segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

O país que ele construiu.

Os oito anos que mudaram a economia, colocaram o Brasil na rota do crescimento sustentado e o transformaram num dos mercados mais cobiçados do mundo.


Em outubro de 2002, em seu primeiro discurso como presidente eleito da República, o ex-metalúrgico nordestino Luiz Inácio Lula da Silva revelou uma ambição singela: "Precisamos garantir que cada homem ou cada mulher, por mais pobre que seja, tenha o direito de tomar café da manhã, almoçar e jantar todo santo dia."

Dois mandatos e oito anos depois, Lula deixa um legado que vai muito além da redução da fome no Brasil. Ao descer a rampa do Palácio do Planalto, em 1º de janeiro, ele encerrou um capítulo decisivo na história do País, digno de grandes personagens da política nacional, como Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas.

"O Brasil será a quinta maior economia do mundo até 2016"

Lula, ex-presidente do Brasil

Na era Lula, quase 40 milhões de brasileiros deixaram a linha da pobreza e se tornaram uma poderosa classe média consumidora. Essas pessoas passaram a se alimentar mais e melhor, a comprar automóveis e eletrônicos, a viajar nas férias e a realizar o sonho da casa própria. O Brasil passou de caloteiro internacional à grande voz dentre os países emergentes, sentando lado a lado com os desenvolvidos nos fóruns de poder e de negócios internacionais.

Um círculo virtuoso de distribuição de renda, justiça social e crescimento que mudou a economia brasileira e despertou a atenção do mundo. Leia, nas próximas páginas, as reportagens que mostram o País que Lula construiu e deixa para sua sucessora, Dilma Rousseff, melhorar.

Ao receber das mãos de Fernando Henrique Cardoso a faixa de presidente, Lula assumiu um país malvisto pelo mundo financeiro, uma herança dos tropeços econômicos causados pelo superendividamento e pela hiperinflação dos anos 80 e início dos 90.

Seus dois antecessores, Itamar Franco e FHC, conseguiram domar o dragão da inflação com o Plano Real, mas o resgate da confiança internacional plena só aconteceria no governo Lula. Ironia do destino?

Lula chegou e saiu de Brasília como o presidente mais popular da história do Brasil e sepultou a fama de caloteiro internacional.

Depois de receber a faixa de FHC (abaixo), reconquistou a credibilidade global

Ele próprio era visto como uma ameaça séria à estabilidade econômica e, no exercício do poder, revelou-se seu maior defensor. Lula acabou com o risco Lula. Às vésperas das eleições 2002, o chamado risco-país (termômetro que mede a confiança dos investidores na capacidade de uma nação honrar seus pagamentos) medido pelo banco J.P.Morgan atingiu 2.436 pontos, equivalente ao índice de países como Paquistão e Burundi. Hoje, o cenário é o extremo oposto.

Graças à manutenção dos pilares macroeconômicos construídos nos anos de FHC e da redução da dívida pública em proporção do PIB (veja gráfico), o risco-país chegou aos atuais 174 pontos.

E mais: o Brasil recebeu o carimbo de grau de investimento pelas três maiores agências de classificação de risco de crédito, Standard & Poor's, Moody's e Fitch. Com isso, passou a ser visto oficialmente como uma economia de fundamentos mais sólidos e menos vulnerável a crises externas, proporcionando ao investidor uma opção mais segura para investimentos.

Nem mesmo a crise do mensalão, em 2006, foi capaz de impedir a construção dessa confiança. "O Brasil solidificou seus fundamentos e, principalmente, tornou-se um país previsível", disse à DINHEIRO o diretor do grupo de analistas soberanos da Standard & Poor's, Sebastian Briozo.

No Bric, clube dos emergentes mais promissores, deixou Rússia, Índia e China para trás nesse aspecto. "Nenhum dos Brics possui tanta previsibilidade política quanto o Brasil. Aos olhos dos investidores, isso é fundamental", garante Briozo.

O resgate e a manutenção da credibilidade externa são vistos como o maior legado de Lula por empresários e até adversários políticos. "Lula deixa a consolidação de uma política econômica responsável.

O Brasil é respeitado na comunidade internacional. A responsabilidade, o respeito aos contratos e os estímulos à iniciativa privada são um grande legado", afirma Rômulo de Mello Dias, presidente da Cielo, uma das novas empresas que deram certo na revolução capitalista dos últimos anos.

Embora ressalve que o governo tenha gasto demais nos últimos meses durante a campanha eleitoral, o que obrigará Dilma Rousseff a pisar no freio da economia nos primeiros meses de 2011, o senador Aécio Neves, do PSDB, reconhece o feito histórico.

"A maior herança (de Lula) é a responsabilidade em manter a política econômica herdada do governo anterior, com metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário", afirma Neves.

Não por acaso, o Brasil é hoje um dos principais destinos de investimentos estrangeiros. A entrada recorde de dólares abriu caminho para o aumento das reservas internacionais, que saltaram de US$ 37,8 bilhões em 2002 para quase US$ 285 bilhões.

No caminho inverso, o dólar caiu de R$ 3,94 para menos de R$ 1,70. A equipe econômica de Lula, liderada por Guido Mantega na Fazenda e Henrique Meirelles no Banco Central, fez o País ficar menos endividado.

A relação dívida/PIB recuou de 60,6%, em 2002, para 40,1%, em 2010. A taxa de juros reais (além da inflação) desceu sete pontos percentuais. O crédito, uma das locomotivas do crescimento, aumentou em 20 pontos percentuais e ficou próximo a 50% do PIB.

Em um positivo efeito cascata, o crescimento do PIB deverá se aproximar de 8% em 2010, quase três vezes superior à média de 2,6% dos quatro anos anteriores. "O Brasil experimentou um ciclo de crescimento constante e sustentável, apoiado em um alicerce econômico mais sólido", diz o economista-chefe do J.P. Morgan, Fábio Akira. "Tudo isso criou um campo fértil para o avanço da nova classe média", completa.

Mais do que manter intacta a herança monetária do Plano Real, Lula capitaneou uma revolução de consumo que fez do mercado doméstico o grande trunfo para atrair investimentos locais e externos e escapar mais rápido da grande recessão global de 2008.

