sexta-feira, 4 de maio de 2012

Na Câmara, Fátima discursa sobre o governo Rosalba‏/DEM


Foto: Agência Câmara.
Segue na íntegra o discurso feito pela deputada federal Fátima Bezerra (PT) sobre o governo Rosalba

Sr. Presidente,
Sras. e Srs. Deputados,

Registro hoje mais uma crise que vive o meu estado, o Rio Grande do Norte. Mais uma vez a imprensa nacional e local denunciou a crise na Saúde.

Para piorar a situação da crise no atendimento e de gestão na saúde pública, ontem no início da noite o Secretário de Saúde entregou o cargo à Governadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN).

Domício Arruda permaneceu no cargo por pouco mais de um ano e cinco meses. Nesse período, o governo do DEM enfrentou críticas por não resolver o caos nas unidades hospitalares do Rio Grande do Norte, por firmar, sem licitação, contratos terceirizados, o principal deles para o Hospital Parteira Maria Correia - o Hospital da Mulher, de Mossoró. O contrato de R$ 15,8 milhões foi firmado em 29 de fevereiro com a Associação Marca. O jornal Tribuna do Norte registra que do valor contratual o governo do RN pagou entre 22 de março e 14 de abril 50,82%, ou seja, R$ 8,033 milhões.

Enquanto isso, os principais hospitais de urgência do RN enfrentam uma crise aguda de desabastecimento, coleta irregular de lixo, inadimplência com fornecedores, falta de leitos para internação e terapia intensiva, além da superlotação.

Nas unidades hospitalares da rede estadual o caos se agravou nas últimas semanas. Nos maiores hospitais - Walfredo Gurgel, Maria Alice, José Pedro Bezerra, Deoclécio Marques (município de Parnamirim), Mariano Coelho (município de Currais Novos) e Tarcísio Maia (município de Mossoró) - a situação é dramática.

Depois de um feriado de 1º de maio tumultuado, com corredores superlotados e lixo amontoado a poucos metros do setor de nutrição, o Hospital Walfredo Gurgel ainda vive graves problemas operacionais. Na manhã de ontem, por volta de meio-dia, o lixo comum acumulado em um dos acessos da unidade ainda não tinha sido recolhido por causa do débito com a empresa. Depois da denúncia o governo informou que a dívida com a empresa tinha sido quitada, mas não soube o valor.

O caos no estado não se resume à Saúde, que ficou sem secretário. A Secretaria de Justiça e Cidadania, a Secretaria de Turismo, a Empresa de Promoção e Desenvolvimento do Turismo no RN, o Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN e a Secretaria de Reforma Agrária também estão sem titulares, o que nos leva a supor que o governo Rosalba está praticamente desgovernado.

Apesar do crescimento de quase 12% da arrecadação do estado em relação ao ano de 2011, o que testemunhamos é um total imobilismo, uma retórica que nega a possibilidade de atender todas as demandas sociais em virtude da conhecida Lei de Responsabilidade Fiscal. Mesmo ampliando a arrecadação, o governo estadual faz questão de não cumprir os acordos firmados com os servidores públicos, a exemplo dos planos de cargos, carreiras e salários.

Os servidores da Universidade Estadual do RN encerraram uma greve que durou 106 dias mediante acordo feito com o governo estadual, mas o descumprimento do acordo obrigou os servidores da UERN a promover mais uma paralisação. Os estudantes também reivindicam mais investimentos, seja para melhorar a infraestrutura dos campi, seja para concretizar o tripé ensino-pesquisa-extensão. Trata-se de uma verdadeira barbárie administrativa.

O nosso mandato se soma à indignação popular e espera que o governo Rosalba dê respostas concretas e imediatas às demandas sociais, em especial aos servidores públicos, que são responsáveis por transformar as políticas públicas em realidade. Não há mais lógica justificar o presente com o passado ou utilizar a retórica da Lei de Responsabilidade Fiscal para driblar a pressão popular. É hora de apresentar soluções!
Fonte: Assessoria da Deputada Fátima Bezerra.

