terça-feira, 5 de agosto de 2014

Justiça do RN confirma superfaturamento de R$ 17 milhões na Ponte de Wilma de Faria

Processo resultante de irregularidades na construção da Ponte não incluiu a governadora da época, Wilma de Faria. Foto: Divulgação
Sete pessoas foram condenados por vícios em licitação e sobrepreço na principal obra da gestão PSB.

Processo resultante de irregularidades na construção da Ponte não incluiu a governadora da época, Wilma de Faria. Foto: Divulgação

Considerada a maior obra dos sete anos de Governo Wilma de Faria, do PSB, a Ponte Newton Navarro foi construída com um superfaturamento de R$ 17 milhões, pagos diante de várias irregularidades no processo licitatório. E quem afirma isso não é nenhum político adversário da ex-governadora, candidata agora ao Senado Federal. Quem afirma é a Justiça Federal do Rio Grande do Norte, que após sete anos com o processo, julgou e condenou sete pessoas e cinco empresas por improbidade administrativa. Entre os considerados culpados pelo juiz federal Janilson Bezerra, o atual deputado estadual e candidato a reeleição Gustavo Carvalho (PROS), ex-secretário de Infraestrutura da gestão Wilma; Damião Pita e a empresa Queiroz Galvão, uma das responsáveis por boa parte das obras da Prefeitura de Natal, na gestão Carlos Eduardo Alves (PDT).
Na sentença, o juiz Janilson Bezerra considerou excessiva a exigência de qualificação técnica dos licitantes com restrição à competitividade, relativamente à experiência em construção superior a 80% da extensão da ponte projetada, afastando o argumento de que a medida propiciaria a continuidade da obra para que somente empresas preparadas se habilitassem à licitação, dificultando e, mesmo, inviabilizando a participação de outras empresas, em distorção ao ambiente competitivo e ao interesse público.
O magistrado também chamou atenção para alguns aspectos obscuros nas etapas da obra, em especial quanto à subcontratação: “Ora, se a Administração já sabia, desde o início, que permitiria a subcontratação de partes da obra, em especial do estaiamento, um dos responsáveis pela elevação do grau de complexidade do empreendimento, por que não reduziu o nível de exigência técnica dos licitantes? E mais: porque não possibilitou, em caso de consórcio, que as empresas somassem suas qualificações técnicas para atender aos requisitos da pré-qualificação do certame?”, escreveu o magistrado.
O magistrado destacou ainda que o relatório da Controladoria Geral da União (CGU) mostrou sobrepreço/superfaturamento em produtos comuns a obras, não prosperando a defesa dos acusados de que o preço diferenciado ocorria em material específico daquela construção. “A CGU demonstrou, em seu relatório de auditoria, que os itens utilizados como referência de preço de mercado dessas fontes referiam-se, basicamente, ao fornecimento de material (aço e concreto), ao lançamento de concreto e à execução de estacas tipo hélice, que não trazem nenhuma característica especial vinculada ao tipo de obra e que possa majorar seu custo”, escreveu o magistrado federal.
Outra ilegalidade foi o fato de que o projeto básico não tinha uma planilha com o detalhamento de todos os custos. “A necessidade de constar do orçamento básico o conjunto de elementos em nível de precisão adequado para caracterizar a obra ou serviço que possibilitem a avaliação do custo da obra é essencial à transparência dos custos dos serviços e à efetividade da isonomia e competitividade”, afirmou Janilson Bezerra.
Além disso, o magistrado entendeu que o consórcio vencedor da licitação utilizou-se de taxa de BDI (Bonificação e Despesas Indiretas, onde se engloba lucro, impostos e despesas indiretas da obra) superestimada e adotou percentuais diferentes para o cálculo do pagamento da mão-de-obra. “O percentual aplicado pelo consórcio vencedor sobre a mão-de-obra a título de encargos sociais de 135% mostrou-se superior àquele apurado por ambos os laudos técnicos (124,60% e 122,70%), deles se distanciando em 10,40% e 12,30%, respectivamente, levando à necessária conclusão de excesso”, avaliou o magistrado.
Para Janilson, estão evidenciados nos autos o dolo e a improbidade praticados pelos membros da Comissão Especial de Licitação juntamente com o então secretário de Infraestrutura do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, Gustavo Henrique Lima de Carvalho, que obstacularam a participação de outras empresas no certamente licitatório.
“O Laudo de Exame em Obra de Engenharia n.º 366/09, confeccionado pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal no interesse do Inquérito Policial n.º 046/2008, que apurou as irregularidades na esfera criminal, corrobora a ocorrência de restrição à competitividade, em resposta ao quesito transcrito”, frisou. O Juiz Federal Janilson Bezerra de Siqueira julgou improcedente as acusações contra Francisco Adalberto Pessoa Targino, que também administrou a Secretaria de Infraestrutura no final da construção da Ponte. Via Jornal de Hoje.

PMDB de Governador Dix-Sept Rosado apoia Fátima.

Do PMDB de Governador Dix-Sept Rosado, o ex-prefeito Gilberto Martins e os vereadores Nicélia Silveira, Ramón Martins e Zineuda Macêdo declararam apoio à candidatura de Fátima ao Senado pelo PT.

Os ex-vereadores Antônio Freire, Ricardo Martins e José Emídio, presidente do PMDB local, também se uniram na aliança. 

“Reunimos o diretório do partido, ouvimos cerca de 100 pessoas e todos disseram que queriam apoiar Fátima. Ninguém foi contrário”, disse o ex-prefeito Gilberto, explicando que na região os dois partidos já têm afinidades.

