segunda-feira, 31 de março de 2014

ESPETACULAR: DITADURA MILITAR: DILMA ROUSSEFF X JOSÉ AGRIPINO MAIA

A hasteg #DitaduraNuncaMais vem tomando conta da internet. A expressão é uma forma de se compartilhar nas mídias sociais os danos causados pela Ditadura ao Brasil e aos Brasileiros durante os 21 anos do governo dos militares.

As mídias sociais da presidenta Dilma Rousseff vêm apresentando vários relatos da mesma no período da ditadura e pós-ditadura. 

Um deles é do fato ocorrido no Congresso Nacional entre Dilma, ainda Ministra de Minas e Energia, e o senador do Rio Grande Do Norte, José Agripino (DEM).

Agripino Maia para insinuar falta de credibilidade na fala de Dilma, recorreu a um expediente infeliz: perguntou à ministra se ela havia mentido durante a ditadura militar.

A resposta de Dilma – franca, emocional e devastadora – é, reconhecidamente, um dos mais importantes depoimentos públicos registrados no Brasil sobre a tortura na ditadura inaugurada pelo golpe de 1964.

Integrante da resistência armada aos golpistas, Dilma Rousseff, aos 19 anos, foi brutalmente torturada nos porões da ditadura e ficou presa por três anos. 

Na época, Agripino Maia, de família intimamente ligada ao regime, preparava-se para assumir um posto pouco louvável na política potiguar: em 1979, virou prefeito biônico – portanto, sem um único voto da população – de Natal, indicado pelo ditador de plantão, general João Baptista Figueiredo. 


“Me orgulho imensamente de ter mentido, porque salvei companheiros da tortura e da morte”, disse Dilma, à época.


Ato público em repúdio ao Golpe Militar ocorre nesta terça em Natal

Nesta terça-feira, dia 1º, ocorre ato público em repúdio ao cinquentenário do Golpe Militar de 64 e em defesa do plebiscito popular pela reforma do sistema político. A concentração será no viaduto do Baldo, às 14h, onde os participantes seguem em caminhada até a Praça Cívica de Natal.
O ato é promovido por diversos movimentos sociais (CUT, OAB, DCE's, MLB, MST, etc), partidos de esquerda e conta com o apoio do mandato do deputado Fernando Mineiro (PT).


Texto de apresentação do ato:
Estamos prestes a completar 50 anos do golpe, que instituiu a ditadura militar no Brasil. Esta foi a época mais tenebrosa e cruel de nossa história, e por isso, a data não pode passar despercebida. Temos o dever de denunciar a parte da história brasileira, que alguns setores da sociedade fazem questão de que nós esqueçamos. É importante, o povo brasileiro saber exatamente o que significa este período tão sangrento, atualmente, em nossas vidas.

As práticas de repressão e violência por parte do Estado que marcaram aquele período autoritário, ainda permanecem ocorrendo, hoje, contra a população pobre e negra da periferia, bem como contra as manifestações populares que são realizadas em todo o país.

Diante desse cenário de continuidade das violações de direitos humanos é necessário também, exigir a punição dos torturadores, assassinos e ocultadores de cadáveres da ditadura e da democracia, bem como as empresas que financiaram e patrocinaram o golpe em 64.

Portanto, entendemos que ainda somos obrigados (as) a conviver com as heranças deixadas pelo regime civil-militar, pois foram as formas encontradas pela ditadura para permanecer na atual estrutura jurídica e política do país. Por isso, 50 anos depois, precisamos denunciar para a sociedade e exigir uma reforma do Estado para que possamos avançar nas áreas social, econômica e política.

Que 2014 não seja apenas o ano da verdade, mas também o da justiça.

Nunca Esqueceremos!
Jamais Perdoaremos!

Fonte: Assessoria do Mandato

Dilma: Programa Mais Médicos beneficia 33 milhões de pessoas

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Dilma informou, no programa semanal Café com a Presidenta, que, em abril, serão 13.235 médicos atuando em 4.040 cidades.

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (31) que o Programa Mais Médicos beneficia 33 milhões de pessoas nas periferias das grandes e médias cidades e no interior do país. Já são 9.490 profissionais atuando em 3.025 municípios e em 31 distritos indígenas. “Agora em abril estão chegando mais 3.745 médicos. Aí, nós estaremos atendendo 100% do que foi pedido pelos municípios quando iniciamos o Programa Mais Médicos”, disse.
Dilma informou, no programa semanal Café com a Presidenta, que, em abril, serão 13.235 médicos atuando em 4.040 cidades. “Não teremos mais aquela situação, que é inaceitável, de municípios sem nenhum médico. Deixará de ser comum aquilo que ocorria em vários municípios, de só ter médico no posto um ou dois dias da semana, ou até, imagine só, um ou dois dias por mês. Serão, a partir de abril, cerca de 46 milhões de pessoas mais bem atendidas e com médicos perto das casas.”
Segundo a presidenta, é importante ter médicos no posto de saúde todos os dias porque esse atendimento pode resolver 80% dos problemas de saúde das pessoas e diminui a pressão sobre as unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e sobre as emergências dos hospitais.
Dilma ressaltou que uma das ações do Mais Médicos é aumentar o número de cursos de medicina no Brasil e, assim, aumentar o número de vagas. “Vamos abrir 11,5 mil novas vagas de graduação até 2017. Somente no meu governo já ampliamos em 3.445 o total de vagas dos cursos de medicina no Brasil.”
Além disso, Dilma acrescentou que, para formar os médicos especialistas, haverá mais 12,4 mil vagas em residência médica, das quais 2.403 já foram abertas. Ela destacou que as novas vagas estão sendo abertas pelo interior do país. Via Ana Cristina Campos, Agência Brasil

sábado, 29 de março de 2014

ESSE "ACORDÃO" É UMA VERDADEIRA ARCA DE NOÉ...


