quinta-feira, 2 de julho de 2015

Senado vai analisar redução da maioridade e alterações no ECA

Foto: Senado Federal.

Entre as propostas que serão analisadas, está o projeto de lei amplia o tempo de internação de menores que cometerem infrações graves.

O Senado Federal vai criar uma comissão para analisar projetos que tratam da maioridade penal e alterações no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º), pelo presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB), um dia após a rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171 na Câmara.
Entre as propostas que serão analisadas pela comissão está o projeto de lei do senador José Serra (PSDB) que modifica o ECA e amplia o tempo de internação de menores que cometerem infrações graves. O texto prevê ainda a separação desses jovens daqueles que praticarem infrações consideradas mais leve.
A votação que culminou na rejeição da PEC 171 durou mais de quatro horas. O texto, no entanto, não obteve o mínimo de 308 favoráveis, necessários para alteração da Constituição. Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações da Agência Brasil

Balança comercial tem o melhor resultado semestral em três anos

Superávit de US$ 4,52 bilhões em junho é 92,8% melhor que o resultado do mês em 2014.

A balança comercial brasileira fechou o primeiro semestre deste ano com um superávit de US$ 2,222 bilhões, 92,8% maior que o registrado no mesmo período de 2014. Esse é o melhor resultado desde 2012. Nos primeiros seis meses do ano passado, o saldo foi negativo em US$ 2,5 bilhões.
Em junho, a balança teve superávit de US$ 4,527 bilhões. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2009 e 92,9% maior que o registrado em junho do ano anterior.
As exportações somaram US$ 19,62 bilhões e as importações, US$ 15,10 bilhões. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), contribuíram para o resultado a exportação de uma plataforma de petróleo de US$ 690 milhões e os embarques da safra de grãos, sobretudo da soja.
Semestre – A reversão do quadro negativo aconteceu de janeiro a junho devido à queda nas importações. No período, o Brasil exportou R$ 94,329 bilhões, uma média diária de 14,7%. Já as importações recuaram 18,5%  na média diária, resultando em US$ 92,107 bilhões.
Nos últimos seis meses, o Brasil importou 36% a menos de combustíveis e lubrificantes e 15,8% a menos de bens de capital. Houve também retração na aquisição de matérias-primas em 15,1%, e de bens de consumo, de 13,7%.
A venda de produtos semimanufaturados aumentou 4,1%. Já as exportações de manufaturados e de produtos básicos caíram 8,4% e 16,4%, respectivamente.
De acordo com matéria publicada pelo portal “G1″, o diretor de Estatística e Apoio à Exportação do MDIC, Herlon Brandão, afirmou que o governo espera que as médias diárias de exportação sejam melhores nos próximos meses, devido a acomodação dos preços e a abertura dos mercados da China e dos Estados Unidos para a carne bovina brasileira. Outro fator é a redução do déficit da conta petróleo.
Em 18 de junho, o ministro do Desenvolvimento, Armando Monteiro, estimou que a balança comercial terminará o ano com superávit entre US$ 5 bilhões e US$ 8 bilhões. Da Redação da Agência PT de Notícias.

#HugoMansoEmAção dispara; ‘Dobradinha Carlos e Wilma não traz novidades para Natal’.

Foto: Divulgação
Foto divulgação.

Do visor Político
Além de criticar diretamente o prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, em entrevista nesta quarta-feira (01), o vereador Hugo Manso (PT) também disparou contra a vice-prefeita Wilma de Faria. Segundo o vereador do PT, a alternância de poder entre o prefeito e sua vice na gestão do município tem sido prejudicial à cidade.
“A gente vem há quase 30 anos com esse repeteco de Wilma e Carlos Eduardo. Wilma foi prefeita por três mandatos, Carlos está no terceiro e é uma dobradinha que não conseguiu trazer grandes novidades para a cidade, a cidade está precisando de uma mudança do ponto de vista qualitativo”, afirmou o vereador. Via JH.

VEM CONFUSÃO POR AÍ... Com concurso público adiado, Prefeitura realizará quase 1000 contratos temporários

Foto: Divulgação
Foto Divulgação.