Além disso, elogiou a atuação de Fátima como deputada. “Ela trabalha e é comprometida. Também tem muita ética na vida pública”.

"A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou" BOA SEMANA Á TODOS!

Dizer “não” é a chave de uma carreira de sucesso e crescimento profissional

ThinkStock
Problemas de outras pessoas podem se tornar seus se você disser muitos "sim". James Altucher é a nova voz do gênero de autoajuda. Além de suas obras escritas, Altucher é também o protagonista de um podcast semanal chamado “The James Altucher Show”.

Na entrevista abaixo, ele explica porque os funcionários devem falar “não” para quase tudo, porque dizer “não” é tão importante em todas as fases de sua carreira. A melhor maneira de falar para que você não feche nenhuma porta.

FORBES: Você pode dar um exemplo de um momento que teve de dizer não para alguma situação e isso impactou de alguma forma o crescimento de sua empresa?

James Altucher: Uma vez eu estava cuidando de um fundo de hedge que tinha US$ 60 milhões (R$ 132,7 milhões). O valor não é muito alto e nos ofereceram mais US$ 30 milhões, mas o grupo não queria pagar quase nada de taxa. Nós dissemos “não” porque não achamos justo com nossos investidores reduzir as taxas para um grupo em especial.

Outro motivo e o mais importante: nós não gostávamos deles. O “hoje” é muito curto, então porque gastar o tempo com pessoas que não gostamos? Pra que gastar o tempo com pessoas que estão conectadas a você somente pelo dinheiro? Eu não sei se o “não” nesta situação me trouxe menos ou mais dinheiro, mas sem dúvida me fez mais feliz e menos estressado.

F: Administrar o tempo é uma situação difícil para muitos empresários. Como eles podem usar o poder do “não” para economizar o tempo e ser mais produtivo?

JA: Fundadores de start ups devem dizer não para praticamente tudo. Alguns exemplos: Reuniões: a maioria das reuniões não resulta em nada. Contratação: os fundadores devem fazer quase todo o trabalho. Passar a noite em claro: as 8h de sono são muito importantes e garante e produtividade.
O mais importante é se manter mentalmente em ordem (se você está doente não vai conseguir trabalhar), esteja cercado de pessoas que você ama e que te respeitam, seja criativo todos os dias e seja sempre agradecido pela oportunidade incrível que você está tendo.

F: Você acha que é inteligente dizer mais “sim” no começo de sua carreira e mais “não” quando já se está mais estabilizado?
JA: Não. “Não” é sempre o mais inteligente. Todas as vezes que você diz “sim”, você herda o problema da pessoa para quem você disse isso. Um exemplo simples é buscar alguém no aeroporto. Quando você diz que sim para ele, imediatamente torna um problema seu encontrar um carro, encontrar a pessoa no aeroporto, checar o horário do voo e muito mais. E este é um exemplo simples. Quanto mais “sim” você diz, mais problemas você vai ter.

Grande parte das minhas parcerias que tenho hoje, começaram com um “não” sincero e conforme o tempo foi passando nós aprendemos a trabalhar juntos. De fato, eu diria que grande parte do dinheiro que eu tenho eu consegui começando com nãos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Resolução da Comissão Executiva Estadual do PT/RN sobre a proibição de apoio de Dirigentes a candidatos de outros partidos e/ou coligações por mandatários petistas.


Reunida aos dias 25 do mês de julho do ano de 2014, na sede, sito à Rua Olinto Meira, 1045, Barro Vermelho, Alecrim, Natal/RN, a Comissão Executiva Estadual deliberou sobre a proibição de apoio a candidatos de outros partidos e/ou coligações por mandatários petistas, resolvendo fixar as seguintes diretrizes:

Os mandatários petistas devem apoiar a chapa majoritária integrada pelo Partido dos Trabalhadores, tendo como candidata ao senado a Deputada Fátima Bezerra e ao governo o aliado Robson Faria.

O apoio dos nossos mandatários aos Candidatos a Deputado Estadual e Federal petistas é obrigatório e deve ser público.

A violação desta resolução configura, cumulativamente, as infrações descritas no Art. 227, incisos: II, VIII, IX e X do Estatuto do Partido[1].

Qualquer filiada ou filiado que tomar conhecimento de fato que se enquadre nas vedações desta Resolução deverá comunicar através do e-mail: pt13.rn@gmail.com, identificando-se pelo nome completo e indicando ou apresentando as provas que puder.

A apuração será processada segundo o Estatuto e o Código de Ética e Disciplina e poderá resultar em um ou mais das penas elencadas no Art. 228[2] do Estatuto.

Eraldo Daniel de Paiva
Presidente.


[1]     Art. 227. Constituem infrações éticas e disciplinares: (…) II – o desrespeito à orientação política ou a qualquer deliberação regularmente tomada pelas instâncias competentes do Partido, inclusive pela Bancada a que pertencer o ocupante de cargo legislativo; (…) VIII – o não acatamento às deliberações dos Encontros e Congressos do Partido, bem como àquelas adotadas pelos Diretórios e Comissões Executivas do Partido, principalmente se, tendo sido convocado, delas não tiver participado; IX – a propaganda de candidato ou candidata a cargo eletivo de outro Partido ou de coligação não aprovada pelo PT ou, por qualquer meio, a recomendação de seu nome ao sufrágio do eleitorado; X – acordos ou alianças que contrariem os interesses do Partido, especialmente com filiados ou filiadas de partidos não apoiados pelas direções partidárias;

[2]     Art. 228. São as seguintes as medidas disciplinares: I – advertência reservada ou pública; II – censura pública; III – suspensão do direito de voto por tempo determinado; IV – suspensão das atividades partidárias por tempo determinado; V – destituição de função em órgão partidário; VI – desligamento de cargo comissionado; VII– negativa de legenda para disputa de cargo eletivo; VIII– expulsão, com cancelamento da filiação; IX – perda de mandato. 

