialistas, que não é mais admitido”, disse. Como exemplo desta mudança, Eduardo teria citado a independência da Polícia Federal. O presidente do PSB ressaltou, ainda, algumas ações promovidas por Lula que teriam mudado situações que, de outra forma, seriam varridas para debaixo do tapete. "Ele, como um líder popular, viveu momentos difíceis na história, na ocasião em que faltava democracia ao País. Depois, chegou à Presidência da República e teve o equilíbrio de garantir um rumo seguro para a economia brasileira, ganhou prestígio, inclusive no exterior. Além disso, legou independência à Polícia Federal, como se vê até hoje, nomeou 8 ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) que decidiram com isenção sobre um episódio que, no passado, jamais seria objeto de julgamento no Supremo. E estamos vendo um Ministério Público que não engaveta mais e que denuncia. Este é o legado que eu vejo do presidente Lula”, declarou Eduardo à Agência Estado.

28 presos no RN farão provas do Enem no RN

Presídio de Caicó (Foto: Divulgação)
Pátio do Presídio de Caicó: unidade prisional tem problemas estruturais (Foto: Divulgação/Amarn). 

Enem será aplicado em unidades prisionais do Rio Grande do Norte Detentos farão as provas do Enem nos próximos dias 4 e 5 de dezembro. Exame Nacional do Ensino Médio será realizado em duas penitenciárias. 

Cumprem pena em duas penitenciárias estaduais realizarão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nos próximo dias 4 e 5 de dezembro, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará as provas para 10 detentos no Presídio Estadual de Parnamirim, no bairro Pitimbu, zona Oeste de Natal, e para 18 apenados da Penitenciária Estadual do Seridó, em Caicó, cidade distante 256 quilômetros de Natal.

O Exame começará às 13 horas, horário de Brasília. A prova será aplicada por uma equipe de composta por dois aplicadores, dois fiscais e mais o coordenador do Enem em Parnamirim. O Enem será constituído por quatro provas objetivas, contendo cada uma 45 questões de múltipla escolha e uma redação. Serão aplicadas provas de ciências humanas, ciências da natureza, de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias.

Segundo Aderleth Bezerra, coordenadora pedagógica do Sistema Prisional do Enem para Pessoas Privadas de Liberdade, existem duas vantagens para os apenados que participam do exame. “Eles tem a possibilidade de ingressar no ensino superior ao alcançarem o regime semi-aberto e aberto, caso atinjam a nota necessária para matricular-se em um curso. Ou podem aproveitar a média para conseguir a certificação de conclusão do Ensino médio”, explica.
Este ano, três detentos tentam a segunda modalidade, buscando o certificado, através do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN).

Os gabaritos das provas objetivas serão disponibilizados no portal do Inep, até o terceiro dia útil seguinte ao de realização das últimas provas. Já os resultados finais só vão poder ser acessados pelo responsável pedagógico de cada unidade penitenciária. G1/RN.

Leia a história de uma jovem mãe e a importância do Bolsa Família para quem não tem quase nada.

Publicado no blog do Luis Nassif A história de uma mãe beneficiada pelo Bolsa Família.  

Por José Ribeiro Jr.
Comentário do post "O TCC sobre o Bolsa Família: uma aula de jornalismo"

Nassif, sua definição sobre frei Beto e Cristóvan Buarque é precisa e oportuna! Aproveito o "gancho" desse trabalho de graduação para compartilhar com você e seus leitores a surpreendente história de uma jovem mãe e a importância que programas sociais como o Bolsa Família possuem para quem não tem quase nada

A Mulher dos quatro "Ls". Homenagem às Mulheres todas, em seu Dia Internacional.
O Semeador, de Vincent Van Gogh.

Se não chove ou não faz muito frio, ela aparece quase todos os dias próximo ao cruzamento das ruas Brigadeiro Franco com Vicente Machado, no centro de Curitiba. Perto das 18 horas estaciona ali um carrinho desses de se transportar papel e trabalha duro até umas 20 horas. Junto com ela, 2 crianças e uma pré-adolescente, que são seus filhos e sobrinho. Em casa ficou o filho mais velho, de 14 anos, tomando conta do irmão menor, de 5, e de um bebê que a mãe não pode criar e ela assumiu. O marido, a essa hora, já saiu para trabalhar como vigia em uma indústria, onde ganha R$ 700. Ela soma a essa renda mais uns R$ 100 por semana, no máximo, com a venda do papel e material para reciclagem que cata nas ruas, mas principalmente no encontro da Brigadeiro com a Vicente. À renda deles se somam ainda os R$ 126 do Bolsa Família, e é só. Ao todo são oito pessoas que sobrevivem do trabalho do casal.

A casa onde moram é um barraco melhorado em um trecho da Rua Eugênio Parolin. Melhorado porque o casal começou a levantar paredes de alvenaria e fazer quartos, mas não pode concluir porque foi denunciado à Cohab. Resultado: teve que assinar um documento se obrigando a não fazer mais nenhuma alteração, sob pena de ter que abandonar o local. Por conta disso os “quartos” são separados por panos estendidos que isolam o espaço em que dormem o casal e a neném da outra “peça” onde ficam as crianças e os dois pré-adolescentes. Ali tem cama, tem armário, tem TV e outros bens adquiridos nas Casas Bahia com um carnê que ela paga religiosamente. Não se sabe se a casa tem banheiro, mas as crianças estão sempre asseadas, dentes escovados, roupa limpa. Demonstrações do zelo da mãe.

 
Luana e seus garotos: exemplo de cidadaniaA mulher dos 4 L’s se chama Luana Lenita Linhares de Lima – o último “L” ela ganhou do marido. A filha pré-adolescente também ganhou nome com L, chama-se Lesslie. O marido é Silvio e os meninos são Leandro, Leonardo, Lucas e Matheus  - este, o único que foge à regra dos nomes começados com a letra L, é o sobrinho. A bebezinha chama-se Rhaiana e é um caso à parte. Nasceu com sérios problemas em decorrência do vício do crack da mãe. Abandonada, acabou sendo acolhida pela família de Luana. Tem quase 2 anos, mas o desenvolvimento de um bebê de dias de vida. Não fica em pé, se alimenta com mamadeira, não controla as necessidades fisiológicas, precisa fazer fisioterapia. Quando pegou a recém-nascida abandonada, o casal foi entregá-la ao Conselho Tutelar do Parolin, na intenção de que alguma família desse a ela o que precisava. A funcionária os convenceu a ficar com a guarda do bebê com o argumento de que o que ela precisava era de amor, e isso os dois tinham para dar.

