quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Plenária do PT/RN discute campanha de Dilma


O Partido dos Trabalhadores no RN convoca militantes e apoiadores para discutir os rumos da campanha de Dilma 13 no Estado, hoje (quinta-feira), às 18h30, no Hotel Monza (Avenida Senador Salgado Filho). Mais cedo, às 17h, blogueiros, twitteiros e usuários de internet em geral que apoiam o projeto político de Dilma Rousseff reúnem-se no mesmo local para discutir a campanha da internet. Entre os assuntos a serem abordados, está a onda de mentiras contra a candidata e como se contrapor a isso.

Em entrevista, Mineiro diz que DEM é "camaleônico" e se escondeu como oposição

A avaliação da eleição 2010 feita pelo deputado estadual Fernando Mineiro (PT) em entrevista ao Jornal 96, da 96 FM tem dois pontos importantes na vitória do partido DEM no Rio Grande do Norte:os erros da campanha do PSB e a postura camaleônica do DEM que se escondeu como oposição ao Governo Lula.

“O DEM teve uma postura camaleônica e se esconderam no 1º turno: eles não falaram como oposição e como anti-Lula. Ele se esconderam o tempo todo e agora mostram a verdade, que são oposição inclusive como coordenadores da campanha de Serra no RN. Esse foi um dos elementos da vitória já que as pesquisas mostravam que os eleitores não entendiam que Rosalba era oposição ao presidente Lula”, argumenta Mineiro.

Para Mineiro, o insucesso da chapa formada pelo PSB e PT no Rio Grande do Norte não tem relação com a desaprovação ao Governo Federal no Estado. Ele disse ainda que no Rio Grande do Norte o DEM tem representatividade.

“Foram muitas questões que definiram assim [com a vitória de Rosalba Ciarlini (DEM)] as eleições, mas uma das questões foi o atraso na definição da candidatura que desde maio do ano passado que lutamos por isso. Outro ponto é a polarização de projetos e de apoios, onde no interior ficava indefinida a postura dos candidatos: era uma mistura tão grande que não teve um rumo, como foi muito misturado – os candidatos majoritários e os proporcionais – a campanha se tornou fria, sem discussão e sem debate”, destaca Mineiro.

Com a reeleição, o deputado Mineiro é o único deputado estadual pelo PT na Assembleia e durante a entrevista, agradeceu aos eleitores potiguares. “Saímos em chapa própria e representando um conjunto e tivemos 91 mil votos: isso é fruto de um trabalho coletivo, não só meu, de quem votou e trabalhou comigo”, frisou.
 

O comentário de que o presidente Lula havia falado que os petistas do Rio Grande do Norte eram “bundões” também foi alvo de pergunta. Sobre o assunto, Mineiro disse que a discussão é “sem futuro” e que ele faz um “debate de ideias”.


No segundo turno, em que a candidata petista Dilma Rousseff disputa a vaga com José Serra (PSDB), a classe política irá se dividir no Rio Grande do Norte. Mesmo apoiando a mesma candidata, O PMDB e o PT irão fazer campanhas distintas. “Eu vejo com muita naturalidade já que não tivemos palanque junto com Garibaldi no primeiro turno", disse. Mineiro.

Fonte: Nominuto.com

Mineiro agradece eleitores e convoca para campanha de Dilma.

GRATIDÃO E CONVOCAÇÃO
É com o sentimento de gratidão que me dirigo a cada uma das pessoas  que me passaram a procuração para representá-las na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nos próximos quatro anos.
Como sempre falo, votar é passar uma procuração. E saberei retribuir com trabalho, dignidade e ética a confiança depositada em mim.
 
Minha gratidão se entende aos demais candidatos do PT e a quem neles votou. Só garantimos nossa vaga porque, juntos, conquistamos os votos necessários à eleição de uma deputado. Neste sentido, exercerei, mais do que nunca, um mandato partidário.
À gratidão soma-se uma convocação. Como eu dizia com quem conversei durante o primeiro turno, a candidatura mais importante nessas eleições não era a minha, era, e é, a candidatura Dilma.

 
Por soberana decisão de nosso povo, estamos no segundo turno. A participação e o envolvimento dos eleitores do PT e dos partidos aliados será decisiva neste atual período da disputa política. Os primeiros dias deste segundo turno já nos dão a dimensão do que enfrentaremos nos próximos.
Evitando a armadilha de quem busca desfocar o debate essencial - a discussão sobre os caminhos políticos, econômicos e culturais do nosso país - reafirmaremos propostas e projetos para o Brasil seguir mudando.
Mais do que nunca, a presença e garra de cada um de nós é fundamental e decisiva neste momento.
Na noite do  dia 31 de outubro comemoraremos juntos nossas vitórias.
Meu muito obrigado.
 
Mineiro.

Marina ataca apetite do PV por cargos

Da Folha de S.Paulo, por Bernardo Mello Franco:

Em reunião fechada com aliados, a candidata derrotada do PV à Presidência, Marina Silva, atacou ontem a gula de dirigentes do partido por cargos e afirmou que não vai "se apequenar" nas negociações do segundo turno.

Ela se mostrou irritada com a intenção do núcleo da campanha de José Serra (PSDB) de oferecer quatro ministérios em troca do apoio do PV, como noticiou ontem o Painel.

Em tom de ironia, Marina criticou o fisiologismo de parte da cúpula verde, sugerindo que a oferta seria alta demais para alguns dirigentes de seu partido.

"Quatro ministérios pro PV... Caramba! Do jeito que tem gente aí, basta pensar num conselho de estatal, já estaria muito bom. Certo? Tem esse tipo de mentalidade", disse ela.

A senadora reclamou do assédio a aliados e prometeu não se curvar à "velha política", referindo-se à oferta de espaço no futuro governo. Segundo ela, seus eleitores cobram "postura e valores" diferentes. "Quem estiver oferecendo cargo não entendeu nada do que as urnas disseram", afirmou.

Marina insistiu que ela e seus apoiadores não podem "se apequenar" nas conversas com PT e PSDB. "Nós sabemos que esse movimento [sua candidatura] é maior que nós. Não podemos nos apequenar como vão querer que nos apequenemos."

Ela também demonstrou incômodo com a sugestão de que apoiaria Dilma Rousseff (PT) por gratidão ou amizade ao presidente Lula, indicando que não cederá a um apelo emocional do ex-chefe.

"Não pode [...] achar que é uma discussão de amizades históricas, por mais viscerais, umbilicais, cardíacas que elas possam ser."

Marina disse ter ficado "muito triste" com reportagem da Folha publicada no sábado, um dia antes da eleição, mostrando que a cúpula do PV já se inclinava a declarar apoio a Serra. A senadora ressaltou que ainda estava "desesperadamente lutando" para ir ao segundo turno.
Para ler a reportagem completa, na íntegra, clique aqui se você é assinante da Folha ou do portal Uol.