Ta faltando gente na foto da chapão, do acórdão das famílias que mandaram no RN 40 anos levando para o buraco. Mais a frase a baixo diz muitas coisas. A mais importante delas o "POVO" que não vai engolir eles de goela a baixo como eles querem.

Eles estão na boca do povo como os melhores parlamentares do RN.

Políticos limpos e prontos para tirar o RN do BURACO!

Eraldo propõe audiência pública sobre o enfrentamento do extermínio da juventude potiguar

O vereador e presidente do PT/RN, Eraldo Paiva, propôs na manhã de hoje, em sessão da Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante, através do requerimento 916/2014, a realização de uma audiência pública para discussão e debate acerca da realidade de extermínio vivida pela juventude potiguar.

As motivações da proposição são: inicialmente os alarmantes dados revelados anualmente pelo mapa da violência, evidenciando o crescimento da mortalidade de jovens de 15 à 29 anos, negros, homossexuais, pobres e moradores de comunidades em situação de vulnerabilidade social, que trazem a necessidade de se discutir e propor ações de enfrentamento à essa realidade; a sintonia com as iniciativas, já em desenvolvimento, com foco na criação de espaços de resistência à essa realidade.

Nesse sentido, a audiência é um compromisso assumido pelo mandato a partir do diálogo com jovens do próprio município e com a Rede Juventude Viva, por ocasião do Seminário sobre Realidades Juvenis, desenvolvido em novembro de 2013 pelo CMJ – Centro Marista de Juventude em parceria com diversas instituições que culminou na criação da Rede.

A audiência será realizada no dia 9 de abril de 2014, às 9h, na Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante e contará com todas as instituições integrantes da Rede Juventude Viva, representantes do poder público, sociedade civil e demais interessados e militantes da política de juventude.

Fonte: Assessoria do Mandato

Dilma tem recorde de empregos para mudar maré e o angu da pesquisa manipulada.

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Em meio às faíscas da política, presidente Dilma Rousseff pilota economia que bateu em fevereiro o recorde de menor desemprego desde 2002, com 5,1%; nesta quinta-feira 27, País fez captação de 1 bilhão de euros no mercado internacional, mesmo depois de rebaixamento de nota pela agência Standard & Poor's; provas como essas de desempenho e confiança são trunfos de Dilma Rousseff para não encarar resultado da pesquisa CNI/Ibope a ferro e fogo; nos anos de suas reeleições, FHC e Lula também passaram aperto no primeiro trimestre e riram por último com resultado das urnas; Dilma igualmente pode superar zona de sombra.

247 – É possível enxergar neste momento a imagem pública da presidente Dilma Rousseff dividida em duas. Uma é que encobre sua face em uma zona de sombra, na qual está envolvida por acontecimentos desta semana como o rebaixamento do rating do Brasil pela agência Standard & Poor's, os desdobramentos da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras e, especialmente, a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira 27. O governo que ela comanda perdeu, de uma só vez, entre dezembro e o início de maro, sete pontos percentuais no quesito popularidade.

Ao lado do que não se vê aparece a outra metade da face de Dilma. Iluminada, nela sobressai a presidente que abre o último ano do seu governo podendo exibir um trunfo que nenhum de seus antecessores recentes, Lula e Fernando Henrique, conseguiu mostrar: uma taxa de 5,1% de desemprego, simplesmente a menor da série histórica de apuração do Ministério do Trabalho.
Nesta quinta-feira 27, enquanto a oposição se assanhava com os resultados da CNI/Ibope, Dilma estava chefiando um governo que acabara de obter uma forte prova de confiança do mercado internacional. Em operação coordenada por bancos estrangeiros e o Banco do Brasil, o País captou nada menos que 1 bilhão de euros no mercado internacional. Os títulos dados em troca dos recursos terão vencimento em abril de 2021. Tratou-se, assim, de uma prova de confiança inequívoca na capacidade de o governo honrar seus compromissos, dois dias após a agência de classificação de risco Standard e Poor's ter sugerido o contrário, ao rebaixar a nota brasileira.
RECONHECIMENTO MUNDIAL - Cotejado com a crise global, o Brasil de Dilma é o País que melhor pode dar provas de combate à desigualdade social e o que mais se destaca em campos como o da ONU pela modernidade de seus programas de transferência de renda e assistência em massa. A presidente, como ela própria quer, é associada diretamente aos resultados dessas iniciativas.

E, no entanto, a popularidade do governo Dilma caiu numa escala que não era esperada nem mesmo pelos oposicionistas mais otimistas. Afinal, na semana passada, e também de acordo com o Ibope, a presidente exibiu convincentes 43% de intenções de voto, batendo todos os adversários somados – e apontando para uma vitória em primeiro turno.
Foi a primeira vez, agora, depois das manifestações de junho do ano passado, que a popularidade do governo oscilou para baixo numa pesquisa. Mas isso não indica, necessariamente, nenhuma tragédia eleitoral. Nos anos de suas respectivas reeleições, os então presidentes Fernando Henrique e Lula exibiam igualmente governos com popularidades em torno dos mesmos 36% de ótimo e bom e 36% de regular que Dilma conseguiu agora. Ambos aproveitaram o alerta das pesquisas de início de ano para reaglutinar suas forças e partir para cima dos adversários.
MULTIPLICAÇÃO DE BONS RESULTADOS - A presidente Dilma está desafiada a multiplicar os efeitos dos bons resultados que sua gestão vai conseguindo em áreas estratégicas como o emprego e a assistência à população. Mostrar que a confiança dos investidores permanece, como mostrou a captação bilionária em euros desta quinta-feira, será outra missão a cumprir. É verdade que não há mais a menor boa vontade com Dilma nos veículos da mídia familiar e tradicional, mas a presidente continua sendo notícia por onde passa – e, com a estratégia certa, tem todas as chances de mudar as percepções negativas sobre sua gestão. De resto, como vinha fazendo até agora. Ou melhor, como tem feito.