Para se adequar à tarefa adicional a família criou uma rotina. Começa às 6 horas da manhã, quando Luana prepara as crianças e as leva à escola – dois em colégios da Prefeitura, outros dois em estabelecimento estadual. À tarde o filho mais velho freqüenta o contraturno em uma instituição religiosa, onde realiza alguns cursos que o preparam para o Programa Menor Aprendiz. Em casa ficam dormindo a neném e o filho caçula. Logo o marido chega do trabalho para dormir também. Até às 14 horas Luana faz as tarefas da casa, cuida da bebê e de Lucas, prepara o almoço e busca as crianças na escola. Então o marido acorda e assume a casa, em especial as atenções a bebê. Luana parte então para a atividade de carrinheira, na companhia de 2 filhos e do sobrinho.

O menino mais velho, de 14 anos, mesmo quando não tem o contraturno fica em casa com o pai, “porque sente vergonha” da profissão da mãe. Isso não é problema para ela, porque pressente que a conseqüência seria ele abandonar a escola para evitar a descriminação dos colegas. Não se pode condenar o menino por isto. E ela reconhece que a chance do filho está justamente na escola; fora dali, a outra oportunidade de ascensão econômica é no tráfico. Então que fique em casa ajudando o pai e fazendo as tarefas escolares. Uma demonstração de inteligência emocional impressionante. Quando cai a noite, o pai volta à atividade de vigia e então é o filho pré-adolescente que dá as atenções à pequena Rhaiana. Isso até Luana e as crianças voltarem com o carrinho carregado de papelão, garrafas PET e outros recicláveis.

Na esquina da Brigadeiro com a Vicente ela é bem conhecida de alguns moradores e de pessoas que freqüentam a área. Uma senhora para um instante e avisa que tem roupas usadas para trazer. Alguém estaciona um carro e entrega um velho patinete para os meninos. É uma festa. Outro reduz a velocidade e deixa algum trocado nas mãos das crianças em troca de um drops. Um casal pergunta se ela trouxe a lista de material escolar e de uniformes dos filhos. Ela não só trouxe como anotou no verso de cada lista o tamanho das roupas de cada um, o número do calçado, os respectivos valores e o endereço do fornecedor mais em conta. O nome dela também é eficiência.

Luana Lenita Linhares de Lima é a cara da nova classe D que ascendeu com o governo Lula. Mas não é isto que a faz especial, nem tão rara. A pobreza de recursos em que vive desde que nasceu há 30 anos não impediu que ela formasse um espírito de cidadã pouco comum, inclusive nos estratos mais bem aquinhoados da sociedade. Do pouco que ganha, a carrinheira Luana recolhe para a Previdência como contribuinte individual para ter direito aos benefícios do seguro social. Ela conhece os deveres do Estado e os cobra, indiferente ao mau atendimento dos funcionários da Prefeitura. Não aprova nem se envolve com o poder paralelo que domina a favela onde a família vive, mas sabe que ali não é a lei do Estado ausente que vige, então se enquadra. Se alguém manifesta a intenção de ir a sua casa ela adverte que não é qualquer carro que pode entrar ali; veículos brancos são mal-vindos, porque pode ser polícia ou de outro órgão repressor. Quebrar as regras do poder paralelo pode representar a perda do barraco, e ela não pode correr esse risco. Fez inscrição na Cohab para comprar a casa própria, mas quer mesmo é a regularização da propriedade no Parolin, porque ali perto estão as escolas dos filhos, o emprego do marido, o posto de saúde que socorre a família, a rota que ela cumpre diariamente para recolher seus recicláveis.

De maneira surpreendente para alguém que a sociologia política qualificaria como lúmpen, Luana está bem informada sobre todos os programas sociais do governo federal e da Prefeitura de Curitiba. E sabe como se valer deles. Recebe o reforço do Bolsa Família, aprende rudimentos da Informática no Liceu do Ofício, faz fisioterapia na bebê na unidade de saúde, possui cartão para compras no Armazém da Família... E o que mais surpreende é que ela utiliza esses recursos para impulsionar sua vida e não para acomodação. Seu nome também é consciência cidadã.

Descobrir o que faz de Luana uma cidadã tão consciente é uma tarefa que deveria interessar os cientistas sociais. Uma população de “Luanas” transformaria o País, quem sabe, em uma geração. Como tantas mulheres iguais a ela, também veio do interior tentar a vida na cidade grande. Perdeu a mãe muito cedo, foi criada pelo pai, que formou nova família e então os filhos da primeira união se dispersaram. É fiel da Igreja do Evangelho Quadrangular e com alguma freqüência refere que ela, o marido e os filhos “louvam”. Afora isto não tem qualquer traço característico dos chamados “crentes”. Não manifesta preferências políticas de nenhuma ordem e se refere a presidente Dilma com a intimidade de uma vizinha (“agora é mais, porque a Dilma aumentou o salário ...”, observou, comentando o ganho do marido). Nos cuidados que demonstra com a família e ao deixar transparecer que possui uma escala de valores nobres Luana faz lembrar a história que se ouve falar de Dona Lindu, a mãe do ex-presidente Lula. Será que o novo grande líder político nacional é um dos meninos que a ajudam na catação dos papeis? Ou será Lesslie que vai conduzir os destinos do País daqui a pouco mais de duas décadas? Parece improvável, mas também parecia há 60 anos quando dona Lindu colocou seus meninos num pau-de-arara e partiu para São Paulo. (http://compaixaoefortaleza.blogspot.com.br/2012/03/mulher-dos-quatro-ls-...)

Rovai: Lula é a bola da vez. Zé Dirceu já é passado e só falta a foto com algemas.


Rosemary e a mão que balança o berço  

Por Renato Rovai, em seu blog:

Durante todo este ano a mídia tradicional jogou duro para que o julgamento do mensalão viesse a coincidir com o período eleitoral. O Supremo Tribunal Federal (STF), que não se move por pressões (que fique bem claro!), construiu um calendário perfeito. Todos os principais casos da Ação Penal 470 foram julgados na boca do primeiro ou do segundo turno. E a mídia se esbaldou na cobertura, fazendo de tudo para que a operação implicasse em prejuízo para candidaturas petistas.


Não se pode dizer que a operação foi completamente mal sucedida. Em algumas cidades, essa cobertura tirou votos de candidatos petistas que foram suficientes para derrotas eleitorais. Mas na principal cidade do país, São Paulo, a operação deu com os burros n´água.