FMI revisa e prevê crescimento econômico do Brasil de 7,5% em 2010

Mais uma vez, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a previsão de crescimento da economia brasileira . O relatório World Economic Outlook (Perspectivas da Economia Mundial), divulgado hoje (6), indica que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro vai crescer 7,5% em 2010 - um aumento de 0,4 ponto percentual sobre a projeção anterior, feita em julho.
 A previsão do fundo é semelhante à feita pelo mercado. O último boletim Focus (levantamento divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em consultas ao mercado), publicado ontem (5), previa avanço de 7,55% no PIB do país.
Na avaliação do deputado Vignatti (PT-SC), a revisão positiva do fundo para o crescimento da economia brasileira, deve-se ao desempenho de todos os setores econômicos do País. "Antes do governo Lula, quando a economia brasileira mendigava ajuda do FMI, todas as projeções do fundo eram sempre negativas para o País. Hoje, com a pulverização do crescimento econômico com distribuição de renda, aumento do emprego e valorização do salário mínimo, as projeções são bem diferentes. É por isso que temos que assegurar a continuidade de todas essas mudanças, elegendo Dilma como sucessora do presidente Lula", afirmou.
Previsão
A estimativa está um pouco acima da estimativa do próprio Banco Central, que prevê crescimento de 7,3%. O crescimento projetado para o Brasil em 2010 está acima da média mundial (4,8%) e da América Latina (5,7%). Segundo o FMI, o avanço na América Latina vem sendo impulsionado pela melhora nas políticas macroeconômicas dos países da região nas duas últimas décadas.
Outros fatores, como os altos preços das commodities (base das exportações de muitos desses países), também têm impacto sobre o crescimento da economia. Segundo o FMI, a América Latina está deixando a crise para trás em uma velocidade mais rápida do que o esperado, e a recuperação vem sendo liderada pelo Brasil, onde, diz o relatório, "a economia está agora dando sinais de superaquecimento".
O governo brasileiro já disse repetidas vezes que tem toamdo todas as medidas necessárias para evitar um superaquecimento da economia.

Veje os Números dos Presidenciáveis.

Apuração por Estado - presidenciáveis
 
 
Candidato: DILMA     JOSÉ SERRA         MARINA SILVA
Acre Acre 23,92% 52,12% 23,45%
Alagoas Alagoas 50,92%  36,46% 11,50%
Amapá Amapá 47,38%  21,36% 29,71%
Amazonas Amazonas 64,98% 8,47% 25,71%
Bahia Bahia 62,62%  20,98% 15,74%
Ceará Ceará 66,30% 16,36% 16,36%
Distrito Federal Distrito Federal 31,74% 24,30% 41,96%
Espírito Santo Espírito Santo 37,25% 35,44% 26,26%
Goiás Goiás 42,23% 39,48% 17,18%
Maranhão Maranhão 70,65% 15,09% 13,59%
Mato Grosso Mato Grosso 42,94% 44,16% 12,00%
Mato Grosso do Sul Mato Grosso do Sul 39,86% 42,35% 16,88%
Minas Gerais Minas Gerais 46,98% 30,76% 21,25%
Pará Pará 47,93% 37,70% 13,39%
Paraíba Paraíba 53,21% 28,43% 17,64%
Paraná Paraná 38,94% 43,94% 15,91%
Pernambuco Pernambuco 61,74% 17,37% 20,30%
Piauí Piauí 67,09% 20,93% 11,41%
Rio de Janeiro Rio de Janeiro 43,76% 22,53% 31,52%
Rio Grande do Norte Rio Grande do Norte 51,76% 28,14% 19,16%
Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul 46,95% 40,59% 11,33%
Rondônia Rondônia 40,74% 45,39% 12,70%
Roraima Roraima 28,72% 51,03% 18,77%
Santa Catarina Santa Catarina 38,71% 45,77% 13,99%
São Paulo São Paulo 37,31% 40,66% 20,77%
Sergipe Sergipe 47,67% 38,05% 13,26%
Tocantins Tocantins 50,98% 27,99% 20,56%

De “Dilmamóvel”, candidata do PT faz carreata pela Baixada Fluminense

Dilma prometeu levar experiência das UPPs da capital para cidades vizinhas
Carolina Farias, do R7 no Rio
A candidata a Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, percorreu cidades da Baixada Fluminense nesta quarta-feira (6) em carreata que começou por volta das 15h em Duque de Caxias. Ao lado da candidata, no "Dilmamóvel" - um jipe em que a candidata circula a céu aberto -, participaram também o senador reeleito Marcelo Crivella (PRB), o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), também eleito para o Senado, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), também reeleito.
Diferentemente de ocasiões anteriores, Dilma atendeu a imprensa sem o habitual púlpito que a deixava distante dos repórteres. Nesta quarta, ela respondeu às perguntas no meio de jornalistas e repórteres, cinegrafistas e fotógrafos, o que provocou um início de tumulto.
Para conquistar os eleitores da Baixada, Dilma prometeu levar as UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora), que foram criadas na capital por Cabral.
- Vamos assumir um compromisso com a Baixada que é o mesmo que assumimos na cidade do Rio de Janeiro. Nós vamos levar para a Baixada as UPPs que estão dando certo no Rio. Trazer melhorias não só na condição de vida da Baixada. O que interessa é a vida das pessoas, e aí a segurança é uma questão central.
A carreata acabou cerca de uma hora depois do início na cidade de São João do Meriti (RJ). Ao longo do percurso as pessoas se aglomeram para ver a comitiva da candidata do PT. R7.

Toninho do Diap: oposição pagou preço alto por atacar Lula

O presidente que for eleito no próximo dia 31 vai se deparar com um Senado com feição renovada. Das 54 cadeiras disputadas (2/3) neste ano, 36 serão ocupadas por novos nomes, uma mudança significativa, conforme frisa o analista político, Antônio Augusto de Queiroz (Toninho), diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Em entrevista a Terra Magazine, ele avalia a nova composição da Câmara dos Deputados, que sofreu renovação na ordem de 43%, abaixo da média verificada nas últimas cinco eleições. Fala também sobre o desempenho dos partidos de oposição na briga por vagas no Congresso e da estratégia "equivocada" do DEM e do PSDB de colidir frontalmente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambas as siglas amargaram derrotas de medalhões, como Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Heráclito Fortes (DEM-PI).

Segundo o analista político, o DEM, em especial, "pagou um preço muito alto por fazer uma oposição extremamente agressiva a um presidente muito popular".