O Ministério Público do RN aceitou as justificativas da Prefeitura de Natal e assinou um Termo de Autorização de Conduta (TAC), autorizando mais um processo de seleção simplificada, para 987 profissionais de saúde, em contratos temporários. A saúde já possui 31% da sua força de trabalho terceirizada ou em contratos precários. São 1.971 profissionais nesta situação, de um universo de 6.329, segundo consta no próprio documento. O déficit de pessoal pode chegar a 4.500 servidores, segundo declarações da Secretaria Municipal de Saúde.
O termo foi assinado com o compromisso do governo de desligar profissionais temporários a medida em que o governo nomeie futuros concursados. Mesmo assim, a Cláusula Quinta é bastante flexível e já estabelece brechas para permitir que no futuro essa fórmula seja revista ou flexibilizada, “diante de novas situações de fato”. A multa para descumprimento também é simbólica: apenas mil reais, valor a ser remanejado de verbas de publicidade ou outras áreas.
Chama a atenção o fato de não haver sequer uma data provável para o concurso. Uma “proposta de cronograma” será fornecida até a segunda-feira (6). Olhando com atenção o documento, observa-se que a gestão reconhece que “o processo administrativo para a realização do concurso público” não será concluído antes de outubro. Ou seja, o edital do concurso não será publicado antes disso. Como ano que vem é um ano eleitoral – no segundo semestre ninguém pode ser nomeado – o prazo para a realização das provas e convocação é cada vez mais curto.
As razões apresentadas pela Prefeitura são semelhantes às utilizadas em outras ocasiões: necessidade de profissionais para manter os serviços funcionando e para a abertura de novos serviços e unidades reformadas.
“O governo Carlos Eduardo anuncia este concurso desde 2013. Mas sempre adia e chama trabalhadores temporários, alegando uma ‘emergência’ que o próprio governo criou. Desse jeito, pode acabar o seu mandato sem convocar os concursados. Cada vez fica claro que o trabalho precário e a terceirização são as escolhas deste governo para a falta de pessoal”, afirma Simone Dutra, coordenadora-geral do Sindsaúde-RN.
Não à sobrecarga e ao trabalho precário. Concurso já, com 30 horas

O Sindsaúde solicitou uma audiência com o Ministério Público, para debater o concurso público e o déficit de pessoal. “A Prefeitura ainda quer este concurso público com todos os cargos de 40 horas, desrespeitando a lei municipal das 30 horas e um movimento nacional que pede a redução da jornada na saúde”, completa Simone.


Os servidores da saúde de Natal têm assembleia nesta quinta-feira (02), às 14h, no Sindsaúde, com indicativo de greve. A categoria exige concurso público já, com 30 horas; mudança de nível; devolução dos descontos da greve do ano passado, reajuste salarial, entre outros pontos. Via Jornal de Hoje.

Câmara volta atrás e aprova redução da maioridade penal

Eduardo CunhaPresidente da Câmara colocou em pauta nova emenda sobre o tema e foi acusado de passar por cima da democracia.

Presidente da Câmara coloca tema em pauta novamente, provoca polêmica e bate-boca com deputados.

Um dia depois de rejeitar a redução da maioridade penal, a Câmara dos Deputados analisou o tema novamente e decidiu, nesta quinta-feira 2, diminuir de 18 para 16 anos a idade penal no Brasil no caso específico de crimes como homicídio doloso, lesão corporal seguida de morta e atos infracionais hediondos. A votação foi possível por conta de manobra orquestrada, mais uma vez, pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Com a ajuda da oposição, o deputado colocou em pauta uma emenda aglutinativa sobre o mesmo assunto, com trechos da proposta já rejeitada no dia anterior e apenas algumas mudanças. Nesta segunda votação, 323 parlamentares votaram a favor e 155 contra e a emenda acabou aprovada. Apesar disso, a proposta precisa ser analisada de novo em segundo turno antes de seguir para o Senado.

O texto aprovado sugere que adolescentes podem ser punidos como adultos, a partir dos 16 anos, se cometerem crimes com “violência ou grave ameaça, crimes hediondos, homicídio doloso, lesão corporal grave ou lesão seguida de morte”. A diferença em relação ao texto rejeitado na madrugada desta quarta-feira 1º é que foram excluídos da redução os crimes de tráfico e roubo qualificado. Para os deputados, Cunha passou por cima do regimento interno e deveria ter colocado para votação, na verdade, o texto original (que reduz a maioridade penal para todos os crimes). 
Por isso, a emenda acirrou os ânimos e provocou críticas de deputados do PT, PCdoB, PSOL, PSB e até do PMDB. “Não podemos votar texto morto. Não pode montar aglutinativa com texto rejeitado. Os incisos 4 e 5 fazem parte do texto principal dessa emenda aglutinativa, mas foram rejeitados ontem”, criticou a deputada Jandira Feghalli (PCdoB-RJ). “Não podemos jogar o regimento no lixo. A presidência não pode atropelar a decisão deste Plenário. Não pode querer ganhar no tapetão”, complementou.
O deputado Glauber Braga (PSB-RJ) chegou a bater boca com o Cunha ao dizer que pretende levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Isso aqui é o parlamento, não é a casa de Vossa Excelência, onde o senhor manda e desmanda”, ironizou. Mas o presidente da Câmara seguiu rebatendo e interrompendo os argumentos contrários, de forma impaciente. “A Presidência não admite a falta de respeito por parte do parlamentar. Vossa Excelência tem direito de ir ao STF, como vários de vocês têm feito sem êxito”, minimizou o deputado.
O PSOL chegou a divulgar uma nota explicativa sobre o que chamou de “golpe de Eduardo Cunha”. “Essa emenda aglutinativa somente poderia ser votada após a votação do texto principal, desde que ele fosse aprovado. Para que a emenda fosse votada antes do texto principal, deveria ter sido feito, antes da votação de ontem, um destaque de preferência para sua votação. Esse destaque, no entanto, não foi feito”, diz comunicado publicado pelo partido.
Apesar de dizer que a manobra respeita o regimento interno da Câmara, antes do início da sessão, Eduardo Cunha admitiu à imprensa “raiva” e vontade de “reinterpretar” o regimento para poder colocar o assunto em votação novamente, como de fato conseguiu. “Eu estou com raiva que eu não posso votar. Eu pretendo que se reinterprete o regimento para que eu possa votar”, disse Cunha ao portal G1.
Sem conseguir retirar a proposta da pauta, alguns partidos encaminharam obstrução no momento da votação para "não legitimar" a manobra de Cunha, em forma de protesto. Esse foi o caso do PCdoB e do PSOL. PT e PV também chegaram a fazer essa orientação, mas voltaram atrás e optaram pelo "não" à redução da maioridade penal. Como justificativa, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) classificou a emenda de "um estupro do regimento interno da Câmara".
Debate entre oposição e governo
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) foi voz dissonante dentro do próprio partido. Perondi disse que a mudança vai repercutir mal nos tribunais e não vai resolver a questão da criminalidade. “A saída é o Estatuto da Criança e do Adolescente. Não adianta vender carne de picanha e oferecer carne de terceira”, disse Perondi, que também pediu aos deputados que não ouçam “à imbecilidade da internet”.
Algum tempo depois, o líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani (RJ), salientou que respeita as posições divergentes do partido, mas defendeu que jovens entre 16 e 17 anos que cometem crimes hediondos sejam julgados e condenados como adultos. “O PMDB vai reafirmar a sua posição. A proposta é equilibrada, ela é restrita e é a resposta que a sociedade anseia não por capricho, mas porque não aguenta mais a impunidade”, disse.
O clima também ficou tenso entre deputados do governo e da oposição. Houve empurra-empurra depois que o parlamentar Aliel Machado (PCdoB-PR) disse em discurso que um projeto social o salvou da "delinquência", Isso porque o deputado Ildo Rocha (PMDB-BA) perguntou de forma irônica, na sequência, quantas pessoas ele havia "matado". Via http://www.cartacapital.com.br/