Severino de Guamaré vai com Eraldo 1333

O companheiro Raimundo Sindicalista, de Janduís, vai com Mineiro 13666 e Eraldo 1333.

Caravana de Fátima e Robinson percorre 12 bairros da Zona Norte de Natal, com aprovação popular

A primeira caravana da coligação "Liderados pelo Povo", de Fátima senadora e Robinson governador, percorreu neste sábado (2), 12 bairros e 48 ruas da Zona Norte de Natal. "O termômetro das ruas tem nos animado cada dia mais e tem nos dado a certeza de que as pessoas estão do nosso lado, que querem renovar no voto", comentou a deputada.

Fátima e Robinson foram recebidos nas ruas com gestos e acenos das pessoas, que externaram a todo tempo a preferência pela aliança entre o PT e o PSD. "Meu voto é seu. A deputada responsável por mudar para melhor a perspectiva da Educação do meu estado", frisou Maria de Lourdes Araújo, residente em Nova Natal.

Também estiveram presentes na carreata, candidatos a deputados estadual e federal, lideranças políticas e comunitárias, e principalmente populares. "Minha senadora. Ainda espero muita coisa dela para meus filhos e netos, por isso meu voto é garantido", acrescentou João Felipe, do Parque dos Coqueiros.

A caravana percorreu os bairros de Nova Natal, Igapó, Panatis, Parque dos Coqueiros, Vale Dourado, Jardim Progresso, Gramoré, Pajuçara, Novo Horizonte, Parque das Dunas, Jardim Brasil e Nova República.

Prefeito de Assu oficializa apoio a Fátima

O prefeito de Assu, Ivan Júnior (PROS), oficializou nesta quinta-feira (31) o apoio à candidatura de Fátima Bezerra para o Senado. O anúncio foi feito no espaço "Dida. Tom", no município do Vale do Açu, com a presença de 12 dos 15 vereadores da cidade, lideranças e agentes políticos.

"Quem trabalha é reconhecido e nós precisamos fortalecer essa mensagem com relação à Fátima porque trabalhar é o que ela tem mais feito", frisou o prefeito.

Ele lembrou a atuação decisiva que teve a futura senadora para viabilizar os cursos da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) em Assu e para concretizar o campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN) de Ipanguaçu.

"Se tivesse feito só isso já seria muito. Mas ela fez mais. A luta de Fátima tem sido muito importante para o Vale do Açu, por isso peço a vocês que retribuam agora", acrescentou o prefeito.

A futura senadora agradeceu o apoio dos assuenses e destacou que, uma vez eleita, dará continuidade ao trabalho que ajudou a melhorar a educação. Ela frisou ainda que pretende atuar em ações voltadas às áreas de segurança, saúde, entre outras. "Quero ir para o Senado para fazer ainda mais", concluiu Fátima

Pelo direito de um homem acordar mal humorado


"Eu não sei se vocês pegaram essa época mas, quando eu era um menino estudante, sempre que as aulas retornavam os alunos eram obrigados pela professora de português a escreverem uma redação com o tema “Minhas férias”, para contar o quanto tinham sido legais e proveitosos todos aqueles dias longe da escola.

Uma vez que quase sempre as minhas férias eram passadas na roça — moleque pegando berne, chupando manga, pescando traíras, discutindo a relação com as cabritas, patinando em bosta de vaca — suponho que as minhas redações foram se tornando, a cada temporada, mais entediantes à professora, da mesma forma que eu achava um porre decorar as conjugações verbais feito um papagaio quando enfia uma bíblia no sovaco.

É bem provável que haja uma crise irreparável no mercado de tintas nanquim e penas de ganso (naqueles dias, pirralhos cruéis que éramos, alguns de nós se ocupavam em depenar o sobre-cú dos gansos pelo mero prazer da judiação, ou então, pela obrigação de escrever todo o conteúdo programático à mão), pois os atuais recursos tecnológicos avançadíssimos deixam a meninada com uma leseira danada: preguiça de ler, de escrever, de pensar, de levantar do sofá.

Não. É tudo mentira. Nunca tive pena de escrever. Não sou assim tão velho quanto me sinto. Nem jamais judiei de passarinho, ainda que ele fosse um ganso. Nunca atirei pedras numa ave, a não ser os petardos de sábado à tarde na pombinha da Gorete, uma dançarina que fazia cover de chacrete, imitava como ninguém a Rita Cadilac ao expor o virabrequim dentro de uma das gaiolas do Buraco Azul, decadente cabaré da cidade onde se adquiriam chatos, decepções e um bocado de experiência de vida.

Vocês têm razão: memórias são um saco. Detesto biografias, principalmente, a minha. Não estou aqui para descrever com floreios os equívocos hormonais da minha juventude fuleira em Buraco Azul. Por outro lado, já que me toleraram até este ponto, vou lhes contar quase tudo o que não farei durante as minhas próximas férias. Quem se importa com o que eu faço, com o que eu deixo de fazer?! Ora, tenham a santa paciência: tampouco, eu me importo com os seus devaneios, leitores, e eles não são poucos!