Confira a entrevista


Terra Magazine: Das 54 vagas disputadas no Senado, 36 serão ocupadas por novos parlamentares. Como o senhor avalia essa nova configuração?
Antônio Augusto de Queiroz - O Senado teve renovação significativa, embora abaixo da média histórica das últimas eleições em que 2/3 das vagas estavam em disputa. Na eleição de 1994, apenas nove dos 54 senadores que disputavam o mandato foram reeleitos. Em 2002 (quando a renovação foi de 1/3), o número subiu para 14, agora está entre 18 e 19, porque há dúvida sobre o resultado final. De qualquer maneira, houve renovação extremamente significativa. Algo em torno de 45% de toda a composição do Senado.

Terra Magazine: Nas eleições de 2006 para o Senado, o DEM conseguiu o melhor desempenho nas urnas. Teve ainda a maior bancada, seguido pelo PMDB, que neste pleito foi o grande vitorioso (elegeu 16 senadores). O PT ficou em segundo, com 11 cadeiras (os dois juntos ficaram com metade das vagas). Por que o DEM teve um desempenho tão diferente do de 2006, elegendo apenas dois senadores?
Queiroz:  O DEM pagou um preço muito alto por fazer uma oposição extremamente agressiva a um presidente muito popular, que é o caso do presidente Lula. E sem uma sustentação nos governos estaduais e nas assembleias legislativas e mesmo nas câmaras de vereadores e nas prefeituras que lhe dessem esse respaldo indispensável.
O fato é que, na eleição, muito dos seus candidatos não conseguiram renovar seus mandatos exatamente porque não tinham essa estrutura no plano estadual.
Apenas para citar, dois senadores do DEM que foram reeleitos, o Demóstenes Torres (GO) e o José Agripino Maia (RN), focaram nos temas regionais, esqueceram a questão nacional, especialmente a relação com o governo Lula, e se acomodaram em torno de coligação muito ampla, com candidato extremamente competitivo. Então, em certa medida, os dois anularam essas variáveis que foram responsáveis pela derrota dos senadores de oposição que não conseguiram renovar o mandato.

Terra Magazine: Falando em senadores da oposição que não conseguiram renovar o mandato, há nomes de peso, como Mão Santa (PSC-PI) e Arthur Virgílio (PSDB-AM). Por que eles foram derrotados nas urnas?
Queiroz: Rigorosamente, aconteceu o mesmo fenômeno. No PSDB, perderam a eleição o Arthur Virgílio (AM), líder do partido, e o Tasso Jereissati (CE), presidente da legenda. Eles disputaram a eleição com candidaturas isoladas, sem estarem vinculados a uma coligação forte, a um candidato ao governo forte. E mesmo a eleição presidencial sem palanque estruturado e com essa condição de terem feito oposição a um presidente popular, em estados onde a popularidade dele é superior à média nacional.
Sem dúvida foi uma estratégia equivocada. Talvez a ideia era fazer um desafio e provar que o presidente não teria condições de convencer os eleitores para que elegessem outros nomes. Até porqu, são senadores que têm serviços prestados a seus Estados, tiveram apoio forte da indústria local.
E tem também outros, como o Mão Santa (PSC), que padeceu do mesmo erro. Continuou batendo em um presidente extremamente popular, num estado onde a média de popularidade do Lula era superior à média nacional.

Terra Magazine:Pode-se dizer que essa nova composição do Senado, a julgar pelo tamanho das bancadas, é mais favorável à candidata petista, Dilma Rousseff.Queiroz: Na hipótese da eleição de Dilma Rousseff, ela terá no parlamento uma ampla maioria, da ordem de 2/3. Tanto na Câmara quanto no Senado. Na Câmara, cerca de 110, 115 cadeiras ficaram com a oposição, o que é inexpressivo, já que sobrariam algo em torno de 400 cadeiras favoráveis ao governo.
No Senado, a tendência é que a base de sustentação do governo fique em torno de 60 parlamentares, muito além dos 49 indispensáveis para a aprovação de emendas na Constituição.
Houve uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal, de dois anos atrás, determinando que o mandato pertence ao partido. Isso quer dizer que as bancadas futuras, cujos integrantes foram eleitos na atual eleição, e, portanto, depois da decisão do Supremo, tenderão a ser mais coesas. Se estiverem na oposição, votarão 100% contra o governo e, se estiverem na base, votarão integralmente a favor do governo. A tendência, caso Dilma vença, é que haja uma maioria confortável para aprovação de reformas, especialmente, a tributária e a política.
Agora, é preciso dizer também que a oposição, especialmente no Senado, ganha nomes de peso, como Aloysio Nunes e Aécio Neves. Uma curiosidade em relação à composição do Senado: como Collor não foi para o segundo turno da eleição em Alagoas, teremos, pela primeira vez, três ex-presidentes com mandatos no Senado. Além de Collor, teremos Itamar Franco e José Sarney.

Terra Magazine: E em relação ao novo desenho da Câmara dos Deputados?
Queiroz: A Câmara dos deputados sofreu uma renovação da ordem de 44%, portanto, uma renovação abaixo da média histórica, que tem sido de 50% nas cinco últimas eleições. É verdade que, há duas eleições, a renovação foi de 43%, mas a média é de 50%.
Essa composição da Câmara, assim como no Senado, penalizou os partidos de oposição. O DEM, o PSDB diminuiram muito sua bancada e o PPS também perdeu cadeiras na Câmara dos Deputados. De modo que a nova composição, do ponto de vista da relação governo X oposição, será mais governista. Do ponto de vista ideológico, a tendência é que tenha havido crescimento dos partidos à esquerda do espectro político e uma permanência daquele número de parlamentares ao centro do espectro político.
Então, você teve uma redução mais à direita, uma manutenção do centro e um crescimento à esquerda. Isto fará com que, no interior do governo da presidente Dilma, na hipótese de ela ganhar, haja muita disputa por espaço do ponto de vista do debate do conteúdo da política pública. Porque PDT e PMDB, por exemplo, desta vez, fazem parte do governo da coalizão que poderá elegê-la. Antes, não. Na eleição do presidente Lula, eles entraram após o presidente ter sido eleito, portanto, não fizeram parte da coligação que elegeu. E vão exigir mais espaço. É possível que o PT seja mais aguerrido na defesa de suas posições.

Terra Magazine: E na hipótese de uma vitória do tucano José Serra?
Queiroz: Na hipótese de eleição do presidenciável do PSDB, José Serra, embora ele tenha condições de levar para sua base boa parte dos atuais partidos que dão sustentação ao governo Lula, ele teria dificuldades grandes em convencer partidos à esquerda do espectro político. Aí, incluídos PT, PSB, PDT, PCdoB, Psol etc. São partidos que reúnem em torno de 200, 200 e poucos votos. E isso pode ser determinante, por exemplo, para impedir o número de 308 votos, que é o número indispensável para aprovar emendas na Constituição.
Num eventual governo Serra, ele teria que convencer esse núcleo ideológico a votar nas suas propostas e, para isso, teria que fazer grandes concessões do ponto de vista do conteúdo.
Então, para a aprovação de medidas que exijam quórum qualificado, quórum de 3/5, como no caso das emendas para a Constituição, encontraria mais dificuldade, mas para as demais matérias, teria condições de levar para sua base partidos como PR, PTB, PP etc, que, historicamente, têm apoiado governos, independentemente da coloração ideológica.

