segunda-feira, 4 de agosto de 2014

HÁ 25 ANOS, PERSONIFICÁVAMOS A ESPERANÇA...

...pois os melhores brasileiros antevíamos a possibilidade de termos um governo realmente popular, que tomasse as medidas necessárias para a remoção dos entulhos autoritários, fosse reduzindo nossa terrível desigualdade social e, pouco a pouco, conduzisse o país para o socialismo. 

Esta era a visão que inspirava a inesquecível campanha doLula-lá. A esquerda simbolizava o sonho: acreditávamos piamente que conseguiríamos construir um Brasil melhor e mais justo. 

Não por acaso, o slogan do Lula era "sem medo de ser feliz". Pois ainda tínhamos autoridade moral para prometer a felicidade.

Hoje o PT não tem nenhuma esperança a oferecer, só a perspectiva de um mais do mesmo que não aquece os corações nem inspira as mentes. Então, a atual campanha está deprimente e enlameada como nunca, focando muito mais os defeitos dos adversários do que as próprias virtudes.
Devemos reeleger Dilma porque ela não constrói aeroportos nos terrenos de seus parentes ou eleger Aécio, talvez Campos, para evitar mensalões e a (fantasiosa) marcha para um regime bolivariano -- esta é a opção dada aos eleitores.

Então, fiz questão de relembrar aqui uma campanha em que a esquerda se comportava como esquerda e o jogo sujo partia da direita. Aquela derrota nos engrandeceu mais do que muitas vitórias subsequentes, assim como os apreciadores do verdadeiro futebol preferem mil vezes recordar a malograda Seleção Brasileira de 1982 do que o (mal e porcamente) vencedor escrete de 1994. 


Obs.: como eu já comentei noutra ocasião, quando a campanha é centrada em denúncias das mazelas reais ou supostas dos adversários, o tiroteio nunca acaba e o resultado é sempre o de tornar a política repulsiva aos olhos do cidadão comum. O escândalo que acaba de sair do forno é a fraude na CPI da Petrobrás, com os depoentes sabendo de antemão as perguntas que lhes seriam feitas e passando por um completo treinamento para desempenharem bem seus papéis. Logo, logo, o PT achará munição nova para colocar Aécio ou Campos na berlinda. A baixaria não tem fim. 
Via http://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br

Nesta terça, Fátima cumpre agenda em Brasilia, mas a ‪#‎Militância131‬ estará nas ruas!

É hora de resgatar a dignidade de nossa cidade ‪#‎SãoGonçaloSeráBemMelhor‬ votando Eraldo 1333 deputado federal.

domingo, 3 de agosto de 2014

CRIANÇAS PROTEGIDAS

O Ministério da Saúde anunciou, hoje (29), a inclusão de uma nova vacina no calendário infantil de imunização. 

#SUS vai ofertar a vacina contra #HepatiteA para 2,9 milhões de crianças com idade entre 1 ano e 1 ano, ... Ver mais
CRIANÇAS PROTEGIDAS

O Ministério da Saúde anunciou, hoje (29), a inclusão de uma nova vacina no calendário infantil de imunização. 

O #SUS vai ofertar a vacina contra #HepatiteA para 2,9 milhões de crianças com idade entre 1 ano e 1 ano, 11 meses e 29 dias.

Com isso, o País passa a disponibilizar todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde.

O ministério espera que a imunização reduza em 59% as mortes ocasionadas pela doença.

O cronograma para implantação da vacina contra a Hepatite A no Brasil começa em julho e segue até setembro.

Leia mais na Agência PT de Notícias http://bit.ly/1kl0RZJ

O Secretário de Agricultura de Paraú, Neném do Gás, está com Mineiro 13666 e Eraldo 1333.

O que mais importa na vida e fazer o bem e praticar a caridade, sem esperar nada em troca. #PratiqueCaridade

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Nós reparamos na bunda sim: sobre esta e outras mentiras que contam sobre mulheres

Nathalí Macedo, Entenda os Homens

'Cresci ouvindo – e, lamentavelmente, muitas vezes, absorvendo – centenas de mentiras que as pessoas contam sobre o universo feminino. Especialmente sobre a sexualidade feminina.

Ouvi dizer, por exemplo, que gostávamos menos de sexo – antes mesmo de saber como se fazia sexo. Por isso achei estranho quando comecei a gostar tanto quanto ou mais que os homens que conheço. Porque eu ouvira que uma mulher não pensa em sexo com freqüência – não porque ela não pode, mas porque ela não “quer”. Como se houvesse alguma determinação genética a respeito.

Disseram-me que nós éramos menos promíscuas. Que a gente queria mesmo era casar e ter filhos e um cachorro, porque querer sexo casual era coisa de homem. Nós somos românticas. Eu ouvi alguns homens dizerem que eu gosto de receber flores e chocolate e sair pra jantar e que eu não tenho tendência à traição porque, afinal, minhasnecessidades sexuais são menos expressivas.

Ouvi dizer que nós não somos visuais e que preferimos perceber outros aspectos além da beleza. Que, enquanto alguns homens babam por nossas bundas, nós nos encantamos pela inteligência ou pelo senso de humor deles.

E, vejam só: queriam me convencer que eu não gosto de apreciar nádegas masculinas. De que eu não reparava no volume por debaixo da sunga deles, no charme das costas largas ou de um corpo bonito.

Ouvi que a gente não gostava de futebol. Achava estranho como alguns homens falavam com tanta propriedade sobre os nossos gostos: que não tínhamos talento pra esportes ~masculinos~ e que preferíamos comédias românticas do que filmes policiais, bebidas docinhas do que cerveja e whisky cowboy.

Fui percebendo que, aos poucos, muitas de nós acabávamos nos moldando a partir daquilo que pensavam de nós. E que nós mesmas começamos a acreditar que temos medo de barata, que somos desunidas e que competimos compulsivamente. Que não entendemos de futebol, que não queremos só sexo e que não gostamos de whisky cowboy porque não é bebida de mulher.