Por isso, após o julgamento da Ação Penal 470, havia quem esperasse que o STF se voltasse para o mensalão tucano e que, mesmo contrariada, nossa mídia tradicional tupiniquim desse algum destaque ao assunto.

Robin não perdoaria: “Quanta ingenuidade, Batman!”

O caso da vez é a Operação Porto Seguro, que envolve a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha. Ainda não existem provas suficientes para responsabilizá-la pelo que ocorreu no esquema de desvio de verbas que envolveria os irmãos Paulo e Rubens Vieira. Mesmo assim, sem provas e com uma operação que precisa ser investigada, os colunistas que são recebidos com honras e pompas nos gabinetes do Palácio do Planalto e cujos veículos são beneficiados com grande volume de verbas publicitárias pela Secretária de Comunicação, já deram o veredicto. Rose é amante de Lula. Este é o crime a ser investigado.

A matéria de hoje na Folha de S. Paulo republicada pelo 
Azenha com um bom comentário ao final escancara a história.

E agora éticos como Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo não têm motivos para não tripudiarem.

O amigo acha que se deveria esperar algo diferente? Alguma ilusão? A mídia tradicional quer reescrever a biografia de Lula. Ela não aceita que o ex-operário passe para a história como o presidente que mudou o país, tirando-o da histórica subserviência internacional e melhorando imensamente a vida de milhões de pessoas. E para atingir seus objetivos, esses veículos não têm limites. A mesma Folha já publicou artigo de um tal 
César Benjamim que acusava Lula de ter estuprado um “garoto do MEP” na prisão.

Ou seja, Lula é a bola da vez. Zé Dirceu já é passado e só falta a foto com algemas. Se Lula não for completamente desmoralizado não será possível acabar com essa raça, como registrou Jorge Bornhausen num tempo não tão distante.

A questão que intriga é que mesmo com tudo isso, os governos petistas tanto no plano federal quanto em nível estadual e municipal continuam balançando o berço da mídia tradicional. A Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, por exemplo, enviou diversos sinais de que a vida mansa desses veículos não será alterada. Ao contrário, as mensagens que chegam é de que os veículos independentes é que terão que arrumar outras formas de sustento, porque a tal “mídia técnica” não nos entende como merecedores de publicidade.

A “mídia técnica” adotada no Brasil de técnica não tem nada. Há no mundo inteiro diversas formas de distribuição dos recursos de publicidade que levam em consideração a ampliação da diversidade informativa. E mesmo no Brasil há experiências, como a da compra de alimentos para a merenda escolar, onde 30% são destinados para a agricultura familiar, que poderiam inspirar novos modelos na Secom. Mas que nada. Tanto no governo federal quanto em outras instâncias o PT e alguns de seus aliados preferem investir nos algozes. São esses veículos que têm perdido audiência e leitores que mantém seus quinhões inalterados na distribuição de receitas.

O fato é que está cada dia mais difícil fazer jornalismo que não seja de adulação ao mercado e de detonação ao petismo. Este jornalismo consegue ter os anúncios privados e ao mesmo tempo os recursos governamentais. Os que insistem em fazer jornalismo em defesa dos movimentos sociais e em se relacionar com governos petistas de forma independente, mas sem entendê-los como células de uma grande organização criminosa, ficam sem os recursos do mercado e são punidos por esses mesmos governos que entendem que fazemos “jornalismo político”.

Veja, Globo, Folha e Estado não fazem jornalismo político. Por isso, a Folha pode publicar uma matéria sem que haja uma fonte sequer falando em on e mesmo assim afirme que Rosemary Noronha é amante de Lula. Eles são limpos, nós sujos.

A verdade é que não há nada mais político do que quando alguém impõe um limite técnico para sustentar seu discurso. Até para defender a escravidão havia um certo discurso “técnico”. 
Extraído do blog do Miro. 

Fátima Bezerra é o nome do PT para o Senado


O presidente do Diretório Estadual do PT no Rio Grande do Norte, Eraldo Paiva, deixou claro hoje que a deputada federal Fátima Bezerra (PT-RN) será sim a candidata do partido ao Senado nas eleições de 2014. Sem arrodeios.

Segundo Eraldo Paiva, que participou de uma entrevista ao Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, o nome de Fátima Bezerra será posto para discussão de qualquer aliança político-partidária com vistas a chapa majoritária, citando o Senado.

Sobre alianças, Eraldo Paiva disse que o PT vai priorizar os partidos da base aliada do governo Dilma Ruosseff, mas que isso é uma discussão mais lá pra frente, fazendo questão de ressaltar sempre que o nome da deputada Fátima Bezerra para formação da chapa majoritária entra nesta discussão, qualquer que seja a aliança.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Dilma.com para o Blog Marcos Imperial

Presidenta Dilma


Olá Marcos Imperial,
A presidenta Dilma anunciou mais um passo importante para acabar com a situação de pobreza no Brasil. A Ação Brasil Carinhoso está sendo ampliada para atender famílias que têm jovens de até 15 anos, alcançando 8,1 milhões de crianças e adolescentes. Com isso, serão atendidas 16,4 milhões de pessoas.

Inicialmente, o programa era direcionado a famílias com filhos entre 0 e 6 anos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 29, em cerimônia no Palácio do Planalto. Dilma classificou a iniciativa como a mais forte de combate à pobreza extrema no Brasil:

“Eu tenho que o Brasil que nós todos queremos construir é um país de classe média. E, para isso, nós colocamos, como uma de nossas prioridades, desde o início do governo, de retirar 16 milhões de brasileiros da pobreza. E o que estamos anunciando é um passo decisivo para essa sociedade de classe média que desejamos.”

Os benefícios do Brasil Carinhoso serão depositados a partir de 10 de dezembro. Até agora, a ação já retirou 9,1 milhões de pessoas da extrema pobreza. Com a ampliação, serão mais 7,3 milhões. A ação engloba três pilares – renda, educação e saúde – com a garantia de que todas as famílias extremamente pobres com um ou mais jovens de até 15 anos tenham renda mínima superior a R$ 70 por pessoa. Ainda há o investimento em construção e repasse para creches e pré-escolas, com o aumento de 66% na verba destinada para alimentação das crianças.

Acompanhe outras notícias e ações do governo Dilma no Facebook do site: https://www.facebook.com/SiteDilmaRousseff

Que justiça é essa gente? Justiça despeja adolescente deficiente mental de abrigo em Santa Catarina

Menino com deficiência é cuidado em um asilo, em Santa Catarina
Menino com deficiência é cuidado em um asilo, em Santa Catarina.