Mesmo com este entrevero, continuemos: eu tenho um velado fetiche pelas listas. Então fiz uma em que anotei um corolário de proposituras (favor, não confundirem com prostitutas) que será uma tentativa honesta de rompimento com o cotidiano, um lembrete para que eu fuja da moenda diária das roldanas e engrenagens do caos urbano, um cenário não somente embrutecedor, desumanizante, mas, viciante como uma pedra no meio do caminho. Aliás, de fato, no meio do caminho tinha uma pedra. Tinha uma pedra no meio do caminho. E agora, Carlos Drummond de Andrade? O que fazer se não me sinto mais poeta?

O meu destino será onde vocês quiserem que ele seja. Pra mim, tanto faz. Só não revelo aqui, neste parágrafo, o logradouro completo com CEP e tudo mais, porque não tenho vontade de ser encontrado, que venham me fazer companhia, estorvos a interromperem o meu nem-tão-inflexível-assim compromisso de me desligar das mazelas do dia a dia.

Embora eu jamais tenha dito isso nesta crônica, até este ponto, eu torno a dizer, tão somente a título de trocadilho, de incoerência e de prolixidade — atributos dos quais não me orgulho nem um pouco — que, pela primeira vez na vida, desobedecerei a imposição das minhas saudosas professoras de português (que Deus reserve o melhor lugar do céu a elas; se não for pedir muito, Senhor, acomode as velhotas em poltronas nas janelas) para comunicar que não escreverei mais redações, muito menos crônicas, para comentar como foram as minhas férias de verão na fazendinha da vovó.

Aliás, a titulo de nulidades, dir-lhes-ei como não serão as minhas férias onde quer que elas aconteçam, e aquilo tudo que pretendo desfazer ou não fazer durante o meu suíno retiro espiritual, que poderá durar sabe-se lá quanto tempo — se acaso eu tomar apego pela solidão — num dos mais longínquos esconderijos do mundo, quem sabe, na minha mente que jamais mente, um refúgio onde haja uma modesta e limpa cabana desprovida de percevejos, construída à lavra de um rio livre de cadáveres, titica e sofás, edificada com a madeira de demolição dos meus dramas diários.

Eu sei que ficou tudo muito confuso nessas linhas que, contudo, não serão mais confusas que eu mesmo, mas — relaxem — já estou terminando o texto. Quem quiser que me desacompanhe. Não importa. Não quero companhia alguma, senão dos meus ais, de um violão e de um blister de dipirona, caso me doa o estômago de tanto rir de mim mesmo. Mesmo sem pena e nanquim, anotei tudo numa folha de jornal para embrulhar bananas.

Lista de coisas para não fazer nas férias

1 — Sentir culpa por ter acordado mal humorado. Quero todo o mau humor que tiver direito.

2 — Dirigir um carro numa cidade de perdidos. Quero me dar ao luxo de caminhar descalço pelo regaço e tentar outra vez, pois a água limpa ainda está na fonte. Sei que vocês já ouviram isso nalgum lugar, não?!

3 — Tomar banhos na soda. Penso em ficar três dias consecutivos sem tomar um banho sequer. Recordar o meu cheiro ruim de suor, desse corpo domado em roupas. Preciso feder para me sentir diferente dos fantoches.

4 — Almoçar em pé com o cronômetro ligado. Aliado do tempo, viajarei sem relógios. Eu quero mais é comer com os olhos, sem pressa. Vou caçar o que fazer com minhas próprias palavras e — vitorioso — botar a cozer a minha presa e a minha prosa com as batatas.

5 — Bater o ponto com uma porrada. Não necessariamente nesta ordem, farei mais ou menos assim (com a mesma languidez de um pendão de trigo entregue ao vento): vou rachar lenha pela manhã; morder anzóis à tarde; introduzir, à noite, o Programa Sangue Zero ao apetite voraz de uma legião de pernilongos. A isso eu chamo crescimento interno sustentável.

6 — Pescar lambaris com redes sociais. “What’s up, man?!”, perguntaria — inconformado — o peixe, meu mais novo aliado. Então, vou me desconectar e cair n’água para, enfim, fazer parte do grande aquário."

Companheiros dos Correios, Jaime Medeiros e Marcos Antônio, apoia Eraldo 1333.

Eraldo, recebeu hoje no seu gabinete o candidato a Deputado Estadual, Marcos de Parelhas, que afirmou apoio á Eraldo1333.

#PraFazerMuitoMais #Fátima Senadora131

Fátima Bezerra ajudou a realizar o sonho dos mossoroenses de transformar a ESAM em UFERSA - Universidade Federal Rural do Semi-Árido. A atuação da deputada do PT do Rio Grande do Norte foi decisiva na articulação para votação do projeto.

Nessas Eleições...

Você pode denunciar também diretamente pelo link: http://plnb.in/1kbL92J

Um artigo realmente libertador para muitas mulheres hoje em dia. "Ele só quer te comer": Por que esse discurso não deveria incomodar

O texto abaixo, de Nathalie Macedo, foi publicado no site casal sem vergonha. / Diário do Centro do Mundo 

"Você conheceu um cara incrível ontem. Ele é amigo do namorado da amiga da sua amiga. Não importa, ele gostou de você. Gostou do seu batom vermelho, do seu riso debochado e do cheiro que sentiu quando você chegou perto pra dar um ‘oi’. A malícia nos olhos dele deixou claro que ele sabia o que o seu oi significava: você queria fumar um cigarro, nua, na janela do apartamento dele, enquanto ele adormecia, exaustivamente satisfeito, com os seus gemidos ainda ecoando no quarto desarrumado.