Acreditamos, enfim, que a gente não repara nas bundas dos homens. E continuamos acreditando nisso enquanto nossos olhos fugiam, furtivamente, em direção a elas. E enquanto queríamos convidá-los pra sair e dar no primeiro encontro, continuávamos a nos vestir de pudor e fingir, para nós mesmas e para as nossas avós, que queríamos mesmo era um bom casamento.

Lamento informar que, depois de algumas frustrações, a gente aprendeu a se conhecer. Agora nós entendemos de nós mesmas e, vejam só: isso não depende mais da opinião dos outros. Percebemos que somos capazes de cuidar umas das outras, que podemos gostar de bebidas fortes e que muitas de nós querem só sexo. Sem casamento, sem filhos e sem ligação no dia seguinte.

Percebemos – até que enfim! – que apreciamos as vossas bundas assim como vocês apreciam as nossas, companheiros. E que – do mesmo jeito que algumas de nós querem um casamento feliz e uma penca de filhos – outras querem curtir uma putaria como se não houvesse amanhã.

Agora o mundo terá que aprender quem somos em vez de querer nos ensinar isso. Diremos as nossas verdades em vez de nos contentar com as mentiras que nos contam."

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Declaração universal dos direitos e deveres de #Amar


, Revista Bula


"Então um dia o mundo, ocupado com o que realmente importa, num momento de divina iluminação, há de reunir sem maior espalhafato não uma comissão de notáveis das ciências e da política, nem um séquito de respeitosos acadêmicos e pensadores superdotados, mas uma turma desprendida, formada por pessoas de modos simples, representando diferentes origens, profissões, faixas etárias e níveis sociais variados. Entre essa gente, nada além de dois ou três interesses comuns, coisas como a inutilidade das conversas à toa, a profundidade dos assuntos desconhecidos e, claro, a alegria incomparável de dar e receber amor.


A esse grupo se daria o nome de Assembleia Geral das Mãos Unidas, ou, quem sabe, Encontro Internacional das Almas Simples, e seus integrantes se reuniriam sem a menor pretensão de deliberar e votar e construir graves e definitivas considerações a respeito das coisas universais, mas tão somente para comer e beber e falar de suas lembranças e de seus sonhos.

Conversariam sobre os perfumes inconfundíveis de seus avós, a importância de seus pais e de seus filhos e seus amigos. Abririam parênteses e aspas sobre seus pequenos feitos históricos, suas saudades e seus projetos. Fariam largas digressões sobre suas intenções sagradas, suas ternuras descobertas e seu dia depois do outro. Essas pessoas se encontrariam para nada senão para falar de seu gosto pela vida e celebrar o milagre, o mistério, a alegria e a graça divinas de estarem vivas.

De seu encontro à toa, realizado numa tarde qualquer de uma semana esquecida no calendário, sem grandes feriados ou comemorações relevantes, essa gente proclamaria, com a despretensão suprema dos desavisados de consciência limpa e coração saudável, a Declaração Universal dos Direitos e Deveres de Amar.

Seu artigo primeiro e único diria, com deliciosas delongas e rodeios inspirados, que a vida é boa demais para quem descobre o óbvio: o amor borbulha em todo lugar, de toda ordem, a qualquer tempo, e atinge em cheio todo e qualquer ser sensível. Mulheres, homens, cachorros, elefantes, passarinhos, baleias-cachalote. O amor está para além de qualquer convenção.

Entre mordidas em pães doces e longos goles de suas bebidas favoritas, nossos humildes representantes constatariam que há quem ame o que não se compreende e quem não compreenda o amor. É compreensível. Para uns, amar é deixar os sentimentos livres, abrir as gaiolas, soltar as coleiras. Para outros, é manter tudo em casa, por perto. Para fulano é não ter regras, para beltrano é manter as rédeas. E para sicrano? Para ele o amor ainda não chegou. Isso também acontece. Mas uma coisa é certa, diriam nossos declaradores: o amor não tem manual de instruções. No entanto, ainda assim, amar implica direitos e deveres.

Nossos embaixadores anotariam emocionados, em grandes folhas de cartolina ou em largas paredes brancas, que no amor, assim como em tudo na vida, os direitos e os deveres são almas gêmeas inseparáveis, amantes encantados que jamais se largam, um não existe sem o outro. E quando se separam já não há mais amor, mas qualquer sentimento distinto, tacanho e farsante.

Nos seus escritos, lá estaria em letras inconfundíveis: a quem ama, é dever olhar o outro assim como a si mesmo, com ternura e afeto e generosa confiança. É seu direito declarar amor a qualquer tempo, tanto quanto se lhe assegura o benefício de ficar em silêncio absoluto de quando em vez, de se trancar em si mesmo quando bem queira. Como um segurança de banco se isola no interior de sua guarita a prova de balas, protegido do tiroteio aqui fora. Como um líder de Estado se esconde em seu bunker esperando a guerra que nunca fará sentido.

Quem ama tem o direito de se dar e o dever de nada pedir em troca, mas de trabalhar empenhado na construção de um sentimento que se estenda ao outro naturalmente, sem cativeiros e correntes e obrigações impostas. Tudo isso estaria lá, impresso em nossa declaração de amor singular e universal.

Lá estaria escrito que é direito de cada um deixar o amor entrar quando queira. E é seu dever assisti-lo acontecer em um tempo próprio, rápido feito um disparo ou lento tal qual um velho vendedor ambulante, o passo manso, parando aqui e ali em conversas à toa, como quem interrompe uma frase no meio.

Nosso documento universal traria lavrado e atestado que os amantes têm o direito de anunciar seu amor ao mundo e fazer inveja aos outros. Mas têm o dever de respirar fundo a tristeza e ouvir com calma, no quarto de um motel sem alma, na sala fria de uma terapeuta de casais ou na área de serviço de um pequeno apartamento: “eu não gosto mais de você”.