"O mandato de oito anos teve coerência. Lula acreditou que a estabilidade monetária era a precondição para que outras coisas boas acontecessem no Brasil", diz o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco. "Ao mesmo tempo, a determinação da inclusão social e os mecanismos de distribuição de renda foram fundamentais para a expansão do crédito e a criação de um mercado interno mais forte."

Obviamente, Dilma terá muito trabalho pela frente e o desafio de aprofundar reformas estruturais empacadas, como a tributária e a da Previdência. Mas o País do futuro virou o País do presente.

Em suas últimas declarações no governo, Lula mostrou-se satisfeito com as conquistas e as perspectivas. "O Brasil será a quinta maior economia do mundo em 2016", previu na terça-feira 28 em Pernambuco, sua terra natal. Alguém duvida?

Salário mínimo subirá para R$ 540 mesmo com os cortes no Orçamento Ministra do Planejamento começa a discutir amanhã os cortes Mariana Londres, do R7, em Brasília



A ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, disse nesta segunda-feira (3), em sua primeira coletiva de imprensa, que os ajustes que serão feitos no Orçamento 2011 não contemplam um reajuste no valor do salário mínimo. A ministra terá a primeira reunião sobre o orçamento nesta terça-feira (4).
- Para o salário mínimo a intenção do governo é que permaneça em R$ 540. Fizemos um acordo com centrais sindicais em 2005 quando resolvemos que teríamos uma regra permanente para não ficar ao sabor de negociações anuais. Com a regra valendo, o salário será mantido em R$ 540.
Já sobre o reajuste do Bolsa Família, anunciado pela ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a ministra Belchior disse que este reajuste, sim, será mantido.
- Como não definimos o índice não podemos falar em valor, mas todos sabem que recursos do Bolsa Família são pequenos em comparação com os impactos que produzem, por isso o reajuste será feito ainda no primeiro semestre.
Miriam Belchior disse que, por enquanto, não sabe estimar de quanto será o corte no orçamento 2011, sabe apenas que haverá corte.
- Será necessário fazer contingenciamento independente do que conseguiremos fazer esse ano em relação ao corte de custeio [gastos fixos do executivo].Tenho reunião amanhã com a secretária do Orçamento anual, e começaremos a definir o tamanho do contingenciamento, que tem todo o ano. Já sabemos que a receita está superior ao que de fato irá acontecer.
De acordo com a ministra, os cortes serão definidos até o final de janeiro.
- O tamanho [do corte] e como ele será aplicado será decidido mais adiante durante o mês. Vou fazer avaliação interna e discutir com Mantega para depois apresentar proposta única.

Nova ministra pede comissão da verdade sobre ditadura Ministra de Direitos Humanos pediu que Congresso implemente comissão. Maria do Rosário disse que cumprirá Plano Nacional de Direitos Humanos. Do G1

A nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, conversa com os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Defesa, Nelson Jobim, durante cerimônia de transmissão de cargo
A nova ministra da Secretaria de Direitos Humanos,
Maria do Rosário, conversa com os ministros da
Educação, Fernando Haddad, e da Defesa, Nelson
Jobim, durante cerimônia de transmissão de
cargo (Foto: Elza Fiúza/ ABr)

Maria do Rosário tomou posse nesta segunda-feira (3) como ministra da Secretaria de Direitos Humanos prometendo avançar no processo de reconhecimento das violações contra os direitos humanos no período do regime militar.


Durante discurso na cerimônia de posse, ela pediu que o Congresso aprove a criação da comissão da verdade sobre os mortos e desaparecidos durante a ditadura.
O projeto de lei que cria a comissão foi enviado ao Congresso em maio de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva  e aguarda aprovação. De acordo com o projeto de lei, a comissão, que tem por objetivo “promover a reconciliação nacional”, terá a função de “promover o esclarecimento circunstanciado dos casos de torturas, mortes, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres e sua autoria, ainda que ocorridos no exterior”.

"Faço um apelo à Câmara dos Deputados, poder de onde venho, e ao Senado Federal, com os quais quero manter uma relação de muita proximidade e respeito. Que façamos um bom e democrático debate e possamos aprovar o Projeto de Lei que cria a Comissão da Verdade", afirmou.  "Não queremos aqui fazer um embate entre parlamentares contra ou a favor da medida, mas resgatar a nossa história e contá-la de forma completa", disse a ministra.


Segundo Maria do Rosário, "devemos dar seguimento ao processo de reconhecimento da responsabilidade do Estado por graves violações de Direitos Humanos, com vistas à sua não repetição, com ênfase no período 1964-1985, de forma a caracterizar uma consistente virada de página sobre esse momento da história do país".


O desejo da nova ministra de acelerar o processo de reconhecimento das violações contra os direitos humanos durante a ditadura pode esbarrar em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em abril de 2010 rejeitou ação proposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que questionava a concessão de anistia a agentes de Estado envolvidos em crimes como tortura, assassinatos e desaparecimentos durante o regime militar.
Na avaliação da maioria da Corte, a anistia "ampla, geral e irrestrita" foi responsável pela transição pacífica entre o regime autoritário militar e o regime democrático atual. A Lei de Anistia foi aprovada há 30 anos.


Metas

A nova ministra afirmou ainda que vai cumprir as metas do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos. O programa causou polêmica em diversos setores da sociedade ao traçar "diretrizes" e "objetivos estratégicos" que incluem, entre outros, a defesa da descriminalização do aborto, da união civil homossexual, da revisão da Lei da Anistia, da mudança de regras na reintegração de posse em invasões de terras e da instituição de "critérios de acompanhamento editorial" de meios de comunicação.



"Atuaremos de forma integrada às demais áreas de governo, investiremos na transversalidade das ações, objetivando potencializar iniciativas que façam avançar as bases já lançadas de um Sistema Nacional de Direitos Humanos, cumprindo as metas estabelecidas no Programa Nacional de Direitos Humanos", afirmou a ministra.


A ministra pediu ao Congresso que também aprove proposta de emenda constitucional do trabalho escravo, que prevê a expropriação e a destinação para reforma agrária de todas as terras onde essa prática seja encontrada.