E você – cujos olhos têm malícia também – soube ler no sorriso dele que ele queria mesmo arrancar seu sutiã no final da noite. Sem ter que pedir seu e-mail, nem conhecer sua mãe, nem saber qual é o seu prato preferido e nem te chamar pra jantar no japa.

No fundo, no fundo – e do alto da sua safadeza genuína – pouco te interessa se ele vai ligar no dia seguinte; não te interessa se ele ronca, porque você vai sair de fininho quão logo estiver saciada. Vai fechar a porta devagar e pegar o primeiro táxi. Sem deixar nem um bilhete na geladeira – porque, pra você, foi o suficiente. O agora valeu a pena e não precisa ter depois.

E quando você está quase absolutamente convencida do seu direito – pensando bem, não é um direito, é uma vontade mesmo – de querer só sexo casual, a sua amiga politicamente correta e entediante até a alma, fala alto no seu ouvido (por causa da música contagiante, que seria capaz de te salvar de ouvir aquela asneira): “Cai fora, ele só quer te comer!”

Ele só quer te comer. Como se você tivesse saído pra a noite, com a sua micro calcinha recém comprada e suas boas doses de tequila pra procurar um casamento. Um cara que tivesse um bom emprego e uma mãe menos chata que as sogras que você já teve. Que bebesse pouco e quisesse ter filhos, que não roncasse e também quisesse uma lua de mel em Veneza – porque qual mulher não quer uma lua de mel em Veneza? – ah, é, você não quer. Você só quer transar – e qual é o problema nisso?

Então, junto com essa nossa tão sonhada e, pouco a pouco conquistada liberdade sexual, deveria vir um manual de instruções sobre como se livrar da hipocrisia (e como ensinar isso às nossas amigas certinhas). Pra que toda mulher que quer sexo casual compreenda que não há nenhum desvio de caráter em um homem que quer só sexo casual. E isso quer dizer que não há nada de errado no fato de ele só querer te comer, desde que isso fique claro pra você – é como um ‘li e aceito os termos de uso’ – ninguém engana ninguém e os interesses coincidem.

Então você aprendeu que não há nada de errado em querer sexo casual. E não há nada de errado em um homem só querer sexo casual com você – isso não te faz uma biscate. Isso não significa que você não é digna de alguém que te dê mais que sexo: Pode significar – e significa, muitas vezes – que você simplesmente não quer alguém que te dê mais que sexo. E então, depois de jogar toda a hipocrisia na primeira lixeira pública, encha o peito pra responder à sua amiga politicamente careta: – Ele só quer me comer?! – ótimo. Eu só quero comê-lo também."

Robinson e Fátima participam de FestMelão em Jandaíra

A noite de sábado (2) do vice-governador Robinson Faria e da deputada Fátima Bezerra, representantes da coligação "Liderados pelo Povo", foi dedicada ao município de Jandaíra, no Mato Grande. Acompanhados de lideranças da região, os candidatos a Governo e Senado foram recepcionados na residência do prefeito Beto Roque antes de visitarem o FestMelão, tradicional festa que ocorre há 18 anos na cidade.

Com Robinson, Fátima e o prefeito Beto estiveram também, em Jandaíra, o deputado José Adécio; o prefeito de Taipu, Louvado Júnior; os ex-prefeitos Ricardo Araújo (Galinhos) e Silvano Pinheiro (Jandaíra); os vereadores Tumba, Wellington, Tiago e Wbagno; além das lideranças Lêvo, João Costa, Edilma, Júnior Carioca e Beto Bernardino.

Os candidatos da coligação "Liderados pelo Povo" foram exaltados pelas lideranças presentes como legítimos representantes da política feita com coerência e lisura. "Estamos muito felizes por tê-los como opções. Que bom que podemos escolher pela ética e pela honestidade", disse Ricardo Araújo, por três ocasiões prefeito de Galinhos.

A união se faz com todas as forças juntas, em 2014 sou 1333 Eraldo Federal.

Meus car@s conterrâne@s São Gonçalenses,

O filho do nosso município Eraldo 1333, concorre a uma vaga nas eleições de 2014 a deputado federal em São Gonçalo do Amarante/RN. 

Eraldo 1333 é nosso conterrâneo, que vem se destacando na caminhada política Municipal e Estadual, e tem o reconhecimento do seu partido a nível Nacional para sua candidatura. Aqueles que confiam em nos, quero dizer que são novos tempos chegando em São Gonçalo, é hora de renovar o quadro político de nosso município, e da vez e vos a nosso povo. 

Abre-se uma oportunidade para o novo, então convoco vocês para fazer o novo, e caminhar com Eraldo 1333 nessa batalha. 

Eraldo 1333 filho de dona Ester, de seu Dozio, irmão de Aninha, de Judite, de Neném, de Geraldo, de Dedé, de Gerson, de Joquinha e dos Padres Antonio Murilo, e Emanuel. Amigo de Rodrigo, Bira, de Toinho de Amalha, de Valdeci e Diva, de José, Chico, Francisco João, Maria e de todas as famílias São Gonçalenses. 

Eraldo 1333 é bastante conhecido em São Gonçalo e em nosso Estado, pessoa muito querida pela nossa sociedade, estimado pelos nossos amigos que admiram pela sua historia de militância dentro do Partido dos Trabalhadores, na PJMP, no Grupo de Teatro União Gruteu, dos conselhos que participou dentro dos movimentos populares municipais e Estaduais que foi membro, foi Secretaria Estadual da Juventude do PT, é vereador de São Gonçalo, e Presidente Estadual do PT no Rio Grande do Norte. 