Dois oficiais de Justiça levaram um adolescente deficiente mental, soropositivo, cego, mudo e paralítico ao gabinete do pedagogo Rui da Luz, secretário de Assistência Social de São José (SAS), na Grande Florianópolis. Eles cumpriam ordens da juíza Ana Cristina Borba, da Vara da Infância e Juventude da cidade. Os oficiais largaram o garoto no tapete do escritório, exigiram um recibo e foram embora.

O caso aconteceu no último dia 19, uma segunda-feira, mas só foi conhecido nesta quinta (29), depois que uma  denúncia anônima chegou aos jornais revelando que o garoto fora despejado do abrigo onde passara toda sua vida.
Na manhã de ontem, com as primeiras notícias, o secretário Luz transferiu PC (nome omitido conforme o Estatuto da Criança e Adolescente) para uma clínica privada em Camboriú, assumindo o custo de R$ 4.000 mensais, jogando na conta da Prefeitura de São José.
"Eu fiquei sem ação", lembra o secretário Luz. "O caso de PC era conhecido, mas nós (da SAS) nunca fomos informados de qualquer problema com ele durante 17 anos, até que apareceram e jogaram a pessoa aqui, sem respeito por ela", disse Luz.
O secretário disse que a surpresa foi maior porque "ninguém procurou nenhuma instituição antes, vieram direto aqui no meu gabinete, imagine se a moda pega". Luz afirmou que PC ficou até as 23h daquele dia no escritório, quando então obteve vaga provisória no sistema de assistência municipal, numa clínica de idosos.
O caso do despejo de PC é só mais um momento marcante em sua vida. Abandonado pela mãe soropositiva no Hospital Regional de São José aos três meses, em 1995, ele testou soropositivo e logo pegou meningite, com graves sequelas. Paralítico, mudo e cego, perdeu as chances de adoção.
Foi aí que ele conheceu dona Heleninha Pires, fundadora do Gapa (Grupo de Apoio e Prevenção à Aids). Viúva e sem filhos, há 30 anos ela corre os hospitais catarinenses apoiando doentes de Aids e suas crianças: "Peguei o PC porque ninguém o queria", informou dona Heleninha.
No "peguei" está a raiz do processo judicial
Ela pegou PC em São José e o levou para o Lar Recanto do Carinho, uma ONG criada por ela em  Florianópolis. Mas a tecnicalidade interfere na hora de ele ser recebido por uma instituição. Como não tem família e é um cidadão de São José, é dessa cidade a obrigação de cuidar dele.
Dona Heleninha não deu bola para isso, lá em 1995. No Recanto do Carinho, PC cresceu com sua cama, seu quarto, seus pertences: "A vida dele foi toda aqui", diz indignada, ao saber do despejo dele e da remoção forçada para o gabinete do secretário.
PC só foi caminhar, com apoio, aos quatro anos. Aos 12, dona Heleninha conseguiu uma vaga na Apae de Florianópolis, da qual o tenista Guga Kuerten é um dos grandes apoiadores. Um ônibus escolar levava o adolescente.
Nos últimos quatro anos, ele também era cuidado por uma funcionária do Recanto do Carinho chamada Silene (ela não quis ter o nome divulgado, temendo represálias). Silene se afeiçoou ao menino, dividindo os cuidados com Heleninha. Quando fez 16 anos, em dezembro do ano passado, PC atingiu idade para ser removido do Recanto, que só cuida de jovens até 16.
O despejo
No ano passado, ainda, uma nova direção assumiu o Recanto. Por razões administrativas desconhecidas (a diretora Regina Lins recusou-se a falar com a reportagem do UOL), o Recanto encaminhou à juíza Brigitte May, da vara de Infância de Florianópolis, um pedido de recolocação de PC no sistema de assistência social - sem comunicar dona Heleninha.
A juíza May oficiou à juíza Ana Borba sobre a origem sãojosesiana de PC. Nenhuma das juízas quis dar entrevistas. As duas, em segredo de Justiça, decidiram o caso. Por ter origem no hospital de São José, ele deveria deixar de tratado em Florianópolis.
Foi assim que o garoto acabou entregue no gabinete do secretário Luz. E abriu-se a questão: onde colocar um deficiente com tantos problemas de saúde? "Se ele passou 17 anos em Florianópolis, que é a capital, imagina onde ele ia conseguir coisa melhor?", disse dona Heleninha. "Deveriam tê-lo deixado em paz."
A SAS de São José só conseguiu aquela vaga numa clínica de idosos - onde o pessoal não estava preparado para tratá-lo. Na quarta-feira (28), Silene foi visitá-lo e disse ter ficado comovida com a situação do menino. Saiu dali e queixou-se ao tabloide "Notícias do Dia" e à dona Heleninha.
Na manhã de quinta, com as primeiras notícias, o secretário Luz transferiu PC para uma clínica privada em Camboriú, assumindo o custo de R$ 4.000 mensais, jogando na conta da Prefeitura de São José.
Na tarde de quinta, dona Heleninha reagiu com um pedido à Justiça de guarda de PC: "Eu quero ele de volta ao seu quarto, no Recanto. Uma pessoa como ele só reconhece quem lhe dá atenção e carinho pela voz, pelo cheiro e pelo tato. Uma mudança brusca como esta está além da compreensão dele, foi uma tremenda insensibilidade".
Não adiantou Silene pedir sigilo do nome. As represálias contra ela vieram. Às 17h dessa quinta (29) ela estava demitida. A direção do Recanto suspeitou (e acertou) que ela tinha feito a denúncia à imprensa e reagiu com a demissão.
E PC? Está na clínica de Camboriú, alheio ao próprio destino
Na tarde desta sexta-feira (30), a Corregedoria Geral de Justiça divulgou uma Nota de Esclarecimento sobre o Caso. Leia a seguir a íntegra da nota: 

A Corregedoria Geral da Justiça esclarece que a situação que envolve o adolescente P.C, portador de múltiplas deficiências físicas e mentais, transferido nesta semana do Lar Recanto do Carinho, em Florianópolis, para uma instituição acolhedora em Balneário Camboriú, as expensas do município de São José, conclui nova etapa deste processo de longa data, com a participação de variados atores – principalmente das varas de infância e juventude das comarcas de Florianópolis e São José. 