Maria do Rosário prometeu combater a homofobia e a violência contra crianças e adolescentes, tema que trabalhou em todos os seus mandatos na Câmara dos Deputados. "Não descansaremos diante das situações de violência contra as crianças e adolescentes brasileiros, diante da exploração sexual de meninas e meninos, da transformação de seus corpos em produto e da destruição de suas vidas pela lógica do mercado".


Perfil

Professora da rede pública, Maria do Rosário é pedagoga formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e mestre em Educação e Violência Infantil pela mesma universidade. Foi vereadora de Porto Alegre por dois mandatos, deputada estadual e em outubro de 2010 foi eleita para o terceiro mandato consecutivo de deputada federal.



No Congresso Nacional, Maria do Rosário foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou as redes de exploração sexual de crianças e adolescentes. Representou a Câmara na Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos durante a Ditadura Militar e foi presidente da Comissão Especial da Lei Nacional da Adoção. Desde 2003, coordena a Frente Parlamentar de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Foi vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias e presidente da Comissão de Educação e Cultura.

Nas eleições de 2010, Maria do Rosário coordenou o Programa de Governo da candidata Dilma Rousseff nas áreas de Direitos Humanos, Educação e Políticas para as Mulheres.

Ex-presidente Lula: Provei que um operário só com primário é capaz de governar o país.

Lula diz que agora poderá tomar sua cervejinha sem que ninguém se importe.

São Bernardo do Campo/Correio Brasiliense.




O povo não conseguiu sair de perto de Luiz Inácio Lula da Silva no seu primeiro dia como ex-presidente da República. Durante todo o domingo, uma multidão ficou aglomerada em frente ao prédio em que Lula mora, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. No fim da manhã, ele foi à janela e acenou. A amigos íntimos que o visitaram, disse que finalmente poderá beber em paz. Aparecido Pompeu, 62 anos, conta que estudou com Lula no Senai. Foi um dos primeiros a chegar na porta do prédio com um cartaz de “seja bem-vindo”. “Ele é uma celebridade muito querida. Por mim, ficaria no cargo de presidente até o fim da vida”, conta. A chuva que caiu ontem pela manhã borrou o cartaz, mas ainda assim ele o matinha erguido. “Vocês de Brasília não fazem ideia do quanto temos orgulho desse homem”, justifica.

Dona Margarida Azulay, 58, foi metalúrgica a vida toda. Trabalhou ao lado de Lula em pelo menos duas fábricas. Ela e o marido estavam lá, fazendo vigília para Lula durante toda a madrugada. “Ele é motivo de orgulho para nós. Um homem humilde e sem estudo que foi a Brasília provar que pode governar o Brasil”, disse, aos prantos.

Foi justamente sobre a sua trajetória que Lula fez o seu primeiro discurso assim que pisou em São Bernardo do Campo, no fim da noite de sábado. “Volto para casa com a cabeça erguida e a sensação de dever cumprido porque provei ao país que um operário só com o primário e um diploma do Senai é capaz de governar o país”, disse. Em seguida, lembrou que foi vítima de muito preconceito. Quando Lula foi reeleito, há quatro anos, Sarney havia feito uma promessa no pé do seu ouvido. Disse que levaria o petista em casa quando ele tivesse que retornar a São Bernardo do Campo. O político maranhense fez questão de cumprir o prometido e embarcou no avião da Força Aérea Brasileira (FAB) que o levou de Brasília a São Paulo. Lula fez a viagem chorando durante boa parte do tempo.

Mas antes de seguir para São Bernardo, foi a vez de ele cumprir uma promessa feita ao ex-vice-presidente José Alencar, que está internado há 12 dias no Hospital Sírio-Libanês para tratar uma hemorragia provocada pelo câncer. Lula havia prometido que passaria no leito de Alencar para agradecer pessoalmente o sucesso da dobradinha no poder. “Se não fosse o Alencar, meu governo não teria sido o que foi. Ele esteve ao meu lado nos momentos mais difíceis da minha vida pública e pessoal”, repetiu. Ainda no Hospital, Lula foi homenageado por pacientes, funcionários e por uma multidão que se aglomerou do lado de fora. Segundo o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), Lula ficou bastante emocionado ao deixar Brasília. “Ele veio chorando o voo inteiro. A dona Marisa não sabia o que fazer para consolá-lo”, contou o político.

Exausto, Lula chegou em casa por volta das 22h acompanhado de Sarney e da sua mulher, mas não teve forças para subir no palco improvisado do lado de fora, apesar das cerca de 2 mil pessoas que o esperavam para saudá-lo. Duas horas depois, ele fez o discurso de improviso dizendo que não ia mais se despedir porque estava cansado de tanta choradeira. “Desde quarta-feira só vejo gente chorando. São amigos, funcionários do Palácio do Planalto que choraram de manhã, à tarde e à noite (...) Não estou a fim de chorar”, brincou.

Lula disse estar feliz em voltar ao seu berço como líder sindical, mas que vai descansar por 20 dias antes de pensar novamente em política. “Depois de oito anos na Presidência da República, eu acho justo que Marisa e eu tiremos uns dias de férias, pelo menos 20 dias”, afirmou. Em seguida, voltou a dizer que não vai abandonar a política.

Durante o discurso, Lula teve sede e pediu água. Mas a organização demorou a levar e ele aproveitou para brincar. “Quando eu era presidente, não costumava pedir água. Porque tinha sempre um copinho aqui do lado”, disse, arrancando risos. Finalizou pedindo que a população apoie Dilma Rousseff no cargo e se mostrou à disposição para ajudá-la sempre que houver necessidade. Segundo relatos de amigos, Lula acordou por volta de meio-dia para assistir na televisão a sua primeira entrevista como ex-mandatário, concedida à atriz Regina Casé no programa Esquenta, da TV Globo. No bate-papo informal, o petista disse que pretende retomar antigos hábitos dos quais se privou nos oito anos em que ocupou a Presidência e que se sentirá mais confortável para beber fora do cargo. “Vou poder tomar uma cerveja e ninguém vai se importar se eu tomar uma cervejinha”, ressaltou.