#RosalbavergonhadoRN

Dia do Trabalhador: Fátima Bezerra reforça conquista do reajuste do mínimo


Deputado afirma que administração de Natal vive "falência geral"


Foto: Alisson Almeida

Em entrevista ao “Jornal das Seis”, da Rádio 96 FM, na noite da última quarta-feira (2), o deputado Fernando Mineiro afirmou que a atual administração da capital vive uma “falência geral”, convocou os natalenses a refletirem sobre o modelo de gestão que querem para a cidade e disse que é preciso identificar os responsáveis pela situação em que se encontra o município.

“Essa situação que estamos vivendo em Natal, com a falência geral da administração, é resultado do modelo de gestão adotado pela atual prefeita. Precisamos discutir esse modelo com a população”, comentou.

Mineiro destacou que a prefeita não é a única responsável por esse caos administrativo de Natal. “Ela [Micarla] não se elegeu sozinha, mas sim com o apoio de partidos como o DEM e o PSDB. Então, eles também são responsáveis por esse modelo que se instalou na cidade”, frisou. 

O deputado também comentou sobre o desgaste enfrentado pela governadora Rosalba Ciarlini e a crise nos serviços públicos estaduais. Mineiro criticou a reação da governadora ao protesto realizado na última terça-feira, 1º, pelos usuários do microblog Twitter. Para ele a resposta dela foi “autoritária”. 

Rosalba se defendeu das críticas a sua administração afirmando que a insatisfação popular era, na verdade, uma “ação orquestrada”, sem identificar os supostos responsáveis pela “orquestração”.

“Não houve orquestração. O governo é que está desafinado”, ironizou o petista. “Existe uma insatisfação quase generalizada com o governo. Onde chego ouço as pessoas dizerem que a gestão estadual está no mesmo caminho da Prefeitura de Natal”.
 
O deputado afirmou que essa situação é fruto das prioridades definidas pela gestão do DEM. Ele lembrou que, até agora, o governo remanejou R$ 469 milhões do Orçamento Geral do Estado (OGE) e registrou R$ 67 milhões de excesso de arrecadação. Apesar da liberdade para aplicação desses recursos pelo governo, não se observa nenhuma melhora dos serviços públicos oferecidos à população.

“O governo poderia usar esse dinheiro, por exemplo, para melhorar a saúde e minimizar os efeitos da seca no interior do Rio Grande do Norte. Mas a gestão gasta seletivamente. Enquanto falta dinheiro para os hospitais públicos, já pagaram R$ 8 milhões à Associação Marca, de um contrato de terceirização R$ 15 milhões, para administrar o Hospital da Mulher de Mossoró”, criticou.
Fonte: Assessoria do Mandato

Dilma dá posse a Brizola Neto


A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje que o Brasil vive uma era de formalização, e não de precarização do emprego. Ao empossar o novo ministro do Trabalho, Brizola Neto, a presidenta disse que o Brasil está na contramão da tendência de desemprego e precarização da legislação trabalhista vivida pelos países desenvolvidos por causa da crise econômica.

“Nós navegamos na contramão dessa tendência e desse quadro sombrio (…) O Brasil vive uma era de formalização do emprego e não de precarização. Ficou no passado aquela triste época em que milhões de brasileiros precisavam fazer bico para sobreviver. Uma situação de mais emprego, mais trabalhadores protegidos e com bons salários é a situação que nós vivemos hoje e perseguimos sistematicamente”.

De acordo com a presidenta, o Brasil tem três grandes problemas a solucionar. Segundo ela, o país necessita de taxas de juros compatíveis com aquelas praticadas no mercado internacional e de impostos mais baixos para assegurar a produtividade de seus produtos. Outro problema apontado por Dilma é a valorização do real causada por políticas monetárias expansionistas.

Dilma afirmou ainda que o Brasil mudou a forma de conceber o desenvolvimento, que hoje leva em conta a inclusão social. Ao ser empossado, Brizola Neto afirmou que o desenvolvimento sem justiça social é uma impossibilidade.