É dever de quem ama aceitar o fim. E que no fim lhe seja guardado o direito ao recolhimento. Que quando preciso cada um se permita esperar no seu canto em merecida mudez, escrevendo cartas a Deus e todo mundo, na mais humana tentativa de combater a tristeza caprichosa que ora irrompe robusta, em enxurradas de choro e avalanches de angústia e desamparo, ora goteja seu chuvisco úmido e melancólico de mágoa.

Quem tem o direito de amar tem o dever da compreensão pura e simples: o amor também pode acabar. Aí só há de restar o adeus e um até breve confiante em seu próximo encontro dia desses, na esquina dos pensamentos soltos, com o respeito devido a quem lhe foi tudo na vida e um dia há de ser somente uma lembrança tranquila e doce.

Nossos embaixadores humanos falariam e ouviriam e celebrariam até tarde, com risos e lágrimas, o trabalhoso ofício de viver e de amar, encerrando seu documento com a frase: “aceitas e respeitadas todas as impressões em contrário”.

E que assim, estabelecidos os modos e ajeitados os pingos em cada i, sejamos enfim tomados por uma coragem simples e imperiosa de assumir o que somos: naturais detentores do divino direito e do sagrado dever de dar e de receber amor."

LULA ATACA: "TUCANOS NÃO TÊM PROGRAMAS SOCIAIS"

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Ex-presidente ressalta ações do governo federal em Minas Gerais, governado há 12 anos pelo PSDB, e diz que "os tucanos é que não fizeram a parte deles"; "Eles não têm programas sociais e por isso se apropriam dos programas do governo federal, mudando somente os nomes"; ataque foi desferido em entrevista ao jornal Gazeta Norte Mineira; sobre o PT, disse não acreditar em "desgaste", mas sim que o partido "tem que se renovar, constantemente"; segundo ele, que estará à noite em Montes Claros, com a presidente Dilma Rousseff, "povo pode esperar muito" ainda da legenda, que "já fez muito pelo povo brasileiro"; íntegra.

Via Minas 247 – No dia em que fará visita a Montes Claros (MG), o ex-presidente Lula desferiu ataques ao governo de Minas Gerais e enalteceu as iniciativas do governo federal no estado. Segundo ele, o poder federal "investiu fortemente em Minas Gerais", mas os tucanos "não fizeram a parte deles". O ataque foi feito em entrevista ao jornal Gazeta Norte Mineira. Na noite desta sexta-feira 1º, Lula participa com a presidente Dilma Rousseff do lançamento da candidatura de Josué de Alencar (PT) ao Senado, filho do ex-vice-presidente José de Alencar, na Praça da Catedral.