Dilma, lembre-se, manteve na semana passada, também em medição do Ibope, pontos suficientes para projetar vitória em primeiro turno. E, ressalve-se, desta vez o mesmo Ibope, sob contrato com a CNI, fez pesquisa de intenção de votos, mas não divulgou os resultados. Por que?
MERCADO FINANCEIRO NA OPOSIÇÃO - Não foi nesta semana, com a disparada das ações das empresas estatais em comemoração ao tropeço do governo no Ibope, que o mercado financeiro mostrou não estar ao lado de Dilma. A oposição dos que gravitam em torno da Bovespa contra Dilma, especialmente do grande capital especulativo, vem da fase em que a presidente comandou a guerra contra os juros altos. Não é, portanto, novidade. Para consolo do governo, ao menos os preços dos papéis da principais companhias públicas se recuperaram, o que mostra que, mais do que análise de fundamentos, o mercado está se politizando cada vez mais.

Envolta na maré de turbulências, bem ao feitio da oposição, a presidente ainda não se pronunciou. Suas primeiras palavras podem dar uma pista sobre o quanto ela se abalou com a blitz de ataques que vem sofrendo – ou, na direção oposta, revelar a quantidade de força que irá dedicar para empreender a superação sobre a atual zona de sombras.

Eraldo, Mineiro e Fátima prestigiam a inauguração do Banco do Nordeste em São Gonçalo do Amarante

Eraldo, Jaime, Zenaide, Fátima, Mineiro, Júlio e Chicão, Gerente e Superintendente do BNB respectivamente

Foi inaugurada na tarde desta quinta-feira, 27 de Março de 2014, mais uma agência do Banco do Nordeste no RN. Depois de Ceará-Mirim e Macaíba, a região metropolitana de natal conta também com a agência  São Gonçalo do Amarante/Extremoz. A solenidade foi realizada na própria agência, situada na Av. Benedito Santana S/N – Conjunto Amarante e foi prestigiada por diversas autoridades políticas, integrantes da classe bancária, imprensa e lideranças do município.

Na oportunidade, prestigiaram a solenidade, o vereador do município e presidente do PTRN, Eraldo Paiva, o deputado estadual Fernando Mineiro, a deputada federal e candidata ao senado, Fátima Bezerra, além do prefeito Jaime Calado e demais vereadores.
Para a deputada Fátima Bezerra, o Banco do Nordeste chega a São Gonçalo em um momento de grande desenvolvimento.
 
Deputada Fátima Bezerra
“É importante destacar que a chegada do Banco do Nordeste é fruto de uma política de expansão dos bancos públicos, priorizada pelos governos do presidente Lula e da presidente Dilma. O BNB é uma importante instituição de fomento ao empreendedorismo e a distribuição de renda e chega à São Gonçalo em um momento de grande desenvolvimento e crescimento proporcionado pela chegada do aeroporto. Não temos dúvida que o BNB vai fortalecer ainda mais esse desenvolvimento.” – Disse a deputada
O deputado Fernando Mineiro destacou achegada do BNB em um momento histórico de crescimento do RN puxado pelo lado norte de Natal.
 
Deputado Fernando Mineiro
“Historicamente o crescimento do RN foi puxado  ao sul de Natal, a chegada do aeroporto traz a perspectiva de um crescimento puxado ao norte, contemplando a zona norte de Natal, São Gonçalo, Extremoz e litoral norte, Ceará-Mirim, etc. O BNB chega à São Gonçalo nesse contexto, nesse momento de crescimento e junto com projetos importantes, como VLT Natal, o viaduto do gancho de igapó que está em fase de licitação, o BNB será também propulsor de desenvolvimento.” – Declarou Mineiro
O vereador Eraldo Paiva se disse feliz em participar desse crescimento da cidade e enfatizou que São Gonçalo tem sido muito beneficiado pelos governos Lula e Dilma.
Eraldo, Mineiro e Júlio (Gerente da Agência BNB São Gonçalo)
“Me sinto feliz por esse crescimento vivido por São Gonçalo e por participar disso enquanto parlamentar. Destaco que os governos Lula e Dilma trouxeram muitos benefícios para nosso município, a agência do BNB é apenas um desses benefícios junto com a agência da Caixa, duas novas agências do Banco do Brasil, 350 casas e 1800 apartamentos do minha casa minha vida, IFRN, entre tantos outros.” – Destacou Eraldo

Fonte: Assessoria do Mandato

MP PEDE FIM DE PENSÃO DE R$ 11 MIL QUE GOVERNO DO RN PAGA A AGRIPINO

Ministério Público estadual do Rio Grande do Norte entrou com Ação Civil Pública contra o benefício que o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, e o ex-governador Lavoisier Maia recebem, de R$ 11 mil, cada um, mensalmente a título de aposentadoria vitalícia como ex-governadores do estado; informação é do blog de Daniel Dantas.

Blog do Daniel Dantas - Você sabia que o senador José Agripino Maia, presidente nacional do DEM, e o ex-governador Lavoisier Maia recebem, cada um, R$ 11 mil mensalmente a título de aposentadoria vitalícia como ex-governadores do estado?