Governo distribui 4,4 mil equipamentos para aumentar segurança nos presídios


Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil Edição: Beto Coura.

O Ministério da Justiça anunciou hoje (1º) a aquisição de 4.419 equipamentos de inspeção eletrônica para estabelecimentos prisionais. As máquinas serão distribuídos a todos os estados. Foram adquiridos 121 esteiras de raio X, 564 detectores de metal em versão portal, 2.614 detectores de metal manuais e 1.120 detectores em versão banqueta.

A banqueta substitui a revista íntima, com o revistado sentado em um banco que faz a detecção de objetos, eliminando a necessidade da revista na qual a pessoa tem que tirar toda a roupa. A banqueta de raio X detecta objetos metálicos, como explosivos, aparelhos ou chips de celular, armas brancas e de fogo.

“São equipamentos de alta tecnologia, que visam a dar mais segurança aos presídios, sem permitir que celulares e armas entrem, evitando o constrangimento daqueles que vão visitar os internos e as situações vexatórias para as pessoas”, explicou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Segundo o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Renato Devitto, os estados vão receber as máquinas e ficarão responsáveis pela manutenção e ajuste da rede elétrica, especialmente para os equipamentos de maior porte.

Ele informou que os equipamentos devem atender a 20% da demanda das 1.420 unidades prisionais em todo o país. Serão três lotes, entregues em agosto, outubro e novembro de 2015.


Confira o caderno com as resoluções aprovadas no 5º Congresso

Evento aconteceu durante os dias 11 e 13 de junho, em Salvador (BA)
O Partido dos Trabalhadores divulgou, nesta terça-feira (30), um caderno com todas as resoluções aprovadas durante o 5º Congresso Nacional da legenda, que aconteceu entre os dias 11 e 13 de junho, em Salvador. O documento também disponibiliza, na íntegra, a Carta de Salvador.
“Nesta conjuntura, na qual a campanha de cerco e aniquilamento do nosso projeto tenta se aprofundar, o PT realizou seu vitorioso Congresso e demonstra-se cada vez mais vivo. Cada vez mais forte!”, avaliam o secretário de Comunicação do PT, José Américo Dias, e o vice-presidente da legenda e coordenador das redes sociais, Alberto Cantalice.
Confira o documento.

#CUNHAGOLPISTA LIDERA NO TWITTER BRASIL

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Internautas usaram a hashtag Cunha Golpista para criticar manobra da Câmara que aprovou a redução da maioridade penal; entre os famosos, a atriz Leandra Leal comentou sua indignação: "Absurdo inacreditável desesperador #CunhaGolpista"; Daniela Mercury também se declarou "chocada": "Que absurdo! Aprovaram a redução da maioridade na calada da noite".

247 – Críticas contra a manobra organizada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) para aprovar a redução da maioridade penal ganharam as redes sociais. A hashtag Cunha Golpista liderou o Twitter Brasil.
Entre os famosos, a atriz Leandra Leal comentou sua indignação: "Absurdo inacreditável desesperador #CunhaGolpista". Daniela Mercury também se declarou "chocada": "Que absurdo! Aprovaram a redução da maioridade na calada da noite."