Terra Magazine: Falando em Câmara dos deputados, o que o senhor achou da vitória do humorista Tiririca, com votação recorde (1.353.820, 6,35% do total)?
Queiroz: Foi um misto de ignorância política do eleitor e voto de protesto. Trata-se de uma celebridade e as pessoas se identificam muito com a graça que ele faz como palhaço. Só que ele não foi eleito como palhaço, foi eleito como deputado federal. Se não se comportar como tal, não dura seis meses no mandato. A Câmara se encarregará de afastá-lo do convívio dos demais deputados se sentir que ele compromete a imagem da instituição. Espero que ele faça jus aos votos, à votação expressiva que recebeu, se cerque de bons assessores e nos brinde com um excelente mandato.

Fonte: Terra Magazine.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Rosalba fala com Fátima Bezerra e pede apoio dela ao Rio Grande do Norte

Cumprindo o que disse na campanha, a governadora eleita Rosalba Ciarlini procurou seus adversários da bancada federal para conversar sobre o futuro do Rio Grande do Norte.

Recebeu ligação do deputado Henrique Alves e ligou para os deputados Sandra Rosado e João Maia.
Faltava só a deputada petista Fátima Bezerra, que não atendeu o telefone porque estava viajando de Natal para Brasília.
Ao chegar à Corte, a deputada retornou a ligação.
As duas conversaram, Rosalba disse que sabia que Fátima tinha o lado dela, mas que o partido que ela queria defender, com apoio dela, era o Rio Grande do Norte.
A governadora eleita lembrou que vota em Serra para presidente, mas que o senador Garibaldi Filho vota em Dilma.
Fátima se dispôs a colaborar. THAISA GALVÃO.
*
E o Blog pergunta...
Os adversários de Rosalba vão colaborar com o governo dela até quando?
Porque, pelo que se sabe, a campanha de 2012 já começou.
E achar que Rosalba e Fátima estarão juntas em 2012, é querer demais...
Então...

Serra comete ato falho e diz ser a favor do aborto

Em discurso há pouco em cerimônia do PSDB para comemorar seus resultados nas eleições, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, cometeu um ato falho ao falar sobre a legalização do aborto. Serra referia-se às notícias de que a campanha de sua adversária, Dilma Rousseff, e seu partido, o PT, trabalhavam uma estratégia para retirar da pauta do segundo turno a questão. No final do primeiro turno, a incerteza sobre a posição de Dilma a esse respeito a fez perder pontos.
“Estão querendo tirar o aborto da pauta. Eu nunca disse que sou contra o aborto, porque sou a favor o aborto”, disse primeiro Serra, para surpresa da plateia. “Ou melhor, sou contra o aborto”, corrigiu em seguida.

Agradecimentos...

Meus caros companheiros (as),

Foi uma campanha difícil, dura mais vitoriosa, enfrentamos muitos canditaos poderosos, que usarem outras praticas para conquistar os votos de eleitor são-gonçalense. O PT apresentou seus candidatos por trabalho prestado e o reconhecimento da militância, dos nossos amigos e familiares, além das obras do governo federal que o presidente lula juntamente com os deputados Fátima bezerra e Fernando mineiro lutarem para trazer para nossa cidade, entre elas esta o ifrn, que é de estrema importância para o futuro de nossos filhos.  Meu orgulho e da militância do PT em pedir votos para mineiro em são gonçalo é muito gratificante, quando entramos na casa de um amigo para pedir o voto, pedimos para um deputado ficha limpa, que tem um trabalho reconhecido nos movimentos sociais, na agricultura familiar, nos assentamentos agrícolas em todos o estado do rio grande do norte.

O deputado Fernando mineiro tem uma longa trajetória política e já cumpriu quatro mandatos como vereador na câmara municipal de natal. Além disso, participou dos movimentos estudantil, popular e sindical na cidade e foi um dos fundadores do partido dos trabalhadores – PT e da central única dos trabalhadores – CUT no estado.

Atualmente, está no exercício de seu segundo mandato e é líder do PT na assembléia legislativa do rio grande do norte e, em maio de 2010, foi eleito presidente da comissão de constituição e justiça da alrn.

Seus principais eixos de atuação são as áreas de educação, saúde, finanças públicas, política urbana, meio ambiente, economia solidária, agricultura familiar, cultura, juventude, além acompanhar e participar da luta por direitos das mulheres, negros, indígenas e homossexuais. Estamos satisfeito. Nossa missão foi cumprida demos 720 votos a Mineiro deputado estadual eleito, 780 Geraldão, e 6.021 á Fátima bezerra, sem precisar comprar um, foi o voto consciente, o voto das pessoas que acreditam que Brasil precisa continuar mudando para melhor, agradeço a cada um militante que segurou sua bandeira vestiu sua camisa, caminhou conosco voluntariamente, e a todos que mais uma vez acreditaram em mim, e no meu candidato. Aos meus amigos do tranposte alternativos, meus companheiros da casa de saúde são lucas, e da liga contra o câncer, meu amigo e ex. Patrão Emerson da Pressae ambulância, Rosi de mãe luisa, Andréia de nova natal, meus irmões Nanyr e Junior, minha família, minha companheira meu filho, a toda equipe do diretório do pt municipal Danilo, Gracilene, Hugo, Pablo, Rodrigo Daniel Miranda, o nosso presidente Helomar Junior, o vereador Eraldo Paiva, Moreira, sua esposa Welma, Marina, Kaline, Fabão Fluvio, Chiquinho, Naldo boró, enfim a todas ás pessoas que estiveram ao meu redor nessa campanha, ambos foram de muita importância nesse pleito onde totalizando a votação dos nossos candidatos, aqui em são gonçalo, mineiros Fátima e Geraldão chegaram a quase 8.000 votos.

Vamos para o segundo turno com muita garra e força.

Marcos imperial é gente nossa.

JOSÉ SERRA - ASSINOU O ABORTO NO BRASIL EM 1998

Encontro de Dilma com líderes cristãos

Evangélico sai em defesa e Dilma

Estudo do Ipea aponta diminuição acelerada da pobreza no país

A pobreza no Brasil vem diminuindo em ritmo acelerado desde 2003 e essa queda acontece de maneira mais acentuada entre os mais pobres . É o que aponta estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento dá continuidade à série de análises sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).

A análise considera três linhas de pobreza diferentes - com renda abaixo de meio salário mínimo, abaixo de R$ 100 mensais (corrigidos a partir da base de 2004, com a criação do Bolsa Família) e R$ 50 mensais (também corrigidos a partir de 2004).