O Ministério Público estadual do Rio Grande do Norte entrou com Ação Civil Pública contra o benefício, previsto pelo artigo 175 da Constituição estadual de 1975 que, por sua vez, copia o disposto no artigo 184 na Constituição de 1967, imposta pelos militares e revogada pela Carta Magna de 1988. O MP quer que o governo do estado pare de pagar imediatamente as chamadas "pensões eletivas" aos dois ex-governadores.
A ação é resultado de um inquérito civil instaurado pelo MP em 2011. Nas investigações, o MP constatou que Lavoisier Maia, que governou o RN entre 1979 e 1982, recebe o benefício, correspondente ao salário de um desembargador do Tribunal de Justiça, desde 1983. José Agripino, por sua vez, o recebe desde 1986, exceto pelo intervalo entre 1991 e 1994, durante seu segundo mandato. Agripino governou o RN também entre 1983 e 1986.
A investigação comprovou que não existiram processos administrativos nem no âmbito do governo do estado nem do Tribunal de Contas a fim de autorizar a concessão do benefício. Segundo informado pelo então secretário-chefe da Casa Civil do governo do Estado, Paulo de Tarso Fernandes em 2011, a concessão deve ter sido automática, "a partir da autorização constitucional acima referida, haja vista a redação do art. 175, da Constituição Estadual de 1974, que determina a concessão cessada a investidura no cargo de Governador". Além disso, informou o secretário, no que se referem a "recolhimentos previdenciários [que justificassem o pagamento de tal aposentadoria], conforme pode ser observado nas fichas financeiras dos dois ex-governadores [...] não constam quaisquer descontos com essa finalidade, embora não localizadas as informações dos pagamentos efetivados no total do(s) período(s) em que cada um deles recebeu a citada pensão".
O Ministério Público, com base em decisões do STF, compreende que não existe direito adquirido contra norma constitucional. Em uma das decisões citadas na Ação, o STF entendeu que já "se firmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que os dispositivos constitucionais têm vigência imediata, alcançando os efeitos futuros de fatos passados (retroatividade mínima)".
Em 2006, o STF já declarara inconstitucional as pensões vitalícias pagas a ex-governadores do Mato Grosso do Sul já que no "vigente ordenamento republicano e democrático brasileiro, os cargos políticos de chefia do Poder Executivo não são exercidos nem ocupados 'em caráter permanente', por serem os mandatos temporários e seus ocupantes, transitórios".
Desse modo, uma vez que o texto da Constituição de 1988 teria revogado as disposições tanto da Constituição Federal de 1967 quanto da Constituição Estadual de 1975, a chamada aposentadoria desses ex-governadores seria ilegal.
Não apenas isso. Diz o MP que "é ofensivo a qualquer trabalhador, em especial o brasileiro, um cidadão receber religiosamente valor correspondente ao subsídio de desembargador do Tribunal de Justiça, desvinculado de qualquer labor despendido". Além disso, subverte a própria "noção de República a perpetuação de um gasto público a uma determinada pessoa, simplesmente pelo fato de ter exercido uma determinada função pública", uma vez que "a noção de república é refratária à instituição de privilégios vitalícios.
A ação do MP conclui que a "pensão especial" que recebem os ex-governadores José Agripino Maia e Lavoisier "revela o ilegítimo, arbitrário e censurável propósito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservação da força normativa da constituição, que implica no não reconhecimento do princípio republicano que para além de um sistema de governo, transmuda-se em verdadeiro direito difuso, plasmado na concretização da cidadania, e do valor social do trabalho, verdadeiras garantias conferidas ao povo de fiscalizar o controle dos gastos públicos, sua legitimidade, sua juridicidade".
Assim, a "perpetuação deste privilégio representa, em favor de apenas duas pessoas, a concordância de uma situação de exceção inconstitucional, em que subversivamente os princípios da isonomia, impessoalidade, da responsabilidade fiscal e da moralidade, jazem mortos por mais de duas décadas.

Fátima participa de inauguração da agência do BNB em São Gonçalo

A deputada Fátima Bezerra participou nesta quinta-feira (27) da solenidade de inauguração de mais uma agência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), no município de São Gonçalo do Amarante. A ampliação do BNB no RN é uma luta antiga da parlamentar. Fátima é autora, desde o primeiro Governo Lula, de requerimentos e projetos na Câmara Federal com o objetivo de aumentar o número de agências no Estado.
A agência de São Gonçalo do Amarante será a 19ª do Estado. Além da população do próprio município, a estrutura atenderá ainda uma clientela da cidade vizinha de Extremoz.  Ainda no primeiro semestre, o BNB inaugurará mais uma agência no município de João Câmara.
A cerimônia de inauguração contou ainda com a presença dos deputados Fernando Mineiro e Hermano Morais; do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado; do superintendente estadual do BNB do Rio Grande do Norte, Francisco Carlos Cavalcanti; dos gerentes da agência Natal/Roberto Freire, Jeová Lins de Sá, e de São Gonçalo, Júlio Mário; além do vereador no município e presidente estadual do PT, Eraldo Paiva.

LULA ALERTA: "É PRECISO GARANTIR A DEMOCRACIA"

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Em vídeo gravado para relembrar os 50 anos do golpe militar, ex-presidente passa a mensagem de que "este país será o que queremos se conseguirmos garantir a democracia"; o político que, em 1979, falou diante de 160 mil operários no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, reforçou hoje que, cinco décadas depois do golpe, "o momento não é de desanimar, mas de participar e de lutar"; segundo Lula, "a democracia não é nenhum pacto de silêncio, é a sociedade em movimento buscando novas conquistas".

Via 247 – Em um vídeo gravado pelos 50 anos do golpe militar de 64, o ex-presidente Lula reforça a importância da democracia e lembra que ela "não é nenhum pacto de silêncio", mas um meio para que a sociedade saia às ruas e reivindique seus direitos. Ele faz um alerta de que é preciso garantir a democracia. Desta forma, "este País será o que queremos". Leia abaixo mensagem publicada pelo Instituto Lula nesta sexta-feira e assista ao vídeo:
"Este país será o que queremos se conseguirmos garantir a democracia", diz Lula sobre golpe militar.