“Não temos apenas um ciclo de progresso econômico, mas experimentamos um avanço social que incorporou mais de 40 milhões de brasileiros à vida moderna, onde a conquista do consumo e de níveis básicos de conforto e sobretudo do desejo de continuar progredindo torna nosso país uma nação com um momento muito especial”, disse o novo ministro.


Lula critica países ricos e medidas de austeridade

Lula critica países ricos e medidas de austeridade

Ao discursar em seminário sobre cooperação do Brasil com a África, que marcou as  comemorações dos 60 anos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma dura crítica aos países ricos pelo comportamento diante da crise internacional. Ele protestou contra medidas de austeridade dos países europeus que tiram direitos dos trabalhadores.

"Punem as vítimas da crise e distribuem prêmios para os responsáveis por ela. Há algo muito errado nesse caminho", afirmou Lula para uma plateia de empresários e autoridades, neste que foi seu primeiro discurso oficial, após o tratamento de câncer na laringe.

"Ao sistema financeiro, todo apoio. E aos trabalhadores e aposentados, nenhum socorro", afirmou o presidente, na fala que durou cerca de 20 minutos. Antes de começar a discursar, Lula lembrou: "Faz sete meses que não falo. Espero que não tenha desaprendido a falar". 

Curado de um câncer na garganta, contra o qual fez tratamento nos últimos meses, o presidente entrou no palco do BNDES com o auxílio de uma bengala. Seu pronunciamento foi aplaudido de pé pela plateia. 

"As crises sempre são respondidas da mesma forma pelos países desenvolvidos: com medidas de austeridade para os trabalhadores e distribuição de benefícios para o sistema financeiro, que causou a crise", afirmou Lula. "Olho para trás e vejo que os governantes ainda não resolveram problemas da crise de 2008. Há medo de regular o sistema financeiro", completou.

Lula exaltou as relações de cooperação entre o Brasil e o continente Africano, que ganharam grande impulso em seu governo. "Em lugar de ficarmos paralisados com a crise internacional, que não foi criada nem por brasileiros nem por africanos, precisamos estreitar relações. O Atlântico não mais nos separa, nos une nas mesmas fronteiras, nos banhamos nas mesmas águas", afirmou.

Ele elogiou as medidas que vêm sendo tomadas pelos governos africanos para enfrentar o atual cenário econômico. "Os regimes da África estão propondo medidas para aumentar o investimento e o consumo interno. A hora é de ousadia", explicou o ex-presidente.

"Distribuição de renda é a marca da África do século 21. O continente consolida a passos largos a democracia, apesar de alguns problemas que podem existir", salientou.

O ex-presidente também mostrou otimismo em relação à economia brasileira. "Esta geração de empresários está vivendo uma época de oportunidades jamais vista. O Brasil está preparado para se tornar uma das maiores potências do mundo. E não estamos falando apenas de PIB (Produto Interno Bruto), mas de distribuição de renda. E possibilidades de fazer negócios com países de todo o mundo, não apenas com Estados Unidos e Europa, como era antigamente", disse.

Nesta sexta-feira, Lula recebe o título de doutor honoris causa de cinco universidades cariocas - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Estadual do Rio (UERJ) e Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). O evento terá a presença da presidente Dilma Rousseff (PT). Com agências do http://www.vermelho.org.br

O rumo do governo Dilma

Durante um ano o governo Dilma Rousseff foi cauteloso. 

Desarmou bombas deixadas pelo caminho, baixou a fervura das disputas com a mídia, deu reconhecimento devido ao principal referencial da oposição, Fernando Henrique Cardoso, e ousou pouco. 

Passou a impressão de ter se curvado aos excessos da realpolitik, da cautela.
Mas apenas seguia uma estratégia pensada, gradativa, mas sem perder de vista o objetivo final.

Passado o primeiro ano, consolidada a gestão, com índices altos de popularidade, Dilma deu início à segunda fase, a da ousadia. E colocou para fora seu lado desenvolvimentista, avançando contra dogmas de mercado, falsos.