O índice daqueles com renda inferior ao equivalente a R$ 50 (de 2004) caiu de 10,3%, em 2001, para 4,8% em 2009 - uma redução de 53,4%.

A proporção dos que ganham menos de R$ 100 (em 2004) caiu de 26,1%, em 2001, para 13,7%, em 2009, numa queda de 48%. Na faixa dos que ganham menos de meio salário mínimo, a proporção caiu de 45,4% em 2001 para 29,2% em 2009 - queda de 36%. "Isso é consequência de uma distribuição de renda cada vez mais igualitária", aponta o Ipea.

Para deputados do PT, a continuidade dessa tendência positiva de diminuição da pobreza depende fortemente da continuidade de políticas afirmativas implementadas no governo petista.

Segundo o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), o conjunto de políticas públicas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva implementou, ao lado de uma politica econômica que gera empregos e combate a pobreza exatamente nas camadas mais pobres, provocou uma mudança importante. "É fundamental destacar que o governo FHC (ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB) não teve políticas abrangentes de combate à pobreza. No máximo, políticas focadas", disse.

O governo Lula, por outro lado, afirmou, "insere no país a lógica de políticas universais, aquelas não limitadas a um pequeno número de pessoas, mas direcionadas ao conjunto de pessoas que precisam desses resultados. E é exatamente esse o confronto entre os dois projetos, o do PSDB e o do PT, que trabalha inclusão e desenvolvimento", afirmou.
Desigualdade
Segundo a análise do Ipea, a renda do trabalho tem um peso muito maior sobre a queda da desigualdade do que outras fontes, como renda previdenciária ou programas de transferência de renda, o que explica a razão pela qual o ritmo da queda na desigualdade caiu entre 2008 e 2009 mesmo com as ações do governo para mitigar os impactos da crise financeira global.
O estudo aponta que a desigualdade no país continua caindo em 2009, mas em um ritmo um pouco menor que nos anos anteriores. Enquanto de 2005 a 2008 o Coeficiente de Gini (que mede a desigualdade) caiu em média 0,72 ponto ao ano, de 2008 a 2009 a queda foi de apenas 0,53 pontos (numa escala de zero a 100) .
O Coeficiente de Gini tem variação entre 0 (menos desigual) e 1 (mais desigual) e mede a relação entre a concentração de renda entre os mais ricos e os mais pobres. Essa diminuição do ritmo, no entanto, segundo o Ipea, foi devida à crise mundial e não é preocupante nem indica o início de uma tendência de menor redução da desigualdade.
Entre 2008 e 2009, houve uma queda de 32% para 29,2% na proporção daqueles com renda inferior a meio salário mínimo, de 14,6% para 13,7% na proporção das pessoas com renda menor que o equivalente a R$ 100 em 2004 e de 4,9% para 4,8% na parcela com renda inferior a R$ 50 de 2004.
Políticas afirmativas
Segundo o deputado Pedro Eugênio (PT-PE), os dados do estudo do Ipea são animadores e revelam a necessidade de continuidade dessa tendência positiva. "Temos no governo Lula políticas afirmativas de diminuição da desigualdade. A crise impactou um pouco e desacelerou a diminuição da pobreza no país, mas a queda acentuada da pobreza se mantém. O atual governo atuou no fortalecimento do mercado interno, na desoneração da linha branca (máquinas de lavar e geladeiras, por exemplo) e do setor automobilístico. Essas medidas, ao lado de incentivos dados ao BNDES para que a indústria de bens de capital (máquinas e equipamentos) mantivesse sua produção, foram criticadas pelo PSDB, que viu nisso "irresponsabilidade" do governo e "quebra" de bancos. Agora, quando os números revelam o cenário positivo, eles (PSDB) percebem que se o país tivesse embarcado na visão de cortar crédito e investimentos e reduzir gastos públicos iria aumentar a desigualdade, ao invés de reduzi-la", afirmou Pedro Eugênio.
"Também merecem destaque as medidas públicas de acesso à saúde e habitação, que têm impacto direto na renda e representam um salário indireto. Quem tem mais saúde e educação, por exemplo, deixa de gastar com medicamentos e tem mais oportunidades de emprego", afirmou.

Emprego na indústria cresce há 13 meses, mostra pesquisa da CNI

 Pelo 13º mês consecutivo, o emprego na indústria continuou a crescer em agosto, segundo pesquisa divulgada ontem pela confederação nacional do setor. O aumento de contratações foi de 0,8%, comparativamente a julho, de acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“Em um cenário de forte dinamismo do mercado de trabalho, não está havendo pressões salariais no setor”, diz o levantamento Indicadores Industriais.
A pesquisa registra ainda que houve aumento das horas trabalhadas em agosto. A Utilização da Capacidade Instalada diminuiu.
O faturamento da indústria foi menor em agosto do que em julho, mas cresceu 11,5% nos primeiros oito meses de 2010, em comparação com o mesmo período do ano passado. “Mesmo com a queda de agosto, o faturamento continua sendo a variável que mostra o maior crescimento na comparação com o período pré-crise, com 4,1% mais sobre o nível de setembro de 2008”, assinala a pesquisa.

Meus caros leitores,

Há dois projetos em ação:



Um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. José Serra representa esse ideário.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT.
Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto.
É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos.

O artigo é de Leonardo Boff.

O Brasil está ainda em construção. Somos inteiros mas não acabados. Nas bases e nas discussões políticas sempre se suscita a questão: que Brasil finalmente queremos?

É então que surgem os vários projetos políticos elaborados a partir de forças sociais com seus interesses econômicos e ideológicos com os quais pretendem moldar o Brasil.

Agora, no segundo turno das eleições presidenciais, tais projetos repontam com clareza. É importante o cidadão consciente dar-se conta do que está em jogo para além das palavras e promessas e se colocar criticamente a questão: qual dos projetos atende melhor às urgências das maiorias que sempre foram as “humilhadas e ofendidas” e consideradas “zeros econômicos” pelo pouco que produzem e consomem.

Essas maiorias conseguiram se organizar, criar sua consciência própria, elaborar o seu projeto de Brasil e digamos, sinceramente, chegaram a fazer de alguém de se u meio, Presidente do pais, Luiz Inácio Lula da Silva. Fou uma virada de magnitude histórica.

Há dois projetos em ação: um é o neoliberal ainda vigente no mundo e no Brasil apesar da derrota de suas principais teses na crise econômico-financeira de 2008. Esse nome visa dissimular aos olhos de todos, o caráter altamente depredador do processo de acumulação, concentrador de renda que tem como contrapartida o aumento vertiginoso das injustiças, da exclusão e da fome. Para facilitar a dominação do capital mundializado, procura-se enfraquecer o Estado, flexibilizar as legislações e privatizar os setores rentáveis dos bens públicos.