O Lar Recanto do Carinho, por inúmeras vezes, solicitou ao juízo que adotasse as providências no sentido de transferir o garoto para um local apropriado para suas deficiências. A prefeitura municipal de São José, desde logo, foi chamada à responsabilidade , inerente ao Executivo, de prestar o atendimento necessário ao seu pequeno cidadão, por diversas vezes. Ao final, indicou a possibilidade do jovem ser encaminhado a Orionópolis. Neste local, contudo, não há vagas – existe uma fila de espera superior a 300 pessoas. Neste sentido, P.C foi conduzido até a Secretaria de Ação Social daquele município para que dali chegasse até uma instituição capaz de suprir suas demandas. A administração, contudo, fez seu encaminhamento indevido a um asilo, fato que forçou nova determinação judicial para que adequasse esta situação. Em menos de 24 horas, premido pela exigência legal, o município finalmente acertou a transferência do jovem para uma instituição particular em Balneário Camboriú, onde ele passará a dispor de supervisão psiquiátrica e psicológica diária, serviço de terapia ocupacional e enfermagem em tempo integral. A decisão judicial que autorizou a transferência tomou por base a responsabilidade do município e a melhor atenção ao estado de saúde do adolescente.Renan Antunes de Oliveira Do UOL, em Florianópolis.

Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, 70,8% dos potiguares afirmaram se sentirem seguros em seus domicílio.

Concurso-IBGE-2012
O Rio Grande do Norte é o estado do Nordeste onde as pessoas mais se sentem inseguras. Segundo a pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 70,8% dos potiguares afirmaram se sentirem seguros em seus domicílio, percentual abaixo da média regional (78,7%) e nacional (78,6%).
A pesquisa, que analisou a condição de vida dos brasileiros, também questionou os entrevistados quanto a segurança no bairro em que moram, e o número daqueles que se sentem seguro diminuiu ainda mais. Apenas 56,3% responderam se sentirem seguros, contra 65,9% da média regional e 67,1% da do país.
Com relação ao sentimento de segurança das cidades, o RN fica em segundo lugar na região Nordeste. O percentual apresentado pelo Estado (44,8%) é maior apenas que o do Ceará (43,3%).
E mesmo com a interiorização dos crime, a pesquisa destaca que a sensação de segurança é maior nas áreas rurais do que nas urbanas.
O estudo é baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2011) referentes ao tema Vitimização e Justiça e se respalda em dados de outras pesquisas do Instituto e de fontes externas, como ministérios da Educação, Saúde e Trabalho. Fonte: Nominuto

A "caça ao Lula" e o Golpe em andamento

"A mídia privada esconde o Brasil e se dedica a dar golpes políticos com o apoio de uma Procuradoria Geral e de um Supremo extremamente reacionários e conservadores. O momento é de judicialização da política, porque a direita brasileira sabe que quando esteve no poder não fez nada para melhorar a vida dos cidadãos e com isso proteger a cidadania. O PSDB e seus apoiadores apenas governaram para os ricos. Por causa disso, rapidamente perceberam que, por intermédio do voto, vai ser muito difícil vencer eleições contra candidatos trabalhistas. Não tem como fugir dessa realidade, a não ser enfrentá-la, mesmo se for por meio de expedientes desonestos, ilegais, manipulados e distorcidos."


"Os índices de aprovação de Lula e de Dilma são altíssimos e por isso e por causa disso se tornou imperativo apelar para o golpe aos moldes de Honduras e Paraguai. É dessa forma cínica e desprezível que a banda toca por esses pagos. Os barões da imprensa, os representantes mais atrasados e reacionários da classe empresarial, não se conformam que os inquilinos da Casa Grande fiquem fora do poder central no âmbito do Executivo. Estão há dez anos sem sentar à mesa do gabinete da Presidência da República, o que lhes causa urticária e um rancor à base de adrenalina e do fel da bílis."

"Contudo, tal grupo empresarial é requisitado e bajulado por alguns seres mortais que usam capas de Batman e realizam seus julgamentos como se fossem as novelas da TV Globo, onde a falta de senso crítico mancomunada com a vaidade e o orgulho levaram homens a serem condenados sem provas de terem cometido malfeitos, o que não importa, porque é necessário para a direita brasileira criminalizar o PT, derrubar, se conseguir, o governo trabalhista de Dilma Rousseff, mas, sobretudo, calar o presidente mais popular da história do Brasil, se possível algemá-lo, porque o que importa é que ele fique impedido de falar, de fazer política e principalmente parar de eleger verdadeiros 'postes', a exemplo de Dilma e Haddad. É a direita do fracasso eleitoral retumbante, que, sem voto, aposta no golpe e com a cooperação de certos batmans da PGR e do STF."

"Incomoda demais às perversas, preconceituosas e violentas elites brasileiras herdeiras da escravidão ter de ver um operário metalúrgico se transformar em um pop star de grandeza internacional, como bem demonstram as dezenas e dezenas de homenagens recebidas por Lula no Brasil e no exterior e que são devidamente boicotadas e escondidas pela imprensa burguesa de caráter bárbaro. Dói na alma dos elitistas provincianos e de pensamentos colonizados ver o estadista Lula ser protagonista da criação do Brics, do G-20, da Unasul, do fortalecimento do Mercosul e do aterramento da Alca, que somente tinha o propósito de fazer com que os produtos dos EUA entrassem nos países da América do Sul livre de barreiras alfandegárias. São esses fatos que incomodam os barões da imprensa, os seus sabujos 'especialistas' em coisa nenhuma, a não ser em distorcer e manipular as realidades e até mentir se for preciso." 

"A luta pelo poder se dá no campo do sistema midiático privado, que pauta a vida política brasileira. A direita não vence pelo voto. Vence por meio do golpe. Historicamente é assim. O caminho que esses caras de direita encontraram é o da judicialização e da criminalização da política e do partido que está no poder — o Partido dos Trabalhadores. O resto é conversa para boi dormir. Urge calar o operário. Se possível desmoralizá-lo, sangrá-lo e prendê-lo. A direita matou Getúlio e Jango. Os trogloditas humilharam vergonhosamente o presidente Juscelino Kubitschek. Ponto. O que interessa na verdade aos reacionários é a caça ao Lula. Ele tem voto. É isso aí."