O discurso de Dilma no 1º de maio é um divisor de águas, uma espécie de travessia de Rubicão, onde pela primeira vez estão explicitados os objetivos maiores do governo.
A lógica é direta.

O trabalhador ajuda a construir o país. E merece usufruir da riqueza do país, na forma de melhores empregos, salário digno e formação de qualidade.
Para poder lhe oferecer isso, o país necessita consolidar seu crescimento, equilibrar sua economia, diminuir as desigualdades, proteger a indústria e a agricultura, desenvolver novas tecnologias e ser competitivo e soberano no mundo.

“Não quero ser a presidenta que cuida apenas do desenvolvimento do país, mas das pessoas”, enfatizou Dilma. Significa lutar por saúde melhor para pobres e classe média, educação de qualidade em todos os níveis – inclusive técnico e universitário -, no Brasil e no exterior. A menina dos olhos da presidente é o programa “Brasil Sem Fronteiras”, que pretende conseguir bolsas para brasileiros nas principais universidades do mundo.

O objetivo é “enxergar o trabalhador com cidadão, e por isso plenos de direitos civis; e como consumidor, com condições de comprar todos bens e serviços que sua família precise para viver condignamente”.
E aí entrou no tem a juros.

Segundo Dilma, a economia só será plenamente competitiva quando as taxas de juros internas se igualarem às taxas praticadas no cenário internacional. Aí os produtores vão poder produzir e vender melhor e os consumidores comprar mais e pagar com mais tranquilidade.

“É inadmissível ter um dos juros mais altos do mundo (…) O Brasil de hoje não justifica isso (…) Os bancos não podem continuar cobrando os mesmos juros para empresas e consumidores enquanto taxa básica cai, economia estável e maioria absoluta dos brasileiros honra seus compromissos”, foram alguns dos trechos do discurso.

O grande desafio para a queda adicional dos juros está na remuneração da caderneta de poupança. Ontem, a equipe econômica esteve reunida por mais de cinco horas para fechar a proposta da nova forma de remuneração da poupança.

A ideia é uma proposta que tenha continuidade, um modelo que seja suficientemente flexível para perdurar no tempo.

No final do dia, a proposta foi encaminhada para a área jurídica, para dar o formato que permita ao Banco Central operar a mudança.

Amanhã o Ministro da Fazenda Guido Mantega deverá se reunir com diretores de redação de jornais e com jornalistas para explicar o mecanismo e tentar amenizar eventuais mensagens terroristas. Por Luis Nassif No Advivo.

PROUNI 7 x DEM 1 e o DEM leva mas uma porrada


Depois de votar a constitucionalidade das cotas raciais nas universidades, seria um paradoxo não aprovar o Prouni. Ponto para cidadania e mais uma surra no DEM.

Agora falta o STF votar a favor dos territórios quilombolas (outro princípio constitucional que o DEM que reconhece direitos da população negra e que o DEM, sempre ele, não aceita e questiona).

STF decide a favor do ProUni e considera improcedente ação de escolas
Por: Redação da Rede Brasil Atual
03/05/2012.

São Paulo – Ao retomar, quatro anos depois, o julgamento de ação que contesta o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a favor do programa. Foram sete votos favoráveis e um contrário. Os ministros analisaram ação direta de inconstitucionalidade (ADI) da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen).

Hoje (3), seis ministros acompanharam o relator da matéria, ministro Carlos Ayres Britto, que em abril de 2008 concluiu pela improcedência do pedido da confederação: Joaquim Barbosa, que havia pedido vista do processo, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cezar Peluso, Rosa Weber e Gilmar Mendes. O voto divergente foi de Marco Aurélio Mello.
O ProUni – criado em 2004 e formalizado pela Lei 11.096, de 13 de janeiro de 2005 – prevê a concessão de bolsas de estudos, integrais e parciais, em intituições privadas, para estudantes com renda per capita familiar de até três salários mínimos. De acordo com o Ministério da Educação, até o segundo semestre do ano passado foram atendidos 919 mil estudantes, sendo 67% com bolsas integrais. Com Informações: http://mariafro.com.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Parabéns aos companheiros Blogueiros, Paulo Gois e Daniel Dantas


Paulo Gois Locha


Daniel Dantas Lemos


Desejamos aos camaradas Paulo Gois e Daniel Dantas, muita paz, felicidades, saúde luz. Que Deus ilumine vocês e todos que lhe rodeiam. Feliz Aniversário, e a você Daniel brilhe sempre como Blogueiro Progressista. Fotos do Facebook.