Segundo Lula, uma de suas prioridades como ex-presidente será retomar a rotina. “Eu resolvi, quando ganhei a Presidência, fazer uma espécie de isolamento meu e da Marisa. Eu fiquei oito anos sem ir a um restaurante, sem ir a um casamento, sem ir a um aniversário, sem ir a uma festa”, disse. Ele também admitiu que não sabe ainda o que fazer após deixar o cargo. “Sempre tive uma vida muito intensa. Fiquei praticamente de 1989 a 2002 brigando para ganhar as eleições, até ganhar. Agora eu estou deixando a Presidência e, sinceramente, eu não sei o que eu vou fazer”, afirmou.

Festa encerrada, é hora de voltar
Mariana Sacramento

Marize (C) e Manoel (D) vieram para a posse com a certeza de que participaram de um momento histórico
A auxiliar de enfermagem Maria de Fátima Alves Silva, 48 anos, viajou de ônibus 1. 020 quilômetros para prestigiar a posse da primeira mulher a ocupar o Palácio do Planalto. Ontem, ela deu início à jornada de volta para casa, em Presidente Prudente (SP), satisfeita com o que presenciou, no sábado, na capital de seu país. Nem a chuva forte afastou a paulista da Esplanada dos Ministérios antes do fim do discurso de Dilma Rousseff no parlatório. Para ela, o momento mais marcante foi quando Lula, após se despedir de sua sucessora, caiu nos braços do povo. “Ele passou perto de mim. Fiquei trêmula e comecei a chorar, nem consegui tirar uma foto. Mas, tudo bem, ficará guardado para sempre na memória”, afirma.

Assim como a auxiliar de enfermagem, brasileiros de todos os cantos vieram à capital só para assistir à posse de Dilma Rousseff. Passado o momento histórico, chegou a hora do retorno. Ontem, nos terminais da cidade, dava para reconhecer os militantes e petistas de longe. Com bottons e bonés vermelhos, ainda traziam no rosto a alegria de ter visto Lula entregar a faixa presidencial a sua sucessora.

O aposentado Manoel Feliciano dos Santos, 79 anos, viajou 15 horas de Paranatinga, Mato Grosso, para Brasília com um objetivo em mente: “Dar um aperto de mão e um beijo na nova presidente”. Ontem, ele pegou o ônibus de volta sem realizar o feito, mas com um “orgulho danado” de estar entre as 30 mil pessoas que, ao lado de Dilma, “entraram para a história da política”. “Eu nunca imaginei que estaria vivo para ver uma mulher comandar o país. Espero que ela faça um bom governo, que ela se lembre dos pobres, porque foram os pobres que elegeram o presidente Lula e que a colocaram na presidência da República”, ensinou.

O casal de baianos, Marize Moreira dos Santos, 42 anos, e Valter dos Santos, 67 anos, perdeu a viagem para Salvador e não sabem quando conseguirão embarcar para casa. “Os ônibus estão todos cheios, não souberam informar quando haverá vaga”, lamentou o aposentado. Talvez eles precisem ficar na capital por mais dois dias. “Não tem problema. Só pelo fato de ter assistido à posse, durmo no chão dessa rodoviária até por uma semana. Eu já vi mulher pilotar avião, comandar navio, ser delegada, juíza, mas presidente pensei que jamais veria. Agora, os homens vão ter que ficar caladinhos”, brincou.

Entre os visitantes que vieram a Brasília especialmente para a posse de Dilma, estava a família da pedagoga Cristina Terribas, 49 anos, que pela segunda vez saiu de Carapicuíba (SP) para assistir a uma trasmissão de cargo. “A primeira foi em 2003, no primeiro mandato de Lula”, lembra. “Naquela época fizemos uma viagem de 20 horas de ônibus. Hoje, graças a Deus e ao Lula, conseguimos vir de avião”, afirma. Além do meio de transporte, as emoções que a pedagoga sentiu ao acompanhar as duas posses também foram diferentes. “A primeira a agitação era muito maior. Era tudo muito novo, pela primeira vez um homem do povo se tornaria presidente. Sábado, tivemos outra quebra de paradigma com a posse de Dilma. A nossa expectativa é muito positiva. Torcemos para que ela consiga aprofundar as conquistas de Lula, principalmente aquelas relacionas a inclusão social.”

Ministra espera concluir rapidamente estudos para reajustar Bolsa Família. Agência Brasil .

Brasília - A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, informou hoje (3/1) que pretende concluir rapidamente estudos para a concessão de reajuste nos valores pagos pelo Programa Bolsa Família e a ampliação do número de beneficiários. Ela disse que está fazendo simulações para calcular o volume de recursos necessários para o aumento, que serão apresentadas à área econômica do governo.

Segundo Tereza Campello, o reajuste poderá ser sobre a parte fixa ou variável do benefício. O programa atende famílias com renda de até R$ 140 por pessoa, consideradas pobres, e de até R$ 70 per capita, em extrema pobreza. Os benefícios variam de R$ 22 a R$ 200, dependendo da renda e do tamanho da família. A média do benefício é de R$ 97.

A ministra disse que há uma demanda que justifica a ampliação do número de beneficiários e que os estudos em andamento vão mostrar o perfil das pessoas mais necessitadas. Ela deu as informações em entrevista após acompanhar a solenidade de transmissão do cargo de ministro de Planejamento de Paulo Bernardo para Miriam Belchior.

O Orçamento para este ano, aprovado no Congresso, tem uma dotação extra de R$ 1 bilhão para o aumento do benefício pago pelo Bolsa Família. A decisão sobre o reajuste cabe à presidenta da República, Dilma Rousseff.

Dilma se reúne com autoridades estrangeiras em 1º dia de Governo .

Brasília, 2 janeiro 2011 (EFE).

 A presidente Dilma Rousseff cumpriu uma agenda de encontros com autoridades internacionais bem cheia em seu primeiro dia no cargo, ao receber neste domingo de forma sucessiva o príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon, o presidente do Uruguai, José Mujica, e outros cinco representantes estrangeiros.

"Foi uma maratona de reuniões muito boas", explicou o ministro das Relações Exteriores Antonio Patriota, em entrevista coletiva na qual resumiu o conteúdo das sete conversas, que incluiu contatos com autoridades de Cuba, Portugal, Coreia do Sul, Palestina e Japão.

O príncipe Felipe foi o primeiro a se reunir com Dilma no Palácio do Planalto, onde no sábado recebeu a faixa presidencial das mãos de Luiz Inácio Lula da Silva.