O Brasil sob o governo de Fernando Henrique Cardoso embarcou alegremente neste barco a ponto de no final de seu mandato quase afundar o Brasil. Para dar certo, ele postulou uma população menor do que aquela existente. Cresceu a multidão dos excluidos. Os pequenos ensaios de inclusão foram apenas ensaios para disfarçar as contradições inocultáveis.

Os portadores deste projeto são aqueles partidos ou coligações, encabeçados pelo PSDB que sempre estiveram no poder com seus fartos benesses. Este projeto prolonga a lógica do colonialismo, do neocolonialismo e do globocolonialismo pois sempre se atém aos ditames dos paises centrais.

José Serra, do PSDB, representa esse ideário. Por detrás dele estão o agrobusiness, o latifúndio tecnicamente moderno e ideologicamente retrógrado, parte da burguesia financeira e industrial. É o núcleo central do velho Brasil das elites que precisamos vencer pois elas sempre procuram abortar a chance de um Brasil moderno com uma democracia inclusiva.

O outro projeto é o da democracia social e popular do PT. Sua base social é o povo organizado e todos aqueles que pela vida afora se empenharam por um outro Brasil. Este projeto se constrói de baixo para cima e de dentro para fora. Que forjar uma nação autônoma, capaz de democratizar a cidadania, mobilizar a sociedade e o Estado para erradicar, a curto prazo, a fome e a pobreza, garantir um desenvolvimento social includente que diminua as desigualdades. Esse projeto quer um Brasil aberto ao diálogo com todos, visa a integração continental e pratica uma política externa autônoma, fundada no ganha-ganha e não na truculência do mais forte.

Ora, o governo Lula deu corpo a este projeto. Produziu uma inclusão social de mais de 30 milhões e uma diminuição do fosso entre ricos e pobres nunca assistido em nossa história. Representou em termos políticos uma revolução social de cunho popular pois deu novo rumo ao nosso destino. Essa virada deve ser mantida pois faz bem a todos, principalmente às grandes maiorias, pois lhes devolveu a dignidade negada.

Dilma Rousseff se propõe garantir e aprofundar a continuidade deste projeto que deu certo. Muito foi feito, mas muito falta ainda por fazer, pois a chaga social dura já há séculos e sangra.

É aquí que entra a missão de Marina Silva com seus cerca de vinte milhões de votos. Ela mostrou que há uma faceta significativa do eleitorado que quer enriquecer o projeto da democracia social e popular. Esta precisa assumir estrategicamente a questão da natureza, impedir sua devastação pelas monoculturas, ensaiar uma nova benevolência para com a Mãe Terra. Marina em sua campanha lançou esse programa. Seguramente se inclinará para o lado de onde veio, o PT, que ajudou a construir e agora a enriquecer. Cabe ao PT escutar esta voz que vem das ruas e com humildade saber abrir-se ao ambiental proposto por Marina Silva.

Sonhamos com uma democracia social, popular e ecológica que reconcilie ser humano e natureza para garantir um futuro comum feliz para nós e para a humanidade que nos olha cheia de esperança.

(*) Leonardo Boff é teólogo.

O verde Gilberto Gil vota em Dilma

A informação é de Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo:

Estrela do PV, o ex-ministro Gilberto Gil, que fez campanha para Marina Silva (PV), vai votar em Dilma Rousseff (PT) para presidente. Gil não deve se envolver na discussão partidária - o PV está rachado e parte da legenda, como Fernando Gabeira (PV-RJ), quer aderir a José Serra. Mas, além de votar, o cantor deve tornar evidente seu apoio à petista. Dilma, por sinal, telefonou para a mulher de Gilberto Gil, Flora, no próprio domingo, 3, dia do primeiro turno da eleição. Flora declarou voto na ex-ministra já na primeira rodada do pleito. brasília urgente.

Senado pagou R$ 157,7 milhões a mais nas presidências de Garibaldi e Sarney

Andreza Matais e Dimmi Amora, jornalistas da Folha de S.Paulo, assinam hoje uma reportagem revelando que o Senado Federal pagou R$ 157,7 milhões ao ano, a funcionários da casa, ilegalmente.

A informação veio do Tribunal de Contas da União (TCU) e aponta pagamento de valores acima do teto a 464 funcionários, gratificação de chefia a pessoas que não exerciam essa função, horas extras pagas para servidores que sequer foram ao trabalho, aumento de salários sem amparo legal e jornada de trabalho inferior ao mínimo exigido.

Tudo se passou nas gestões de Garibaldi Alves Filho e José Sarney, ambos do PMDB, mas o relatório do TCU não coloca a culpa neles.

Raimundo Carreiro, o ministro do TCU que está relatando o caso, culpa sete servidores e o senador Efraim Morais, da Paraíba, que ocupava a primeira-secretaria da casa e foi quem autorizou os pagamentos ilegais.

"Houve casos de pessoas que teriam que ter trabalhado 300 horas num mês, o que corresponde a quase 14 horas por dia útil, para justificar o que receberam" - conta a Folha.

O jornal também acusa o ex-diretor-geral da casa, Agaciel Maia, eleito agora para ser deputado distrital em Brasília, de criar e conceder gratificações ilegais.

Para ler a reportagem completa, clique aqui se você é assinante da Folha ou do portal Uol.
 

Fátima Bezerra, o Reconhecimento é Nacional.

Confira as mulheres campeãs de votos para a Câmara dos DeputadosEm seis estados, elas lideram lista dos mais votados para deputado federal. Elas afirmam que propostas e histórico político ajudaram no desempenho. Fernanda Nogueira e Mariana Pasini  Do G1, em São Paulo
Ana Arraes, Dona Íris, Fátima Bezerra e Teresa Jucá foram campeãs de votos em seus estadosAna Arraes, Dona Íris, Fátima Bezerra e Teresa Jucá foram campeãs de votos em seus estados.

Em seis estados, mulheres que já têm experiência nas urnas encabeçaram a lista dos mais votados para a Câmara dos Deputados. Elas dão crédito de suas conquistas para suas trajetórias políticas - nenhuma será estreante no Congresso - e também  para seus conjunto de propostas. Entre as campeãs de votos, há também quem apresente para o eleitor o peso de um sobrenome já conhecido na política local.
CONFIRA O PERFIL DAS ELEITAS
Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS) Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS)
VOTAÇÃO: 482.590 (8,72%). Jornalista e deputada federal. Foi vereadora em Porto Alegre e relatora da Lei dos Estágios. É relatora na Câmara dos Deputados do Estatuto da Juventude e do Vale-Cultura.
Ana Arraes (PSB - PE) 
Ana Arraes (PSB - PE)
VOTAÇÃO: 387.581 votos (8,8%). Mãe do governador reeleito no estado, Eduardo Campos (PSB), e filha do ex-governador Miguel Arraes.
Dona Íris (PMDB - GO)Dona Íris (PMDB - GO)
VOTAÇÃO: 185.934 votos (6,44%). A deputada federal é casada há 42 anos com o candidato ao governo do estado, Iris Rezende.
Fátima Bezerra (PT-RN)Fátima Bezerra (PT-RN)
VOTAÇÃO: 220.355 votos (13,33%). Professora e pedagoga. Fez parte do movimento sindical e foi deputada estadual pelo PT em 1994 e 1998.
Teresa Jucá (PMDB -RR)Teresa Jucá (PMDB -RR)
VOTAÇÃO: 29.804 votos (14,16%). Deputada federal, prefeita de Boa Vista por três mandatos e secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades.
Marinha Raupp (PMDB) Marinha Raupp (PMDB-RO)

VOTAÇÃO: 100.522 votos (15,58%).  Deputada federal de Rondônia pelo PMDB. Esse é o quinto mandato de Marinha como deputada federal.