Brizola Neto no Min. do Trabalho: trabalhadores e blogs progressistas comemoram


Os blogs "sujos", como este nosso, e todas as centrais sindicais saudaram a escolha do deputado Brizola Neto (PDT/RJ) como Ministro do Trabalho.

Risível é o noticiário do PIG (Partido da Imprensa Golpista) que está cada dia pior na manipulação da notícia, e procurou dar ênfase a rusgas partidárias dentro do PDT, como se não fosse um processo normal na política interna dos partidos.

Aliás, dentro do PDT as disputas existem, mas estão longe de serem aquele arranca penas entre tucanos, cujas briga máxima se vê entre serristas e aecistas.

Vamos dissecar a fábrica de intrigas dos jornalões e TV's, no caso do Ministério do Trabalho.

Haviam três candidatos a ministro do PDT. Enquanto a escolha não estava sacramentada é obvio que cada um, com seu grupo político, puxava a sardinha para sua brasa, fazendo pressão, declarações, etc. 

Qualquer um que fosse escolhido, se um jornal quisesse colher alguma declaração enviesada com conotação adversa, bastaria procurar um deputado do outro grupo não escolhido, e fazer as perguntas "certas" para obter a idéia de cizania. Foi o que os jornalões fizeram.

Mas na política partidária real, as coisas costumam ocorrer bem diferente do que inventam os jornalões.

Depois da escolha feita, o cenário político é outro, pois a disputa passa para outro patamar. Deixa de ser pelo cargo e passa a ser por espaço dentro do governo (ao contrário do que diz a velha imprensa, existem disputas legítimas, de quem quer participar do governo para influir nos rumos e nas políticas públicas que geram empregos e prosperidade para o trabalhador).

Assim, a maioria dos parlamentares passam a apoiar o Ministro escolhido, aderindo às políticas públicas do ministério, para mostrar serviço às suas bases. Um ou outro parlamentar pode estar se sentindo desprestigiado, e pode dizer que a escolha foi pessoal de Dilma e não do partido. Mas isso muda com um bom e velho diálogo entre o novo Ministro e estes parlamentares, para aparar as arestas.

Bom trabalho e boas lutas ao companheiro de blogosfera Brizola Neto.

Estava demorando muito... Agaciel Maia cai na rede de Cachoeira


Porque onde tem confusão, irregularidade, imoralidade, basta cutucar um pouquinho que o nome do norte-rio-grandense Agaciel Maia, o ex-diretor do Senado que mesmo envolvido em escândalos virou deputado distrital, aparece.

E apareceu.

Leiam o que está escrito no portal Brasil 247:

Os grampos da Operação Monte Carlo ganham novo cenário. O inquérito contem gravação de uma conversa do deputado distrital Agaciel Maia (PTC) com José Olímpio Queiroga, um dos líderes da quadrilha de Cachoeira preso desde o dia 29 de fevereiro, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada. Os dois negociavam o voto pela emenda que permitia a instalações de postos de gasolina somente em estabelecimentos novos. Maia nega a interferência e diz que apoia a quebra do monopólio do combustível.

A lei complementar no 01/2011, apresentada pelo distrital Chico Vigilante (PT), previa que supermercados e shoppings pudessem ter postos de gasolina nas intermediações. A norma contraria o cartel de combustível instalado em Brasília. Em 15 de junho de 2011, o deputado Raad Massouh (PPL) apresentou uma emenda para que a autorização fosse dada apenas para as empresas que conseguissem a licença depois da aprovação da lei, excluindo quem já tem o posto instalado, mas não em funcionamento.