CAÇA AO LULA, GOLPE E CRIMINALIZAÇÃO DO PT

DAVIS SENA FILHO

A luta pelo poder se dá no campo do sistema midiático privado, que pauta a vida política brasileira. A direita não vence pelo voto. Vence por meio do golpe. Historicamente é assim

Somente acontece no Brasil. Pessoas sem um único voto, a exemplo de colunistas, comentaristas, articulistas e ilusionistas de uma imprensa reacionária e alienígena, a mando de seus patrões, pautarem o sistema político brasileiro e a ordem democrática estabelecida pela Constituição e pelos resultados das urnas. Apenas no Brasil, uma dezena de coronéis midiáticos tem tanta influência no que diz respeito a controlar e a coordenar o processo jurídico e partidário brasileiro, além de, inacreditavelmente, terem como aliados também pautados por essa imprensa corporativa e de negócios essencialmente privados a PGR e o STF [!!!].

Submetidos aos ditames da imprensa burguesa, como no caso do “mensalão”, que apesar do julgamento do STF ainda está por ser comprovado, essas corporações estatais corresponderam aos seus anseios e, por sua vez, edificaram uma frente política não oficializada; porém, poderosamente atuante nos bastidores do único poder da República — o Judiciário — cujas lideranças com cargos de mando e de chefia não são eleitas, e, portanto, divorciadas da vontade e dos interesses do povo brasileiro, que lhe impinge derrotas em sucessivas eleições, porque há 12 anos optou por votar em candidatos trabalhistas, a exemplo do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff, sendo que no passado os ancestrais desse mesmo povo votavam em políticos trabalhistas como Getúlio Vargas e João Goulart — o Jango, que foram apeados do poder conquistado nas urnas por meio de golpes de estado de direita.

Eis que a Polícia Federal no período do mandato de Lula realizou, doesse a quem pudesse doer, 1.119 operações, praticamente sem ser questionada em sua autonomia para investigar, reprimir e prender aqueles que se envolveram com malfeitos. Além disso, até o início de 2003, quando Lula assumiu a Presidência, a Polícia Federal tinha em seus quadros cinco mil servidores. Em janeiro de 2011, fim de seu mandato, o presidente trabalhista aumentou os quadros da PF para 11 mil servidores públicos. No decorrer do Governo Lula, 3.200 pessoas foram presas ou afastadas a bem do serviço público.

Em contrapartida, durante o governo do neoliberal FHC, o número relativo ao pessoal da PF estava estagnado, porque o governante tucano “congelou” os concursos públicos em âmbito federal, bem como o Ministério da Justiça e a Polícia Federal efetuaram, em oito anos, apenas 28 operações, além de prenderem o número ínfimo de 54 pessoas. Resumo da ópera: o governo FHC administrou uma PF que não atuava de forma republicana, porque naquele período a corporação policial se transformou em uma polícia de governo quando, sem sombra de dúvida, deveria ser uma polícia de estado, independente e a serviço do cidadão e contribuinte brasileiro. Realmente, um grande erro. Esperar o quê de um governo tucano e de princípios e valores neoliberais. Realidade e conduta essas que não aconteceram com a PF do Governo Lula e nem com a de Dilma.

Como podem acontecer em um período de alienação do patrimônio público poucas prisões e quase nenhum afastamento de autoridades e servidores, afinal foram vendidas estatais de grande porte e estratégicas para o País? Respondo: pode. Porque, apesar de a imprensa de negócios privados ter publicado ou veiculado notícias sobre os escândalos das privatizações na época, essa mesma mídia conservadora e porta-voz da direita brasileira e estrangeira sempre apoiou o governo tucano e seu programa de governo, bem como apregoou, por meio de uma publicidade abrangente e sistemática, o que foi estabelecido pelos economistas de instituições financeiras, que se convencionou chamar, a partir de 1989, de Consenso de Washington.

A partir desse ano foi apresentada ao planeta a nova face do colonialismo e do imperialismo, na forma de globalização, por intermédio de diversas ferramentas tecnológicas e informatizadas. O “consenso” dos financistas e monetaristas resultou no pensamento único midiático e acadêmico, sem espaço para caber contestações. Quem não concordava com a pirataria, era logo chamado de dinossauro e sumariamente calado nos meios de comunicação corporativos e comercialmente hegemônicos, que efetivam e impõem até os dias de hoje a censura e o linchamento moral daqueles que porventura não se deixam ser pautados, não são cooptados pelo sistema de capitais ou que simplesmente querem, por exemplo, um Brasil autônomo, livre, soberano, democrático e que viabilize o que setores da classe média e as elites ricas herdeiras ideológicas da escravidão não querem e ferrenhamente combatem com o ardor do ódio: a emancipação social e econômica do povo brasileiro. Vide artigo da lady Danuza Leão ou vídeo do gentleman Boris Casoy, que, inquestionavelmente, agem como porta-vozes e colocam para fora o que as classes dominantes pensam, sentem, querem e como se comportam em relação ao Brasil, aos trabalhadores e aos pobres.

Por seu turno, no decorrer de quase quinze anos, a economia mundial foi praticamente desregulamentada e aconteceu o que teria de acontecer: a crise imobiliária e financeira (bancos) de 2008, que derreteu o capitalismo de opulência e de consumo desenfreado dos europeus ocidentais, dos japoneses e dos EUA. Tal crise fez o mundo novamente reviver e experimentar — resguardadas as diferenças e a época na qual vivemos — o crash de 1929, sendo que a crise socioeconômica atual é mais grave do que a antiga, conforme consideram os economistas e os historiadores. Que o digam os povos de Espanha, Irlanda, Grécia, Portugal, Itália e até mesmo Inglaterra e França, que saíram às ruas, enfrentaram a polícia e contestaram seus governos e o empresariado banqueiro, que levaram a economia desses países à bancarrota.

E fazer o quê quando país da importância e da força econômica do Brasil salda suas dívidas com o FMI e o Clube de Paris. De onde amealhar ou sugar recursos para sustentar seus altos padrões de vida, orgulho dessas sociedades europeias e humilhação dos povos da América Latina, com a cumplicidade infame de suas “elites” e de outros continentes onde vivem na mesma situação outros povos oprimidos. É por isto e por causa disto que o rei Juan Carlos, de Espanha, reportou-se, de forma “humilde”, à presidenta trabalhista Dilma Rousseff e afirmou que a Espanha e outros países, como Portugal, precisam muito da ajuda do gigante sul-americano cuja economia é a sexta maior do mundo e que tem um mercado interno tão poderoso que permitiu que o Brasil não sentisse a crise internacional de maneira tão dura como ocorre, inclusive e até hoje, com os Estados Unidos, onde o índice de pobreza é o pior entre os países ricos, apesar de o país yankee ter uma das maiores rendas per capita do mundo.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a Suécia, por exemplo, tem menos adultos analfabetos funcionais e menos pobres que os EUA. As estatísticas indicam que 7,5% da população sueca entre 16 e 65 anos é analfabeta funcional, enquanto nos Estados Unidos este número supera os 20%. Por sua vez, 6,3% do povo sueco vivem abaixo da linha de pobreza, enquanto o governo estadunidense tem de cuidar ou ajudar a resolver os problemas de 13,6% de seus cidadãos que têm muita dificuldade para sobreviver. Atualmente, a população dos EUA é de quase 309 milhões de pessoas. Então a conclusão é que 31 milhões de cidadãos norte-americanos são pobres ou se encontram abaixo da linha de pobreza, o que se torna uma realidade trágica para um país que consome 20% do petróleo que é produzido no mundo.