A nova versão da PEC foi aprovada com 323 votos favoráveis e 155 votos contra e 2 abstenções e prevê redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.

‪#‎GOLPEDOCUNHA‬ ‪#‎ReduçãoNÃOéSolução‬ Jovens precisam de escolas e lhe ameaçam com prisões.

O discurso fácil legitima o golpe contra a juventude brasileira. Ontem, em mais uma manobra orquestrada por Eduardo Cunha, a Câmara aprovou a redução da maioridade penal. 

Cunha passou por cima do regimento interno - que deveria ter colocado para votação o texto original - e colocou em pauta uma emenda aglutinativa sobre o mesmo assunto, com trechos da proposta rejeitada no dia anterior e com apenas algumas mudanças. A proposta será analisada de novo em segundo turno antes de seguir para votação no Senado. 

A luta a favor da juventude continua. Não podemos desistir das nossas crianças.
[+] Dados mostram que os jovens são mais vítimas do que réus quando o assunto é violência: http://goo.gl/Wf9Yu7

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O governador Robinson Faria foi recebido, na última sexta-feira (26), pelo embaixador do Brasil na Argentina, Everton Vargas.

O encontro foi na sede da embaixada do Brasil, o Palácio Pereda, em Buenos Aires.

O embaixador elogiou o sucesso do lançamento do voo Buenos Aires-Natal e disse que nunca um evento desse tipo, com a participação da embaixada, havia reunido tantas pessoas. "Não é comum termos aquela quantidade de pessoas em eventos de turismo. Ontem no lançamento o senhor teve uma sala onde pessoas não puderam se sentar. Isso foi um recorde", afirmou o embaixador.

Além de turismo, também foram tratados temas como a economia do Rio Grande do Norte e o posicionamento do estado no que diz respeito às atrações de investimentos estrangeiros. Com forte atuação na área ambiental, o embaixador observa o RN como estado com grande potencial para energia limpa e renovável.

Cuba é o 1° país a eliminar HIV de mãe para filho

Ministro da Saúde de Cuba, Roberto Morales Ojeda, durante entrevista na sede da OMS, em GenebraCuba: "Estamos na total disposição de ajudar outros países", assegurou o ministro Ojeda, titular da Saúde cubana, para comentar que já recebeu solicitações, por exemplo, de países africanos.

Da EFE
Washington - Cuba se tornou nesta terça-feira o primeiro país do mundo a receber a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter eliminado a transmissão do vírus da Aids (HIV) e da sífilis de mãe para filho.
O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo ministro da Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales Ojeda, em entrevista coletiva na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS/OMS) em Washington.
"Tudo foi possível por nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas", disse o ministro cubano.
Ojeda atribuiu este marco ao sistema de saúde estabelecido após o triunfo da revolução cubana há mais de meio século, um sistema que definiu como "gratuito, acessível, regionalizado e integral".
"Estamos na total disposição de ajudar outros países", assegurou o titular da Saúde cubana, para comentar que já recebeu solicitações, por exemplo, de países africanos.
Por sua vez, a diretora da OPS, Carissa Etienne, disse que todos os países da região se comprometeram em 2010 a conquistar o que Cuba alcançou hoje.
"Imagino que o novo tempo político entre Cuba e Estados Unidos só pode ajudar a alcançar esta conquista, mas Cuba também trabalhou com outros membros da organização para aumentar o acesso à saúde", afirmou Etienne.
Em maio de 2014, foi criado um comitê regional de validação de países sobre a eliminação da transmissão do vírus da Aids (HIV) e da sífilis de mãe para filho.
Um grupo de 14 especialistas independentes de diferentes áreas do continente é encarregado de avaliar quais países podem ser recomendados para a validação global neste tema.
Cuba foi o primeiro país em solicitar esta avaliação, um processo que já foi iniciado por Barbados, Jamaica, Anguila e Ilhas Virgens. Também foi estabelecido um primeiro contato com Guatemala, El Salvador e Chile. Vhttp://exame.abril.com.br/

Jaime Calado veta lei que proíbe contratar empresas que deram dinheiro para políticos