As gravações foram feitas com autorização judicial. Queiroga estaria sendo cobrado por um homem identificado como Ricardo Porto e depois entra em contato com Agaciel Maia. Segue as conversas grampeadas na tarde da votação da emenda:

Ricardo: “Rapaz, ele assinou do lado contrário à gente. Cara, cê acredita? Tô te falando cara”

José Olímpio: “Ah, mas cê tá brincando!”

Ricardo: “Tô te falando! Contra a gente! O Agaciel vai se queimar à toa, cara”

As gravações da PF mostram que, em seguida, Olímpio telefonou para o deputado distrital.

José Olímpio: “Alô, deputado, como é que tá você?”

Agaciel Maia: “Tô bem, graças a Deus. E você?”

José Olímpio: “O meu amigo Marcola, Ricardo Porto ligaram agora! Rapaz, cadê aquele seu amigo lá? Você não tá contra o Raad”

Agaciel Maia: “E não votei favorável, rapaz? (...) Eu ainda tirei um voto que era deles: o (deputado) Cristiano Araújo (PTB). (...) Agora, eu fiz aquele discurso, esculhambei com todo mundo e tal, mas votei a favor!”

Em nota, o deputado Chico Vigilante afirma que está estupefato com os fatos, “apesar de ter dito e repetido diversas vezes que o crime organizado estava por trás da aprovação do projeto de lei complementar 01/2011”.

Cristiano Araújo afirma não ter conhecimento de nenhuma motivação, além das convicções dos parlamentares, para a aprovação da proposta. Ele nega conhecer as pessoas envolvidas na investigação e acredita que seu nome foi citado fora de contexto pelo deputado Agaciel Maia. “Para o parlamentar, a emenda corrige imperfeições do projeto original, preservando os consumidores do DF de eventuais monopólios no setor de combustíveis”, afirmou, em nota, a ssessoria de imprensa do distrital.

O distrital Raad Massouh disse que não conhece Carlos Cachoeira e nem José Olímpio e afirma que não fez qualquer tipo de acordo para a elaboração da emenda.

A emenda foi aprovada por 13 parlamentares. Com Informações Brasília Urgente.

1º dia da CPI tem dilemas não resolvidos


DELTA SERÁ INVESTIGADA NO BRASIL OU APENAS NO CENTRO-OESTE? FERNANDO CAVENDISH VAI SER CONVOCADO? QUANDO?; E O PROCURADOR-GERAL ROBERTO GURGEL?; QUANTO A CARLINHOS CACHOEIRA, PRIMEIRO DEPOIMENTO FOI MARCADO PARA O DIA 15; ÀS 19H52, SESSÃO FOI ENCERRADA ABRUPTAMENTE PELO PRESIDENTE VITAL DO RÊGO

247 – O primeiro dia de trabalho da CPI Mista do Cachoeira teve três grandes protagonistas – cada um deles por um motivo distinto. O campeão de citações, sem dúvida, foi o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Depois, o ex-presidente e atual senador Fernando Collor teve seu momento de brilho. Por fim, um dos nomes mais citados pelos parlamentares foi o da empreiteira Delta, do empresário Fernando Cavendish.

Entre esses destaques, o que se viu foi a participação generalizada dos 30 integrantes da comissão. Já ficou nítido, desde esse primeiro momento, qual deve ser o jogo de cada um. No conjunto, eles procuraram estabelecer um plano de trabalho e projetaram a extensão dos debates e inquirições até o último trimestre deste ano. Surgiu uma divergência entre atuar duas ou três vezes a cada semana. Igualmente não havia consenso, até o início da noite, em relação à convocação do personagem que dá o nome popular à CPI: o contraventor Carlinhos Cachoeira. Com Informações:
 Blog Justiceira de Esquerda.

O trabalhador tem o direito de usufruir tudo que o seu país produz, diz Dilma Rousseff

Domício Arruda deixa Sesap após polêmica com Rede Globo


A permanência de Domício ficou insustentável após matéria veiculada nesta terça-feira (1º) no Jornal Nacional, na Rede Globo.