Pela segunda vez consecutiva a candidata mais votada entre as mulheres no Brasil, a deputada e jornalista Manuela D’Ávilla (PCdoB-RS) obteve 482.590 votos (8,72% dos votos válido no RS), sendo também pela segunda vez consecutiva, entre candidatos homens e mulheres, a parlamentar mais votada no RS -- em 2006, obteve 271.939 votos.
Para Manuela, a conquista é fruto do trabalho que vem desenvolvendo desde o início de sua carreira política. “Me sinto responsabilizada. O voto é uma forma de as pessoas demonstrarem crença no seu trabalho. Isso faz eu aumentar minha responsabilidade e responder com resultados”, disse.

A deputada tem um histórico de atuação no setor estudantil. Foi vereadora em Porto Alegre e relatora da Lei dos Estágios. É relatora na Câmara dos Deputados do Estatuto da Juventude e do Vale-Cultura. Manuela afirma que continuará trabalhando pelos jovens. “Temos que garantir o desenvolvimento do país por meio de mão de obra qualificada para os jovens”, disse.

A deputada falou, também, sobre a participação feminina na política brasileira. Para Manuela, os homens ainda comandam o sistema eleitoral no país, o que dificulta a ampliação delas no meio político.

A deputada Ana Arraes (PSB-Pernambuco), mãe do governador reeleito no estado, Eduardo Campos (PSB), e filha do ex-governador Miguel Arraes, admite que já esperava o bom resultado nas urnas. “Esperava que ia crescer. O povo dava sinais”, disse Ana. De acordo com a deputada, a grande votação de Campos, eleito com 82,83% dos votos, contribuiu para que toda a base aliada fosse bem votada. “Foi um governo aceito e elogiado”, disse.
Para aumentar a representação feminina na Câmara, que hoje não chega a 10% dos 513 deputados, Ana afirmou que as mulheres precisam se dispor à vida pública. “As mulheres precisam compreender a importância da vida política”, disse. Ana preferiu não dizer quanto gastou na campanha eleitoral.
A deputada Dona Íris (PMDB) é casada há 42 anos com o candidato ao governo do estado, Iris Rezende, que foi para o segundo turno com 36,37% dos votos contra 46,32% de Marconi Perillo, do PSDB. Íris já presidiu o PMDB nacional e estadual. Segundo a deputada, os gastos com a campanha foram de R$ 1,8 milhão, mas ela não considera a campanha rica. “Foi uma campanha nos parâmetros normais, não foi rica, foi criativa”, disse ela em entrevista ao G1.
A deputada disse defender uma reforma polícia para que se evite que personagens como Tiririca sejam eleitos. “Ele se apresentou como um personagem. Vai se apresentar assim na Câmara? Quanto menos artifícios tiver melhor”, afirmou.
A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) celebrou a reeleição como reconhecimento de sua atuação na Câmara. Ela comemora o fato de ter ajudado a levar 13 escolas técnicas e uma universidade, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), para o Rio Grande do Norte. “Antes, tínhamos apenas duas escolas técnicas”, afirmou. A deputada disse que atuará na promoção da reforma política. “É preciso haver financiamento público das campanhas. Está ficando insustentável enfrentar as campanhas políticas de hoje”, disse.
Com seus mais de 200 mil votos, a deputada puxou outra candidata pelo PSB à reeleição no estado, Sandra Rosado. Fátima disse que gastou cerca de R$ 400 mil na campanha.
Teresa Jucá, eleita deputada federal por Roraima, diz que o fato de ser ex-mulher do senador reeleito Romero Jucá não influenciou sua vitória. “Acho até desagradável uma comparação assim. Fui prefeita por dez anos, e agora volto com uma eleição consagrada. Não tem nada a ver uma coisa com a outra”, conta. “Nós somos do mesmo lado político e nos respeitamos muito. Assim como apoiei outros candidatos, ele me apoiou também. Mas o mérito é meu, é um reconhecimento justo”.
“Fiz uma campanha muito baseada no trabalho que já fiz como prefeita durante muitos anos. [Ter sido eleita] foi um reconhecimento desse trabalho”, disse, em entrevista ao G1. Ela disse que continuará apoiando José de Anchieta Junior (PSDB) no segundo turno para governador do estado. Teresa disse que pretende focar suas ações como deputada na questão da violência juvenil. “Me identifico muito com isso, é uma coisa que sei fazer. Quero me dedicar a essa área”, contou.
Marinha Raupp foi eleita deputada federal de Rondônia com 15,58% (100.522) dos votos válidos. Ela não sabe informar qual foi o gasto total de sua campanha, mas avalia que o resultado “não foi fruto” de sua campanha e sim de seu trabalho. No segundo turno para eleger o governador do estado, ela apoiará o candidato de seu partido, Confúcio Moura, que conseguiu 44 % dos votos válidos no domingo (3), contra o candidato do PPS, João Cahulla, que teve 37,12%.
Entre seus principais projetos, está a promoção do desenvolvimento sustentável na região. Para ela, a participação das mulheres na política é bem vista no seu estado. “Aqui no meu estado, na Amazônia em si, as mulheres são altamente respeitadas na participação política. Nós temos essa sensibilidade ao ver uma região como a nossa em construção”, conta.
Para ela, o fato de ser mulher do senador Valdir Raupp não influenciou o resultado das eleições. “Não fui lançada em contexto familiar. Fui descoberta pelo trabalho que já havia prestado”, conta. Esse é o quinto mandato de Marinha como deputada federal. Através de sua eleição, o deputado Marcos Rogério (PDT) também chegou à Câmara.G1.

E agora, Marina?

O Escrevinhado...5 de outubro de 2010 às 10:50h por Mair Pena Neto


Nas primeiras eleições presidenciais pós-ditadura, em 1989, quando perdeu para Lula o direito de disputar o segundo turno contra Collor, Brizola, apesar do enfrentamento direto que teve com o petista na primeira fase do processo, não hesitou sobre que lado tomar. Foi quando cunhou a frase de que seria fascinante fazer a elite engolir o “sapo barbudo” e apoiou Lula, transferindo alguns dos milhões de votos que teve no primeiro turno.