Ambos repassaram as relações comerciais, culturais, de defesa e cooperação entre Espanha e Brasil, e falaram da política do bloco ibero-americano.







Dilma manifestou interesse em atrair os investimentos espanhóis e também mão-de-obra qualificada, que o país precisa para impulsionar suas políticas de desenvolvimento.

No mesmo sentido, o príncipe mostrou interesse em aproveitar as oportunidades que se abriram com a organização no Brasil de grandes eventos, como a Copa do Mundo de futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.

O príncipe convidou Dilma para visitar a Espanha antes da Cúpula Ibero-Americana que acontecerá em Cádis em 2012, que deve contar com a presença da governante brasileira.

Depois Dilma recebeu seu colega uruguaio, José Mujica, com o qual acordou manter o regime de encontros trimestrais que havia sido implantado durante o Governo Lula.

Os dois líderes falaram da decisão do Uruguai de adotar o modelo de televisão digital nipo-brasileiro em lugar do europeu, o que "abrirá importantes áreas de cooperação".

Na terceira reunião de domingo, o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Hwang-Sik, comunicou a Dilma o interesse de seu país em negociar um acordo de livre-comércio com o Mercosul, bloco do qual são membros plenos Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Esta reunião foi "bastante essencial", segundo Patriota, já que ambos os países advogaram por estreitar seus laços para chegar a um acordo estratégico na área tecnológica, nuclear, petrolífera e de indústria naval.

Além disso, falaram da licitação do trem de alta velocidade que o Governo brasileiro pretende construir entre Rio de Janeiro e São Paulo, que está prevista para abril, e da qual a Coreia do Sul é um dos países que mais mostrou interesse.







Depois, Dilma se reuniu com o primeiro-ministro português, José Sócrates, com o qual falou de comércio, da crise econômica na Europa e do estreitamento das relações entre os dois países.

Sócrates, que foi a única autoridade que se dirigiu à imprensa após a reunião com a governante brasileira, disse que a "sociedade estratégica" entre Brasil e União Europeia (UE) "será aprofundada" durante a gestão de Dilma.

A presidente brasileira também recebeu o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que mostrou sua "satisfação" por ter anunciado em dezembro o reconhecimento do Estado palestino em suas fronteiras de 1967.






Abbas convidou a governante brasileira para visitar Ramala "na primeira oportunidade que tiver" e desejou que ambos os Governos mantenham uma colaboração estreita.


Com o vice-presidente de Cuba, José Ramón Machado Ventura, Dilma manteve uma conversa "muito amigável", na qual repassaram vários projetos comuns, como as obras do Porto de Mariel, das quais participam empresas brasileiras, e a assistência que o Brasil ofereceu para o cultivo da soja.
O ministro brasileiro assegurou que "boa parte da conversa" se centrou no Haiti, onde decidiram que vão "intensificar" sua cooperação para evitar novas epidemias, como a de cólera que causou milhares de mortes no ano passado.


A colaboração de Brasil e Cuba nesta área poderia contar com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e "talvez "a Organização Mundial da Saúde (OMS)", segundo Patriota.





Finalmente, Dilma recebeu o ex-primeiro-ministro japonês Taro Aso. Os dois são amigos pessoais e mantêm contato desde os atos de comemoração do centenário do começo da emigração japonesa ao Brasil, realizada em 2008.





Ambos repassaram a agenda bilateral e, da mesma forma que na reunião com o primeiro-ministro sul-coreano, falaram da licitação do trem de alta velocidade. EFE.

Não há “espaço vazio”. Lula é o Pelé: não sai de campo.



Uma das hipóteses da elite e do PiG (*) sempre foi: como seria bom se o Lula não existisse.

É duro enfrentar o Lula.

Não fosse o Lula, o Brasil poderia ter sido governado pelo jenio de Cerra e do Alckmin.

Que perda !

Agora, fala-se em “espaço vazio”.

Que será difícil a Dilma conviver com essa ausência.

Que a oposição, agora, livre do Lula, poderá co-governar o Brasil – leia 



“Para a elite de São Paulo, Dilma não é presidente de “todos”.

Negativo.

Lula é o Pelé.

Só que o Pelé não pode mais entrar em campo e salvar o Santos.

O Lula entra em campo quando quiser.

E quando a Dilma quiser.

O espaço não está vazio.

Só se for na oposição.
 

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Veja as 10 profissões mais requisitadas em 2011 Do Estado de Minas

O mapa do emprego neste ano promete manter em alta as vagas mais ofertadas em 2010. As profissões que foram destaque nos últimos 12 meses devem continuar com fôlego por conta da perspectiva de crescimento da economia e diante da escassez de mão de obra especializada. A antiga, mas agora renovada, profissão do vendedor liderou o ranking das funções campeãs de contratações, que inclui analistas de tecnologia da informação (TI), engenheiros mecânicos, operadores de produção na indústria e dois dos atarefados especialistas da construção civil, o engenheiro e o pedreiro. Nada indica que a corrida das empresas atrás desses trabalhadores vá arrefecer.

É este o cenário para 2011 traçado por três grandes redes de recrutamento de mão de obra consultadas pelo Estado de Minas: o Sistema Nacional de Emprego (Sine), com 117 postos de atendimento espalhados pelo estado; grupo Selpe, que mantém duas unidades em Belo Horizonte, uma em Contagem, na Grande BH, e uma em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e a Michael Page, multinacional especializada na seleção de executivos. A pedido do EM, elas indicaram uma lista de 10 cargos mais requisitados em 2010 e os mais difíceis de preencher, grupo que reúne ferramenteiros, engenheiros de segurança, médicos do trabalho, trabalhadores da construção e operadores de caixa.

Um vendedor de loja bem remunerado chegou a receber vencimentos de R$ 3 mil mensais em 2010 e os profissionais mais bem pagos dessa relação de “vedetes” apuraram rendimentos que variaram de R$ 5,5 mil, para o analista de TI, a R$ 12,5 mil para o engenheiro mecânico, e até R$ 15 mil, no caso de gerentes comerciais. O preenchimento de algumas vagas já se tornou crítico, principalmente naquelas empresas que oferecem salários abaixo da média nos concorrentes, destaca o diretor comercial do grupo Selpe, Hegel Botinha.