Jaime Calado continua dando as cartas na Câmara de Vereadores. Proposta que tinha como objetivo proibir que o município contratasse empresas que doaram dinheiro a partidos políticos e candidatos foi arquivada pelo executivo.
“Há um interesse obscuro da gestão de receber dinheiro dessas empresas”. A frase dita pelo vereador Eraldo Paiva (PT) durante sessão desta terça-feia, 30, na Câmara de Vereadores de São Gonçalo, se refere ao veto do executivo a um Projeto de Lei do vereador Nonato Queiroz (PROS).
A proposta tinha como objetivo proibir que a administração pública municipal, direta e indireta, contratasse o serviço de empresas que efetuaram doações a partidos políticos e candidatos pelo período de quatro anos após a doação.
Há dois meses, após ser submetido ao plenário e aprovado pelos vereadores, o PL foi encaminhado para a Comissão de Constituição e Justiça, que também o aprovou sem ressalvas. Mas a mesma comissão, que é presidida pelo vereador Valban Tinoco, que tem como relatora a vereadora Valda Siqueira (PR) e como membro o vereador Tarcísio Fernandes (PSB), mudou o parecer após receber o veto do prefeito Jaime Calado que alegou inconstitucionalidade.
O autor do projeto, Nonato Queiroz não vê inconstitucionalidade no projeto, que não contraria nem a Lei das Licitações e também não mexe na legislação eleitoral, já que não há nenhuma proibição às doações de pessoas jurídicas a partidos ou candidatos. O PL estabelecia, tão somente, critérios para a contratação de empresas. As que doassem para candidatos em campanha ou partidos ficariam impossibilitadas de fechar contratos com o Município por quatro anos após a doação. “Se foi aprovado em Mossoró, e sancionado, porque aqui seria diferente?”, questionou Nonato.
Mas, apesar das argumentações de Nonato e Eraldo o veto do executivo foi mantido pela Câmara.
Apenas Nonato, Eraldo, Chanxe Dantas, Adelson Martins e o próprio Tarcísio Fernandes – que integra a Comissão mas foi voto vencido -, votaram contra o veto do prefeito. Todos os outros parlamentares, com exceção de Alexandre Cavalcanti que está em Brasília (DF), seguiram o veto do prefeito.
A decisão do executivo caminha na contramão do que vem sendo praticado em outros municípios país afora, onde se está tentando moralizar as relações entre o poder público e o setor privado, através de medidas legais que preservem o interesse da coletividade e combatam a corrupção.
Esta foi mais um derrota de Nonato que, desde que migrou para a oposição, já apresentou mais de 60 projetos na Casa de Leis. Poucos passaram pelo crivo de Jaime Calado. Ou foram considerados dispendiosos para os cofres públicos ou inconstitucionais. A matéria foi arquivada.
Via http://falarn.com/jaime-calado-veta-lei-que-proibe-contratar-empresas-que-deram-dinheiro-para-politicos/#sthash.MHW9qWrR.dpuf

Especialistas aprovam projeto de Fátima que fixa preços de livros‏

Foto: Divulgação

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Intenção da senadora é resgatar o livro como ferramenta de acesso ao conhecimento e ao livre pensamento.