Vamos juntos com Eraldo 1333 embarcar nesse grande sonho de poder colaborar de forma mais contundente para o desenvolvimento de nossa cidade e das nossas famílias com inteligência e obstinação. As expectativas em torno da nossa candidatura são grande, reais e cheia de sonhos, garra e luta. 

Eraldo 1333 deputado federal vai mobiliza a população São Gonçalense, vamos nas casas das nossas professoras, pessoas que nos viram crescer e virar homens de bem, vamos na casa de dona Luíza e seu Joaquim, na casa de Zé Alves e dona Dalvinha, na casa de Severino Ubiraci, vamos em Coqueiros, Pajuçara, Santo Antonio, Amarante, Poço de Pedra, Bela vista, Guajiru, Barro Duro, Alagadiço, Igreja Nova, Guanduba, Oiteiros, Jacaré Mirim, Jardim Lola, Cidade das Rosas, Jardim Petrópolis, Padre João Maria, em cada comunidade iremos, em cada rua de São Gonçalo iremos, dialogar e apresentar Eraldo 1333 na casa de cada cidadão dizer os nossos propósitos e ouvir da nossa gente as suas propostas para construirmos uma São Gonçalo melhor para todos com Eraldo 1333 na Câmara Federal. 

Juntos somos fortes, e podemos eleger pela primeira vez em mais de 300 anos de historia, o primeiro deputado federal de São Gonçalo do Amarante. Quero aqui dizer que confio em meus conterrâneos, em meus amigos e amigas daqui e de todo Estado do RN, principalmente aqueles que não podem declara seu voto, por medo de represarias de vereadores, prefeitos e vice. Aqueles que têm conversado, e pedido apoio, saibam que vamos dar o máximo de nosso melhor, para melhorar a vida do nosso povo. 

Para finalizar meus caros amigos e amigas, quero dizer que a hora é de união por nossa terra, pelo nosso sofrido e esquecido povo. Quem tem proposta e historia, não precisa mentir para conquistar o voto de confiança de vocês, vocês nos conhecem e sabem onde nos encontrar aqui em São Gonçalo. Por Marcos Imperial.

Vamos juntos libertar o RN com

Os companheiros Ronaldo e Pe. Murilo, estão com Eraldo 1333



Juventude com #EraldoFederal1333



Foto Vlademir.



São três 'pequenas' diferenças...

Todo sonho pode ser encontrado



Peter Pan entra em cena: imagem extraída da primeira edição da obra, de 1930 "A eterna magia de Peter Pan é alimentada pela Terra do Nunca que carregamos, cada um com seu próprio sonho 

Por Lilian Corrêa, Carta Fundamental 

Quem nunca sonhou com poder voar por aí e conhecer lugares mágicos muito além da imaginação? Ultrapassar as barreiras do som e das alturas, os limites do tempo e da idade e, principalmente, as regras determinadas por aquilo que dizem ser certo ou errado?

E quando o sonho vira realidade? Parece estranho, mas a Literatura pode nos proporcionar tudo isso, sabemos... e Peter Pan, a obra de J. M. Barrie, nos traz essa magia toda com maestria.

Data de 1904 a estreia de uma peça teatral escrita por Barrie de nome Peter e Wendy, na qual o personagem Peter é protagonista e, em 1911, o texto foi lançado em forma de livro com o título sendo, anos mais tarde, adaptado para Peter Pan. Mas de onde surgiu toda a temática? O que de fato inspirou o autor a escrever sobre esse menino que encantou e ainda encanta adultos e crianças?

Há fatos que envolvem a vida de J. M. Barrie, bem como há especulações sobre as reais origens que levaram o autor a escrever a história das aventuras na Terra do Nunca. Contam os biógrafos de Barrie que o autor conheceu, já adulto, os filhos do casal Arthur e Sylvia Llewelyn Davies: George, Michael, Nicholas, Jack e Peter e, como amigo do casal, compartilhava muito tempo ao lado das crianças e gostava muito de suas companhias. Criava muitas histórias de aventuras para contar aos meninos.

Alguns pesquisadores dizem que um dos meninos foi a inspiração para que Barrie criasse a personagem Peter Pan, e outros devem a inspiração ao irmão do autor, David, falecido aos 6 anos de idade, perda que provocou um trauma terrível na família e deixou a senhora Margareth Ogilvy, mãe dos meninos, em profunda depressão. Durante toda sua vida, J. M. Barrie tentou fazer com que a mãe sentisse por ele ao menos parte do orgulho que sentia por David e tentava fazer de tudo para se parecer com o irmão, chegando a vestir suas roupas e criando uma relação obsessiva com a mãe.

Esse fato marcou o então garoto para sempre e a mãe costumava dizer que seu irmão se fora tão jovem que ficaria imortalizado eternamente como criança e Barrie acabou tomando isso como verdade, mesmo que inconscientemente, o que pode ser comprovado pela personagem Peter Pan, o menino que não queria crescer.

Mas o que há de tão especial nessa narrativa e o que tanto atrai o público leitor? Vamos descobrir juntos!

A narrativa de Peter Pan ocorre em tempo algum ou, talvez fosse mais apropriado dizer, em um tempo indeterminado. São apresentadas características temporais que dizem respeito às descrições físicas e geográficas dadas pelo narrador quanto à família Darling e sua casa, na cidade de Londres, mais precisamente na região de Kensington Gardens, descrições relacionadas à aparência das personagens e ao seu comportamento social, mas, quando se trata do mundo mágico em que Peter vive, denominado a Terra do Nunca, tudo fica bastante obscuro, começando do endereço: “Segunda à direita e depois direto até amanhã de manhã”.