São Paulo, 28 de março de 2014,
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou um vídeo sobre os 50 anos do golpe militar no Brasil. Em sua mensagem, ele lembra que que aquele momento histórico "suspendeu nosso regime democrático, revogou liberdades essenciais, prendeu milhares de militantes políticos e fez com que outros tantos tivessem que sair do país".
Lula ressalta que as lembranças da ditadura devem servir para valorizarmos "ainda mais o período democrático que o Brasil vive hoje". Apenas em períodos de democracia "trabalhadores, mulheres, todos os segmentos sociais podem chegar ao poder pois têm o pleno direito de expressão e manifestação", afirma o ex-presidente.
O direito à livre manifestação é enfatizado por Lula, que ressalta a importância da participação popular na democracia: "Apenas em uma democracia o povo pode ir às ruas reivindicar seus direitos pois a democracia não é nenhum pacto de silêncio, é a sociedade em movimento buscando novas conquistas".
"Devemos sim lembrar nosso passado, lamentar o período sombrio pelo qual passamos, mas sobretudo lutar a cada dia para ampliar a nossa democracia, incluindo cada vez mais gente e fazendo com que nosso sistema político represente cada vez melhor o povo brasileiro. (...) Este país será o país que queremos se conseguirmos garantir a democracia", finaliza. 

“Henrique Alves já perdeu duas eleições. Prepare-se para perder a terceira no RN”

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Presidente do Diretório Municipal do PT afirma que esse é o mais escancarado acordão da história política do Rio Grande do Norte.

O presidente do PT em Natal, Juliano Siqueira, disse hoje que o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, provável candidato do PMDB a governador do Rio Grande do Norte, já perdeu duas eleições majoritárias, quando disputou a prefeitura de Natal em 1988 e em 1992. Na primeira, Henrique foi derrotado pela hoje aliada, a vice-prefeita de Natal e presidente do PSB no Estado, Wilma de Faria. 

Na segunda, sucumbiu diante de um então desconhecido engenheiro, Aldo Tinoco, apoiado por Wilma. “Henrique já perdeu duas majoritárias. Ele se prepare para perder a terceira”, afirmou Siqueira esta manhã, ao ser abordado sobre o lançamento da chapa de Henrique, que ocorrerá na tarde de hoje, durante evento do PMDB num hotel em Ponta Negra. O PMDB anuncia hoje à tarde, com pompa e circunstância, a aliança com o PSB, o PR e o PROS para as eleições deste ano no Rio Grande do Norte, quando estarão em foco os cargos de governador, vice e senador. Para compor esses cargos haverá eleição majoritária, onde leva quem tem mais votos. Nesse contexto, Henrique terá como vice o deputado federal João Maia. Para o Senado, a aliança lançará a ex-governadora Wilma de Faria. 

O presidente do PT é crítico em relação a esta chapa, a qual classifica como “o mais escancarado acordão da história política do Rio Grande do Norte”. Quanto ao palanque em torno dessa chapa, contemplando partidos como o PSDB de Aécio Neves e, muito provavelmente, o DEM, do senador José Agripino Maia, o petista ironiza: “Não é uma chapa, é a arca de Noé – uma mistura que vai dar a Wilma, que diz ser socialista, até o DEM de José Agripino”, afirma. 

“Na verdade é o mais escancarado acordão da historia política do Rio Grande do Norte. Pode reunir mais de 20 partidos, mas parece que só faltou combinar com o povo”, aponta Siqueira, que é defensor da aliança do PT com o PSD do vice-governador e provável adversário de Henrique na disputa pelo governo. “É um direito de Henrique coligar com quem quiser. Henrique já perdeu duas majoritárias. Se prepare para perder a terceira”, diz Siqueira, asseverando que o amplo palanque não esmorece a chapa Robinson governador, deputada federal Fátima Bezerra senadora. 

“A nossa posição está muito clara. Não afeta em nada nossa tática eleitoral. Nossa chapa está marchando na discussão e aprofundamento programático”, diz o dirigente do PT em Natal, destacando que a partir de hoje a aliança PT/PSD irá aguardar a ampliação do palanque. “São tantos envolvidos e tantos interesses em jogo na Arca de Noé, que, apesar da genialidade de Henrique, vai ser difícil atender a demanda toda de todos que estão nessa Arca”, afirma Siqueira. 

“Acho complexo isso acontecer, mas como faz parte da concepção política deles, e não cabe a nós do PT dizer o que eles têm que fazer, nós vamos acompanhar pela imprensa para ver o que sai disso. Nosso encontro fundamental vai ser no dia das eleições. Eles se preparem para a derrota. Nós vamos eleger o governador e eles vão perder o Senado”. Juliano Siqueira afirmou que “o povo está espantado” com a chapa de Henrique e Wilma. 

“As pessoas dizem que não é possível Wilma está com o pessoal do PMDB, e vice versa. Araras e Bacuraus no mesmo palanque. É complicado porque junta todas as espécies. Na Arca de Noé tinha todos os bichos para ver se escapavam do dilúvio. Mas esses não vão escapar, não”. Instado a responder sobre a desistência de Robinson e de Fátima, tamanho o poderio do palanque de Henrique e Wilma, Siqueira disse que “não resistir significa assinar atestado de óbito no campo da Política, tem que resistir, a sorte está lançada”. Na visão do presidente do PT, “Robinson é candidato sem dúvida, pelo que ele me disse e estou acreditando na palavra dele. 