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realizou nesta terça-feira (30), o Seminário Internacional sobre Políticas Públicas do Livro e Regulamentação de Preços, para intercâmbio de informações e experiências ao redor do mundo acerca da Lei do Preço Fixo. A iniciativa do debate foi da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), vice-presidenta da CE e autora do projeto de lei que prevê a implantação da lei no País.
O Projeto de Lei do Senado (PLS 49/2015), da autoria de Fátima, determina um preço único para os livros serem comercializados no Brasil durante o primeiro ano após seu lançamento ou importação, permitindo, nesse período, descontos de, no máximo, 10%. Após 12 meses, as promoções dos livros ficam totalmente liberadas, da forma como ocorre hoje.
A intenção da senadora é resgatar o livro como ferramenta de acesso ao conhecimento e ao livre pensamento, deixando de trata-lo como simples mercadoria, como vem acontecendo no País. “Nós queremos buscar caminhos e alternativas para fomentar e incentivar a leitura no País”, disse a senadora no discurso de abertura do seminário.
No Brasil, a pesquisa “Retratos da Leitura”, realizada em 2011, pelo Instituto Pró Livro e pelo Ibope, demonstrou que o número de leituras que, em 2007, era de 95,6 milhões caiu para 88, 2 milhões quatros anos depois. Uma queda de 9,1%. No mesmo período a população brasileira cresceu 2,9%.
“Esses dados nos preocupam muito. Infelizmente, tem se notado em todo o mundo, uma dinâmica de queda nos índices de leitura”, lamentou a senadora que, também é coordenadora da Frente Parlamentar Mista em defesa do livro, da leitura, da literatura e da biblioteca.
Com a proposta que estabelece o preço fixo de, pelo menos um ano, para livros lançados no País, Fátima Bezerra destacou que a grande vantagem dessa medida é resgatar a competitividade das livrarias menores e, também, resguardar o direito de todos os consumidores, e não somente daqueles que vivem em grandes centros urbanos, de terem acesso a produtos de qualidade e conteúdo diversificado. “Com a regulação de preços garantiremos a multiplicação dos pontos de venda, ampliando o acesso ao livro em todo o território nacional e diversificando o conteúdo do que é oferecido como leitura ao cidadão brasileiro”, apontou. “Temos a consciência de que não é um projeto que altera a cultura de um povo. Temos que buscar o desenvolvimento de políticas públicas de forma articulada, inclusive, com a parceria da sociedade civil”, emendou.
Outra preocupação demonstrada pela senadora é de que as bibliotecas públicas são um grande instrumento de acesso ao livro em todo o mundo. Apesar disso, no Brasil, segundo dados do Instituto Pró Livro, 76% dos brasileiros não frequentam bibliotecas e mais de 50% das pessoas com mais de cinco anos não tem o hábito de ler.
De acordo com a senadora Fátima, ela tem recebido sugestões de que a Lei do Preço Fixo seja denominada como Lei Carlos Drummond de Andrade.
“É preciso, pois, ler muito. Muito mesmo. A esse respeito, não podemos ter dúvidas: é preciso, ainda, ler tudo, absolutamente tudo. Não se recomendam livros. Todos os livros são bons, porque são livros. Há em todas as obras literárias, uma ideia, um pensamento, uma frase, interessante. O essencial era, e é, assinalar esse pensamento único. Porque é preciso ler.”, leu a senadora, no final de seu discurso, trecho de texto de autoria de Drummond.
Posicionamento do governo sobre o projeto
O ministro da Cultura, Juca Ferreira, classificou como questão da maior gravidade a prática da leitura no País. Segundo o ministro, a média de leitura é de 1,7 livro per capita ao ano. Esse índice está abaixo da leitura praticada em países vizinhos e mais pobres que o Brasil, como a Colômbia. “O Brasil que é a sétima maior economia do mundo, que se propõe a ser um País que resolva suas questões sociais, nunca deu a atenção que a leitura precisa no Brasil”, disse. “Essa batalha pela afirmação do Plano Nacional do Livro e da Leitura precisa de uma complementação de estratégia social de afirmação da leitura, como um dos principais mecanismos de construção de igualdade, qualidade de vida, condições que nos possibilitem enfrentar os desafios do Século 21”, completou.
Para Juca, o Brasil precisa reinventar a utilização de seus espaços públicos bibliotecários. Neste caso, o ministro avalia que as bibliotecas devem deixar de ser espaços em que o cidadão simplesmente vai buscar um livro emprestado e se transformar num centro completo de cultura.
“Nós não temos boas tradições, com raríssimas exceções, de bibliotecas ativas no Brasil. Nós temos que sair de um projeto de biblioteca passiva, que fica esperando o cidadão ir lá pedir um livro emprestado e ir para bibliotecas que sejam verdadeiros centros culturais estimulante da leitura, de treinamento prazeroso do exercício da leitura”, sugeriu.
Ainda de acordo com o ministro da Cultura, apesar de o Brasil ter tido avanços significativos na área de educação nos últimos anos, como a inclusão social,  o amplo acesso ao ensino superior, chegou o momento de qualificar a educação no País. E, esse processo de qualificação passa, segundo ele, pela qualificação na leitura.
“Essa questão da leitura deveria ser levada para campanhas semelhantes a realizadas no âmbito do Fome Zero. Nós já tivemos diversas campanhas sociais de envergadura bem sucedidas no Brasil. Enquanto tratarmos isso entre especialistas e interessados, não seremos bem sucedidos como Nação, no sentido de gerar índices que nos orgulhem e resolvam as questões na área do livro e da leitura”, apontou.
Luiz Cláudio Costa, ministro interino da Educação, elogiou a iniciativa da senadora Fátima Bezerra ao propor o seminário e disse que a parlamentar tem sido fundamental nos debates que ocorrem no MEC acerca, principalmente, do Plano Nacional de Educação (PNE).
Para ele, é fundamental que a lei permita que um cidadão, independente de sua classe social e posição geográfica, possa ter acesso a mesma literatura disponível nas grandes cidades e regiões metropolitanas. Além disso, novas tecnologias vem ameaçando ainda mais a aproximação, principalmente do público jovem, da literatura.
“Não podemos permitir que um jovem, pela sua classe social, pelo seu CEP ou qualquer outra condição ele seja privado da leitura. Ele tem que ter esse acesso. A tendência que temos hoje, se não cuidarmos disso, é o jovem se afastar cada vez mais da leitura por diversas razões. Hoje existem outros atrativos”, disse.
José Castilho Marques Neto, secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), destacou que a iniciativa da senadora se soma a muitas outras iniciativas que a parlamentar vem tomando na área da educação.
Segundo Castilho, o projeto apresentado pela senadora Fátima, deveria chegar ao debate no Congresso Nacional, contando com o respaldo de todo o setor livreiro do País.
Experiências internacionais
Jean-Guy Boin,diretor do Escritório Internacional da Edição Francesa (BIEF), explicou que a lei não é anticoncorrência. E sim, uma concorrência sobre a qualidade e os serviços. “Nós promovemos a concorrência por estarmos num dispositivo econômico e não num dispositivo cultural que não contemplaria as questões de ordem econômica”, disse.