A Terra do Nunca dispensa descrições...  é um espaço idílico onde cabem os sonhos de cada uma das crianças que nela habitam e de todos que um dia a visitarem.  Segundo a escritora Flávia Lins e Silva, na apresentação da edição de Peter Pan, da editora Jorge Zahar, o que é possível saber sobre a Terra do Nunca é que: “... É sempre mais ou menos uma ilha, com pinceladas maravilhosas de cor aqui e ali, e recifes de coral e barcos velozes prontos para zarpar, e esconderijos selvagens e secretos, e gnomos que quase sempre são alfaiates, e cavernas atravessadas por rios, e príncipes com seis irmãos mais velhos, e uma cabana caindo aos pedaços, e uma velhinha bem baixinha com um nariz de gavião.

O genial em Barrie é que ele descreve a ilha com detalhes tão minuciosos e criativos que quase acreditamos que vai nos oferecer uma descrição mais precisa e definida dessa ilha. Logo depois, porém, ele quebra essa expectativa, com outra informação: “É claro que as Terras do Nunca variam muito. A de João, por exemplo, tinha uma lagoa com flamingos voando em cima, nos quais ele atirava. Já a de Miguel, que era muito pequeno, tinha um flamingo com lagoas voando em cima”.

O que fica claro: cada um tem a sua própria Terra do Nunca, cada um tem seu próprio sonho e sempre há um jeito de o sonho ser encontrado e nunca ser perdido. Esta é a mensagem implícita no discurso que a narrativa de Peter Pan carrega. Pan deriva do mito grego Pã, deus dos bosques, símbolo da natureza – grande parte da narrativa se passa junto à natureza e às crianças, os ditos meninos perdidos, vivem suas aventuras junto a seres imaginários, mitológicos, folclóricos, como sereias, piratas e fadas na mesma atmosfera, ora simpática ao estilo aventureiro do grupo de crianças, ora provocativa e ameaçadora, sombria.

A história de Peter começa e termina em Kensington Gardens: foi para aquele parque que ele, ainda bebê, fugiu voando quando soube dos planos de seus pais para sua vida adulta: “Não quero nunca ser adulto! – disse, com raiva. – Quero sempre ser criança e me divertir. Por isso fugi para Kensington Gardens e vivi muito tempo com as fadas”.

Ali mesmo voltou para buscar aquela que contava histórias, Wendy, e acabou por levá-la para a Terra do Nunca juntamente com Miguel e João, seus irmãos, para a maior de suas aventuras. Também foi ali que, em 1906, J. M. Barrie doou uma estátua em bronze de Peter Pan para o parque, como símbolo das crianças que ali brincavam e o inspiraram a escrever sua mais famosa história.
No Brasil, foi o velho e bom Monteiro Lobato quem nos trouxe à luz a narrativa do escritor inglês, nos idos da década de 1930. A seu modo, como sempre o fez, o dono do Sítio reconta as travessuras de Peter Pan e sua visita aos netos de Dona Benta e o que aprontou por lá com toda a turma, com Emília, por exemplo, cortando a sombra de Tia Nastácia. Seu pó de pirlimpimpim que fez de Emília uma boneca falante foi também a solução encontrada por tantos outros tradutores e adaptadores da obra de Barrie para o pó de fada utilizado para fazer as crianças aprenderem a voar!

Temas para reflexão
Diversos são os temas trabalhados na narrativa de Barrie, mesmo que inocentemente e podem ser discutidos a partir da leitura da obra por qualquer faixa etária, quer seja no Ensino Fundamental, quer seja no Ensino Médio, tudo depende do tipo de atividade que se pretende propor a partir da leitura. Uma primeira questão que pode ser estudada é a da figura materna ou, melhor dizendo, a contradição ausência versus presença da mãe na narrativa. Peter vangloria-se por não ter uma mãe por perto, dizendo que “ele não apenas não tinha uma mãe, como não tinha a menor vontade de ter uma. Achava que todo mundo dava uma importância exagerada para as mães. Wendy, no entanto, imediatamente, achou que estava diante de uma tragédia”.

Obviamente, Wendy discorda do posicionamento de Peter, uma vez que estava sendo educada segundo os preceitos de uma sociedade que ainda seguia os padrões vitorianos, preparada para ser mãe e esposa, cuidar da casa, do futuro marido e dos filhos, mesmo que ainda fosse apenas uma criança, embora fosse ainda pequena. Ouvir um absurdo daqueles era inimaginável, tanto para uma criança quanto para um adulto, imagine para uma criança criada para se comportar como adulto em um mundo de adultos! Além disso, a ausência de uma mãe implicaria descuido, na bagunça... e Peter usa isso para persuadir Wendy a acompanhá-lo na viagem à Terra do Nunca, apelando à sua veia maternal: 


– Wendy, venha comigo e conte as histórias para os outros meninos.
É claro que ela adorou o convite, mas disse:
– Ah, mas eu não posso. Pense na mamãe! Além do mais, não sei voar.
(...)
– Wendy – disse o safado –, você ia poder ajeitar nossas cobertas à noite.
– Ai!
– Ninguém nunca ajeitou nossas cobertas.
– Ai! – disse Wendy, estendendo os braços para ele.
– E você ia poder costurar nossas roupas e fazer bolsos nelas. Nós não temos bolso.
Como Wendy poderia resistir?  (BARRIE, 2012, págs. 65 e 66)

A ausência da figura materna na Terra do Nunca acaba, na verdade, servindo como moeda de troca para Peter Pan, como uma forma de seduzir Wendy a aceitar a ideia de abandonar sua família como ele o fizera no passado... a diferença é que ela o faz em companhia de seus dois irmãos. A menina aceita a oferta de Peter Pan não somente pela possibilidade da aventura, mas também porque aquele menino lhe chamava a atenção, sentia-se lisonjeada em sua presença e gostava de seus galanteios, mesmo que fossem genéricos demais!