Ao falar sobre o PT, Lula disse não acreditar em "desgaste", mas sim que "o PT tem que se renovar, constantemente". "Hoje a população brasileira tem novas demandas, e o PT precisa entender isso, dialogando com os movimentos sociais, a juventude e os trabalhadores rurais, entre outros setores", afirmou. "O Brasil de 2014 não tem mais os mesmos problemas que tinha quando criamos o PT", acrescentou o ex-presidente. Segundo ele, "o povo pode esperar muito" ainda do partido, que "já fez muito pelo povo brasileiro".
Leia abaixo a entrevista, publicada no site do Instituto Lula:
- Presidente, o Brasil vive a expectativa de uma inflação alta e com desemprego a vista, como o senhor entende que a equipe econômica deve agir para conter a onda de pessimismo?
Sobre a inflação, temos que fazer um resgate do que aconteceu neste país. Quando chegamos à Presidência, pegamos uma inflação de 12,5% e reduzimos pela metade. Há 10 anos a inflação não sai da meta e esse ano também vai ficar dentro dela. O governo está adotando todas as medidas necessárias para combater a inflação. Não há razão para pessimismo. Se você observar, verá que a economia brasileira cresceu muito nos últimos 12 anos. O PIB saltou de 550 bilhões para 2,2 trilhões de dólares. Adotamos uma política de valorização real do salário mínimo. No governo tucano diziam que o aumento do salário mínimo causaria desemprego, mais informalidade no mercado de trabalho e que a Previdência ia quebrar. Mas nós provamos o contrário: as taxas de desemprego caíram e o número de empregos com carteira assinada cresceu significativamente. O Brasil tem um dos mais altos índices de emprego no mundo. Desde a crise de 2008, o mundo eliminou 62 milhões de empregos, enquanto o Brasil criou 10 milhões de empregos com carteira assinada. Pela primeira vez no Brasil, alcançamos tecnicamente o pleno emprego a a economia brasileira, com os investimentos que estão sendo feitos no pré-sal e nas obras de infra-estrutura, tem todas as condições para crescer nos próximos anos.
- Presidente, o Norte de Minas teve poucos investimentos por parte do governo federal na luta contra a seca que tanto tem prejudicado e trazido prejuízos para a economia local. O senhor e a presidente Dilma têm alguma ação para mudar esse quadro que o senhor conhece tão bem?
Desde 2003 o Governo Federal tem investido fortemente no norte de Minas. O crédito para a agricultura e o financiamento para as empresas da região aumentou de modo extraordinário. Vocês sabem melhor do que eu que o nível de emprego no norte de Minas nunca foi tão alto. E isso se deve principalmente aos programas sociais do Governo Federal que fazem o dinheiro circular no interior do país. Além do Bolsa Família e do salário mínimo, eu poderia citar o financiamento da agricultura familiar, a compra da merenda escolar na própria região, o Luz para Todos, as obras do PAC 1 e PAC 2, o próprio Minhas Casa, Minha Vida, que já entregou milhares de casa no norte de Minas. Os governos do PT apostaram no desenvolvimento da região, e não apenas em medidas emergenciais. Mas para enfrentar a seca, o governo fez tudo que estava ao seu alcance. Já construiu e entregou mais de 61 mil cisternas e garantiu o Bolsa-Estiagem para cerca de 22 mil famílias. Também contratou pipeiros, só no mês passa foram 710 em 42 municípios. Além da perfuração de poços e construção de grandes e pequenas barragens. Eu conheço bem os problemas da seca e a presidenta Dilma também conhece. Ela nunca deixará de cuidar do povo do semiárido.
- O senhor acha que a derrota da seleção brasileira de alguma forma interferirá na reeleição da presidente Dilma e como o senhor analisa a copa do mundo e seus resultados finais.
O povo sabe separar o futebol da política. A oposição previa um caos na organização da Copa de 2014. Eles diziam que os estádios não ficariam prontos, que os aeroportos entrariam em colapso e que o transporte coletivo não iria funcionar. E até racionamento de energia e surto de dengue falavam que ia ter. Nada disso aconteceu e o governo e o povo brasileiro deram uma grande demonstração de competência e eficiência. Hoje a imprensa mundial diz que o Brasil realizou uma das melhores Copas de todos os tempos. Aconteceu o que eu já falava antes da Copa: um grande encontro de povos e civilizações no nosso país.
- Presidente, hoje o PT vive um situação inusitada de grande desgaste que o senhor mesmo já reconheceu, como pode reverter essa situação, já que o senhor continua sendo a maior estrela e seu maior garoto propaganda?
Eu não acredito em desgaste, acredito sim que o PT tem que se renovar, constantemente. Nós criamos o Partido dos Trabalhadores para promover a democracia e o desenvolvimento econômico com distribuição de renda e inclusão social. Nesses 34 anos, o PT deu uma contribuição extraordinária ao país, especialmente depois que chegou ao governo, fazendo o Brasil avançar como nunca, beneficiando todos os setores da sociedade. Hoje a população brasileira tem novas demandas, e o PT precisa entender isso, dialogando com os movimentos sociais, a juventude e os trabalhadores rurais, entre outros setores. O Brasil de 2014 não tem mais os mesmos problemas que tinha quando criamos o PT. Não tem mais a inflação que tinha nos anos 80...os altos índices de desemprego dos anos 90...a falta de oportunidade para os jovens...então são novas demandas e o PT tem que estar preparado para dar resposta novas aos novos desejos das pessoas.
- O que o povo pode esperar ainda do PT em se falando de renovação política, social e governamental?
O povo pode esperar muito, até porque o partido já fez muito pelo povo brasileiro. No Brasil, milhões passavam fome, sede e não tinham energia elétrica. Nós tiramos 36 milhões de pessoas da miséria e levamos 42 milhões para a classe média. Foi a maior ascensão social coletiva que o país já conheceu, fruto da geração de empregos, da valorização do salário mínimo e de todos os programas sociais que eu já mencionei. A presidenta Dilma tem ampliado e aperfeiçoado esses programas e criado outros novos, como o Ciência sem Fronteiras, o Mais Médicos e o Pronatec, programa de formação profissional, que já beneficiou 7 milhões de jovens. Além de cuidar do presente, o governo está preparando a sociedade brasileira para o futuro, investindo em infraestrutura e destinando os recursos do pré-sal para a educação e a saúde. Estamos lutando também para reformar profundamente a política brasileira. O PT está fazendo uma campanha no país inteiro para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular sobre a Reforma Política. Queremos atingir 1,5 milhão de assinaturas. Precisamos eliminar a influência do poder econômico no processo eleitoral; adotar critérios mais rigorosos para a formação de partidos e coligações e, principalmente, aprofundar os mecanismos de participação da sociedade nas políticas públicas.
- Presidente, em Minas o PSBD tem mantido o poder por alguns anos e nessa eleição o que esta sendo feito pelo PT para mudar esse quadro? Existe uma nova proposta capaz de seduzir o eleitor para a mudança para se eleger Fernando Pimentel?
O Brasil cresceu muito nos últimos 12 anos e Minas Gerais infelizmente não acompanhou esse crescimento. Não precisa ser mineiro para saber que o Governo de Minas faz muita propaganda e pouca ação. O Governo Federal, sim, investiu fortemente em Minas Gerais. No meu governo e no da presidenta Dilma, criamos 2 milhões de empregos em Minas, construímos moradia para 366 mil mineiros, destinamos doze vezes mais recursos para a agricultura familiar -- antes eram apenas R$200 milhões por ano, e nós passamos para R$2,5 bilhões – garantimos o Bolsa Família para 1,200 milhão de famílias mineiras, entre tantas outras realizações. Os tucanos é que não fizeram a parte deles. Eles não têm programas sociais e por isso se apropriam dos programas do Governo Federal, mudando somente os nomes. Por exemplo, o Fome Zero vira Minas sem Fome, o Minha Casa Minha Vida vira Morar em Minas, o Rede Cegonha vira Mães de Minas, o Luz para Todos vira Clarear e assim por diante. A maior parte do dinheiro é federal, mas eles nunca reconhecem isso. A presidenta Dilma, por ser mineira, tem um olhar especial pelo seu estado e nunca deixou de fazer o que precisava ser feito em todas as regiões de Minas. Agora, com o Fernando Pimentel, Minas tem uma chance real de crescer com distribuição de renda e de dar um salto de qualidade, tornando-se um estado justo e bem governado. Pimentel foi um excelente prefeito e um grande ministro e com certeza será um grande parceiro do governo federal, fazendo por Minas tudo aquilo que eu e Dilma fizemos pele Brasil. Ele sabe que o governo do estado não pode ser tratado como propriedade para benefício de uma família e que não pode ser centralizado na capital, que tem que atender as demandas das mais diferentes regiões de Minas, desde o Norte e o Vale do Jequitinhonha ao Triângulo e o Sul, entendendo as diferenças e dando soluções ao que cada região precisa. E, além disso, Minas poderá contar com nosso querido Josué Alencar no Senado. Josué é filho do saudoso José Alencar, que me ajudou a fazer coisas maravilhosas pelo Brasil. Tenho certeza de que Josué também dará uma grande contribuição ao norte de Minas, ao seu estado e ao país.