“Devido à escassez de mão de obra, muitas empresas flexibilizaram as exigências quanto à escolaridade e o tempo de experiência dos candidatos. Se o Brasil continuar crescendo acima de 5%, a situação do mercado de trabalho não muda. Pode até aumentar a dificuldade para encontrar mão de obra qualificada”, afirma. A situação já é vivida por Leonardo Bortoleto, dono da Web Consult, especializada em marketing digital e produção de software. A empresa de BH tem perdido clientes por falta de profissionais com vivência na área.

Para reforçar a equipe de seis analistas de TI, dois deles contratados em 2010, Bortoleto pretende contratar seis profissionais nos próximos três meses, entre programadores, webdesigners, analistas de TI e de planejamento de marketing. Impulsionada pelo comércio eletrônico, a Web Consult viu seu faturamento crescer 65% no ano passado. “Não vamos mais escapar de algumas mudanças nas contratações, como a negociação de horários flexíveis e jornada de trabalho em casa”, reconhece. Se a tendência é de futuro assegurado para os profissionais da área de tecnologia, isso não significa, no entanto, que as exigências de formação e habilidades vão diminuir.

Qualificação

As empresas querem gente antenada e disposta a resolver as necessidades dos clientes, o chamado profissional plural. “Pode parecer que o mundo está todo informatizado, mas há muita demanda ainda para ser atendida e tecnologias em constante inovação”, diz Bortoleto. O serviço de intermediação de vagas do Sine-MG percebeu que uma aproximação da entidade com os empregadores poderia ajudar a reduzir esse descompasso entre a oferta de vagas e os profissionais que se oferecem. “Temos discutido muito a questão da qualificação de mão de obra no Conselho Estadual de Trabalho (Emprego e Renda)”, conta Lígia de Oliveira Lara, superintendente de Trabalho, Emprego e Renda da Secretaria de Desenvolvimento Social, responsável pelo gerenciamento do Sine em Minas.
Os governos estadual e federal estão trabalhando na montagem de planos setoriais de qualificação na expectativa de atender demandas mais emergenciais das empresas por trabalhadores qualificados. No ano passado, quase 10 mil pessoas foram treinadas no estado. Os cursos compreenderam 200 horas/aula de treinamento em áreas como a construção civil. A grande preocupação no momento, de acordo com Lígia Lara, é a formação de mão de obra para setores beneficiados com os eventos em torno da Copa do Mundo de 2014.
Independentemente do ramo, a expectativa de crescimento econômico neste ano só reforça a tendência de aumento do emprego, no entanto associada à cobrança de maior especialização e boa formação escolar do trabalhador. Exemplo disso, o vendedor que liderou o ranking das admissões em 2010 passa longe daquele profissional que no passado simplesmente anotava o pedido do cliente. “O vendedor, hoje, tem de ser um consultor. Com esse perfil, só fica desempregado quem for muito despreparado ou não quiser trabalhar”, diz Fernando Avelar, supervisor de vendas da Casa Montês, distribuidora de vinhos e alimentos, com sede em Belo Horizonte.

As exigências crescem, ainda, motivadas pelo avanço dos produtos estrangeiros no mercado brasileiro. A relação do profissional com os cliente é quase de cumplicidade, compara a vendedora de vinhos Janaína Gonçalves, de 30 anos, três deles trabalhando no setor. “Além do conhecimento técnico, é preciso estar disponível para ouvir o cliente, sem tempo definido e buscar aperfeiçoamento”, afirma. Atenta às regras do mercado, Janaína começa este ano a frequentar as aulas do curso de gastronomia, como complemento da profissão. O próximo passo será a formação de sommelier (profissional especializado em bebidas alcoólicas, particularmente os vinhos).


Morre o ator Pete Postlethwaite, diz agência Ele faleceu no domingo (2) em hospital na Inglaterra. Postlethwaite, que atuou em 'A origem', lutava contra um câncer. Do G1

O ator Pete Postlethwaite ao receber em foto de 2004
O ator Pete Postlethwaite em 2004 (Foto: AP)


Morreu neste domingo (2) o ator Pete Postlethwaite, informa a agência britânica Press Association. Ele tinha 64 anos.

Segundo Andrew Richardson, amigo de longa data do ator, Postlethwaite faleceu após passar por um longo período doente em um hospital de Shropshire, na Inglaterra.

Ele recebia tratamento contra um câncer.

Um dos principais atores britânicos, Peter William Postlethwaite nasceu numa família católica do nordeste da Inglaterra, na cidade de Warrington. Estudou interpretação na escola de teatro Bristol Old Vic e trabalhou como chaveiro para se sustentar.

Depois se juntou à Royal Shakespeare Company durante os anos 80.

Sua atuação como Giuseppe Conlon em "Em nome do pai" lhe valeu uma indicação ao Oscar em 1994 como melhor ator coadjuvante.

Recentemente, atuou em "A origem" (2010), de Christopher Nolan. Outros de seus trabalhos incluem "Os suspeitos" (1995), "O mundo perdido - Jurassic Park" (1997) e "Amistad" (1997), os dois últimos dirigidos por Steven Spielberg.

Em uma declaração, Spielberg disse que considerava Postlethwaite "o melhor ator do mundo".

Ele foi condecorado com a medalha da Ordem do Império Britânico em 2004.

Dilma: Compromisso é trabalhar para tornar o país do tamanho de nossos sonhos


Presidenta Dilma Rousseff
Presidenta do Brasil Dilma Rousseff

Após receber a faixa presidencial do presidente Lula na rampa do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), a presidente Dilma Rousseff discursou no Parlatório ao lado do seu vice, Michel Temer, enfatizando o seu compromisso em consolidar os avanços conquistados nos últimos oito anos.

“Eu estou feliz como raras vezes estive na minha vida”, disse ela, admitindo estar emocionada também pelo encerramento do mandato “do maior líder popular que este País já teve”. Dilma reconheceu que foram as importantes transformações que o País passou nos últimos oito anos que permitiu que a população ousasse em colocar, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher na Presidência da República.

Dilma aproveitou o seu discurso para homenagear também o vice-presidente José Alencar, que não pode comparecer à posse em Brasília por ainda estar se recuperando de problemas de saúde que enfrentou nos últimos dias. “Que exemplo de coragem e amor à vida nos dá esse homem. E que parceria Lula e José Alencar fizeram pelo Brasil e pelo nosso povo”, afirmou.