Essa temática do interesse pela figura do sexo oposto se confirma com a fada Sininho e a Princesa Tigrinha, ambas também de alguma maneira interessadas nesse menino que de forma nenhuma se deixaria prender por algum tipo de laço - talvez nem sequer entendesse o que elas pensavam sentir por ele, uma vez que o que lhe interessa é a liberdade e a possibilidade de poder ser o mais aventureiro possível.

Contamos ainda com as figuras masculinas, o senhor Darling e seus filhos, o próprio Peter, o Capitão Gancho e os piratas e os Meninos Perdidos. O senhor Darling é apresentado como um homem muito preocupado com as questões financeiras, distante dos filhos e ridicularizado por eles, muito preocupado em sempre ser igual a seus vizinhos. Na noite em que resolve prender Naná, a cadela-babá de seus filhos, as crianças fogem e o senhor Darling passa a se sentir culpado por isso e se impõe o castigo de dormir na casa da cadela até que seus filhos voltassem.

O Capitão Gancho e os piratas representam, a princípio, o perigo, mas são, na verdade, figuras patéticas e atrapalhadas, com medo de coisas absurdas, e Peter Pan, um garoto que não quer crescer para não virar um homem patético como os demais descritos, que lidera um bando de meninos abandonados ou fugitivos, na mesma situação que ele, denominados Meninos Perdidos – a genialidade de Barrie está em expor problemas tão sérios de maneira tão natural e sutil na narrativa.

E todas essas aventuras, é claro, culminam no navio do Capitão Gancho, com Peter Pan como herói, salvando a todos, e com o Capitão finalmente tendo o seu merecido castigo!"

OS SAFADOS GENOCIDAS DE ISRAEL CONTINUAM EXTERMINANDO CRIANÇAS


"Não há palavras para expressar adequadamente minha raiva e indignação", disse um comissário da ONU, a respeito de mais um ataque do exército israelense contra escola palestina.

Nem a minha. Nada que eu pudesse escrever superaria o impacto da simples leitura dos dois textos que transcrevo abaixo.

A presidenta Dilma Rousseff foi cautelosa, disse que estamos diante de massacres, não de um genocídio.

Decidam os leitores se trata-se ou não do "extermínio sistemático de pessoas tendo como principal motivação as diferenças de nacionalidade, raça, religião e, principalmente, diferenças étnicas".

Eu não hesito um segundo para afirmar: É GENOCÍDIO, SIM. DOS MAIS BESTIAIS!

"CRIANÇAS FORAM MORTAS ENQUANTO DORMIAM AO LADO DE SEUS PAIS"

O chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNWRA) classificou de "vergonha universal" o ataque israelense nesta quarta-feira (30) contra uma escola mantida pelo organismo no campo de refugiados Jabaliya, na faixa de Gaza, onde centenas de palestinos haviam se refugiado. Ao menos 19 morreram e 90 ficaram feridos no ataque. 

"Ontem à noite, crianças foram mortas enquanto dormiam ao lado de seus pais no chão de uma sala de aula em um abrigo da ONU em Gaza. Crianças mortas enquanto dormiam; isso é uma afronta para todos nós, uma fonte de vergonha. Hoje o mundo está em desgraça", afirmou em nota Pierre Krähenbühl, comissário-geral da UNRWA.

"Não há palavras para expressar adequadamente minha raiva e indignação", afirmou.

Segundo Krähenbühl, este ataque foi o sexto contra uma escola mantida pela UNRWA em Gaza. "Nossos funcionários estão sendo mortos. É um ponto de ruptura."

O Exército de Israel não confirma o ataque contra a escola da ONU -- e diz que militantes estavam disparando do local.

Mas, na nota, a UNRWA afirma não ter dúvidas de que o ataque foi realizado por Israel.

"Visitamos o local e coletamos evidências. Analisamos fragmentos, examinamos as crateras e outros danos. Nossa avaliação inicial é de que foi a artilharia israelense que atingiu nossa escola, em que 3.300 pessoas haviam se refugiado. Acreditamos que houve ao menos três impactos", afirmou. 

Ainda de acordo com a nota, a localização da escola e a informação de que estava sendo ocupada por refugiados foram comunicadas ao Exército israelense 17 vezes, a última delas horas antes do bombardeio

O Exército israelense, em uma primeira resposta à morte de  20 palestinos em uma escola administrada pela ONU em Gaza nesta quarta-feira (30), disse que militantes próximos à instalação atiraram bombas de morteiro e as forças israelenses foram obrigadas a revidar.(UOL, com despachos das agências internacionais)

"NÓS AINDA ESTAMOS ANALISANDO O INCIDENTE"

"Mais cedo nesta manhã, militantes atiraram projéteis de morteiros contra soldados [israelenses] a partir dos arredores da escola da UNWRA em Jabalya [um campo de refugiados]. Em resposta, os soldados atiraram em direção à origem dos disparos, e nós ainda estamos analisando oincidente (!!!)", disse um porta-voz militar israelense. (Agência Reuters) 

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