Mais energia! Conheça 10 benefícios da batata doce

A batata doce é um carboidrato complexo de baixo índice glicêmico, o que significa que sua absorção é mais lenta, liberando glicose na corrente sanguínea aos poucos e sem estimular muito o hormônio chamado insulina (responsável pelo aumento da fome e pelo acúmulo de gorduras). Rica em fibras, ela também é fonte de ferro, vitamina C e potássio, além de apresentar alto teor de vitamina E, conter vitamina A e C.
Como é conhecido de todos a batata fornece energia para o treinamento. (Foto: Mauro Vieira).

10 benefícios da batata doce
1 – Fornece energia para o treinamento, auxilia na queima de gordura e no ganho da massa muscular porque libera a glicose no sangue lentamente
2 – Ajuda a controlar a diabetes porque tem baixo índice glicêmico
3 – Auxilia no emagrecimento pois diminui o apetite pela riqueza em fibras
4 – Fortalece o sistema imunológico porque tem boa quantidade de vitamina A
5 – A vitamina A age como antioxidante e atua na manutenção dos ossos, tecido epitelial
6 – Reduz o colesterol total e auxilia na digestão devido seu teor de fibras
7 – Faz bem para a pele graças a vitamina E
8 – Ajuda a prevenir câncer por seu alto teor de vitamina A
9 – Auxilia na formação de colágeno e previne anemia graças à vitamina C
10 – Regula a pressão arterial e reduz cãibras também pela vitamina C

Trata-se de um carboidrato especial? Por quê?
Infelizmente muitas dietas que estão na moda pregam o corte de carboidratos da alimentação para emagrecer de forma mais rápida. Mas esses alimentos são responsáveis por dar energia, por isso não devem ser eliminados da dieta, especialmente se você pratica atividade física. Se a ideia é perder peso, invista em carboidratos “do bem”, como a batata doce.
Com um baixo índice glicêmico – a energia contida nela é liberada gradualmente no organismo – é capaz de aumentar a sensação de saciedade. Além disso, ela não ocasiona picos de insulina que é o que acontece com carboidratos simples.

A batata doce é interessante para quem quer perder peso? Por quê?
Pelo baixo índice glicêmico e por ser rica em fibras promove uma ótima saciedade. E tem apenas 116kcal em 100g. O grande responsável por esse alimento favorecer a dieta é o amido resistente, que, apesar de ser um carboidrato, se comporta como uma fibra insolúvel – ou seja, resiste às enzimas do intestino delgado, que não conseguem digeri-lo. Ele também atrai as moléculas de gordura e de açúcar, fazendo com que sejam absorvidas mais devagar.

Há 25 anos, Brasil perdia o talento de Luiz Gonzaga, o eterno rei do baião

Músico é um dos artistas com mais discos vendidos na história do país. Ele é autor dos clássicos 'Asa branca', 'Baião' e 'Qui nem jiló'.

No lugar da coroa, ele usava um chapéu de couro. Nas mãos, o cetro dava lugar à sanfona. Muito popular entre os milhões de súditos, Luiz Gonzaga era um monarca diferente, o rei do baião. Ele nasceu em uma sexta-feira 13, mas o mau agouro passaria longe. A paixão pela música surgiu vendo o pai tocar em casa e festas da região.

Ele não amou só o acordeon, também se apaixonou pela filha de um fazendeiro, que não aceitou a união e ameaçou o rapaz de morte. Gonzaga fugiu de casa e foi para o Ceará, onde entrou no exército. Trocou a sanfona pela corneta na vida militar, ficando conhecido como ‘Bico de aço’. Depois de dez anos de quartel, pediu baixa no Rio de Janeiro.

Quando decidiu fazer a carreira musical, começou a tocar em bares, festas e nas ruas. Uma apresentação no programa de rádio de Ary Barroso, no começo da década de 40, foi marcante. Luiz Gonzaga interpretou ‘Vira e mexe’, canção instrumental de sua autoria. Muito aplaudido e elogiado, foi convidado a entrar em estúdio.

A hora de soltar a voz
Além dos muitos discos, veio também a ideia de se vestir de vaqueiro, figurino com o qual seria consagrado. Depois do sucesso tocando, era a hora de soltar a voz. ‘Dança Mariquinha’ foi a primeira que ele gravou cantando.

No mesmo ano, assumiu a paternidade do filho de uma namorada. Gonzaguinha recebeu o mesmo nome do pai e o talento para a música. Após uma relação conflituosa durante anos, os dois chegaram a fazer shows juntos na velhice de Gonzagão. Em 1948, conheceu Helena, com quem se casaria e ficaria junto até o fim da vida.

Luiz Gonzaga é um dos artistas com mais discos vendidos na história da música brasileira, autor de clássicos como ‘Asa branca’, ‘Qui nem jiló’ e ‘Baião’. O ritmo, aliás, virou samba em 2012, em um desfile que deu à Unidos da Tijuca o título de campeã do carnaval carioca naquele ano.

Há 25 anos, Gonzagão “olhava para o céu”. Uma parada cardiorrespiratória calava a sanfona real. Mas houve festa lá em cima, afinal, o rei estava chegando.

Fátima disse que o "acordão está na boca do povo", e PT só procurou partidos da base de Dilma


Fátima Bezerra falou que a reforma política pode ser a solução para a crise de representação da classe política brasileira. Via o Minuto.