Richard Charkin,presidente da International Publishers Association (IPA), explicou que todo país tem seu próprio caminho, não existe imposição acerca do preço a ser praticado.
Porém, todos os países têm os mesmos objetivos: manter o número de livrarias; competir contra o monopólio online; apoiar a diversidade de títulos; pessoas devem ter condição de comprar o livro por um preço justo e fixo independente do local em que ela se encontre no país.
Além disso, o representante da IPA enfatizou que a fixação de preço de livros seria um grande benefício para todos os envolvidos no Brasil. “É necessária a fixação de preços. Mas não é o suficiente”, disse.
Richard também disse que o setor livreiro necessita de apoio antimonopólio e antipirataria. “Não estamos falando apenas do apoio governamental, mas das empresas. Precisamos de apoio para a área da criatividade, a área da educação. A proteção dessa indústria só pode ser muito bem-vinda à sociedade”, apontou.
Situação do mercado livreiro nacional
Unanimidade entre os palestrantes da terceira mesa do seminário, os representantes do setor livreiro do País foram categóricos ao destacar as dificuldades atravessadas pelos entes dessa cadeira produtiva.
Para Afonso Martin, presidente da Associação Nacional de Livrarias, é necessária a regulamentação do setor livreiro para que se defenda a bibliodiversidade e proteger o acesso do cidadão ao livro. “É preciso uma regulamentação que dê equidade de acessibilidade ao livro no Brasil”, disse.
Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, relatou dados que mostram como o setor no Brasil ainda está longe de explorar seu potencial.
Em termos comparativos, relatou, o mercado francês tem um faturamento de 2,8 bilhões de euros. O mercado brasileiro, com a venda de editores para livrarias, de 5,4 bilhões de reais. Com um cambio muito favorável, isso dá 1,8 bilhão de reais. Sem as compras governamentais, isso dá 1,4 bilhão. É metade do mercado francês com uma população três vezes maior. “Deixar o mercado desregulado levará a um mercado concentrado”, apontou.
Luís Antonio Torelli, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), sugeriu que o poder público estimule a ampliação e a criação de novas livrarias no País. Para isso, medidas como a isenção da cobrança de IPTU e a criação de programas de financiamento poderiam motivar a abertura de novas livrarias, além da aprovação da Lei do Preço Fixo. “A lei tornará mais saudável à competição entre grandes e pequenos varejistas”, disse.
Júlio Cesar A. S. da Cruz, diretor Presidente da Catavento Distribuidora de Livros, sugeriu que o livro seja classificado como uma necessidade básica do cidadão, como os alimentos que compõem a cesta básica.
Para ele, colocar livros à venda em pontos de venda considerados não tradicionais fará com que haja uma expansão do hábito da leitura.
Encaminhamentos
No evento que contou com a participação de aproximadamente 120 pessoas, a senadora Fátima Bezerra informou que apresentará uma moção pedindo à Casa Civil que apresente um projeto que coloque em prática o que diz o Decreto 7.559/2011 – Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) e o Congresso possa debater o tema. “Que o PNLL saía do papel e chegue ao chão das escolas desse País. Esse Plano vai dar uma contribuição excepcional na ampliação dos espaços de acesso à leitura”, disse a senadora Fátima Bezerra.
Além disso, a senadora sugeriu que os participantes do seminário possam apresentar sugestões ao projeto que contará, inclusive, com debate na próxima Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) que se inicia amanhã, para que um texto definitivo possa iniciar a tramitação no segundo semestre pelas comissões do Senado e, ao final do ano, possa ser enviado para análise da Câmara dos Deputados.
“Podemos, a partir de hoje, dar o prazo máximo de um ano, para que essa lei tenha concluída sua tramitação. No Senado queremos acelerar. Mas é importante levar em consideração que a Câmara pode querer cumprir o ritual e fazer o debate nas comissões. Quando coloco o prazo de um ano, é para que a gente não passe desse prazo de forma alguma. Se pudermos aprovar antes, melhor ainda”, disse Fátima. Via JH.

Não fugimos da luta. Fernando Mineiro é hoje, um pré-candidato a prefeito pelo PT

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação.

Fernando Mineiro garante que PT terá candidato em 2016 mesmo se Dilma tiver mal

Em entrevista ao Jornal das Seis, da 96 FM, nesta segunda-feira (29), o deputado estadual Fernando Mineiro, do PT, confirmou que o partido vai ter candidatura própria a Prefeitura de Natal no próximo ano, independentemente da situação do Governo Federal. O parlamentar é, hoje, um pré-candidato a prefeito pelo PT.
“Uma coisa é a disputa nacional e a outra e municipal”, afirmou Mineiro, negando que tenha discutido a situação da candidatura no próximo ano com o governador Robinson Faria, do PSD, que o lançou candidato no início do ano.
Mineiro disputou a eleição em 2012, contra Carlos Eduardo, mas acabou ficando em terceiro lugar na disputa. Apesar disso, o desempenho de Mineiro foi considerado “bom”, pois a candidatura dele não era vista como prioridade para o partido. Fonte: Tulio Lemos do JH.

MEC prorroga até 20 de julho prazo para renovar contratos do Fies

O Ministério da Educação (MEC) prorrogou o prazo para a renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) até o dia 20 de julho. O prazo, que já foiprorrogado mais de uma vez, terminaria hoje (30).

A portaria com a ampliação do prazo foi publicada no Diário Oficial da União. As renovações devem ser feitas por meio do Sistema Informatizado do Fies (SisFies), também disponível nas páginas do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

O Fies oferece financiamento das mensalidades de cursos em instituições privadas de ensino superior, com juros de 3,4% ao ano. O estudante começa a quitar o financiamento 18 meses após a conclusão do curso. Da Agência Brasil Edição: José Romildo.