O secretário de Saúde do Estado, Domício Arruda Câmara, entregou à governadora Rosalba Ciarlini (DEM) pedido de exoneração, que foi aceito.

A permanência de Domício ficou insustentável após matéria veiculada nesta terça-feira (1º) no Jornal Nacional denunciando o caos em hospitais públicos da capital. Ao fim da matéria, era informado que Domício se negou a comentar o caso porque era feriado.

Na edição de hoje do JN, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta anunciaram a saída de Domício da Sesap, algo até então desconhecido no RN. Secretário de Comunicação, Alexandre Mulatinho confirmou a saída pelo Twitter e disse que a exoneração deverá ser publicada na edição desta quinta-feira (3) do Diário Oficial do Estado (DOE). Com Informações O Minuto.
 

Presidente da Câmara dos deputados receberá titulo de cidadão natalense


O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), confirmou presença em Natal, no dia 10 de maio, às 19h, para participar da solenidade em que receberá o Título de Cidadão Natalense. Proposição é do presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Edivan Martins (PV), e dos vereadores Fernando Lucena (PT) e Assis Oliveira (PR).

A deputada federal Fátima Bezerra (PT) articulou a agenda do deputado Marco Maia em Natal. A confirmação foi anunciada na tarde desta quarta-feira (02), pela assessoria do deputado que entrou em contato com Fátima. 
Com Informações: http://jocelinodantas.blogspot.com.br

Com apoio de Fátima Bezerra o PT de Nísia Floresta terá candidato próprio

Foi em clima de entusiasmo e com sentimento de mudança para melhor que o Partido dos Trabalhadores de Nísia Floresta anunciou oficialmente na noite de sábado (28), o nome do professor Luís Carlos, como pré-candidato a prefeito do município. O evento contou com a presença da deputada federal Fátima Bezerra, de militantes, apoiadores, partidos e movimentos sociais.

O pré-candidato Luís Carlos fez um belo discurso sobre a história do município, focando nas personalidades que fizeram história. Por fim, revelou os problemas pontuais existentes em Nísia Floresta.

Antes da sua fala, Fátima ouviu relato da triste realidade vivida hoje em Nísia Floresta. A prostituição infantil, a evasão escolar e o uso e tráfico de drogas entre os jovens, foram algumas chagas do município apontadas. “Precisamos reunir os partidos da base da Presidenta Dilma que se opõem a esse quadro, como os movimentos sociais, os sindicatos, a igreja, entre outros, e partir para a luta. Nísia Floresta não pode ficar nessa inercia frente a uma realidade que se agrava cada vez mais. As eleições chegaram, é hora de encarar o debate, de envolver a comunidade. Precisamos ter uma gestão sintonizada com as mudanças sociais em curso no nosso país, a partir do de 2003 com o governo do Presidente Lula e agora sob a liderança da Presidenta Dilma. A pré-candidatura do prof. Luís Carlos está posta para enfrentar esse desafio. Vamos à luta”.

José Eduardo, membro da Executiva Estadual do PT/RN, reforçou a necessidade da candidatura própria do PT. “Os caminhos para Nísia Floresta avançar passam por uma candidatura do PT, com apoio dos partidos da base do Governo Federal”.

O presidente do PC do B de Nísia Floresta, Pastor Sidney, ressaltou a importância da união desse grupo para mudar a realidade do município.

Participaram do evento o presidente do municipal do PT de Nísia Floresta, Paulo Morais; o presidente do PT de São José de Mipibu, Manoel Nicodemos; Pastor Sidney (PC do B), José Miranda (PSDC) e Adriano Freire (PRTB).

“Militantes de esquerda foram incinerados em usina de açúcar”

Delegado revela em livro que viraram cinzas os corpos de David Capistrano, Ana Rosa Kucinski e outros oito opositores da ditadura.