A candidata do PT ao Senado, Fátima Bezerra, disse hoje (1) que o "acordão" do PSB e do PMDB está na boca do povo. "O PT tentou aliança com os partidos da base da presidente Dilma Rousseff. O que há do outro lado é o ajuntamento de partidos com várias candidaturas à Presidência da República. A chapa de lá tem candidato para tudo quanto é gosto. Nós não mudamos de lado. Nosso palanque é 100% Dilma. O 'acordão' está na boca do povo, não sou eu quem diz", declarou a petista em entrevista ao Jornal 96, da 96 FM.

Fátima deu a declaração em resposta a Wilma de Faria (PSB), sua principal concorrente na disputa pelo Senado, que havia dito que "os adversários não podem dizer nada (da aliança do PSB com o PMDB), porque eles queriam a mesma coisa".

A candidata do PT falou que a reforma política pode ser a solução para a crise de representação da classe política brasileira. "A representação política no Brasil tem piorado tanto do ponto de vista da qualidade intelectual como também do fisiologismo, do patrimonialismo. A reforma é essencial para oxigenar o quadro eleitoral atual", disse. 

Fátima defende um plebiscito para convocação de uma assembleia constituinte exclusiva para tratar da proposta. Ela considerou essenciais o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais e a incorporação de mecanismos de participação popular.


A candidata disse que o PT não teme os questionamentos éticos por conta de escândalos como o de mensalão. "Esse assunto já está concluído. A investigação foi realizada, a sentença já foi proferida, já temos o cumprimento de sentença, e nós esperamos que isso tudo contribua para que o país possa realizar uma reforma política ampla e profunda", falou.

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Fátima Bezerra disse que vai priorizar o debate sobre a aplicação do PNE (Plano Nacional de Educação), já sancionado pela presidente Dilma Rousseff. "O PNE não vai virar uma bela carta de intenções. Será um instrumento valioso para promover o desenvolvimento do país", disse.

Ela defendeu a 'federalização' do piso nacional dos professores. "Estados e municípios não podem arcar sozinhos com os salários dos professos. Este assunto já está em discussão no âmbito do governo federal. Esta será uma das minhas principais bandeiras no Senado", declarou.

Antes da discussão do novo pacto federativo, a candidata do PT falou que é necessária a aprovação de uma reforma tributária. "Não adianta falar em pacto federativo sem a reforma tributária. Precisamos rever a quantidade de impostos cobrados neste país, principalmente nos estados com as diferentes alíquotas de ICMS", criticou.


Quando o assunto é economia - inflação beirando os 7%, juros de 11% ao ano, PIB de menos 1% e tarifaço depois das eleições -, a candidata do PT se mostra otimista: "Vamos ganhar qualquer comparação com os indicadores dos governos anteriores ao do PT. Na era tucana, a inflação era muito maior. Estamos no centro da meta de inflação hoje, que é de 6,5%, e as taxas de desemprego são as menores da história. A presidente Dilma Rousseff tem tratado deste assunto com bastante seriedade", comentou.

Meu bairro e a Faixa de Gaza

 
"Confesso, humilde, que não entendo bulhufas de política internacional, por isso não comento os acontecimentos na Faixa de Gaza. Nem os do território palestino, nem sequer os das favelas cariocas. Nada sei fora do bairro de Aparecida, em Manaus. A Isis que conheço é uma caboca peitudinha que mora no Beco da Escola, fica saliente ao ver farda e lembra saudosa dos amassos escandalosos do Geraldão, tenente do NPOR. DeGaza, ignoro as fofocas, que é a forma suprema do saber. Sei apenas que ISIS é a sigla do grupo que luta por um Estado Islâmico no Iraque e na Síria. Nada mais.

Gaza está tão longe e Aparecida tão perto! Mas de repente, Gaza ficou mais perto de mim do que o bairro onde nasci, porque mexe com o que existe de profundo em cada um de nós: a nossa humanidade. Ninguém precisa fumar cachimbo e usar boina basca como os comentaristas internacionais ou fingir inteligência como a equipe do Manhattan Connection para saber que o que está acontecendo em Gaza é um exemplo acabado da estupidez, que nos traz tanto desencanto e compromete o destino da espécie humana.

Que fique claro, portanto, que não tratamos aqui de política internacional, mas da barbárie e da bestialidade humana, da qual cada um de nós entende um pouco. Não há outro nome para o fato testemunhado da janela do luxuoso hotel al-Deira, na cidade de Gaza, por dois jornalistas do New York Times. Eles observavam crianças palestinas que brincavam de bola, alegres e felizes, numa praia do Mar Mediterrâneo, quando foram assassinadas covardemente pela artilharia israelense.

O militarismo

As estatísticas mudam a cada hora. Desde o início da operação israelense, no dia 8 de julho, até o momento em que escrevo, os bombardeios já mataram quase 300 palestinos, 80% dos quais civis, incluindo cerca de 50 crianças, feriu mais de 1.500 pessoas, destruiu completamente mais de mil casas, danificou outras duas mil casas e causou um prejuízo de dois bilhões de dólares em danos à infraestrutura: luz, água, estradas, ruas, monumentos, prédios residenciais, hospitais, mesquitas, escolas.

Os partidos de extrema direita Casa Judaica e Israel Nossa Casa justificaram o crime. Um deputado sionista, Eli Ben Dahan, que seria aplaudido por Bolsonaro, declarou com todas as letras que “os palestinos não são seres humanos, não merecem viver, não são nada, não passam de animais”.

Diante da reação internacional, os militares israelenses, para quem “as vítimas civis são danos colaterais”, juram, em nota oficial, que erraram o alvo, que vão apurar o que aconteceu e que “o Exército não tem intenção de ferir civis, mas foi arrastado pelo grupo islâmico Hamas para dentro de uma realidade de combate urbano”. Tem razão Eduardo Galeano quando escreve:

“O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe a quem mata. Não mata por engano. Mata por horror. Para justificar-se, o terrorismo de estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe pretextos. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo seus autores quer acabar com os terroristas, acabará por multiplicá-los”.