Em um momento crucial para o país, que elegia seu primeiro presidente após 25 anos de ditadura, não havia meio termo. Ou se estava ao lado da candidatura das forças populares, naquele segundo turno, representadas por Lula, ou se estava com as elites e o “filhote da ditadura”, como Brizola, em mais uma de suas históricas tiradas, classificou Fernando Collor. Em toda a sua trajetória política, Brizola jamais teve dúvidas ideológicas. Principalmente, no momento das grandes decisões para a vida do país.


Agora, o Brasil volta a viver uma situação de encruzilhada. O segundo turno das eleições presidenciais terá o caráter plebiscitário que Lula quis apresentar desde o início. O que estará em jogo são dois projetos antagônicos. Um, representado por Dilma Rousseff, baseado no fortalecimento do Estado e na sua capacidade de promover o crescimento com redução das desigualdades. O outro, personificado por José Serra, pró-mercado, privatista, que entende o Estado apenas como gerente e não vê sentido em programas sociais de grande alcance, como o Bolsa Família.


Novamente, não há meio termo ou terceira via. Ou é um ou é outro. É nesta hora que se pergunta se Marina Silva, responsável por levar a eleição ao segundo turno, terá a grandeza de Brizola, se irá se aproximar da direita, ou, pior ainda, se amiudará politicamente e tomará a posição conveniente e covarde da neutralidade.


Marina também está numa encruzilhada. Sua votação acima do esperado e não captada em sua verdadeira dimensão por nenhum instituto de pesquisa a alçou a um novo patamar político. E nesta nova condição, ela precisa tomar partido na completa acepção do termo.


A partir de sua decisão tomaremos conhecimento de quem é a Marina que sai dessas eleições. Se a seringueira forjada pela luta de Chico Mendes, a ex-militante histórica do PT e ex-ministra do governo Lula, que sempre participou das lutas populares ao lado das forças da esquerda, ou uma evangélica conservadora, apoiada num confuso discurso ambientalista, com mais aceitação no empresariado do que na população.


Marina, não há dúvidas, foi a maior beneficiária da sucessão de “escândalos” midiáticos e da exploração eleitoral nas últimas semanas de campanha da fé das pessoas, através da disseminação em púlpitos e pela internet de temores envolvendo aborto e união de homossexuais, onda que aproveitou sem maiores questionamentos.


Com o segundo turno, tem a oportunidade de mostrar que é bem mais do que isso e se posicionar no espectro político que sempre defendeu, comprometido com um Brasil socialmente mais justo. A neutralidade nesse momento é uma não tomada de posição e será entendida como preocupação exclusiva com um projeto político pessoal, em detrimento do que é melhor para o povo brasileiro.

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/politica/e-agora-marina

Dilma abre propaganda eleitoral no rádio e na TV Definição saiu a partir de resolução do TSE, aprovada ontem (5).

A propaganda eleitoral em rádio e TV, que voltará a ser veiculada na próxima sexta-feira (8), começará com o programa de Dilma Rousseff, candidata petista à Presidência da República. A definição saiu a partir de resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aprovada ontem (5).

O texto determina que estrearia a propaganda do segundo turno o candidato que obteve mais votos. A ordem é alterada no dia seguinte e assim sucessivamente.

Serão veiculados dois períodos diários de 20 minutos para cada cargo em disputa, inclusive aos domingos, até o dia 29. Tal como no primeiro turno, no rádio, a propaganda será veiculada às 7h e às 12h. Na televisão, às 13h e às 20h30. Primeiro, serão transmitidos os 20 minutos destinados aos candidatos a presidente e a seguir os 20 minutos para os candidatos a governador.

Os candidatos a presidente e a governador têm direito a dez minutos em cada bloco de transmissão. Eles ainda têm mais sete minutos e 30 segundos diários, cada um, para divulgar propaganda em forma de inserções de 15 a 60 segundos, o que totaliza 30 minutos diários de inserções. O Minuto.

Agradecimento de ERON - 13123

Caros amigos e amigas, companheiros.

Na certeza de ter influenciado o processo democrático de modo positivo, quero agradecer a todos os que participaram direta e indiretamente da minha campanha. Faço votos que possamos estar juntos em 2012.
Agradeço pelos 3100 votos recebidos nessas eleições. A luta continua na certeza de estarmos buscando a cada dia o melhor para nossa cidade, nosso estado e nosso país.
Informo que fomos votados em 78 municípios, sendo o 8º mais votado em Parnamirim.
A todos que acreditam que é possível mudar o quadro atual da política do nosso estado demais municípios, principalmente em Parnamirim, deixo um abraço fraterno e reitero o meu compromisso com os ideais de igualdade e liberdade em toda e qualquer situação. 
Conto com vocês em 2012!
Eron 13 123 por uma Parnamirim democrática.
Visite: www.professor-eron.blogspot.com .

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eraldo Paiva vai, Fernando Mineiro, Fátima Bezeera, vão a Brasília atender o chamado de Dilma, para coordenação da campanha aqui no RN.

 O vereador Eraldo Paiva e Presidente Estadual do partido dos Trabalhadores do RN, e coordenador da campanha de Dilma 13 no estado do Rio Grande do Norte, juntamente com fátima Bezerra. embarca amanhã para brasília as 07:10 da manhã. junto com os Deputados Fernando Mineiro e Fátima Bezerra, que já se encontra lá.
 a reunião acontecerá ás 15:00 horas, no auditório do Royal Tulip Hotel, com todos os presidentes do PT estadual. deputados, governadores, senadores e aliados. lá será discutida como serão os encaminhamentos aqui no RN.eles vão dizer amanhã a Dilma Roussef, candidata à Presidência da República apoiada por eles aqui no estado do RN, que redobrarão os esforços de campanha neste segundo turno. para que dilma vença as eleições 2010 no dia 31 de outubro.


Ciro entra na campanha de Dilma

Uma das novidades anunciadas agora há pouco em entrevista coletiva pela candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, é a entrada do ex-ministro e ex-governador cearense Ciro Gomes na sua campanha.

Ciro será um dos coordenadores políticos da campanha dilmista no segundo turno.

"Tenho muita admiração e respeito pelo deputado Ciro Gomes e tenho certeza de que ele tem uma grande contribuição para dar", disse Dilma ao lado dele, do senador eleito Wellington Dias (Piauí) e dos governadores Eduardo Campos (Pernambuco), Cid Gomes (Ceará) e Marcelo Déda (Sergipe).

A candidata petista também informou que o Nordeste será um dos focos principais da campanha neste segundo turno. "O Nordeste antes era o problema, hoje é parte da solução", disse. BRASÍLIA URGENTE.

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