Sabendo que substituir um líder como Lula é um desafio e tanto, Dilma disse para a multidão que lotava a Praça dos Três Poderes que honrará esse legado e avançar nas reformas e conquistas necessárias para garantir aos brasileiros melhor educação, saúde e segurança.

Dilma Rousseff afirmou que pretende trabalhar para tornar o País de cada brasileira e brasileiro e disse que cuidará “com carinho” dos mais frágeis e mais necessitados, mas sempre governando para todos.
“Uma importante líder indiana disse um dia que não se pode trocar um aperto de mãos com os punhos fechados. As minhas mãos estarão abertas e estendidas para todos.”
A presidente disse que não pedirá a ninguém que abdique de suas convicções, destacando que pretende buscar apoio e respeitar as críticas.

No momento mais emocionante de seu discurso, Dilma lembrou de antigos companheiros de luta contra a ditadura militar (1964-1985), alguns dos quais morreram na época. Disse que não tem rancor algum, nem ressentimentos, e que sua geração entrou para a política em busca de liberdade, “num tempo de escuridão e medo” e que pagaram o preço pela “ousadia”. Ao se referir “aos companheiros que tombaram nessa caminhada”, embargou a voz, concluindo em seguida: “minha eterna lembrança.”

O momento agora, disse a presidente Dilma Rousseff, é de trabalho e união para dar melhor educação às crianças, saúde de qualidade ao povo, seguranças às comunidades e continuar crescendo e gerando emprego “para as atuais e futuras gerações”:
“O meu sonho é o mesmo de qualquer cidadão e cidadão. O sonho de que uma mãe e um pai possam oferecer aos seus filhos oportunidades melhores do que a que eles tiveram em suas vidas. É isso que constrói um País, uma família, uma Nação.”

Rosalba: “a palavra de ordem é corte de gastos” Governadora acaba de chegar na secretaria de Educação, onde será realizada a posse do secretariado.


Os novos secretários do Governo do Rio Grande do Norte usarão a primeira semana de gestão para analisar as dificuldades de cada pasta. Esta foi a primeira determinação da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), aos seus auxiliares que serão empossados em instantes no auditório da Secretaria Estadual de Educação.

Ao chegar no local, a nova gestora do Estado falou com a imprensa e afirmou que a palavra de ordem neste primeiro momento é “cortar todo tipo de gasto desnecessário”.

Rosalba disse que antes da solenidade que começou agora há pouco - teve uma conversa com aqueles que a ajudarão a governar pelos próximos quatro anos, e pediu que eles tivessem empenho para superar os obstáculos. “Cortarei tudo que é cargo comissionado”, finalizou a governador antes de assumir o seu lugar na mesa de autoridades.

 O Minuto.

sábado, 1 de janeiro de 2011

‘Volto para casa com a sensação de dever cumprido’, diz Lula em São Bernardo. G1.

“Volto para casa com a cabeça erguida e a sensação de dever cumprido. Durante muitas décadas eu fui vítima de preconceito e de muito preconceito”, disse Lula a uma plateia de admiradores e correligionários. 
Lula discursou em São Bernardo do Campo (SP), berço político do ex-presidente, onde  foi recebido  com festa na noite deste sábado (1º).

“A partir de agora o Brasil é outro”, disse ele. O ex-presidente afirmou que, depois de 8 anos de governo, quer descansar por 20 dias para pensar no que quer fazer. Ele também disse que o fato de sair da Presidência não significa que ele vai sair da política. “Quando a Dilma me convocar, estarei sempre à disposição”, disse. Ele destacou que é com orgulho que deixa o mandato com aceitação maior do que no começo do governo.

Lula agradeceu ao senador José Sarney (PMDB), que participou do evento e foi alvo de vaias. Lula disse que  há 4 anos Sarney disse que gostaria de levá-lo até a porta de seu apartamento apartamento, justamente o local onde aconteceu o evento.

“Descobri um homem de grande densidade humana e generoso. O que me trouxe aqui foram os caminhos da amizade e do reconhecimento”, disse Sarney.

Lula discursou por cerca de 12 minutos e  terminou sua fala por volta das 23h20. O ex-presidente fez o percurso do palco até seu prédio, de cerca de 30 metros, cercado de admiradores .


Saiu na ...

Times: Lula deixa para trás um Brasil transformado


Na Revista Times, uma longa matéria que você nunca vai ler nos jornais e revistas brasileira.

..Desde a primeira eleição de Lula em 2002, a classe média cresceu - 29 milhões de pessoas - mais do que a população do Texas - a criação de um novo e poderoso mercado consumidor interno. Outros 20 milhões de pessoas - tanto como no estado de Nova York - foram retirados da pobreza. O país que recebeu uma ajuda 30000000000 dólares do Fundo Monetário Internacional(época de Fernando Henrique Cardoso) ao se aproximar do colapso econômico em 2002 agora empresta dinheiro ao FMI, fazendo até US $ 5 bilhões disponíveis para empréstimos a outras nações.

O valor da moeda do Brasil mais que dobrou em relação ao dólar dos EUA. A desigualdade tem sido reduzido, a renda dos mais pobres, 10 por cento da população, cresceu cinco vezes mais rápido.. A inflação foi domada, o desemprego está em um registro baixo e analfabetismo caiu. No momento em que Brasil sedia os Jogos Olímpicos, é previsto para ser a quinta maior economia do planeta, superando a Itália, Inglaterra e França. Link para a Times, aqui

Pra nunca esquecer.

Até logo! Lula. Nós somos seus amigos para sempre!


No parlatório, Lula passa a faixa presidencial para Dilma Rousseff 
 

Dilma Rousseff recebeu de Lula a faixa de Presidente Lula em cerimônia no Palácio do Planalto.

Ele vai fazer muita falta...

Veículos da imprensa internacional publicaram nesta sexta-feira reportagens sobre o último dia de governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que entrega no sábado a faixa presidencial para sua sucessora, a também petista Dilma Rousseff. Além do assunto do dia - a não extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti -, a mídia destacou a expansão econômica e as mudanças sociais no País nos últimos oito anos.