Para o físico Albert Einstein, alemão de origem judaica, é isso mesmo, não existe qualquer diferença entre matar na guerra e cometer um homicídio comum, ambos são igualmente abomináveis: “O militarismo é uma nódoa nas grandes realizações da civilização moderna. Heroísmo encomendado, violência regulamentada, patriotismo arrogante tornam vil e abominável qualquer guerra de agressão. Da minha parte, preferia ser fuzilado a tomar parte numa luta desse tipo”. Grande Einstein.

Nos anos 1950, Einstein condenou com firmeza o militarismo hoje dominante em Israel, quando afirmou que “a pior das instituições gregárias se intitula militarismo. Eu o odeio. Se um homem puder sentir qualquer prazer em desfilar ao som de uma banda militar, basta para merecer o meu desprezo. Esse homem recebeu um cérebro volumoso por mero engano, a espinha dorsal seria perfeitamente suficiente para ele”.

A guerra, qualquer guerra, representa a barbárie, a selvageria, a incapacidade de resolver os problemas através do diálogo que – segundo Luís Borges – é a mais criativa e civilizada invenção do ser humano, mais importante do que a bomba atômica”.

O diálogo

Como é possível que nações civilizadas, portadoras de alta tecnologia, praticando uma ciência de ponta, com filosofia e literatura refinadas, com pensadores de alto nível, na hora de resolver seus conflitos, em vez do diálogo, partem para a guerra, para a matança, para a carnificina, para a destruição de vidas incluindo civis e crianças? Por que não buscar o exemplo de culturas muito mais civilizadas nesse campo?

Os índios Wayuu, conhecidos também como Guajiro, que vivem na Venezuela e na Colômbia, criaram um sistema jurídico singular, que resolve os conflitos internos sem necessidade de usar a força. Os conflitos, inevitáveis em qualquer sociedade, lá são resolvidos através do pütchipü´u, nome de um pássaro, um papagaio falador, que serve também para designar dentro da sociedade guajira o “mestre da palavra’, o “dono do verbo”, enfim um índio sábio, especialista no manejo da linguagem.

Quando alguém se sente prejudicado, chama logo o pütchipü´u. Ele vem, analisa, conversa com as partes em litígio, persuade, insinua, negocia, cria cenários às vezes ameaçadores sobre os possíveis desdobramentos do caso, mostrando que todo mundo pode perder. Ele não é bem um juiz que condena ou absolve. É mais um intermediário, um mediador na solução das brigas, e isso porque o sistema jurídico Wayuu não é um sistema de “justiça punitiva”, mas de “justiça de compensação”, “justiça de restituição”.

Por isso, há uma reação internacional contra os crimes cometidos em Gaza. Manifestações em algumas capitais europeias, protestos, inclusive com carta aberta assinada por artistas e intelectuais de diversos países, entre eles seis vencedores do Prêmio Nobel da Paz exigindo embargo militar contra os israelenses. Mas é ainda pouco. O secretário geral Ban Ki-Moon deu uma declaração tímida que só evidencia sua pusilanimidade. Obama, bem Obama é uma fraude.Veio com o mesmo lero-lero.

Enquanto não acontece uma reação mais firme, temos que sair de nossas Aparecidas para chorar as crianças assassinadas em Gaza e manifestar nossa indignação contra os fipilhopós da putapá que matam crianças e civis numa guerra sórdida sem sentido. O Geraldão usava a farda para fins mais nobres: conquistar as caboquinhas. Einstein não sabia quais as armas que seria usadas na III Guerra Mundial, mas profeticamente anunciou que ” a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras”. José Ribamar Bessa Freire, Correio do Brasil. 

Para Ariano Suassuna, um homem de ideias e sonhos





"Nesta terra da saúde que o cabra põe doente, onde morre tanta gente e a vileza nunca para, mulher apanha na cara e homem faz o que quer, um rei meio quixote, meio doutor, desceu da realeza pra ver de perto a pobreza, sentir toda a sua dor. E pra ajudar seu povo de um a um, tirou a coroa e saiu à toa, vestido de pessoa comum.


Andando pra todo lado, de jeito santo e letrado, o rei feito andarilho viu o mundo, desceu ao fundo, cada pai e cada filho e cada mãe, ouviu o velho, ouviu o novo com paciência, gente de toda idade, pra entender de verdade a querência de seu povo.

E de tudo o que ele via, dedicado em seu trajeto, o rei fez poesia de encantar o mais abjeto. Nessa vida da gente modesta, com o povo fez sua festa. Aprendeu de tudo que não imaginava, e no trono já nem pensava.

Os anos foram passando, e o rei foi aqui ficando. Trabalhava feito louco, fez de tudo um pouco. Fez livros, fez peças, fez gravuras, fez amigos e inimigos, fez afetos gentis e desafetos imbecis. Foi advogado de profissão, professor, acadêmico, usou fardão! Fez filhos? Não. Fez uma prole! Só não fez foi corpo mole, que a vida anda dureza e não assente mera esperteza.

Pra oferecer conhecimento, ele não tinha lugar e não tinha hora. E até Nossa Senhora, precisada de opinião, o rei daqui mandou chamar. Lá foi ele dessa feita, as mãos juntas em oração, perguntar à Mãe Perfeita, se lhe cabia colaboração.

Tenho cá umas pendências, coisa de todo dia, respondeu a Virgem Maria. E você, cheio de experiências, pode muito me ajudar.
Então o rei voltou à terra, dar adeus, até logo aos seus. Mas seguro, de olhar firme, garantiu: ninguém se avexe, viu? Isso não é partida. Vou ali com a Compadecida olhar de perto para os meus.