O ex-presidente Lula confirmou com Fátima e Fátima confirmou a candidatura dela e a aliança com Robinson a Lula”. Juliano Siqueira conclui: “Não vai ser WO, e não vai ser bater pênalti sem goleiro. Vai ter goleiro e vai ter jogo”, declarou, informando que PT e PSD discutem no momento a aliança proporcional. “Começamos a discussão na semana passada. Chegaremos a resultados que atenderá aos interesses do PT e do PSD. A discussão não está sendo travada de forma belicosa, mas de forma civilizada e profundamente produtiva. Não sou otimista de plantão, estou falando o que estou acompanhando”, finalizou. (AV). Via Jornal de Hoje.

BERZOINI: "VAMOS MOSTRAR O QUE FOI A PETROBRAS DE FHC"

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Deputado federal assume Relações Institucionais na terça-feira, mas sai jogando desde agora; tomou para si a tarefa de combater a CPI da Petrobras e preservar a popularidade da presidente Dilma Rousseff; "Não há motivo para ficarmos na defensiva", disse ele; entre seus trabalhos também estarão alisar vias de diálogo com o PT, manter o PMDB contido, reaglutinar a base aliada da qual o PSD e o PDT querem escapar, enfrentar a oposição articulada pelo PSDB e o PSB e, ainda, somar forças com chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante; não é pouca coisa.

Via 247 – Entre os 13 ministros trocados pela presidente Dilma Rousseff nas últimas semanas, o bancário e deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), anunciado nesta sexta-feira 28, tem a missão política mais complexa. Como Hércules, para cumprir com sucesso seu papel ele terá, a partir da terça-feira 1º de abril, quando toma posse na Secretaria de Relações Institucionais, de realizar algo como 12 trabalhos. Um mais difícil do que o outro. De saída, escolheu o enfrentamento com a CPI da Petrobras.

— Não há motivo para ficarmos na defensiva. Vamos para a ofensiva, vamos mostrar o que foi a Petrobras no governo Fernando Henrique (Cardoso) e o que é a Petrobras nos governos Lula e Dilma. Está claro que o interesse é eleitoral, não há qualquer interesse de investigação sério e o caso (Pasadena) já está sendo investigado pelas autoridades competentes, que são menos sujeitas à contaminação política.

O novo ministro também minimizou a pesquisa CNI/Ibope, divulgada nesta quinta-feira, que apontou queda de sete pontos percentuais na popularidade do governo Dilma:

— Pelo que vejo, essa pesquisa está fora da curva, não tem sintonia com as demais pesquisas feitas recentemente. Mas sem desmerecer a pesquisa, é trabalhar com tranquilidade, sem se preocupar demasiadamente com pesquisas esporádicas.

Além de falar grosso com a oposição, Berzoini precisa reaprumar a ponte sempre instável nas relações da presidente Dilma Rousseff com o PT. A senadora Ideli Salvati não conseguiu, como titular das Relações Institucionais, ser a interlocutora ideal entre o Palácio do Planalto e o Congresso – e nem mesmo com o partido.

O nome de Berzoini chegou até Dilma depois de ter sido assoprado pelos deputados José Mentor, Cândido Vacarezza e Arlindo Chinaglia, como apurou 247. Eles expressaram dificuldades de serem atendidos. A tarefa igualmente prevê não permitir o aparecimento de rusgas entre Lula e Dilma.

O novo ministro chega ao Palácio do Planalto com acento garantido no núcleo duro do governo, onde se dá o comando, neste momento, do ministro chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Ambos têm posições firmes e decididas, voto e história no partido. A harmonia entre eles – ou o desentendimento – poderá determinar o futuro político da presidente.

O palanque do acordão

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Por Fernando Mineiro

A chapa do acordão anunciada hoje é uma síntese da mesmice que se repete em nosso Estado há quase 40 anos.

Em vez de olhar para frente, o chapão da acomodação entre o PMDB e seus aliados olha para trás: tem o apoio dos 7 ex-governadores que vêm do passado para oferecer ao povo as mesmas e não cumpridas promessas de futuro.

Começando por Lavoisier Maia, nomeado governador pela ditadura militar, que sucedeu Tarcísio Maia, pai de José Agripino, prefeito biônico de Natal, também nomeado pelo regime militar, o palanque do acordão é uma rede de nomes, sobrenomes, parentescos, correligionários e ex-adversários novos correligionários.

Dele não faz parte, ainda, a atual governadora do DEM, que recebeu apoio do PMDB até o ano passado, mas que hoje tem a rejeição da imensa maioria dos norte-rio-grandenses e até do seu próprio partido.

Os grandes ausentes do palanque do acordão são os projetos ou as propostas para enfrentar os verdadeiros problemas do Estado, agravados ainda mais nos últimos 4 anos.

Nada une o palanque do acordão a não ser o medo político um do outro, a desconfiança mútua entre seus membros e o vergonhoso rateio das vagas em disputa nas próximas eleições.

Mas a falta mais sentida neste palanque do acordão, onde se fazem ironicamente presentes todos os responsáveis pelos destinos do Estado em quase meio século, é o povo – os interesses justos e as necessidades reais do povo, que sabe, hoje, não existir melhor palanque do que as ruas, e que vai saber enfrentar e derrotar tamanha desfaçatez política, escolhendo entre a mesmice e a possibilidade real de mudança.


*Deputado Estadual pelo PT-RN.

Fátima será agraciada com Título de Cidadã Jaçanense



A deputada federal Fátima Bezerra (PT) estará nesta sexta-feira (28) em Jaçanã, onde será homenageada com Título de Cidadã Jaçanense, na Câmara Municipal. Na ocasião, Fátima vai prestigiar a programação alusiva em comemoração a emancipação política do município. 

Vice-prefeita jogou água no chope da festa do PMDB para lançar candidatura de Henrique Alves ao governo.


Wilma de Faria arremete e adia anúncio de candidatura ao Senado.