A versão online do jornal inglês The Guardian ressalta as origens humildes de Lula. "Ele foi o primeiro presidente do Brasil da classe trabalhadora, ex-operário obcecado por futebol, que trocou a pobreza rural pelo mais alto cargo em seu país e ajudou a empurrar 20 milhões de pessoas para fora da pobreza", abre a reportagem. O jornal afirma que a posse da "ex-rebelde marxista" Dilma Rousseff marcará o fim oficial da Era Lula.

O texto avalia ainda que o petista deixa o governo de um país que se transformou radicalmente, com a economia em expansão e a redução da pobreza - graças, segundo o jornal, aos programas de combate à fome e transferência de renda do governo Lula. A publicação destaca ainda que o presidente termina o segundo mandato com índice de aprovação de quase 90%.

O americano "The Wall Street Journal" destaca os avanços do governo Lula e despedida com uma folgada vitória.

Já o correspondente Bradley Brooks, da Associated Press, afirma que Lula está deixando o poder com um país transformado. Nem os seus adversários podem negar os avanços de sua administração, afirma. 

"The Guardian", destaca o fato de cerca de 20 milhões de brasileiros terem saído da linha da pobreza.
O jornal inglês também fala sobre a possibilidade da volta de Lula em 2014 ou 2018.

Já a reportagem do americano "The Christian Science Monitor" fala  que Lula  conseguiu fazer o Brasil sede da próxima Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016. "Ele vai fazer falta", afirma o jornal.


O site "The Huffington Post" reproduz vídeo da agência Reuters mostrando Lula se emocionando em discursos nos últimos dias de governo.

No site do francês "Le Monde", o destaque vai para o fato de Lula negar a extradição do italiano Cesare Battisti como último ato de seu governo.

No italiano Corriere della Sera, a questão também recebe grande atenção.

Enquanto isso, o blogueiro Ramón Lobo, do site do "El País", compara Lula ao líder sul-africano Nelson Mandela. "Em uma época em que o poder corrompe, mancha e modifica os que o ocupam e decepciona os eleitores, Lula tem um resultado extraordinário". "Nos oito anos de Lula, o Brasil abandonou seu papel secundário, não apenas na América Latina, e se mostra agora como um país corajoso, empreendedor, simpático e em transformação, afirmou, destacando que o ministro da Economia, Guido Mantega, assegura que o País será a quinta economia do mundo em 2026. afirma.

Nunca antes, e nem depois, na história desse país, teremos um Presidente como Lula..


Até logo Lula!Lula acena ao se despedir do Palácio do Planalto, no último dia de seu mandato

Lula se despediu de servidores do governo e do Palácio do Planalto. Em seu discurso, o Presidente brincou e disse que pode simplesmente "sair correndo" e se recusar a entregar à sua sucessora a faixa presidencial. Lula também exaltou as conquistas para o Brasil durante os seus dois mandados.

"Eu penso que vocês poderão dizer - e agora sem nenhuma modéstia, com orgulho - que participaram de um momento histórico deste País (...), em que a autoestima do povo mudou, a vida do povo mudou, mesmo sabendo que ainda tem muito para fazer. Porque a gente não consegue mudar em oito anos os desmandos de 500 anos, a gente não consegue, vai precisar mais alguns anos para que a gente possa consolidar", disse Lula emocionado.

Deixo em tuas mãos o meu povo... e

Emocionado, Lula se despede do povo, que grita: deixa Lula aqui.



Encerrada sua participação na cerimônia de posse da agora presidente Dilma Rousseff, Lula se despediu do povo em frente ao Palácio do Planalto

Ao descer a rampa do Palácio do Planalto, de mãos dadas à mulher, Marisa Letícia, e à presidente, Dilma Rousseff, Lula chorou.

O ato marcou o fim dos oito anos de sua gestão e o início do governo de sua sucessora Dilma.

Emocionado, o Presidente se despediu de Dilma e do vice-presidente, Michel Temer e, antes de seguir para a Base Aérea de Brasília - de onde viaja para São Paulo - foi até o público para se despedir dos populares que acompanhavam a cerimônia. Dezenas de políticos também foram ao local para abraçar o ex-presidente. Logo após a despedida, Dilma deu início à cerimônia de posse dos ministros.

Com a trasmissão do cargo, Lula deixou para trás o governo que, antes mesmo de começar, teve de ser avalizado em 2002 por uma Carta ao Povo Brasileiro. Para acalmar o "deus mercado", que a essa altura estabelecia cada dólar valendo R$ 3,53, o documento fixava compromissos de crescimento econômico com estabilidade e de ampliação de políticas sociais.

Lula foi o governante mais popular da história - chegou a 87% seu nível de aprovação pessoal no fim do mandato - confirmou a continuidade de sua gestão e, mesmo nos últimos dias à frente do Palácio do Planalto, sempre evitou usar a palavra "adeus".

Só não fui porque não me deixaram ir', diz Alencar, vestido de terno para posse de Dilma.


O ex-vice-presidente da República José Alencar, que não participou da cerimônia de posse de Dilma Rousseff por problemas de saúde, faz sua última coletiva de imprensa como vice, no hospital Sírio Libanês, onde permanece internado. 

Alencar planejava ir a Brasília para acompanhar a cerimônia, mas acabou ficando no hospital, por determinação dos médicos.

Vestido de terno e gravata amarela, em seu quarto no hospital Sírio-Libanês, José Alencar disse que estava pronto para ir à posse da presidente eleita, Dilma Rousseff, em Brasília, na tarde deste sábado.

"Só não fui porque não me deixaram ir", disse o vice-presidente, cujo estado de saúde levou sua equipe médica a proibir a viagem.

O vice, há 15 anos em luta com um câncer no abdome, disse que estava "muito à vontade" de ir à cerimônia no Distrito Federal", mas foi desaconselhado pelos médicos, que temiam uma outra complicação decorrente da viagem.

Bem-humorado, Alencar disse que o leitão à pururuca degustado na tarde de ontem o fez melhorar.

Internado há nove dias, Alencar foi questionado sobre os próximos planos. Brincou que poderia "concorrer no máximo a uns três Legislativos".

Hoje, receberá a visita de Luiz Inácio Lula da Silva, que transfere a faixa presidencial para Dilma e viaja para São Paulo na sequência. Bol.

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