OBAMA DÁ 'FORA' NA GLOBO: BRASIL NÃO É POTÊNCIA REGIONAL, É MUNDIAL

Foto: Roberto Stuckert Filho/PR: <p>Washington - EUA, 30/06/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante Declaração à imprensa com o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR</p>
Presidente americano Barack Obama rebate repórter da Globo, em pergunta a presidente Dilma: "Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global"; "A imprensa brasileira, cada vez um retrato mais caricato de nossas elites, é um prato cheio para o complexo de vira-latas do Brasil", diz o Tijolaço.

Por Fernando Brito, do Tijolaço
O complexo de vira-latas do Brasil, hoje, latiu mais alto.
Perguntada pela repórter da Globo, diante de Barack Obama, sobre como conciliar a posição do Brasil, que se via como potência mundial, e que era visto pelos EUA como potência regional, Dilma Rousseff nem pôde começar a falar.
Um decidido Obma tomou a palavra para dizer à repórter que “não senhora, nós vemos o Brasil como potência mundial”.
“Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (…) no G-20, o Brasil é um voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil”
E fez um longo histórico do papel decisivo que o Brasil desempenha: “o Brasil é um parceiro indispensável” e uma série de considerações sobre o papel de nosso país, que você pode ver no vídeo abaixo, em espanhol.
O importante – e triste – é ver que a mentalidade dominante nos meios de comunicação – e em todo o pensamento conservador – é que ao nosso país está destinado um papel de vassalagem, em troca de ser um “gerente regional” destinado, no máximo, a manter sob controle os “índios” sul-americanos.
E interpretar como algo danoso a expansão de nossas relações com a África, com a Ásia e, especificamente, com a China como uma “traquinagem” que desagradaria os EUA e faria perdermos seus “favores”.
É exatamente o contrário – e a mente destas pessoas não alcança isso.
O Brasil será tanto mais respeitado, considerado e terá relações mais produtivas com os Estados Unidos quanto mais se afirmar como um parceiro mundial pelas nossas próprias pernas.
Um Brasil que interessa como parceiro à China, aos países africanos, à própria Europa interessa muito mais aos Estados Unidos que um capacho à espera de suas ordens.
Aliás, o capachismo aparece bem claramente quando o repórter da Folha vai perguntar a opinião de Obama sobre a “Lava Jato”. É muito sabujismo, quem sabe atrás de uma manchete do tipo “Obama exige apuração completa na Petrobras”.
A imprensa brasileira, cada vez um retrato mais caricato de nossas elites é um prato cheio para o complexo rodrigueano com que abri este post.
E que, além daquilo, também sacode alegremente a cauda diante do dono.

#VitóriadaJuventude: Câmara rejeita a redução da maioridade

Por Bruno Huberman, de Brasília.

Após muita luta da juventude brasileira, a proposta de redução da maioridade penal para crimes graves de 18 para 16 anos foi rejeitada na Câmara dos Deputados durante votação na madrugada desta quarta-feira (01/07). A proposta obteve 303 votos dos 308 necessários para ser aprovada. 184 votaram contra e 3 se abstiveram.
A Câmara dos Deputados pode agora votar o texto original, que reduz a idade penal para todos os votos. A votação pode acontecer ainda nesta quarta-feira. Enquanto isso, os estudantes comemoram a vitória com festa no gramado da Esplanada dos Ministérios, com direito à mergulho no espelho d’água.
“Eu estou muito emocianada. Foi uma vitória espetacular, porque bate de frente com o que há de pior neste Congresso Nacional, que é a bancada da bala. Os conservadores saíram derrotados hoje e a juventude continua de pé. A partir de agora é só avanço e o recado está dado: se houve retrocesso, estaremos aqui ocupando o Congresso Nacional!”, declarou a presidenta da UNE, Carina Vitral, ao final da votação.

JUVENTUDE UNIDA CONTRA A REDUÇÃO

As pipas tomaram o céu azul da capital federal mais uma vez. Com união e alegria, mais de cinco mil jovens de diversos movimentos sociais, dos 27 Estados do país, tomaram a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, em uma marcha contra a redução da maioridade penal na manhã desta terça-feira.

HABEAS CORPUS RASGADO

O dia foi marcado ainda por arbitrariedades por parte do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que desrespeitou o habeas corpus obtido pelos estudantes da UNE e da UBES, que lhes permitiam acesso às galerias do plenário.
O parlamentar distribuiu um número reduzido de senhas para os partidos, e só está liberando o acesso ao Plenário para quem possui uma. A galeria acabou ficando vazia, com centenas de manifestantes barrados.
E novamente a polícia legislativa utilizou gás de pimenta para dispersas os estudantes que protestavam contra a redução. Desta vez, o ataque aconteceu do lado de fora na Câmara, na entrada do Anexo 3 da Casa.

AUMENTO DA INTERNAÇÃO

No Senado, está sendo apreciada a projeto do senador José Serra (PSDB-SP), que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para aumentar o tempo de internação dos menores infratores para até dez anos. A proposta conta com a simpatia do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

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