Deputado Henrique Eduardo Alves discursa em evento do PMDB; Wilma segura anúncio de candidatura ao Senado.

A vice-prefeita de Natal Wilma de Faria (PSB) não fez o anúncio da candidatura ao Senado durante encontro do PMDB, na tarde desta sexta-feira (28).  Antes de começar o evento, ela disse que ainda está conversando com o PMDB e que o anúncio será feito nas próximas semanas.

O PMDB fez festa apenas para lançar o nome de Henrique Eduardo Alves ao governo. A chapa anunciada pelo partido deve ser composta pelo deputado federal João Maia (PR), que deverá ser pré-candidato a vice-governador e Wilma de Faria (PSB), que está sendo cogitada para disputar o Senado. Será?

Via O Minuto.

FRENTE PARLAMENTAR DA CÂMARA DEBATE PROTEÇÃO A CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA COPA

O vereador Hugo Manso (PT), participou na manha da quinta-feira (27) da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Natal para discutir as ações do Comitê de Proteção Local à Criança e Adolescente na Copa Fifa 2014.

A iniciativa, que deu início a programação da Frente Parlamentar deste ano, com participação de representantes da Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (SEMTAS), do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RN), e integrantes de entidades com interesse que os direitos da criança e do adolescente sejam cumpridos, líderes comunitários e sociedade civil.

Para Hugo, "temos que pensar na proteção de crianças e adolescentes durante um evento tão grandioso como a realização de uma Copa do Mundo de futebol em Natal", disse.


A equipe do Hospital Infantil Varela Santiago apresentou a campanha “Nesta Copa, Marque um Gol na sua Consciência”, com a ação “Amor pelas crianças, o legado da Copa”. O intuito é vender 80 mil camisetas com o tema Copa do Mundo para compra de um tomógrafo que custa por volta de R$700 mil. O custo de cada camisa é de R$ 25,00 e podem ser adquiridas na portaria do hospital.

Marco Civil da Internet: Comunicação é DIREITO FUNDAMENTAL

Marco Civil aprovado: dia histórico para a liberdade de expressão. Câmara aprova texto que contraria interesses poderosos, garante direitos aos internautas e trata a comunicação como direito fundamental, e não uma mercadoria.

Pedro Ekman e Bia Barbosa*

Guardem o dia 25 de março de 2014 na memória. Este dia será lembrado como o dia do Marco Civil da Internet em todo o mundo. Neste dia, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que tem todas as características de um projeto impossível de ser aprovado numa Casa como essa. A principal delas: o fato de contrariar interesses econômicos poderosos ao garantir direitos dos cidadãos e cidadãs. O Marco Civil da Internet aprovado aponta claramente para o tratamento da comunicação como um direito fundamental e não apenas como um negócio comercial. Trata-se de algo inédito na história brasileira, que só foi possível por um conjunto de fatores.

Em primeiro lugar, a intensa participação e mobilizações de organizações da sociedade civil e ativistas da liberdade na internet, que estiveram envolvidos com o Marco Civil desde sua primeira redação até a vitória obtida nesta terça-feira na Câmara. O fato de ser um texto elaborado com ampla participação popular garantiu ao Marco Civil uma legitimidade conferida a poucas matérias que tramitam pelo Congresso Nacional.

Em segundo lugar, o relatório substitutivo do texto ficou a cargo do deputado Alessandro Molon (PT/RJ), que se mostrou um persistente articulador e negociador, ouvindo os mais diferentes interesses em jogo e buscando acomodá-los sem comprometer os três pilares centrais do texto: a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários.

Em terceiro, o governo, que já se mostrava adepto do Marco Civil, comprou a briga em sua defesa após as denúncias de espionagem da Presidenta Dilma feitas por Eduard Snowden. Sem isso, talvez o Marco Civil da internet não tivesse sido colocado em urgência constitucional na Câmara, e poderia estar ainda na longa fila de projetos estratégicos para o país à espera de entrada na pauta do plenário.

Mesmo assim, há duas semanas, ninguém – nem o governo, nem o relator, nem a sociedade civil – seria capaz de prever uma votação como a deste dia 25 de março, feita simbolicamente, porque apenas um partido, o PPS de Roberto Freire, orientou voto contrário. Como escrevemos neste blog, a votação do Marco Civil havia sido capturada pelo jogo eleitoral de 2014.

De lá pra cá, muitos se perguntam, o que precisou acontecer para o jogo virar a favor dos direitos dos internautas? Em primeiro lugar, o governo conseguiu reacomodar a maior parcela insatisfeita de sua base. Dilma fez uma reforma ministerial, distribuiu cargos em autarquias, liberou emendas no Congresso. Trazendo a base de volta, ficaram “do lado de lá” o PMDB e os partidos de oposição de direita. Mas DEM e PSDB se mostraram inteligentes nesta jogada, e se distanciaram de Eduardo Cunha, líder do PMDB e general do exército contra o Marco Civil. Em sua briga contra o governo por poder no Congresso, Cunha, apelidado pela revista IstoÉ de “sabotador da República”, esticou demais a corda – e saiu queimado. Nem a direita clássica quis abraçá-lo na reta final.

Os sinais de derrota começaram a se avizinhar e ficou mais fácil para o governo comprar o passe do PMDB. A conta ninguém conhece ao certo, mas certamente envolve acordos em torno da MP 627/2013, sobre tributação do lucro de empresas brasileiras no exterior, da qual Cunha é relator. Em paralelo, o governo abriu mão da obrigatoriedade da manutenção de data-centers no Brasil – o que fez bem – e incluiu uma consulta à Anatel e ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) na regulamentação das exceções à neutralidade de rede.