Juntou suas coisas, seus livros e lembranças num gibão, montou seu cavalo de olhar esverdeado e cavalgou enluarado, até depois da imensidão.
E você, boa gente, leve essa história à frente. Mas se alguém quiser saber, curioso, gritando “como foi? Conta pra mim!”, você responda simplesmente:
“Não sei. Só sei que foi assim”. Para Ariano Vilar Suassuna, com a gratidão de sua gente.

Assassino miserável. GENOCIDA NETANYAHU INTERROMPE TRÉGUA E MATA MAIS 40 PALESTINOS

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Artilharia israelense perto da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, matou pelo menos 40 pessoas nesta sexta-feira, informou o hospital local; ação derruba trégua mediada pelos Estados Unidos e a ONU de 72 horas na região.

GAZA (Reuters) - A artilharia israelense perto da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, matou pelo menos 40 pessoas nesta sexta-feira, informou o hospital local, enquanto o cessar-fogo iniciado horas antes desmoronava.

Israel acusou o Hamas e outros grupos militantes palestinos de violarem a trégua mediada pelos Estados Unidos e a ONU, mas não deu detalhes, enquanto a mídia israelense noticiava que militantes armados tinham disparado contra soldados de Israel na área de Rafah. (Reportagem de Nidal al-Mughrabi).

STF restaura sua dignidade: Joaquim Barbosa está fora

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FIM DA ERA JB: NÃO HÁ MAL QUE DURE PARA SEMPRE.

Agora é oficial: a aposentadoria de Joaquim Barbosa do Supremo Tribunal Federal está publicada no Diário Oficial da União, no decreto assinado pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro José Eduardo Cardozo; sua gestão foi marcada por abusos, agressões a colegas, jornalistas, advogados, entidades da magistratura e, sobretudo, a direitos de defesa assegurados pela Constituição Federal; depois de cumprir um papel lamentável à frente da suprema corte, ele poderá desfrutar a aposentadoria em Miami, num imóvel registrado em nome de uma offshore; nesta sexta-feira, Ricardo Lewandowski será eleito presidente do STF, que poderá, enfim, restaurar a sua dignidade.

Via 247 - Acabou. Joaquim Barbosa não é mais presidente do Supremo Tribunal Federal. Sua aposentadoria precoce foi publicada nesta quinta-feira, 31 de julho de 2014, no Diário Oficial da União.

É uma data histórica porque chega ao fim dos períodos mais vergonhosos da história do Poder Judiciário no Brasil. À frente do STF, Barbosa agrediu colegas, jornalistas, entidades de magistrados, expulsou um advogado do plenário com a ajuda de seguranças e violentou, sobretudo, direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição Federal.
Como relator da Ação Penal 470, transformou-se em figura midiática, "o menino pobre que mudou o Brasil" (em Veja), ou o "brasileiro que faz diferença" (no Globo), para cumprir o papel que a ele foi designado, alinhado com a agenda política dos meios de comunicação que garantiram seu breve estrelato.
No poder, a despeito da fama de justiceiro, usufruiu de todas as benesses do cargo, algumas permitidas, outras, nem tanto. Reformou o banheiro de sua residência por R$ 90 mil, viajou a Paris e visitou uma loja da Prada usando diárias que depois se viu forçado a devolver e registrou um imóvel em Miami em nome de uma empresa offshore que tinha como endereço seu apartamento funcional em Brasília.
Aposentado, Barbosa poderá se dedicar à vida de subcelebridade, seja nos bares da vida, no Rio de Janeiro, ou em Miami. A carreira política, que ele chegou a cogitar, a bem do Brasil, foi abortada. Caso tivesse se lançado candidato, jogaria por terra a "credibilidade" do julgamento da Ação Penal 470, a única causa a que se dedicou verdadeiramente na suprema corte.
Com sua saída, comprova-se, mais uma vez, a força de um ditado popular. Não há mal que dure para sempre.
E com a chegada de Ricardo Lewandowski ao comando do Poder Judiciário o Supremo Tribunal Federal poderá, enfim, restaurar a sua própria dignidade.

Este é o país que queremos. Pela 1ª vez, eleitores com ensino superior superam analfabetos

O grau de instrução do eleitor brasileiro cresceu 56,8% nos últimos quatro anos. Em 2010, pouco mais de 5,1 milhões possuía nível superior. O número saltou para 8 milhões, em 2014, segundo dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O crescimento chega a quase 50%, em comparação com 2010, se contabilizarmos os votantes que ainda estão cursando a faculdade, totalizando 13,2 milhões de eleitores. Ao todo, 142 milhões brasileiros devem ir às urnas no dia cinco de outubro.

O Distrito Federal é a unidade da Federação com os eleitores mais instruídos. Mais de 24% da população apta a votar possui curso superior completo. Dos mais de 1,9 milhão de eleitores, 460 mil frequentou a faculdade.

No estado do Paraná, o número de eleitores com curso superior mais que dobrou nos últimos quatro anos, passando de 309,6 mil, em 2010, para 624,6 mil, em 2014. Hoje, dos quase 7,8 milhões de eleitores paranaenses, 12,3% cursaram ou estão cursando graduação, o maior índice de instrução entre os eleitores da região Sul do País.

Maioria, com 52,13% do eleitorado, é também das mulheres o posto dos que possuem maior nível de instrução. Mais de 61% das eleitoras cursou uma faculdade, contra 38% dos homens.

Analfabetos – Outro dado a ser comemorado é a redução de 7,5% no número de analfabetos. Em 2010, eram mais oito milhões sem nenhum grau de instrução, caindo para 7,4 milhões em 2014.

O direito ao voto é garantido para todos os brasileiros, independentemente do nível de escolaridade, gênero ou raça.

O TSE observa, no entanto, que os dados se baseiam em informações prestadas no momento do registro no cartório eleitoral. Como muitos eleitores não costumam atualizar seu grau de escolaridade com o passar nos anos, estima-se o número de graduados seja ainda maior. Por Flávia Umpierre, da Agência PT de Notícias.

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