É visível a pobreza nos EUA. Todavia, tal realidade se torna invisível e inexistente para o baronato da mídia brasileira, que se recusa a mostrar de forma transparente a crise do poderoso país da América do Norte, bem como se recusa a repercutir os avanços e as conquistas sociais do povo brasileiro nos últimos dez anos de governos trabalhistas. A mídia privada esconde o Brasil e se dedica a dar golpes políticos com o apoio de uma Procuradoria Geral e de um Supremo extremamente reacionários e conservadores. O momento é de judicialização da política, porque a direita brasileira sabe que quando esteve no poder não fez nada para melhorar a vida dos cidadãos e com isso proteger a cidadania. O PSDB e seus apoiadores apenas governaram para os ricos. Por causa disso, rapidamente perceberam que, por intermédio do voto, vai ser muito difícil vencer eleições contra candidatos trabalhistas. Não tem como fugir dessa realidade, a não ser enfrentá-la, mesmo se for por meio de expedientes desonestos, ilegais, manipulados e distorcidos.

Os índices de aprovação de Lula e de Dilma são altíssimos e por isso e por causa disso se tornou imperativo apelar para o golpe aos moldes de Honduras e Paraguai. É dessa forma cínica e desprezível que a banda toca por esses pagos. Os barões da imprensa, os representantes mais atrasados e reacionários da classe empresarial, não se conformam que os inquilinos da Casa Grande fiquem fora do poder central no âmbito do Executivo. Estão há dez anos sem sentar à mesa do gabinete da Presidência da República, o que lhes causa urticária e um rancor à base de adrenalina e do fel da bílis.

Contudo, tal grupo empresarial é requisitado e bajulado por alguns seres mortais que usam capas de Batman e realizam seus julgamentos como se fossem as novelas da TV Globo, onde a falta de senso crítico mancomunada com a vaidade e o orgulho levaram homens a serem condenados sem provas de terem cometido malfeitos, o que não importa, porque é necessário para a direita brasileira criminalizar o PT, derrubar, se conseguir, o governo trabalhista de Dilma Rousseff, mas, sobretudo, calar o presidente mais popular da história do Brasil, se possível algemá-lo, porque o que importa é que ele fique impedido de falar, de fazer política e principalmente parar de eleger verdadeiros “postes”, a exemplo de Dilma e Haddad. É a direita do fracasso eleitoral retumbante, que, sem voto, aposta no golpe e com a cooperação de certos batmans da PGR e do STF.

Enquanto Lula tem seu nome mais uma vez ligado a um novo escândalo midiático cujos personagens são os irmãos Vieira, além de uma funcionária de terceiro escalão, lotada na Presidência da República em São Paulo, o fundador do PT e da CUT vai à Índia e é comparado a Mahatma Gandhi. Entretanto, a oligarquia midiática monopolista censura a consagração do ex-presidente no exterior e, por conseguinte, não dá destaque à homenagem tão importante e emblemática recebida por um político brasileiro, que, tal qual ao trabalhista Getúlio Vargas, mudou o Brasil para melhor.

Mesquinha e provinciana; colonizada e perversa; ordinária e dona de um incomensurável complexo de vira-lata, a mídia corporativa tupiniquim de ideologia francamente fascista não reconhece o Prêmio Indira Gandhi, o mais importante daquele histórico país, oferecido ao presidente operário por ele ter sido considerado uma pessoa que “contribuiu à paz, ao desarmamento e ao desenvolvimento”. Para o presidente indiano, Pranab Mukherjee, Lula merece a homenagem por “defender os mesmos princípios de Indira e de Gandhi, o que representa associá-lo à mais ilustre companhia possível”.

Lula é admirado no Brasil e no exterior. E muito. Porém, se algum desavisado ler as publicações brasileiras ou assistir à televisão vai pensar, sem quaisquer dúvidas, que Lula é irremediavelmente odiado. Contudo, parte da classe média — aquela mesma que até hoje deita e rola com o “Bolsa Empréstimo Consignado ou Facilitado”, bem como com o “Bolsa Casa Própria, Isenção do IPI e Estudo no Exterior” — e o conjunto da imprensa burguesa, além de muitos integrantes da classe economicamente dominante, o tratam de forma desrespeitosa, preconceituosa e não reconhecem o desenvolvimento social e econômico que aconteceu no Brasil e que impressionou os mandatários dos países desenvolvidos, do Brics, do G-20 e do G-8. Isto é fato. Ponto. Se recusam a reconhecer as conquistas de toda população deste País, porque são pessoas incondicionalmente presunçosas, que se acham especiais e diferentes e por isso consideram que precisam viver em um mundo VIP, para poucos beneficiados e privilegiados, e que, indelevelmente, pensam que foram escolhidos a dedo, nada mais e nada menos, por Deus.

São autoritários e arrogantes; perversos e egoístas; e por isso não conseguem digerir a ascensão social de 40 milhões de brasileiros que hoje dividem os aeroportos, os cinemas, os shoppings e talvez até alguns restaurantes com esses provincianos de pensamento humanitário curto e maldade vasta. São os que se acham apadrinhados pela pele branca e, obviamente, pela reserva de mercado em que foram transformados o emprego público e as universidades federais e estaduais para os filhos das classes média e rica, lacerdistas, ressentidas, bem como contaminadas por valores venais, fúteis, levianos e de “grandeza” sem razão e despida do que é humano e civilizado, solidário e social.