Ele lançou bombas por todo o país e participou, em 1981 no Rio de Janeiro, do atentado contra o show do 1º de Maio no Pavilhão do Riocentro. Esteve envolvido no assassinato de aproximadamente uma centena de pessoas durante a ditadura militar. Trata-se de um delegado capixaba que herdou os subordinados do delegado paulista Sérgio Paranhos Fleury nas forças de resistência violenta à redemocratização do Brasil.
Apesar disso, o nome de Cláudio Guerra nunca esteve em listas de entidades de defesa dos direitos humanos. Mas com o lançamento do livro “Memórias de uma guerra suja”, que acaba de ser editado, esse ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) entrará para a história como um dos principais terroristas de direita que já existiu no País.
Mais do que esse novo personagem, o depoimento recolhido pelos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, ao longo dos últimos dois anos, traz revelações bombásticas sobre alguns dos acontecimentos mais marcantes das décadas de 70 e 80.
Revelações sobre o próprio caso do Riocentro; o assassinato do jornalista Alexandre Von Baumgarten, em 1982; a morte do delegado Fleury; a aproximação entre o crime organizado e setores militares na luta para manter a repressão; e dos nomes de alguns dos financiadores privados das ações do terrorismo de Estado que se estabeleceu naquele período.
A reportagem do iG teve acesso ao livro, editado pela Topbooks. O relato de Cláudio Guerra é impressionante. Tão detalhado e objetivo que tem tudo para se tornar um dos roteiros de trabalho da Comissão da verdade, criada para apurar violações aos direitos humanos entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar (1964-1988).
David Capistrano, Massena, Kucinski e outros incinerados
Cláudio Guerra conta, por exemplo, como incinerou os corpos de dez presos políticos numa usina de açúcar do norte Estado do Rio de Janeiro. Corpos que nunca mais serão encontrados – conforme ele testemunha – de militantes de esquerda que foram torturados barbaramente.
“Em determinado momento da guerra contra os adversários do regime passamos a discutir o que fazer com os corpos dos eliminados na luta clandestina. Estávamos no final de 1973. Precisávamos ter um plano. Embora a imprensa estivesse sob censura, havia resistência interna e no exterior contra os atos clandestinos, a tortura e as mortes.”
Os dez presos incinerados 

-- João Batista e Joaquim Pires Cerveira, presos na Argentina pela equipe do delegado Fleury;
-- Ana Rosa Kucinsk e Wilson Silva, “a mulher apresentava marcas de mordidas pelo corpo, talvez por ter sido violentada sexualmente, e o jovem não tinha as unhas da mão direita”;
-- David Capistrano (“lhe haviam arrancado a mão direita”) , João Massena MelloJosé Roman eLuiz Ignácio Maranhão Filho, dirigentes históricos do PCB;
-- Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira e Eduardo Collier Filho, militantes da Ação Popular Marxista Leninista (APML).

O delegado lembrou do ex-vice-governador do Rio de Janeiro Heli Ribeiro, proprietário da usina de açúcar Cambahyba, localizada no município de Campos, a quem ele fornecia armas regularmente para combater os sem-terra da região. Heli Ribeiro, segundo conta, “faria o que fosse preciso para evitar que o comunismo tomasse o poder no Brasil”.
Cláudio Guerra revelou a amizade com o dono da usina para seus superiores: o coronel da cavalaria do Exército Freddie Perdigão Pereira, que trabalhava para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e o comandante da Marinha Antônio Vieira, que atuava no Centro de Informações da Marinha (Cenimar).

Afirma que levou, então, os dois comandantes até a fazenda:

“O local foi aprovado. O forno da usina era enorme. Ideal para transformar em cinzas qualquer vestígio humano.”
“A usina passou, em contrapartida, a receber benefícios dos militares pelos bons serviços prestados. Era um período de dificuldade econômica e os usineiros da região estavam pendurados em dívidas. Mas o pessoal da Cambahyba, não. Eles tinham acesso fácil a financiamentos e outros benefícios que o Estado poderia prestar.” Por Tales Faria, iG Brasília

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