Neste contexto, a permanente pressão da sociedade civil nas redes, em defesa da aprovação do texto, surtiu efeito pra lá de positivo. Cerca de 350 mil pessoas assinaram a petição online puxada por Gilberto Gil; tuitaços com as hashtags #VaiTerMarcoCivil e #EuQueroMarcoCivil atingiram os trend topics brasileiro e mundial por semanas seguidas; artistas e o fundador da Web Tim Berners-Lee declararam apoio ao texto; e defensores da liberdade de expressão marcaram presença nos corredores da Câmara por semanas a fio. Nesta terça, o clima de “aprovou” era tal que o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves, chegou a anunciar, em tom de brincadeira com os ativistas, uma cerveja de celebração para o fim da noite.

Que partido então escolheria não sair bem na foto e perder a oportunidade de dizer que votou em favor de uma lei tão importante para o povo brasileiro?


Os avanços do Marco Civil

O ineditismo do Marco Civil da Internet está também em ser uma das raras legislações do mundo no campo da internet que cria mecanismos de proteção do usuário, e não o contrário. Será uma lei que servirá de modelo para todas as democracias que buscam reforçar a liberdade nas redes e os direitos humanos.

Entre tantas garantias importantes trazidas pelo texto, as mais significativas talvez estejam expressas nos artigos 9, 19 e 7 do projeto.

O artigo 9, visto como o coração do projeto, protege a neutralidade de rede. Ou seja, o tratamento isonômico de quaisquer pacotes de dados, sem distinção por conteúdo, origem e destino, serviço, terminal ou aplicação. Isso significa que quem controla a infraestrutura da rede tem que ser neutro em relação aos conteúdos que passam em seus cabos. Isso impede, por exemplo, que acordos econômicos entre corporações definam quais conteúdos têm prioridade em relação a outros. A medida é a alma da manutenção da internet como um ambiente em que todos se equivalem independentemente de seu poder econômico. Afinal, ninguém – nem mesmo empresas como a Globo – quer que a operadora do cabo decida sozinha que conteúdos terão forte presença e quais ficarão escondidos na rede. Isso levaria a uma “concentração de conteúdo”, semelhante à que existe no mercado de TV, também na internet. Só que a Globo não seria a monopolista da vez.

Já o artigo 19 delega ao sistema judicial a decisão da retirada de conteúdos na internet, debelando boa parte da censura privada automática, preventiva, existente hoje na rede. Atualmente, inúmeros provedores de conteúdo, a partir de simples notificações, derrubam textos, imagens, vídeos etc. de páginas que hospedam. Ao desresponsabilizar os provedores por conteúdos postados por terceiros, o Marco Civil da Internet cria uma segurança jurídica ao provedor e deixa o caminho aberto para a livre expressão do usuário. Afinal, ao contrário do que muitos pensam, não é a ausência de regras que torna a internet um ambiente livre, mas sim a existência de normas que defendam a livre manifestação de ataques arbitrários e autoritários.

Por fim, o artigo 7 assegura a inviolabilidade da intimidade e da vida privada e o sigilo do fluxo e das comunicações privadas armazenadas na rede. Isso fará com que as empresas desenvolvam mecanismos para permitir, por exemplo, que o que escrevemos nos e-mails só será lido por nós e pelo destinatário da mensagem. Assim, uma vantagem privativa das cartas de papel começa a ser estendida para os correios eletrônicos. O mesmo artigo assegura o não fornecimento a terceiros de nossos dados pessoais, registros de conexão e de aplicação sem o nosso consentimento, colocando na ilegalidade a cooperação das empresas de internet com departamentos de espionagem de Estado como a NSA.

Essas e outras medidas de proteção da privacidade são fragilizadas pelo único problema significativo de todo o Marco Civil: o artigo 15, que compromete seriamente nossa privacidade ao obrigar que empresas guardem por seis meses, para fins de investigação, todos os dados de aplicação (frutos da navegação) que gerarmos na rede. Isso inverte o princípio constitucional da presunção de inocência ao aplicar um tipo de grampo em todos os internautas. A obrigação da guarda de dados também gera a necessidade de manutenção de todos esses dados em condições de segurança, sobrecarregando sites e provedores de encargos econômicos. O alto custo poderá levar à comercialização desses dados, criando uma corrida pelo uso da privacidade como mercadoria.

Infelizmente, as movimentações que destravaram o processo de votação do texto na Câmara não foram capazes de desconstruir tal imposição feita pelas instituições policiais ao projeto. Organizações da sociedade civil que se posicionaram contra este aspecto do texto buscarão sua alteração no Senado ou, se necessário, através do veto presidencial. Afinal, se Dilma Rousseff foi às Nações Unidas exigir soberania e privacidade para suas comunicações, não pode repetir uma brecha deste tamanho para a vigilância dos internautas brasileiros.

Por fim, os lobbies econômicos e pressões políticas que se movimentaram na Câmara não estão mortos. Apesar da declaração do presidente do Senado, Renan Calheiros, de que o Marco Civil será votado com rapidez na Casa revisora, nada garante que o jogo será fácil. Há uma longa jornada pela frente até a sanção presidencial. E, depois de sancionada a lei, caberá à sociedade civil defender os direitos dos internautas nos termos de regulamentação do Marco Civil, assim como em sua implementação. Não à toa, a entidade representativa das operadoras de telecomunicações já se pronunciou publicamente, afirmando que o Marco Civil “assegura a oferta de serviços diferenciados”. É a disputa pela interpretação do texto entrando em campo.

Democracia não é um sistema em que as coisas se resolvem facilmente. A batalha ganha em 25 de março não resolve toda a questão, mas cria condições para a construção de um caminho no qual finalmente podemos seguir livres. E isso não é pouca coisa.

* Pedro Ekman e Bia Barbosa são integrantes da Coordenação Executiva do Intervozes. CartaCapital.

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