STF: judicialização da política, arrogância e tentativa de intervir no Legislativo

Os financistas alienígenas, no que diz respeito à preservação e proteção dos mercados internos nacionais, e os governantes traidores de seus povos e adeptos do neoliberalismo implantaram um modelo econômico draconiano de exploração e pirataria, pois estúpido e baseado nesses pontos: abertura comercial (isenção ou diminuição de taxas e tarifas para os produtos estrangeiros); desregulamentação (afrouxamento do rigor das leis trabalhistas e econômicas); investimento estrangeiro direto (eliminação de restrições); privatizações de estatais, além da diminuição dos investimentos públicos, o que, sobremaneira, é uma lástima para a população carente, a exemplo da brasileira, que necessita da presença do estado nacional, com o propósito de essa camada desprotegida da sociedade ter acesso aos programas de inclusão social, aos projetos que efetivam a busca pela igualdade regional e, consequentemente, através de um tempo programado, tornar-se independente e apta a competir no mercado de trabalho. Dessa forma, efetivamente, as pessoas beneficiadas passam a ter maior facilidade para conquistar o emprego, além de ter acesso à saúde, à educação e à segurança alimentar. Cidadania. Ponto.

Todo esse processo de independência do povo é combatido pelo sistema midiático de caráter mercantilista. E é por isso que as conquistas sociais dos brasileiros não são mostradas por uma dezena de famílias que receberam licença do governo e, portanto, do povo brasileiro para, por exemplo, ganharem bilhões com suas transmissões televisivas. Agora a pergunta que não quer calar: o que essas questões têm a ver com o assunto sobre mais uma operação da PF ocorrida em São Paulo. É que por trás desses casos — muitos inverídicos e manipulados e outros verdadeiros e reais — está a luta pelo poder político que é renovado de quatro em quatro anos, por intermédio das eleições.

A direita derrotada três vezes quer a volta do modelo neoliberal para a economia, além de ficar imensamente inconformada com as políticas sociais efetivadas pelos governos trabalhistas. Além disso, a direita midiática e partidária e também a judiciária quer impor seus valores e seus princípios no que concerne às políticas públicas de relações exteriores, que fez do Brasil um País que se relaciona diplomaticamente e comercialmente com vários blocos econômicos e políticos, eliminando dessa forma a subserviência aos países que tradicionalmente foram sempre os principais parceiros e credores do Brasil e que hoje enfrentam uma crise tão grave e profunda, que, enfraquecidos ou menos poderosos, foram tratar de seus interesses internos e da insatisfação, muitas vezes violenta, de seus povos.

Incomoda demais às perversas, preconceituosas e violentas elites brasileiras herdeiras da escravidão ter de ver um operário metalúrgico se transformar em um pop star de grandeza internacional, como bem demonstram as dezenas e dezenas de homenagens recebidas por Lula no Brasil e no exterior e que são devidamente boicotadas e escondidas pela imprensa burguesa de caráter bárbaro. Dói na alma dos elitistas provincianos e de pensamentos colonizados ver o estadista Lula ser protagonista da criação do Brics, do G-20, da Unasul, do fortalecimento do Mercosul e do aterramento da Alca, que somente tinha o propósito de fazer com que os produtos dos EUA entrassem nos países da América do Sul livre de barreiras alfandegárias. São esses fatos que incomodam os barões da imprensa, os seus sabujos “especialistas” em coisa nenhuma, a não ser em distorcer e manipular as realidades e até mentir se for preciso. 

A imprensa não é séria e muito menos se preocupa com escândalos, roubalheiras ou qualquer coisa que aconteça. O sistema midiático que luta somente pela liberdade de empresa e não de imprensa quer apenas apagar o fogo com gasolina. Se a mídia que está aí se preocupasse com escândalos e com os interesses do Brasil, certamente que o livro “A Privataria Tucana”, a compra dos votos da reeleição do presidente tucano FHC — o Neoliberal —, o caso Banestado, o maior escândalo do Brasil, e o Mensalão do PSDB estariam nas manchetes sendo cobrados pelos colunistas ou comentaristas ou “especialistas” de prateleira da Globo News.

A luta pelo poder se dá no campo do sistema midiático privado, que pauta a vida política brasileira. A direita não vence pelo voto. Vence por meio do golpe. Historicamente é assim. O caminho que esses caras de direita encontraram é o da judicialização e da criminalização da política e do partido que está no poder — o Partido dos Trabalhadores. O resto é conversa para boi dormir. Urge calar o operário. Se possível desmoralizá-lo, sangrá-lo e prendê-lo. A direita matou Getúlio e Jango. Os trogloditas humilharam vergonhosamente o presidente Juscelino Kubitschek. Ponto. O que interessa na verdade aos reacionários é a caça ao Lula. Ele tem voto. É isso aí. Brasil 247.

Dilma destina 100% dos royalties das novas concessões de petróleo para a educação

Ministros anunciam vetos ao projeto de lei sobre distribuição dos royalties do petróleo. Foto: Edezio Junior/PR
A presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente o projeto de lei aprovado pelo Congresso que modificava a distribuição dos royalties do petróleo e decidiu que 100% dos royalties provenientes dos contratos futuros de exploração de petróleo serão investidos em educação. Uma medida provisória com as mudanças será enviada ao Congresso na próxima semana.
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (30), durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; de Minas e Energia, Edison Lobão; e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Mercadante explicou que, além de 100% dos royalties futuros, 50% dos rendimentos do Fundo Social também serão voltados para a educação. Segundo ele, o objetivo é deixar um legado para as gerações futuras.
“Só a educação vai fazer do Brasil uma nação desenvolvida, ela é o alicerce do desenvolvimento e se o pré-sal e petróleo são o passaporte para o futuro, não há futuro melhor do que investir na educação dos nossos filhos, dos nossos netos, do conjunto do povo brasileiro”, disse o ministro.
A ministra Gleisi Hoffmann explicou que os vetos preservam os contratos já firmados e mantêm a atual distribuição dos recursos provenientes do petróleo. Segundo ela, os vetos tiveram como diretriz o respeito à Constituição e aos contratos estabelecidos. Para os contratos futuros de exploração de petróleo, a presidenta optou por manter as novas porcentagens de distribuição entre estados e municípios produtores e não-produtores previstas na lei aprovada pelo Congresso.
“O veto ao artigo 3º resguarda exatamente os contratos estabelecidos e também tem o objetivo de fazer a readequação, ou seja, a correção da distribuição dos percentuais dos royalties ao longo do tempo (…) quanto às demais intervenções na lei, a presidenta procurou conservar em sua grande maioria as deliberações do Congresso Nacional, garantindo, contudo, as distribuição de recursos para a educação brasileira”, afirmou. Via Blog do Planalto.

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